Olá!

olha só ... a volta dos que nao foram!! desculpem imensamente pela demora!! mas finalmente estamos ai!!

Morgane: Nesse meiozinho do Ares o povo só nao se matou ainda pq ainda dependem um do outro... se deixar, só sobra caveveirinhas!! Lay e Saga - lindoso - .. uhm... tem coisas ai pra acontecer!! beijao

Krika: O Ian é uma inspiraçao! pena que é mais um baba-ovo psicótico... uahauauh!! beijinhos e romance nao estao tao longe assim!! primeiro os misterios depois a curtiçao!! beijos

Ikarus-sama: q bom q gostou do cap!! o Ian nem imagina o q está por vir... beijo

Praj: Amore, q saudades - nossa, isso ta ficando repetitivo!! finalmente lhe apresento seus tabefes... uahuahuaah... vai ter mais daqui a poko!! a ideia de puffs na casa do Mu é da Alice-sama! ela me emprestou. beijaoooooo

Alias, caso nao tenha falado - acho q nao falei msm - as contelaçoes dos generais e a descriçao do castelo de Ares é credito total da Alice A/C. A descriçao dos templos, qdo foram usadas - como os puffs da casa do Mu - tb sao ideias dela!!

vamos ao q interessa...

A CHAVE DAS DIMENSÕES

Capitulo 9 – Aviso em Vermelho

Saga passou a noite do mesmo jeito que tinha passado o dia, ao lado de Lay. Ele adormeceu na cadeira ao som da chuva perdendo seu furor. A noite estava úmida e fria. E a manha despertou igual. A tormenta cessara em algum momento da madrugada, mas o vento gelado e o ar úmido impediram os resquícios de sumirem.

Os templos e escadarias estavam molhados e a água pingava pelas beiras dos telhados.

Lay acordou cedo. O dia estava nublado, mas parecia clarear aos poucos. Ela nota Saga dormindo de mau jeito na cadeira e um sorriso escapa de seus lábios. "Ele ficou aqui o tempo todo!" Para logo sumir. Ela se lembra da visita de Ares a sua mente. Sentir ele dentro de si novamente a faz estremecer.

A mulher abana a cabeça tentando afastar a imagem do deus. Ela se levanta silenciosamente e sai em direção à cozinha. Layla percebe que Kanon não está na casa de Gêmeos. Ela prepara a mesa do café enquanto espera a água ferver.

Saga acorda ao som das louças na mesa. – Mas o que? – Ele leva a mao ao pescoço sentindo um torcicolo. "Ela levantou de novo e eu não percebi. Que coisa!" – Ele vai para a cozinha.

- Mas você é sorrateira hein? – O tom sério em sua voz preocupa Lay, que quase derruba a garrafa de café.

- Eu... – Ela ia se explicar.

- Você deveria estar deitada. Deixa que eu faço isso. – Ele entra na cozinha.

O alivio solta a respiração de Layla. – Pode deixar. Descansei demais ontem. Estou bem melhor, e com fome! – Ela pisca e faz um gesto cômico de esfregar as mãos sobre o estomago.

Saga balança a cabeça. – Esta bem! Vamos comer então.

Os dois estavam famintos, uma vez que não sobrou café e nem torradas após a refeição.

- Gostei da camisa! – Lay se recosta na cadeira e aponta para si. – Você que me trocou?

Saga parecia um pimentão. – Eu... a chuva... tava..

Lay ri abertamente. – Tudo bem. Tava chovendo e você me carregou de la de cima ate aqui. Minhas roupas deveriam estar ensopadas.

Saga ainda gesticulava alguma coisa quando Kanon entrou.

- Bom dia minha gente!

- Kanon! Bom dia! - Lay parecia feliz em ver o ... "amigo"... irmão de Saga.

- Esta se sentindo melhor? – Ele parecia preocupado com...

"alguma coisa" – Ela percebe.

... ela.

- Sim! Pronta pra outra! Literalmente! – Ela olha para Saga.

- O que quer dizer? – Kanon fica curioso.

- Lay você ainda esta fraca para tentar achar o Selo.

- Saga, me perdoe, mas vou tentar de novo! "Não tenho escolha!" – Ela completa em um triste pensamento. – Agora se me dão licença vou tomar um banho.

Os gêmeos observam-na sair em direção ao banheiro

- Saga precisamos conversar! – Kanon fala baixo.

O cavaleiro de Gêmeos fita o irmão. Aquela expressão seria no rosto de Kanon era descaracterística.

- O que foi?

Salão do Grande Mestre

O cosmo de Athena demorou algumas horas para se fortificar de novo. A deusa estava muito abalada com o que acontecera. Ela sentia uma grande culpa corroer seu coração pelo que acontecera na manha anterior.

Saori permaneceu em seu quarto ate aquele momento.

- Shion! – Ela chama pelo grande mestre entrando no salão principal.

Shion, que passara a tarde e a noite ali atento ao cosmo da deusa, não se assusta ao ouvir sua voz. – Athena, bom dia!

- Bom dia! Shion, queria que me acompnhasse!

Acompanhasse? A onde?

Casa de Gemeos

Kanon dividira suas descobertas sobre a armadura de Guerra com Saga. O cavaleiro de Gemeos parecia tão intrigado quanto o irmão.

- O que isso pode significar Saga?

- Não tenho certeza Kanon, mas como nossas armaduras, a armadura dela está conectada diretamente ao cosmo dela.

- Mas isso não explica porque ela mudou de cor. Mu disse que era como se a armadura estivesse fazendo uma conexão com ela, e não o contrario.

A memória de Saga percorre os conhecimentos sobre Ares.

- Kanon, talvez estejamos mais próximos da batalha do que imaginamos.

- Como assim Saga?

- Ares possui em liderança de seu exercito os 4 Avatares. Layla é apenas um deles.

- 4 Avatares? – Kanon começava a entender.

- Eles foram denominados pelas lendas, os 4 Cavaleiros do Apocalipse. Fome, Peste, Morte...

- ... e Guerra! – Kanon completa a frase olhando em direção ao quarto de Layla.

- A cor que rege a Guerra segundo as lendas é branco.

- A armadura se preparou para a batalha quando sentiu o cosmo de sua dona se manifestar.

Quem informou foi Shion, que chegara acompanhado de Athena.

- Mu me disse o que aconteceu em Áries ontem de manha. A armadura mudou de cor para poder utilizar toda a força de sua estrela protetora. A Guerra. – Ele terminava de explicar.

Os gêmeos apenas fitam o grande mestre.

- Desculpe por aparecer sem convite Saga. – Athena se aproxima deles. – Preciso falar com Layla.

- Athena? – Lay ouvira a voz da deusa do quarto e se encaminhou para a sala.

- Lay, bom dia! – A deusa caminha até ela. – Esta se sentindo melhor?

- Sim, estou. Na verdade queria ...

- Lay, será que podemos conversar um minuto? – Athena soava melancólica.

- Mas é claro!

- Cavaleiros, será que podem nos dar um minuto? – Saori pede.

Os três homens assentem e se dirigem para a sala de Gêmeos. Lay e Athena entram no quarto da moça.

- Lay, gostaria de lhe pedir desculpas.

- Athena? Desculpas? Mas por quê? – Lay estava corada com as palavras da deusa.

- Não pude protegê-la ontem. Se aquela explosão tivesse sido mais forte poderia ter tomado sua vida.

- Athena... isso não é verdade! "Não é."

- Você deixou tudo o que conhecia e veio ate mim em busca de proteção. E não pude fazer isso. E alem do mais não conseguimos encontrar o Selo. Meu irmão ja deve estar muito a nossa frente.

Lay segura a mao da deusa e lhe interrompe. – Athena, por favor, não se desculpe. Eu é que falhei com você. Me propus a encontrar a localização da outra metade do Selo e nada fiz.

- Lay... – Athena ia continuar, mas a moça a interrompe de novo.

- Deusa Athena, quando encontrei aquela metade pude perceber o quanto de mal Ares faria a esse mundo. Não poderia viver sabendo que eu o ajudei a destruir essa era por mera ganância. Decidi vir aqui, decidi tentar impedi-lo. E ainda não desisti dessa idéia.

- O que quer dizer? – A deusa ouvia atentamente as palavras.

- Vou tentar de novo! E de novo! Quantas vezes forem necessárias e quantas vez meu cosmo agüentar até encontrar o Selo e acabar com os planos de Ares.

- Não posso lhe pedir que faça isso. É muito arriscado.

- Athena! – A moça a encara e sorri. – Você não está me pedindo nada! Eu é que estou lhe oferecendo. Por favor, deixe-me ajudá-la nessa batalha! – As lagrimas desciam pelo rosto de Layla. – "Deixe terminar o que comecei, será melhor para todos!"

Athena cerra os olhos e quando os abre novamente eles estão marejados. – Layla, fico muito honrada com sua coragem! Não menosprezarei suas ações. Fico grata pela sua ajuda!

As duas se levantam ainda de mãos dadas.

- Mas posso ainda sentir seu cosmo em recuperação. Acho melhor adiarmos nossa procura, pelo menos por alguns dias. Descanse e recupere suas energias.

- Athena não acha melhor tentarmos de novo logo? – Ela parecia preocupada.

- Acho que se fizermos isso sem suas forças no ápice, será a ultima vez! – O tom serio encerrou qualquer tentativa que Layla pudesse preparar em convencer Athena há procurar o selo imediatamente.

A Avatar assentiu e as duas se dirigiram a sala.

Castelo de Ares

O deus da guerra atento as flutuações do cosmo de Layla pode sentir que naquele dia ela não iria entrar em contato com o Selo.

Sua raiva e impaciência cresciam a cada segundo. Aquilo estava atrasando seus planos e isso não era nada bom! Ficar sem agir muito tempo poderia dar espaço ao rei dos deuses de mudar sua idéia sobre não interferir nas ações dele e na sua busca pelo Selo.

- Tenho que apressar Layla.

- Talvez mostrar que ainda está de olho nela e que pretende continuar essa guerra de qualquer jeito! – Megara adentrava o salão.

A voz suave da mulher irritava o deus da Guerra naquele momento. Ele não estava com saco para ironias e os joguinhos de ciúmes que ele sabia que existiam entre as duas. Mas a feiticeira tinha razão. E isso o deixava ainda mais irritado.

- Quem sabe um pequeno confronto? – Ares fita os orbes dourados da bela mulher e o espartilho que marcava suas curvas e destacava seus seios.

Os lábios do deus rasgaram um pequeno sorriso.

– Vejo que já tem algo em mente, meu senhor! – Megara nota a astúcia no olhar dele.

Casa de Gêmeos

O resto da manha transcorreu calma. O sol preguiçoso surgiu perto do meio dia e seu brilho estava mais dourado do que nunca. Era como se, assim como Layla, ele precisasse daquele descanso no dia anterior. A brisa constante disfarçava bem o calor.

Shion avisou que o treino seria normal naquele dia. Após o almoço todos foram para a arena.

Marin e Shina acompanharam Lay até lá. Athena autorizou que a Avatar assistisse os treinos, contanto que não participasse. Mais para ela preservar suas energias, do que por não poder lutar contra os cavaleiros de ouro.

As três estavam na arquibancada, mais perto da plataforma em que Shion ficava, devido a grande sombra que um salgueiro proporcionava.

Os pares na arena desferiam seus ataques entre olhos atentos às convidadas.

Saga levava o 5º soco de Kanon.

- Tá mal hoje em Saga? – Ele gracejava. – Tá cansado de ontem ou ta distraído hoje? – Kanon mexe a cabeça em direção a arquibancada.

Saga olha de canto para onde o irmão apontou. Kanon vê outra oportunidade de atacar. Ele investe contra Saga, mas o cavaleiro de Gêmeos desvia no ultimo instante e deixa o pe na frente do irmão. Kanon não esperava reação de Saga e tropeça se estatelando de cara no chão.

- To melhor agora irmão! Obrigada por perguntar. – Saga acena para Dohko que lutava com Mu, para trocar de parceiros.

O cavaleiro de Áries ajuda Kanon a se levantar e inicia o treino com ele.

Dohko e Saga se posicionam na parte oposta da arena, longe das arquibancadas.

- Tem certeza que está se sentindo bem Saga? – O chinês mostra preocupação. – Afinal você se desgastou muito ontem.

Saga o olha confuso.

- Pudemos sentir seu cosmo acesso e vigilante ontem o dia todo.

Saga disfarça o embaraço. – Estou bem. E ela também. – Ele percebe o cavaleiro de Libra observar Lay.

- Ficou mais flexível em suas convicções amigo? – Dohko graceja.

- Talvez. – Sua expressão era seria.

Vila do Santuário

Era dia de feira e muitas pessoas estavam nas ruas. O meninos de cabelos verdes claros (n/a: o mesmo de alguns cap atrás.) está parado com os olhos arregalados vidrados em uma mulher com um manto azul em pé em frente a fonte.

- É aquela mulher...

Alguns metros dali, na fonte, a mulher sorri para o menino. – Buu!

O pequeno grita de susto e sai correndo rua abaixo. As pessoas em volta notam o transtorno dele e se viram para ver o que ele via.

No fim da rua a mulher não está mais sozinha. Dezenas de soldados de armaduras negras estão a sua volta. Ela levanta a cabeça e os cabelos azuis deslizam ao vento.

- Matem todos!

Os soldados gritam e levantam suas armas. Eles avançam sobre os civis.

Arena

Os cavaleiros de ouro sentem simultaneamente a presença já conhecida. Na arquibancada Layla se levanta. – Megara!

- VAO! – Shion ordena.

Os cavaleiros correm para a saída em direção a Vila. A maioria já tinha passado pelo portão quando uma bola de energia rubra atinge a saída.

Dohko e Saga que estavam por ultimo são lançados para dentro da arena com a explosão.

- SAGA!! – Layla que descia os degraus atrás de Shina, se vira para ao ver os cavaleiros sendo arremessados. Ela muda a direção e corre para dentro da arena.

O grande mestre segura Dohko, impedindo que seu corpo se choque com tudo contra a parede de proteção da arena. Saga havia caído mais a frente. E Layla corria ate ele.

O cavaleiro de Gêmeos já estava de pé quando Layla o alcançou. – Shion, Dohko, voltem para as doze casas. – Saga pede.

Eles pensaram em protestar, mas a imagem dos templos vazios e Athena sozinha no 13º templo os fez concordar. Shion teletransportou ambos para a entrada de Áries.

- Saga! Você está bem? – Lay segura o braço do cavaleiro.

Outra bola de energia rubra voou em velocidade incrível em direção as costas de Layla. Saga apenas reagiu. Jogou o corpo sobre o dela e a girou em direção ao chão. A energia o atingiu no ombro esquerdo, rasgando sua camisa e sua pele.

Ambos são empurrados contra a parede.

Vila do Santuario

Mal os cavaleiros chegaram e puderam sentir o cosmo adversário se revelando na arena. No meio do caminho Aiolos ordenou que alguns voltassem as doze casas.

Kanon olha em volta e sente falta do irmão. – Droga, Saga ta lá! – Ele é atacado por um dos soldados. Mas se livra dele facilmente.

Na vila chegam MM, Kanon, Aiolia, Milo e Deba. Os cavaleiros de ouro já estavam trajados com suas armaduras. Eles se espalham entre a horda inimiga e iniciam a contra ofensiva.

Os soldados são volumosos, mas visivelmente mais fracos.

- Isso é uma distração! – MM aponta.

Mas eles não podem deixar o local. Há muitas pessoas inocentes naquela área.

- O verdadeiro inimigo está na arena. – Deba levanta dois soldados e os arremessa contra a fonte.

Kanon fita o ornamento ser destruído. E uma presença esvaecer dali. – Aquela feiticeira de Ares estava aqui. Foi ela que os trouxe ate o santuário.

Arena

Saga e Layla se recompõem do ataque. Eles fitam o inimigo coberto por um manto vinho no centro da arena.

- Isso vai ser fácil demais! – A mulher sibila.

- Quem é você? – Saga pergunta dando um passo a frente de Layla.

- Pergunte a sua namorada! Ela me conhece! – A mulher aponta para Layla.

- Saga! Deixe comigo! – Ela passa por ele. – Jiang achei mesmo que estava demorando para você vir atrás de mim.

A mulher de cabelos negros acende o cosmo e o manto de queima revelando a armadura vermelha. A couraça rubra recobre praticamente todo o corpo da mulher, as ombreiras são o principal desenho da armadura. Em camadas, elas caem pelo ombro da mulher e tem as pontas afiadas como a lâmina que brilha em sua bainha.

- Layla, Avatar de Guerra. Vou acabar com você! – Ela grita expandindo ainda mais seu cosmo. Seus olhos violetas estão cheios de desprezo.

- Quero ver o que pode fazer Avatar da Peste!

Jiang forma uma bola de energia na mão esquerda e a joga em direção a Layla, que se prepara para segura-lo. Mas o golpe não segue reto. A energia desvia a centímetros da defesa da Avatar da Guerra e atinge Saga em cheio.

- Saga! – Lay se vira para ele.

O cavaleiro conseguiu se defender dessa vez, mas os braços dele estavam muito machucados.

- Atrás de você! – Ele avisa.

- SCARLAT VENON! – Jiang ataca.

Lay só tem tempo de se virar para ver a lâmina da grande espada de cume duplo voar em direção a seu coração. A moça de cabelos cinza fecha as mãos sobre a lâmina diminuindo seu impacto. Mas a força do golpe a prensa contra a parede. Lay tem entre as palmas das mãos a lamina rubi e a ponta da espada cravada no peito esquerdo.

Layla se esforça para segurar a espada que se força contra seu corpo ao comando remoto de sua dona, ainda parada no centro da arena.

- Lay!! – Saga vê a dificuldade que ela está tendo para segurar o ataque. Ele se vira para a inimiga. – Maldita! EXPLOSAO GALATICA!

O golpe dispara velozmente sobre Jiang, mas a Avatar da Peste cruza os braços frente ao peito e levanta sua defesa. O golpe de Saga explode, mas a inimiga apenas foi arrastada alguns centímetros para trás. Quando ela levanta os olhos o cavaleiro de Gêmeos estava trajando a sagrada armadura de ouro.

Saga corre em direção a ela e inicia uma serie de ataques físicos que Jiang defende. Mas ela mantêm a concentração na espada que ataca Layla.

A lâmina de Jiang destilava o veneno escarlate. As palmas de Layla sangravam muito. E os braços estavam ficando cansados.

"Droga, tenho que me livrar dela!Athena, me desculpe, mas vou desobedecê-la."

Layla fecha os e acende seu cosmo. A energia emana é cristalina, branca como a mais pura neve.

Saga sente o cosmo da Avatar queimar. A atenção dividida dele é suficiente para Jiang atacar.

- EXTERMINIO VERMELHO!

O golpe é certeiro e joga o cavaleiro contra as arquibancadas, destruindo a pedra.

Jiang se concentra mais na espada. Ela avança contra Layla. Mas ela sente o golpe se perdendo.

- O que?

Layla abre as mãos e segura a espada apenas com o cosmo. A lamina se afasta lentamente do corpo dela. A Avatar da Guerra abre os olhos azuis e fita Jiang. – Minha vez!

Jiang instintivamente dá um passo para trás.

- FENDA DO TEMPO! – Layla ataca e a espada sofre o primeiro impacto do golpe. O ar parece se abrir e uma fenda se expande engolindo a espada de Jiang.

A Avatar da Peste concentra seu cosmo para não soltar a espada de seu domínio. Mas é em vão, a arma é arremessada para fora da arena.

- Vagabunda! Eu gostava dessa espada! Você me paga!

- Sei que sempre quis meu lugar de comandante Jiang. Essa é a sua chance de consegui-lo. Vai ficar ai chorando pelo seu brinquedo ou vai lutar comigo?

A face da inimiga se ruboriza de ódio. – DESGRACADA! Criança insolente vai pagar sua língua com seu sangue!!

A Avatar da Peste corre em direção a Layla, que faz o mesmo. As duas se chocam em pleno ar. Trocando chutes e socos energizados por cosmo elas se engalfinham ate caírem no chão.

Jiang tinha a vantagem da armadura. Apenas um filete de sangue escorria de sua bochecha esquerda. Layla tinha o pescoço e as costelas sangrando.

Peste sorri com a vantagem. – Vou levar sua cabeça numa bandeja de prata para o imperador Ares.

Saga se levanta dos escombros e faz de intervir. Mas ele não consegue se mexer. Ele percebe que quem o paralisa é Layla.

- Deixa comigo Saga! Eu cuido dessa daí!

- Mas Layla..

- Confie em mim! – As palavras cortam o coração de Layla. Mas ela tem que impedir que ele interfira. Não poderia suportar se Jiang o machucasse, ou pior.

- Que bonitinho! Protegendo o namorado!! – Peste escarna. – Ares vai adorar saber disso.

- CALA ESSA BOCA E LUTA!! – Layla se vira para encarar Jiang. Seu cosmo ferve e cintila mais forte.

A inimiga avança, mas um brilho no céu ofusca sua vista.

Uma luz branca envolve o corpo de Lay. A armadura de Guerra seguiu o chamado de sua dona. As botas eram altas com o símbolo da lança de Ares nas caneleiras e punhos. O peitoral curto deixava a barriga de fora.

Layla sorri frente o desapontamento da adversária em vê-la de armadura. – Que foi? Perdeu a graça?

Cada palavra irônica da boca de Layla despertava o ódio de Jiang. Ela cerra os punhos. – Vou acabar com você independente dessa armadura ridícula. EXTERMINIO VERMELHO!

- UNIVERSO INFINITO!!

Os golpes se encontram entre as Avatares e medem suas forças. A bola de energia mescla os dois poderes. Os golpes são segurados pelas mulheres que expandem seus cosmos. A energia rubra de Jiang brilha de um lado da arena e a luz branca de Layla cintila de outro.

Saga das arquibancadas sente o pulsar dos cosmos. – Que energia incrível! – Ele se concentra no cosmo de Layla. – "É como se o universo explodisse dentro do cosmo dela"- Um poder impressionante!

Os golpes fundidos em uma enorme bola de energia começam a tremer o chão. As pedras da arena se soltam e começam a voar.

Layla sente o cosmo falhar um segundo. Seus braços doem e a cabeça começa a latejar. "Droga!"

Jiang percebe e força mais o ataque. A energia se desloca em direção a Avatar da Guerra. Mas é logo impedida por esta.

- Ta cansadinha? – Jiang desdenha e força de novo.

"Se ficar nessa muito tempo não vou conseguir vencê-la!"

A Avatar de Peste vislumbra a vitória. – Essa é a sua hora Layla! Morra vadia! – Ela empurra com tudo que tem.

O cosmo começa a se virar contra Layla. Os punhos da armadura começam a trincar.

- QUER SABER?? CANSEI DE OUVIR SUA VOZ, ISSO SIM!!

- O que? Não pode ser... – Jiang sente o jogo virando.

Layla eleva todo seu cosmo. Queimando toda sua energia ela consegue controlar o golpe e o joga contra a adversária.

A energia assume por completo um brilho claro e explode sobre a Avatar de Peste. Uma enorme nuvem de poeira toma conta do ambiente.

De onde está Saga não consegue ver mais nada. Mas sente os cosmos das duas cessarem. Ele usa um soco com cosmo para afastar a poeira do ar. A arena tinha em seu centro uma cratera e todo o chão em volta do buraco estava trincado.

Layla estava de joelhos de um lado da cratera. Não havia sinal de Jiang.

-Layla! – Ele corre ate lá e se ajoelha do lado dela.

Layla esta ofegante e gotas se suor escorrem por sua testa. Os punhos da armadura estavam trincados e por entre as frescas o sangue dela escorre.

- Estou! – Ela concentra o cosmo nas mãos para estancar o sangramento.

- Ela morreu? – Saga não tinha certeza do desfecho da luta.

- Acho que não! Olha! – Ela aponta um manto azul no chão à frente deles. – Aquilo é de Megara. Ela deve ter tirado Jiang daqui.

Com os ânimos mais calmos eles podiam sentir a vitória dos cavaleiros de ouro na vila.

- Você tem um poder incrível! – A voz dele era entre assustada e impressionada. – E isso porque você quase morreu ontem. Só posso imaginar o que pode fazer com suas forças completas.

"Isso porque Jiang foi só um aviso!" – Layla pensou. Mas apenas sorriu para Saga. – Fazia tempo que queria dar uns sopapos na Jiang. Ela sempre foi metida a besta!

- Você faz jus a sua estrela!

- É, não posso negar que gosto de uma boa briga!

Eles retornam para a casa de Gêmeos.

Castelo de Ares

- Jiang está gravemente ferida meu senhor. Se não tivesse a tirado de lá, llayla a teria matado. – Megara destilava ironia.

Ares não responde, vira a cabeça estalando o pescoço.

- Talvez ela tenha realmente mudado de lad...

As mãos fortes do deus da Guerra enlaçaram o pescoço da feiticeira e ergueram o corpo dela do chão.

Ele fita Megara e seus olhos azuis brilham. – Ela não mudaria de lado, cara Megara! Não ousaria me trair! – Ele solta o corpo da mulher que cai ofegante no chão.

- O senhor mesmo disse que ela treinou muito para dominar as dimensões, para o dia em que se encontraria com o Selo. E ela nada conseguiu saber. E agora ela quase mata uma de suas guerreiras mais valiosas. Como pode ter essa certeza que não é um embuste meu senhor?

- Megara! – Ares se sentava no trono. – Jiang e Layla sempre se odiaram. Era mais do que esperado que elas se enfrentassem com tudo o que tem. Afinal Layla é a Avatar da Guerra. A batalha está no sangue dela!

- No sangue dela...? – Ela não podia acreditar no que ouvia.

O deus da Guerra se abaixa e deixa os olhos na mesma altura que os da feiticeira. Seu sorriso é plácido. – Além do mais, Layla não ousaria trair o próprio pai! Não acha?

um poko de porrada nao faz mal a ninguem... uahuahuaha.. inda mais qdo temos uma revelaçao dessas!! o.

beijos