Um mês se passou.
Edward e eu nos víamos pelo menos duas vezes por semana e todo dia ao sair do trabalho ele me ligava. Ele dizia que falar comigo o fazia esquecer os problemas do dia.
Estávamos namorando oficialmente há três semanas. E há dois dias, ele veio jantar na minha casa pela primeira vez.
No início fiquei nervosa. Afinal, seria a primeira vez que eu apresentaria um namorado ao meu pai. Mas Charlie acabou adorando Edward. Eles passaram horas no sofá conversando enquanto eu ajudava minha mãe na cozinha. Depois do jantar meu pai roubou meu namorado mais uma vez. Eu estava quase implorando pela atenção de Edward quando ele finalmente resolveu liberá-lo para mim.
Minha mãe convenceu Charlie a ir assistir tv no quarto para que Edward e eu pudéssemos ficar sozinhos na sala, já que ele não aceitaria de maneira nenhuma nós dois no meu quarto. Mesmo assim, Charlie vinha de 15 em 15 minutos ao topo da escada para ficar de olho em nós. Eu ouvia seus movimentos toda vez.
Edward e eu começávamos uma conversa quando ouvíamos a tentativa de passos baixos de Charlie. Ele tinha uma incrível mania de andar arrastando o sapato. Isso me irritava em outros momentos, mas agora só consigo pensar em como é útil.
Assim que ouvíamos ele finalizar a inspeção e voltar para o quarto, nós nos atracávamos no sofá novamente.
Apesar das mãos bobas Edward e eu não "avançamos o sinal". Se é que me entendem. O corpo dele em muitas vezes deixou claro o quanto me queria. Mas eu não estava preparada para uma relação sexual agora. Não por ter medo ou porque Edward não é o cara certo, se é que existe isso, mas porque estávamos juntos há um mês e não vou entregar minha tão preciosa virgindade de mão beijada assim tão rápido. Mesmo que a pessoa na qual seria oferecido era Edward. Eu me dou ao respeito... ou pelo menos tento. Porque vou confessar, tem sido difícil.
Pulando essa parte. Edward era um perfeito cavalheiro e sabia tratar uma garota boba como eu. Minhas amigas também o adoravam. E a cada dia me surpreendo por ter conseguido um homem como ele. Nunca me achei uma garota de sorte, mas agora eu tenho Edward e não posso imaginar como ser menos sortuda.
Mesmo com tudo indo incrivelmente bem ainda tínhamos um problema. O pai de Edward não desistiu do acordo com o tal de Christopher Lewis. Edward tinha o prazo de 2 meses para se decidir e arrumar essa situação do casamento com Tania. Pensar nisso causava muita angústia em nós, por isso combinamos de não falar sobre isso até que tudo esteja resolvido.
Tania era um bicho no qual não conseguíamos evitar. Ela de alguma forma sempre estava nos lugares que eu ia com Edward. Na maioria das vezes eu me irritava com sua arrogância e ousadia ao vir falar conosco e fazer insinuações. Mas no fim, Edward sempre deixava claro que ela não fazia a menor diferença para ele, que era comigo que ele estava e com quem ele sempre gostaria de ficar. Isso sempre me acalmava e me fazia ver como eu devia aproveitar o momento, mesmo com Tania a espreita e louca para atacar. Eu não sabia por quanto tempo teria isso, então tentava aproveitar o quando podia.
Edward queria a todo custo que eu fosse conhecer sua família. Ele me falava tanto deles e eu gostaria muito de conhecê-los, mas sou uma garota sem graça, não sou nem de longe o tipo que deveria estar ao lado de Edward. E se a mãe e o irmão dele não gostasse de mim? Seria duas pessoas a mais fazendo a cabeça de Edward para casar com Tania.
Depois de ter implorado e de muitos bicos, cara de triste e "por favor, Bella" eu não consegui mais negar. Eu iria a casa de Edward, torceria pra que desse tudo certo e voltaria para casa com o ultimato. Porque sei que se a mãe dele não gostar de mim, com certeza seria o fim.
E hoje seria o grande dia. Eu finalmente iria conhecer a família Cullen.
Minhas unhas estavam sofrendo com toda tensão e ansiedade. Edward falava o tempo todo de como sua mãe me amaria, mas eu duvidava disso, já que eu não fazia o tipo de garota no qual eles estavam acostumados apresentar a ela.
Me vesti da forma mais simples tentando ao mesmo tempo ser um pouco chique.
Estávamos no carro há alguns minutos. Edward não parou de falar desde que entramos, mas não prestei atenção em nenhum momento. Eu só conseguia pensar que essa poderia ser nossa última noite.
Quando chegamos ao bairro de classe média alta esqueci tudo que estava na minha mente e me distrai com os belíssimos jardins e glamourosas mansões. Era tudo tão brilhante e bem cuidado...
O carro tinha parado mas só percebi alguns segundos depois, ainda assim continuei admirando o jardim
- la... ella... Bella!
Me virei para o banco do motorista sobressaltada. Edward sorria mas seu olhar estava preocupado.
- Você está bem? Quer voltar pra casa?
- Não! Tudo bem. Já estamos aqui então vamos logo
Edward desceu do carro e eu também. Ele veio para o meu lado e entrelaçou nossos dedos
- Pronta? - perguntou olhando a casa enorme a nossa frente. Era como uma apresentação, ele não disse que era sua casa mas pude perceber pelo seu olhar.
- Não, mas vou fingir que sim - Respondi e ouvi Edward rir.
Quando ele começou a me rebocar até sua casa aquele sorriso lindo continuava em seu rosto.
Edward estava confiante que sua família ia gostar de mim. Tentei sugar um pouco de sua confiança pensando que eu poderia ser uma garota muito pior. Eu poderia ter doze dedos, ser uma idosa, ter um pé de pato ou ser uma mendiga. Ao contrário de tudo isso eu sou só uma garota que se veste mal, que é filha do policial da cidade e que não é rica o suficiente para morar nesse bairro. Eu poderia ser mil vezes pior, então talvez eles gostem mesmo de mim.
...
Dona Esme, mãe de Edward, foi um amor comigo, literalmente. Ela me tratou com tanto carinho e simplicidade que fiquei com vergonha por pensar que eles não seriam humildes assim como Edward, afinal, foi por ela que foi criado.
Emmett, bom, tudo que Edward me disse não fazia jus ao verdadeiro garoto que ele era. Emm me fez rir da hora que entrei na casa até o momento que fechei a porta do carro para ir embora. Nem quando estávamos na mesa do jantar fui poupada de suas piadas bobas. Vi em Emmett o irmão que sempre sonhei. Ele fazia qualquer momento tenso se transformar em piada. Eu o amei, quase me senti parte da família.
Mas infelizmente nem tudo foi perfeito. O pai de Edward não ficou para o jantar. Quando chegamos ele já não estava e deixou avisado que não estaria presente. Esme anunciou a ausência do marido com os olhos tristes, disse até que sentia muito. Mas ao meu lado Edward suspirou em alívio. Acho que ele não queria a presença do pai tanto quanto eu. Mas o momento desconfortável se esvaiu assim que Emmett apareceu para se apresentar. Bom, não preciso repetir o quanto foi divertido.
Na hora de ir embora Esme insistiu para que eu voltasse logo, mais especificamente em um almoço no próximo domingo, assim eu poderia aproveitar e passar a tarde com sua família na piscina. Concordei. Disse que faria o máximo para vir.
- Você vem mesmo no domingo?
Na minha mente já estava a confirmação. Só não sabia se devia dizer agora.
- Acho que não - Mais uma vez me deixei levar pelas paisagens do bairro luxuoso
- Por quê?
- Não quero afastar seu pai de novo.
- Bobagem!
- Amei sua mãe e Emmett. Foram além das minha expectativas - Olhei para ele sorrindo
- Quais eram suas expectativas?
- Uma mulher fútil e ignorante. Um garoto com aparecia de homem, mas é mimado e folgado. Um homem arrogante, exalando ambição, que fuma charuto e distribui olhar de nojo para pessoas como eu. Não cheguei a conhecer o último então ainda não consigo mudar minha definição
- Nossa - Edward ria alto - Como eu seria em uma família assim? Meu pai não parece tão perigoso, ele até parece muito dócil
- Você seria o filho bonzinho. A "ovelha branca" da família. No qual os pais colocam todas as apostas para continuar o império, mas ele sempre acaba os decepcionando porque não aceita esse estilo de vida e quer fazer tudo da maneira certa, sem entrar na sujeira deles
- Isso parece uma família mafiosa - disse rindo - O que você anda assistindo?
- Boa pergunta - respondi rindo também
Tão rápido quanto eu poderia pensar, já estávamos na porta da minha casa. Eu não queria me despedir de Edward. Tive uma ótima noite com ele e sua família, não queria que meu conto de fadas acabasse
- Quando vou te ver de novo? - perguntei enquanto acariciava seu rosto. Sua pele era tão macia, como um bebê. Eu não me importaria de fazer carinho em seu rosto para sempre
- Ainda essa semana. Não consigo ficar muito tempo longe de você.
Sorri. Ele era tão perfeito. Aproximei nossos rostos e o beijei. Nossas línguas se movimentavam em sincronia. Ali com os lábios dele colado ao meu, eu conseguia esquecer tudo que acontecia ao nosso redor.
Era inevitável não perceber como mudei nesse tempo que estive com Edward. Eu me sentia tão mais madura, e de certa forma isso era uma coisa boa.
O ar ficou escasso e separamos nossos lábios. Deixei meu rosto próximo do dele e olhei em seus olhos
- Eu te amo - pensei, mas vi os olhos de Edward brilharem e um sorriso incrível aparecer. Droga! Eu falei em voz alta
- Eu também te amo pequena - ele me puxou para seu colo e ficamos abraçados por um tempo.
Eu não conseguia parar de sorrir pelo que tinha acabado de acontecer.
Ele disse que me ama.
Edward me ama.
Eu, essa garota boba e simples, mas que faria tudo por ele porque já está completamente apaixonada.
Nesse momento percebi o quanto estava disposta a lutar pelo amor de Edward. Eu não deixaria que umazinha qualquer - ok, nem tão qualquer assim - tirasse o amor da minha vida por causa de uma maldita empresa.
Eu tenho que fazer alguma coisa
Esse capítulo foi pra compensar o excesso de dialogo dos outros rs
Primeiro: desculpem a demora. Tive problemas com o notebook, o word e enfim.
Segundo: A partir daqui a monotonia acaba. As coisas vão começar a acontecer. Não pretendo estender muito, então pode ser que aconteçam um pouco rápido.
E terceiro e último: me deixem um reviewzinho? isso anima bastante e no momento é o que eu preciso. Estou bem desanimada com essa fic
Beijinhos
obs: o links da roupa da Bella para conhecer a familia de Edward está no meu perfil
