CAPÍTULO VI
Nas sombras profundas entre as árvores, não mais encoberta pela densa vegetação, estava a maior e mais assustadora fera que Bella já vira fora de um zoológico.
O jaguar estava a uns meros quinze passos de distância do outro lado da lagoa. Os olhos reluzentes fixavam-se diretamente nela. Seu pavor era tamanho que não conseguia respirar, nem tirar os olhos do animal. E, então, com um movimento súbito que quase a matou de susto, o grande felino saltou por entre as árvores e desapareceu.
— Oh, céus... oh... oh, céus! — gemeu ela, os dentes batendo, sua quase nudez absoluta agora a coisa mais remota em sua mente.
Um par de braços vigorosos tirou-a da água e colocou-a de volta em terra seca. Tremendo violentamente de medo, ela não conseguiu encontrar a voz de imediato.
— Você sabia que o jaguar é um excelente nadador? — perguntou Edward, enquanto tirava a camisa e a colocava em torno dos ombros dela. — Esta é a lagoa onde pega peixes. Você estava invadindo. — Agachou-se para pegar-lhe as roupas do chão, e Bella manteve-se junto a ele, ainda pálida e trêmula.
— Oh, tive tanto medo...
— Isso é bom. E mais sensato do que se embrenhar por uma floresta tropical sem estar ciente dos perigos à volta.
— Nunca mais...
Num gesto rápido, Edward colocou-lhe a blusa por cima da cabeça e tirou-lhe sua camisa dos ombros.
— Mas, em toda minha vasta experiência, acho que nunca vi algo tão adorável quanto você, nessa lagoa, durante um breve instante, antes de eu ter notado que tinha atraído outro admirador.
Com toda a calma, começou a colocar-lhe os braços nas mangas da blusa, enquanto Bella estava ajoelhada no chão à sua frente, ainda paralisada pelo choque.
— Adorável? — murmurou.
— Sim... magnífica, na verdade... seus seios, seus cabelos, a maneira como a luz difusa do pôr-do-sol se refletia sobre sua pele...
— Oh... — Ela deparou com aqueles cintilantes olhos verdes, ciente de um inevitável calor que percorria seu corpo em reação às inesperadas palavras.
— Não... — declarou Edward num tom baixo, como se a tivesse ouvido falar.
Mas Bella não precisava dizer nada para saber do que ele estava falando e foi tomada por uma extraordinária sensação de poder ao notar-lhe as mãos tremendo enquanto a erguia e a ajudava a vestir a saia. Ficou surpresa com sua própria falta de preocupação em estar sendo vestida por ele. Tentou imaginar como teria lhe parecido na lagoa. Banhando-se na água cristalina, vestida apenas com uma calcinha transparente.
— Pareci sexy? — ouviu-se sussurrando com incontida curiosidade.
— Como uma ninfa das águas numa antiga pintura — admitiu ele, antes de guiá-la de volta pelo caminho que havia percorrido.
Bella sentia as pernas estranhamente fracas. O tempo parecia ter ficado em suspenso.
Contornando um lado das ruínas, Edward entrou no caminho original, onde agora havia um jipe estacionado. Ergueu-a até o assento, as mãos novamente firmes e impessoais.
No tenso silêncio que se seguiu, ela apenas o observou ao volante, apreciando-lhe o perfil másculo e bonito, o coração disparando. Em toda a sua vida, jamais ansiara por tocar alguém daquela maneira.
— Você gosta de flertar com o perigo — comentou Edward, despertando-a dos pensamentos.
Bella ainda estava atordoada com as sensações que a percorriam, com o efeito devastador que aquele homem lhe exercia com um simples olhar ou toque. Era algo que a excitava e, ao mesmo tempo, apavorava, pois deixava-a ciente de sua completa vulnerabilidade em relação a ele.
— Não é justo me culpar... — murmurou.
— Não... — concordou ele num tom rouco, estendendo a mão para tocar-lhe o rosto. — O desejo raramente é tão imediato quanto é entre nós. Isso me intriga, mas não tomará conta de mim. Não fique fantasiando sobre um futuro...
Bella compreendia o que estava ouvindo, mas não conseguia pensar a respeito. Deixou as palavras entrarem em seu subconsciente, todo seu ser concentrado no som daquela voz aveludada, no toque daqueles dedos que agora contornavam seus lábios sensualmente.
— Nunca me senti desta maneira antes — admitiu, ofegante. Nem sequer sei definir o que é.
— Você me quer... e eu quero você. Desejo carnal não precisa lê nenhum outro rótulo.
Desejo carnal?, perguntou-se Bella, enquanto ele se concentrava na direção. Não era um rótulo que gostasse, mas afastou aquele pensamento depressa, temendo enfrentá-lo, banindo tudo com o que não podia lidar no momento.
Anoitecera com espantosa rapidez. Através dos faróis, observou-o parando o jipe num pátio que presumiu dar para os fundos da casa. Ele desceu depressa e, inesperadamente, tirou-a do veículo, erguendo-a nos braços.
— Oh, ponha-me no chão, por favor — pediu ela com um riso nervoso.
— Não até que tenhamos chegado ao meu quarto.
— Mas e quanto a Alice? — perguntou ela, visivelmente perplexa com aquela aberta demonstração de intenções.
— Ela foi até a Cidade da Guatemala para passar a noite na casa das primas. Irão às compras pela manhã, algo que espero que acalme minha geniosa irmã.
Edward adiantou-se pelo pátio até uma porta nos fundos e subiu uma escadaria, ainda segurando-a como se não pesasse mais que uma pluma. Parou no alto da escada para tomar-lhe os lábios com um beijo faminto que a deixou com a mente rodopiando.
Quando, enfim, abriu os olhos, Bella se viu deitada na grande cama no quarto de Edward, que já começava a retirar-lhe a saia. Enquanto se sentiu tomada por certa confusão, uma vez que as coisas estavam indo mais depressa do que ingenuamente esperara, ele fitou-a com seus penetrantes olhos verdes e tirou a camisa.
— Oh...
— "Oh"... o quê? — Ele abriu um sorriso cativante que lhe iluminou o rosto de traços fortes e o deixou ainda mais bonito.
Bella ficou simplesmente fascinada por aquele sorriso. Apoiando-se nos cotovelos, o coração descompassado, apenas observou-o. Sem a camisa, era magnífico. Pele bronzeada, pêlos negros cobrindo-lhe o peito forte, músculos bem definidos. Enquanto o viu despindo a calça, não pôde resistir à tentação de admirar-lhe o corpo de perfeição masculina.
Mas, notando a intensidade com que o afetava, foi tomada por súbito nervosismo e desviou o olhar. Sua curiosidade fora, sem dúvida, satisfeita. E já não fora sem tempo, disse a si mesma. Ali estava, aproximando-se dos vinte e três anos e ainda virgem. Amava Edward, aquela era a verdade.
Ele podia não corresponder ao seu amor, mas se estava disposta a ignorar o fato no momento, a responsabilidade era sua, certo? Um súbito pensamento, porém, deixou-a em pânico. E se ele se desse conta de que não era a amante experiente que julgava que fosse?
— Edward? — começou, umedecendo os lábios.
— Está ficando impaciente? — provocou ele com um sorriso.
— Bem... não... Apenas acho que talvez não devêssemos estar nos apressando nisto...
— Acha que eu a estou apressando? — Ele começou a massagear-lhe os ombros, deitando-a de encontro aos travesseiros. — Você está muito tensa.
— Sim, mas... mas...
— Adoro seus lábios — confessou Edward, roçando-os com os seus, aquela proximidade fazendo-a sucumbir novamente.
— Oh...
— O que você estava dizendo?
— Nada... — Bella não pôde mais pensar com clareza quando aqueles lábios possessivos tomaram os seus num beijo sôfrego, impetuoso. Só havia lugar para as sensações incríveis que lhe iam sendo despertadas a cada segundo.
Longos momentos depois, Edward beijou-lhe o pescoço, o colo, só afastando os lábios para despir-lhe a blusa que ainda representava uma barreira.
— Adoro seus seios também — sussurrou-lhe, começando a acariciá-los. Capturou-lhe, então, um mamilo rosado entre os lábios, sugando-o demoradamente. A instantânea onda de prazer apanhou Bella de surpresa, expandindo-se até os pontos mais sensíveis de seu corpo. Era tomada por uma espécie de febre que mal compreendia, mas que, assim mesmo, dominava-a. Arqueou o corpo instintivamente, abraçando-o pelo pescoço ao mesmo tempo, puxando-o mais para si.
Edward, enfim, ergueu a cabeça, os olhos verdes cintilando com um ar de conquista.
— Então, você realmente me quer... — disse, rouco.
— Você não sabe disso?
— As mulheres conseguem mentir melhor do que os homens. Mas se você tentasse fingir suas reações, eu teria percebido.
Tornando a beijá-la nos lábios ardorosamente, percorreu-lhe o corpo curvilíneo com mãos experientes, a confirmação de suas palavras na excitação com que a sentiu reagindo quando lhe chegou ao centro da feminilidade. Afagou-a com ousadia irresistível. Bella reagiu com uma paixão que não julgara possuir, um soluço convulsivo escapando-lhe dos lábios, seu corpo se arqueando na direção das deliciosas carícias.
Enfim, quando achou que não conseguiria suportar mais prazer tão intenso, quando parecia quase chegar a um grau de excitação como nunca experimentara, Edward deitou-se sobre seu corpo, preparando-se para possuí-la.
Naquele instante, apesar de inebriada pelas incríveis sensações, Bella ainda mantinha o bastante da razão para se dar conta do passo que estava prestes a dar.
— Edward? — sussurrou um tanto aflita.
— Sim, eu sei. Também não posso esperar mais um instante sequer. Nunca desejei tanto uma mulher quanto a você!
Num instante, o súbito pânico contra o qual ela estivera lutando dissipou-se. Teve uma imagem de si mesma como a de uma mulher que enlouquecia um homem de desejo. Adorou aquela imagem.
Fechou os olhos e, em seguida, ele a penetrava e foi o instante mais extraordinário que já tivera.
Houve apenas uma pontada momentânea de dor, que a fez cerrar os dentes, mas, logo depois, tomada outra vez pela incrível excitação, parou de pensar e tornou a se concentrar novamente nas sensações.
Acompanhou o ritmo frenético dele com movimentos instintivos de seu corpo, seu deleite intensificando-se cada vez mais, guiando-a até aquele ápice de total arrebatamento. De repente, então, foi tomada por um êxtase fantástico, soltando um grito de total surpresa no auge de seu prazer.
Longos momentos depois, enquanto repousavam um nos braços do outro, estudou Edward com os olhos cheios de fascínio. Lembrou-se dos momentos em que o êxtase também o arrebatara, da paixão que vira em seu rosto, e foi tomada por uma onda de satisfação feminina.
— Você é maravilhoso — sussurrou, sonhadora.
— Foi bom... — murmurou Edward como um indolente felino da floresta, aceitando o elogio com naturalidade. — Na verdade, foi espetacular. — Rolou na cama, mantendo-a em seus braços, até deitá-la sobre seu corpo. Estudou-a com o cenho franzido de leve com quase fascinação. — E sabe de uma coisa? Quero você outra vez.
— Si... — disse Bella, sentindo-se subitamente confiante o bastante para provocá-lo.
Um sorriso curvou os lábios cheios, másculos, de Edward e pareceu relaxar ainda mais.
— E outra vez — acrescentou com um riso rouco. — E mais outra... Quantos encontros repetidos me serão permitidos?
Ela corou e afundou o rosto contente no ombro largo dele.
— Quem está contando? — sussurrou timidamente.
Edward afastou o lençol. Franziu, então, o cenho e sentou-se na cama. Bella acompanhou-lhe a direção do olhar e gelou, mortificada, pois havia uma pequena mancha vermelha no lençol debaixo.
— Céus! — exclamou ele, confuso.
Pensando mais depressa do que já fizera antes em sua vida, Bella justificou:
— Meu joelho... Eu caí quando estava andando pelas ruínas nesta tarde...
— E você não disse nada? — retrucou Edward em tom de censura. — Neste clima, qualquer ferimento precisa ser tratado!
A escoriação no joelho dela foi devidamente examinada. Ele deixou a cama, insistindo para que o corte superficial fosse limpo com anti-séptico. Enquanto estava ocupado, cuidando daquilo, Bella começou a respirar mais normalmente outra vez.
— Você é tão descuidada com seu próprio bem-estar! — disse Edward, preocupado, um quê de exasperação na voz. — Até mesmo um pequeno machucado pode levar a uma séria infecção. E se o corte sangrou outra vez é porque ainda não começou a se fechar.
Bella tolerou o sermão, um imenso alívio dominando-a enquanto se dava conta de como estivera perto de ter sua falsa identidade descoberta. Se Edward tivesse se dado conta de que aquela fora a sua primeira vez, teria sabido que não podia ser Any Paez.
Depois que ele lhe colocou um leve curativo no joelho esfolado e tornou a atirá-la na cama, seus olhos verdes divertidos, Bella riu, não podendo evitar. Novamente, então, uma corrente eletrizante surgiu entre ambos, o desejo reavivando-se, e ele inclinou-se para tomar-lhe os lábios com um beijo repleto de paixão.
Bella virou-se na cama e estendeu a mão, descobrindo que estava sozinha.
Sentando-se, estudou o lugar onde estava com surpresa. Enquanto dormira, Edward devia tê-la levado para o quarto de hóspedes. Um homem discreto, sem dúvida, pensou, mas não pôde conter a ponta de ansiedade e o desapontamento por não ter acordado nos braços dele.
Levantando-se, rumou para o chuveiro, e tudo o que pôde pensar foi em Edward. Como pudera se apaixonar tanto no espaço de uma semana? Mas, afinal, fora uma semana bastante estranha e intensa, e Edward era, de fato, único. Enquanto colocava um vestido azul-marinho, acalentava as lembranças da noite anterior. Ainda estivera escuro na última vez em que ele fizera amor com ela.
Depois, exausta, adormecera.
Deu um bocejo. Mas, apesar de cansada, estava determinada a aparecer para o treinamento no computador que Dominga mencionara. Não queria que Edward pensasse que tentaria tirar proveito da recente intimidade entre ambos.
A onda de alegria que a dominava era-lhe totalmente nova, pensou, enquanto descia a escadaria para fazer o desjejum. Mas ele nem sequer sabe quem você é, uma voz indesejável em sua mente disse-lhe de repente. Em pânico, tratou de reprimir logo tal lembrança. No fundo, estava dolorosamente ciente de que quebrara cada regra que já havia respeitado, mas a felicidade que sentia a cada vez que pensava em Joaquim era muito mais poderosa do que quaisquer incertezas.
Esperou vê-lo, mas acabou fazendo o desjejum sozinha e, durante toda a manhã em que passou recebendo o treinamento no escritório, ele também não apareceu ali. Deveria procurá-lo? Ou pareceria muito atirada? Deveria esperar até que ele fosse à sua procura?
Torturada por aquela dúvida, achou que o intervalo para o almoço nunca chegaria. Mas tão logo chegou, seguiu pelo corredor diretamente até o escritório particular de Edward. Quando se aproximou, porém, ouviu vozes através da porta entreaberta e deu-se conta de que Alice retornara. Percebendo que os irmãos discutiam, resolveu afastar-se, mas, naquele momento, uma soluçante Alice saiu para o corredor.
— É como se eu fosse uma escrava! — queixou-se aos prantos. — Edward está ameaçando suspender minha mesada. Nem o meu próprio dinheiro me pertence. E ele ainda diz que tem o direito de me dizer como viver minha vida e que tenho tido liberdade demais!
Surpresa, Bella abraçou-a do leve pela cintura, tentando consolá-la. Ao que lhe parecia, Alice não tinha liberdade alguma. Exceto talvez a de gastar quanto quisesse em seu sofisticado guarda-roupa.
— Agora, não tenho permissão para ir a lugar algum sem uma acompanhante. Na minha idade! Serei motivo de piadas!
Enquanto a menina baixinha apertava os lábios trêmulos e se afastava pelo corredor, Bella observou-a com o coração apertado. Uma acompanhante? Naquele século? Não era de admirar que Alice estivesse arrasada. Mesmo levando em conta as diferenças culturais entre seu país e o dele, Edward estava tratando a irmã como uma criança que tinha que ser controlada. Era natural que ela lutasse por sua independência.
De cenho franzido com aquele pensamento, bateu à porta do escritório. Como não obteve resposta, entrou. Edward estava de costas para a porta, a tensão em seus ombros visível.
Percebendo que alguém entrara, virou-se, então, um brilho de raiva nos olhos.
— Em que posso ajudá-la? — perguntou num tom frio tão logo a viu.
A atitude distante intimidou Bella e deixou-lhe as faces afogueadas, como se tivesse cometido algum terrível delito.
— Bem, talvez este não seja o melhor momento para...
— E por que não seria?
Ela mordeu o lábio inferior, seu nervosismo crescente. De repente, a tentativa de vê-lo pareceu inconveniente e o pior dos erros.
— Sei que você e Alice tiveram uma discussão — admitiu, pouco à vontade.
— Não é um assunto que lhe diga respeito — respondeu ele, ainda mais frio e reticente.
— É claro que não, mas... — Bella não sabia ao certo o que dizer. Aquele não era o homem sorridente e cheio de paixão que a tomara nos braços e fizera amor com ela a noite inteira.
Um pesado silêncio pairou entre ambos.
— Você acha que o fato de ter partilhado da minha cama ontem à noite lhe dá privilégios especiais?
Bella empalideceu diante da pergunta carregada de desprezo. Com uma dor profunda em seu peito, perdeu naquele momento a ingênua fé no que acreditara que haviam partilhado. Fez um esforço sobre-humano, no entanto, para não deixar transparecer quanto estava abalada.
— Bem, talvez um privilégio especial — disse, mantendo a cabeça erguida enquanto voltava até a porta —, o de que você fosse cavalheiro o bastante para não atirar isso na minha cara!
Edward adiantou-se para detê-la, o maxilar rijo evidenciando sua tensão. Ergueu a mão como se pretendesse tocá-la, mas deixou-a cair ao longo do corpo.
— Esta situação é insustentável — disse com dura clareza. — Pare de fazer seus jogos. Aceite a derrota, assine aquele acordo de reembolso a Fidélio e volte para Londres.
— Mas eu...
— Céus, não vou manter um caso com você enquanto minha irmã estiver sob o mesmo teto — declarou ele, desgostoso, o rosto endurecendo ainda mais. — A noite de ontem foi uma completa loucura!
Bella via aquilo agora. De repente, tudo ficava claro como cristal. Com certeza, apenas a insanidade temporária poderia tê-la convencido do contrário. E dar-se conta de que Edward chegara àquela conclusão muito antes dela dava nova dimensão ao seu sofrimento. Sem mais uma palavra, pois não era capaz de dizer mais nada, deixou o escritório.
