HARRY POTTER E A DESCOBERTA DO AMOR

CAPÍTULO XVIII INDO PARA CASA

- Eu vou dar um pulinho no meu dormitório, tomar um banho e depois a gente vai junto tomar café.

- Eu também vou dar uma passada no meu.

Eles estavam ao pé da escada que leva aos dormitórios femininos. Harry deu um selinho em Hermione e falou, rindo:

- Tô só imaginando a cara do Rony quando perceber que eu não dormi no quarto...

Hermione pareceu aterrorizada e disse:

- Você vai contar a ele o que aconteceu?

- Se você não quiser, eu não conto nada, Mi. Invento uma desculpa qualquer.

- Ah, vai, tudo bem, sem problemas, eu acho... mas agora é melhor eu ir pro dormitório. Até daqui a pouco – ela subiu as escadas e Harry foi ao seu próprio quarto. Assim que entrou, foi atacado por Rony, que disse baixinho para não acordar os outros garotos que ainda dormiam.

- Harry! Até que enfim você apareceu! Onde você se meteu tão cedo da manhã?

Harry estava com uma expressão maliciosa e o ruivo perguntou:

- É impressão minha ou você está chegando agora? – o sorriso do moreno aumentou. – Harry Potter, onde você passou a noite? Não me diga que...

- Foi na Torre da Grifinória, isso eu posso garantir.

- Não me diga que você e a Mione...

Harry confirmou com a cabeça. Rony o abraçou e disse:

- Caramba, Harry, por essa eu não esperava! O que eu posso dizer? Parabéns!

- Valeu. Agora, deixa eu tomar um banho para podermos ir tomar café.

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Meia hora depois eles adentraram no Salão Principal conversando mas se calaram surpresos. O local estava deserto. Hermione bateu com a mão na testa e disse:

- Droga, devemos ser os únicos acordados em todo o castelo!

- É isso que dá sair cedo do baile...

- Vem, gente, vamos para a cozinha.

Harry saiu do salão seguido pelos dois. Quando chegaram na cozinha tiveram outra surpresa: os professores estavam todos sentados a uma das grandes mesas se preparando para tomar café, porém com uma tremenda cara de sono. Dumbledore, quando os viu, deu um grande sorriso e disse:

- Mas que surpresa, os três acordados a essa hora só esperávamos alunos pra depois do meio-dia!

- É que ontem a gente saiu relativamente cedo – explicou Rony.

- E por que três alunos da Grifinória iriam sair cedo de um baile, perdendo a oportunidade de... se divertir?

- Severo, acho que isso não é da nossa conta, não é mesmo? – disse Dumbledore com um olhar reprovador para Snape. Virou-se para os garotos e falou: - Sentem-se, sentem-se, tomem café conosco. Dobby, traga mais três pratos, por favor.

O elfo obedeceu prontamente, mas quase os deixou cair quando viu quem mais estava na cozinha. Colocou-os na mesa e correu até os garotos guinchando:

- Harry Potter, meu senhor, há quanto tempo!

- Pois, é, Dobby, faz muito tempo mesmo que a gente não se vê.

-É... sentem-se, que Dobby vai servi-los.

Ele colocou uma diversidade de guloseimas na mesa e todos se serviram. Após um tempo, Hermione disse:

- Prof. Dumbledore, eu estive pensando... como eu vou fazer para recuperar a matéria de todo esse tempo?

- Ah, Srta. Granger, eu ainda não havia lhe avisado. Você e o Harry terão que ter aulas nas férias.

- Mas aonde? Aqui em Hogwarts mesmo?

- Sim, mas vocês terão que vir diariamente, já que precisam ficar com seus parentes, principalmente o Harry, não é mesmo, Harry?

Harry confirmou com a cabeça. Ele sabia o que o Dumbledore queria dizer: tinha que passar um tempo com os Dursley para poder fortalecer o feitiço de sua mãe.

- E como viremos, Alvo?

- Fawkes irá ajudá-los. No seu caso, Harry, só no começo, já que em breve você fará aniversário e poderá aparatar, além de poder usar magia fora da escola. Isso me lembra uma coisa: logo no começo das férias nos teremos que ir ao Ministério, Harry. Eles monitoram de perto poderes especiais. Precisamos informar sobre sua telepatia.

- Telepatia, Alvo?

- Sim, Minerva, o Harry desenvolveu uma alta capacidade telepática, ele pode... – mas foi interrompido por uma jarra de suco de abóbora que flutuava em frente a eles. Harry disse rindo:

- Suco, Minerva?

- Cla... claro!

Ele a serviu enquanto todos riam de seu espanto, exceto, claro, o Snape. Ela, para disfarçar, perguntou:

- E as provas dos dois, Alvo?

-Serão aplicadas lá pelo fim das férias.

Continuaram conversando até que Mcgonagall ouviu a voz de Harry em sua mente: "Não precisava mudar de assunto de forma tão radical". Ela se virou para ele e viu que o garoto a encarava. Ele sorriu e deu uma piscadela, antes de voltar a conversar com Hermione.

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O tempo passou voando e logo chegou o dia de ir embora. Logo pela manhã, os alunos receberam as notas finais, exceto Harry e Hermione, e os avisos de fim de ano.

Mais tarde, antes dos dois embarcarem, a Profª Mcgonagall entrou correndo no salão comunal e se dirigiu a eles ofegante:

- Potter, Granger, que bom que os encontrei. O prof. Dumbledore quer falar com ambos imediatamente – e saiu sem dizer mais nada.

Eles se levantaram, marcando de se encontrarem com o Rony no trem mais tarde e saíram. Assim que chegaram na sala do diretor, ele os saudou e mandou que se sentassem. Assim que obedeceram, ele começou a falar:

- Eu chamei vocês aqui para esclarecer alguns detalhes sobre essas férias. Todos os dias, às sete horas da manhã, vocês receberão um aviso de Fawkes para terminarem de se arrumar. Por volta das sete e meia, ele irá buscá-los, um de cada vez, é claro. Suas aulas começarão às oito horas e irá até as doze. Terão uma pausa para o almoço, podendo descansar ou fazer alguma pesquisa na biblioteca. As aulas recomeçarão às duas da tarde e prosseguirão até as seis. Seu almoço será na cozinha mesmo, se não se importarem. Suas aula serão com os respectivos professores de cada matéria. Será permitido fazer magia dentro da escola, mas não em suas casas. Suas aulas serão normais, ou seja, os professores poderão passar-lhes trabalhos e detenções. Suas provas serão mais para o fim das férias, com feitiços anti-cola e proteção reforçada contra Legilimência – ele deu um sorrisinho e continuou: - Vocês serão levados de volta as suas casas às oito. Poderão usar esse tempo para estudar, pesquisar ou tirar alguma dúvida com os professores. Nos finais de semana vocês não virão aqui para Hogwarts. Alguma pergunta?

- Eu tenho uma, Alvo. É impressão minha ou praticamente não teremos férias?

- Não é impressão sua, Harry.

- E, durante a semana, só iremos dormir em casa?

- Exato.

- Essas serão as melhores férias da minha vida!

Os três riram e o garoto continuou:

- Mas falando sério, Alvo, quando nós iremos o Ministério?

- O quanto antes, melhor. Vou aproveitar e dar entrada no seu teste de aparatação. Segunda-feira após suas aulas está bom para você?

- Claro!

Os dois se despediram e foram correndo à estação, pois já estava na hora do trem sair. Procuraram por Rony até o encontrarem na última cabine. Assim que entraram, ele disse:

- Cara, onde vocês se meteram? Quase que o trem sai sem vocês!

Os dois riram e explicaram o ocorrido.

A viagem correu bem. Em um momento, Draco Malfoy apareceu, sozinho, na cabine. Antes que ele dissesse alguma coisa, Harry falou:

- Se você veio insultar a Hermione ou me ameaçar, pode ir dando meia volta, Malfoy.

O loiro suspirou e disse com sua voz arrastada:

- Na verdade, Potter, eu vim aqui para pedir desculpas por tudo que lhe fiz durante esses seis anos e lhe dar os parabéns pelo sucesso contra o Lord das Trevas.

Harry o encarou desconfiado e disse:

- Tá, Malfoy, agora chispa daqui!

Malfoy saiu irritado e Hermione disse:

- Harry, você podia ter sido mais educado... Ele só estava pedindo desculpas.

- Que nada, Mi, você não viu o que eu vi quando o encarei. Nos olhos dele só havia ambição e interesse. É óbvio que ele só fez isso porque Voldemort foi destruído e o pai dele agora está preso.

Rony e Hermione se olharam impressionados mas nada mais disseram sobre o assunto. O resto da viagem foi tranqüila e os três atravessaram a passagem para o mundo dos trouxas juntos. Logo avistaram os Weasley, os Granger e os Dursley mais atrás. Falaram com os Weasley, que logo se despediram e foram embora. Depois Hermione disse:

- Vem cá, Harry, que eu quero lhe apresentar aos meus pais – e saiu arrastando o garoto, de modo que ele não teve nem tempo de ir falar com os Dursley. – Mãe, pai, esse aqui é o Harry Potter, meu namorado.

- Oh, muito prazer, Harry!

- O prazer é meu, Sra. Granger – ele respondeu, encabulado. Apertou a mão dela e depois a do Sr. Granger, que disse logo em seguida:

- Hermione, nos vamos esperar no carro para que vocês possam... se despedir – e saiu abraçado à esposa, deixando os dois adolescentes a sós, apesar de atentamente observados pelos Dursley. Hermione começou:

- Bem, é isso...

- É... boas férias.

- Pra você também.

Harry riu com gosto e a abraçou dizendo:

- Até segunda!

Ela riu também retribuindo o abraço. Ele se concentrou em algo de repente e depois sussurrou em seu ouvido, adquirindo um ar maroto e malicioso ao mesmo tempo:

- Quer ver algo realmente engraçado?

- O quê?

- Quer ou não? – perguntou, enquanto girava os dois, de modo que ele ficou de costas para os Dursley.

- Harry, o que você está aprontando?

- Você vai ver – então ele lhe deu um beijo de tirar o fôlego, daqueles de cinema, no meio da estação. Ela entendeu e então espiou por cima do ombro dele. Os Dursley olhavam a cena com uma cara ao mesmo tempo surpresa e assustada. Dando uma risadinha abafada, se entregou ao beijo, esquecendo tudo em volta.

Depois de um tempo, ele se separou dela com um grande sorriso nos lábios e disse:

- É... é o jeito eu ir com os Dursley mesmo.

- Infelizmente. Mas a gente se encontra na escola.

- Com certeza – ele lhe deu mais um beijo e disse, intercalando as palavras com selinhos: - Te amo muito mesmo... não me esqueça, viu?

- Jamais – ela o enlaçou pelo pescoço dando mais um beijo apaixonado. Então o soltou murmurando: - Tchau.

- Tchau, linda.

Ela foi correndo até a saída. Assim que a perdeu de vista, Harry encaminhou-se finalmente até os Dursley. Tio Valter imediatamente perguntou:

- Quem é aquela?

- Hermione Granger, minha namorada. Ela é de Hogwarts também – ele ia começar a ir para a saída para finalmente irem embora, mas tio Valter o puxou pelo braço e analisou sua testa perguntando:

- O que é isso, garoto? Agora você tem duas dessa cicatrizes horríveis? Por quê?

Ele se soltou e começou a explicar:

- Porque, mais uma vez, enfrentei o maior bruxo das Trevas de todos os tempos e ele tentou me lançar uma maldição mortal, e mais uma vez eu sobrevivi. Só que dessa vez eu o destruí de vez. Falando nisso, durante as férias terei que ir à escola todos os dias, mas não de trem, para repor as aulas dos últimos dois meses, já que um eu passei em coma e outro treinando para poder enfrentar Voldemort. Fora a tremenda preocupação pois ele havia seqüestrado a Hermione – ele concluiu com toda a calma do mundo.

Tio Valter e Duda olharam assustados para ele, mas tia Petúnia olhou de uma forma estranha, parecia ser... esperança? E perguntou:

- Então ele foi derrotado? Para sempre?

- Isso mesmo, tia.

- Ah, Harry, que bom! – e então, inesperadamente, ela o abraçou maternalmente e disse: - Vem, vamos para casa. Depois eu quero que você me conte tudo. Você deve ter tido um ano difícil.

E continuou falando coisas desse tipo, sobre depois querer saber o que ele havia feito nos outros anos... E assim Harry saiu da estação abraçado à tia, com o tio e o primo acompanhando-os estupefatos, para o que prometia ser um verão no mínimo interessante.

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N.A.: Bom, é isso, gente... Peço desculpas pela pressa, mas a questão é que ando correndo tanto que prefiro nem comentar... por isso resolvi postar a fic, pq ngm tem culpa se eu ando sem tempo rsrsrs

Espero que vocês tenham gostado de minha fic, Se quiserem, sintam-se extremamente à vontade para comentar (no botão logo abaixo :D) Aqueles que estiverem logados no , eu responderei via mensagem particular. Aos que não têm cadastro, agradeço desde já o review! :D

Beijinhos a quem estiver lendo isso,

Evans.