N.A.: Gente, me desculpe pelo atraso... passei o fim de semana sem internet e só pude postar hoje... mas aí está o novo capítulo, boa leitura! o/
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HARRY POTTER E A DESCOBERTA DO AMOR
CAPÍTULO XMUDANÇAS E TREINAMENTO
- Bom dia, Harry. Vejo que conseguiu chegar sem ser visto – Harry tirou a capa e falou sorrindo:
- Consegui, Alvo, e também consegui passar pela primeira etapa do treinamento.
- Primeira etapa? Que primeira etapa?
Harry deu outro sorriso, pousou a gaiola de Edwiges e a capa de invisibilidade em uma das cadeiras em frente à escrivaninha do diretor, meteu a mão no bolso e tirou suas malas. Dumbledore sorriu e disse:
- Vejo que você resolveu bem a questão das malas – Harry sorriu. – Venha, Harry, vou lhe mostrar onde você vai ficar.
- Eu vou continuar aqui em Hogwarts?
- Claro! Aqui é mais seguro, o Ministério não fica sabendo dos feitiços aqui e é melhor até para mim... Não precisarei sair do colégio todos os dias. E se Voldemort escrever novamente... – Dumbledore foi interrompido pelas batidas na porta. Ele disse com urgência na voz: - Rápido, Harry, pegue a coruja e se cubra com a capa. Não faça nenhum tipo de barulho – o garoto obedeceu e ficou a um canto do escritório, enquanto o visitante entrava. Mais uma vez Edwiges, entendendo a gravidade da situação, ficara quieta.
Pela porta entraram Rony, completamente pálido, e a Profª Mcgonagall, que assim que entrou começou a falar:
- Dumbledore, esse menino apareceu na minha sala falando que o Potter havia sumido.
- Foi, professor, ele sumiu e todas as suas coisas também! – o diretor suspirou e disse:
- Eu sei, Sr. Weasley. Ele teve que viajar, por assim dizer. Se alguém perguntar alguma coisa, diga que ele foi visitar o tio, que ficou doente, e não sabe quando volta.
- Tá, eu digo, mas o que realmente está acontecendo?
- Isso, Rony, eu infelizmente não poderei lhe informar. Agora, por que você não vai para suas aulas enquanto eu dou uma palavrinha com a Minerva – Rony saiu muito confuso e a mulher perguntou:
- Alvo, o que aconteceu?
- Eu não posso falar nada, Minerva, por enquanto. Fale aos professores o mesmo que eu disse ao Sr. Weasley. Mas, para os outros alunos, fica a versão da doença do tio.
- Mas e as aulas do menino?
- Elas poderão esperar até as férias.
- Muito bem. Vou avisar os professores. Se precisar de mim, Alvo, é só chamar.
Dumbledore esperou ela sair e ter certeza que ela já estava distante. Então falou:
- Pode sair da capa, Harry. E me acompanhe.
Ele guiou o garoto até uma parede ao lado da porta, vazia exceto por um archote, o qual Dumbledore puxou. A parede se moveu revelando um corredor extenso e bem iluminado, com o chão de mármore e as paredes e o teto num tom de branco gelo. Ao longo das paredes de ambos os lados havia diversas portas, todas de cor creme, e, no final, havia uma grande porta dupla de carvalho. O diretor o conduziu até uma das portas ao lado da de carvalho e disse:
- Esse será seu quarto no próximo mês. O meu é aqui do lado. Suas refeições serão feitas no aposento que há por trás dessa porta em frente à sua. Se instale e tome seu café. Você terá a manhã livre. Almoce aqui também. Depois do almoço, virei aqui para começarmos. Mas eu terei que ir agora – dizendo isso, ele se retirou ao seu escritório, deixando para trás um Harry estupefato. Nunca vira um lugar como aquele, e ele sabia que ele não estava no Mapa do Maroto...
Deixando esses pensamentos de lado por agora, entrou no local indicado. Era um aposento de teto alto e escuro, piso de madeira e paredes num tom meio escuro de vinho. Havia uma cama de dossel, um criado-mudo, um armário, uma cômoda e uma escrivaninha. Na verdade, analisando melhor, ele achou o quarto bem parecido com o da Torre da Grifinória.
Assim que fechou a porta, Harry enfeitiçou suas malas, fazendo-as voltarem ao tamanho normal. Então começou a arrumar suas coisas, colocando as roupas na cômoda e seus materiais escolares no armário. Pôs algumas coisas no criado-mudo e na escrivaninha. Quando terminou de arrumar tudo cuidadosamente, já estava perto da hora do almoço. Agora ele estava urrando de fome. Voltou ao corredor e entrou pela outra porta que Dumbledore lhe indicara.
Era um ambiente muito claro, assim como o corredor, no qual havia uma mesa com cadeiras ao centro e balcões ao longo das paredes. Tinha uma pia e um armário com pratos e copos de tudo quanto é tamanho. Em uma das gavetas ele achou talheres. Havia, nos balcões, livros de feitiços caseiros, inclusive para fazer os mais variados pratos. Achou, nos armários, todo tipo de ingredientes.
Ele folheou um pouco os livros de receitas até que se decidiu por fazer uma macarronada, por ser mais simples. Convocou com a varinha tudo o que iria precisar. Seguiu todos os passos ao pé da letra, até conseguir terminar. Sentou-se à mesa e comeu. Até que estava bom.
- Pelo menos se eu sobreviver, não precisarei contratar alguma empregada ou cozinheira... – ele pensou em voz alta.
Quando estava terminando, a porta se abriu e por ela entrou Dumbledore, que disse:
- Essa macarronada está com uma cara ótima. Vejo que se virou muito bem. Pena eu já ter almoçado.
Eles riram e o homem se sentou para esperar Harry terminar e lavar os pratos. Depois se levantou e guiou o garoto a uma das outras portas. Entraram em um ambiente muito agradável, claro e sem móveis. Dumbledore fechou a porta e começou a dizer:
- Aqui será a maioria dos nossos encontros. Iremos treinar diariamente, pela manhã, pela tarde e, algumas vezes, pelo começo da noite. Você irá aprender a duelar, claro, mas irá também praticar Oclumência, para fechar sua mente, e Legilimência, para, se você conseguir, saber quando estão mentindo para você. Fará exercícios de meditação e ioga, para obter calma e paz interior, e telepatia.
- Telepatia?
- Sim, Harry. Eu tenho a certeza de que você tem um grande poder mental. Você precisa aprender a controlar esse poder e exercitá-lo, pois pode ser útil na hora de conjurar pequenos feitiços sem a varinha. Começaremos amanhã bem cedo, já que não temos tempo a perder.
E assim foi. Harry começou seu treinamento, estudando e praticando com afinco e atenção. Porém, por causa da falta de tempo, tinha que estudar os diversos ramos da magia simultaneamente. Se ele pensava que se sentiria só durante esse isolamento, se enganara. Não havia tempo para pensar nisso, e também, quando havia, ele conversava com Dumbledore, o que os tornou cada vez mais próximos.
Numa fria noite do início de fevereiro, após uma exaustiva aula de meditação e telepatia, Harry e Dumbledore conversavam à mesa da cozinha, enquanto Harry preparava um chocolate quente. Eles comentavam sobre os progressos do garoto naquela noite.
- Sabe, Harry, eu sabia que você tinha um grande poder telepático, mas nunca imaginei que fosse tão forte!
- É... eu consigo já fazer várias tarefas simples sem a varinha... Por exemplo – ele levitou as xícaras de chocolate até a mesa e se sentou em frente ao diretor, sorrindo encabulado. – Eu tenho aproveitado as tarefas do dia-a-dia para treinar e sempre medito antes de dormir.
- Muito bem, Harry.
Eles ficaram conversando mais um pouco. "Como esse menino tá mudado" Dumbledore pensou.
- Mudado como, Alvo?
Dumbledore se assustou. Ele não falara, só pensara. Isso só podia significar uma coisa.
- Harry, depois de duas semanas, você finalmente fez algum progresso em Legilimência... na verdade um grande progresso!
- Como assim, Alvo? Eu só repeti o que você disse...
- Harry, eu não falei nada, apenas pensei.
Agora Harry estava realmente confuso. Nos treinos, ele nunca conseguira saber se Dumbledore mentia para ele ou não. Só que agora não foi apenas isso, ele ouviu exatamente o que o outro pensou. Mas, para mudar de assunto, perguntou:
- Mas mesmo assim, Alvo, por que eu estou mudado? – Dumbledore sorriu e, seguindo a deixa, respondeu:
- Você amadureceu muito nessas duas semanas. Foi forçado a assumir responsabilidades que nenhum bruxo já teve em toda a vida. Eu me orgulho de você por causa disso, você está sabendo carregar esse fardo sem se preocupar demais, mas também sem ser displicente.
Harry abriu a boca, emocionado, mas a fechou sem saber o que dizer. Dumbledore o abraçou e ele retribuiu com força e disse:
- É, Alvo, agora você vai ter que controlar o que pensa perto de mim!
Eles riram e continuaram conversando durante algum tempo. Mais tarde, quando estavam saindo da cozinha, Dumbledore disse:
- Descanse bem, Harry, pois a partir de amanhã seu treinamento vai ficar mais pesado. Você já aprendeu toda a teoria, passaremos agora somente à pratica e a raciocínio lógico e rápido.
- Tudo bem – suspirou resignado. – Boa noite, Alvo.
- Boa noite, Harry.
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N.A.: Bem, eu vou postar dois capítulos hoje... Até o próximo! ^^
Beijinhos a quem estiver lendo isso o/
Evans.
