N.A.: Sem enrolações, eis o capítulo oito! :D
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HARRY POTTER E A DESCOBERTA DO AMOR
CAPÍTULO VIIIEXPLICAÇÕES
Harry abriu os olhos devagar. Sua vista estava embaçada. Alguém havia tirado seus óculos. Onde estava? Não sabia. O que acontecera? Não lembrava.
- Ah, que bom que você acordou, Harry! – disse Dumbledore, que estava sentado em uma cadeira ao lado da cama onde ele estava.
- Alvo! O que aconteceu? Onde estou?
- Na Ala Hospitalar, Harry – disse o diretor lhe entregando seus óculos.
Ele se sentou e então lembrou de todo o ocorrido nos jardins da escola. Então repetiu a pergunta:
- O que aconteceu?
- Acalme-se, Harry, eu vou explicar tudo a você. O que aconteceu foi uma invasão de dementadores. Eles fugiram de Azkaban para se juntar a Voldemort, levando junto consigo todos os Comensais que lá estavam presos.
- E o que foi aquilo nos jardins? Eu não lembro direito. Só sei que conjurei meu Patrono e depois vi que ele meio que se misturou com outro, uma fênix acho, e se transformou numa coisa dourada que emitia uma luz muito forte. Depois tudo fica muito confuso... sei que a coisa espantou todos os dementadores... e depois acordei aqui.
Dumbledore suspirou antes de responder:
- Harry, aquela coisa, como você diz, se chama Patrono Dourado, e ele não afugentou simplesmente os dementadores, ele os destruiu. Os Patronos Dourados são extremamente raros. Ele ocorre quando dois bruxos que têm algum tipo de laço afetivo conjuram seus Patronos ao mesmo tempo, e em uma situação de perigo extremo e que apresente risco a muitas vidas. Porém esses dois bruxos têm que ter um alto poder de magia para conseguir conjurá-lo – ele suspirou e continuou: - Sabe, Harry, esse Patrono Dourado foi realmente inesperado, surpreendeu a todos os professores. Muitos deles nunca sequer haviam visto um. Mas ele ajudou de uma forma que você nem imagina. Ele salvou a escola, Harry!
Harry ficou extremamente corado e resolveu desviar um pouco o assunto, perguntando:
- Mas por que eu desmaiei, Alvo?
- Porque você não estava preparado para isso, nunca sequer ouvira falar nele, não é mesmo? – Harry concordou com a cabeça e Dumbledore continuou: - Você desmaiou porque esse tipo de Patrono suga muita energia, e você não sabia como guardar um pouco dela. Entendeu?
Harry balançou a cabeça afirmando, mas parou ao perceber que isso fazia com que ela doesse mais ainda. Dumbledore falou:
- Só para você saber, já faz um mês que você está aqui.
- Um mês!?! – ele se assustou. Quando se acalmou um pouco, perguntou: - E cadê a Mione e o Rony?
- Eu já mandei chamar o Sr. Weasley. Ele deve chegar a qualquer momento.
- E a Mione. Não foi, Alvo? – ele perguntou desconfiado. Tinha a impressão de que o diretor estava escondendo algo dele, afinal era de se esperar que a Hermione estivesse ao seu lado quando ele acordasse. Mas, por outro lado, como ele estivera dormindo no último mês, ela deveria estar assistindo alguma aula... Ele se sentou na cama sério e perguntou: - Cadê a Hermione, Alvo?
O diretor o olhou de forma paternal e disse:
- Harry, você vai ter que ser forte, pois aconteceu algo totalmente imprevisto. A Srta. Granger foi... – mas ele não pôde continuar, pois a porta da enfermaria bateu com tudo e Rony entrou e foi correndo até a cama de Harry, muito pálido, e desatou a falar:
- Que bom que você acordou, cara, eu tava preocupado. Olha, Harry, não foi minha culpa, eu não vi que ... – Dumbledore o interrompeu dizendo:
- Sr. Weasley, eu estava entrando nesse assunto agora. Por favor, se sente – ele conjurou uma cadeira para Rony, que sentou corado e ficou olhando para Dumbledore calado. O diretor continuou:
- Bom, Harry, é que aconteceu uma coisa no baile durante a invasão que você precisa saber. Enquanto combatíamos os dementadores nos jardins, três comensais entraram no castelo e estuporaram as Srtas. Granger e Loovegood e o Sr. Weasley aqui. Depois levaram a Srta. Granger para fora dos terrenos de Hogwarts e de lá a transportaram para o esconderijo deles. Suponho que Voldemort saiba que você permaneceu dormindo durante esse mês, apesar de não ter certeza de como ele poderia saber. Encontramos junto do Sr. Weasley uma carta, Harry, uma carta endereçada a você – tirou um envelope preto e o entregou a Harry. Na frente tinha o nome dele em letras prateadas. Assim que Harry tocou o envelope, sentiu uma pontada muito forte em sua cicatriz, como a muito tempo não sentia. Ele disse, ainda um pouco fraco:
- Se ele sabia que eu estava dormindo, Alvo, agora ele sabe que já acordei – ele massageou a cicatriz um pouco com os nós dos dedos e depois abriu o envelope, retirou um pergaminho preto e começou a ler em voz alta:
Potter,
Estou deixando esta carta para te avisar que raptei sua namorada. Eu irei saber quando lê-la, pode ter certeza. Saiba que nada de mal irá acontecer a ela... por enquanto.
Em breve mandarei outra carta, dando-lhe instruções para vir até mim resgatar sua namoradinha sangue-ruim.
Avise ao Dumbledore que não adianta lançar feitiços de localização ou de qualquer outro tipo para me achar. Estou protegido pela melhor e mais antiga Magia Negra que existe.
Bem, esteja avisado e aguarde notícias minhas.
Ass.: Voldemort.
Assim que Harry terminou de ler, a carta pegou fogo, assim como o envelope. Dumbledore ainda tentou apagar com um aceno da varinha, mas ela já se transformara em cinzas. Porém Harry nem percebera, estava, pela primeira vez na vida, com medo. Medo de verdade, puro, aterrorizante. Medo de que acontecesse algo com Hermione. Ele sabia que não agüentaria perder outra pessoa que ama para Voldemort. Ele encarou Dumbledore, que suspirou e disse:
- Vou avisar aos outros professores que você acordou. Todos estão muito preocupados. Ronald, se importa de fazer um pouco de companhia ao Harry? – e saiu sem dizer mais nada.
- É, estavam todos preocupados com você mesmo, exceto, óbvio, o Snape, pelo menos aparentemente. Já a Trelawney passou a andar para o castelo alardeando que você tinha morrido tragicamente como ela previra e estavam abafando o caso... não sei como Dumbledore aceitou essa charlatã de volta, mas ele desmentiu todos os boatos um dia no café da manhã... – deu um sorrisinho nervoso para Harry e disse: - Olha, cara, eu realmente não pude fazer nada...
- Deixe isso pra lá, Rony, eu sei que você não teve culpa... – ele suspirou e disse: - Só o que podemos fazer agora é esperar. Mas eu tenho uma pergunta pra te fazer.
- Qual?
- Como foi com a Luna?
- Ah... – ele corou um pouco e respondeu: - Ela me deu o fora.
- Como?
- Bem, quando eu falei tudo o que sentia por ela, ela disse que se sentia honrada, que eu sou um cara muito legal, que gostou de eu ter lhe dito e coisa e tal, mas que não sentia a mesma coisa e só queria ser minha amiga... E foi isso, agora somos apenas bons amigos.
- Poxa, que pena.
- Não precisa, sério mesmo, eu já deixei isso pra lá, já passou.
Eles ficariam conversando até mais tarde se Madame Ponfrey não tivesse chegado e expulsado o Rony, alegando que Harry precisava descansar. Os dois ainda tentaram argumentar dizendo que ele passara o último mês dormindo, mas ela foi irredutível.
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N.A.: Pronto... tão aí algumas das explicações não dadas.. rsrs que acharam? :D
Marcia B. S.: Não te preocupa q o Draco não vai ser comensal não... mas infelizmente ele não volta a aparecer tão cedo... desculpa por isso... =/ espero que tenha conseguido explicar tudo! :D bjokas
K: Aeee, brigadaaa! :D Bom, espero que tenha gostado desse capítulo, taí o que aconteceu a eles... ^^ continue acompanhando! :D
Beijinhos a quem estiver lendo isso e até o próximo capítulo! o/
Evans.
