Disclaimer: O Draquito, o Harryzinho, o Ronnikins e o Blaisie são filhos da titia Jô. As outras quatro também. (menos a Mary, é minha òó *possessiva MODE ON*).

N.A.: Oxi, o FF não deixou dar reviews o.O? Eita! Bem, tá akee o cap quatorze (o qual por acaso escrevi em menos de uma semaninha, mimimi *-*)

Boa Leitura :D


Suco de Morango com Bolinhas de Tutti Frutti

Capítulo Quatorze.

Elas não podiam acreditar. E lá os dois no chão, com as jóias brilhando.

– Rápido! Loonie conjure dois potes! – Mary diz, apreensiva. – Ginny, vem cá...

A ruivinha mal conseguia se mover. A corvinal puxou-a para um canto do corredor, evitando ela ver aquela cena. Luna pegou o sentimento de Ron e pôs num dos potes, e o de Hermione no outro, assinalando com cores diferentes.

– Ginny, me escuta... – A metamorfomaga começou, vendo a amiga chorando. – A gente tem que sair daqui, o Filch provavelmente deve ter falado pra diretora.

– Mary, a g-gente t-tem... A gente tem q-que pegar a-aquela... Aquela...

– Eu sei. – Ela parara, ouvindo as vozes do zelador, dos professores e da professora McGonagall.

Agora os senhores Weasley e Granger... Argo, não disse que havia coisas brilhando neles?

Sim, diretora. Tenho certeza disso. Parece que sumiram.

– Temos que ir embora, antes que nos peguem com isso! – Luna dissera, mostrando os dois potes.

– I-Ir e-embora? Bela a ação de v-vocês! – Ginevra responde, furiosa e ainda chorando.

– E você quer o quê? Que a gente fique com fama de assassinas de estudantes indefesos? – Mary replica. – Sabe muito bem Ginny que eles não sabem quem os atacou, somente nós!

– Oras, Mariana! Só nós falarmos que quem os atacou foi a Greengrass! – Diz, como se fosse óbvio, e mais calmamente.

– Ginny, não temos provas... É a nossa palavra contra a dela, que vai dizer provavelmente que estava no dormitório. – Luna prossegue, sensata.

– Além do mais, se ela atacou-os, é porque já sabe do meu passado. Lembre-se, ela quer a Pansy por conta de alguma coisa. – Objetou. – Vamos, tem que ir à detenção.

Olhando as duas, aceitou resignada. As três garotas andaram pelo corredor, até chegar na escadaria sul, que levava para a sala da McGonagall. Quando chegaram em frente à sala, Draco estava esperando com uma cara fechada.

– Está atrasada... – Murmurou, e vendo Luna e Mariana, levantou a sobrancelha. – O que estão fazendo aqui?

– Trazendo a sua namorada transtornada. Ela te explica tudo... Vem! – Mary disse rapidamente, puxando a loira pelo braço e sumindo no final do corredor.

Ele a olhou de cima (lógico, era alto), e esperou.

– Vai ficar me olhando com cara de tacho? – A ruiva falou baixinho.

– Se você não me explicar, Weasley... – Ele responde, olhando para os lados. Ao ver a diretora se aproximando, pegou em seu braço levemente.

A irmã de Ron sentiu um choque elétrico percorrer o seu corpo, apesar da camisa branca e longa que estava usando. Os dois entraram na sala e se sentaram nas primeiras carteiras. Mal se sentaram, ouviram-na entrar também.

– Senhores, desculpem o atraso. Ocorreu mais um ataque... – Minerva começa, olhando significativamente para Ginevra. – Dessa vez foi com o senhor Weasley e a senhorita Granger.

O sonserino ficou com uma expressão indecifrável. "Por isso que ela não quis me dizer" Refletiu, olhando-a de canto. Voltando seus olhos azul-acinzentados a bruxa, notava que McGonagall esperava uma reação de Ginny. A ruiva apenas virou a cara para a janela, com uma expressão de choque.

– Bem, aqui há livros sobre Transfiguração. Voltarei daqui a duas horas. – Finalizou, indo para a porta.

Fechou a grande porta de madeira escura, Draco virou-se completamente para Ginny.

– Sinto muito. – Murmura, sem emoção alguma na voz.

– HÁ! – Falou, em tom mais alto que o normal, ainda olhando a janela. – Sente muito? Você não viu o que eu vi!

– Eu não posso ter visto, Weasley, mas sei o que sente.

– Sabe mesmo? – Ela virou-se e o encarou. – Tem certeza que sabe? Pois eu não acho que alguém como você sente alguma coisa.

Draco estreitou os olhos. "Quem ela acha que é para falar comigo desse jeito?".

– Ah, então você pensa que eu uma pessoa sem emoção alguma, não?

– Não, eu tenho certeza absoluta desse fato. – Redargúi, irônica.

Ele ficou quieto, e foi até a estante (enorme) de livros. Pegara o primeiro, "História da Transfiguração" e passou os olhos pelas páginas. Ginevra continuou a olhar, agora para o chão.

– Hey... – Ouvira a voz dele chamá-la.

– Que é?

– Pega os pergaminhos e as penas ali. – Disse, apontando para o armário. – E os tinteiros também.

Levantara-se languidamente, indo até o objeto. "Por acaso a McGonagall é precavida? Ela podia muito bem dizer para trazermos nosso próprio material!" Pensara, pegando os pergaminhos.

– Vamos começar. Você escreve, eu dito.

– Como assim, você escreve? Malfoy, eu não sou sua escrava não! – A ruiva rebate, irritada.

– Oras, são assim que os sem-corações agem. Agora, escreve. – Replica, achando graça na expressão dela.

– Eu não acato suas ordens, doninha.

– Weasley, pára de birra e faz logo! – O loiro falou, colocando o livro em cima da mesa.

– Eu já falei: EU NÃO ACATO SUAS ORDENS, SEU IDIOTA! – Grita, furiosa.

– PELO MENOS NÃO SOU EU QUE TÁ AÍ PARECENDO UM MORTO-VIVO!

– MAS VOCÊ ME PROVOCA!

– RETARDADA!

– IMBECIL!

– GROSSA!

– METIDO!

– CHORONA! – Gritou, irritado. Após isto, baixou o tom. – Você fala como se soubesse de alguma coisa, Weasley, mas não sabe. Você fala que eu não sinto nada? Acredite, você não viu a dor de perto. Essa é a maior prova! – Falou, mostrando o braço com a Marca Negra.

– E daí? Ron e Mione estavam ali, deitados no chão, com cara de mortos. MORTOS, Malfoy! Agora a Mary e a Luna estão com os sentimentos deles!

– Sentimentos?

– É. A louca da sua ex deixou os sentimentos deles. – Responde, como se explicasse a uma criança. – Ah, deixa pra lá... Temos que fazer essa porcaria de trabalho de Transfiguração.

E o silêncio se instaurou na sala. Ginevra foi até a mesma estante e procurou em outros livros sobre as transfigurações mais perigosas e Draco começou a escrever no pergaminho, completamente concentrado. Os dois garotos não se falaram mais durante parte do tempo.

Ele já completava trinta centímetros quando sentiu os orbes chocolates observando-o.

– Perdeu alguma coisa? – Inquire, impaciente.

– Desculpe.

O sonserino levantou a cabeça, e olhou para Ginny. Notou que algumas lágrimas estavam prontas para cair, mas ela se mostrava completa e seriamente controlada.

– O-O quê?

– D-E-S-C-U-L-P-E, Malfoy. Quer que eu soletre novamente?

– Não. – Disse, simplesmente.

Se Ginny não tivesse se virado, teria visto o sorriso brincando nos lábios do loiro, o qual abaixou a cabeça e continuou a escrever. Embora ainda eles estivessem com dúvidas sobre Astoria não ter roubado os sentimentos de Ron e Hermione.


No dormitório, Mariana e Luna ficavam olhando para os dois potes, que o sentimento de amor brilhava dourado e tinha a forma de coração.

– E agora, Loonie? – A metamorfa perguntou. – Não posso fazer os sentimentos deles voltarem!

– Por que? – Luna responde, curiosa.

– Bom, para isso, preciso de todos os corpos que se retiraram os sentimentos dominantes. Não posso fazê-lo com apenas o Ron e a Mione! – Disse. – Se eu fizer apenas com eles, o Wallace, a Victoria e a Helen correm o risco de ficarem naquele estado para sempre.

– Tem que contar isso pra Ginny. Mas não tem que precisar dos sentimentos deles também?

– Sim, por isso mesmo. Eu não sei onde eles estão e... AI! – Soltou, tocando onde estava a marca.

Ela ouvia claramente uma risada em sua cabeça. "Mariana, você nunca vai me encontrar. A sua amiguinha Astoria sabe muito bem como me esconder. E não sei por que demônios ela não quis me trazer os sentimentos daquela garota sangue-ruim e do Weasley traidor do sangue".

– Se você não percebeu, nós duas somos mestiças. – Disse.

– Com quem tá falando, Mary? – Luna perguntou, sem entender.

"Ora, ora, minha tataraneta, você sabe que vai morrer, e se estivesse comigo, teria o poder da vingança!".

– Olha, primeiro a besta daquela loira deve ter contado que o Ron gosta dos trouxas. Segundo, nossa família é mestiça, logo você estaria se xingando. Terceiro, agradeço a oferta, mas o tio Matthew ter morrido já me é prova suficiente de que não preciso disso.

"Ah, querida, mas você deve não saber como a Astoria destruiu os dois anéis, certo?".

– Usando Diffindo, fantasma. Eu não sou tão burra assim, oras.

"Bravo! Bravo! Bem, eu acho que eu devo te fornecer uma informação muito valiosa não é? Não contei a loira, mas sinceramente, seu contra-plano vai funcionar com louvor".

– Acha que eu não sei? – Disse, com raiva.

"Claro, quer morrer mais cedo. Acho que aquele Weasley vai ficar muito triste se você morrer...".

Estremecera, ao lembrar-se de Fred.

– Você não se atreveria.

"Ah, querida, desde que tem essa marca, entrou em Hogwarts... Enfim, eu vigio cada passo seu, assim como fiz com seus antepassados. Não dizia nada, pois senão ia arruinar meu plano. Mas foi valioso saber que aquele ruivo tem um interesse especial na minha tataraneta... Essa marca que nasce em vocês é a conexão direta para suas mentes! E saber que o ama... Ah, como eu preciso disso!".

– Por isso que não quis pegar os deles não é? E se quer saber, eu não sou sua tataraneta nem aqui e nem no Inferno!

Uma dor atingiu sua cabeça, e a voz de Annelise sumiu.

– Mary? – Luna dissera, tocando-a. – Com quem estava falando?

– Annelise. A minha marca... – Falara, massageando as têmporas. – Ela sabe o que eu faço.

– A gente tem que falar com eles!

– Não! Não! Vai ser pior desse jeito. Amanhã de manhã a gente vai até a biblioteca.

Luna suspirou, e sorrira. Foi para a sua cama.

– E o Ron e a Hermione?

– Guardaremos os seus sentimentos. Aliás, queria saber por que a loira oxigenada não os pegou...

Terminando de dizer isto, colocou os potes dentro de sua caixa verde, e colocando-a embaixo da cama. "Ela só invade minha mente quando está sendo usada. Então a Greengrass deve estar querendo saber de algo" Pensara, virando-se em direção ao banheiro.


– Olá senhores. Terminaram? – Minerva disse, entrando.

Ginny e Draco estavam quietos – ele, buscando informações no quarto livro procurado, e ela escrevendo.

– Senhorita Weasley, pode me dar o pergaminho?

– Ah, claro. – Responde, terminando de escrever rapidamente e dando-o a diretora.

Ela passou os olhos pelo pergaminho e o enrolou, colocando em cima de sua mesa.

– Quarenta e cinco centímetros. Venham amanhã, no mesmo horário. Dispensados.

Os dois saíram, sem olhar cara a cara. O sonserino fechou a porta, seguindo-a.

– Vai ficar assim, é?

– Assim como, Malfoy? – Ginny pergunta, duvidosa.

– Parecendo um zumbi. – Soltou, irritado.

– Eu pelo menos tenho emoções. – Disse, apressando o passo.

Todavia, não deu tempo dela ir mais rápido: Draco a puxou para uma sala vazia, e fechou a porta trancando-a com um feitiço.

– Ginevra, pare com isso AGORA. – Sibilou, sequer notando que a chamara pelo primeiro nome.

– Vai discutir a relação, Draquinho? – Ela rebate, irônica.

– Não. Quer saber como eu sou emotivo, meloso e todas aquelas baboseiras de que você se acostumou a receber do Potterdiota? Tudo bem, eu te provo. – Falou, com raiva, e a agarrou pela cintura.

– O que você vai fazer... Seu... SEU PERVERTIDO! – Gritou.

– Cala a boca, sua imbecil estressada. – Disse, e colou seus lábios nos dela.

Um (outro) choque elétrico percorreu entre os dois, e Ginny ficou inebriada pela sensação de flutuar, mas teve medo de suas pernas fraquejarem e segurou-se nos ombros do loiro. Mas não foi tão fácil quanto parece: ela começou a socar e se debater, como um último berro de sua consciência e ele a agarravam mais forte ainda.

A ruiva cada vez mais cedia, e acabou desistindo, já que o perfume dele embaralhava por completo seus pensamentos. Inconsciente abrira seus lábios carnudos, e a língua do sonserino dançava e explorava cada canto de sua boca, ainda com certo receio de ser repelida. "Droga, Ginny, você me decepcionou". A voz de Harry ecoara em sua mente, mas estava tão longe que a ignorou completamente. "Faça o favor de ir embora". Sua inconsciência replicou a voz.

Quando pararam, tanto ele quanto ela ficaram se olhando surpresos.

– Tá mais calma?

– Se for para você der uma dessas toda vez que estou estressada... Não. – Replicou rindo.

Eles riram, mas um baque de realidade fê-los se separarem, claro. Ginny olhou para o chão, e viu sua capa jogada. Colocou rapidamente. "Como ela foi parar no chão?" Pensou.

– Ah, mas é claro, você beija mal. – Draco replica, virando-se de frente para a porta.

– Lógico, como se eu tivesse te agarrado. Malfoy aprenda a beijar e depois venha falar comigo. – A ruiva rebate, subitamente irritada pela ousadia.

– Vamos, já passou do horário de recolher. – Ele fala, destrancando a porta.


No dia seguinte, uma quarta-feira, os estudantes levavam suas vidas normais e rotineiras pelos corredores de Hogwarts. Mariana e Luna encontraram-se com Ginny no corredor, a qual saía com certa pressa da sala de Feitiços.

– Uau! Parece que ontem à noite o negócio deu frutos. – Mary começou, zombeteira. Seus olhos ficaram, incrivelmente, róseos.

– Como assim?

– Sua capa está cheirando a hortelã. Foi em um corredor ou uma sala vazia?

Ginny corou com aquilo. O perfume dele havia ficado! Olhara para Luna e viu os olhos da garota brilharem.

– Oh, Gin! O que aconteceu?

– Loonie, eu te conto tudo quando formos à biblioteca. – Mary responde, dando uma piscadela. – A ruiva aqui tem agora aula, e a gente tem que ir para as estufas e...

As três garotas ouviram gritos, vindos do terceiro andar. Correram para lá, mas pararam ao ver Astoria na escadaria, sorrindo diabolicamente. Ginny reparou mais em sua aparência, e a loira se mostrava mais abatida e parecendo que não havia dormido noites inteiras. Ela sibilou algo e desceu correndo.

– Vamos segui-la! – A ruiva sibilou.

– Vá Ginny! Eu e Luna vamos até onde ocorreu o grito! – Mariana falou.

Elas se separaram, e a ruiva começou a correr na direção do caminho de Astoria, com a varinha em punho. Se precisasse, ia lançar uma Maldição Imperdoável nela, por ter tirado o amor de seu irmão.

– GREENGRASS! – Berrou, em cólera.

– Ah, querida, abaixe a varinha. – A voz da loira ecoou no corredor, mas a ruivinha não sabia onde ela se escondeu.

– Oras, sua metida, você fez a mesma coisa com a Trotski, com os irmãos McDonald... Claro, só para sugar os sentimentos deles! – Ginevra responde, ainda empunhando a varinha.

– E sabe porque o fiz?

– MAS NÃO É ÓBVIO? – Gritava, com raiva.

– Não, Ginevra, não é. Me dê o que eu quero e eu lhe digo qual é o feitiço...

– E o que você quer?

Astoria olhou para cima, ouvindo vozes próximas.

– Vemos-nos depois. – Sibilou, indo para as sombras.

– Espere! – A ruiva falou, e viu que a menina havia parado. – Se eu te der, você me diz o feitiço?

– Claro. – A loira respondeu, sem se virar. – Me encontre daqui a duas semanas, no primeiro andar.

Quando ela finalmente sumiu na penumbra, Mary e Luna chegaram.

– Ginny! Você a viu?

– Vi. Mas não deu tempo de pegá-la. – Omitira a última parte. – E vocês viram quem ela pegou?

– Sim. A Parvati. – Luna respondeu.

– Ela não manda mais bilhetes, e acho que era desnecessário. Por isso não encontramos nada com eles. – A corvinal metamorfa disse, objetiva. – Vamos para a biblioteca, temos que buscar algumas pistas, para ver o que elas estão planejando!

A ruiva assentiu, seguindo-as. Enquanto isso pensava na proposta de Astoria de levar o que ela queria: Pansy. "Seria traição" Sua consciência alertou, mas Ginny pensava em Ron e Hermione. Tudo bem que não tinha uma relação lá tão boa, embora só de pensar em perdê-lo... Quase perdeu Fred e Bill na guerra, e não queria de jeito nenhum que acontecesse algo a outro irmão seu. E a amiga castanha, considerava-a como a irmã mais velha.

"O que ela ta pensando?" Mariana perguntou-se, olhando-a de canto. "É impressão minha ou...? Não! A Ginny não faria isso!" Falara a si mesma, afastando os pensamentos negativos.

Elas seguiram caminho silencioso até a biblioteca de Madame Pince.


Draco e Pansy ficaram apreensivos ao verem Parvati caída no chão, do mesmo jeito que os outros. Levaram o corpo inerte da grifinória para a Ala, que estava sendo seguido por Romilda, a qual chorava copiosamente ao saber da amiga. Minerva pediu para os outros monitores a seguirem para a sala da diretoria.

Chegando lá na estátua de fênix, a diretora disse a senha, e cada um subia a escada que emergia do chão de pedra.

– Muito bem, senhores. – Começou, indo até para frente de sua mesa. – Os ataques estão recomeçando, e o último até agora foi o da senhorita Patil. Agora ele, ou ela está atacando os monitores... Então fiz uma decisão.

– Qual, diretora? – Padma perguntou, disfarçando o abalo.

– O toque de recolher será uma hora mais curta, exceto para quem cumpre as detenções, que terão uma tolerância mínima de meia-hora. Isso será avisado esta noite, e durará até segunda ordem. Avisem aos alunos de suas Casas, e eu avisarei aos alunos da Grifinória.

– Parvati não é monitora... Então quem...? – Pansy perguntou baixo a Draco, porém nem precisou dele responder, já que a menina arregalou os olhos. – Granger e Weasley...

– Alguma dúvida senhorita Parkinson? – McGonagall indaga.

– N-Não, diretora.

– Podem ir.

Assentiram, e todos foram em direção à porta. Draco e Pansy eram os últimos a saírem dali, e quando eles chegaram ao corredor, o loiro foi para a direção contrária a dela.

– Draco, espera! – Pansy disse, agarrando-se ao braço dele. – O que ta acontecendo com você?

– Na verdade quem devia fazer essa pergunta era eu! – Rebate. – Você tinha razão, Pansy, que ela não queria nos atacar, me atacar, mas por que ela está atrás de você?

– ... – Desviou seu olhar.

– Vamos, diga! Cinco pessoas já foram. Por que?

– Eu já disse porque e não vou repetir! – A morena replica, segurando as lágrimas.

– Mas e a Granger e o Weasley? Eles não têm motivo, ou tem?

– NÃO! ELES NÃO TÊM! – Pansy gritou. – ME DEIXA EM PAZ!

A garota correu, o mais rápido que podia, sem dar resposta. Draco ficou lá, olhando-a distanciar dele. Ele sabia que havia algo... Desde o verão na Grécia ela estava mudada, mais calada, mais submissa a Astoria. Foi nesse meio tempo que ele viu que a menina de cabelos curtos e negros ficou mais empalidecida. A última vez que Pansy ainda era feliz foi numa festa de seus pais, antes de conhecer a irmã mais nova de Daphne, a qual mal se lembrava, e apareciam borrões em sua mente.

– Tenho que ir... – Murmurou a si, começando a andar.


Na sala vazia, Astoria pegou mais um frasco e guardou-o no armário. O livro estava cada vez mais forte, e a voz de Annelise parecia muito viva.

Astoria, você não me deu nenhum sentimento ainda...

– Eu quero ver algo.

Ver o quê?

– O que acontece comigo ao te usar.

Oras, querida, não vai querer saber. E ainda quer saber a história não é? – O livro perguntou.

– Não. Eu já saquei tudo. – A loira dissera, convicta. – O sobrenome, você ser um Objeto do Tempo, o guardião traidor... E claro, estremecer ao dizer metamorfomaga.

Ele começou a mexer, mas parou segundos depois.

– Sua tataraneta. Eu posso lhe dar a sua tataraneta se me ajudar em troca.

Tem certeza?

– Tenho, e a Weasley vai trazê-la, e trazer também Pansy Parkinson.

Weasley? Então quer dizer que aquele ruivo tem uma irmã?

– Sim. – Astoria responde, divertida. O livro ficou quieto por alguns instantes, mas depois falou:

Então que tal, ao invés de trazer somente a menina, trazer a escola inteira?

A loira sorriu ao ouvir aquela idéia.


Elas estavam saindo da biblioteca ao saberem que, justo Astoria, pegou os dois únicos livros que mais precisavam.

– Droga! – Ginny murmurou.

– Acalme-se Gin. Nós vamos dar um jeito. – Mariana disse, confortando-a. – No dia dos Namorados, a gente vai com a minha mãe para a minha casa.

– Espera, no dia dos Namorados nós temos passeio para Hogsmeade! Como vamos de lá para...?

– Via Flú. – Disse, travessa. – Também pensei que não havia jeito, mas aí eu lembrei da Rede de Flú

– Mary, não tem nenhuma loja que tenha uma lareira, até mesmo porque sabem que os alunos podem ir para qualquer lugar! – Ginevra respondeu.

– A Casa dos Gritos. – Luna murmurou, chamando a atenção das duas. – Ela é a única que tem lareira.

– Mas a Casa de Chá da Madame Puddifoot também tem! Sua mãe pode parar lá! – A ruiva fala, olhando para Mary.

– Ginny, o Ministério desativou a lareira um mês depois da Guerra ter acabado. – A loira comentou sonhadora. – Eles consideraram-na ativa, mas ninguém acende nada na lareira da Casa dos Gritos há anos!

– E só jogar pó de Flú. – A ruiva termina. – Mas como iremos fazer isso, ô gênio?

– A minha mãe vai se encontrar comigo perto daquela colina que eu te encontrei. De lá, sei um atalho que pára atrás da Casa. Ninguém irá nos ver, contanto que temos que voltar para Hogsmeade às cinco e meia da tarde! Aí, topa?

"Não tem nada a perder". A sua consciência responde. "Você vai levá-los direto ao inimigo, e elas duas se preocupam com você, inclusive Draco". Após isso, Ginny recorda das palavras de Astoria sobre ter o feitiço para curar Ron e Hermione.

– Gin, eu preciso te contar uma coisa. – Mariana disse, ganhando a atenção dela. – Eu sei qual é o feitiço, mas eu preciso ter muita magia, e todos os corpos e sentimentos roubados.

A Weasley ficou surpresa.

– Desculpe, mas eu queria trazê-los de volta, e provável que a Annelise tenha dito para a loira imbecil usar algum feitiço cortante, o Diffindo nos anéis! Só assim para quebrá-los.

– Não, eu que me desculpo. Ontem, a Greengrass me fez uma oferta que terei de recusar. – Falara, e contou sobre a parte omitida.

– Que imbecil! Embora não a culpo, porque deve estar sendo possuída pelo Vindicare. – A corvinal metamorfomaga replica.

– Mary, não vai contar para ela sobre a conversa? – Luna comenta.

– Que conversa? – Ginevra repetira.

– Luna! – Ela repreendera-a.

– Ah, eu conto! – A loira disse. – Hoje ela teve uma conversa mental com a tal da Annelise.

– Como?

– Ginny... – A metamorfa continuou, suspirando resignada. – Sabe a minha marca? Bem, ela pode invadir a minha mente. Isto é, ela já descobriu, só que ela só entra se o Vindicare estiver sendo usado, como ocorreu ontem e todas as outras vezes. Só que ela falava comigo, entende? Resumindo, a Annelise está vigiando cada passo meu.

– E como ela não disse para a Greengrass ainda? – A Weasley perguntou.

– É bem possível que ela só diga para atacar quando eu não estiver por perto. Assim não tem como eu saber onde ela está atacando e refreá-la.

– Eu acho... – Loonie começou. – Que a Ginny não precisa cancelar o encontro. Ela falou daqui a duas semanas, não é?

– O que está pensando, Luna? – Mariana e Ginevra perguntaram juntas.

A garota avoada fez um sorriso, dessa vez marota.

Continua...


:: Ouvindo Dido - White Flag ::

Notinha: Opa! Opa! Opa! Lindo né? A Astoria vai "matar" todo mundo, HOHOHOHOHOHO lol. Calma, calma! E aquela pegada do Draco? Putz, morri aqui *-*. Mimimimi a Gineca tem uma sorte grande. A fuga delas? Ó, vai ser MARA. No próximo, vai ser um negócio MARA õ/! Fica a dica: casais. Promtofaley. :D

E vamos às R E V I E W S *-*:

Gabiih Malfoy: Comofas? O FF não deixa??? Poutz... Mas minha flor, tá akee. Ah, sim, concordo, eles serem os novos ajudantes do Capitão Planeta tava enchendo ¬¬. Aí foi, MWAHAHAHAA *risada malvada*. Brigada pela review, flor!

Manu Black: Eita? O mesmo problema? Nhaai, não precisa se preocupar, eu li sua mensagem e meldels, tá aflita? Tu num viu nadaa *carinha de mistério*. Thankyou pela review/message amor ;*!

Denii Brandon Malfoy: A Astie não deixou bilhete, se tornou serial killer, há. E o ruivinho e sua namorada estão mesmo em perigo, mimimi '-', assim como todos os outros. Nhaa, mas isso muda sim! Brigada pela review!

Nhaa, 44 reviews, bububububu =D!

(PS: Geeente, uma dúvida básica, daquelas que você PRECISA perguntar: eu faço ou não uma fic com o Cedric? Porque com a Pansy (amorzinho ela, meu *-*) eu fiz... E quero fazer com ele too n-nV (vai ser long, beleza? A idéia tá toda na minha cabeça, e vou escrevendo aos pouquinhos, mimimi =D). Me digam, please, por obséquio, misericórdia, por favor, por gentileza e pelo amor de Merlin. XD)

Beeeeeeeeijos!

Hinata Weasley