NOTA: Já faz certo tempo que não escrevo. O plágio e a imaturidade me fez dar uma pausa. Tinha desistido e me conformado a ser uma ávida leitora. Mas há tempos uma história estava em minha cabeça pedindo para ser escrita. O que muitas leitoras comentavam era que minha escrita era corrida e pouco detalhista tentarei mudar isso .Sinto -me desconfortável em relação a colocar lemon. Se acontecer será escrito por outra pessoa. Farei capítulos semanais para que com calma eu possa desenvolvê-los. Essa história tem duas fases, podendo ser modificada. A 1 fase será com Carlinhos e Draco,e a 2 fase talvez 70% de chance ser Harry e Draco)
A família Black sempre foi conectada com as estrelas, sempre que um casal tinha três filhos o terceiro acabava herdando o dom da premonição, um fato conhecido apenas dentro da família. Atualmente Narcisa era portadora do dom. A arte da adivinhação quase sempre é desacreditada graças ao grande número de charlatães e pessoas que interpretam errado suas visões do futuro. Muitos consideram esse dom uma magia duvidosa e incerta. O futuro é mutável, profecias podem parecer inevitáveis, mas isso não é de um todo verdade. Quando você aceita algo como verdade irrefutável isso irá fazer com ela se concretize.
Não era como se fosse algo diário ou sempre que quisesse ela poderia ter uma visão, seu dom era diretamente ligado à família, ela sabia quando algo ruim iria acontecer com um Black. Por ainda ter uma visão preconceituosa puro sangue ou por desconhecer fatos, Narcisa se limitou a ser uma mera expectora. Sempre soube que o destino de Belatriz estava entrelaçado a trevas, sabia que um dia Andrômeda fugiria,sabia que Régulos morreria. Sabia que o Aquele que não deve ser nomeado voltaria mais insano do que nunca. Suas visões eram curtas e na maioria das vezes subjetivas.
Soube do destino de Bela ao sonhar com a irmã amarrada em uma teia de aranha sem lutar, enquanto uma enorme aranha a enlaçava cada vez mais. Com Andrômeda foi diferente, sonhou com uma estrela despencando do céu e tonando-se um pássaro que fez um ninho em uma árvore. Já no caso de seu primo ela realmente teve uma visão clara da morte. Viu - o ser agarrado por inferis para o fundo do que parecia ser um lago.
Não tinha consciência pesada por não contar para ninguém sobre suas visões ou por não interferir no futuro. Leal, educada, submissa, paciente e recatada. Cresceu para se tornar uma boa matriarca de um clã forte, educou seus filhos com visões errôneas e deturpadas sobre a supremacia dos puros sangues, mas diferente das mulheres e homens de sua família que deserdariam um filho ou jogariam em um mundo das trevas sem pensar, o que ela mais queria é que eles estivessem seguros e a salvo.
Tudo mudou quando uma de suas visões estava relacionada ao bem mais precioso de sua vida, seu filho Draco. Foi a primeira vez que teve uma visão acordada. Viu seu filho mais velho sujo, ferido, assustado, seus olhos não tinham mais vida, a marca negra estava em seu braço e ele sussurrava "Eu odeio ser um comensal, eu não queria esse destino" Então covardemente alguém lhe lançava a imperdoável da morte em suas costas e uma voz dizia que "o Lord das trevas não precisava de inúteis ao seu lado".
Ela não queria que seus filhos tornassem comensais da morte, sabia que quando Voldemort voltasse não seria o líder que ela acreditava que devesse ser seguido. Sua loucura e megalomania iria fazer com que ninguém estivesse a salvo, bruxos ou trouxas. Não precisou contar a seu marido o que previra, não adiantaria. As ideias dele estavam enraizadas ao ponto de fazer com que ele não enxergasse o óbvio, ela o amava, não poderia salvá-lo, mas ficaria ao seu lado, pois somente o desespero o faria abrir os olhos.
Draco tinha quatorze anos e Scorpius quatro, para mudar o destino do seu filho mais velho teria que o fazer passar por uma grande provação. O adolescente admirava e queria ser igual ao pai. Ele era um rapaz dedicado à família, inteligente, afetuoso, mas também era mimado, arrogante, egoísta, invejoso. Seu filho mais novo estava cada vez mais parecido com Sirius Black, fisicamente um Malfoy, na personalidade um garoto travesso, tagarela, tratava até os elfos domésticos bem. Lucius desaprovava, não punia com rigor por ser uma criança, mas quando chegasse à idade de ir a Hogwarts a postura com o menino mudaria. Nada que o pai dissesse o faria mudar, estava destinado a ser o primeiro Malfoy a ir à grifinória, o Malfoy que como um furacão tiraria tudo do lugar.
