Disclaimer: A Tia Jô é um anjo. Nos deu a melhor série de livros para a gente ler.

Boaa Leitura :D

PS: Leiam a N/A no final desse capítulo.


Suco de Morango com Bolinhas de Tutti Frutti.

Capítulo Dezessete.

Astoria saiu do Salão Comunal da Sonserina com certa pressa. Precisava planejar tudo direito se quisesse a vingança perfeita. Os cabelos loiros já estavam opacos, os olhos verdes demonstravam certa ansiedade e cada vez mais pálida, a garota só queria se vingar, de todos, literalmente falando.

Entrou na sala escura, sua sala, e trancou a porta com um feitiço.

– Agora, vamos as poções. – Murmurou, e pegou todos os frascos cheios de Vitrovita.

Astoria? Está aí? – O livro, com a voz de Annelise, perguntou.

– Lógico! – Respondeu, abrindo todos os vidros.

A garota sonserina tirou do bolso das vestes um frasco completamente diferente: pequeno por causa do feitiço de redução, não se via muito bem sua forma, mas ele era equivalente a uma garrafa de vinho. Fê-lo voltar ao normal, e verteu todo os conteúdos de Vitrovita na garrafa.

Ah, colocando a Vitrovita na garrafa...

– Sim, sim, para espalhar no Salão Principal, certo? – Disse, ainda não tendo muita certeza.

Isso, isso mesmo. Mas acha que essa ínfima garrafa vai guardar toda essa poção?

– Eu a enfeiticei justamente por isso.

Logo, o próprio livro parou numa página, a qual tinha uma imagem ocupando a página inteira. A garota foi até esta, e seus olhos brilharam.

– Exatamente o que eu estava procurando.

Mas querida, como vai atrair toda a sua escola para o Salão Principal?

– Isso? Ah, na hora do jantar, é óbvio. – Replica. – Farei com que tranquem as portas, ficando todos lá dentro, inclusive a babaca da Parkinson e seus novos amiguinhos.

Novos?

– Ela ultimamente está muito feliz... E nas aulas conjuntas com a Grifinória, sempre fica perto daquele Potter.

Não acha que ela esteja sendo protegida?

– Por que? – Astoria perguntou, curiosa e desconfiada.

Quando você atacou aquele Weasley e a Granger, eles tinham duas alianças idênticas?

– Bem... Sim.

Se a senhorita não se lembra, faça o favor de observá-la, e observar esse Potter também.

Astoria assentiu, e voltou sua atenção na imagem e na descrição embaixo dela.


Na quinta-feira, Hogwarts havia mudado drasticamente: o antes clima tranqüilo e agradável se tornou tenso, e os alunos passavam a desconfiar uns dos outros. Eles tinham certeza absoluta de que o Ladrão Sentimental ainda estava solto, e qualquer um achava que seria o próximo.

– Draco, o que aconteceu com a Pansy? Ela ta claramente nos evitando! – Blaise disse, olhando de esguelha para a menina, do outro lado da mesa e do lado dos terceiranistas.

– Eu também não sei... Desde o ano passado a Pansy mudou. – O loiro replica, sem emoção.

– Até lembro da festa de seus pais...

– Lembra? No máximo vejo borrões. – Disse, tomando um gole do suco de abóbora.

– Eita! Não se lembra? Nossa, a Greengrass ficou maravilhosa de vestido azul-marinho. Além do mais, a Pansy te puxou e... – Blaise parou abruptamente ao ver a expressão de Malfoy.

– Ela me puxou? Pra onde? – Ele indaga, ignorando o comentário do sonserino de orbes escuros.

– Eu não sei, Drake! Ela me disse que precisava falar algo com você, e aí depois nem te vi mais.

"Precisava falar comigo?" Pensou, e tentou, sem sucesso, lembrar-se daquela noite.

– Acho que, para você não se lembrar, pode ser porque você bebeu muito uísque de fogo. – Blaise comentou, terminando de comer suas torradas com geléia.

Draco estacou com aquilo. Logicamente que não ia se lembrar, no dia estava tão entediado por causa da festa que, para não receber broncas dos pais, resolveu tomar uns bons goles de Whisky de Fogo para alegrar-se um pouco... E só se lembra de alguns borrões e a enorme dor de cabeça no dia seguinte.

No dia em que confrontou a morena, ela subitamente, ao dizer que não se lembrava, vacilou um sorriso. "Ela nem reparou que eu provavelmente estava bêbado aquele dia..." Refletiu.

– Draco? Draco? A gente precisa ir AGORA para a aula de Herbologia. – O negro falou, cutucando-o.

– Hei, desde quando se interessa tanto por Herbologia? – Malfoy insinuara, sarcástico.

– Desde quando eu descobri que as joaninhas-douradas-do-Paraguai que acabavam com as hortênsias da minha mãe. – Ele responde, levantando-se rápido.

– Essa Di-Lua está embaralhando sua cabeça, hein? – Draco comenta, divertido.

– É. Mas ela é a minha Di-Lua. – Blaise rebate, subitamente ciumento.

O sonserino de orbes azul-acinzentado ficou surpreso e divertido diante da reação do outro. Depois sorriu torto. "É, minhas suspeitas estavam confirmadas..." Falara para si, em pensamento, mas quando olhou para frente viu Astoria olhando fixamente para ele.

Passou reto, porém não viu que a menina deu uma rápida olhada em sua mão direita e sorriu de forma macabra.


–... E o Feitiço Fidelis é quebrado quando a Fiel conta a alguém onde está escondido a pessoa, ou o lugar que se quer ocultar. – Flitwick termina, vendo seus alunos escreverem a informação em seus pergaminhos.

Mary e Ginny escreviam rapidamente em seus cadernos, até que subitamente o cabelo de Mariana ficou azul e os olhos ficaram pretos como carvão.

– Mary? – A ruiva sussurrou, preocupada.

– Oi? – A menina olhava, sem saber.

– Seu cabelo ta azul.

– Não, não, ele... – Ao ver seu cabelo, fez uma expressão muito parecida com a de que ia gritar. "Ah, droga!".

– Senhorita Jacob? – Filius pergunta, olhando curiosamente para a corvinal. – Algum problema?

– Não, professor, continue. – Disse apressadamente, ouvindo os risinhos dos outros alunos atrás dela. Fez voltar seus cabelos ao normal.

– O que foi aquilo? – Ginevra questionara baixinho.

– Não sei também. Estranhamente meu cabelo mudou, mas eu estou normal! – Replica no mesmo tom.

Deram a conversa por encerrada, e voltaram a sua atenção no professor, que começou a explicar os efeitos de certos feitiços complexos.

– Alguém sabe o que acontece se eu não estiver no foco do meu alvo ao lançar um encantamento? – Vendo o silêncio dos alunos, continuou. – Ele não acontece, porém se ele voltar-se para mim, os efeitos colaterais vão desde bolas cheias de pus até mesmo perda de um membro do corpo ou morte.

Elas prestaram atenção, e depois de todo o conteúdo passado, acabou a aula e saíram rapidamente, encontrando-se com Luna pouco tempo depois.


À tarde, as aulas foram normais, sem nenhum ataque ou vozes dentro de cabeças, exceto pelo cabelo de Mary mudar para um vermelho-sangue muito brilhante, e os olhos ficarem lilás. No Salão Comunal da Corvinal, escrevia no pergaminho que ia mandar a sua mãe, Liliana.

– Espero que leia, mãe. – Disse, passando os olhos pelo pequeno pergaminho.

Pegou uma mecha do seu cabelo e fê-lo mudar de novo para negros, e foi até um espelho, e voltou à cor original, castanho-claro, dos olhos. "Como é que eu mudo meu cabelo se eu SEQUER percebo?" Mentalizava, pensativa. Saiu de lá e, depois de um tempo, chegou ao seu destino: Corujal.

– Cookie! – Falou, e uma coruja bege com manchas marrons veio ao seu encontro. – Oi, fofa.

Ela pigarreou.

– Preciso que entregue isso pra mamãe, tá bom? – Pediu com voz manhosa. – Aí quando voltar, um rato morto lhe espera, meu amor!

A ave balançou as asas e pigarreou mais alto ainda, de felicidade. Com o pergaminho amarrado à pata, Mariana levou-a até a janela de pedra e deixou Cookie voar. "Espero que isso chegue logo..." Pensava, direcionando-se a saída.


Ginny andava pelo corredor, correndo para a biblioteca, para devolver um livro que o prazo ia estourar. Chegou a tempo de Madame Pince se levantar para colocar na estante.

– Madame Pince!

– Ah, resolveu entregá-lo... Espero que isso não se repita, ouviu senhorita? – A bibliotecária disse, mal humorada.

A ruivinha queria até responder, mas se controlou. Foi para uma das estantes pegar um livro de Adivinhação para o seu trabalho da semana que vem. "Ah, ótimo, me lembro desse trabalho HOJE!" Refletia, procurando. Até que viu um par de orbes azul-acinzentados fitando-a do outro lado.

– Você.

– Eu. – O loiro responde, com um sorriso torto.

– Desde aquele dia, não falou mais comigo... Que estranho da sua parte, Malfoy! – Ela comentou, casualmente.

– Ruiva, me chame de Draco.

– Tá, doninha fofinha. Imagino suas explicações, e todas elas eu não acredito. – Ginny disse, desviando o olhar.

E se direcionando ao final do corredor, virou-se, lá estando o sonserino com uma expressão de dúvida em seus olhos.

– Hei, por que a hostilidade?

– Você foi seco. Todo o tempo. – A grifinória responde, irritada. – Desde aquele dia você não falou mais comigo, e vem agora com gracinha? Ah me poupe!

O loiro puxou Ginny, só que não a beijou e nem abraçou: ficou de frente para ela, analisando, observando.

– Se contar que Pansy não fala mais comigo, estou ficando preocupado com isso e que tem uma ex-namorada louca atrás de mim e da minha garota, e ficar frustrado por não saber resolver... É, não tenho nenhum motivo para ficar desse jeito. – Soltou, irônico.

– Ah, claro, como se esses motivos eu considerasse – Ele agarrou-a pelo pulso e a beijou. Mas não foi um beijo avassalador, porém um bem calmo.

Quando se separaram – estavam precisando de oxigênio – Ginny quase esqueceu da sua raiva. Quase. Deu um soco no braço dele, o qual soltou um muxoxo.

– Então não desconte em mim. E não sou sua garota. – Murmura, sorrindo.


Numa casa em Londres, na parte trouxa, uma mulher estava na janela, olhando o sol se pôr timidamente. Seus sogros vieram logo em seguida.

– O que está vendo aí, querida? – A primeira senhora perguntou, curiosa.

– Está anoitecendo. Lembram-se do que falei? – Ela disse, virando-se. – Mary corre grande perigo, Ariel!

– Acalme-se Liliana, temos certeza de que ela não estará sozinha. – O senhor, um pouco mais alto que a moça, replica, se pondo ao lado desta. – Ela virá aqui amanhã, certa?

– Bem, sim.

– Viu só? Enquanto estivermos aqui, a Mary será a pessoa mais segura do mundo. – Ariel responde, confortando-a.

Liliana olhou de volta para a janela. Agora o sol se posicionava mais abaixo, e entre dois prédios de Londres.

– Espero que estejam certos. – Murmurou, ainda observando.

Continua...


:: Ouvindo In The Dark - DJ Tiësto ::

Notinha da Autora: Espeeeerem! Antes que me apedrejem, eu falei que teria actions, certo? CERTO! Maaas tenho uma boa notícia para dar pra vocês: o capítulo dezessete, apesar de parecer pequeno, tem, somando tudo, 31 páginas de Word O-O. Só que eu o dividi em três partes: esta, o próximo capítulo e o capítulo dezenove, minhas flores da manhã *-*

Uou, uou uou, acalmem-se, vou postar o próximo cap rapidinho! E como uma boa ficwriter que eu sou, preciso daquele incentivo pra postar, mimimi *carinha de cachorro pidão*. O botãozinho verde aqui embaixo não morde nem envenena, haha lol;

Nhaa, e vou responder as reviews no dezenove!

Beeeeeeeeeeeeeeeeeeijos!

Hinata Weasley