*bola de feno*
apesar de não prometer nada.. peço perdão a quem quer que possa ainda querer ler!! hehehehehe... ainda adoro essa historia e tenho planos de um dia terminá-la. Tenho alguns capítulos ainda, mas havia prometido a mim mesma que não ia publicar nada até terminar de escrever tudo... pois bem.. não terminei. Mas me deu uma vontade incontrolavel de voltar pra esse mundo de novo... Um dia quem sabe! To precisando encontrar minha musa!!! heheheheh
Krika - saudades dos papos de review!! quem sabe retomamos?? bjo
Ikarus - espero que consiga transmitir o espirito de porrada que tinha em mente!!! hehehehehehe.... Liz X Layla.... ´magina? hhehehe.... bjo
só pra situar: os generais e avatares estão nas doze casas... a luta agora tá em Leão. Ares e a Layla estao subindo um pouco atras dos guerreiros... enquanto isso algo acontece em Star Hill.
Capitulo 14 – Força e Morte
- Pra onde ele foi? – Marco inquire sobre o sumiço do cosmo de Finli.
- O cavaleiro deve tê-lo mandado para o Yomotsu! – Zaefhe responde.
- Pelo menos aquele nerd conseguiu eliminar o cavaleiro! – Eric nota que o cosmo de MM não voltou à casa de Câncer.
- PAREM ONDE ESTAO! – A imponente voz do cavaleiro de Leão ordena.
- Entendo porque Layla demorou por aqui! Só te homem bonito nesse lugar! – O comentário de Ayisha vira cabeças em sua direção. – O que? – Ela se faz de desentendida.
Caspian ri do cutucão que Eric dá nela. – Pelo visto, não vai ser voce que vai lutar com ele!
- Então esse é o leão dourado! – Zaefhe dá um passo à frente. – Soube que é um dos mais fortes cavaleiros de ouro.
- Ótimo! Mais um a cair em nossa vitória! – Marco vangloria. – Logo se juntará a seus amigos leão! – Ele eleva o cosmo e ataca Aiolia.
O cavaleiro desvia, mas logo a espada de Ian corta o ar em frente a ele. Aiolia se vira, desviando do ataque e lança socos de cosmo contra os dois generais.
- Deixa ele comigo! – Zaefhe pula a frente e soca o chão. O golpe estremece o piso e abre uma fenda, fazendo Aiolia pular para não cair nela.
Nisso os outros generais passam pelo cavaleiro e seguem pelo corredor.
- Eu serei seu adversário Leão! Vamos ver quem tem os punhos mais fortes! – Clava se posiciona e eleva o cosmo.
– CAPSULA DO PODER!
Ele lança o golpe prontamente e pegando Zaefhe de surpresa. O manto do general se rasga por completo, mas o grande homem consegue agüentar a força dos punhos do Leão.
A armadura negra dele se assemelha a de gladiadores. O peitoral comprido e a tornozeleras tem entalhes em forma de espinhos. As ombreiras curtas são pontudas. – Voce é muito rápido garoto! Só não forte o suficiente. IMPACTO CENTENARIO!
O punho de Zaefhe se acende com o cosmo vinho e ele lança o golpe contra o cavaleiro. O rastro de luz é facilmente visto por Aiolia, que desvia.
- Chama isso de golpe? É quase como olhar uma lesma se movendo!
Mas Zaefhe o fita sorrindo e aponta para trás do cavaleiro. Aiolia sente o deslocamento das pedras e ouve o mármore ruir. Zaefhe atacou as pilastras ao redor de Aiolia e agora elas desmoronam sob o cavaleiro trazendo uma grande parte das paredes e do teto da entrada da casa de Leão com elas.
Aiolia tenta desviar, mas as pedras caem por todos os lados. Ele eleva seu cosmo e explode um golpe contra os escombros, transformando os grandes pedaços de mármore em poeira.
- Ataque covarde! So podia ser um subordinado de Ares! – Aiolia limpa o pó de seus ombros. – Isso é um golpe de verdade. RELAMPAGO DE PLASMA!
Os estalos da energia elétrica se concentrando surgem por todo lugar. O cosmo do leonino se carrega e ele dispara a rajada de energia.
Zaefhe sente os pêlos dos braços arrepiarem ao contato com a eletricidade no ar. Os relâmpagos cortam o ar.
O general invoca sua arma e a clava se coloca em frente ao corpo dele. A arma atrai para si a eletricidade diminuindo consideravelmente a intensidade do golpe. O restante da energia que atinge o general e apenas faísca seu elmo, lançando-o ao chão.
O cabelo em corte moicano de Zaefhe está um pouco chamuscado. Mas a voz grossa dele ecoa numa risada. (n/a: ooohhh povo feliz esse....) – Só deu pra arrepiar!!!
- O que? – Aiolia levanta a defesa.
- Garoto magricela! Seus rainhos não podem me ferir!
Zaefhe envolve sua clava com cosmo. A arma voa contra Aiolia, acertando-lha no rosto. O impacto o faz girar sobre os calcanhares e ele cai sobre um joelho de costas para Zaefhe.
O general aproveita e ordena sua arma a continuar o ataque. A clava se choca contra as ombreira e as costas de Aiolia varias vezes.
- Vou fazer patê de gato! – Zaefhe ri com gosto.
O leonino tenta se desviar dos ataques da clava, mas a arma flutua atrás dele seguindo seus movimentos e atacando-o enquanto gira no ar.
A paciência do cavaleiro se esgota. Ele se levanta e encara o general. – Vamos ver o que pode fazer sem o seu brinquedinho! – O cosmo dourado brilha diminuindo a velocidade da clava.
- Mas como...
- CAPSULA DO PODER! – O leonino concentra todo o ataque na arma de Zaefhe. A clava absorve o ataque e o metal se esquenta.
Aiolia se aproxima da arma e a segura com a mão direita. Zaefhe tenta chamá-la para si, mas a clava esta pesada e a força de Aiolia a impede de se mover.
- Agora não vai mais poder se esconder atrás disso! – O cavaleiro aperta a clava e o metal trinca entre seus dedos. O agarre de Aiolia destroça a arma.
- Seu cavaleirozinho maldito! Eu gostava dessa arma!!!! – Zaefhe explode seu cosmo. – Vou quebrar seus ossos!
Clava corre em direção ao cavaleiro e com um salto se coloca atrás dele. – ABRAÇO ESMAGADOR! – Zaefhe coloca seus braços ao redor de Aiolia e aperta o corpo do cavaleiro com toda força.
Leão tenta se soltar, mas cada movimento parece apertar mais ainda os músculos do general.
- Quanto mais se mexer mas a pressão o esmagará. Não a como escapar desse golpe! – Zaefhe eleva seu cosmo.
"Mas que droga!! Não consigo me mexer!" – Aiolia estava começando a ter dificulade para respirar. Mas ele tem uma idéia. O cosmo dourado aumenta e o leonino se concentra, diminuindo os movimentos do corpo.
- Já desitiu cavaleiro? – Ele sente Aiolia cessando de se mexer.
- INVOKE! – O cosmo dourado expande e inúmeras orbes douradas flutuam pelo ar.
A luz surpreende Zaefhe, mas o general não larga o cavaleiro. – Belas cores! Elas enfeitarão seu tumulo. – Ele aperta ainda mais.
Aiolia sente a armadura dourada trincar e os ossos luxarem com a pressão. – DRIVE! – A palavra sai em um sussurro.
Os orbes dourados se voltam contra o grande general. Zaefhe fecha os olhos e quando os abre de novo as luzes sumiram.
- Chega dessa brincadeira. – Ele estava nervoso. – SUPREMA FORÇA! – O abraço adquire sua potencia máxima.
Os braços de Aiolia doem e as costelas trincam. Ele reúne seu poder e ataca com um ultimo esforço.
- Esse é o seu fim general de Clava! BURST!
A pele de Zaefhe começa a se iluminar de dentro para fora.
- O que está acontecendo? – O general sente seu corpo queimar onde as luzes aparecem. Os orbes de fótons explodem simultaneamente e estraçalham o general.
O cavaleiro por estar muito perto de Zaefhe também recebe uma quantidade de seu prorpio golpe. Aiolia é lançando para a frente com o deslocamento da energia que detonou dentro de Clava. Ele recebe uma parte do próprio golpe e as costas da armadura dourada estão em frangalhos, assim como as ombreiras.
Aiolia cai desmaiado no centro do corredor de lutas.
Casa de Gêmeos
Lay estava escorada em uma pilastra com os braços cruzados sobre o peito. Ela observava o relógio de fogo, mas seus pensamentos estavam mais acima. Alem das doze casas.
- Pensando em mim? – A voz de Ares roubou-lhe o ar. Ela teve que se controlar para não responder algo que se arrependesse.
- Está atrasado! Eles estão quase em Virgem! – Ela ia seguindo o corredor de lutas, mas o braço do deus a segurou, envolvendo-a pela cintura.
- Foi aqui que voce e... – Ele pausa pensando na palavra. - ... entreteu o cavaleiro de Gemeos?
Layla não conseguiu conter-se. Ela virou empurrando o deus de perto. E acertou-lhe um tapa no rosto.
A expressão no rosto de Ares se altera completamente. Ele a encara com ódio e a empurra contra a parede, prensando o corpo dela com o seu. – Desde que começou essa missão aqui no santuário, voce tem estado muito mal criada menina! Tem sido uma filha muito desobediente! – Ele aproxima o rosto do dela.
Ela engole a seco tentando pensar em algo para dizer que conserte sua ação. – Voce me mandou faze-los confiar em mim! E agora quer dar uma de pai ciumento?
- Voce gostou?
Lay arregala os olhos. Ele não acreditava que estava ouvindo aquilo. – O-o q-que?
- Voce gostou de sentir ele?
As palavras somem da boca e da mente de Lay.
As formas de Ares se alteram. Seus cabelos anelados se alongam e assumem a cor azul. Os olhos azuis claros se moldam nos de..
- ... Saga! – Lay agora não acredita no que vê. Ares tinha se transformado nele.
- Porque se gostou... podemos repetir! – Ele segura o pescoço dela e puxa-a para si. A boca dele toma a dela.
A voz era a mesma. A imagem também. Mas o cheiro e o toque... o beijo é pesado e agressivo. As mãos ávidas do deus percorrem o corpo dela sem nenhuma delicadeza. Ele força o corpo mais e mais contra o dela.
A imagem do cavaleiro a sua frente e as ações do deus tiram os movimentos de Lay. Mas, graças a Zeus, Athena.... a Buda.
- O cosmo de Shaka! – Ela acorda e empurra Ares, que já esta com suas feições 'originais'. – Chega de brincadeiras! – Ela se controla para manter a voz firme e para não derramar lagrimas na frente dele.
- Quando isso terminar Layla, lhe mostrarei uma brincadeira nova! – Ele sorri pervamente.
Ela o fita com receio. Mas não diz nada.
O deus concentra seu cosmo na sexta casa.
Casa de Virgem
As ondas de impacto do cosmo de Aiolia percorrem as escadarias ate os guerreiros.
O cosmo exausto do cavaleiro de Leão diminui.
- Pelo menos o idiota do Zaefhe acabou com ele. – Marco notava que o cosmo do general tinha sumido por completo.
- Essa é a casa de Virgem. Dizem que o cavaleiro que mora aqui é o homem mais próximo de deus. – Ayisha parecia se assustar com as próprias palavras.
A nota da general fez os outros pararem a alguns degraus do fim. A tensão era clara entre eles.
- As meninas querem umas férias? – Caspian azucrinava os outros.
- Andem logo! - A voz de Silas saiu como um gélido vento nórdico.
- Por Ares... como você está tagarela hoje! – Caspian fala jocoso. Afinal não era sempre que Silas falava duas frases em um único dia.
O olhar negro se Silas impõe silencio aos outros.
Os invasores se entre olham e se encaminham para dentro do templo. Silas os deixa passar e vira a cabeça para o inicio daquelas escadarias. Ele envia uma mensagem e recebe sua resposta afirmativa. O avatar segue atrás dos outros.
Os guerreiros de Ares caminham lentamente para o interior do templo.
Caspian se coloca ao lado de Silas. Ele bate no ombro do outro. - Ahh.. qual é!? O mudo enfrentando o cego??? não é todo dia que se vê isso!!! – Ele ri com gosto. Mas nenhum dos outros se atreve a imita-lo.
Silas, como sempre se limita a olhá-lo. Se fosse qualquer outra pessoa teria sido decapitada bem ali. Caspian era o único que falava assim com Silas e saia ileso.
- Admita! Sua vida ia ser um saco sem mim! – Caspian pisca para Silas.
A cosmo energia do cavaleiro se manifesta vindo do interior da casa. Os corredores se iluminam e ofusca a visão dos invasores. As paredes se torcem sobre si mesmas e somem. Mandalas e imagens como de afrescos indianos se formam no espaço ao redor deles.
Uma das mandalas se preenche de cosmo e voa em direção aos guerreiros. Silas vê o caminho do golpes, mas nada faz para avisar. O ataque acerta Caspian em cheio e o arremessa mais a frente. Os olhos rubis de Silas brilham com um sorriso.
O colega se levanta. – Sacanagem!
Silas dá de ombros, impassível.
- Vocês já foram longe demais! Não permitirei que sujem esse santuário com suas presenças desvirtuosas mais nem um segundo! – A voz em eco ressoa pelo templo de Virgem.
Os generais atacavam as imagens que se multiplicavam. Mas novas surgiam e continuavam atacando-os.
- Mas que droga! Assim não sairemos daqui nunca!
- Ayisha tem razão! Temos que destruir essa ilusão! Ou não conseguiremos encontrar a saída. – Eric, assim como os outros estava com dificuldades de se localizar. As ilusões planavam no ar e os atacavam por todas as direções.
Silas permanecia imóvel. Ele fecha os olhos e puxa a foice. A lâmina emite uma luz fosca e a conexão é feita.
O cosmo do deus da guerra flui por entre os templos e chega até a sexta casa.
Shaka tenta impedir, mas a armadura do avatar, assim como sua arma, intensifica o poder do deus. E há algo mais.
"Layla está ajudando a ampliar o alcance do cosmo de Ares!" – Ele podia senti-la dentro do santuário. Ilesa.
A mente do cavaleiro se desloca para a arena, onde ele pôde sentir as fagulhas do cosmo de Saga desaparecer. E há algum tempo, quando sentiu o cosmo de Kanon sumir. Ele pode ver a avatar traindo os gêmeos, como traiu todos no santuário. Sua calma se esvai em pedaços.
O cosmo do deus envolve o virginiano mais. Ares diminui a concentração do cavaleiro envolvendo com imagens dos acontecimentos que fraturaram o santuário nos últimos dias.
- Agora! Vão! – Silas ordena.
As paredes ressurgem entre piscadas do cosmo de Shaka. O corredor e a saída podem ser vistos pelos guerreiros.
Shaka percebe a movimentação em sua casa. – KAHN! – Ele invoca sua defesa e o cosmo de Ares é repelido.
- Droga! Não vai dar! – Marco percebe que o cosmo de Shaka se libertou e agora se concentra totalmente neles.
O golpe do cavaleiro corre em direção aos invasores. Silas pára de correr e se vira para encarar a energia que se aproxima.
Ele simplesmente estende os braços e bloqueia o cosmo.
Os outros seguem para fora de Virgem
- Muito interessante! Se seu deus não tivesse interferido vocês não teriam passado por mim! Voce deveria ter corrido como os outros!
O avatar se aproxima. E fita o cavaleiro. - Sou Silas, Avatar da Morte! Sua morte Shaka de Virgem! – Ele anuncia sem cerimônia.
- Avatar da Morte! Dizem que você controla o toque da morte com maestria.
- Dizem que você é o homem mais próximo de deus!
Eles se encaram.
- Pois quando acabar com você, estará mais próximo ainda de seu deus. – Silas acende seu cosmo e o chão a sua volta começa a trincar conforme a energia dele se expande. – TEMPO FINAL!
O golpe dele tem uma luz fosca amarelada e segue contra Shaka em ondas de intervalos irregulares.
- KAHN! – O cavaleiro ergue a defesa.
O cosmo pálido de Silas envolve a cúpula ao redor de Shaka e se choca com a barreira sem parar. A energia dourada do cavaleiro começa a perder seu brilho e esmorecer.
Shaka sente o poder do avatar. – "O poder dele... tudo o que ele toca... morre!"
O mármore do piso e das pilastras escurecia e esfarelava com o toque do vento energizado pelo cosmo de Silas.
Silas sorri mantendo o golpe em volta de Shaka. – Meu poder retira a vida de tudo o que toca! Inclusive seu cosmo cavaleiro!
Shaka sente a estrutura da redoma ao seu redor perder a resistência em cada toque do cosmo do Avatar. A energia de Silas se intensificava a cada onda que se aproximava e tocava cosmo dourado.
Shaka sente o poder do inimigo se intensificar. – "Se continuar assim vou acabar sendo derrotado."- A surpresa que seus pensamentos lhe causaram não o impediu de armar o contra ataque.
Virgem movimenta as mãos formando uma concha e criando uma bola de energia. Uma luz intensa emanava por entre os dedos dele. Ele se coloca de pé e seu cosmo se propaga brilhante pelo corredor de lutas. O mármore do chão surrado pelo cosmo corrosivo de Silas reflete o poder do indiano.
Os olhos negros do inimigo hesitam diante da luz dourada, mas o cosmo pálido não tremula.
- SEI SAN SARA! - Os braços do cavaleiro se abrem e vários feixes de luz se propagam dispersando o golpe do Avatar, atingindo-o logo em seguida.
A força do golpe envolve o avatar da morte e ele sente seu corpo ser imobilizado. O ataque se completa e Silas se vê lançado violentamente em outra dimensão.
- Os seis mundos são os lugares para onde você é enviado conforme suas obras neste mundo. E por tantos pecados que você tem cairá num desses mundos por toda a eternidade. – A voz de Shaka soava longe e Silas sentia cada vez mais envolto naquele poder.
Shaka já começava a se virar para sair de seu templo quando sente algo o atingi-lo com força. Seu corpo é jogado para trás bruscamente.
- Quanta arrogância! Isso foi uma tentativa de me mandar para o inferno Cavaleiro?
Shaka , que ainda estava caído, se vira para ver o Avatar se aproximando lentamente. Sua armadura em tons de um amarelo pálido parecia uma ossada, um esqueleto externo recobrindo todo o corpo de Silas. Apenas uma rachadura no ombro esquerdo denunciava o ataque que acabara de receber.
- Como... – Shaka estava abismado pelo retorno do Avatar.
O cosmo de Silas se propagava pelo chão corroendo e esmiuçado todo o mármore. – Eu sou o Avatar da morte! Nenhum mundo dos mortos não pode me aprisionar. – A expansão da energia do inimigo era esmagadora. Silas percebe o espanto que sua presença causa no cavaleiro e se aproveita disso.
– TEMPO FINAL!
Shaka sentiu o cosmo de Silas vibrar. O golpe do avatar veio no momento certo, atingindo o virginiano sem chance de defesa.
AAAAAAHHHHHHHH! – Shaka sente seu corpo queimar. Ele olha para sua armadura e percebe que onde o cosmo do Avatar a toca, o metal dourado se escurece e trinca devido à corrosão.
- Seu corpo vai virar pó juntamente com essa ridícula armadura. – Enquanto Silas fala, ele concentra sua energia em torno do cavaleiro de Virgem., intensificando mais ainda o golpe. A luz que emana do cosmo ofensivo deixa o ambiente com um aspecto doente. O ataque envolve o cavaleiro e o derruba no chão com toda força, desaparecendo logo em seguida.
Sabendo que ninguém poderia sobreviver ao seu golpe Silas se vira e começa a caminhar em direção a saída do templo.
Uma energia gigantesca se eleva a suas costas. A luz dourada tilinta o ar e Silas sente o ataque se aproximando. Mas a velocidade o surpreende e o Avatar só tem a chance de se virar e usar os próprios braços para se proteger do golpe.
A ferocidade do golpe empurra o homem, deixando os rastros de seus pés marcados no chão. Ainda de pé, mas um pouco distante de onde estava, Silas olha em volta e percebe que o cosmo que sentia se propagava ainda mais.
- Seu golpe é terrível.
- Shaka? Como você sobreviveu? – Agora era a vez de Silas parecer abismado com a visão do cavaleiro a sua frente.
- Você deveria saber que um mesmo golpe nunca pode ser lançado contra um cavaleiro duas vezes.
- Ora seu... – A fúria faz os olhos negros de Silas brilharem. Ele pode visualizar Shaka andando em sua direção.
Shaka tinha ferimentos no rosto e nos braços. Sua armadura dourada em muitas partes estava danificada, entretanto brilhava mais intensamente do que antes. Virgem pára de andar e concentra seu cosmo. Num movimento rápido retira seu rosário da palma da mão direita fazendo-o tilintar entre seus dedos.
- Agora é minha vez. RENDIÇÃO DIVINA! – Uma imensa aura rosa envolve Shaka e logo começa a se abrir em pétalas formando uma grande flor de lótus.
Silas tenta balancear o cosmo vivido de Shaka, mas seu cosmo lhe falta e ele não consegue balancear sua defesa. A luz que sai das mãos de Shaka acerta o avatar jogando-o longe. O corpo de Silas bate contra a parede lateral da casa de virgem destruindo-a por completo.
Virgem permanece parado, impassível. Ele sabia que seu golpe não havia atingido o avatar completamente.
O cosmo do avatar se expande esfarelando os destroços ao redor e chegando sorrateiramente ate o cavaleiro . Após alguns instantes, ele se levanta parecendo não ter sido afetado, mas Shaka pode perceber um leve tremor em sua convicção. A 'ossada-armadura' tinha se trincado no peitoral e no punho esquerdo.
Silas sorri. O mostrar de dentes que ele teimava em segurar era o mais estranho sorriso que Shaka já havia visto. Algo tão simples não combinava com o rosto dele. Com o rosto da morte.
- Isso é brincadeira de criança. – Silas fala pausadamente e num tom de voz sinistro. – Vou lhe mostrar o que é sofrimento. – O cosmo do avatar começa a emanar por entre a ossada da armadura, como o fogo fato que emana dos cemitérios nas noites mais sombrias.
Shaka sente o ar rasgar atrás de si. Ele se vira em tempo de ver a foice de Silas se lançar sobre ele. O virginiano desvia, mas a foice toca seu braço de leve, o suficiente para sentir seu sangue correr por seu fio. A lamina curva se crava no chão entre os dois oponentes.
Shaka encara Silas. O rosto do avatar por entre a estranha energia que se propagava dele parecia um cadáver. O cheiro da morte exalava e o cosmo de Silas se tornava cada vez mais denso.
- Esse é o poder dele! – Shaka constata a intensidade do ataque.
- FANTASMAS DO PASSADO!
Shaka é atingido por uma imensa nevoa densa. Seu corpo parece comprimido por aquela nuvem e seus sentidos são suprimidos pelo cheiro acido que agora parecia exalar de seu próprio corpo. Tudo pareceu mudar diante de seus olhos. Imagens do passado voltam a sua mente como se fosse o presente.
A mente de Virgem pode ver o momento de sua primeira morte. Quando sua alma, pela primeira vez esteve no mundo e o deixou. Toda a dor da perda, o medo, o último suspiro e o frio. Ele viu o que Silas era. A morte que caminha por entre o tempo dos homens. Viu todas as outras mortes sucessivamente. Sentiu tudo o que o corpo perde e o medo de uma alma jovem diante do desconhecido que o leva a escuridão.
Doenças pelo seu corpo. A agonia de uma espada atravessando seu peito. O fogo ardendo em sua pele. A respiração falhando e a terrível sensação do sufocamento. Shaka cai de joelhos no chão diante de tão terríveis revivências. Ele sente que seu corpo morria um pouco com cada morte que revivia. Cada morte de seu corpo no passado tirava um pedaço de sua vida no presente.
- Padeça com cada morte que sofreu em todas suas vidas até que não reste mais nada em você além do fim. – Silas via o cavaleiro agonizar no chão.
O fétido poder do avatar se alastrava. Dentro da mente do cavaleiro as imagens se multiplicando e as sensações aumentando. Shaka sentia que seu fim estava próximo, seu corpo estava perdendo a força vital a cada momento. Logo não restaria nada.
Os sons lhe sumiram, e por um instante ele não sentiu nada. Ao longe, Virgem ouviu um voz conhecida lhe chamar.
- Shaka... Shaka...Shaka, não precisa temer a morte. Ela não é o fim. Somente uma transformação. – A voz de Buda soou em sua mente e Shaka conseguiu controlar sua dor. Flashes começaram a surgir e ele pode ver que de cada morte advinha um nascimento e uma nova elevação.
Silas observava o sofrimento do outro quando para sua surpresa uma aura dourada começou a rodear o corpo do cavaleiro sobrepujando seu golpe. E num estrondo toda a energia do golpe do Avatar foi engolida pelo cosmo dourado de Shaka.
Silas olha para Shaka que começava a se mexer.
– Devo admitir que o subestimei avatar da morte. - Shaka se levantava com dificuldade. Seus braços tremiam ao se apoiarem no chão para sustentar seu corpo. – Mas não posso permitir que prossiga... – Ao ficar de pé, Virgem titubeou sentindo o quanto seu corpo estava debilitado. - Nem que para isso tenha que dar a minha vida, vou acabar com você de uma vez. Conhecerá agora a maior sabedoria de Shaka de Virgem! TESOURO DO CÉU!
Vários círculos dourados começaram a se ampliar pelo ambiente e Silas constata que os olhos do cavaleiro de Virgem estavam abertos. As pupilas azuis daqueles homem guardavam o conhecimento e o poder de séculos.
Logo todo o local começou a se transformar e símbolos indianos. As imagens budistas ornavam todo o templo. O avatar da morte sente seu corpo todo adormecer.
- O Tesouro do Céu une ataque e defesa num só golpe.
O avatar tenta se libertar do cosmo dourado que o envolve, inutilmente.
- Agora Silas você perderá seus cinco sentidos. – Shaka olhava diretamente nos olhos do avatar. – Agora que meu golpe foi lançado, não há modo de escapar da morte. Um a um vou retirar seus sentidos, e vou começar pelo tato.
Silas sente seu corpo se torcer e perde a sensibilidade de sua pele. O avatar da morte olha para o cavaleiro e continuava parado a sua frente.
- Não se preocupe, acabarei com seu sofrimento de forma rápida. – Com um movimento de sua mão, Silas sente a energia de Shaka golpeá-lo novamente. Agora tanto seu olfato quanto seu paladar haviam desaparecido.
- "Eu não consigo mais falar. O poder dele é realmente incrível. O homem mais próximo de deus... é aquele que viveu mais de mil vidas entre os homens. Seu poder pode ser divino, mas sua fúria é ... mortal!"– Silas olha para Shaka e parece satisfeito. Ele sabe que quanto mais o homem a sua frente propagar seu cosmo, mais cedo amorte lhe tocará novamente.
- PRIVAÇÃO DOS SENTIDOS! - Com mais um movimento de seu rosário, Virgem concentra todo seu cosmo. O corpo do avatar sofre perdendo agora a visão e a audição. E em segundos de um agonizante silêncio, Silas continua de pé até que um poderoso feixe de luz cai diretamente sobre ele.
Finalmente, a tranqüilidade reinou no imenso templo de Virgem. Shaka observa por alguns instantes o corpo inerte do avatar. Um faiscar no canto dos olhos chama a atenção do indiano. Ele se vira em direção ao lampejo e vê a foice do avatar crava no chão. A lamina sugava todo o cosmo do cavaleiro.
A respiração do cavaleiro era irregular. Não agüentando mais o peso de seu próprio corpo, Shaka desaba de joelhos no chão. Seu corpo inteiro começa a sangrar, já que Virgem não controlava mais o fluxo de seu sangue para impedir as hemorragias. O liquido vermelho seguia os vincos no chão em direção a foice, cada vez mais embebida de seu sangue.
Tudo começa a escurecer diante de seus olhos e somente o baque surdo da colisão de seu corpo contra o chão ecoou pelo templo.
Star Hill
O invasor chega a beirada da montanha, exausto. Suas roupas talhadas pelas pedras afiadas da subida e suas mãos sangrando.
Ele se ajoelha tomando ar para se recuperar do esforço.
O cosmo do Grande Mestre se aproxima pelo caminho a frente.
"Droga!" – Ele observa o relógio de fogo ao longe. A chama azul da sexta casa acabara de se extinguir.
