HARRY POTTER E A DESCOBERTA DO AMOR

CAPÍTULO XIII DESAFIOS

Assim que Harry saiu, conjurou espontaneamente um escudo, tamanho seu susto. Assim que cruzou o portal, uma manticora correu para cima dele, lançando seus ferrões. Ele sabia que seu feitiço protetor não duraria muito tempo. Então primeiro ele conjurou um tipo de bolha muito forte ao redor do rabo do animal, de forma que ele não lançasse mais ferrões. Em seguida o fez levitar, podendo sair do escudo e observar melhor o local. Havia uma parede mágica envolvendo aquela área, mas não havia uma saída, só a que ele acabara de usar para entrar. Então começou a conjurar, com a varinha, pequenos degraus na parede e foi subindo. A medida em que conjurava e subia, desfazia os primeiros, de modo que pôde, quando já estava a uma determinada altura, colocar a manticora, agora enfurecida, no chão. Quando chegou ao topo, conjurou o mesmo tipo de degrau na face externa do muro, de modo que conseguiu chegar ao solo.

Logo ele percebeu que havia duas trilhas a seguir. Enquanto tentava se resolver por qual seguir, saíram da trilha da direita duas pessoas. Harry não acreditou. Eram seus pais! Eles começaram a falar:

- Harry, meu filho como você está grande!

- Mãe, pai, como vocês vieram até aqui?

- Nós viemos lhe ajudar. O caminho certo é esse, Harry – Lílian Potter apontou para o caminho do qual acabara de sair. Tiago Potter falou:

- É, filho, esse é o caminho mais fácil.

Harry, que já ia em direção ao caminho que eles lhe indicaram, parou ao ouvir o que o homem dissera. Isso lhe trouxe à memória algo que Dumbledore dissera certa vez, há alguns anos: "Nem sempre o caminho correto é o mais fácil". Foi aí que ele percebeu que não havia como seus pais estarem ali, afinal eles estavam mortos, e os mortos não podem voltar quando bem entendem para ajudar os vivos. Usando-se da Legilimência, Harry descobriu que, no final do caminho que eles lhe indicavam, havia uma armadilha. Eram dois Comensais usando a Poção Polissuco. Estuporou-os e seguiu pelo caminho da esquerda.

Assim que chegou ao fim daquela trilha, um frio tremendo tomou conta de tudo. Logo depois ele os viu. Por trás das arvores havia muitos dementadores, mais de cem. Ele já sabia o que fazer. Pensando em Hermione, gritou:

- EXPECTO PATRONUM!

Saiu novamente aquele Patrono mais forte, branco e luminoso. O cervo galopou até os dementadores, fazendo-os desaparecer totalmente. Impressionado pela facilidade que o Patrono tivera com todos aqueles dementadores, prosseguiu pela nova trilha. Um pouco mais adiante ouviu um rugido. Ele esperava que não tivesse ouvido direito. Mas estava enganado.

Numa clareira mais a frente, lá estava ele: alto, forte, de couro grosso e furioso, um dragão, muito parecido com o Rabo Córneo-Húngaro do Torneio Tribruxo. Só que dessa vez ele tentaria uma estratégia diferente.

Concentrando-se bastante, executou o feitiço da Extinção, rezando para dar certo, já que, em geral, são precisos seis ou sete bruxos especializados para surtir efeito. Porém ele conseguiu. Não sabia como, mas conseguiu. Continuou andando pela trilha, temendo o que ainda iria encontrar.

Andou por um bom tempo sem encontrar nada. Estava começando a achar que agora só faltava lutar contra Voldemort, o que não era um consolo, quando ouviu alguns passos entre as árvores ao seu redor. Olhou discretamente para os lados e viu que vultos acompanhavam seus passos. Resolveu continuar andando como quem não sabe de nada até que chegou a uma grande clareira. À medida que avançava para o centro da mesma, os vultos fechavam o cerco. Quando haviam completado um círculo, começaram a se aproximar do centro, onde Harry se encontrava.

- Ora, ora, ora, se não é o bebezinho Potter outra vez?

Era Belatriz Lestrange imitando a mesma voz de bebê que fizera no Departamento de Mistérios no ano passado. Harry, que estava decidido a permanecer calmo, disse:

- Olá, Bela. Sabe, eu estou começando a achar que essa é realmente sua voz. Afinal, todas as vezes que nos encontramos você só fala assim.

- Não brinque comigo, Potter – ela disse com sua voz normal.

- Eu não estou brincando, Bela, só estou dando a minha opinião.

- A qual ninguém quer saber!! E pare de me chamar de Bela!!

- Por quê?

- Ora, seu moleque... – e ergueu a varinha. Logo todos os Comensais a seguiram.

- Vá com calma, Bela – era Rabicho.

- Isso, mesmo, o Lord das Trevas o quer vivo – Dessa vez quem falou foi Lúcio Malfoy.

Então, como se fossem uma única voz, todos os Comensais gritaram:

- ESTUPEFAÇA!

Harry meramente se abaixou, o que fez os feitiços se cruzarem e acertarem os próprios Comensais, estuporando todos.

- Mais fácil do que eu imaginava.

Atravessou a clareira e voltou a trilhar pela floresta. Chegou, após um tempo de caminhada, a mais uma parede mágica, só que dessa vez havia uma porta, pela qual ele entrou. Havia chegado ao final da trilha.