Disclaimer: A Tia Jô tem uma mente fértil e pertence somente a ela. :)

N/A: 47 REVIEWS???? OH MY CHUCK NORRIS *-* (morri). Rumando aos 50, meldels *hiperventilando*.

Boaa Leitura =D


Suco de Morango com Bolinhas de Tutti Frutti

Capítulo Quinze.

Os dias que se seguiram foram, de certa forma, bem lentos. Pansy e Harry estavam na biblioteca, fingindo estudar. Eles eram os mais "discretos", só que por vezes deixaram vazar o asco um contra o outro.

Quando todos saíram da biblioteca e Madame Pince dormia pesadamente em sua mesa, Harry colocou o livro pesado e grosso em cima da mesa. E a morena apenas o acompanhou com o olhar.

– Olhe, não quer dizer que, naquele dia que te levei até as masmorras quer dizer que eu goste de você. Não esqueci o que sua família fez na guerra.

– E o que isso me interessa, Potter?

– Nada. Só para esclarecer. – O moreno replica, voltando sua atenção ao livro.

O cheiro de maçãs frescas e limão vindo dela o deixavam vulnerável, mas sabia que se meteria em "terreno perigoso". Pansy parecia muito mais esconder as coisas do que mostrava, e isso o atraía instintivamente para o lado oculto da garota.

– Hei... – Ouviu a voz dela, baixa e fina. Parecia o som de vento fraco.

– O que?

– Meus pais estavam a serviço do Lorde. Eu fugi para a Itália enquanto era tempo! – Respondera, sem saber porque revelava isso. – Claro que eles não quiseram nem olhar mais na minha cara, só que eu não movi um dedo sequer para fazer alguma coisa.

– Ah. – Harry murmurou.

Os olhos castanhos dela ainda o acompanhavam silenciosamente. "Não é que eu goste dele, mas até que o Potter é legal..." Refletiu, voltando atenção ao livro.


Mariana havia ido sozinha na Ala Hospitalar, e não vira ninguém lá, apenas os leitos ocupados por Helen, Wallace, Victoria, Ron, Hermione e agora, Parvati Patil. Perto de cada um deles, e sentiu sua marca queimar-lhe a carne. Todos os garotos expressavam as mesmas faces serenas, contudo nos irmãos McDonald e na Trotski, as olheiras estavam bem arroxeadas, diferente dos outros três, que ainda tinha um tom liláceo.

– Calma, eu, Ginny e Loonie vamos curar todos vocês, e tenho a impressão de que vai ficar mais difícil... – Murmura, passando a mão no braço.

Era tão ridículo e ao mesmo tempo, instigante. Mesmo tendo medo de morrer.


Luna estava perto de uma macieira, olhando para o céu curiosa. Observando as nuvens, ria feito uma criança. "Aquela parece um pêndulo gigante!" Pensou, dando risadinhas contidas.

Havia terminado, praticamente, os trabalhos com Blaise a semana inteira. Agora não havia mais por que de se mostrarem sempre juntos, como um lindo – e excêntrico – casal.

– Pelo jeito, Lovegood, aquele pêndulo gigante deve estar lhe trazendo boas lembranças... – A voz do sonserino se fez presente ali, fazendo-a tomar um susto.

– Também vê desenhos nas nuvens? – Indaga sonhadoramente.

– Ah, sim. – Blaise respondeu, sentando-se do seu lado. – Mas não é uma coisa que eu faço todo o tempo.

– E pode fazer se quiser. Olha, aquela parece uma abelha! – Luna dissera, apontando para o céu azulado e com muitas nuvens brancas.

– É...

O negro olhava atentamente a menina corvinal com uma certa satisfação: os olhos dela brilhavam intensamente, e o vento batia no cabelo loiro, fazendo-o balançar levemente. Se fosse para escolher uma palavra, seria indescritível.

– Blaise. – Luna o chamou, fazendo-o despertar de seu devaneio.

– Ah?

– Por que olhava pra mim? – A loira fora direta, mas perguntou sem se virar.

Uma das coisas que Blaise odiava perder era a compostura, e isso acontecia raramente. Disfarçou, virando o rosto.

– Não olhava você. Olhava as nuvens. – E o céu é indescritível, completara mentalmente.

Luna era o céu. O seu céu.


Silêncio entre os dois. Pansy e Harry estavam perdidos em seus próprios pensamentos quando ouviram, ou melhor, a garota ouviu que ele estava indo embora.

– Hei, não vai me ensinar Runas Antigas?

– Runas é com Hermione. E se você não está lembrada, nós nos inscrevemos em Aritmancia. – Disse, dando uma leve tapinha em sua testa com a cicatriz.

– Ah... – Pansy falou, levantando-se e indo até seu lado. Uma garota da grifinória ficou surpresa ao vê-los juntos.

– Olha só, quero uma relação pacífica, mas nada demais.

– Nossa, Potter, que coisa tão anti... Potter! – A menina disse, dando uma risada.

A garota grifinória continuava a olhá-los, curiosa. Então Harry percebeu, mas conteve um sorriso, saindo junto com a morena da biblioteca.


Mariana saiu da Ala Hospitalar, indo direto para as estufas de Herbologia. Não sabia lá quanto tempo ela, Ginny e Luna ficaram sem ver as aulas, mas então rumou para o Salão Principal, já que, ao ver os alunos voltando de lá de fora era o horário da última aula do dia.

– Hei, Ginny! – Disse, ao ver a ruiva no meio dos estudantes. – Conseguiu pegar a aula da Sprout?

– É, mas ela tirou vinte pontos pelo meu atraso. – Replica, emburrada.

– Bom, eu tava pensando... – E a menina começou a contar sua idéia para a ruiva.

– AH, NÃO! Mary, a gente tem, literalmente, problemas para cuidar, o plano da Luna, eu não aceito isso!

– Olha, você não me contou o que aconteceu com o Malfoy e você, então nem venha implicar comigo. – Rebate, autoritária. – Mas nem precisa, já que eu deduzi.

– D-Deduziu o quê? – Ginny questiona, temerosa.

– S-E-G-R-E-D-O. – Soletrou, deixando-a inquieta. – Vamos, provavelmente a Luna não foi para a aula de Herbologia, e você vai me emprestar à matéria.

Quando chegaram no Salão Comunal, Blaise e Draco estavam ali, mas Pansy não, ao mesmo tempo em que Harry também não estava.

– Ah, vem se sentar com a gente na Corvinal, Ginny! – Mary falou, avistando Luna na mesa, se servindo.

Puxou a ruiva para lá, não passando despercebidas pelos outros dois sonserinos. Mas nenhum deles havia notado que uma pessoa estava faltando.


Filch estava andando pelos corredores, vigiando como sempre, e sua gata à frente, olhando para os lados. Resmungava sobre os "velhos tempos" e observava, sempre atento, alguma movimentação de aluno. Repentinamente Madame Nor-r-a ficou com as orelhas abaixadas, com o rabo de poucos pêlos eriçado e rosnando.

– O que há, garota? É algum aluno desavisado? – O zelador sorriu macabro quanto a isso. Até não podia causar danos físicos, mas adorava dar detenções em lugares horríveis.

– Não mesmo, zelador. – Uma voz tanto afinada saiu do final do corredor. Ela, a passos lentos, inundava o silêncio com o som de seus sapatos de salto e verniz.

Ao aparecer, Argo, estranhamente, sentiu uma onda de calafrio percorrer o corpo cansado pelo tempo, e Madame Nor-r-a sentiu o mesmo, recuando. Astoria estava com uma aparência deveras macabra: a pele estava muito pálida, debaixo de seus olhos verdes estavam olheiras enegrecidas pelo lápis de olho e o cabelo loiro caía-lhe pelas costas, ainda sedoso, mas totalmente sem brilho algum.

– A senhorita não... Não deveria estar aqui! – O zelador falou, mantendo o tom (falho) de autoridade.

– Desculpe, mas se isso é regra, ela fora feita para ser quebrada. – Com isto, Astoria sacou a varinha apontando para Madame Nor-r-a. – Estupefaça!

O animal voou até a parede próxima, e soltando um miado longo e lamentado, escorreu para o chão. Filch ficou irado, mas não deu tempo de ao menos se virar.

– Acha que pode me impedir? Imperio! – Ele sentiu uma onda de choque invadir seu corpo, e não conseguia mais controlar-se.

– O que... Está... Fazendo, sua...?

– Ah, ah, ah, zelador, vire-se. – Prontamente Filch obedeceu, mesmo não querendo. – Parado.

Astoria tirou do bolso das vestes um pequeno frasco, daqueles que se usa em Poções, para tirar uma amostra da poção feita em aula. E lá, tinha a Vitrovita.

– Sua... Insolente!

– Calado, AGORA! – Berrou, e o zelador estava desesperado. – Abra a boca, mas sem nenhum pio, aborto.

Não pôde fazer nada senão obedecer, e queria tanto estrangular Astoria com as próprias mãos! "Eu vou me livrar disso, ah se..." Seus pensamentos fora interrompidos, já que abria a própria boca.

– Isso, Filch, é o meu agradecimento por ter dormido naquele dia. – Falou, derrubando o líquido todo na boca do zelador, que tentava berrar e saíam apenas sons guturais. – Engula.

Conforme ele bebia o líquido rosa-cereja, sentia algo estranho, como se seu corpo quisesse expelir alguma coisa. Então olhou para a garota sonserina a sua frente: os orbes verdes dela brilhavam intensamente. Sentiu uma dor lancinante, e algo saía de si.

– Grite, zelador idiota. – A menina falou, no tom sinistramente doce.

– AAAAAAAAAAHHHHHHHHHH! – Berrava, e sentia todas as forças se esvaírem, e cair na escuridão.


Mariana estava conversando com Ginny quando sentiu sua marca queimar muito, e pensou que saía sangue dela, de tanto que doía. A ruiva percebeu, pelo tom do seu cabelo, o qual tomava um aspecto estranho.

– Mary, Mary! O que foi?

Ela instintivamente levou a mão até a marca. A menina começou a ouvir a voz de Annelise em sua cabeça, dando uma risada sinistra.

"Menina, o tempo começou a correr, agora".

– Gin... – Disse, e a dor intensificou-se mais.

Por sorte – ou pela falta de – a Weasley entendeu o recado, e rebocou Mariana para fora do Salão, chamando a atenção dos presentes.

– Mary nós estamos sozinhas agora.

– Alguém foi atacado, Ginny, eu... Eu preciso impedi-la já! – Falou, levantando-se com alguma dificuldade. – V-Venha!

– Mas você está... – Disse, mas desistiu.

As duas, com certo esforço conseguiram chegar no corredor certo, depois de muito rodar pelo andar. Ginevra e Mariana viram uma cena aterrorizante: Filch estava totalmente largado no chão, com os olhos abertos, mas brancos.

– Meu Merlin, Mary! – A ruiva exclama, horrorizada.

– Por ele mesmo, Ginny... – Replica, prestando atenção num lamurio chorado. – Está ouvindo?

– O que?

Ela parara de falar, e prestar mais atenção: realmente era um lamurio, parecendo um bebê. Quando olharam, o lamento vinha da parede, mais exatamente de Madame Nor-r-a, caída no chão.

– Nossa, a Greengrass não perdoa mesmo não é?

– Não, e o Filch está com os olhos abertos! – Mary diz, indo até o corpo inerte.

– E isso significa o quê? – A ruivinha perguntou.

– Annelise está ficando mais forte, ou seja, estamos ferradas e precisamos pará-la o mais rápido possível!


Dentro da sala, Astoria tirou todos os sentimentos dos potes e os deixou perto do livro, que os absorvia avidamente. A garota sorria ao ver que o livro recuperaria suas forças, e aproveitando, perguntou:

– E quando pretende querer atacar?

Dia dos Namorados, parece que a minha tataraneta vai visitar a sua mãe e lhe perguntar qual é a cura. É o momento perfeito!

– Mas todos estarão em Hogsmeade! – A loira retruca, como se fosse algo óbvio.

Por isso mesmo!

– Oh, eu entendo... – Astoria disse, sorrindo diabolicamente. No entanto, percebeu que a voz de Annelise saiu mais viva do que nunca. – Ah, agora você está bem, certo?

Certo, certo. Mas eu quero mais disso! – Falou, autoritariamente.


Ginny a olhou atônita. "Está cada vez mais forte?".

– Gin, tem que ir pra detenção! Já! – A corvinal sentencia, empurrando-a para o corredor. – Daqui a pouco, a diretora e talvez TODA a escola vão estar aqui!

– E você?

– VAI LOGO! – Falou, fazendo-a correr.

Ao sumir no final do corredor, Mary voltou à atenção para o zelador e a gata, os quais estavam prostrados no chão. Foi até Filch e fechou seus olhos. "Ela deve ter visto que eu vou visitar a minha mãe!" Refletiu, tirando a varinha das vestes. Mas quando ia proferir um feitiço, observou um filete rosa sair da boca fina do zelador, e chegou mais perto. "Nossa, se está saindo a Vitrovita... Então ele foi forçado a beber!" Raciocinara.

Conjurou um mini-frasco e sugou todo aquele filete. "Preciso mostrar isso pra eles, rápido!". Saiu correndo, ao mesmo tempo em que um monitor virara o corredor e viu o corpo inerte no chão.

– PARE! – Gritou, mas Mary sequer ouvira.


Logo depois de chegar na sala da McGonagall, Ginny viu Draco sentado ali, escrevendo concentrado, e dois livros abertos. Fez silêncio para chegar até ele, mas o loiro surpreendeu-a.

– Ginny, por favor, chegue mais cedo!

– Espera, quem disse a você para usar o meu primeiro nome? – A ruiva rebate.

– Tudo bem, Weasley. Pode ficar aí. – Falou, ainda sem tirar os olhos do pergaminho.

A grifinória ainda estranhou o tom do garoto, parecia que ele estava... Triste. Sentou-se ao seu lado, e percebeu que o pergaminho estava maior do que ontem.

– Sabe, hoje ocorreu mais um ataque. – Comentou.

– E quem foi o aluno dessa vez?

– O Filch. – Disse.

Nesse momento, o loiro parou de escrever e olhou-a.

– Ela está querendo atacar a escola inteira? – Insinuara, levantando a sobrancelha.

– Provavelmente. – Replicou calma. – Malfoy, naquele dia... Que o meu irmão e a Mione foram atacados, sua aliança brilhou vermelha?

– Sim. Mas eu não podia, ou melhor, eu e Blaise não podíamos ir com vocês. A Pansy havia ficado lá nas masmorras, e prometemos voltar lá.

– Oras, mas ela não...? – A ruivinha não continuou.

– Não, ultimamente ela tem me evitado muito. Eu perguntei para ela o porquê de Astoria ter feito aquilo, mas ela disse para deixá-la em paz.

Ginevra bufou, depois deu um sorrisinho de escárnio.

– Claro que ela não ia te responder, você foi muito direto, Draco.

– Do que me chamou? – O loiro estava com uma cara muito, mas MUITO divertida.

– De Malfoy, oras! – A ruiva diz, irritada.

– Não, você me chamou pelo primeiro nome, Weasley. – Ele aponta, e começa a rir.

Ginny prestava atenção nas risadas da doninha, e elas tinham exatamente o som de cantos de pássaros. Só que voltou para a realidade antes mesmo de ter saído dela.

– Olha só, Malfoy, eu sei o que eu falo, e tenho certeza absoluta de que falei o seu sobrenome.

– Eu deixo, minha ruiva, eu deixo. – Draco respondeu, ainda sorrindo.

– C-Como assim você deixa?

– Deixando, ué! Agora pode me chamar de Draco, e eu vou te chamar de Ruiva. – Ele fala, voltando a atenção para o pergaminho.

"Ah, seu idiota! Idiota, idiota, idiota!" Pensou, mas um lado seu adorou o apelido.


Astoria viu que o Vindicare estava com uma aparência mais nova, e havia uma aura lilás em volta dele. O desejo de vingança aumentava a cada dia, como se precisasse viver para isso.

– Logo, logo eu vou conseguir o que eu quero! – Murmurou.

A única janela da sala estava entreaberta, e bateu um vento por instantes no livro, e apareceu a terceira frase.

"A pessoa cega é aquela que não quer ver".

Porém a garota nem prestou atenção nesse detalhe, saindo em seguida da sala. Após fechar a porta, o livro brilhou, e saiu de lá uma risada macabra.

Eu vou fazer todas essas pessoas pagarem pela minha querida pupila... E depois, a matarei junto com a minha tataraneta!

Pansy andava para as cozinhas, já que não havia ido jantar. Evitava encontrar-se com um certo loiro, crente de que estaria fazendo o certo. "Por mais que eu não queira, ele não pode saber... Simplesmente não pode!" Refletia, decepcionada consigo mesma.

Nem percebeu, mas estava em frente ao quadro de frutas. Fez cócegas na pêra central, e imediatamente abriu-se uma porta, e por ela entrou.

– O que querer, senhorita? – Disse um elfo, indo até Pansy.

– Comida, e o mais rápido possível. Não posso atrasar-me para a ronda. – Respondeu enfaticamente.

– Traga para ela sanduíches, Elky. – Uma voz grave disse atrás dela. – E para mim também, por favor.

Após o elfo sair, a morena virou-se para o dono da voz, e levou um susto ao se deparar com aqueles olhos verde-esmeralda fitando-a.

– Potter. O que está fazendo aqui? – Perguntou, atordoada por ele estar tão perto.

– O que você acha, Parkinson? – Responde educadamente. – Você não apareceu para jantar. E eu também não.

– Eu sei o que eu vim fazer, e por acaso eu pedi a sua ajuda para lidar com aquele elfo?

– Aquele elfo tem nome. – Disse, estreitando os olhos. – Além do mais, você aparece e some. Anda evitando alguém?

– N-Não. – Respondeu.

– Sua voz tremeu. – Harry diz. – Bom, apesar de não estar andando mais com o Zabini e o Malfoy... Anda evitando-os?

– Claro que não! – Pansy falou, rápido demais. Virou para ver Elky trazer alguns sanduíches e mais dois outros elfos trazer copos de suco.

– É, minhas suspeitas se confirmaram. – O moreno disse, divertido. – Olhe só, eu não vou querer discutir com você, tá legal?

– Aff. – Ela replica, pegando um dos sanduíches e começando a comer.


Enquanto Ginny escrevia a sua parte, o sonserino olhava-a curioso. Não conseguia acreditar (até agora) como uma ruiva brigona, estressada, Weasley e baixinha podia ser tão pavio curto e ficar tão fofa quando brava.

– Vai ficar assim? – Ouviu-a dizer, levantando a cabeça. – Até mesmo porque você já terminou sua parte.

– Ah, ruiva. Se conseguirmos, completaremos um metro hoje. – Draco responde, passando a mão pelo pulso direito. – Devia ter escrito com a mão esquerda.

– Você escreve com as duas? – A Weasley diz, curiosa.

– Escrevo. – Responde, dando de ombros. – Mas claro nada que não queira saber.

– Terminei. – Disse, tampando o tinteiro.

– JÁ? Você é meio lerda pra escrever, ruivinha. – Draco replica, irônico.

– Então venha escrever no meu lugar, sabichão!

A professora McGonagall entrou na sala pouco segundo depois de Ginevra ter falado aquilo, mas não se prendeu ao que os dois estavam falando. Pediu, como sempre, o pergaminho, e mediu-o através de sua varinha.

– Um metro e dois centímetros, senhores. Estamos progredindo aqui. Dispensados. – Minerva disse, guardando-o.

Eles saíram de sua sala, estranhando o aparente tom tranqüilo da diretora. Após fecharem a porta de carvalho, a ruiva foi à frente dele.

– Hei! – O sonserino disse, alcançando-a. – Onde está indo?

– Tecnicamente, onde você está me levando. Tem que me levar até a Torre da Grifinória, tá? Você é monitor, Malfoy. – Redargúi a menina, confiante.

– Ah, bom, bom. E sabe que horas são? – Perguntou, com uma sobrancelha levantada.

– Sei lá, talvez umas dez. – Arrisca.

– Na verdade, são onze e quinze. – Draco soltou, tirando das vestes um relógio de bolso muito parecido com aqueles do século dezenove. – Já passou do toque, querida.

– AI! Droga, eu tenho que chegar logo antes que a Mulher Gorda me deixe para fora! – A ruivinha fala, desesperada. – E ficou muito estranho você me chamar de "querida".

– Não te chamo mais assim... Se eu te levar até lá. – O loiro falou, com um sorriso no rosto.

– Tá, tá, tudo bem. Leva-me então. – Objeta, muito preocupada para chegar até o sétimo andar.

E mal sabia o que a doninha saltitante, opa, o Malfoy estava querendo com aquilo.


Harry tomou o último gole do suco de laranja, e Pansy esperava-o terminar para ir embora. Aquilo sequer fora produtivo, já que simplesmente ficaram em silêncio absolutos...

– Olha só, acho que tenho mais assuntos com uma múmia do que com você. – Ouviu-se dizer.

– Se vai bancar o sarcástico, vê se eu to lá nos quintos dos infernos, Potter! – Pansy responde, virando-se.

– Sabe, a minha namorada não me desafia desse jeito não. – Ele falou, chegando mais perto da morena.

– Talvez porque o namorado dela mais bancava o santinho e quieto do que... – A garota parou de súbito, já que Harry a observava tão fixamente que sentiu um frio na espinha.

– E ela não quer que eu seja santo e quieto, não é?

– A-Acho que... Acho que não, seu idiota! – Sentiu a parede atrás de si. – Potter, eu preciso ir...

– Apenas avise-os de que se atrasou por outros motivos. – Responde, levantando o queixo dela com sua mão.

Aproximou o seu rosto do dela e timidamente tocou-lhe os lábios, aspirando o cheiro de maçãs frescas e limão. Um beijo tão simples que, quando Pansy realmente percebeu, não quis sair dali. Porém desvencilhou-se daquilo, pois sabia que não poderia se controlar.

– Adeus. – Respondeu, num fio de voz, e saiu correndo.

Nem viu o sorriso do moreno, que fora para a direção oposta.


Quando chegaram ao quadro da Mulher Gorda, Ginny sentiu um alívio, porém se perguntava por que sentia um certo vazio.

– Entregue. – Draco falou, cruzando os braços. – Feliz?

– Ah, claro! – Replica, risonha.

– Agora quero a minha recompensa. – Sorria, malicioso.

– E qual seria? – Arrependera-se em seguida, já que ele, de novo, a agarrou pela cintura.

– Talvez... Isso. – O loiro murmurou, antes de beijá-la avidamente.

A ruivinha não se controlava, isso era totalmente natural, mas o beijo era tão maravilhoso que até esqueceu-se de que tinha que entrar antes da Mulher Gorda trancá-la para fora. Só que, justo a dita cuja pigarreou alto, e se soltaram.

– Oras, no meu tempo, as garotas não eram tão atiradas assim! – Ela falou, emburrada por terem atrapalhado o sono dela.

– Pode ser porque, no seu tempo, as garotas sequer reclamavam de alguma coisa. – Draco rebate, divertido e fazendo Ginny rir baixo.

A Mulher Gorda resmungava algo, mas eles não deram atenção. A ruivinha saiu do abraço protetor, e tentando não enlouquecer com o maravilhoso cheiro de hortelã emanando dele.

– Caramelos cor-de-mel. – Sussurrou para o quadro, que abriu a passagem.

– Hei! – Ainda escutou a voz do loiro atrás de si e se virou.

– Oi?

– Boa noite, minha ruivinha. – Ele disse, e saiu de lá com pressa.

"Boa ronda, meu loiro". Pensou, dando risadas. Só que, como toda garota, ainda não entendia porque aquele sonserino idiota mexia tanto com ela.


No dormitório da Corvinal, enquanto Luna dormia tranqüilamente, a cama de Mary estava encoberta pelas cortinas. Na verdade, a metamorfomaga estava acordada e planejando a fuga delas.

"Agora só é preciso falar com todos eles e vamos, no dia de Hogsmeade, ir para Londres!" Pensou, feliz. "Mas bem que podia ser antes... o único problema é que eu não sei uma passagem daqui direto para lá. É bem possível que Annelise tenha visto isso, mas como ela diz: eu herdei a inteligência da avó Alexander!" Terminara, dando um sorriso.

Fechou os olhos, desejando que passasse tudo de um sonho, e acordasse com Luna no dia seguinte, para a primeira aula de Poções...

Continua...


:: Ouvindo Panic At The Disco - It's Time to Dance ::

Notinha: Nhaaaa, eu amay esse capítulo, e no próximo, aguardem surpresinhas! Ah, claro, não se preocupem, meus amores, eu att o mais rápido possível mimimi *-*. Sobre o perfume da Pansy pro Harry? Acreditem, ou não, mas o mais próximo de maçãs e limão que pude combiná-la foi... Martini de maçã, sem brinks XDDDD!

Respostas das Reviews (Euamotudoisso n-nV):

Manu Black: Nhaai, não se preocupe, não irá nadeeeca de nada acontecer ao Fred háhá. Seria morte pra nós duas, né? XD! Obrigada pela sua review, flor ;*

Gabiih Malfoy: HHUAHAUHAU. Juro que ri com sua review xD, o Roniquito/Herms taaava enchendo mesmo.. E a Astie não morre não, hein? /abafa :D! A pegada do Drakito é TUDODEBOM, promtofaley. HAUHAUAHAU XD. Brigada Gabiih ;)! Quanto ao Cedric... Hum, hum, o parzinho deli é surprise, surprise ;D/mentira. Pensei em colocar a filha da Chorona Chang, mas não, eu achei a ideia revolucionária U-U, mas não sei... talvez mude de ideia...

- jaque masen lovegood . -: Geeeeeeeeeente! Eu juro, a Astoria é AMOR, jaqueee! O Draco tá em boas mãos (de Ginny, claro), e claro, mandou um beijo pra tu (que a Gin não me veja mandando isso O.O')... Nha, acredita que, sobre seu nome, o sobrenome "masen" mais exatamente, eu não percebi que era o do Edward???? O-O /lesada total... Brigada flor, por sua review ;*!

Denii Brandon Malfoy: Ah, sim, ah, sim, a Annelise é vaca cretina MAJOR \o/! Mimimi, a doninha tem uma pegada que conquistou todo mundo mimimi *-*. Nha, sobre minha nova fic, foi mal se não escrevi direito *bate a cabeça INÚMERAS vezes*, mas não vai ser Cedric/Pansy nonn.. Ela vai ser sempre do Draquinho ou do Harryzito, mimimi xD. O Ced vai ter parzinho original, e espero ter o mesmo sucesso da Mary (sério, inúmeras e inúmeras vezes tive dúvidas em quanto a planejá-la...). Brigada por seu coment, beeeijos =*!

Drik Phelton: Tá louca de curiosidade? Caramba, quando você descobrir... E realmente o Draco é um belo pedacinho de trevas *-*, e a ruiva tá perdida nas mãos dele, HOHOHOHOHO \o/. E agora a Annelise vai querer FERRAR com todo mundo, kukukuku lol! Brigada pelo seu comment, flor, beeeijos ;**!

Nhaa, mimimi 47 reviews! ainda nem to acreditando! mimimi *-*

Beeeeeeeeeeeeeeeeijos!

Hinata Weasley