N.A.: O que acontece se você junta reviews pedindo um capítulo novo e uma autora doida pra saber a opinião das pessoas? Resposta: uma postagem! :D
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DESPERTAR PARA A REALIDADE
CAPÍTULO 2
Enfim férias! Ela finalmente estava em casa! Apesar de sua irmã, estava feliz. Sentira muitas saudades de seus queridos pais durante as aulas. A única coisa que estragava toda essa alegria era o maldito trabalho que teria que fazer com o Potter. Ela estava sentada em uma poltrona folheando seu novo livro de Poções, comprado naquele mesmo dia no Beco Diagonal, quando sua mãe entrou na sala. Sentando-se em frente à filha, disse:
- Lily, a gente precisa conversar. Nós vamos precisar viajar. Sua avó não está muito bem e pediu para que fôssemos lhe fazer companhia e eu disse que passaríamos as férias com ela.
- Mas, mãe, eu não posso! Eu tenho que fazer esse trabalho. O professor disse que era importante para os exames do ano que vem!
- Então você pense bem e arranje uma solução.
- Eu poderia...
- Não, você não poderia ficar sozinha em casa. É muito perigoso.
- Está bem, mãe. Eu vou pensar no que se pode fazer e mais tarde eu te digo.
A mulher assentiu, deu um beijo na testa da filha e voltou para a cozinha. Lílian ficou mais um tempo sentada pensando até que uma bela e imponente coruja parda entrou pela janela aberta, pousando no braço da poltrona onde ela estava. Então lhe estendeu a pata, mostrando uma carta amarrada. Curiosa, a garota pegou o pergaminho e, desenrolando rapidamente, começou a ler:
"Querida Lily,
Conforme você tão carinhosamente me pediu, estou mandando esta carta para lhe avisar que já comprei meu livro de Poções. Confesso, minha ruivinha, que não entendi bulhufas do que tem que ser feito. Acho melhor combinarmos logo como faremos esse trabalho.
Você tem telefone? Ficaria mais fácil de resolver todos os detalhes do que por carta.
Espero ansiosamente sua resposta, juntamente com seu número de telefone.
Do sempre seu,
Tiago Potter".
Bufando de raiva, ela catou um pedaço limpo de papel e escreveu apenas o número do telefone de sua casa, amarrando-o na pata da coruja e levando-a até a janela. Em seguida, foi ao seu quarto, guardou a carta cuidadosamente (mesmo sem entender exatamente o porquê) e foi descansar. Acabou adormecendo.
Acordou sobressaltada com sua mãe chamando-a, meia hora depois, para atender o telefone. Qual não foi a sua surpresa ao ouvir a voz de Tiago Potter do outro lado da linha.
- Olá, minha flor!
- Potter? Já?
- Zeus acabou de chegar com seu número. Mas vamos ao que interessa. Como, onde e quando vamos nos encontrar?
- Olha, Potter, vou ser sincera com você... eu não tenho a mínima idéia. Na verdade, eu estou com alguns probleminhas aqui em casa...
- Que tipo de problemas? Há algo que eu possa fazer para ajudar?
- Penso que não. Minha avó não está muito bem e minha mãe disse que iríamos passar as férias com ela. Ela até que entendeu que eu não posso ir. Só que cismou em não me deixar ficar sozinha em casa, e eu não sei onde poderia ficar esse tempo todo.
- Aqui em casa.
- Hã?
- É, Lily! Está resolvido! Você vem passar as férias aqui em casa!
- QUÊ? – berrou. – Pirou na batatinha, foi, Potter?
- O que houve, Lily? – era sua mãe que chegava na sala assustada com o grito da filha.
- Ah, nada não, mãe. Só o Potter que endoidou. Imagina que ele está me chamando para passar as férias inteiras na casa dele!
- Não é ele com ele que você tem que estudar?
- É...
- Então, Lílian! Se você tem mesmo que fazer nesse trabalho, antes ficar na casa desse menino do que sozinha. Fale com ele, pergunte se não será incômodo e combine tudo.
A garota assentiu, resignada, e voltou ao telefone.
- O que houve?
- Nada... foi minha mãe que veio falar comigo. Enfim... tem certeza que não vai ser incômodo eu passar as férias na sua casa, Potter?
- Você vem? – o garoto se surpreendeu. Ele falara de brincadeira, nunca imaginaria que ela poderia aceitar.
- Você não chamou? Minha mãe achou uma boa idéia.
- Santa senhora Evans!!
- Menos, Potter, bem menos; quase nada. Como vai ser?
- Se você preferir, eu posso ir te buscar. Basta você me explicar direitinho como eu faço para chegar aí.
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No dia seguinte, às dez da manhã, Lílian já havia se arrumado e estava descendo suas malas para o hall da casa quando a campainha tocou. Sua mãe foi atender e ela ficou ouvindo das escadas.
- Bom dia!
- Ah, você deve ser o Tiago Potter?
- Em carne e osso! – ela ouviu a voz que menos queria ouvir no momento. Respirando fundo, continuou a arrastar seu malão em direção à porta. – E a senhora deve ser a sra. Evans!
- Eu mesma! Mas entre, entre. Quer um biscoito? Acabei de fazer.
- Quero! Adoro biscoitos caseiros!
A senhora, toda risonha, foi buscar enquanto Tiago esperava muito bem sentado na sala de estar. Petúnia entrou e, ao se deparar com aquele rapaz na sala de sua casa, se assustou:
- Quem é você?
- Tiago Potter, muito prazer – ele disse se levantando com um meio sorriso e estendendo a mão. – Você deve ser Petúnia Evans.
- Como você sabe? – ela perguntou desconfiada, ignorando a mão dele.
- Já ouvi a Lily falando de você na escola – ele respondeu, recolhendo a mão sem se abalar.
- Aquela anormal fala de mim?
- Pode ter certeza que não é bem – a ruiva disse enquanto entrava na sala arrastando o pesado malão. – Agora, irmãzinha querida, chispa daqui, vai. Vai atrás daquele seu namorado horroroso que você ganha mais do que enchendo meu saco.
A garota saiu resmungando. Eles apenas entenderam algo como "essas aberrações acham que podem mandar em mim... humpt". Rindo encabulado, Tiago comentou, quando a garota saiu:
- Simpática, ela, não?
- Você não imagina o quanto.
Ele abriu um sorriso.
- E aí, já pegou tudo?
- Consegui colocar tudo no malão.
- Ótimo! Acho que já podemos ir então...
- Não senhor! Você vai provar um de meus biscoitos! – a sra. Evans voltava agora com um prato cheio de biscoitos com generosas gotas de chocolate.
- Mãe!
- Ah, Lily, você já desceu? Quer um biscoito?
Completamente ruborizada, a ruivinha escondeu o rosto na mão enquanto Tiago dava uma risada e pegava um biscoito.
- Sra. Evans! Esse biscoito está magnífico! Qualquer dia desses a senhora tem que me ensinar como a senhora faz. Eu nunca consegui acertar o ponto da massa...
- Você cozinha?
- De vez em quando eu faço algumas coisinhas...
Espantada, Lílian parou no meio do caminho até o prato, surpresa com a revelação. Porém, disfarçando, pegou um biscoito e começou a comer. Tiago e a senhora continuaram a conversar sobre diversas receitas até que a ruivinha dissesse:
- Bem, o papo tá muito bom, mas acho que está na hora de irmos, não é mesmo?
- Você tem razão, Lily. Muito obrigado, sra. Evans.
- Que nada! Sinta-se a vontade para aparecer quando quiser para fazer uma visita!
"Era só o que me faltava, o Potter vir visitar a minha mãe para trocarem receitas... só falta começarem a tricotar... humpt".
Eles se despediram, sob uma chuva de recomendações da sra. Evans. "Deixe suas coisas arrumadas e limpas, Lily!", "Mande notícias, minha filha, nem que seja por um daqueles pássaros barulhentos!", "Ajude a sra. Potter, ouviu?", "Se comporte!!!", entre outras coisas que toda mãe diz quando você vai passar um tempo fora de casa. Depois de muito tempo, os dois garotos conseguiram sair, com Tiago carregando o pesado malão e indicando um carro parado à frente da casa.
- Você veio de táxi, Potter?
- Vim, meu pai não podia me acompanhar, ele está trabalhando...
- Eu não sabia que você sabe sobre transportes trouxas...
- Eu faço estudo dos trouxas em Hogwarts.
A garota não falou mais nada, apenas ficou observando o taxista lutando para encaixar a bagagem no maleiro. Após conseguir, todos entraram e Tiago deu as coordenadas necessárias. Tentou, então, puxar conversa com a garota.
- Então, enfim conheci sua família. Só não seu pai...
- Ele também está trabalhando.
- Ah... trouxe as p... o material? – ele se corrigiu ao perceber que o taxista prestava atenção na conversa deles.
- Claro, Potter, você acha que sou o quê?
Seu sorriso enfim murchou um pouco quando ele disse:
- Você bem que podia tentar começar a me chamar pelo meu nome, não é?
- Vou pensar no seu caso, Potter.
O garoto se mexeu desconfortável com a resposta e a garota pôde sentir seu perfume. "Nossa, como ele cheira bem... Lílian! Por favor, é o Potter! Se controle! Mas até que ele é bem bonitinho... e tem um perfume tão bom...".
- Lily? Você está me ouvindo?
- Hã? O que você dizia?
- A gente chegou.
Ele saiu dando-lhe passagem. Pagou o taxista, pegou o malão e, guiando a garota até a entrada da casa, anunciou:
- Seja bem-vinda, Lily, à casa dos Potter.
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N.A.: E aí, que acharam? *.* Agradecendo a Emma Cullen, a Fer C. Potter (taí a cara da criatura... xD não foi muito, maaas...), a Bellah (eu sei, esse negócio de trabalho de férias é esquisito, mas abafe esse pequeno porém ^^' eu precisava de uma desculpa capaz de convencê-la a ir para a casa dele... kkkkk) e a Aline Cullen.
Beijinhos e espero que vocês tenham gostado do novo capítulo. Até o próximo! o/
Evans.
