N.A.: Hello, people! Bom..visto que amanhã cedinho tou viajando, eis que vim postar mais cedo (geeeente, tou evoluindo de atrasos para adiantos! =O ) Boa leitura! ^^

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DESPERTAR PARA A REALIDADE

CAPÍTULO 8

O casal Potter chegou cansado porém satisfeito em casa. Aquela viagem havia sido um sucesso, apesar de todos os problemas que houveram. Melissa foi direto para a cozinha, preparar algo para eles enquanto Samuel passou no quarto do filho. Tencionava acordá-lo só para avisar que haviam chegado. Porém teve uma surpresa um pouco desagradável. Ao entrar no cômodo, encontrou o rapaz dormindo serenamente abraçado a Lílian. Ele concordava quando a esposa dizia que os dois adolescentes formavam um belo casal, mas conhecia o filho que tinha e se afeiçoara muito à menina para deixá-la cair na lábia de Tiago.

Aproximou-se da cama e cutucou levemente o rapaz, com cuidado para não acordar a garota. Tiago abriu os olhos, extremamente sonolento. Com esforço, conseguiu focar o pai, murmurando:

- Vocês já chegaram?

- Já. Vim justamente te avisar. E quando você acordar, passe no meu escritório, quero ter uma conversa com você.

O senhor saiu sem dizer mais nada, deixando o moreno bastante confuso. Ele se mexeu levemente, o que acabou por acordar Lílian, que, só agora ele lembrara, dormira ali.

- Bom dia, Tiago!

- Bom dia...

- Que houve? – ela perguntou ao notá-lo tão pensativo.

- Nada demais. Meu pai que apareceu para avisar que haviam chegado. Ele estava estranho. Me olhava de um modo esquisito e disse que quer ter uma conversa comigo...

Ela arregalou os olhos e se sentou, encarando-o.

- Ele me viu aqui?

- Deve ter visto, por quê?

- Ai, que vergonha!

- Hein? – o rapaz não estava entendendo nada. Viu, perplexo, a menina pegar o travesseiro e enfiá-lo na cara, extremamente vermelha. – O que houve, Lily?

- Tiago! Será que você não entendeu ainda?

- Entender o quê, criatura!?

- Seu pai entra no seu quarto e me vê aqui. Ele te olha esquisito e diz que quer conversar com você. Ele deve estar achando que nós... – ela corou mais ainda e sussurrou: - ... que nós...

- Ah, tá, já entendi...

Ele passou a mão pelos cabelos parecendo um pouco nervoso, mas depois abriu um grande sorriso.

- Bem, o que está feito, está feito. Vem cá, vem. Dá um abraço – ela sorriu e fez o que ele dissera. Ele beijou-lhe o topo da cabeça e perguntou num tom preocupado e terno: - Dormiu bem?

- Muitíssimo bem! E você?

- Mais ou menos...

- Por quê?

- Digamos que eu tive um pouco de dificuldade para adormecer.

Ela o olhou intrigada, mas ele apenas a abraçou e se deitou, deixando-a apoiada sobre seu peito. Ela sorriu e se ergueu um pouco, apenas para buscar os lábios dele, iniciando um suave e envolvente beijo.

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Uma hora depois, Tiago deixou sua mãe conversando animadamente com Lílian na cozinha e foi até o escritório, falar com o pai. Bateu na porta e, colocando a cabeça para dentro, e perguntou:

- Posso entrar?

- Claro.

Ele deu um pequeno sorriso tímido e entrou, fechando a porta e sentando-se na poltrona em frente à escrivaninha.

- O senhor disse que queria conversar comigo...

- Quero sim, Tiago – ele respirou profundamente, juntando as pontas dos dedos sobre a mesa antes de encarar o rapaz sentado a sua frente. – Meu filho, eu quero te fazer uma pergunta, e quero que você seja sincero. – O garoto apenas concordou com a cabeça e ele continuou: - Quais são suas intenções para com a Lílian?

- Como? – Tiago perguntou confuso.

- É isso mesmo que você ouviu. Pode não parecer, mas eu sei muito bem a fama que você tem no colégio, Tiago. Sei o que você faz com as garotas. Nunca me importei muito, pensando ser coisa da juventude. Mas agora você já é um homem, e não posso deixar você continuar machucando todas as garotas que passam por sua frente. Muito menos a Lily, que é essa menina adorável. Pode até parecer estranho eu estar te falando isso, admito, mas me afeiçoei demais a ela para permitir que você a faça sofrer.

Tiago esta boquiaberto. Ele encarou o pai durante alguns minutos, piscando confuso, até que soltou um suspiro e falou:

- Eu sei o quanto eu errei, pai. A própria Lily me passava isso na cara todo santo dia na escola, desde o quarto ano, quando eu comecei a me interessar por ela. Desde o começo ela nunca me deu bola. Apenas me dava foras, sem sequer deixar que eu falasse direito. Ela nunca me deu a oportunidade de uma real conversa, para tentar mostrar quem eu era de verdade. Talvez por isso eu tenha começado a sair com tantas garotas. Para tentar esquecê-la. Quando percebia que não dava certo, largava, partindo para outra. Isso acabou se tornando um hábito. E só piorou minha situação perante a ruiva. Além de sempre me dizer não, ela agora me xingava. Nunca havia imaginado que ela tivesse um vocabulário tão extenso. É nisso que dá ela ler tanto... – ele agora mantinha um olhar sonhador e desfocado enquanto falava. – Minhas intenções para com ela sempre foram as melhores possíveis. Eu não quero apenas poder tocá-la, beijá-la. Eu quero muito mais. Quero poder ficar ao lado dela, rindo com ela, consolando-a quando ela estiver triste, acalmando quando estiver nervosa, embalando-a após um pesadelo, como ontem, ter para quem contar tudo, desde besteiras até grandes segredos...

Ele suspirou e voltou a focalizar seu olhar em seu pai, que o encarava com os olhos brilhantes e um sorriso ao mesmo tempo compreensivo e alegre.

- Meu filho, você está apaixonado! – o rapaz corou profundamente o que arrancou uma gostosa gargalhada do homem a sua frente. Então ele lhe lançou um olhar maroto e perguntou: - E ela?

- O que tem ela? – ele perguntou ainda mais vermelho.

- Já sabe?

- Bom... saber, ela sabe.

- E o que ela disse, o que ela acha disso tudo?

- Na verdade, a gente tá namorando...

- Sério? – o homem se levantou de tanta alegria. O rapaz apenas sacudiu a cabeça afirmando. – Mas isso merece uma comemoração! Você pretendia me esconder isso até quando, mocinho?

- É que a gente só se entendeu ontem... – o rapaz balbuciou, perplexo com a reação de seu pai.

- O que estamos esperando? Vamos até a cozinha!

Ele saiu do escritório, levando o garoto com ele, passando o braço por sobre seu ombro, de modo que o maroto não teve outra alternativa senão segui-lo. Ao entrarem na cozinha, encontraram as duas mulheres conversando animadamente, mas elas pararam ao vê-los chegar. O sr. Potter abriu um grande sorriso e disse a altos brados, sacudindo o filho, que a esta altura estava mais vermelho que um pimentão.

- Abra o nosso melhor vinho, Melissa! Ou melhor, abra um champanhe! Vamos comemorar!

Enquanto a sra. Potter olhava para o marido sem entender nada, Lily olhou para Tiago, que apenas lhe lançou um olhar de desculpas mesclado a desespero, o que fez a menina ficar tão ou mais corada que ele, além de arregalar os olhos. Mas nenhum dos outros dois percebeu essa comunicação.

- Isso aí, Mel, temos que comemorar! Nosso filho finalmente tomou vergonha na cara!

- Pai!

- O Tiago finalmente arranjou alguém que fosse capaz de aplacar esse fogo sem fim dele! – o sr. Potter continuou ignorando o filho.

A sra. Potter pareceu confusa. Olhou para o filho e em seguida para a menina ao seu lado, ambos extremamente ruborizados. Então soltou um gritinho de alegria e correu para a dispensa, pegando uma garrafa de champanhe e resfriando-a com um toque da varinha. Entregou-a ao marido, que a abriu com estardalhaço, servindo-as em quatro taças e distribuindo-as entre todos. Enquanto o casal mais velho brindava, Tiago se aproximou de Lílian, explicando em poucas palavras o que acontecera. Ela sorriu abertamente e disse misteriosa, mirando o jeito espalhafatoso do sr. Potter:

- Pelo visto você é mais parecido com seu pai do que eu imaginava.

Ele lhe lançou um olhar de dúvida e ela apenas riu, indo colocar mais um pouco de champanhe. Nisso o sr. Potter se aproximou de Tiago, dizendo:

- Ei, Tiago, você ouviu falar duma nova boate que abriu aqui perto?

- Não.

- Nem eu. Sua mãe quem comentou outro dia. Por que qualquer dia desses você não leva a Lily? Aí se for boa, eu levo a sua mãe.

- E eu tenho cara de cobaia?

O homem soltou uma gargalhada antes de lhe lançar um olhar maroto, sem dizer mais nada. O garoto ficou pensativo, até que ouviu um tilintar bem próximo a si. Lily havia chegado e tocava sua taça na dele, sorrindo timidamente, enquanto sussurrava em seu ouvido:

- A nós.

Eles tomaram um pequeno gole, se encarando, então ele sorriu e se aproximou, dando apenas um selinho ao se lembrar da presença dos pais. Em seguida ele perguntou:

- Lily, você já foi a uma boate?

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N.A.: Ah, eu quero um Tiago Potter pra falar de mim assim tambééém! T.T Mas o sogro exagerado eu dispenso, obrigada... '.'

Aline Cullen: *.* Aaahh, amei saber que tu achou o ultimo capítulo fofo, sabiaa? *olhinhos brilhando* Continue lendo e continue comentando! \o/

ana!: Digaíí, toda vez que tu tivesse um pesadelo ter um colinho totoso daqueles, que magavilhaaaa *.* E eu tou ligada q bio tem mt química, mas a matéria de química que eu tive non tinha absolutamente nada a ver com a química que tem em bio kkkkkkk coisas da vida, coisas da vida.... cinema parece ser legal *.* Uma vez li um livro que era ambientado na indústria do cinema, parece ser muito massa :D

Fer C. Potter: Pq eu descobri que adoro te fazer ficar com inveja da Lils :D Pelo menos é alguém para compartilhar comigo dessa inveja toda! \o/ kkkkk Aguarde essa boate... D bjokas x**

Lidia Rosa: E eu num seeei? É por esse vício que eu procuro ao máximo evitar atrasos na postagem.. ^^' Ta aí mais um capítulo, garota! \o/ :D

Bellah: Com um Tiago desses pra confortar a gente, quem tem medo de pesadelos, neaah? *.* rsrsr

Aaaah, gente, estou tão realizadaaaa! Quase 30 reviews! *.* Tou viajando amanhã, volto no domingo... se vocês capricharem nos reviews, posso pensar seriamente em ser boazinha e postar um capítulo no domingo de noite, que acham? ;D Só depende de vocês. Como? Comentem, comentem! \o/

Beijinhos a quem estiver lendo isso x***

Evans.