Nota da Rumiko: EU ESTOU DE ANIVERSÁRIO! (E a minha irmã também!) E pra comemorar que eu agora tenho 20 anos, o Jamie se esforçou para conseguir escrever mais um capítulo, mesmo quando ele está cheio de coisas pra fazer.
Viram como ele não se esqueceu da história?
A próxima atualização deve sair só depois do meio de fevereiro, quando o Jamie estiver livre da dissertação. O próximo capítulo vai ter uma reunião dos adultos e muitas lutas por parte das crianças.
Até lá!
Rumiko Higurashi, que a partir de hoje é maior de idade (e está com muito medo disso)
CAPÍTULO V
MEU REINO POR UM CHOCOLATE
Koichi não conseguiu dormir bem durante a noite. Nem mesmo seu novo confronto com Yuriy, que lhe rendera um grande corte no braço direito e alguns hematomas nas costas, fora capaz de apagar de sua mente o que presenciara na casa de Rumiko. O passado que tentava ignorar pelos últimos quize anos havia sido jogado contra ele na forma de Kouji Kinomoto. A semelhança física entre o homem e o garoto era assustadora, porém o menino era muito mais parecido com Satsuki do que com Koichi. Mãe e filho possuíam a mesma timidez, e muito provavelmente a mesma curiosidade natural sobre o mundo ao redor. Essas eram as características que haviam atraído Koichi para a loira CDF vinte anos antes. Ao lembrar-se disso, o mestre de Fenhir foi involuntariamente levado por uma maré de memórias suprimidas de seus quatro anos de namoro. Cada lembrança tornava-se mais amarga agora que ele sabia que Satsuki tinha medo dele.
Satsuki havia mesmo fugido. Na época em que ela desaparecera, Koichi não medira esforços para tentar encontrá-la, continuando com a busca mesmo quando seus superiores no departamento de investigação se deram por vencidos. O lado mais teimoso e determinado de Koichi recusara-se a pensar no pior, acreditando que a loira não podia simplesmente sumir de sua vida depois de tudo que eles haviam passado para ficar juntos. No entanto a verdade era que Satsuki havia escolhido desaparecer; que ninguém a encontrara porque ela não queria ser encontrada. Satsuki decidira sumir da vida de Koichi. Ela estava com medo de sua reação ao saber sobre Kouji, e por alguma razão achou que seria mais fácil fugir do que encará-lo e contar a verdade.
Se alguém lhe tivesse contado uma história assim vinte e quatro horas antes, Koichi estaria seriamente tentado a rir da pobre criatura que ousara inventar tal fantasia. A Satsuki que ele conhecia jamais teria medo dele ou se sentiria intimidada por ele. Ainda assim, foi a mesma Satsuki que lhe contara essa "fantasia" através de uma carta; a mesma Satsuki que não conseguia escrever "Koichi" sem que sua mão tremesse e tornasse os kanji quase ilegíveis, e que ousara dizer que, mesmo com todo o medo e depois de tantos anos de segredo, ainda amava-o e gostaria que ele tomasse conta de Kouji.
Isso não fazia sentido. Se Satsuki gostava mesmo dele, não teria fugido quinze anos atrás. Se ela confiasse nele, teria contado sobre Kouji. Naquela época, ele não tinha dúvidas de que teria aceitado a responsabilidade e teria ajudado a cuidar do bebê (no caso de Satsuki decidir continuar a gravidez – ele não a pressionaria para o contrário, deixaria que ela tivesse a palavra final). Agora, porém, a situação era completamente diferente. Kouji havia crescido em um lugar remoto sem que ninguém em Tóquio soubesse de sua existência. Ninguém, muito menos Koichi, estava preparado para a sua chegada. Kouji significava quinze anos de mentira e medo por parte de Satsuki, e era tão parecido com ela que Koichi jamais poderia encará-lo sem lembrar-se da garota, e assim lembrar-se do que ela fizera. Ficar com Kouji significaria aceitar e perdoar os últimos quinze anos e fingir que nada havia acontecido. Significaria aceitar o fim de quinze anos de busca e abandonar definitivamente aquela pequena esperança que até poucas horas atrás ele ainda tinha de que algo fora do controle da loira havia acontecido, e que ela voltaria para ele viva e feliz, do jeito que ele se lembrava. Por isso ele jamais poderia aceitar Kouji em sua vida, jamais poderia aceitá-lo como filho e fazer o que Satsuki lhe pedira na carta.
Durante as poucas horas em que conseguiu de fato adormecer, Koichi viu como sua vida poderia ter sido caso Satsuki tivesse ficado em Tóquio e contado a verdade para ele. Os dois juntos cuidaram de Kouji e viram o garoto crescer até ele ficar do tamanho do Kouji que aparecera na casa de Rumiko. O sonho teria sido quase agradável se, pouco antes de Koichi acordar, ele não tivesse visto a si mesmo e a seu filho lutando lado a lado contra um certo homem de olhos azuis brilhantes e sorriso sinistro que ele conhecia muito bem.
- Kouji-Nii! Kouji-Nii! Acorda, vamos lutar beyblade!
O despertar de Kouji não foi nada agradável. Depois de acordar no meio da noite por causa de um pesadelo, o garoto demorou um pouco para voltar a dormir, e quando finalmente conseguiu, Kenji achou que seria uma boa idéia pular e gritar perto do primo. Após o susto inicial por ter sido arrancado de seus sonhos de uma maneira tão bruta, Kouji sentou-se e sorriu para o primo. Era impossível ficar brabo com ele, afinal (não que Kouji ficasse bravo com facilidade).
- Bom dia, Kenji. Ah...
- Vamos tomar café! O papai e a mamãe devem estar nos esperando! – Kenji não perdeu tempo em puxar o primo pela mão e forçá-lo a se levantar. – Vamos, Kouji-Nii!
Sem outra alternativa, o garoto se deixou ser arrastado até a sala, onde Yoshiyuki e Miyuki estavam mesmo sentados à mesa. Kenji abraçou seus pais, sentou-se ao lado da mãe e apanhou um croissant de chocolate antes que Kouji pudesse sequer dar dois passos em direção aos tios.
- Bom dia, Kouji. Como passou a noite? – Perguntou Yoshiyuki quando o sobrinho sentou-se ao seu lado. O olhar do garoto estava fixado na pequena variedade de pães, chocolates e geléias a sua frente.
- Bem, tio Yoshiyuki. – Disse ele, um pouco incerto. Não queria contar ao tio sobre o pesadelo que o acordara no meio da noite, não achava justo preocupá-lo menos de vinte e quatro horas depois de tê-lo conhecido. Se Yoshiyuki percebeu a pequena omissão do sobrinho, não havia nada em seu rosto que demontrasse isso.
- Que bom. Sua tia Momoko ligou agora à pouco. Parece que a Rumiko contou ao Hikaru sobre você e o Hikaru contou para ela que ela tinha um sobrinho. Ela quer conhecer você e perguntou se você poderia visitá-la agora de manhã. O que você acha?
- Ah... tudo bem...
Kouji foi pego de surpresa pela fala do tio. Ele sabia que Satsuki tinha uma irmã mais nova (sua mãe falava dela com mais freqüencia do que sobre os beybladers), mas por alguma razão a possibilidade de encontrá-la não havia passado pela sua cabeça ainda.
- Mas o Kouji-Nii vai lutar beyblade comigo, papai! – Exclamou Kenji, fazendo uma careta ofendida que não deixava de ser fofinha. Ele não queria se separar do primo tão cedo.
- Vocês podem lutar beyblade de tarde, Kenji. Momoko-chan vai estar ocupada depois do almoço, por isso ela pediu para irmos depois do café.
Kenji não sabia se ficava triste porque seu pai atrapalhara seu plano inicial de ir da mesa do café à arena, ou se ficava feliz porque teria a tarde toda para mostrar Ceres ao primo. O garotinho encarou Kouji e Yoshiyuki com um olhar desconfiado, até por fim apanhar mais um croissant de chocolate e devorá-lo em segundos.
- Tá, eu deixou o Kouji-Nii ir embora agora. – Ele disse por fim, fazendo um beicinho fofinho. Kouji teria rido se não soubesse que seu priminho estava tentando ser sério. Kenji parecia estar fazendo um grande sacrefício ao deixá-lo ir, Kouji não queria piorar a sua situação.
Yoshiyuki sorriu para o filho como se dissesse "muito bem, você tomou a decisão certa!" e voltou-se para o sobrinho:
- Tudo bem se a gente sair logo depois do café? Se você não quiser ir hoje não tem problema, a gente pode marcar outro dia.
- Não, não, não tem problema! Eu quero ir sim, tio Yoshiyuki.
O resto do café da manhã passou em relativo silêncio. Lembrando-se do que sua mãe lhe contara, Kouji tentava imaginar como seria sua tia: um clone de Satsuki? Uma jovem alegre como tio Yoshiyuki? Ou uma pessoa séria como seu pai? Kouji não falou mais durante o café da manhã, deixando sua imaginação dominá-lo. Yoshiyuki também comeu em silêncio, observado o sobrinho com o canto do olho, sempre com um sorriso nos lábios. Kenji era quem mais falava, envolvendo sua mãe em conversas sobre chocolates ou beyblades (ou as duas coisas).
- Promete que vai voltar pra lutar beyblade comigo, Kouji-Nii! – Mandou Kenji quando seu primo e seu pai estavam quase saindo de casa. Novamente ele tentava parecer sério e intimidante, mas sua carinha fofinha e seu tamanho diminuto arruinavam seus esforços.
- Sim, Kenji, eu vou voltar logo. – Kouji sorriu para o primo, gentil e compreensivo. Yoshiyuki se lembrou de Satsuki então, de como ela costumava fazer essa mesma cara e usar este mesmo tom de voz quando ele ficava emburrado porque seu irmão e ela saíam sem ele. O mestre de Ceres sorriu com a memória, tomando cuidado para que as crianças não percebessem. Ele não queria estragar o momento.
Momoko Kinomoto morava perto da Universidade de Tóquio, em um minúsculo apartamento que se tornava ainda mais minúsculo por causa da quantidade de livros que sua moradora teimava em possuir. A irmã de Satsuki estudava literatura japonesa, o mesmo curso de Hikaru Higurashi, um ano acima do irmão de Rumiko e Nathaliya. Os dois eram grandes amigos desde pequenos, graças à amizade de suas irmãs.
Quando a campainha tocou, Momoko estava imersa em um de seus livros, deitada em seu futon. O barulho assustou-a, desencadeando uma cena que poderia ter saído de um anime: a jovem se levantou em um salto, perdendo o equilíbrio e esbarrando em uma pilha de livros jogada contra a parede, que por causa de sua posição precária desmoronou em cima dela. Depois de passado o estrondo uma voz preocupada chegou aos ouvidos da garota:
- Momoko-chan, você está bem? Aconteceu alguma coisa?
- Eu estou bem, já estou chegando, Yoshiyuki-san! – Ela respondeu, saltando por cima do estrago. Felizmente a grande maioria dos livros não a atingira, mas as dezenas de livros agora espalhados sobre seu futon formavam uma visão um tanto desconcertante.
Quando ela finalmente conseguiu abrir a porta, seus olhos focaram-se imediatamente na figura alta, magra e tímida que se encontrava um pouco atrás de Yoshiyuki. Seus olhos, naturalmente diminuidos pelas lentes grossas de seus óculos, ficaram um pouco maiores, e sua boca se abriu só um pouco, porém ela não disse nada. Momoko podia sentir que Kouji a encarava, porém apesar da semelhança física com Koichi Yuy a jovem não se sentia intimidada por ele.
- Momoko-chan, esse é o seu sobrinho Kouji, mas acho que você já percebeu isso. – Declarou Yoshiyuki, quebrando os poucos segundos de silêncio que passaram desde que a jovem abrira a porta.
- Hajimemashite, Momoko-san. – Kouji se apresentou, fazendo Yoshiyuki rolar os olhos por sua formalidade. Momoko riu.
- Hajimemashite, Kouji-kun. – Disse ela, imitando os jestos do sobrinho. – E agora que já nos conhecemos, formalidades não são mais necessárias. Por favor, entrem!
Kouji corou ao ser novamente reprimido por sua boa educação, mas os dois adultos fingiram não perceber. Momoko giou os dois até uma pequena sala com livros ocupando todas as paredes e pediu que eles se sentassem. Kouji observava cada detalhe da casa da tia, impressionado.
- O quarto da minha mãe também é assim. – Ele comentou finalmente, fazendo os dois adultos voltarem-se para ele com expressões de espanto e curiosidade. – Ela tem vários livros e está sempre lendo em seu tempo livre. Quando eu era pequeno ela me contava histórias pra dormir...
Kouji olhava para as dezenas de pilhas espalhadas por todo o lugar. Não havia estantes ou qualquer outro tipo de móvel no local, apenas os livros e algumas almofadas para as pessoas se sentarem.
- Minha irmã contava histórias pra mim também. – Momoko declarou de repente, seguindo o olhar de Kouji e encontrando um livro de histórias infantis. Ela se levantou e, depois de quase derrubar a pilha inteira, apanhou o livro em questão. – Você conhece essa história, Kouji?
- Não, mas eu reconheci o nome da autora. – O garoto respondeu, pegando o livro que sua tia passava para ele. Na capa havia um galo, um alce, um leão e uma leoa envolvidos no que parecia ser uma batalha contra um pégaso, um monstro marinho, um dragão e um centauro. O título era "Juntos venceremos". – Alice Bragança lutou no campeonato mundial de 2003, não foi?
- Sim. – Yoshiyuki sorriu com uma mistura de orgulho e nostalgia. Ele tinha esse mesmo livro em sua casa, completo com uma dedicatória da autora. – Ela era parte da equipe européia que foi derrotada pela equipe dos seus pais. Alice era a reserva do time, e se auto-declarou líder de torcida. Até pom-pons ela tinha. – Yoshiyuki e Momoko riram com a lembrança. Nas raras ocasiões em que os beybladers se reuniam, normalmente em uma das mansões de Franklin em um encontro planejado pelos Europe Fire! e financiado pelo milionário britânico, Alice vinha acompanhada de seus pom-pons e comandava as crianças (fossem elas irmãos mais novos ou filhos dos beybladers) em uma pequena torcida organizada para todas as lutas travadas. Momoko sempre participava dessa torcida, assim como Yoshiyuki quando este não estava lutando.
- Não sabia que ela escrevia histórias de criança.
- Ela é bem conhecida. – Yoshiyuki continuou. – Quando eu ia visitá-la nos meus tempos de colégio interno ela já tinha várias histórias em mente, e eu de vez quando até ajudava um pouco com a revisão. Ela publicou seu primeiro livro no meu último ano de escola.
- Você estudou em um colégio interno, tio Yoshiyuki?
O mestre de Ceres olhou para Momoko antes de responder, como se pedisse permissão para dizer alguma coisa. A jovem ergueu o canto do lábio, sinal que ele podia seguir em frente.
- É. Quando eu vim morar com o Nii-chan eu fui pra escola no mesmo ano que ele porque eu era muito inteligente e sabia mais do que todo mundo. – Yoshiyuki riu, fazendo Momoko sorrir também. Kouji apenas olhava para o tio, impressionado. Ele sabia que o tio havia sido um gênio mirim, mas não sabia muito mais detalhes. – Isso significa que eu terminei a escola com onze anos de idade. Eu não queria ir pra universidade ainda; era interessante ser uma criança no meio de adolescentes, mas eu não estava muito ansioso para ser uma criança no meio de adultos de novo. – O sorriso de Yoshiyuki diminuiu um pouco, mas não chegou a desparacer. – Eu tinha passado os primeiros seis anos da minha vida desse jeito, não queria repetir a experiência.
O coração de Kouji acelerou. Ele sabia que havia alguma coisa escondida nas entrelinhas da fala de seu tio, mas ele não sabia o que era. Sua vontade era de perguntar o que ele queria dizer, mas a leve mudança de tom do homem insinuava que ele não gostaria de falar mais.
- Então eu fiquei algum tempo sem fazer muita coisa, como se eu estivesse de férias. – Yoshiyuki continuou. Apesar do sorriso sempre presente, seu tom não havia mudado, o que deixou Kouji em alerta. – Até o meu avô descobrir que estava com câncer. – Kouji prendeu a respiração, assustado. Ele não sabia nada sobre isso. – Isso foi um pouco depois de a sua mãe... – O mestre de Ceres não precisou terminar a frase para Kouji entender o que ele queria dizer – Bem, como dá pra perceber aquilo tudo afetou bastante o Nii-chan. Ele ficou ainda mais estressado, era tanta coisa acontecendo... O vovô lutou até o nosso aniversário, porque aí o Nii-chan se tornou maior de idade e pôde ser legalmente responsável por mim. Só que, bem, era meio óbvio que o Nii-chan não tinha condições de cuidar de mim e trabalhar e fazer tudo que ele tinha que fazer. Eu sabia que estava incomodando mais do que ajudando, então eu usei a minha mente de gênio pra bolar um plano.
- Que plano? – O sorriso de Yoshiyuki estava começando a se alargar novamente, por isso Kouji sentiu que podia fazer perguntas.
- Eu falei com o Franklin, o nosso amigo milionário e líder da equipe da Alice, e ele conseguiu uma vaga pra mim em Eton, uma das escolas mais pomposas e metidas a besta da Inglaterra. Então eu passei a estudar em um colégio interno, voltando pra casa só nas férias de verão. Foi uma experiência bem interessante...
Yoshiyuki decidiu não elaborar mais, porém seu sorriso um tanto maroto deixava mais do que claro que ele não estava mentindo.
- Então Yoshiyuki-san também passou algum tempo perto dos Europe Fire!, certo? – Perguntou Momoko, mais para o benefício de Kouji do que por sua própria curiosidade. Obviamente ela já sabia a resposta.
- Sim, eu fiquei com eles durante as férias de natal e páscoa, porque o Nii-chan estava sempre ocupado demais nessas época do ano.
- Ah, entendi...
- E dois anos depois de eu me formar pela segunda vez, Miyuki ficou grávida, nós nos casamos e o Nii-chan se mudou pra, como ele mesmo disse, "não nos atrapalhar". – Yoshyuki fez uma pausa, deixando sua cabeça pender para o lado, pensativo. – E agora que eu falei nisso... eu não era muito mais velho do que o Nii-chan deveria ser quando você nasceu, Kouji!
- Deve ser mal de familia... – Tanto Momoko quanto Yoshiyuki estavam sorrindo. Kouji não tinha certeza se esse tipo de assunto poderia ser abordado dessa maneira, mas decidiu não fazer nenhum comentário. – Aparentemente está nos genes procriar aos vinte anos... – Mais uma pausa em que os dois adultos sorriram e o adolescente sentiu-se levemente desconfortável. – Será que devemos adicionar isso à lista dos indispensáveis genes dos Yuy, aquela que já inclui cabelos bem pretos, grandes olhos azuis brilhantes e uma paixão irracional por chocolates? Se bem que o Koichi-san não gosta de chocolates...
- Nii-chan gosta de fugir de tradições. – Yoshiyuki piscou para o sobrinho, porém Kouji não entendeu muito bem o que ele queria dizer com isso. – E quanto a você, Kouji? É que nem o seu pai ou nós vamos ter que ampliar o armário de chocolates lá de casa?
- Ah, eu... – Kouji foi pego de surpresa. A conversa havia mudado de rumo muito rápido para ele acompanhar. – Na verdade, eu nunca comi chocolate... – Vendo os olhos de seu tio se tornarem do tamanho de um pires e seus lábios formarem a palavra "ultraje" o garoto se apressou em se justificar – Minha mãe dizia que chocolate lhe trazia más recordações, por isso a gente nunca comia!
- Ah... – Yoshiyuki se acalmou um pouco, porém era óbvio que ele não estava totalmente recuperado. Desde que conhecera o tio, essa era a primeira vez que Kouji o via tão visivelmente desconcertado e com um olhar tão perdido. Era difícil acreditar que alguém pudesse ficar assim por causa de chocolate, ainda mais alguém como ele, que conseguia sorrir mesmo enquanto ficava cara a cara com o assustador Koichi Yuy.– Então eu tenho que tomar providências quanto a isso! – O mestre de Ceres se levantou. Seus olhos agora tinham um brilho intenso que poderia ser considerado sinistro se visto do ângulo certo. – Momoko-chan, eu temo que esta é a minha deixa para partir! Vou deixar que você curta o seu sobrinho em paz a partir de agora! – Ele virou-se para Kouji, aproximando-se do garoto até seus olhos ficarem no mesmo nível e separados por poucos milímetros. – Kouji, quando você voltar pra casa Kenji e eu vamos te apresentar a melhor maravilhar culinária do mundo! Você não perde por esperar! Até mais tarde!
E ele saiu praticamente correndo, batendo a porta atrás de si. Kouji encarou a tia com um misto de curiosidade e medo, não muito certo do que deveria fazer ou o que deveria pensar sobre o tio após conhecer esse lado de sua personalidade. Momoko logo entendeu o que se passava com ele:
- Você acha que ele está exagerando, não está?
- Eu não tenho certeza... O Kenji parecia gostar bastante de chocolate, mas eu não sabia que era uma coisa tão importante assim...
- Foi como eu disse antes, é quase como uma tradição de família. Desde pequeno Yoshiyuki-san era conhecido por sua paixão irracional por chocolates. Uma vez ele me mostrou o armário de chocolates dele. Tinha mais coisas ali do que em um supermercado...
- Nossa... – Kouji desviou os olhos, definitivamente com medo do tio. Momoko percebeu sua agonia e tratou de tentar tranqüilizá-lo:
- Mas claro, acho que boa parte do que você acabou de presenciar se deve mais a um sentimento de culpa do que a uma paixão irracional. – Quando seu sobrinho voltou a encará-la, desta vez com uma expressão de dúvida, Momoko explicou seu raciocínio de um jeito que lembrava muito Satsuki em seu "modo professora". – Yoshiyuki-san deve ter entendido as "más recordações" da sua mãe com relação a chocolates como sendo coisas relacionadas a ele. Ele deve estar se sentindo culpado por ser a razão pela qual seu sobrinho nunca experimentou a melhor coisa da vida. Por favor não fique com medo dele, ele normalmente não é assim tão obcessivo.
- Ah... tudo bem.
- É assim que se fala! – Momoko abraçou o sobrinho, bagunçando seus cabelos com alguma dificuldade (ele era mais alto que ela). – Agora vamos mudar de assunto e esquecer os chocolates por enquanto, sim? Acho que você vai ter chocolates que chegue durante a tarde...
Os dois riram. O que começou com um riso baixinho logo se tornou uma série de gargalhadas estridentes, pois Momoko aproveitou a proximidade física dos dois para fazer cócegas na barriga do sobrinho. Kouji foi pego de surpresa e não conseguiu se defender, ficando completamente a mercê dos dedos impiedosos de sua tia até sentir o ar faltar em seus pulmões. Os dedos de Momoko pararam, porém ela continuou rindo por mais algum tempo.
- Você é boa nisso! – Exclamou Kouji assim que conseguiu recuperar a voz.
- Com o Hikaru e a Lhana por perto eu tenho que ser mesmo. Eu tenho uma certa vantagem por ser a mais velha, mas isso nunca impediu aqueles dois de tentarem me derrotar!
- Vocês parecem ser bons amigos. – Comentou o garoto, percebendo a animação da loira de óculos. – A minha vila não tem muitas crianças, a maioria dos moradores são velhinhos aposentados procurando por um lugar tranqüilo para viver.
- Onde fica essa vila?
- No meio das montanhas. È meio difícil de achar, só quem realmente sabe o caminho consegue chegar lá ileso.
- Nossa! Parece uma vila de contos de fada! Só falta você me dizer que tem um dragão feio que cospe fogo guardando a entrada e atacando todos que não sabem a senha de pasagem! – Os olhos de Momoko brilharam de um jeito que lembrava muito os olhos de Yoshiyuki ao falar de seu plano de introduzir Kouji no mundo dos chocólatras. O garoto recuou instintivamente.
- Não, não tem nenhum dragão… tem uma trilha pela floresta e uma subida inclinada até o topo da montanha. Uma história de terror que os mais velhos contam é que muitos viajantes se perdem na floresta e nunca mais acham o caminho de volta.
Agora os óculos de Momoko refletiam o brilho sinistro de seus olhos. A jovem sorriu (Kouji teve a impressão de que seus caninos tornaram-se pontiagudos de repente, porém isso era provalvemente culpa de algum efeito especial de luz e sombra montado especialmente para a ocasião) e se aproximou do sobrinho novamente, passando um braço por seus ombros.
- Fale mais sobre a sua vila, Kouji! Que outras histórias de terror você tem pra contar? Já aconteceu alguma coisa estranha com você por lá? E com a minha irmã? Como ela conseguiu chegar lá em primeiro lugar?
- O que eu ouvi dizer foi que acharam ela no meio da floresta e a trouxeram pra lá. Nós não temos tantas histórias de terror assim, só as que o Motoyama-san conta...
Sem realmente perceber, Kouji começou a contar sobre a sua vida na vila, sobre sua educação nas mãos dos velhinhos gentis, porém severos, e sobre a sua mãe. Momoko ficou impressionada com as histórias sobre a irmã, e retribuiu contando suas lembranças do tempo em que a loira CDF ainda morava com ela. Kouji sentiu-se tão à vontade falando com a tia que nem percebeu quando a conversa passou a tratar dos eventos que o trouxeram a Tóquio.
- E ela me mandou pra cá com algumas roupas e uma carta, dizendo para eu entregá-la a Rumiko-san. Só fiquei sabendo do que realmente estava acontecendo quando eles me deram a notícia e eu pedi pra ler a carta. Pra dizer a verdade, ainda é difícil de acreditar...
Momoko acariciou os cabelos do sobrinho novamente, entendendo perfeitamente como ele se sentia. A loira, assim como Koichi, nunca perdera as esperanças de que poderia rever a irmã, e a notícia de que ela realmente estava viva, mas que ninguém sabia por quanto tempo, havia sido um choque para ela.
- Ao menos agora você tem tios, amigos e um priminho fofinho pra tornarem as coisas mais fáceis, né? – Os olhos de Momoko caíram sobre uma pilha de livros qualquer, porém não estava realmente olhando para eles. – Quando a Nee-san foi embora o Hikaru me ajudou a me sentir melhor. Ele me convidava pra brincar mesmo quando eu não estava a fim, e me forçava a sair com ele pra pensar em outras coisas e me divertir. No começo parecia que a Nee-san ia aparecer a qualquer momento, entrar no meu quarto e pedir desculpas por ter sumido daquele jeito. Eu ficava o tempo todo olhando para a minha porta na espectativa de que alguma coisa fosse acontecer. Com o tempo eu parei de olhar com tanta freqüência, mas eu sempre dizia "boa noite, Nee-san" antes de dormir, pra ela dormir bem seja lá onde ela estivesse.
- Eu ainda tenho a sensação de que tudo isso é um sonho e que em qualquer momento eu vou acordar e a minha mãe vai rir quando eu contar esse sonho pra ela.
Momoko sorriu. Seus olhos estavam um pouco marejados, mas o canto de seus lábios se ergeu mesmo assim. Olhando para ela, Kouji acabou fazendo o mesmo sem perceber. Agora que havia finalmente dado voz aos pensamentos que o acompanhavam a quase vinte e quatro horas, e agora que estava junto de alguém que entendia e compartilhava esses pensamentos, o garoto sentia-se mais leve. Ele ficou surpreso em perceber que, mesmo enquanto a sua nova realidade em Tóquio sem sua mãe se tornava mais e mais real dentro dele, falar sobre Satsuki e sobre a vida que deixara para trás se tornava cada vez mais fácil.
- Eu já estou com saudades dela... – O garoto comentou depois de algum tempo em silêncio.
- Bem-vindo ao clube! – Sua tia respondeu, dissipando a atmosfera dramática da cena ao tirar de seu bolso um broche com a inscrissão "estou com saudade da loira CDF: acho que não vou conseguir passar de ano". – Gostou? Foi o Ken-san quem mandou fazer há um tempão atrás. Eu fiquei com todas as sobras, tenho mais do que o suficiente para nós dois.
- O.. obrigado, tia Momoko. – Kouji colocou o broche em sua camiseta, sentindo-se estranhamente tocado pela frase que agora adornava seu peito.
- Eu tenho muitos mais de onde esses vieram! Pode pegar quantos quiser! – E ela lhe ofereceu um saco com pelo menos cinquenta broches idênticos. Era impossível saber de onde eles haviam vindo; Kouji tinha certeza que um saco daquele tamanho não poderia caber no bolso de uma calça jeans. Porém, por ser o bom menino que era Kouji enfiou a mão no saco sem fazer perguntas, apanhando pelo menos uma dúzia de broches.
Sua tia Momoko era, em alguns aspectos, bem parecia com sua mãe. Passava longe de ser um clone, porém. Muitas de suas características lembravam seu tio Yoshiyuki, mas ela também não era uma cópia do menino gênio. Tão pouco era Momoko Kinomoto semelhante ao que o garoto havia visto e ouvido sobre Koichi Yuy. Ela era definitivamente muito diferente dele. Kouji sentia-se bem perto dela, uma sensação um pouco diferente de quando estava com Yoshiyuki ou com os outros amigos de sua mãe. Até o mestre de Ceres aparecer para buscá-lo os dois se divertiram bastante, mesmo enquanto falavam sobre Satsuki e de outros assuntos com o potencial de causar grandes dramas. Momoko sabia como fazer para que os sentimentos negativos não permanecessem muito tempo ao redor deles.
- Desculpe interromper a diversão de vocês, mas eu preciso levar o Kouji de volta. – Yoshiyuki apareceu na hora marcada, logo depois do almoço. Uma olhadela para a camiseta do sobrinho fez o mestre de Ceres abrir um sorriso nostálgico. – Você ainda tem desses, Momoko-chan? Achei que eles tinham sumido!
Era óbvio que ele se referia aos broches do "estou com saudade da loira CDF". Ao longo da manhã Kouji se vira forçado, por motivos e situações diferentes, a acrescentar mais e mais broches a sua vestimenta. Até mesmo sua bermuda abrigava alguns.
- Ken-san me deu os que sobraram depois que ele desistiu de tentar o seu irmão. – Momoko respondeu, mostrando o restante do saco. – Você também quer alguns?
- Obrigado, Momoko-chan, mas acho que o Kouji já tem o suficiente para todos lá em casa!
- É verdade!
Os dois adultos riram, mas Kouji novamente não tinha certeza se poderia se juntar a eles. Felizmente Yoshiyuki logo voltou ao normal:
- A conversa está boa, mas eu temo que é hora de irmos, Kouji. Sua tia tem coisas pra fazer durante a tarde, e nós também temos um compromisso.
- Você está falando sobre os chocolates, tio Yoshiyuki? – Perguntou Kouji, somente um pouco apreensivo. Graças à Momoko ele não estava mais com medo do grande vício de sua família paterna.
- Infelizmente não. – Yoshiyuki fez uma cara muito parecida com a que Kenji fizera durante a manhã quando estava se despedindo do primo. – Meu chefe nos chamou para uma reunião de emergência, por isso eu vou ter que deixar você e o Kenji na casa da Rumiko por algumas horas, tudo bem? Eu prometo que quando voltarmos vamos todos comer chocolate até não poder mais.
- Tudo bem...
- As crianças estão todas reunidas lá. Elas prometeram lutar beyblade e te desafiar. Estou te avisando porque é pra você estar preparado. Eles vão cair em cima de você como um bando de leões famintos.
Kouji achou melhor não dizer nada. Yoshiyuki e Momoko sorriam com certa cumplicidade, o que o fez pensar que seu tio não estava falando muito sério. O garoto se despediu de Momoko e prometeu visitá-la novamente logo.
- Da próxima vez eu vou te apresentar aos seus avós! – A loira de óculos exclamou ao fim da despedida. – Eles agora moram em Kyoto, mas acho que eles ficariam felizes em vir para Tóquio pra te conhecer!
- Eu também quero conhecê-los, tia Momoko.
- Então eu vou falar com eles e te aviso quando eles estiverem aqui, ok?
- Sim.
Tia e sobrinho se despediram novamente. Yoshiyuki levou Kouji para o carro e os dois começaram a sua jornada até a casa de Rumiko.
- Tio Yoshiyuki, como eram os seus pais?
- Meus pais? – Yoshiyuki desviou os olhos da avenida movimentada a sua frente para encarar o sobrinho nos olhos, parecendo preocupado apesar de sorrir levemente. – Sua mãe nunca te disse nada sobre eles?
- Não. Tudo que ela me disse sobre os Yuy é que eu era a cara do meu pai e que você era um menino gênio. Ela nunca mencionou meus avós paternos. O que aconteceu com eles? Eles morreram ou...?
- Pra falar a verdade, eu não sei. – Yoshiyuki ficou um pouco mais tranqüilo, respirando fundo e deixando o ar escapar com um certo ruído. – Da última vez que os vi eles se declararam culpados pela morte dos pais dos meus companheiros de time e tentaram matar todos nós em um incêndio. Ninguém tem muita certeza de como eles fugiram, mas desde então eles estão na lista dos mais procurados no Japão e na Rússia e mesmo assim nunca foram encontrados.
Kouji deixou o quiexo despencar com a surpresa, virando o rosto para o lado ao sentir suas bochechas esquentarem.
- Desculpa, tio Yoshiyuki, eu não sabia...
- Não precisa pedir desculpas. É o seu direito saber disso tudo. Não acho que no carro à caminho da casa de uma amiga para encontrar um bando de crianças e lutar beyblade a tarde inteira seja o melhor momento para falar das coisas horríveis que o meu pai fez, mas você pode fazer todas as perguntas que quizer outra hora. – Yoshiyuki ficou um pouco em silêncio, com sua atenção novamente focada no carro que dirigia, antes de acrescentar – só não fale de Hajime Yuy perto do seu pai. Koichi tem mais lembranças negativas dele do que eu, e não vai gostar de ser lembrado delas.
Kouji concordou com a cabeça, mas não disse nada. O trânsito a essa hora do dia era bem mais calmo do que no fim da tarde, o que permitiu que a dupla chegado ao seu destino sem grandes complicações.
(Tambores bufando no fundo)
(Barulho dos tambores vai ficando mais e mais alto)
(Barulho dos tambores vai ficando mais e mais insuportável)
(Criatura que está tocando os tambores fica com cãibra por estar fazendo muito barulho e pára de tocar)
(Tudo fica silencioso)
Kenji: Ah, não... XD cortaram a emoção do suspense... XD
Yoshiyuki: A gente estava preparando um começo espetacular de off-talk, mas o tocador de tambor estragou tudo... XD
(Close no tocador de tambor)
(Tocador de tambor é o Julian)
Julian: Oh, desculpe-me por estragar a comemoração (sarcaaaaasmo). Eu passei a semana inteira ensaiando com a minha banda. Foi só porque hoje é uma ocasião especial que eu aceitei tocar tambor pra vocês. Minhas mãos agora estão completamente inúteis e eu não vou poder ir pro ensaio de amanhã. u.ú
Cathy: Viu o que vocês fizeram? Ele vai perder o ensaio da banda! E é tudo culpa de vocês! ò.ó
Elizabeth: Não sei porque você está tão preocupada, Catherine, tecnicamente vocês dois ainda nem se conhecem...
Cathy: É, mas não falta muito pra gente se encontrar, o Julian largar a banda em que ele está agora e a gente começar o nosso caminho para o sucesso. Então eu me preocupo sim! ò.ó
Yuuki: Na verdade faltam só quatro meses pra vocês se encontrarem. Meus pais vão se casar em abril. u.u
Ken: Abril? Já? O que aconteceu? Desde quando nossos amigos são tão adultos assim? O.O''''
Nathaliya: Desde que hoje eu e a Rumiko fizemos vinte anos. Agora nós somos oficialmente adultas (olhar significativo pro Isaac)
Isaac: E a partir de hoje vocês podem beber vodka legalmente também... n.x'
(Dá uma garrafa de vodka pra Nathaliya)
Nathaliya: Em homenagem a minha cultura! (Nathaliya bebe um gole)
(Nathaliya faz uma cara feia de quem teve a garganta queimada por puro álcool)
Nathaliya: Wow, isso é bom! ò.ó Mas eu não vou tomar mais pra dar um bom exemplo pros leitores e pros nossos filhos que são só um pouco menores do que a gente. n.n''
Issac: Quem bom, Nathaliya! Se todos fossem que nem você... n.x''
(Passam o Yuriy e a Jing Mei fedendo a cerveja)
Sasha: E agora que a minha mãe está aqui, e que já fizemos a revelação bombástica sobre o grande evento que vai acontecer daqui a quatro meses, falta só a tia Rumiko aparecer que nós poderemos fazer a grande festa do dia! XD
(Beybladers esperando a Rumiko aparecer)
(Beybladers não conseguem ficar muito tempo sem fazer nada esperando a Rumiko aparecer e continuam a preparar a festa)
Yoshiyuki: Adivinha quem ficou encarregado de trazer o bolo? XD
Kenji: O bolo de chocolate triplo de dois andares e todo decorado de chocolate branco e chocolate preto e chocolate ao leite! XD
Yoshiyuki: Nós vamos trazer o bolo, mas infelizmente por causa dos acontecimentos deste capítulo o Kouji não vai poder comer nada porque ele tem que esperar até o próximo capítulo pra o grande momento em que ele vai comer chocolate pela primeira vez! XD
Nathaliya: Achei que você ainda estava traumatizado porque o Kouji nunca comeu chocolate, Yoshiyuki. Considerando o jeito que você reagiu no capítulo... o.o'
Yoshiyuki: Eu estaria traumatizado e furioso se hoje não fosse dia de festa! XD Ainda acho que é um sacrilégio um parente meu não ter nunca experimentado a melhor coisa da vida, mas enquanto o próximo capítulo não aparecer eu não posso fazer nada! XD
Kenji: E considerando a montanha de coisas que o Jamie tem pra fazer até o meio do mês que vem, ainda vai demorar um pouco para vermos o Kouji-Nii comendo chocolate... XD
David U.: Mas vendo as coisas pelo lado bom, ao menos ele conseguiu tempo pra se lembrar do dia em que a ex-personagem principal virou adulta e postar um capítulo para comemorar! XD
Ken: A RUMIKO É ADULTA! O.O''''''''''''
Toshihiro: Nós já meio que tivemos essa discussão no começo do off-talk, Ken... A Rumiko é adulta, eu sou adulto, e você esse ano também vai ser.
Ken: Não! Não! Eu não posso ser adulto! Eu não posso ser adulto! !
(Ken correndo descontrolado por todo o lado)
Isaac: Ken, aida falta quase um ano pra isso. Nós recém fizemos 19, lembra? O.x'
Ken: (Pára de corer) Ah, é mesmo... nós recém fizemos 19! Você e a Nathaliya desapareceram mais cedo da festa e eu fiquei te procurando um tempão até o Takashi me convencer a parar de procurar...
Isaac: Ken, você não precisava entrar em detalhes sobre o que acontenceu na festa... n.x'
Nathaliya: Eu tenho a impressão de que o Ken ainda não entendeu muito bem porque a gente saiu, mas de qualquer jeito ele não VAI mencionar mais nada...
(Nathaliya com um lança-chamas)
(Nathaliya sai correndo atrás do Ken)
(Ken corre gritando por sua vida)
(Nathaliya ri que nem uma rainha má)
Isaac: Que ótimo... uma aniversariante ainda não apareceu e a outra foi embora... n.x''
Sasha: Estamos sem sorte, né, pai?
Isaac: É...
(Isaac e Sasha observando o pôr-do-sol tomando suco de laranja com uma música melosa no fundo)
(Close no fantasma do pai do Issac tocando a melodia melosa no piano ao fundo da cena do pôr-do-sol)
Toshihiro: Onde está a Rumiko? Ela já devia estar aqui!
Yuuki: Vai ver ela se perdeu...
Toshihiro: Como é que alguém pode se perder no caminho pro off-talk? O.õ
(Toshihiro está ficando neurótico)
Koichi: Nós estavamos falando da Rumiko, Toshihiro. Qualquer coisa é possível. ¬¬'''
Takashi: Eu acho que o casamento devia ter a sua própria mini-fic! (Nem mudando de assunto...)
(Takashi aparece do nada para dissipar a tensão envolvendo o desaparecimento da aniversariante ex-personagem principal)
Alice: Por que o Takashi tem que aparecer pra dissipar a tensão? XD Eu não tinha nem percebido que tinha tensão por aqui! XD
(E por que os personagens começaram a falar com as Frases Entre Parênteses de repente?)
Alice: Hum… porque as Frases Entre Parênteses são personagens como nós? XD
(Boa resposta. Até que você pensa de vez em quando...)
Yoshiyuki: Ela vai publicar livros um dia, é claro que ela pensa! XD
(É, é verdade... A Alice pensa de vez em quando. Retiramos o que escrevemos a duas linhas atrás)
Satsuki U.: Eu voto por voltarmos para a tensão de antes de o Takashi-san aparecer. Minha mãe sumiu e hoje é o aniversário dela. Eu planejo encontrá-la custe o que custar. Ou não sou a nova mestra de Fenki e a pessoa a que todos temem! ò.ó
David U.: Alto lá, as lutas são no próximo capítulo! (David se vira para a câmera que ninguém tinha percebido que estava ali até este momento) Isso mesmo, gente! LUTAS! LUTAS! A partir do próximo capítulo! XDD Nós vamos finalmente ver do que o Kouji é capaz! XDDD
Satsuki U.: Mas como você mesmo disse, isso é só no próximo capítulo. Agor aa gente tem que se concentrar em encontrar a minha mãe. ò.ó
(Brilho marrom sai do bolso da Satsuki U.)
(Brillho marrom começa a tomar a forma de um ser humano com perna de cavalo – ou cavalo com corpo de gente)
(Brilho marrom finalmente se tranforma em Fenki, com direito a musiquinha de fundo de anime de herói)
Fenki: Oi gente! o/ (aceno anti-climático) Eu vim aqui pra dizer que a minha mestra está em perigo e que nós, os heróis da história, precisamos resgatá-las! Vamos lá, valentes guerreiros, ao resgate da aniversariante ex-personagem principal! ò.ó
Toshihiro: Onde está a Rumiko? Onde ela está? Onde ela está? O.O' (desesperado balançando o Fenki pela armadura) O que estamos esperando para ir atrás dela? (Toshihiro sobe nas costas do Fenki) Vamos lá! Pela Rumiko! Ò.Ó!
(Toshihiro determinado metido a chefão lidera a marcha dos personagens em busca da aniversariante ex-personagem principal)
(Personagens passam por montanhas cobertas de neve, rios congelados, florestas cobertas de neve e vilas congeladas)
Isaac: Ah, adoro o inverno! n.x
Ken: (parcialmente congelado ao lado do Isaac) Eu to com frio...
(Brilho vermelho sai da beyblade do Ken)
(Brilho vermelho se transforma no Fenrochi)
Fenrochi: Não se preocupe, mestre! Eu vou esquentar você!
(Fenrochi se enrosca no Ken)
(Todos os beybladers que estava com frio vão se esquentar perto do Fenrochi)
Toshihiro: Falta muito pra gente chegar, Fenki? (Toshihiro também está com frio, mas por ser o líder da expedição de resgate ele não pode abandonar seu posto. Tadinho. XD)
Fenki: Não, namorado da minha mestra e pai da minha outra mestra! Falta bem pouco agora!
Fenku: (aparece flutuando ao lado do Toshihiro em formato chibi fofinho) Eu estou com ciúme, mestre. Esse jumento com complexo de herói está ganhando toda a sua atenção hoje. Isso não é justo, sabia?
Toshihiro: Eu já vou te dar atenção, Fenku! Eu só preciso chegar até a Rumiko primeiro!
Fenki: Isso mesmo! Nós vamos resgatar a nossa mestra e fazer uma grande festa! E eu e o Toshihiro-sama vamos ser os heróis do dia porque nós merecemos!
Fenku: Se for assim eu também quero ser o herói do dia. Toshihiro-sama é o MEU mestre afinal... u.ú
Vladmir: Enquanto vocês discutiam nós chegamos a uma caverna sombria e congelada. Nathaliya usou seu lança-chamas para derreter o gelo da caverna e todos já entraram lá, menos nós quatro.
Fenki, Fenku e Toshihiro: O QUE? (capotam estilo anime) O.O''''''
Vladmir: Isso mesmo. Vocês estão perdendo a chance de ter seu momento de glória. Vão atrás da Rumiko antes que os outros cheguem lá e a resgatem. u.ú
Fenki: Vamos lá, pessoal! Não podemos deixar ninguém roubar o nosso lugar! ò.ó
(Fenki, Fenku e Toshihiro entram na caverna)
(Vladmir fica esperando do lado de fora tomando chá e jogando Go com um velhinho que apareceu do nada)
(Beybladers saem correndo da caverna)
(Toshihiro, Fenki e Fenku ainda estão dentro da caverna)
(Vladmir vence o velhinho e refaz a partida passo a passo para mostrar para ele o que ele deveria ter feito para ganhar)
(Velhinho fica puto com o Vladmir e ataca ele com uma faca)
(Vladmir se desvia da faca e morde o pescoço do velho com caninos afiados)
(Vladmir se livra do velho e volta a ficar sentado pacificamente fingindo que nada aconteceu)
(E depois desse showzinho vampiresco gratuito que nenhum beyblade presenciou, a gente volta a se focar na caverna onde o Toshihiro, o Fenki e o Fenku ainda estão perdidos – quer dizer, ainda estão tentando resgatar a aniversariante ex-personagem principal)
Toshihiro: Tem certeza que a Rumiko está por aqui? (passa por um esqueleto de Neadertal)
Fenki: Absoluta! Ela é a minha mestra! Eu consigo sentir a sua presença onde quer que ela esteja! E eu estou sentido que ela está muito perto!
Voz: TOSHIHIROOOOOOOOOOO!
Toshihiro: Oh, uma voz chamou meu nome!
Fenki: Deve ser a minha mestra! Ela está pedindo por ajuda! Eu tenho certeza!
(Fenki começa a galopar mais rápido em direção à voz)
Voz: TOSHIHIROOOOO! ME AJUDAAAAAA!
Toshihiro: Eu já estou chegando, Rumiko! Agüenta aí!
(Toshihiro fazendo o Fenki galopar ainda mais rápido)
(Fenki começa a suar debaixo da armadura)
(Fenku bem feliz flutuando do lado dos dois)
(Fenki galopa tão rápido que não percebe que a caverna terminou e dá de cara na parede)
(Toshihiro dá de cara na parede depois que o Fenki dá de cara na parede)
(Fenku percebe que todo mundo está dando de cara na parede e pára logo antes de dar de cara na parede)
Toshihiro: (com a cara amassada) Rabudo... ¬¬'''
Fenku: (sorriso sacana)
Fenki: (se recupera rápido porque estava de armadura) Oh, não! Uma parede! O que vamos fazer?
Voz: TOSHIHIROOOO! QUEBRA A PAREDEEEEE!
Fenki: Bem, isso ajuda...
(Fenki usa seus poderes de fera-bit pra quebrar a parede)
(E do outro lado da parede...)
Toshihiro: Do outro lado da parede...?
(Do outro lado da parede...)
Fenki: Do outro lado da parede...?
(Do outro lado da parede...)
Fenku: Do outro lado da parede...?
(Da-da-da expectativa! Suspense! Emoção!)
Vladmir: (ainda sentado com cara de inocente fingindo que não acabou de chupar o pescoço de um velhinho inocente que andava por aí esfaqueando pessoas) Vai logo com isso que nós não temos o dia inteiro. u.ú (close nos dentinhos afiados)
(Tá bom, tá bom!)
(Do outro lado da parede...)
(TINHA OUTRA PAREDE! ^^~)
(Sim, agora os personagens capotam por causa do cúmulo cliché de idiotice das nossas últimas linhas XD)
Voz: QUEBRA A OUTRA PAREDE, TOSHIHIROOOO!
Toshihiro: Não se preocupe, Rumiko! Eu vou quebrar quantas paredes forem necessárias! ò.ó
(Já que você falou...)
(Fenki, Fenku e Toshihiro passam a tarde quebrando parede atrás de parede)
(A voz continua mandando o trio quebrar cada nova parede que aparece)
(Até que eles finalmente quebram a última parede...)
Toshihiro, Fenku e Fenki: (suados e fedorentos) Oba! Finalmente! XDDD
(E atrás da parede tinha um gravador com um voz que ficava repetindo "Quebra a outra parede, Toshihirooooo!")
(E Toshihiro, Fenki e Fenku viram para as Frases Entre Parênteses com cara de quem querem sangue)
(E as Frases Entre Parênteses ficam com pena das criaturas e decidem que eles vão ser transportados para a Rumiko está para acabar logo com este off-talk)
(E não, as Frases Entre Parênteses não ficaram com medo deles. Nenhum pouquinho de medo. Nadica de nada. Niente. Nada mesmo... n.n'')
Rumiko: Toshihiro, que bom que você chegou! XD
Toshihiro: Rumiko! Sua fera-bit me disse que você estava em perigo e eu vim te salvar! E te desejar feliz aniversário e te trazer de volta para a sua festa de vinte anos pra comemorar a sua maioridade! XD
(Rumiko e Toshihiro se abraçam emocionadamente)
(Fenki e Fenku se abraçam também pra manter o momento emocionante)
Fenki: Então, mestra, qual o perigo do qual nós os heróis temos que te salvar? ò.ó
Rumiko: Ah, bem... É que eu estava me preparando para ir pra festa, mas o meu guarda-roupa não quis abrir...
Fenku: O perigo era o seu guarda-roupa? Eu passei a tarde inteira quebrando paredes para isso? O.õ Que anti-climático! ¬¬'
Toshihiro: Não tem importância! Eu vou abrir o guarda-roupa e nós vamos finalmente ir para a festa!
(Toshihiro marcha em direção ao guarda-roupa)
(Toshihiro faz uma forcinha e abre o guarda-roupa)
(Rumiko abraça e beija o Toshihiro e depois se veste pra festa)
(Toshihiro e Rumiko vão para a festa montados no Fenki)
(Fenku fica para trás porque ele está puto porque teve que quebrar paredes para nada)
Fenku: É, eu to puto. Eu não perco da paciência assim tão facilmente, mas agora eu to puto! ò.ó
(Guarda-roupa vira um buraco negro e suga o Fenku)
(E o Toshihiro estava muito ocupado comendo bolo de chocolate na festa pra perceber)
(E fim)
(A gente promete que o Fenku vai voltar por meio de um fenômeno ainda inexplicável que vai fazer com que ele apareça e lute no capítulo que vem que vai ter um monte de lutinhas envolvendo os pirralhos e os adultos em sua reunião secreta com propósitos nefastos!)
(Isso mesmo, Umeragi tem um plano! Qual será esse plano e para que ele serve você vão saber assm que o Jamie terminar a dissertação e se recuperar da cirurgia a qual ele vai se submeter daqui a duas semanas para fazer ele parar de sangrar feito meninha todo mês – trocadilho completamente intencional! XD)
(Enfim. Fenku se ferrou no fim do off-talk e nós desejamos a Rumiko e a Nathaliya um feliz aniversário e boa maioridade. E aproveitamos para acrescentar que estamos honradas em participar de um momento tão importante da vida de personagens tão importantes!)
OWARI!
(Assinado: Frases Entre Parênteses)
