Disclaimer: A Tia Jô é um anjo. Nos deu a melhor série de livros para a gente ler. (2)
Boaa Leitura :D
PS: Leiam a N/A no final desse capítulo. (2)
Suco de Morango com Bolinhas de Tutti Frutti.
Capítulo Dezoito.
Sexta-feira 13.
De manhã, Mariana acordou sobressaltada e olhou para o relógio – o qual marcava seis e quarenta e cinco. Levantara-se apressada, tomou banho, e pôs o uniforme. "Até poderia fugir agora, mas não. Tenho que ver pelo menos as aulas da manhã!" Pensava, pondo os sapatos.
Percebera que Luna havia acordado antes, e nem via seu material ali perto. Então resolveu descer, encontrando-a escrevendo num pergaminho.
– O que é isso, Loonie? Temos trabalhos para entregar? – Pergunta.
– De Adivinhação e de Poções. – Falou, terminando de escrever e enrolando-o. – Eu terminei agora de fazer o do Slughorn, mas os zonzóbulos me atrapalharam!
– Ah... Eu fiz, mas o de Adivinhação não era pra semana que vem? – Disse, sorrindo amarelo. – É sobre os bruxos videntes da Idade Média certa?
– Sim. Mas é pra hoje. – Falou.
Mary então verificou seus trabalhos, e constatou que não havia terminado o de Adivinhação, faltando vinte centímetros! "Uau, agora mesmo to encrencada!" Pensou.
– Erm... Luna me empresta o seu?
Logo após o café, Ginny e as outras duas garotas saíram pelo corredor, para a primeira aula do dia: Herbologia – já que ia ser Grifinória e Corvinal. Todavia, a conversa das três garotas foi para a outra conhecida vertente.
– Hei, olha só, eu estava pensando... Como a gente vai sair daqui? – Mary pergunta.
– Bem, o Harry tinha me dito que há uma passagem daqui direto até a Casa dos Gritos. – Ginevra replica, pensativa.
– É, e eu já enviei uma carta para minha mãe e disse pra ela me esperar lá fora. – Continua a metamorfomaga, sorrindo. – E levaremos os garotos a tiracolo! Não é demais?
– Lógico que é! – A ruiva responde, ironicamente.
– Ah, meninas... Escutem isso. – Luna falava baixo, apontando discretamente para duas sonserinas.
Ginevra, Mariana e Luna começaram a prestar atenção nas duas garotas.
– Hei, você já soube? A Greengrass sumiu!
– Nossa, ela sumiu? Será que foi pega pelo maníaco?
– Aff, se for assim, até eu sumirei do mapa!
Elas três continuaram com seu caminho para as estufas, mas com muitas dúvidas. "A Greengrass some e a McGonagall não percebe? Uau!" Refletiu.
Bom, logo após as aulas, exatamente na hora do almoço, os seis garotos comeram e foram para suas respectivas casas. Marcaram de se encontrar no corredor que levava aos jardins, e de lá para o Salgueiro Lutador. Conseguiram chegar sem atrair a atenção de ninguém, por duas coisas: a primeira é que se trocaram, e só estavam com a capa do uniforme, e segundo que estranhariam naquele dia, o qual estava com ventos consideráveis a capa destes não estarem se mexendo, devido ao feitiço de não mexer as capas.
– Já estão todos aqui? – Harry perguntou.
– Só falta a Pansy, o Zabini e o Malfoy... Ah! Olha eles ali! – Mary responde, e o moreno direciona seu olhar para o alto da colina.
Além dele, estavam Ginny, Luna e Mariana, e Pansy viera acompanhada de Blaise e Draco. O moreno rapidamente desviou o olhar, mas sorriu travesso. Blaise ficou ao lado de Luna, e o loiro ficou do lado de Ginevra, que dava um risinho irônico.
– E agora? Como faremos? – A corvinal metamorfomaga indaga.
– Tem um certo jeito de ir para a Casa dos Gritos. – Começou o garoto de orbes verdes. – Tem um nó no Salgueiro Lutador que o faz parar por instantes.
– Só que tem um detalhe, Potter: é o Salgueiro Lutador, e ele é inquieto! – O Malfoy comenta.
– Malfoy, só temos de ser rápidos. Além do mais tive uma idéia.
O moreno começou a correr para a enorme árvore, sendo seguido pelos outros cinco. O Salgueiro percebeu a chegada deste, e por sorte Harry pulou para trás para evitar o safanão da árvore.
– Tá, Harry, qual é o plano? – Ginny pergunta, com medo.
– Alguém vai ter que servir de isca. – O moreno diz. – E todos os outros vão correr para o outro lado, já que o nódulo da árvore é pra direção do sol, ficando do outro lado do Salgueiro!
– E quem é o felizardo? – Draco perguntou, com um sorriso sarcástico.
Então todos exceto a ruiva direcionaram seu olhar para o mesmo. O sonserino desmanchou o sorriso.
– Olha, você não fez nada até agora... – Mariana começou. – Então eu acho que é uma forma de pagar pelo seu ócio.
– Espera, vocês vão MANDÁ-LO como isca? – A ruivinha diz, surpresa.
– Imagina, o Draco grita feito uma menininha, Ginevra, você vai adorar! – Blaise comenta, zombeteiro.
– E é uma oportunidade única. – Pansy termina como se estivesse assobiando.
– Não acredito que vocês vão mesmo usar Draco Malfoy como isca! Escutem bem, Malfoy's não... – Foi interrompido com um empurrão dos quatro.
– VAI LOGO! – Eles disseram juntos, e lá se foi à doninha... Ops, o sonserino distrair a árvore grandalhona.
Ginny, Harry e Pansy correram de um lado, e Luna e Blaise correram do outro. Localizaram o nó enorme da árvore, mas um grito fez a ruiva parar no lugar.
– DRACO! – Berrou, vendo o "namorado" pendurado num dos galhos do Salgueiro. Gargalhou ao ouvi-lo berrar. – VOCÊ GRITA COMO UMA CRIANCINHA!
– RETIRE O QUE DISSE, GINEVRAAAAAAAHHHH! – A árvore balançou-se mais uma vez, querendo lançá-lo longe.
– FICA PARADO AÍ! – Berrava mais uma vez, e tirou a varinha do bolso. Agora a coisa havia ficado séria. – SOLTA DO GALHO!
– SOLTAR DO GALHO? FICOU LOUCA?
– FAZ LOGO ISSO!
– TÁ! – Com isso, Draco soltou-se do galho, mas justo perto de um barranco.
Ginny, voltando-se para Harry pergunta:
– Me diz um feitiço que faz a pessoa ficar flutuando no ar!
– Levicorpus! – O grifinório responde.
– LEVICORPUS! – Ela grita bem no momento que o loiro quase lhe some da vista.
E só se via Draco Malfoy de cabeça para baixo e sendo trazido de volta à terra firme. Nesse meio tempo, Harry apertou o nó do Salgueiro, o qual parou instantaneamente. O moreno disse para a ruivinha o contra-feitiço, e fê-lo cair na grama úmida.
– AI! – Ele fala, irritado.
– Não reclama, pelo menos eu te salvei! – Ginevra diz, ainda entre risos.
– Há. Mas ninguém quis se preocupar comigo quando quase morri...
Draco, ao voltar-se para Mary, jurou ter visto Blaise passando uns galeões para ela e Luna. "Esse bando de loucos" Pensara, levantando-se com dificuldade.
Eles voltaram para frente, e vendo uma grande passagem por entre as raízes, entraram antes do Salgueiro voltar ao normal. Viram um corredor enorme negro, e Harry reviveu suas lembranças no 3º ano, quando veio com Hermione tentar capturar seu padrinho.
– É aqui. – Pronunciou-se, abrindo um alçapão, dando de cara com a sala desgasta e mofada da Casa dos Gritos.
Os seis garotos vasculharam a casa, e viram que estava abandonada há muito tempo. Mary foi para uma das janelas da cozinha, e viu uma imagem alta lá fora. Limpou com a mão a poeira e descobriu ser sua mãe.
– Gente, a minha mãe ta aqui! E agora, como fazemos para trazê-la para cá?
– Chame-a. Ela está no alto daquela colina, e ninguém vai vê-la vir para cá. – Pansy aconselha.
Só que Mariana preferiu abrir a fechadura da porta da cozinha, toda enferrujada, e chamou por sua mãe. Harry, Blaise e Draco, além das meninas, ficaram surpresos ao vê-la.
Liliana tem os cabelos iguais aos de Mariana, mas são castanhos, mais longos e são lisos, e tem os mesmos olhos castanho-claros da filha, porém a pele é um pouco mais escura que a da menina, e tinha um sorriso pausado no rosto. Usava uma blusa florida azul e uma calça de moletom preta. Ela aparentava ter apenas uns trinta anos.
– Gente, esta é minha mãe, Liliana Jacob. Mãe, estes são Harry Potter, Draco Malfoy, Blaise Zabini, Luna Lovegood, Ginevra Weasley e Pansy Parkinson.
– Oh, este é o Harry Potter? – A moça perguntou, maravilhada. – Meu Merlin, eu agradeço-lhe eternamente por ter salvado todos nós!
Vendo que Harry ficou sem jeito, Mary deu umas leves cutucadas com o cotovelo na mãe. Liliana, notando aquilo, desculpou-se imediatamente.
– Ah, n-não tem problema. Já estou... Hum, acostumado. – Na verdade, aquilo era contraditório devido ao tom que usou. Pansy deu risada.
– É, tipo, a gente não vai não? – Blaise comenta.
– Sim, sim. Mary, onde é a lareira? – A moça pergunta.
– Por aqui. – Disse, e ela foi seguindo a filha e os outros garotos.
Ao chegar, Liliana ficou pensativa.
– Não tem madeira para queimar aqui, não?
– Ah, gente, pode trazer alguma coisa de madeira? – Ginny pergunta para os garotos, e os três correm pela casa.
Depois de um tempo, Draco trouxe um monte de pedaços de madeira velha, Blaise e Harry trouxeram banquinhos e, incrivelmente, brinquedos de madeira. Colocaram ali na lareira empoeirada, e Liliana posicionou-se à frente dos seis e tirou sua varinha, que era de madeira clara.
– Incendio! – Proferiu, e todas as coisas começaram a pegar fogo. Tirou um saquinho vermelho e o abriu: estava cheio de Pó de Flú. Jogou todo o conteúdo lá. – CASA DE ARIEL HEINRICH!
As chamas se avivaram e se tornaram verdes. As sete pessoas presentes atravessaram o fogo, saindo justo numa sala ricamente ornamentada, com três sofás vermelhos, um tapete felpudo com um símbolo de ursos polares e com quadros de pessoas da família de Mary. Os avós dela, Ariel e Klaus Heinrich a esperavam.
Ariel estava apenas com um vestido de verão floral, e com um xale de crochê cobrindo os ombros, e Klaus estava com uma camisa branca e casaco social, e calça.
– Mariana, minha neta! – Disse a senhora, abraçando-a.
– Vovó! Vovô! – Responde, abraçando de volta cada um. – Estamos todos sujos! Pessoal, melhor tirarmos as capas!
Todos eles tiraram, e apenas estavam poucas fuligens na roupa. Ginny, ao lado de Pansy e Harry, ouviu uma voz muito conhecida dizer baixinho "eu odeio viagens de Flú" e riu. A ruiva estava de jeans e com uma blusa ¾ rosa-claro. Draco usava uma calça social preta e uma camisa azul-celeste, e tênis azuis.
Blaise usava uma camisa cinza e por cima desta, um suéter preto, e calças jeans azul-marinho, e Luna estava adorável com uma blusa verde-oliva e uma calça cáqui preta, destacando a pele pálida. Pansy usava um mini-casaco vinho, e por baixo uma baby-look branca, além de calças da mesma cor de Luna. Harry estava com uma camiseta preta e jeans claro, e tênis pretos.
– Ora, ora, que maravilha! – Ariel comenta, satisfeita. – Venham, venham! Como foi a viagem? Longa ou rápida, chata ou boa?
– Ariel querida, melhor deixarmos Liliana e eles a sós. Tem muito que conversar. – Klaus disse, levando a esposa para o andar de cima.
Após isso Liliana pediu-os para sentarem.
– Mamãe, onde está o papai? – Mary pergunta inesperadamente.
– Na Irlanda ainda.
– Mãe, não precisa. Eu vou conseguir! – Disse.
– Desculpa perguntar, mas porque lá? – Ginny insinua, timidamente.
– Bom, Ginevra, os Jacob nasceram na Irlanda, no século dezoito. Foi lá que aconteceu toda a história, o que provavelmente minha filha deve ter contado. – Liliana responde, casual. – Bem, filha, são somente eles?
– Tem o irmão de Ginny e a Mione, mas eles foram atacados.
– Oh... Estão com o anel? – Perguntou, e todos o mostraram.
– Mãe, não adianta mais. Quando vimos eles lá, os anéis estavam cortados... – Falou, desanimada.
– Como assim? Mariana, isso só significa que ela está ficando mais forte, e o Mestre já chegou na terceira frase! Além do mais, não quero que troque de lugar com aquele maldito fantasma!
Nessa hora todos olharam para ela incrédulos. Aí entenderam o termo morrer para ela: Annelise ia assumir seu corpo e Mariana ficaria presa no livro!
– Mãe! – Mary repreendeu-a, mas sorriu tristemente.
– Mary, você não contou isso. – Luna diz, chocada.
– É, mas de que adianta? – Falava, rindo sem um pingo de humor. – Mas o Encantamento Supremo precisa de muita energia. E dos corpos já sem sentimentos, além de todos os alunos de Hogwarts...
– E como é esse feitiço? – Harry pergunta.
– Bem, esperem aqui. – Mariana responde, e correu para o corredor, voltando rapidamente com um livro de aparência bem antiga.
Liliana fez a pequena mesa da sala transfigurar-se em uma mesa de tampo inclinado. A menina pôs o livro com a imagem, e ela era formada por um grande circulo com inscritos em latim, e havia uma rosa enorme atrás deste, e uma estrela de sete pontas completava o desenho.
– Esse é o Encantamento Supremo. Ele necessita de que a pessoa esteja em um nível de vingança muito alto, mas o problema é que ele mesmo mata a pessoa. – Liliana explicou para os presentes. – Todos os guardiões do Vindicare têm essa rosa marcada no braço porque é o símbolo desse Encantamento.
– E como ela vai fazer para levar todos eles para o Salão Principal? – Ginny pergunta. – Porque não tem modo algum de executá-lo.
– Tem sim. No dia, já que todos não poderão ir, ficarão com tempo livre, e é só a Greengrass atraí-los para a emboscada. – Mary diz, séria.
– Qual é o nome do novo Mestre de Annelise? – Liliana insinua.
– Astoria Greengrass. – Blaise e Luna respondem.
– Greengrass? Acho que já ouvi esse nome em algum lugar... – A mãe de Mary diz, pensativa.
– Mãe, mas e o contra-feitiço que é cantado?
– Ah, sim, este aqui. – A mulher de cabelos castanhos e lisos vira a página, e eles vêem uma imagem de uma pessoa suspensa e saindo algo dela. – É o Indulgeo Animus, mas eu proíbo de você se matar, Mariana!
– Olha, senhorita Jacob, com esse feitiço ela pode trazer todos eles de volta... – Luna argumenta.
– Mas eu vou perder a minha filha! Ela tem que sacrificar o seu bem maior: o amor!
– Por isso! – Ginny dissera, atraindo a atenção deles. – Mary, seus antepassados não se apaixonavam porque era justo o ingrediente para o contra-feitiço! Só não entendo porque não deu certo...
– Ginny, o que acontece é que, o amor tem de ser puro e de coração, e entregue por vontade da pessoa. E, apesar deles todos terem fracassado justo por causa dele, eles amaram sim, só não... Entregaram-se de corpo e alma.
– Entendo... – Ela responde.
Após aquilo, Mary mudou de assunto, para não ficarem mais naquele marasmo. Conversaram com Ariel e Klaus, avós por parte de pai da garota, e Ginny e Luna os adoraram. Para melhorar o dia, Liliana topou levá-los para o parque central.
Ao chegarem lá, Luna se encantou com as lindas laranjeiras que agora estavam em flores; Pansy sorrira ao ver um campo cheio de amores-perfeitos, e só a ruivinha e a corvinal metamorfomaga ficaram ali, junto com a mãe desta e Draco.
– Olha só, se quiserem, podem ir lá ver, tenho certeza de que irão adorar esse parque. – A garota diz, sorrindo.
Claro que nem quiseram esperar ela terminar. Luna e Blaise, direto para a maior laranjeira dali, e Pansy foi para o campo de flores, seguida por Harry. Quem via de fora parecia ser uma cena linda...
– Gin, pode ir lá!
– Mas Mary, você vai ficar aqui? – A ruiva pergunta.
Nesse momento, Draco, que olhava distraído o pequeno lago, olhou para a garota de orbes chocolates.
– Vou. Mamãe está... – Ao se virar, Liliana tinha ido a uma barraquinha de sorvete ali perto.
– Ah, Mary...
– Hei! Ruiva, quero te mostrar algo. – O loiro fala, de súbito.
As duas o olharam curiosas. E o sonserino fez a coisa mais absurda: pegou Ginevra pela cintura e a colocou em seu ombro, segurando-a fortemente.
– ME SOLTA, MALFOY! – Ela gritava, dando risada e com raiva ao mesmo tempo.
– Jacob, já volto. – O garoto replica, levando uma ruiva que se debatia para a pequena ponte acima do lago.
No Beco Diagonal, mais exatamente numa certa loja, um ruivo bem alto colocou um suéter preto. Usava calças claras e de moletom branco, e se preparava para sair quando outro idêntico a ele o parou.
– Aonde vai, Fred?
– Num parque aqui perto. Preciso respirar um pouco, sabe como é... – Ele responde, dando um sorriso travesso. – Libera as idéias...
– Credo, falando assim parece até aqueles fracassados! – George responde, brincalhão.
– Então por que você não aproveita e vê a sua querida esposa?
– Namorada-noiva. Eu vou fazer o pedido hoje! – Responde o ruivo, abrindo um largo sorriso.
– Com que aliança?
– Por isso mesmo. Vou comprar... – George diz, convicto. – E a sua noiva?
– Sabe que eu vou me casar com a Kim só quando ela voltar. Ela adora dragões! – Fred replica, revirando os olhos. – Tô indo. Hoje a Gemialidades não abre.
E ele saiu, se direcionando ao começo do Beco, para sair no Caldeirão Furado. Passou pelo balcão e cumprimentou Tom, o qual sempre bem-humorado, retribuíra.
Na verdade, Fred havia "descoberto" aquele parque fazia tempos. Sempre teve uma curiosidade grande sobre os trouxas, e os observava com atenção. Já havia visto um escutar alguma coisa numa caixinha minúscula branca, ligada a suas orelhas por um par de coisas da mesma cor. Também viu trouxas que respondiam em quadradinhos coloridos, e o mais engraçado era que eles sempre diziam algo e esperavam... "O que será que essas caixinhas têm de tão engraçado?" Pensou, maravilhado.
Andando, nem percebeu que havia chegado. Olhou para os lados, e jurou ter visto uma mancha ruiva e um cara alto e loiro na pequena ponte do parque. "Devo estar sonhando..." Refletiu, divertido.
Luna e Blaise estavam debaixo da maior laranjeira, que deixava cair às pequenas flores de sua grande copa. O negro apenas olhava a garota, a qual observava com muito interesse as florzinhas flutuando no ar e caindo no chão suavemente.
– Hei, Di-lua.
– Oi? – Ela virou-se no instante que o sonserino a olhava fixamente. – O que foi, Blas?
– Blas? Meu novo apelido?
– É. – Respondeu, sonhadora.
Silêncio. A loira virou e viu uma florzinha cair e cair, parando no seu cabelo.
– Hei, Luna. – Agora ele não a chamava pelo apelido.
– Sim? Olha, tem várias estrelinhas nos seus olhos! – Ela fala, olhando bem fundo para os orbes negros de Blaise.
– E tem várias luas nos seus. – Disse, sentindo o rosto corar.
Apesar da corvinal ser "de Lua", ele adorava o jeito meio alienado dela. Apesar de ser de uma casa totalmente contrária a dela. E o mais estranho foi que Luna aproximou seu rosto alvo, e encostou seus lábios nos de Blaise. O garoto sentiu o rosto arder com aquele gesto, e o gosto da menina era totalmente exótico: um delicioso gosto de amoras e o cheiro de rosas dos cabelos loiros.
– Blaise... – Murmurou, separando-os. – Eu... Amo suas estrelinhas.
– Eu também amo... Suas luas. – Responde, sorrindo bobo.
Aquela era uma língua que somente eles poderiam entender. Ele pegou em sua mão e ficou a observar as florzinhas.
Pansy pegou um amor-perfeito amarelo e até quis pô-lo no cabelo, mas desistira. Sorria tristemente, já que um certo moreno não saía de sua mente.
– Pelo jeito parece que adora flores. – A voz dele, tão próxima a assustou.
– Parece, mas eu não gosto. – Responde, se contradizendo.
Harry olhou em volta: só havia amores-perfeitos. Roxos, amarelos, vermelhos, azuis, brancos... Até que viu um lindo amor-perfeito cor-de-rosa entre os brancos e dos amores-perfeitos vermelhos. Pansy direcionou seus orbes castanhos para lá e o vira, tão singelo e delicado.
– Pansy... Seu nome é dessa flor, não é? Por isso gosta tanto deles? – Ele pergunta, curioso.
– É... – Disse.
Sentia-se tão à vontade com o garoto que esquecia que era de casas rivais. Ela podia olhar naqueles olhos verdes que ninguém a julgaria. Acordara de seu transe quando viu o grifinório tão perto de si.
– O-O que está fazendo? – Indaga, receosa.
– Toma. – Ele falou, colocando o amor-perfeito raro em seu cabelo. – Você ficou bonita.
Pansy não respondeu. Ficou observando-o, intrigada.
– Por... Que?
– Por que o que? – Questiona, confuso.
– Por que está sendo tão legal comigo, Potter? – Rebate, de uma vez. – Eu provoquei todos seus amigos, sou amiga do seu pior inimigo, xinguei tantas vezes a Granger e o Weasley de sangue-ruim e traidor do sangue... – Percebeu que o semblante dele havia mudado ao ouvir a palavra. – Por que?
– Porque... Eu enxergo você agora de outro jeito, Pansy. – Harry responde, serenamente. – Você é tão fácil de ler, mas ao mesmo tempo me... Nos esconde as coisas. Por mais que tenha acontecido toda aquela coisa, eu te vejo claramente agora.
– E o que você vê? – Perguntou, chegando mais perto dele. Aquele odor de amêndoas era excessivamente vicioso.
– Eu... Vejo... Você. – Responde rouco, aproximando seus rostos.
Agora a morena não mais cedia porque simplesmente desistiu de ceder àquilo.
Liliana havia voltado, sem nada, e Mary estranhou.
– Mãe, a senhora não ia comprar sorvete?
– Ia, mas pelo jeito, parece que seus amigos estão em um entrosamento maior. – A mulher replica, rindo.
Mariana olhou para a ponte: Ginny e Draco pareciam velhos amigos, conversando como se nada estivesse acontecendo. "E onde estão a Loonie e o Zabini? E a Parkinson e o Harry?" Reflete, curiosa.
– Olhe, eu sei que falei para não gostar de alguém, filha, mas parece que não funcionou minha proibição. – Ela diz.
– C-Claro que funcionou! Eu não gosto de ninguém de lá da escola! – Mary apressou-se em dizer.
– Porém isso não quer dizer que não esteja gostando... Pense nisso. – Liliana responde, sorrindo. – Aproveite e vá passear pelo parque. Eu fico.
Ela assentiu, e foi para uma das árvores dali, e longe da visão dos outros. Ao chegar lá, sentou-se nas raízes e começou a observar o céu, que estava tomando uma bela coloração alaranjada. Sentiu os olhos pesados, e acabou dormindo.
Fred andava pelas árvores sem um rumo certo quando a encontrou bem ali, olhando para o céu com um interesse bem fora do normal. "O que a amiga da minha irmãzinha está fazendo aqui?" Pensa, intrigado.
Chegou bem mais perto, e descobriu: ela dormia tranqüilamente, e seu cabelo havia mudado sutilmente para um vermelho-escuro devido aos raios de sol. Alguma coisa mexeu ali dentro, e sentiu o rosto corar. "Tá, agora eu fiquei MUITO louco... Você tem noiva, você vai se casar" Refletiu, assustado.
– Ah, não... Faça isso. – Ela murmurava, dormindo.
O ruivo olhou para Mary com uma aguda curiosidade. Ao mesmo tempo, o seu coração acelerava, esperando uma resposta. Obviamente descartou a possibilidade de estar amando a amiga de Ginny, já que tinha uma noiva estonteante que fazia uma viagem e voltaria logo.
– Hei, garota... Você tá dormindo? – Perguntou brincalhão, balançando a mão na frente do rosto dela.
– Não faça... Isso, Fred. – Ficou surpreso ao ouvir seu nome. – Você... É um idiota.
– Como assim, idiota, Mariana? – Indagou, fingindo raiva. Sabia que ela não ia responder.
Mary continuava dormindo, e o irmão de Ginny ficou do seu lado, admirando-a dormir serenamente. O rapaz, inconscientemente, achava graça como ela dormia, mas algo nele (outra vez) despertou, e pela primeira vez, Fred achou lindo aquele jeito de ela dormir tão pesadamente que nem ouvia os passarinhos cantando. Na verdade, era a primeira vez que ele sentia isso de alguém: nem de Kim sentiu algo parecido.
– Você me faz ficar desse jeito, sua tonta. – Murmurou, acariciando o rosto dela. – O que fez para fazer isso?
– Fred... – Ela responde, e acaba deitando a cabeça no ombro do ruivo. – Não... Morre.
Estremeceu ao ouvir aquilo: Mariana se preocupava até demais com ele! E seu coração falhou uma batida. Nem mesmo seu irmão gêmeo saberia explicar o que estava acontecendo, apesar de se conhecerem tão bem. Por outro lado, Fred se sentiu até mesmo aliviado e feliz com os dizeres da pequena garota.
– Hum? – Mary acordou, e encontrou aqueles orbes azuis. – Fred...
– Oi. – Responde.
– FRED? AI MEU DEUS! – Berrava, pulando da raiz e caindo pra trás. – AI! QUE DROGA!
Massageou as costas. Estavam doendo.
– Olha, não sei você, mas deveria se controlar mais... – O ruivo diz, estendendo a mão. – Vão achar que é doida.
– DOIDA? – Grita, mas depois baixa o tom de voz. – Doida, eu? Na verdade, quem é o louco aqui é você. O que está fazendo aqui?
– Eu que pergunto: o que você está fazendo aqui, quando deveria estar em Hogwarts, cuidando da minha irmãzinha. – Fred falava, andando na frente.
E a corvinal se lembrou: Ginny e os outros também estavam lá, no mundo trouxa, enquanto uma louca loira psicopata arranjava um jeito de trazer todo mundo para a armadilha dela e roubar os sentimentos de todos, e o irmão dela achando que ela estava lá em Hogwarts. "PUTA MERDA! A GINNY TÁ AQUI COM O MALFOY!" Mentaliza, desesperada. "E o irmão dela também! Se eu deixar, vai ocorrer um assassinato!" Pensava, correndo subitamente na frente do ruivo, o qual estranhou.
– O que foi?
– Ah, é... Acho que devia conhecer a minha mãe. – Disse, se arrependendo logo depois.
Na ponte, a ruivinha (ainda não encrencada) e o loiro sonserino observavam o pôr-do-sol em silêncio e sorrindo.
Havia descoberto muitas coisas sobre Draco Malfoy que nem sabia que existiam, como por exemplo, ele tinha uma coleção enorme de mini-carros antigos e adorava sorvete de limão. A infância em Paris, como conheceu Pansy ainda criança e sobre a mãe, Narcisa.
Agora não eram mais dois sobrenomes, eram apenas duas pessoas normais com duas famílias inimigas, ou seja, apenas eles mesmos.
– Hei, Draco... – Ginny diz, se virando para ele.
– Sim, ruiva?
– Como conheceu a Astoria? – Além de falar pela primeira vez dela, sentiu uma náusea invadir-lhe o estômago.
– Não vai querer saber... – Ele responde, virando-se de volta para o pôr-do-sol.
– Foi numa daquelas grandes festas de seu pai e sua mãe? – Perguntou, ignorando a resposta dele.
Draco suspirou, derrotado, e começou a contar.
– Me lembro pouco disso, mas foi no meu verão, após a Guerra, na Grécia. O Blaise e a Pansy foram, mas não me lembro deles na festa.
Estava em seu grande quarto, que dava para a vista do Mar Egeu, olhando-se no espelho. Usando um terno preto e camisa social branca, e calças da mesma cor que o terno, considerava-se médio. O cabelo, sem gel, caía-lhe pelos olhos azul-acinzentados, e quis deixá-los assim mesmo. Logo deram duas batidas na porta, e ela se abriu.
– Querido? Está pronto? – Narcísea disse, tranqüilamente.
Ela trajava um lindíssimo vestido verde-escuro e com mangas bordadas a formar desenhos de rosas. O cabelo estava preso em um coque bem-feito e Narcísea adornava um par de brincos de pérola e colar da mesma pedra. Lindamente aristocrática.
– Sim. Quando conhecerei minha noiva?
– Draco, não acha que é a filha dos Parkinson?
O loiro sentou-se em sua cama impecavelmente arrumada.
– Seria muito óbvio. Pansy é minha amiga, e por mais que eu goste dela, não vai passar como um sentimento de irmãos.
– Entendo... – Narcísea responde, sorrindo. – Vamos?
– Vamos.
Saíram de lá, e alcançaram a escada. Draco e Narcísea desceram, e ele sentiu um alívio ao ver que não teria uma grande festa. Foram para a sala de estar, e lá se encontravam os pais de Astoria, e seus amigos Pansy e Blaise.
– Narcisa! – A mulher, loira e de densos olhos verdes a abraçou.
– Olá, Charlotte, Pierre. – A mãe do loiro responde polidamente. – Onde está Astoria?
– Oh, querida, espere. Astoria! – Charlotte diz, em um profundo sotaque francês.
Astoria vestia um belíssimo vestido azul-marinho que ia até acima do joelho, e seus cabelos ondulados caíam pelas costas, tornando-a uma lindíssima princesa. Os orbes verdes da mãe contrastavam magnificamente com a pele acetinada, e pousava um sorriso comedido no rosto alvo.
– Boa-noite. – Disse, em francês fluente. – Sou Astoria Greengrass.
– Boa-noite, Astoria querida. – Narcisa fala, dando outro sorriso e na mesma língua. – Por que não vai conversar com meu filho, Draco?
– Claro. – Responde, olhando-o de cima a baixo. O loiro reconheceu na hora o sorriso travesso que se formava nos lábios da garota.
Era linda, mas por alguma razão sentia algo bem... Sonserino nela. Foram para os jardins, e conversaram o mais raso possível, e Draco podia ver claramente nas suas expressões que não estava nada satisfeita. Ele não era de falar tudo abertamente, e notou que Astoria se irritou com aquilo.
Logo ao voltar, os pais de Astoria e sua mãe tinham sorrisos bem largos no rosto. Contaram a eles que a menina ia ser transferida de Beauxbatons para Hogwarts, para passar mais tempo com ela. Draco realmente percebera que, para ninguém descobrir que não gostava daquele jeito de Astoria, teria que atuar – e muito.
– Nossa... – Ginny responde, impressionada. Ela até esqueceu de sua náusea.
– Para você ver. Depois, Pansy veio falar comigo, só que mal me lembro disso, tomei muito uísque de fogo naquele dia... – O loiro fala. – E depois, lembro-me de que Pansy estava muito mudada. Achei estranho, e logo esqueci.
– Caramba. – A ruiva replica, olhando para onde deveria estar Mariana.
Levou um susto ao constatar que não era só a corvinal ali, além de sua mãe e seus amigos, mas também seu irmão Fred, o qual olhava-a fixamente.
Continua...
:: Ouvindo So What - P!nk ::
Notinha: AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHH! 62 REVIEWS? MIMIMI *----*! Não me matem! Claro, claro, a gent está prestes a descobrir o que a titia Pansy taaanto esconde do Draquinho, mas não é no próximo... E a Astie? sempre imaginei ela com ar francês, saca? Tipo, ela é AMOR *-*
Logo logo a terceira (e última parte) vai ser colocada akee, HAHA =D.
Beeeijos!
Hinata Weasley
