(Re)Começando do zero.

Uma semana depois eu ainda estava abobado, sem ter chegado a uma conclusão do porquê de Gina me deixar. Ginevra tinha sido tão transparente para mim, porque então me deixaria assim? Eu não podia entender e não queria. Não abriria a carta.

Enquanto isso vegetava. Comia mal e a insônia voltara completamente, eu não pregava mais o olho. Gastava os dias deitado, olhando para o teto, imaginando que talvez ali se encontrasse a resposta de todas as minhas perguntas, entre as camadas de concreto e segurança. A única atividade que realizava para quebrar a rotina de ócio era visitar minha mãe, e mesmo assim, sem a coragem suficiente para encará-la de frente ou tentar conversar. Eu só a observava, enquanto a enfermeira cuidava e conversava com ela.

Parecia que a enfermeira tinha feito progressos e em alguns dias eu poderia falar com minha mãe sem que ela se alterasse ou se descontrolasse e tentasse me matar ou coisa que o valha.

-Sr. Malfoy, seria melhor, agora que ela está sedada e também muito mais calma e preparada, que o senhor durante suas visitas frequentes fosse também se aproximando dela, devagar. Assim ela poderia se acostumar com a sua presença e mais tarde o senhor poderia até mesmo conversar com ela normalmente.

-Ela nunca vai voltar a falar comigo normalmente, como uma mãe fala a um filho. O que eu fiz com ela não tem perdão.

A enfermeira nunca simpatizou muito comigo. Deu um sorriso amargo, engolindo sua opinião pessoal para falar comigo profissionalmente:

-Veja bem, Sr. Malfoy, eu compreendo que tenha medo do que ela possa lhe dizer, mas a sua amiga tem ajudado muito, falando com Narcisa sobre o filho.

-Amiga?

-Sua amiga, do Ministério.

-Eu não tenho amigos no ministério.

-Uma ruiva, a... Weasley.

-Weasley tem visitado minha mãe?

-Sim, e tem ajudado bastante. Fala sobre você o tempo todo com Narcisa, e exalta suas... qualidades como pessoa.

-Então, ela tem visitado minha mãe e falado de mim?

-Tem. Na verdade, ela pediu que eu não contasse a ninguém, mas o senhor é da família e precisa saber, e além do mais, ela tem ajudado nos progressos sociais de sua mãe. A muito tempo ela não convivia com uma pessoa que não fosse curandeiro ou enfermeiro. É bom pra ela ter alguém pra falar sobre coisas simples e também delicadas, principalmente quando é alguém tão delicado pra tratar desses assuntos quando a Srta. Weasley.

Então ela estava vindo aqui. Eu entenderia perfeitamente se não estivesse cego de ódio, que era uma maneira de tentar se aproximar. Mas eu só via como uma forma de aliviar a consciencia pesada que ela agora carregava, era como se estivesse pagamento por tudo que não tinha me feito, mas havia prometido.

Era tanta raiva. Porque provocar no ponto mais fraco? Porque mexer na parte que mais me fazia lembrar dela? Era lembrando da minha mãe que eu lembrava dela. Afinal, ela, ainda crua e ingênua me fizera mudar e tentar reparar os estragos feitos no passado e buscar o perdão de minha mãe, que eu havia deixado para trás, como um fardo pesado demais para carregar.

A raiva criva raízes fundas dentro de mim. Eu tinha aguentado todo esse tempo, longo de mais para quem quer uma resposta e não tinha aberto o seu bilhete, mas agora eu queria saber quais os motivos. Todos os motivos para tudo.

"Draco"

Era o que dizia o bilhete dela, escrito ainda na Grécia, e que cheirava a areia e ao perfume dos seus cabelos, como na visão da primeira manhã em que nos encontramos. Respirei fundo antes de abri-lo. Tantas horas havia passado em frente a ele, esperando que não tivesse de lê-lo nunca. E que tudo fosse um sonho ou que ela voltaria logo, dizendo que tudo fora uma brincadeira de péssimo gosto e que todo aquele tempo sem ela deveria ser esquecido. Agora tinha de encarar o que quer que estivesse escrito naquele papel. Acabou-se a fantasia. Choque de realidade maior que Londres, só podia estar ali. A letra apressada e as letras delicadas não pareciam um bom sinal.

"Quando Lancelot du Lac morreu, Sir Ector, o último dos Cavaleiros originais da Távola Redonda deixou o seguinte tributo:

"Ah Lancelot, tu, que estás acima de todos os cavaleiros Cristãos, e agora atrevo-me a dizer, tu, Sir, Lancelot du Lac, nunca foste comparado Aos cavaleiros da terra. E tu que eras o cavaleiro cortês que sempre defendeu. E tu que eras um verdadeiro amigo para a tua amada. E tu que eras o verdadeiro amante pecaminoso que sempre amou a mulher. E tu que eras o mais amável homem que sempre golpeou com uma espada. E tu que eras o mais bondoso dos cavaleiros. E tu que eras o mais gentil que sempre comeu na sala com as senhoras. E tu que eras o mais severo cavaleiro para o seu preço mortal que sempre desafiou a morte."

Ginevra sacrificou-se em nome de Lancelot e Artur. Tentou achar uma maneira de fazer os dois leais cavaleiros viverem em paz, e a condição única para que isso era que ela desaparecesse, a causadora das desavenças entre os dois e a desestabilidade do reino. Com ela longe, nada poderia atrapalhá-los, e suas vidas e honras estariam preservadas, tanto a de Artur e Lancelot quanto a sua própria.

Há várias divergências no destino de Ginevra e Lancelot e até mesmo do Rei Artur. As lendas nunca foram comprovadamente reais e a história nunca tem um destino certo para cada um de seus personagens. As divergências são muitas, mas a maioria das lendas citam a Cruz do Rei como fator determinante no destino dos amantes. Não permita que a história se repita do modo como ficou mais famosa. "

Então era isso. A Cruz do Rei decidiria nosso destino? Eu era Lancelot, filho da Dama do Lago, Narcisa e ela Ginevra? Certo, eu podia entender exatamente o que ela queria dizer. Mas ainda estava com raiva. Muita raiva. Precisava estravasar com alguma coisa, antes de encontrar com ela, afinal, grande parte da raiva era de mim mesmo. E eu queria parecer que não estava abalado, ou que tinha sentido alguma falta dela. O bom e velho trunfo Malfoy de esconder os sentimentos. Eu podia ter perdido a prática, mas nunca me esqueceria como era vestir uma máscara, e muito menos como fazê-la tornar-se parte do seu rosto: se envolvendo. E eu estava mais envolvido do que deveria estar.

Primeiro precisava, realmente eliminar a raiva e a mágoa que eu vinha engolindo imperceptivelmente todo esse tempo, mas que só agora eu tinha percebido que era um pedaço grande demais para ser digerido. Precisava cuspir toda a raiva que estavam presas na garganta e nada melhor que desfazer as malas que, acredite se quiser, ainda estavam intactas, desde o retorno.

As roupas foram jogadas a esmo, para todos os lados, com raiva. Como fora tão imbecil? Tão idiota, egocêntrico e prepotente de pensar que esse tempo todo o motivo que fizera Gina ir embora era eu? Eu sabia o que ela queria dizer. Onde estava a maldita calça? Queria dizer que fora forçada a se separar de mim, era o que estava escrito naquele bilhete rápido. O irmão nunca a deixaria se casar comigo, e a impedira, muito provavelmente informado pelo não tão confiável assim agente duplo que Gina arranjara. Então era isso, eu precisaria lhe encontrar, mas para provar que estava totalmente perdoada e que eu havia a perdoado eu precisaria encontrar aqueles pedaços amassados de papel que estavam no bolso da calça, mas onde estava a maldita calça? Os papéis já seriam mesmo entregues a ela. Encontrada a calça, que fizera questão de passar despercebida pelas minha mãos, e vendo que os papéis estavam seguros comigo, só me bastava ir a um lugar: não King's Cross, mas a casa de Gina.

Com sorte, ela não moraria com os pais e os outros seis enormes e agressivos irmãos. Partindo desse pressuposto, Blaise teria que me ajudar, afinal, o acesso ao ministério dele finalmente serviria para alguma coisa mais que tirar as roupas de funcionárias e secretárias - ele tinha certa tara por secretárias e mulheres de uniforme.

Estava à porta de sua casa, batendo enfurecidamente a maldita campanhia que ele não atendia, mas eu podia ouvir ruidos lá dentro, ele estava lá. Blaise só deu sinal de vida quando ameacei matá-lo.

-Já vai - ele gritou de dentro, numa voz meio... prazeirosa que me fazia ter uma idéia do porque de sua demora.

Ele abriu a porta só de calça, com os cabelos nada apresentáveis e suspeitas marcas nos ombros.

-Parece que você está melhor, Draco. Eu sabia que ia passar.

-Não passou, Blaise. Eu preciso do endereço da Gina.

-Quer que eu... descubra isso no ministério?

-É, oras. Ela trabalha lá, não é? E você [Iconhece[I todas as secretárias de lá, vai ser fácil..

-Tem um pequeno detalhe, Draco... me parece que ela pediu demissão depois que voltou.

-O quê?

-É, Julie, uma... ahn... amiga me disse que ela ia ser demitida mesmo, porque pediu uma extensão na data para concluir sua "missão" e ainda por cima não conseguiu nomes ou provas concretas contra ninguém. E haviam boatos de que esse alguém que ela iria investigar era você, mas não era nada confirmado.

Ela arriscara o emprego por mim, e no fim o perdera de verdade. E era a coisa que ela mais dera valor, afinal fora o emprego que lhe dera independência da família e dos cuidados e mimos sufocantes dos pais e dos irmãos.

-Mas o que isso interessa? Você ainda pode conseguir o endereço atual dela.

-Os arquivos e a documentação são destruídos logo no dia em que a pessoa é mandada embora do ministério. Eu sinto muito, não posso fazer nada.

Ele sentia muito por eu ter que ir ao lugar onde provavelmente seria menos bem vindo no mundo.

A Toca.

A casa era torta e construída com péssimo gosto estético, mas também pudera, não deviam ter dinheiro para construir, quanto mais para ter algum requinte ou consideração com algum padrão visual. O Jardim um caos, e podia-se notar que nenhum jardineiro passara por ali por séculos. Provávelmente por isso Gina saíra dali. Não se pode viver e ser feliz num lugar como esses.

Coragem, Draco Malfoy! Coragem!

Bati à porta então. Surpreendentemente, nenhum cabelo ruivo foi avistado, somente Luna, com cabelos tão loiros quantos os meus. Luna Lovegood, graças à Deus e com algum juízo na cabeça, fechou a porta atrás de si.

-Bem que eu avisei à Gina que os zonzóbulos deveriam ter te atrasado aquele dia e que você não pôde chegar a King's Cross.

-O que você está fazendo aqui?

-Vim visitar Gina.

-Ela está morando aqui?

-Ah, não definitivamente... Ainda.

-Como assim?

-Ela ainda está se mudando. Perdeu o emprego, não tem mais como pagar o aluguel do apartamento.

-Ahn... Certo. E ela está aí?

-Não. Só a Sra. Weasley está aqui. Estamos trocando receitas de bolinhos de caldeirão. - Ela respondeu com um sorriso radiante, como se aquele fosse o programa mais interessante do mundo.

-E a Gina?

-Ela foi buscar mais algumas coisas no apartamento.

-Você pode me passar o endereço?

-Na verdade não, porque ela está muito magoada com você e acha que você ficou com raiva dela, mas vejo que você ainda usa o colar da fertilidade que eu te dei, então é de confiança.

É verdade, eu nem sequer me dera ao trabalho de tirar aquele colar, que no fim das contas servira pra me dar o endereço de Gina.

Luna tinha acabado de me dar o endereço quando a Sra. Weasley apareceu intrigada com a demora de Luna em atender a porta e carregando certa fúria no olhar. Guardei o endereço às pressas no bolso, antes que ela resolvesse me tirar aquela última esperança.

-O que faz aqui, Malfoy?

-Estou procurando Gina.

-Você não é bem vindo nesse lugar. Por sua causa minha filha perdeu o emprego, Gui me contou tudo. E por pouco você não a sequestra lá na Grécia. Graças a Merlin meu Gui a tirou de lá a tempo, sã e salva!

O desgraçado a forçara a sair de lá provavelmente sob ameaça de contar para a mãe deles o que acontecera entre eu e Gina. E Gina desesperada só pudera me mandar aquele bilhete, o único que permitiriam mandar.

-Saia daqui já!

Eu sai, afinal já tinha tido o que queria. A Sra. Weasley entrou na casa, mas Luna permaneceu na porta com olhar aéreo. Juntei às mãos e agradeci à distância antes de aparatar. Não sem antes vê-la retribuindo o gesto, mas com a sutil diferença que ela bizarramente se curvou quase até o chão.

O prédio de apartamentos era simples e pequeno, mas sem dúvidas, a qualidade de vida ali era bem melhor que o da Toca. Todos os apartamentos tinham uma ampla varanda. Pelo lado de fora eu podia calcular qual era o de Gina, aquele que tinha mais plantas e uma rede vermelha que contrastava com a grande porta de vidro e madeira atrás da rede, com uma cortina azul. Então eu tinha que falar com ela.

Na certa precisaria de menos coragem que na Toca, mas definitivamente eu não teria a mesma sorte que tivera na casa de seus pais. Ali seríamos só eu e ela e toda a nossa sinceridade.

Eu estava preparado pra qualquer reação da parte de Gina. Não sabia como ela iria reagir. Dentre tantas reações que ela poderia ter, eu não confiava que fosse reagir de nenhum modo específico. Ela podia ficar com raiva, ódio, pavor ou medo de mim. Poderia ser compreensiva ou histérica, mas eu jamais poderia imaginar como iria me receber: com alívio.

Bati à porta, ouvindo alguns ruidos que pareciam com o de caixas sendo deslocadas. Ela não demorou muito a abrir a porta, vestida com jeans e camiseta branca, tão simples que me dava vontade de beijá-la. Ela se atirou em meus braços, me abraçando tão forte que quase me tirou o fôlego.

-Ai, Graças a Deus você veio. Pensei que tinham te matado, ou eliminado temporariamente. O que eles fizeram com você? Falaram com você também? Conseguiram te encontrar em King's Cross?

Eram perguntas demais e eu não sabia a resposta de nenhuma delas. Pra ser sincero, eu pensava que eu é que teria que fazer perguntas ali. E aquelas perguntas todas, o que significavam? Que ela me entendia ou que eu é que devia tê-la entendido?

-Olha, Gina, eu não estou entendendo nada que está acontecendo.

-Gui me encontrou e estava junto com Harry. E então tudo aquilo que tínhamos planejado falar teve realmente que ser dito. Toda a história falsa acabou se tornando verdadeira e eu exigi como única condição para voltar para a Inglaterra que não tocassem em você, mas não consegui nem me conter e nem confiar neles. O que foi que eles fizeram?

De repente me senti envergonhado, mas não podia dar o braço a torcer. Também não sabia o que responder, pois simplesmente ao abrir a boca eu tinha certeza, entregaria que cheguei a suspeitar dela, a achar que ela tinha ido embora e que eu tinha desconfiado e suspeitado da veracidade dos seus sentimentos. Não haviam palavras que eu pudesse usar ou expressão que pudesse disfarçar toda a minha insegurança e desconfiança perante a situação que Gina havia tirado de letra.

Então a única solução que me restou foi beijá-la, na tentativa de dizer sem palavras tudo que eu precisava. Pedi-la perdão encarecidamente e afirmar que só ela iluminara de algum modo minha vida. Naquele beijo coloquei todas as intenções que tinha e ela correspondeu a altura, me mostrando que iria me desculpar, mesmo que não entendesse bem desculpar do quê. Afoguei-me em seus cabelos e por muito tempo não precisei usar as palavras, já que estava conseguindo me entender muito bem com a dona dos cabelos vermelhos mais aconchegantes do mundo. À medida que a intensidade do beijo aumentava, aumentava nossa proximidade. Queríamos que nada mais nos separasse e eu sabia que só uma coisa podia acabar com qualquer possível mal entendido futuro. E precisaria me separa dela só um segundo naquele beijo que poderia ser interminável.

-Gina, olhe nos meus olhos, eu preciso dizer uma coisa.

Ela parecia pressentir e avisou:

-Certo, mas eu quero mais do que palavras.

Sorri, aquele velho sorriso malicioso e sarcástico enfim voltara, pois no fim das contas a sintonia que havia entre nós era tanta que ela sabia o que eu iria dizer.

Entendíamos-nos muito bem. Ela me explicara mais tarde tudo que tinha acontecido sob seu ponto de vista e eu sob o meu. Estranho o jeito como as vidas se unem, de maneira tão idiota e até mesmo pateticamente romântica, mas de uma maneira válida o suficiente para transformá-las completamente e para algo muito melhor. Eu nunca entenderia porque o destino nos quis juntos, mas de certa forma, o compreendo, pois não é todo dia que vale tanto a pena juntar duas pessoas. Éramos muito diferentes, é verdade, pólos opostos que se atraíram e juntos conseguiram completar o que lhes faltava, fazendo valer a pena completamente todos os esforços e atritos que aconteceram na tentativa de superar as diferenças

Ela queria ajudar a minha mãe e a mim, a reconstruir as nossas vidas e a dela, agora que estávamos todos sem rumo. Eu estava sem sustento e ela também, mas com o agravante de ter que voltar a viver com os pais. Eu tinha que visitar minha mãe e reconstruir minha vida reparando todos os erros, danos e estragos graves que tinha causado no passado.

Gina não queria saber porque eu não abrira a carta antes, mas algum dia eu ainda lhe explicaria como eu ainda não confiava num sentimento tão renovador e que ela me fizera mudar a minha opinião sobre muitas coisas, principalmente sobre ela, e que eu era um completo idiota, que graças a ela havia melhorado.

Ainda me pergunto como seria minha vida se eu não tivesse recomeçado do zero, se não tivesse revivido no dia em que eu a conheci.

Fim.

N/A: Então, gente. Esse é o último capítulo. Vou viajar pra Porto Seguro amanhã e na volta eu escrevo o epílogo, que prometo vai ser uma gracinha, mas não vai ser no POV do Draco.

Queria também comunicar a vocês que o tempo que passei sem escrever foi muito válido, mesmo que eu não tenha estudado pra valer pro vestibular, sabem? Porque eu passei em 28º lugar, de 50 vagas em Letras. Ainda to no segundo ano e por isso não vou fazer faculdade ainda, ano que vem eu vou fazer jornalismo. Mas o fato é que o mérito maior foi dessa fanfic e não só dela, mas de muitos textos que eu já escrevi na vida e que foram exercitando minha escrita e me deram a nota que recebi na redação: 100. Nota máxima, gente! Achei que vocês mereciam saber

É isso, boa viagem pra mim e boa leitura pra vocês!

Juzinha Malfoy – Brigada pela review, e não se preocupe, porque agora acabou! Beijos!