Crepúsculo da Eternidade
Cinza
É tudo o que você queria, é tudo o que você não queria
É uma porta se abrindo e uma porta se fechando
Algumas orações acham uma resposta
Algumas orações nunca sabem
Nós estamos segurando firme e deixando ir
(Holding on and Letting go – Ross Copperman)
"Bela casa, Niklaus" a bruxa diz, caminhando e observando o interior da mansão recém-reformada "Quem fez o trabalho?"
"Meus híbridos" o original responde.
"Seus híbridos?" Sophia pergunta, a surpresa clara em sua voz "Então você finalmente conseguiu quebrar a maldição?"
"Sim" Klaus responde, sorrindo "Nós temos muito sobre o que conversar, Sophia." com passos lentos, o híbrido se aproxima da bruxa "Acredito que esteja com sede. Por que não troca de roupa e então dividimos uma bebida? Há um quarto preparado para você" o original faz um movimento em direção à escada.
A bruxa olha na direção em que o híbrido aponta, mas logo o olhar azul volta a cair sobre o original e um sorriso nasce nos lábios vermelhos. "Como quiser, Niklaus"
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Em seu quarto, Sophia observa o próprio reflexo no espelho, os dedos tocando o pingente vermelho que sempre carrega consigo. Desviando o olhar, a bruxa vê uma calça negra e uma camisa branca colocadas sobre a cama. Antes de vesti-las, a bruxa toca as peças, sentindo a textura dos tecidos e se perguntando o que Klaus quer despertando-a.
Depois de trocar a roupa, Sophia prende o cabelo em um rabo de cavalo alto e volta ao andar inferior. Seja qual for o plano de Klaus, a bruxa sabe que não pode confiar completamente no original.
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"O que quer de mim, Klaus?" a bruxa pergunta e leva a taça de sangue aos lábios, o olhar azul nunca desviando da face do híbrido.
"Preciso da sua ajuda para recuperar algo que me foi roubado" o original responde, olhando diretamente nos olhos de Sophia.
"O que roubaram de você?" os dedos pálidos da jovem depositam a taça sobre a mesa de madeira.
"Nossa família"
Ante a resposta de Klaus, a surpresa nasce na forma de uma sombra nos olhos de Sophia. "Nossa...?" ela começa, mas Klaus a interrompe, explicando.
"Os caixões onde eles repousam, para ser mais preciso"
"Oh" Sophia diz "Então eu não fui a única em quem você enfiou uma adaga." um sorriso aparece nos lábios vermelhos quando a bruxa percebe a expressão do original tremer, a raiva sendo contida "Quem conseguiu roubá-lo? E por quê?"
"Stefan Salvatore" o original responde "Vingança"
"Que outro motivo haveria, não?" Sophia pergunta, relaxando na cadeira "Por que eu deveria ajudá-lo, Niklaus? Por sua causa passei os últimos cinquenta anos presa em um caixão" raiva e ressentimento podem ser ouvidos na voz da bruxa.
Klaus se inclina sobre a mesa, o olhar ainda preso ao de Sophia e responde: "Porque, pelo que me lembro, umas das poucas coisas em que sempre concordamos é que família está acima de tudo"
A bruxa não responde imediatamente, ficando em silêncio por longos minutos, analisando as palavras do vampiro "Quatro caixões?" ela pergunta por fim "Seus quatro irmãos?"
O original demora alguns segundos para responder "Sim", ao que Sophia sorri, sabendo que o híbrido está mentindo, se não de todo, pelo menos em parte.
"E esse... Stefan?" a bruxa pergunta "Ele é realmente uma ameaça a você?"
"Não, mas assim como eu, ele tem uma bruxa do lado dele" Klaus responde, voltando a encostar as costas no encosto da cadeira "A ajuda dela faz com seja mais complicado para eu achar os caixões"
"E por isso você me despertou" Sophia observa "Para usar fogo contra fogo"
"Ela é uma Bennett" o original diz.
"Uma linhagem poderosa"
"Não tanto quanto a sua linhagem" Klaus sorri.
Sophia retribui com outro sorriso "Minha linhagem é... Especial" o silêncio reina por alguns segundos até que a bruxa volta a falar "O que você fez a Stefan para que ele queira se vingar, Klaus?"
O vampiro dá de ombros e responde: "Mostrei a ele quem ele realmente é"
"Imagino que isso não tenha obtido muito sucesso" Sophia diz, fazendo o sorriso nos lábios do híbrido aumentar "Mais alguém com quem eu deva me preocupar?"
"O irmão dele, Damon Salvatore" a postura de Sophia fraqueja quando o nome é dito "E a amada deles, Elena. Ela é a cópia e..." o tom de Klaus adquire um tom baixo e sério "Não deve ser ferida"
"Naturalmente" Sophia diz.
"Ótimo" o original diz, voltando a sorrir e servindo mais sangue para ambos "Fico feliz que tenhamos nos entendido" Klaus oferece um brinde, que Sophia aceita em silêncio.
"Eu não diria que nos entendemos, Niklaus" a bruxa pensa, levando a taça aos lábios.
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"Então?" o vampiro pergunta, olhando para a bruxa "Por que fui proibido de vir ontem?"
"Eu tinha alguns assuntos de família para resolver e não queria que você se envolvesse" Sophia responde.
Damon assentiu. "Isso não soa verdadeiro, mas tudo bem" havia sarcasmo na voz do vampiro.
"É a verdade" a bruxa disse e olhou nos olhos do vampiro "Você tem família, Damon?"
"Não" ele respondeu, a imagem do irmão na mente.
"Você não tem ou não considera que tem?" Sophia pergunta, acariciando a face do vampiro com as pontas dos dedos.
"Isso importa?" Damon perguntou com uma ponta de mágoa na voz.
"Claro" a bruxa respondeu "Não há nesse mundo que seja mais importante do que a família"
"Você tem uma família" o vampiro observou.
Sophia assentiu. "Os Mikaelson. Qual é a sua família, Damon?"
"Os Salvatore" o vampiro respondeu e então sorriu de canto "Mas eu sou o último"
"Isso é mentira" a bruxa disse, surpreendendo o vampiro "Lembre-se, Damon: no amor ou no ódio, família acima de tudo"
"Família acima de tudo" o vampiro repete em um sussurro.
"Você acha mesmo?" a voz familiar desperta Damon, tirando-o de suas lembranças.
"Elena!" ao ver a humana, o vampiro se levanta, deixando o copo que segurava sobre a mesa e indo até ela "O que faz aqui?"
"Eu quero que você me diga quem é a bruxa com quem Bonnie sonhou" Damon revira os olhos e Elena continua "Eu sei que você sabe quem ela é"
"Eu. Não. Sei" o vampiro responde pontuando cada palavra.
"Damon..." Elena começa.
"E se eu soubesse, Elena?" o vampiro pergunta "Que diferença faria?"
"Você poderia falar com ela" a humana responde "Descobrir o que ela quer, se ela realmente está do lado do Klaus..."
"Se Klaus quer despertá-la, é óbvio que ela está do lado dele" Damon diz "E ela deve ajudá-lo a achar os caixões, Elena" o vampiro fica em silêncio por um momento e os olhos claros parecem perder o brilho "Não importa o que eu sei" Damon não entende porque dói dizer isso "Ela não vai me ouvir"
Sem dizer mais nada, o vampiro sobe a escada, indo para o próprio quarto e fechando a porta, um único pensamento em sua mente: "Por que ela ouviria alguém que ela odeia?"
Na sala de estar, Elena permanece sozinha e um pouco confusa, apesar de ter ainda mais certeza de que Damon sabe quem é a bruxa do sonho de Bonnie.
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Na tarde seguinte, Damon se encontra no Grill, bebendo distraído, quando uma voz familiar o traz de volta à realidade.
"Então, Damon" Alaric começa, sentando-se ao lado do vampiro "Quem é a bruxa que Klaus quer despertar?" há um sorriso nos lábios do professor.
"Você também?" Damon suspira e rola os olhos, parecendo irritado "Elena te contou" ele afirma, mais do que pergunta.
"Sim" Alaric responde "Quem é ela?"
"Como eu já disse à Elena: eu não sei" o vampiro responde e vira o copo, o esvaziando com um gole.
"Você está mentindo" o caçador de vampiros diz em um tom de voz relaxado "Elena sabe disso e eu posso ver isso"
Damon não responde, apenas se levanta e se vira para ir embora, estacando ao ver com quem Elena e Bonnie conversam em um canto.
"Damon, o que houve?" Alaric pergunta, notando o comportamento do vampiro.
"Sophia..." o nome deixa os lábios de Damon em um sussurro que ele não pode controlar.
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"Você deve ser a bruxa Bennett" Sophia diz, sorrindo para Bonnie e então olhando para Elena "E você deve ser Elena, a cópia da Petrova"
"É você" Bonnie diz lentamente "A bruxa do meu sonho"
"Sonho?" a bruxa pergunta, estranhando o comentário.
"Quem é você? O que você quer?" Elena pergunta.
"Sou Sophia e quero os caixões que Stefan Salvatore roubou de Klaus" Sophia responde "Segundo Niklaus, vocês ajudam Stefan a mantê-los escondidos"
"Não sabemos onde os caixões estão" Bonnie responde.
"Bruxas não deveriam mentir para outras bruxas" Sophia comenta.
"Você é uma bruxa ou uma vampira?" Bonnie pergunta, lembrando da opção levantada na conversa que ela e Elena tiveram com Damon.
"Uma bruxa euma vampira"
Bonnie não diz nada por um momento, surpresa. Ela então se concentra nas sensações que a presença de Sophia causa. Ela se sente ameaçada e segura ao mesmo tempo. A presença de Sophia é forte, imponente, quase como a presença de um...
"Você é uma original como Klaus?" a bruxa finalmente pergunta.
"Sim e não" Sophia responde "Pode-se dizer que sou uma original, mas não como Klaus" uma pausa "Agora, vocês me dirão onde os caixões estão?"
"Você deveria perguntar ao Damon" Elena diz, notando o citado vampiro no bar com Alaric.
"Damon?" Sophia pergunta, confusa.
"Damon Salvatore, irmão do Stefan" a humana esclarece.
"E por que eu deveria falar com ele?"
"Você o conhece, não é mesmo?"
"Desculpe" Sophia pede "Mas não conheço nenhum Damon Salvatore" ante a resposta dada, Elena e Bonnie se entreolham, mas logo voltam suas atenções à Sophia, que volta a falar "Se vocês não querem me dizer onde os caixões estão, tudo bem, eu os acharei sozinha. Mas aconselho que não estejam junto com eles quando Klaus for buscá-los"
Sem mais nenhuma palavra, Sophia vai embora, deixando três humanos e um vampiro atônito para trás.
