- Não é como se isso fosse da sua conta. – Ela respondeu, amarga.

- Ouviu, Weasley? – O loiro emendou, levando logo depois uma tapa forte em seu ombro, por parte dela.

Rony revirou os olhos, expressando desprezo.

- E antes que comece a agir feito um idiota, Não, eu e o Malfoy não estamos saindo... – Dissera, fazendo-o soltar o ar, aliviado. - Agora se não se importa, o James precisa tomar café...

- Ele ainda não tomou? Me disse que ele estava aqui desde as 7 horas da manhã... – Falara, mudando um pouco de assunto.

- O problema é que só consegui fazê-lo sair do videogame agora. – Suspirara, pegando James do colo do ruivo. – De qualquer jeito, foi bom receber sua visitar, Ronald.

O ruivo exibiu uma careta de descrédito.

- E ele vai continuar aqui? – Murmurou, dando um passo em sua direção, que foi cortado pela mão de Malfoy pousada de forma ameaçadora em seu peito.

- Passar bem, Ronald. – Falou, entrando com James e sussurrando um feitiço pra que a porta se fechasse em um baque surdo.

Sua expressão mudou, tornando-se delicada de novo, quando fitou James.

- Eu fiz chocolate quente com marsmallow... O que me diz? – Contara, apontando para a xícara que repousava em cima da mesa.

O pequeno Potter a abraçou, correndo para tomar.

- Tia, - Ele começou, depois de dar um longo gole. – Por que você e o Tio Ron só vivem brigando?

- É complicado, Jay. – Ela sussurrou, alheia.

09:12

- Então... Você e o Weasley...?

Ela bufou, a contra gosto.

- Que foi?

- É só que... Vocês não pareceram amigos.

- Porque não somos.

- Weasley não é seu amigo? – perguntara.

- Não.

- Desde quando?

- Estávamos juntos até dois meses atrás. Eu contei, lembra? E acabou...

- O que ele fez?

- Não queria... Você sabe, filhos. Depois disso foi como se tudo tivesse mudado. – Falou. – Já passa das 9hs da manhã...

- Eu sei.

- Pois então, acho que já teve tempo suficiente pra me irritar... – dera uma pausa.

- Ou não. - O loiro concluiu, com um sorriso perverso.

Ela arregalou os olhos.

- Haha, Malfoy. Sem chance. Você precisa ir embora.

- Por quê?

- Porque é inapropriado você ficar aqui.

- ...?

- É o meu apartamento, com o meu sobrinho, na minha folga.

- Então vamos todos pro meu.

- Ok, você está começando a me assustar.

- Granger, - pausara. – Isso não é por você, é por ele... Ele precisa de uma figura masculina.

- Ele já tem uma figura masculina, que aliás é o próprio pai!

O loiro arregalou os olhos, em surpresa, aproximando-se com a voz em tom discreto.

- Acha mesmo que o Potty pode ser uma figura masculina pra alguém? – Abrira um novo sorriso de canto de lábio. – O que esse garoto precisa é de um Homem de verdade pra se espelhar.

- E desde quando você é um homem de verdade? – Murmurou, escorando-se no balcão da cozinha e desviando o olhar para ver James tomando o chocolate na sala.

Quando voltou a encará-lo, ele estava a sua frente, com centímetros de distância.

Ele encostou sua testa na dela, ouvindo a respiração da garota relatar seu nervosismo.

E mordeu seu lábio inferior, com uma mordida leve, para alguns segundos depois invadir sua boca de forma selvagem.

A língua penetrava, violenta, contra a dela, em cada mínimo local quanto fosse possível tocar, e ela já não se lembrava o porque de não fazer.

Enroscou uma das mãos na nuca do loiro, enquanto as mãos dele a erguiam no balcão e palmeavam cada extensão de pele inocente, que mesmo assim fazia o sangue de ambos arder por um contato maior.

Ele mudara de tática, mordendo e sugando a curva de seu pescoço, com força, e na mesma sincronia apertando sua mão contra a coxa dela, entrando em sua saia devagar...

- Tia Miooone! – Foi a voz que fez com que ela desse um empurrão no loiro, soltando-se como se fossem culpados.

Quem disse que não eram? Tsc, tsc tsc...

O pequeno Jay arqueou uma das sobrancelhas, cruzando os braços, com ciúmes.

- Estão namorando? – Perguntou, fuzilando o loiro com os olhos.

Hermione suspirou, os lábios ainda com o gosto. A saia bagunçada e a curva do pescoço cheia de manchas, que pareciam quentes em relação ao seu corpo.

- É complicado, James. – respondeu, cheia de pesar.

- Hmm, - O pequeno começou murmurando, e disse: - Papai está no telefone e quer falar com a senhora.

- Sério?

- É. – O garotinho falou, apontando para o telefone na sala.

Ela saiu em passos largos.

- Estão namorando, Tio Malfoy? – O garoto voltou a questionar, semi-cerrando os olhos verdes.

- Não realmente. – O loiro respondeu-lhe.

- Mas você gosta da tia Mione, não gosta?

- Um pouco.

- Um pouco? Só isso? Então por que beijou a Tia Mione?

- Porque ela é gost... Quer dizer, bonita.

- E?

- Hm, porque eu sabia que se eu a beijasse, ela ficaria irritada.

- E gosta de vê-la irritada?

- Muito.

- Por quê?

- Porque gosto de vê-la perdendo a cabeça.

- Isso não parece amor...

- E não é.

- Não deveria tê-la beijado, Tio Malfoy. – O garoto falou, com a voz firme de novo.

- Por que acha isso? – O loiro perguntou, tenso.

- Meu pai disse que tia Hermione merece alguém especial.

- Bem, eu sou especial. – Draco concluiu, com um sorriso arrogante.

- Você nem gosta dela.

- Eu não disse isso.

- Ok, mas a Tia Mione é... – Pausara, sorrindo com doçura. -... A tia Mione, dããããã! Ela precisa de alguém legal.

- Eu sou, definitivamente, legal.

- Você só acha ela bonita.

- Mas ela é!

- E o resto?

- Que resto? – Pausara, respirando fundo. – Escuta James, beijar é normal, sabe. Só precisa encontrar a garota, não precisa amar de todo coração e todo o blá blá blá que o Potter deve ter te dito. E a sua tia é muito boa.

O pequeno murmurou um sonoro argh.

- Haha, um dia você vai entender do que eu falo...

- Então ela largou o Tio Rony pra ficar com você?

- Não.

- E o que você é a pra tia Mione?

- Sou o chefe dela no St. Mungos. E um pouco amigo dela, algumas vezes.

- Como ela conseguiu ser sua amiga? – Pausara. – Tio Rony disse que em Hogwarts você a chamava de... sangue-sujo. E você é um Malfoy.

- Desde que eu virei o melhor jogador de Halo do mundo, eu mudei. – Ele dissera, erguendo uma das sobrancelhas. – Chega de interrogatório... Quer jogar? - O menino fez que sim com a cabeça, antes de segurá-lo pelo braço. - Que foi?

- Se você machucar a Tia Mione, vai se ver comigo e com meu pai.

- Hoho, não se preocupem, não quero despertar a ira dos Potters... – Falara, irônico.

Enquanto isso...

- Alô? Harry?

- Como vai?

- Hã, bem. O que houve?

- O que Malfoy faz brincando com meu filho?

- Ele não, hã, mais que merda! O Ronald já te ligou, não foi?

- Parabéns pela conclusão, Mione.

- Ele não é... Argh, não é tão idiota como todos vocês imaginam ok. Ele, por Merlin, ele tem o direito de gostar de crianças.

- Ah claro, isso porque ele é uma fodástica influência pro James.

- Ele não fez nada errado, eles só jogaram videogame, eu vi.

- O que ele faz aí? – pausara. – Ah merda. Está transando com o Malfoy?

- O quê? – Gaguejara. – Não! Ele só... Hã, veio até o flat, viu o James, James adora jogar vídeo game e uma coisa levou a outra. Além do quê, quem arrumou confusão por aqui foi o Ronald.

- Ele só quis ser legal, Mi...

- Ele teve um namoro de 2 anos pra ser legal, tsc tsc tsc.

- Não acha que foi um pouco dura demais em expulsá-lo e ter dado a entender que tem um romance com Malfoy?

- Que se dane, Harry. Ele veio aqui porque quis.

- Aonde está James?

- Er, jogando com Malfoy.

- Porra, Mione!

- desculpe, ok. Eu só... Como eu disse, Malfoy não é um monstro nem nada. Não há nada demais.

- Sua voz está trêmula. E você está gaguejando desde o começo da conversa.

- Perdão?

- Aconteceu alguma coisa aí, certo?

Ela suspirou.

- Nos beijamos.

- Quem começou?

- Ele. Mas eu continuei... E por Merlin, eu, argh, queria ter continuado, isso é o mais assustador.

- Deram um amasso na frente do meu filho?

- Não realmente.

- Menos mal. Enfim, Gina está me mandando desligar, e me pediu pra dizer que apóia sua relação com Malfoy.

- Não existe nenhuma "relação"!

- Ainda. – Harry pontuou. – Diga pro James que o amamos ok. E cuidado.

- Vou ter. – Foi sua última frase, antes de desligar.