CAPÍTULO IX
Ela estava grávida?
Não, não havia dúvida, nenhuma margem para erro, assegurara o médico de Bella nos cinco minutos que o ocupado homem pudera lhe conceder antes da chegada do paciente seguinte. Os exames estavam tão avançados que era possível detectar uma gravidez na fase inicial, antes mesmo que a mulher notasse alterações em seu ciclo. Ela saíra do consultório em completo aturdimento.
A possibilidade de estar grávida nem sequer lhe ocorrera. Nunca tivera motivo para pensar em métodos contraceptivos, tendo sempre acreditado que estaria num relacionamento duradouro quando se envolvesse sexualmente com alguém. Agora, a louca e romântica noite de paixão com Edward estava tendo suas consequências.
Bella mal podia lidar com o constrangimento por ter se comportado de maneira tão imatura e irresponsável. Um bebê... um filho de Edward. E era uma notícia que ele certamente receberia com ultraje. Mas, afinal, ele próprio não fora igualmente descuidado... e com bem menos justificativas para aquilo? Ela deveria acreditar que um homem sofisticado e experiente ficara tão arrebatado pelo desejo que se esquecera de usar proteção? Bem, poderia ter aceitado a desculpa se ele tivesse feito amor com ela apenas uma vez, mas haviam sido tantas naquela noite...
E agora?, perguntou-se, esforçando-se para se concentrar no lado mais prático da questão? O que planejava fazer exatamente quanto ao fato de estar grávida? Não se sentia preparada para sequer considerar uma interrupção da gravidez. Teria seu filho... o filho de Edward. Não importando como ele se sentisse a respeito quando soubesse.
Após uma noite de preocupação e insônia, Bella terminava o desjejum no início da manhã seguinte quando ouviu a porta da frente se abrindo.
— Bella?
Para sua perplexidade, Roger Harkness apareceu junto à porta da cozinha. O futuro cunhado explicou-lhe que voltara da Alemanha na noite anterior, tendo tido tempo apenas para passar brevemente por Oxford, para ver Any, antes de rumar para Londres. Any ainda tivera que ficar lá porque os pais dele haviam convidado um grupo de amigos para o jantar naquele dia. Roger teria que entregar um relatório sobre a viagem à sua empresa e o faria no apartamento mas, como estava exausto, recolheu-se ao quarto para dormir por algumas horas antes de começar a trabalhar.
Tornando a ficar a sós na cozinha, Bella mordeu o lábio inferior ansiosamente. Tendo desocupado o próprio apartamento antes da viagem à Alemanha, Roger já se mudara para ali. Em breve, após a lua-de-mel, ele e Any estariam convivendo ali como marido e mulher e quanto antes ela encontrasse um lugar para morar, melhor, pensou Bella. Não queria ser um estorvo na vida dos recém-casados.
A campainha tocou e, absorta em seus pensamentos, ela foi atender a porta, esquecendo-se de que o interfone deveria ter tocado primeiro para anunciar o visitante.
— Edward? — exclamou ela, empalidecendo ao vê-lo à porta. Roger estava no apartamento!
Seu futuro cunhado nunca ouvira falar sobre Edward Del Castillo, mas Edward certamente sabia da existência de Roger Harkness. Céus, se os dois se vissem e Edward acabasse descobrindo como fora enganado, o que acabaria sendo dito diante de Roger? Se ele tivesse que descobrir tudo não poderia haver maneira pior do que através do homem que tinha sua noiva em tão baixo conceito!
— Por que está tão... assustada? — perguntou Edward, entrando no apartamento.
— D-Desculpe... Eu não estava esperando você. — Bella seguiu-o até a sala como um autômato e, de repente, descobriu que não podia encontrar-lhe os olhos sem ficar ciente de que concebera o bebê dele. Já era péssimo o bastante estar apavorada com a possibilidade de Roger aparecer a qualquer instante para ver quem tocara a campainha. Mas lidar subitamente com a imensa culpa de mais um grave segredo que escondia de Edward foi demais para ela. A forte tensão e o nervosismo causaram-lhe uma onda de náusea.
— Está doente? — perguntou ele, preocupado.
Bella correu para o banheiro e, quando, enfim, pôde sair, sentiu-se grata pelos braços fortes que a ampararam durante o forte acesso de tontura. Edward carregou-a até o sofá, onde a deitou. — Vou chamar um médico. Você tem andado com a saúde um tanto debilitada. Acho que precisa de uma longa bateria de exames...
— Não, eu...
—Descanse, sim? — Edward tirou seu celular do bolso com determinação. — Resolverei isto num instante.
— Não preciso de um médico — protestou ela, tentando soar firme o bastante para detê-lo.
— Permita-me dizer-lhe o que você precisa.
— Mas você não sabe...
— Eu sei que não é normal estar com uma cor esverdeada no rosto — retrucou ele com impaciência.
— Estou grávida. — A confissão escapou a ela numa explosão de ressentimento e frustração pela recusa dele em ouvi-la.
Mas, daquela vez, Edward ouviu, a expressão nos olhos verdes revelando sua estupefação. Mas, em seguida, algo estranho aconteceu. Seu olhar tornou a ficar velado, endireitou os ombros largos, como se estivesse se preparando para um desafio, e disse num tom apenas ligeiramente alterado:
— Si... então, você ainda precisa de um médico.
— Oh, desculpem por interromper num momento inoportuno... — disse uma segunda voz masculina do outro lado da sala.
Atordoada, Bella acabara se esquecendo de Roger. Ainda estava absorta pelo drama de ter contado a Edward sobre sua gravidez sem ter tido a intenção de fazê-lo. Mas o som da voz do noivo da irmã foi um choque ainda maior e ela ergueu-se do sofá a tempo de vê-lo recuando depressa da sala, parecendo quase cômico em seu constrangimento pela conversa que ouvira.
— Céus, não é à toa que você agiu de modo tão estranho quando me viu à sua porta! — disse Edward, lívido, enquanto a observava com repulsa.
— Acho que... já é tempo de eu explicar algo a você — respondeu Bella, tensa, sabendo que uma confissão completa era a única alternativa que lhe restava. — Mas poderíamos ir a algum outro lugar para conversar já que se trata de um assunto particular?
— Aquele era Roger Harkness. Já vi sua foto. Que necessidade você tem de privacidade para explicar a presença dele em seu apartamento? — Havia uma fúria cega no olhar de Edward. — Você voltou para a cama com seu ex-noivo depois de ter dormido comigo. Deixei de lhe oferecer uma opção boa o bastante para mantê-la longe da cama de outros homens! Ontem você estava ansiosa para voltar até aqui para os braços dele... sua ordinária!
Bella estava pálida feito cera.
— As coisas não são assim porque...
— E agora está grávida e não tem como saber qual de nós é o pai. Exigirei testes de DNA quando o bebê nascer. Nesse meio tempo, fique com seu precioso Roger, se ele ainda a quiser, mas apenas depois de eu ter dado uma boa lição no sujeito!
Em pânico com a ameaça, Bella gelou por um momento, mas recobrou-se a tempo, levantando-se do sofá para segui-lo, enquanto um possesso Edward ia abrindo cada porta que encontrava pela frente à procura de Roger. Com alívio, Bella deu-se conta, enfim, de que o noivo da irmã devia ter saído do apartamento para lhes dar privacidade.
— Maldição! — esbravejou Edward, incrédulo e frustrado. — Que tipo de covarde é ele para fugir de uma briga desse jeito?
— Por favor, acalme-se por um minuto e escute o que tenho a lhe dizer!
Edward lançou-lhe um olhar cheio de condenação.
— Escutar? Para que você possa sussurrar suas mentiras e tentar me convencer de que o filho que espera é meu? Jamais tornarei a ouvir uma palavra sua outra vez!
E, com aquela promessa acalorada, Edward deixou o apartamento.
Bella estava aos prantos no sofá quando Roger reapareceu.
— Então, aquele era Edward Cullen Del Castillo. Lamento o que o desavisado homem está passando.
Bella olhou em pura estupefação para o futuro cunhado.
— Sim, eu sei da história toda. Any me manteve acordado até de madrugada contando-me a respeito — revelou Roger. — Digamos que ainda estou me recobrando do choque inicial, mas sua irmã não mencionou esse outro assunto... aquele que eu preferiria não ter ouvido.
— Any não sabe e não vou lhe contar ainda sobre a minha gravidez. — Bella percebeu que ainda se recobrava de seu próprio choque também. Edward, o homem que amava, o pai do bebê em seu ventre, acabara de sair, pensando todos os tipos de coisas horríveis e absurdas a seu respeito.
— Quero agradecer a você por ter olhado por Any enquanto eu estava ausente. Devo isso a você. Ambos devemos.
Bella lançou-lhe um olhar confuso.
— Ora, vamos. O seu bom senso impediu-a de tornar uma situação ruim dez vezes pior. Se Any tivesse perdido a cabeça e persistido em seu erro, provavelmente teria acabado num tribunal acusada de estelionato — declarou Roger num tom grave. — Francamente, foi uma sorte ter sido você a estar na Guatemala.
Bella sentiu-se constrangida. Podia ver que ele ainda estava zangado com sua irmã.
— Com minha ajuda, Any pagará de volta, e com juros, cada níquel devido ao tal Fidélio — disse-lhe Roger, veemente.
— Mas ela não teve intenção de prejudicar ninguém — apressou-se Bella a dizer, antes de ele deixar a sala, parecendo ainda muito aborrecido.
Voltou a refletir sobre sua própria situação, então, o coração apertado por saber que, não importando como lhe desse a notícia, Edward ficaria ultrajado pela maneira como ela e Any o haviam enganado. Angustiada, sabia que teria que esperar até que o casamento da irmã tivesse sido realizado, dali a dois dias, para contar a Edward sobre sua identidade.
A confiança de Roger em Any fora abalada. Bella suspeitava que o relatório para a empresa fora um mero pretexto que ele arranjara para seguir na frente de volta a Londres e se distanciar um pouco de Any, enquanto tentava lidar com o que ela lhe contara. Ainda estava chocado e a última coisa de que precisava era ver a noiva confrontada por um furioso Edward. Poderia ser a gota d'água para ele. E se decidisse cancelar o casamento?
Daquele modo, embora cada instinto que Bella possuía lhe dissesse para ir à procura de Edward sem demora e lhe revelar que não era Any Paez, sabia que não podia arriscar a felicidade de sua irmã.
Reunida às outras três damas de honra diante da igreja em Londres, Bella observou enquanto o carro da noiva chegava. Uma deslumbrante Any, então, desceu da limusine branca e deu o braço ao pai de Roger, que se oferecera para conduzi-la até o noivo. Usava um sofisticado vestido em seu tom favorito de rosa, tendo invertido a escolha mais convencional de cores ao ter deixado o branco para os vestidos das damas de honra.
De repente, alguém da igreja avisou-a que ela chegara cedo demais, e Any empalideceu, perguntando onde estava Roger. Bella notou-lhe o alívio quando lhe explicaram que o noivo ligara, avisando que estava preso num congestionamento e que chegaria logo.
No dia anterior, Bella passara bastante tempo passeando por lojas para dar privacidade ao casal.
No início da manhã, Any retornara a Londres para tentar dissipar o clima tenso com Roger. Bella não tinha a menor idéia do que se passara entre ambos, mas sua irmã continuava uma pilha de nervos, convencida de que o noivo estivera perto de mudar de idéia quanto a se casarem.
Um carro esporte parou diante da escadaria em frente à igreja, onde ninguém deveria estacionar.
Bella notou primeiro porque as demais pessoas à sua volta estavam entretidas demais conversando.
Com um olhar incrédulo, ela observou Edward Del Castillo descendo do carro, o semblante fechado.
Tendo ouvido o motor, Any aproximou-se dela depressa.
— É Roger que está chegando? — perguntou, ansiosa.
Em grande aturdimento, Bella observou Edward adiantando-se até os degraus. Parecia que, enfim, descobrira que o haviam enganado. Por que outro motivo estaria ali? Mas como soubera? Alice teria lhe contado? Estaria pronto para confrontar Any diante de todas aquelas pessoas no dia do casamento dela... seria capaz de tamanha crueldade?
— Oh, não — sussurrou Any, horrorizada, notando a expressão no rosto da irmã. — Aquele é Del Castillo... não é?
Edward subiu dois degraus de cada vez. Mas parou de imediato quando viu Bella, imóvel no topo da escadaria, tão branca quanto seu vestido.
— Céus! — exclamou, rouco. — Isto não pode ser. Você não pode fazer isso. Não vou permitir.
— Por favor... vá embora — suplicou Any à beira das lágrimas. Somente quando a ouviu falando, Edward prestou atenção à mulher parada ao lado de Bella. Franziu o cenho ao fixar o olhar em Any, a expressão de incredulidade em seus olhos verdes instantânea.
— Oras, há duas de vocês?
Foi o momento mais longo da vida de Bella.
— Somos gêmeas — disse, trêmula. — Sou Bella...
— Sei que você é Bella! — retrucou ele. — Acha que sou tão cego que não estou conseguindo diferenciá-las?
— Acho que o que minha irmã está tentando dizer é que eu sou aquela que tirou o dinheiro de Fidélio Paez — esclareceu Any. — Fui eu que me casei com Mike e que persuadi Bella a ir à Guatemala no meu lugar, fingindo que era eu. Minha irmã não queria fazer isso, mas tornei-lhe quase impossível recusar. Eu me aproveitei de sua...
Um estupefato Edward interrompeu-a:
— Qual de vocês é a noiva?
— Eu... — respondeu Any em visível perplexidade com a pergunta.
Uma expressão indecifrável no rosto, Edward observou a ambas por um pesado silencio.
— Desfrute o dia de seu casamento, Any — disse, enfim, inexpressivo.
— Obrigada — sussurrou Any, recuando rapidamente. Somente naquele momento ocorreu a Bella que Edward pensara que aquele era o dia do seu casamento!
— E pela sua irmã, aquela mulher frívola e egoísta que usa e abusa das outras pessoas, você mentiu para mim — disse Edward num tom baixo mas assustador.
As vozes das outras damas de honra tagarelando ao fundo poderiam ter estado a quilômetros de distância. Bella sentiu-se como se seu mundo estivesse desmoronando bem diante de seus olhos.
— Achei que você ia se casar com Roger Harkness hoje. A vizinha de sua irmã riu quando me viu à porta do apartamento. "Estão todos a caminho da igreja", disse-me ela e foi fácil descobrir o resto. — Ele a fitava com um olhar duro, glacial. — Não tolero mentiras, e cada palavra que você já me disse não passou de mentira, cada momento foi baseado em traição.
— Não, não foram!
— Eu nem sequer sei o seu nome — retrucou ele, a raiva e o desprezo transparecendo em seu rosto.
— Isabella Swan. Mas ouça, por favor...
— Este não é o lugar. Minha presença não é bem-vinda aqui. Certamente você não sacrificou tanto para acabar tirando o brilho do dia do casamento de sua irmã, não é? — declarou Edward secamente antes de girar nos calcanhares e descer os degraus para voltar ao próprio carro.
Após um instante de hesitação, ela o seguiu.
— Lá vem o carro de Roger! — exclamou alguém do alto dos degraus. — Ele e o padrinho não vão demorar a entrar pela porta lateral da igreja!
Antes de Edward poder entrar de volta na Ferrari, Bella segurou-o pela manga da camisa com desespero.
— Oh, eu lamento tanto!
Frios olhos verdes encontraram os dela.
— Você está expondo a nós dois.
Bella soltou-o, dando um passo atrás, o rubor tingindo-lhe as faces. Tornou a subir os degraus, ciente de que o pequeno drama se desenrolando entre ambos atraíra, enfim, a atenção das pessoas diante da igreja.
Any aproximou-se e abraçou-a pela cintura.
— Oh, eu lamento muito!
— Aquilo não ia nos levar a nada, de qualquer modo — respondeu Bella, tentando forçar um sorriso. Foi um alívio quando, poucos minutos depois, as portas da igreja foram abertas e chegara o momento de se posicionar junto às demais damas de honra.
Edward fora à igreja acreditando que ela era a noiva e dera a entender que teria tentado impedir o casamento. Qual teria sido sua motivação?, perguntou-se. Mas o que aquilo importava agora? Nunca acreditara que seu relacionamento com Edward pudesse ter algum futuro. Mas o fato de não ter-lhe contado a verdade no dia em que ele vira Roger no apartamento fora provavelmente o golpe derradeiro. Até o amargo final, ela se mantivera leal a Any. Mas como poderia ter convivido com sua consciência se tivesse arruinado a felicidade da irmã?
Sim, Any podia ter cometido seus erros, mas parecia sinceramente disposta a repará-los. E não a enviara a Guatemala para sofrer em seu lugar. Sua irmã não fizera idéia de que Edward lhe enviara passagens para apanhar numa armadilha uma mulher que julgara uma vigarista. Ainda assim, Edwad tivera sua razão no que tentara fazer.
E, somente agora, depois de ter testemunhado a completa repulsa dele era que Bella compreendia realmente como sua contínua encenação se tornara imperdoável. Ela própria jamais sentira tamanha dor em sua vida.
Do lado de fora da igreja, depois da cerimônia, Roger aproximou-se dela com um largo sorriso.
— Temos uma surpresa para você!
Bella franziu o cenho, prestes a lhe perguntar o que queria dizer, mas ele e Any já rumavam para o carro que os levaria ao hotel escolhido para a recepção. Ela, porém, não teve que esperar muito para saber do que se tratava. A primeira pessoa que viu quando entrou no salão de festas do hotel foi Edward!
Num terno escuro e impecável, estava estonteante. Mas o que a aturdiu ainda mais foi o fato de Edward estar com Roger. Ambos pareciam estar conversando com toda a animação e familiaridade de velhos amigos.
Deixando um grupo de convidados, Any aproximou-se da irmã.
— Quando Roger chegou à igreja, viu você do lado de fora com Edward. Saltou do carro antes que ele pudesse se afastar em sua Ferrari e o persuadiu a vir à recepção. Roger tentando bancar o Cupido... Ainda mal posso crer!
— Oh... — Bella sabia muito bem por que o cunhado fizera aquele esforço em seu favor. Ele sabia que ela esperava o bebê de Edward, notícia que ainda tinha que partilhar com a irmã.
— Roger só me disse o que havia feito a caminho daqui. E, céus, agora os dois estão se entendendo tão bem! — admirou-se Any com um riso irônico mas de aceitação.
Do outro lado do salão, Edward, finalmente, notou a presença de Bella. Com uma última palavra a Roger, aproximou-se, os olhos indecifráveis fixos nos dela.
— Bem, isto é de fato uma surpresa — começou Bella, constrangida.
— Você acha? Roger interveio na situação com admirável bom senso. Os problemas de Fidélio podem estar no final, mas seu cunhado sabe que os nossos não estão. Mesmo que eu quisesse, não estou em posição de simplesmente lhe dar as costas agora.
Bella ergueu o queixo, desafiadora, os olhos faiscando.
— Pode me dar as costas quando quiser! Está bem?
Então, o bebê era um problema. Bem, que outra atitude poderia ter esperado de Edward?
Poucos homens assumiriam de bom grado as conseqüências de uma aventura de uma noite!
Ele segurou-a pela mão ao vê-la fazendo menção de se afastar.
— Conversaremos sobre isto depois. — Conduziu-a, então, até a mesa alteada dos noivos, onde um lugar fora providenciado também para ele.
Quando Bella passou pela irmã, Any interrompeu a conversa com o sogro, levantou-se da mesa com um sorriso radiante e envolveu-a num abraço apertado.
— Meus parabéns, Bella! Edward não perde tempo, não é? Estou tão feliz por você!
Uma expressão atônita no rosto enquanto Any voltava a se sentar, Bella resmungou:
— O que, afinal...
Edward puxou-lhe uma cadeira para que se sentasse.
— Naturalmente, eu informei a Roger as minhas intenções.
— Que intenções? — indagou Bella, ainda tentando entender a razão para o cumprimento da irmã. — O que quer dizer?
Edward sentou-se ao lado dela e fitou-a com um olhar arrogante, como se lhe questionasse a incapacidade de compreender o óbvio.
— Que eu e você nos casaremos logo. O que mais poderia ser?
