Nota do Kenji: Ainda estamos por aqui! XD Jamie não desistiu da gente! E se o povo mandar reviews é capaz dele cumprir a promessa de postar um capítulo no dia do nascimento da Satsuki e do Yuuki e no da Anya! XD

E sim, os gêmeos vão nascer dia 27 de fevereiro deste ano e a Anya vai nascer dia 28. XD

Aproveitem o capítulo! XDD


CAPÍTULO VIII

EFEITOS COLATERAIS

No dia seguinte Kouji acordou sentindo-se um pouco estranho. Sua barriga fazia pequenos protestos de tempos em tempos e seu cérebro estava demorando mais do que o normal para começar a funcionar. Lembrando-se de quanto chocolate ele e sua família haviam consumido na noite anterior, Kouji decidiu atribuir essas sensações estranhas ao consumo em excesso de uma substância com a qual ele não estava acostumado. Demorando um pouco mais do que o normal para encontrar suas roupas e se vestir, o garoto deixou o quarto pensando 'Não vou comer seis barras de chocolate uma atrás da outra. Não vou comer seis barras de chocolate uma atrás da outra. Não vou comer...'

- Bom dia, Kouji. Dormiu bem?

Os pensamentos do garoto foram interrompidos pela voz de sua tia na mesa do café da manhã. Yoshiyuki e Kenji não estavam a vista.

- Sim, tia Miyuki. – Kouji respondeu educadamente apesar de sua surpresa. Ainda de pé perto da porta, o garoto examinou a cozinha como se esperasse que seu tio e primo se materializassem do nada. Como não podia deixar de ser, Miyuki mal abrira a boca para explicar o que estava acontencendo quando Kenji apareceu correndo e se agarrou à cintura do primo.

- Kouji-Nii! Kouji-Nii! Vem ver uma coisa! Vem!

E Kouji não teve escolha se não se deixar levar pelo garotinho. Miyuki seguiu os garotos rindo baixinho. Kenji parou de correr quando o grupo chegou no pátio dos fundos, onde Yoshiyuki os aguardava com sua beyblade girando aos seys pés, sorrindo como de costume.

- Bom dia, Kouji! Dormiu bem de noite? Espero que o Kenji não tenha te acordado...

- Eu não acordei ninguém, pai! O Kouji-Nii estava na cozinha! – Protestou o garotinho em questão antes que Kouji pudesse sequer pensar em responder, cruzando os braços com cara de ofendido. – Não é verdade, Kouji-Nii? – Kenji virou-se para o primo, abrindo bem seus olhos brilhantes em uma expressão de perfeita inocência.

- É verdade, tio Yoshiyuki. Eu acordei sozinho. – Kouji pensou em dizer alguma coisa sobre sua reação ao chocolate, mas seu cérebro ainda estava trabalhando mais devagar do que o normal, impedindo-o de encontrar um jeito de explicar a sua situação de uma maneira delicada e detalhada o suficiente para Yoshiyuki entender o que se passava sem provocar reações indesejadas.

- Muito bem então. – Declarou o mestre de Ceres, sorrindo para o sobrinho. – Nós vamos deixar você comer logo, não se preocupe. – Enquanto Yoshiyuki falava, sua fera-bit passou a descrever círculos mais e mais rápidos ao seu redor. – Kenji sugeriu que eu te mostrasse uma coisa, e ele insistiu que fizéssemos isso o mais rápido possível. – A beyblade de Yoshiyuki começou a brilhar intensamente, forçando Kouji a desviar o olhar instintivamente. – Ceres, diga oi para o novo mestre de Flamelus.

O unicórnio roxo obedeceu prontamente seu mestre, envolvendo o pátio inteiro com sua luz arroxeada. Quando os olhos de Kouji pararam de projetar sombras negras em lugares inexistentes, o garoto viu-se frente a frente com a maior fera-bit que ele já vira. O unicórnio era tão grande que com o braço esticado Kouji mal alcançava seu pescoço, e o chifre da criatura era provavelmente tão longo quanto seu sua coxa. Apesar disso, os olhos vermelhos de Ceres não pareciam hostis. Na verdade, eles encaravam Kouji com certa curiosidade. Kouji os encarava de volta com a mandíbula levemente distendida e olhos um tanto esbugalhados por trás de sua franja.

- Kouji já está impressionado o suficiente, Ceres. Você pode voltar ao seu tamanho normal agora. – A voz de Yoshiyuki tirou Kouji de se estupor. O garoto balançou a cabeça, abriu e fechou os olhos duas vezes bem rapidamente e fechou a boca com tanta força que seus dentes fizeram barulho.

- Ah, mestre! Eu estava me divertindo! – Reclamou a fera-bit, parecendo ainda mais intrigada com a reação do garoto. Kouji, por sua vez, assustou-se ao ouvir a voz do monstro sagrado, que soava bem mais aguda do que ele esperava e era consideravelmente parecida com a de seu mestre. Provavelmente isso não era uma coincidência.

- Ceres... – Yoshiyuki ergueu uma sobrancelha.

- Tá, tá bom! – Ceres bateu uma pata contra o chão e em um piscar de olhos ficou do tamanho de um cavalo normal. – Feliz agora? – O monstro sagrado perguntou, em um tom semelhante ao de uma criancinha mimada que acabara de ser contrariada.

- Sim, estou bem feliz agora. – Yoshiyuki sorriu largamente para a fera-bit, que retribuiu com um som que poderia ser o equivalente do beicinho fofinho de Kenji. O mestre de Flamelus estava tão impressionado por ver uma fera-bit mudando de tamanho na frente de seus olhos que nem teve tempo de ficar impressionado ao ver mestre e fera-bit discutindo. – Seja educado e diga oi pro Kouji, sim?

De um jeito que lembrava muito Kenji, a fera-bit se aproximou entusiasmadamente de Kouji, parando em frente ao garoto e baixando sua cabeça levemente para que seus olhos ficassem no mesmo nível.

- Oi. – Disse a fera-bit, inclinando ainda mais a cabeça para poder ver Kouji mais de perto. A fera-bit parecia ter cheiro de chocolate, porém Kouji decidiu que isso devia ser apenas a sua imaginação.

- Oi. – O garoto respondeu, sem mais idéias do que poderia dizer. A fera-bit encarou-o por mais alguns segundos, o tempo exato para deixá-lo apreensivo, antes de voltar a falar.

- Então Flamelus está com você agora, é? Eu estou com saudades dele. Chame-o para a gente poder conversar!

- Ah... eu... – Kouji olhou para o tio, não muito certo se seria seguro fazer o que o unicórnio lhe pedira.

- Vá em frente, Kouji. O pior que pode acontecer é as feras-bit ficarem fofocando até terminarmos o café da manhã.

Kouji pensou em perguntar o que seu tio queria dizer com "fofocando", mas o olhar cheio de expectativa de Ceres fez com que ele decidisse que era melhor chamar Flamelus o mais rápido possível e se preocupar com as conseqüências disso depois. O garoto lançou sua beyblade, a qual mantinha permanentemente no bolso de sua bermuda, e Flamelus apareceu após um show de luzes relativamente modesto, ainda mais para aqueles acostumados com as aparições de Ceres e Fenki.

- Flamelus! É você mesmo?

- Ceres! Eu não acredito!

As duas feras-bit se aproximaram e bateram as cabeças no que poderia ser interpretado como a versão bestial de um abraço ou aperto de mão. Kouji se dislocou para perto do tio e do primo com medo de que a reunião sentimental pudesse causar algum tipo de apocalipse.

- Por onde você andou? Fenhir e eu sentimos tanto a sua falta! A gente ficou sem saber o que fazer depois que você foi embora, passamos anos só discutindo as possibilidades de onde você poderia estar!

- Oh, Ceres, você não faz idéia de tudo que aconteceu! Tenho tanta coisa pra contar, nós poderíamos ficar anos falando! – Com isso, Flamelus lançou um olhar sugestivo a Yoshiyuki, que entendeu perfeitamente a mensagem e guiou o resto da família de volta para a mesa do café da manhã.

- Não tem problema deixar as beyblades e as feras-bit sozinhas, tio Yoshiyuki? – Perguntou Kouji após ser forçado a sentar-se a mesa enquanto seus tios terminavam de preparar o café.

- Não. Como as feras-bit estão só conversando e não vão lutar, elas podem controlar as beyblades sem tirar muita energia da gente. Se deixarmos, acho que elas vão ficar no pátio até o fim da tarde.

- Tudo isso? – Kouji ficou novamente impressionado. As coisas que seu tio havia descoberto sobre as habilidades das feras-bit estavam muito além do que ele podia imaginar.

- É, eu falo por experiência própria. – Yoshiyuki soltou uma risadinha. – Ceres, Flamelus e Fenhir têm um talento especial para conversar por horas a fio. Pelo que eu já escutei dessas conversas, a maioria é o tipo de fofoca besta que ninguém deveria prestar atenção. – Yoshiyuki ficou um pouco mais pensativo, colocando a mão no queixo e olhando para nenhum lugar em particular. – Por alguma razão essas feras-bit parecem saber de absolutamente tudo que se passa com seus mestres e com os mestres dos outros, e elas têm um talento especial para dividir essas informações. Deve ser algum tipo de habilidade especial delas, como criar tufões ou tempestades de fogo.

O mestre de Ceres ficou ainda mais algum tempo contemplando sua teoria antes de ser chamado de volta à realidade por sua esposa, que havia terminado de colocar todas as guloseimas do café na mesa. Yoshiyuki não precisou ser chamado duas vezes para começar a tomar seu chocolate quente e encher seu croissant de chocolate com mais pasta de chocolate. Sentado em frente a ele, Kenji cobria toda a superfície de seu pão com a mesma pasta de chocolate, e as manchas ao redor de seu rosto indicavam que ele já havia terminado o croissant.

- Sirva-se você também, Kouji. – Disse Miyuki, percebendo que o sobrinho encontrava-se ocupado observando o café da manhã de sua família. A mulher também bebia chocolate quente, mas comia cereal com frutas ao invés de outras porcarias achocolatadas. – Ou seu chocolate vai esfriar.

- Ah, sim, sim...

Kouji tomou um gole de seu chocolate quente (que, com um pouco de remorso, ele admitiu que era muito melhor do que os sucos ou chás que sua mãe sempre servia) e encarou os croissants pensativo. Depois de comer tanto chocolate na noite anterior ele não tinha certeza se seria saudável comer ainda mais chocolate tão cedo pela manhã. Felizmente (ou talvez infelizmente) seu estômago resolveu esse problema por ele, produzindo um barulho incrivelmente alto e assustador tão logo o garoto terminara de ingerir seu primeiro gole de chocolate líquido.

- Kouji-Nii, você tá legal? – Perguntou Kenji, que, assustado com o barulho inesperado, deixara seu pão tão bem recheado cair em seu colo. O fato de que o garotinho encarava o primo com um olhar preocupado ao invés de tentar salvar o que podia de seu pão (que caíra, como não podia deixar de ser, com o recheio para baixo) era provavelmente um dos mais óbvios sinais do quanto ele gostava de Kouji.

- Eu acho que sim. – Respondeu Kouji, encarando seu estômago como quem se prepara para se defender de um dragão que gosta de pegar seus inimigos de surpresa com suas rajadas de fogo. – Eu acordei com um pouco de dor barriga, mas não foi nada demais. Devo ter abusado dos chocolates ontem.

- E como você se sente agora? – Perguntou Yoshiyuki, também preocupado apesar do sorriso sempre presente. – A dor de barriga continua?

- Mais ou menos. É uma sensação diferente de quando eu tenho uma dor de barriga normal, não sei explicar direito.

- Hum... – Miyuki inclinou-se para examinar melhor o sobrinho. – Se essa dor de barriga não ficar pior, pode ser uma reação aos exageros de ontem e você vai ficar bem se não tentar mais imitar nível de consumo do resto da família por enquanto. Se piorar, pode ser algum tipo de reação alérgica ou intolerância...

- Não! – Yoshiyuki e Kenji gritaram ao mesmo tempo, levando as mãos à boca em horror absoluto.

- Não precisam fazer tanto drama, vocês dois. – Miyuki rolou os olhos. – O que quer que seja, não deve ser nada muito sério, ou o Kouji teria tido algum tipo de reação assim que demos chocolate para ele. – Yoshiyuki e Kenji relaxaram um pouco. – Kouji comeu muito chocolate ontem, ainda mais para alguém que nunca tinha experimentado antes. É natural que ele não esteja se sentindo muito bem.

- Você tem razão. Por um momento eu achei que... – Yoshiyuki deixou a frase flutuando no ar antes de apanhar sua xícara e tomar mais um gole de seu chocolate. – Por via das dúvidas, é melhor maneirar no chocolate hoje, Kouji. Eu sei que vai ser um grande sacrifício, mas é melhor do que ver você com dor de barriga um dia antes da grande viagem, certo?

- Sim, tio Yoshiyuki.

Kouji acabou comendo cereal com frutas para o café da manhã. Sua barriga parou de encomodar depois de algumas horas, para alegria geral da família.


Depois do café, Yoshiyuki e Kenji contaram a Kouji que normalmente eles treinavam juntos antes de Kenji ir para a escola e Yoshiyuki, para o trabalho. Como as feras-bit ainda estavam fofocando no quintal, porém, o mestre de Ceres achou melhor cancelar a sessão de treinos daquele dia.

- Não posso garantir a nossa segurança se tentarmos entrar no pátio agora. – Explicou ele, lembrando-se do olhar significativo de Flamelus. A fera-bit havia deixado bem claro que ela não queria ninguém naquele pátio, e desobedecê-la não era uma boa idéia. – O que vocês sugerem que a gente faça ao invés disso?

- Eu sei! Eu sei! – Exclamou Kenji, que havia recém trocado suas calças depois de recuperar o que podia da grossa camada de pasta de chocolate que se acumulara nelas. – Vamos mostrar pro Kouji-Nii as minhas fotos de bebê! E as fotos de nós todos!

Como Kouji parecia genuinamente interessado em ver fotos de família (afinal sua mãe não havia trazido muitas fotos com ela) os quatro sentaram-se na sala e passaram uma hora examinando grossos álbuns de foto de conteúdos variados. Os três primeiros álbuns continham fotos sobre a vida de Kenji e seus pais, incluindo o nascimento do garotinho.

- Miyuki e eu tínhamos dezenove anos na época. – Comentou Yoshiyuki, olhando para a última foto de sua mulher com um barrigão. – Eu tinha recém voltado da Inglaterra e, bem, acho que ficamos um pouco entusiasmados demais... – O casal sorriu com cumplicidade. – Nii-chan se mudou assim que percebeu que a família ia aumentar.

- Koichi-san tem medo de bebês, eu tenho certeza. – Exclamou Miyuki, com uma expressão um tanto assustadora. – Ele põe medo nos criminosos mais asssustadores, mas era só a gente pedir pra ele segurar o Kenji que a coisa mudava de figura...

Por mais que tentasse, ao ouvir as palavras de sua tia Kouji não conseguiu impedir seu cérebro de imaginar o que poderia ter acontecido com ele caso vivesse com seu pai em seus tempos de bebê. Se o que Miyuki dizia era verdade, talvez ter passado seus primeiros anos de vida apenas com sua mãe fosse a melhor coisa que podia ter acontecido com ele.

Terminados os álbuns sobre a vida de Kenji, Kouji pediu para ver fotos da época do campeonato mundial. Durante a grande reunião que marcara o casamento de Rumiko e Toshihiro, a primeira ocasião em que todos os beybladers envolvidos naquele campeonato se reuniram no mesmo lugar desde 2003, o grande grupo decidira juntar todas as fotos e todas as reportagens que eles haviam coletado ao longo do campeonato para fazer um grande álbum que todos poderiam ter. Enquanto montavam este álbum especial, os beybladers concordaram em deixar apenas duas fotos dos Soldier of Russia: a foto oficial da equipe e a foto da premiação, que também mostrava os Taichi. Kouji logo percebeu a relativa ausência de seu tio nas fotografias.

- Tio Yoshiyuki, por que você quase não aparece?

Yoshiyuki e Miyuki trocaram olhares levemente apreensivos antes do mestre de Ceres responder.

- Lembra do que eu disse sobre o meu pai quanto te busquei na casa da Momoko-chan? – Kouji concordou com a cabeça. Com isso ele percebeu que fizera uma pergunta indesejada e teria tentando pedir desculpas, mas seu tio não estava disposto a deixá-lo fazer isso. – Durante o campeonato mundial ele era o chefe da minha equipe. Ele planejou todo o campeonato para criar um exército de beybladers poderosos controlados por ele que poderia dominar o mundo pelas sombras sem ninguém perceber. Os Soldier of Russia eram os vilões do campeonato até os Taichi nos fazerem perceber o monstro que o Hajime Yuy realmente era. Por isso nossas aparições no campeonato não são lembranças muito boas agora.

- Ah, eu não sabia... – Kouji sentiu seu rosto corar. Não era seu objetivo fazer o tio se lembrar de coisas ruins.

- Claro que você não sabia! Não precisa ficar triste, Kouji, eu já te disse que é seu direito saber dessas coisas. – Yoshiyuki colocou a mão no ombro do sobrinho, forçando-o a encarar seu sorriso brilhante. – E já que você está curioso, esse é o seu avô. – O mestre de Ceres apontou para o homem de pé ao lado dos Soldier of Russia durante a premiação. Os cabelos da nuca de Kouji se arrepiaram assim que seus olhos encontraram o homem ao qual seu tio se referia. O garoto não conseguiu olhar para a foto por muito tempo (seu estômago começou a fazer barulhos estranhos alguns segundos depois), mas tinha certeza que seria difícil esquecer alguém tão sinistro.

Algum tempo depois os Yuy começaram a se arrumar para sair. Kenji fez muita bagunça antes de finalmente terminar de preparar a mochila, mas Yoshiyuki e Miyuki pareciam estar acostumados com isso, pois os dois ficaram prontos na hora exata para sair de casa.

- Se você não quiser ficar sozinho em casa eu posso te levar para o meu trabalho. – Sugeriu Miyuki enquanto ela observava Kenji calçar os sapatos. – Eu trabalho em uma bibilioteca, se você quiser eu te levo comigo e você pode passar o dia lá. Você falou que gosta de livros, não?

- Sim, tia Miyuki. – Kouji lembrou-se de como sua mãe fez questão de ler historinhas para ele dormir pelos primeiros oito anos de sua vida, e de como ela o havia incentivado a ler livros cada vez maiores e mais complexos apenas pelo prazer de ler livros grossos e complicados. – Eu vou gostar de ir para uma biblioteca.

- Ótimo! Se prepare porque estamos saindo logo! – Miyuki exclamou, sorrindo de um jeito que lembrava muito o marido.

- Kouji é realmente filho da Satsuki Nee-chan... – Riu-se Yoshiyuki, observando o sobrinho preparando sua mochila. – Não existem muitos jovens de quatorze anos que gostam da idéia de passar o dia em uma biblioteca...


Kouji realmente gostou de passar o dia na biblioteca. Pouco depois que Yoshiyuki saiu com Kenji, Miyuki e Kouji saíram caminhando para o trabalho da mulher. A biblioteca ficava a poucas quadras de distância e, apesar de ser apenas a bilioteca do bairro, era a maior coleção de livros que Kouji já vira. O garoto passou o dia inteiro debruçado sobre livros dos mais diversos assuntos, parando apenas quando sua tia chamou-o para almoçar.

Horas mais tarde, durante o jantar, Kenji começou a falar sobre a grande viagem do dia seguinte, e o assunto logo tomou conta da refeição.

- E eu quero enfrentar os monstros gigantes e asquerosos escondidos no meio da floresta! Eu e Cesie vamos derrotar todos eles! Todos! Todos! – Exclamou Kenji, batendo seus hashi com força contra a mesa a cada "todos". Quando Kouji falava sobre o trajeto da viagem, cometera o erro de mencionar a curta travessia de uma zona de mata mais ou menos fechada. A imaginação de Kenji logo traduzio "mata fechada" como "morada de monstros" e com tal incentivo começou a trabalhar a mil por hora.

- Não existem monstros gigantes e asquerosos na floresta, Kenji. – Retrucou Miyuki, olhando preocupada para os grãos de arroz que saltavam do prato do filho. – Se tivessem eu não deixaria você ir.

- Isso não é justo! Meu pai lutou contra monstros grandes e asquerosos quando ele tinha a minha idade! Por que eu não posso? – Protestou Kenji, fazendo seu costumeiro beicinho emburrado.

- A não ser que você esteja falando das feras-bit, eu não me lembro de ter enfrentado nenhum monstro com essa descrição quando tinha sete anos. – Yoshiyuki respondeu, sorrindo e lançando um olhar discreto em direção à porta da cozinha. Ceres e Flamelus ainda estava conversando no quintal; mesmo para os padrões deles a conversa estava demorando demais. – Mas se você está insinuando que Ceres é um mons...

- Não estou, não! – Gritou o garotinho, derrubando mais arroz mesmo estando com os braços cruzados em frente ao peito. Kenji encarou todos os presentes com um ar que tentava ser sério ao mesmo tempo em que convidava alguém a dizer "está sim" para começar um bate-boca. Sabendo de suas intenções, no entanto, ninguém disse nada até Kenji esquecer a discussão e voltar a comer.

- E como você está se sentindo com a viagem, Kouji? – Perguntou Yoshiyuki depois de algum tempo em silêncio.

- Eu não sei direito. – Kouji olhava para seu prato enquanto falava. – Eu estou com saudade da minha mãe e quero vê-la logo, mas... Eu tenho medo de voltar e ver que ela...

- Se você realmente não quiser ir eu posso falar com o Mako-chan e ver se tem outro jeito. A gente pode tentar achar a sua vila no mapa e mandar uma equipe de busca...

- Não, tio Yoshiyuki. – Kouji balançou a cabeça veementemente. – Kenji e os outros estão tão animados com a viagem... Não é justo com eles desistir de tudo agora. E eu realmente quero ajudar a minha mãe. – O garoto olhou para os tios e para o primo e lançou um olhar discreto na direção do pátio. – Vocês todos disseram que a minha mãe era feliz aqui, e eu fiquei feliz por conhecer vocês e a tia Momoko. Eu quero ajudar a minha mãe a voltar pra cá para sermos todos felizes juntos. – Kouji passou a encarar seu prato tão logo terminara de falar, com medo de que suas palavras soassem bobas demais.

- Fico honrado em ouvir isso. – Respondeu Yoshiyuki, para a surpresa de seu sobrinho. –Nós também queremos que você e a sua mãe sejam felizes aqui com a gente, principalmente o seu pai, mesmo que ele nunca admita isso.

Kouji conseguiu sorrir levemente com a mensão de Koichi, por um breve momento imaginando como seria sua vida vivendo com o homem e sua mãe agora que já não era mais bebê. A janta seguiu mais animada do que antes, e durante a sobremesa Kouji arriscou comer duas porções de mousse de chocolate (Kenji e Yoshiyuki comeram cinco cada, e Miyuki terminou metade de seu terceiro prato).

Ceres e Flamelus apareceram na porta quando seus mestres estavam se preparando para dormir. Segundo o unicórnio, mesmo depois de doze horas conversando sem parar eles ainda tinham muitos assuntos para colocar em dia, mas eles haviam se forçado a interromper a conversa porque Kouji sairia de viagem no dia seguinte e Flamelus precisava recarregar suas energias para o caso de uma emergência. Feliz por ter a fera-bit de volta, Kouji dormiu com a beyblade ao lado de seu travesseiro.


Por causa da mousse de chocolate, Kouji foi dormir com apenas uma leve encomodação na barriga que fez com que ele demorasse um pouco mais do que o normal para cair no sono (a ansiedade com a viagem do dia seguinte também contribuiu para a falta de sono, mas o garoto tinha certeza que a dor de barriga tinha um papel maior nisso). Também por causa da dor de barriga, seus sonhos foram mais confusos do que o normal, mais inquietos e mais realísticos.

Sua mãe corria pela mata densa. Era noite, mas ele podia ver o rosto dela logo acima dele, vermelho e ofegante por causa da corrida. Ele sentia seu corpo sacolejar junto com o de sua mãe, como se ele estivesse correndo com ela, ou talvez preso a ela.

Satsuki não estava mais correndo. Ela estava em um quarto e parecia cansada sentada em uma cadeira. A visão de Kouji estava parcialmente bloqueada por tiras de madeira verticais, uma das quais sua mãozinha de criança segurou para tentar ficar de pé no que parecia uma superfície fofa e irregular. Satsuki virou-se para ele e sinalizou para que ele ficasse em silêncio.

O rosto sinistro de seu avô, o mesmo que aparecera no álbum de Yoshiyuki, olhava para ele com um sorriso macabro. Kouji estava deitado e o homem olhava para ele por cima de sua cabeça. Uma de suas mãos balançava um objeto estranho e brilhante que fazia um som esquisito.

Satsuki corria de novo e mesmo em seu sonho Kouji estava com frio. Sua mãe acariciou seus cabelos sem parar de correr, sorrindo apesar de sua respiração acelerada.

O rosto de Hajime Yuy apareceu novamente e Kouji sentiu uma pontada forte em seu estômago. Ele acordou com um salto e correu para o banheiro.


Felizmente na hora do café da manhã Kouji já estava se sentindo melhor. Como nenhum dos adultos ou Kenji parecia ter percebido que Kouji acordara no meio da noite, ele decidiu não dizer nada sobre a reação nada agradável de seu estômago e instestinos. O que ele não sabia é que Yoshiyuki e Miyuki, cujo quarto ficava ao lado do banheiro, haviam escutado tudo que se passara com o garoto. Já acostumados com o jeito tímido de Kouji, os adultos decidiram não dizer nada até o garoto tocar no assunto, limitando-se a cuidar para que ele não abusasse muito de chocolate dali para a frente.

Quando o café da manhã já estava quase terminado e Kenji já pensava nas milhares de coisas que queria colocar em sua mala, a campainha tocou. Yoshiyuki foi atender e voltou logo depois sorrindo de orelha a orelha.

- Kouji, adivinha quem veio te desejar boa sorte na viagem?

O homem não deixou o sobrinho responder antes de fazer sinal para Momoko e um casal de meia-idade entrarem na cozinha. A jovem não perdeu tempo em cumprimentar o sobrinho e fazer as devidas apresentações:

- Kouji! Que saudades! – Exclamou ela, abraçando o garoto com força. Kouji estranhou o gesto, mas não disse nada. – Seu tio me contou sobre a viagem, e meus pais decidiram que era nosso dever falar com você antes de você ir embora.

- Seus pais? Então eles são... – Kouji tentou observar o casal que ainda estava parado perto da porta, porém o abraço de Momoko impedia que ele tivesse um bom ângulo de visão. Felizmente, ela logo se soltou para poder apresentá-los propriamente.

- Kouji, conheça seus avós maternos, Ryuuma e Natsuko Kinomoto! Pai, mãe, conheçam seu primeiro e único neto, Kouji!

Kouji se levantou e se apresentou educadamente. Depois, com um pequeno empurrãozinho de Momoko, caminhou até seus avós, observando atentamente seus rostos sorridentes e outros aspectos físicos marcantes. Ryuuma era alto, estava quase careca e os cabelos que sobraram variavam entre preto, cinza e branco. Ele também tinha uma barba no mesmo tom que os cabelos, e um bigode completamente branco. Usava um terno formal, porém sua postura relaxada era semelhante a de Yoshiyuki. Natsuko era mais baixa do que o marido, da mesma altura que Momoko. Seus cabelos já estavam completamente brancos, porém ela os mantinha bem arrumados. Usava um vestido simples de mangas curtas ideal para o começo de junho.

- Nós estamos muito felizes por finalmente conhecê-lo, Kouji. – Exclamou sua avó quando o garoto ficou a apenas dois passos de distância. – Não sei quantas pessoas já te disseram isso, mas você é bem parecido com a sua mãe. – Kouji corou, surpreso com a comparação. Essa era a segunda vez em poucos dias que a ouvia, porém desta vez seus avós haviam sido capazes de chegar a esta conclusão apenas olhando para ele, sem que ele precisasse fazer muito mais do que dizer seu nome.

- E seu rosto fica vermelho igual ao dela. – Comentou Ryuuma, piscando para o neto. Não foi surpresa para ninguém quando Kouji corou ainda mais. – Nós queríamos muito te ver e desejar boa sorte na viagem antes de você ir embora, mas sabemos que estão ocupados fazendo as malas, então não vamos demorar.

- Oh, não precisam se preocupar com isso! – Exclamou Yoshiyuki, aproximando-se dos Kinomoto e indicando que eles deveriam entrar na cozinha e se sentar. Miyuki também havia se levantado, assim Natsuko e Ryuuma ocuparam o lugar dos Yuy na mesa. Kouji voltou para seu lugar. – Kouji já está com as malas prontas, e Miyuki e eu podemos cuidar das coisas do Kenji enquanto vocês conversam um pouco. Vocês vieram de tão longe, não é justo que passem menos de uma hora com seu neto, não é verdade?

Por mais bem educados que fossem, os Kinomoto não conseguiram discordar do mestre de Ceres. Pouco tempo depois Miyuki arrancou o filho da mesa e os três Yuys deixaram a cozinha. Momoko sentou-se na cadeira de Kenji e os quatro passaram a conversar, sendo interrompidos de vez em quando por protestos esganiçados do garotinho fofinho.

Cerca de uma hora depois Yoshiyuki, Kenji e Miyuki finalmente voltaram para a cozinha com os rostos vermelhos e ar de quem acabou de passar por horas de exercício intenso. Kenji estava emburrado de um jeito mais fofinho do que o normal, e seus pais sorriam de orelha a orelha. Yoshiyuki trazia consigo uma pequena mochila azul e roxa com desenhos de unicórnio tão cheia que parecia a ponto de explodir.

- Por que você está com essa cara, Kenji-kun? – Perguntou Natsuko depois de cumprimentar os anfitriões.

- Meus pais são maus. – Respondeu o garotinho, enfatizando consideravelmente a última palavra. – Eles encheram minha mochila de porcarias e não deixaram eu levar chocolate.

Todos os presentes seguraram o impulso de rir. Kenji parecia estar falando sério, e os adultos acharam melhor não estragar o momento.

- Correção: nós não deixamos você levar uma mochila inteira de chocolates. – Explicou Miyuki, fazendo pose de mamãe mandona. – Você não pode levar muita bagagem, Kenji, nós devemos colocar apenas o essencial.

- Mas o papai disse que eu podia! – O garotinho apontou para Yoshiyuki e todos os olhares se voltaram para o mestre de Ceres. Yoshiyuki ergueu as mãos em sinal de rendição.

- Seu pai não tem condições de julgar nada que envolva chocolates e você sabe muito bem disso. – Retrucou Miyuki.

- Mas você empacotou o equivalente a um mês de cuecas aqui dentro. – Comentou Yoshiyuki, erguendo a mochila e sacudindo-a levemente para enfatizar seu argumento.

- Conhecendo o Kenji, isso talvez seja pouco.

- Mãe! Pára de dizer essas coisas na frente dos outros! – Exclamou Kenji, ficando completamente vermelho e fazendo cara de quem vai chorar. – Eu não faço mais xixi na calça!

Natsuko, Ryuuma, Momoko, Yoshiyuki e até mesmo Kouji tiveram a decência de virar de costas para Kenji antes de rir. O garotinho demorou algum tempo para se acalmar, e assim que seu pai lhe ofereceu chocolates ele voltou a ser a criança feliz com que todos estavam acostumados.

- Se vocês quiserem nós podemos ir todos juntos até a estação para nos despedirmos das crianças. – Yoshiyuki ofereceu quando o grupo se preparava para sair.

- Você gostaria que fôssemos com você, Kouji? – Perguntou Ryuuma ao neto.

- Sim, claro. Eu adoraria! – Os Kinomoto sorriram e Momoko abraçou o sobrinho novamente.

- Vamos indo então!

Yoshiyuki fechou o portão de casa com um pouco mais de força do que deveria. Kouji acabou decidindo ir para a estação no carro dos avós para poder passar mais tempo com eles. Kenji tentou protestar, mas sua mãe lembrou-o de que ele teria Kouji só para ele pelos próximos três dias inteiros e lhe passou mais uma barra de chocolate. Kenji parou de protestar quase imediatamente.

No carro, equanto conversava com a família de sua mãe sobre o plano de resgatá-la e trazê-la de volta para Tóquio, Kouji finalmente passou a se sentir realmente empolgado com a viagem e com as coisas que poderia mostrar aos seus amigos sobre sua vila e sua vida. Pensou até mesmo em seu pai, em como essa seria sua chance de unir Koichi e Satsuki novamente.


Koichi acordou cedo como de costume e se arrumou para o trabalho como de costume. Teoricamente naquele sábado ele não tinha que trabalhar até a uma da tarde, porém o investigador de polícia gostava de fazer horas extras quando estava particularmente estressado. Desde a chegada de Kouji, havia trabalhado em média vinte horas por dia, parando apenas para comer e de vez em quando dormir.

O mestre de Fenhir normalmente não checava as mensagens em seu celular pessoal antes de sair, porém por alguma razão naquele dia isso pareceu uma boa idéia. Havia uma mensagem de Yuriy convidando-o para uma luta no parque de Shinjiku, uma mensagem de seu chefe pedindo para ele parar de trabalhar e ir dormir por um dia inteiro, e uma mensagem de Yoshiyuki dizendo que o plano de Umeragi começaria a ser executado naquela manhã.

- Eu não precisava ser lembrado disso, Yoshiyuki. – Resmungou ele para ninguém em particular. Seu apartamento era pequeno até mesmo para os padrões japoneses, com espaço apenas para uma mesa, um armário, um banheiro apertado e espaço no chão para um futon de solteiro. Yoshiyuki era o único que o visitiva de vez em quando, segundo ele para ter certeza de que seu irmão ainda se lembrava de que não morava no serviço.

Koichi sentou-se na única cadeira do apartamento. As lembranças da investigação do caso de Satsuki estavam voltando para ele em uma velocidade alarmante.

O quarto da loira CDF havia sido completamente revirado e quase nada de valor havia sido roubado. O resto do apartamento dos Kinomoto não fora tocado. No dia em que Satsuki desaparecera, seus pais haviam saído para jantar e Momoko passara a noite na casa de Lhana. Na época, sua primeira hipótese foi que alguém com um desejo de vingança contra Satsuki sequestrara-a por alguma razão ainda desconhecida para ele. Quando ninguém se comunicou para pedir um resgate, Koichi chegou até mesmo a falar com Yuriy (o homem estava preso pela segunda vez quando o desaparecimento aconteceu, e fugiria da prisão cerca de uma semana depois) para ver se ele sabia de alguma coisa ou conhecia alguém que poderia ter feito isso. O ruivo mostrou-se incrivelmente cooperativo, porém suas dicas não resultaram em nada.

Não havia sangue ou sinais de violência no quarto. Koichi ainda se lembrava perfeitamente do espaço marcado como cena do crime, afinal havia sido o encarregado de marcar todas as possíveis evidências e tirar fotos por todos os ângulos possíveis. Em pouco tempo ele havia tomado conta de toda a investigação, e mesmo sendo um iniciante e estar pessoalmente envolvido na situação (o que teoricamente significava que ele não poderia participar de investigação nenhuma), ninguém se atreveu a contestá-lo. Sua segunda hipótese foi que alguém a forçara a fugir, fazendo-a revirar seu próprio quarto para distrair a polícia.

E por fim Satsuki havia provado que sua segunda hipótese estava parcialmente certa. Ela havia mesmo revirado seu próprio quarto, mas ninguém a forçara a isso. Ou talvez, examinando a situação de um certo ângulo, ele havia sido o responsável por sua fuga. Ela havia sido capaz de enganar a polícia e sumir do mundo por dezesseis anos por causa dele.

Uma pequena parte da mente de Koichi, a mesma que queria acreditar que Umeragi estava certo e a loira por alguma razão estava mentindo em sua carta, chegou a considerar responder à mensagem de Yoshiyuki e ir até a estação para observar as crianças de longe. Essa minúscula porção dele acreditava que ver Kouji ir embora para talvez voltar com a loira, e assim com as respostas para dezesseis anos de perguntas, seria bom para ele e sua saúde mental.

Felizmente, Koichi não teve que argumentar com seu pequeno rebelde interno, pois seu celular do trabalho tocou trazendo notícias de mais um ataque dos Inujin. Dois minutos depois Koichi estava em seu carro ansioso para encarar Yuriy novamente, por algumas horas esquecendo seus outros problemas.


Yoshiyuki: Nii-chan é workaholic! XD Aposto que ninguém imaginou que isso aconteceria! XD

Felipe: Pois é, nenhuma surpresa aí, senhor "eu tenho medo de bebês"! XD (Felipe tá segurando a filha do Carlos, que tem apenas um mês de idade)

(Pra quem não sabe, ela nasceu no último natal. A gente ia fazer uma festa, mas o Jamie tava ocupado fazendo absolutamente nada e aí já era... ¬¬')

(Felipe se aproximando vagarosamente do Koichi com o bebê)

Koichi: Eu não tenho medo de bebês. ¬¬''

Felipe: Como não? (Felipe quase deixa o bebê cair de surpresa.) (Carlos tá dormindo em alguma rede por aí e nem percebe) Não leu o capítulo que acabou de terminar? O.õ

Koichi: Você não pode acreditar em tudo que certas pessoas dizem. Achei que soubesse disso.

Felipe: Hey, não provoca! Eu só fiquei com aquela baranga porque eu tava bêbado! ò.ó

(Pra quem não percebeu, Felipe está se referindo a algo que aconteceu entre o fim da sua participação na fic e o dia de hoje. Enquanto o Jamie não fizer uma fic com os detalhes da vida do Felipe até agora, a gente nunca vai saber do que exatamente ele está falando)

Cristiano: Achei que você tivesse ficado com ela porque o Luiz estava doente e teve que ficar de fora da convocação. (Cristiano fazendo carinha de inocente)

Felipe: Hey, como assim? O que houve com a criancinha inocente que não fazia idéia do que a gente estava falando? O.O'

Cristiano: Eu entrei na faculdade. 8D Ninguém consegue continuar inocente depois de entrar na faculdade. 8D (Cristiano com sorrisão demente)

Yoshiyuki: Por isso que eu quis ir pra escola de novo! XD

Franklin: Não adiantou muito, né? Eu consigo ver daqui os quatro fios de barba... (Franklin com cara de mau)

Yoshiyuki: NÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOO! XDDD Socorro! XDDDD

(Yoshiyuki sai correndo pelo cenário do off-talk tentando arrancar a barba)

Cristiano: E depois de tudo isso ele ainda faz XD? O.õ

Koichi: Existe uma lei do off-talk que proíbe o Yoshiyuki de não fazer XD. A Terra vai explodir mais cedo se ele se esquecer um dia. ¬¬''

Cristiano: Sério? O.õ

Koichi: Eu tenho cara de mentiroso? (Olhando pro Felipe) ¬¬''

Felipe: Hey! O que isso quer dizer?

Cristiano: (ignorando o Felipe) Nossa! Então a gente não pode deixar o Yoshiyuki se esquecer dos XD! Nunca!

(Yoshiyuki continua correndo pelo cenário do off-talk tentanto arrancar quatro míseros fios de barba)

(Cristiano sai atrás do Yoshiyuki para ter certeza de que ele não vai esquecer de XD nenhum mesmo em momentos de crise)

Felipe: Aí, cê até que sabe mentir de vez em quando... O.õ

Koichi: Quem foi que disse que era mentira? ¬¬''

(Pausa pro Felipe olhar pra câmera inexistente com cara de quem vai entrar em pânico assim que o choque passar)

Kenji: Hey! XD Hoje é meu aniversário! XD Dá pra prestar atenção em mim pra variar? XD

(Kenji rouba a câmera inexistente pra que todo mundo passe a olhar pra ele)

Yuuki: Tecnicamente ainda não é seu aniversário porque você só vai nascer em 2017. u.ú

Kenji: Grande coisa! XD Aniversário é aniversário, e se eu existo na história que acabou de acabar, então eu tenho direito a comemorar meu aniversário! XD

Nathaliya: Falando em comemorações, quem vai comemorar daqui a pouco são os gêmeos que vão nascer daqui a três semanas...

Rumiko: Três semanas? O.O''' (Close na Rumiko com um barrigão sentada na poltrona inclinável porque já não consegue se mexer direito com tanta barriga) TRÊS SEMANAS? O.O''

(Rumiko tem um treco e sairia correndo como o Yoshyuki se conseguisse se mexer)

(Beybladers entram em pânico porque a Rumiko tendo um treco pode fazer os gêmeos nascerem antes de hora)

Lin: Ninguém vai se lembrar de que a Anya vai nascer um dia depois dos gêmeos? n.n'

Vladmir: Não enquanto você não fizer um drama sobre isso... u.ú

(Vladmir e Lin sentados em um canto afastado do off-talk)

(Vladmir fazendo carinho no barrigão da Lin)

(Lin dá beijinho no Vladmir)

(Issac toca música romântica no violino ao fundo)

(Kita no Ookami aparecem do nada pra quebrar o clima)

Kazuo: Já perdi a conta de quantas vezes a gente prometeu que a nossa fic vai ser atualizada logo, mas se o Jamie não atualizar no dia que a Anya nascer, vai ter sangue! ò.ó

Fai Lok: É claro que vai ter sangue. Nunca viram bebês nascendo? u.ú

Kazuo: Não quero imaginar...

(Kazuo e Osamu fazem cara de nojo)

Susumu: Se as 35 horas de trabalho semanal do Jamie não atrapalharem, teremos uma daquelas grandes atualizações em massa nos dias 27 e 28 pra marcar o nascimento dos três bebês.

Kenji: O QUE FOI QUE EU DISSE SOBRE PRESTAR ATENÇÃO EM MIM! XDD

Cristiano: Kenji também tem que ficar fazendo XD para a Terra não explodir? O.õ

Koichi: Exatamente. ¬¬''

Akiko: O problema é que todo mundo sabe o que vai acontecer no off-talk do seu aniversário, Kenji-kun. XD

Kenji: Como assim, Akiko-chan? XD

Akiko: Seu aniversário é a mesma coisa: você e o Yoshiyuki-san vão arranjar um bolo de chocolate gigante e comer o bolo todo sem dar predaços pra ninguém. Nós vamos dizer besteira até não poder mais e a Terra vai explodir. XD

Kenji: Não é assim, não! XD

Akiko: É sim!

Kenji: Não é não!

Akiko: É sim!

Kenji: Não é não!

Akiko: É sim!

Kenji: Não é não!

Akiko: É sim!

Kenji: Não é não!

Akiko: É sim!

Kenji: Não é não!

Akiko: É sim!

Kenji: Não é não!

Akiko: É sim!

Kenji: Não é não!

Akiko: É sim!

Kenji: Não é não!

Akiko: É sim!

Kenji: Não é não!

Akiko: É sim!

Kenji: Não é não!

Akiko: É sim!

Kenji: Não é não!

Koichi: Chega. ¬¬'

(Kochi pega o Kenji e a Akiko pela gola das camisetas deles)

Kenji: Deja vu! XD

Akiko: (Akiko abre a boca pra dizer alguma coisa)

(Cenário do off-talk fica cheio de luzes brilhantes e chamativas)

(Beybladers ficam todos cegos)

(Bebê Julieta faz um monte de XD porque ela gosta de luz)

(Carlos acorda e percebe que a filhinha está fazendo um monte de XD no colo do Felipe)

(Luzes se apagam e tudo volta ao normal)

(Carlos volta a dormir como se nada tivesse acontecido)

(No meio do cenário do off-talk aparecem Fenki, Fenku e Lan Lan)

Fenki: Não temam, beybladers! Seu herói favorito chegou para salvar o dia e fazer um off-talk mais original!

Fenku: Nós ouvimos dizer que vocês estavam achando o off-talk muito repetitivo, então decidimos fazer alguma coisa sobre isso.

Lan-Lan: Nós, as feras-bit das crianças que vão nascer nas próximas atualizações (tá ouvindo, Jamie! Próximas atualizações em três semanas!) vamos mostrar para vocês umas coisas interessantes sobre a vida da família do aniversariante de hoje.

Kenji: Como assim? XD

Fenku: Já ouviram falar em universos alternativos? Mundos em que vocês existem, mas as circunstâncias da suas vidas são um pouco diferentes? Já pensaram em como pode ser a vida de vocês nesses outros universos?

Fenki: Nós vamos usar nossos super-poderes de monstros sagrados pra levar os Yuy para dois universos paralelos dentro do off-talk!

Felipe: Hey, por que só os Yuy? Que preconceito é esse?

Lan-Lan: É porque é o aniversário do Kenji, e porque o Jamie gosta tanto do Koichi e do Kouji que ele já pensou em dois universos paralelos sobre eles! u.ú

Yuriy: Então as próximas linhas vão ser sobre o Yuy e o filho dele só? Blé. Não tô a fim.

(Yuriy some do off-talk em uma nuvem de fumacinha vermelha que fede a enxofre)

Fenki: Blé, ninguém te quer, seu feio! (Fenki pega o Koichi, o Kenji, o Yoshiyuki, o Kouji e a Satsuki K.) Sigam-me os bons!

(Fenku faz uma dança estranha e o off-talk fica todo cheio de luzes coloridas)

(Fenku, Fenki e Lan-Lan levam o Koichi, o Kenji, o Yoshiyuki, o Kouji e a Satsuki K. através de um túnel de arco-íris)

(Tunel de arco-íris termina em uma sala gigantesca cheia de crianças de todos os tamanhos com cara de perdidas)

Kenji: Onde nós estamos? XD

Fenki: Em um universo paralelo onde todos os deuses e santos e criaturas mágicas venerados pelos humanos existem de verdade e criaram uma escola especial para crianças especiais.

(Close no Zeus sentado na maior poltrona da sala)

(Close no Odin do lado do Zeus fazendo aviõezinhos de papel)

(Close no Osíris erguendo uma sobrancelha pros aviõezinhos de papel)

Yoshiyuki: Legal! XD A gente está nessa escola? XD

Fenku: Vejam vocês mesmos...

(Close no Koichi segurando o Yoshiyuki e o Kenji de sete anos de idade pela gola da camisa pra fazer eles pararem de se comportar feito crianças de sete anos hiperativas)

(Close no Kouji e na Satsuki K. do outro lado da sala gigantesca com cara de quem está com medo de dar um passo a frente)

(Close no aviãzinho de Odin caindo na cabeça do Kouji)

Fenki: E adivinha o que acontece agora?

Yoshiyuki: Um show de palhaçadas envolvendo um Kouji super-tímido e um exército de aviões de papel? XD

Fenku: Não. O que vem agora é a grande inovação deste off-talk.

Satsuki K.: E isso seria... ?

Lan-Lan: Uma página de texto em não-itálico com formato de história!

(Close nos cinco beybladers fazendo cara de impressionados-barra-chocados)

(Close no texto sem itálicos se aproxi...)

- Kouji-Nii, você está bem? – Perguntou Satsuki, pegando o aviãozinho de papel e examinando-o cuidadosamente. – Quem você acha que jogou isso?

- Talvez alguém que goste de pregar peças, eu não sei. – Kouji suspirou, observando o grupo de crianças ao seu redor com certa ansiedade. Não era segredo para ninguém que, com exceção de sua irmã mais nova, ele não sabia interagir com outras pessoas. – A gente devia ir andando, a cerimônia de iniciação já vai começar...

- Oi, vocês também ganharam um aviãzinho? – Gritou uma voz vinda de algum lugar atrás dos irmãos. O corpo de Kouji ficou rígido com o susto e ele por pouco não caiu para a frente. – Hey, eu falei com vocês! – O estranho colocou uma mão no ombro de Kouji, fazendo o garoto enrijecer ainda mais. – Cê tá legal?

O garoto que assustara Kouji finalmente se colocou a frente do garoto, encarando-o com um olhar um tanto preocupado. Ele era mais baixo que Kouji, porém seu topete castanho disfarçava bem esta diferença. Ele vestia um uniforme de futebol amarelo com calção azul e tinha um ar malandro ao seu redor. Satsuki corou ao vê-lo de perto.

- Ah... ah...

- Estamos bem, só um pouco nervosos. – Satsuki respondeu quando seu irmão tornou-se incapaz de dizer alguma coisa coerente. – E perdoe o Kouji-Nii, ele não sabe lidar com estranhos muito bem.

- Sério? Mandaram um cara com problemas de relacionamento pra uma escola como essa? O que eles estavam pensando? – O garoto estranho perguntou, voltando sua atençaõ para a loira. – Ou será que eles mandaram o garoto da franja pra não deixar uma menininha bonitinha como você sozinha? – Satsuki, que nunca havia recebido cantadas tão diretas de meninos desconhecidos, corou intensamente, fazendo o topetudo rir. – Oh, você é mesmo bonitinha. – Ele piscou para ela. – Meu nome é Felipe da Silva, convocado por causa das habilidades futebolísticas fora dos padrões!

- Sou Satsuki Kinomoto e este é o meu irmão Kouji. – Satsuki e Felipe apertaram as mãos. Felipe virou-se para fazer o mesmo com Kouji, mas o garoto demorou um pouco para perceber o que estava acontecendo.

- Ah, desculpa... – Kouji corou como sua irmã. Felipe gargalhou bem alto.

- Nossa, vocês são uma figura! – Sem aviso, Felipe enganchou seus braços com os irmãos e saiu carregando os dois pelo meio da multidão. – Eu vou ensinar vocês a se tornarem pessoas normais que não viram sinais de trânsito cada vez que falam com vocês!

Satsuki e Kouji estavam muito perplexos e assustados para tentar parar Felipe. O trio caminhou pelo meio da multidão com Felipe puxando conversa com qualquer um que respondesse. O tempo passou quase rápido desse jeito, até o trio chegar ao outro lado da sala gigantesca.

Dois meninos pequenos, de cerca de sete anos, brincavam de pega-pega e exibiam um sorriso que ocupava metade de seus rostos. Eles seriam completamente idênticos se um dos garotos não tivesse uma franja que quase chegava nos olhos. As duas crianças passaram pelo trio e um dos meninos, o de franja grande, esbarrou em Kouji por acidente, fazendo o garoto cambalear.

- Oi, desculpa, foi sem querer, não conta pro Nii-chan porque...

- Kenji, olha pra cima!

O garoto que esbarrara em Kouji fez como seu irmão pedira (ele ainda estava tentando ficar em pé após cair no chão) e os dois garotinhos ficaram com expressões idênticas de espanto muito fofinhas.

- Nii-chan! O que você está fazendo aqui? – Perguntou Kenji, o garoto com franja, segurando o braço do outro garoto com força.

- Nii-chan? Do que você está falando? – Perguntou Felipe, virando-se para Satuki e Kouji – Vocês conhecem os pirralhos?

- Não. – Respondeu Satsuki. Kouji parecia tão assustado quando os garotinhos. – Quem são vocês?

- Nós... – O menino sem franja começou a responder quando um garoto da mesma altura que Kouji e com a mesma franja negra cobrindo os olhos, porém bem mais forte e intimidante.

- O que está acontecendo aqui? – Ele perguntou, provavelmente olhando para Kouji. Sua voz era grave e séria, bem diferente da de Kouji. – Quem é você?

- O nome dele é Kouji. – Felipe respondeu, fazendo cara feia. Ele não gostava de tipos como esse. – E quem é você?

- Koichi Yuy. Esses dois são meus irmãos Yoshiyuki e Kenji.

- Ora, ora, ora, o que temos aqui! – Os seis jovens foram novamente interrompidos, desta vez por um homem alto e magro de cabelos pretos e meio longos com um sorriso ainda mais maroto do que o de Felipe. – Finalmente vocês se encontraram! – O homem se aproximou de Kouji e arrastou-o na direção de Koichi. – Assim que vi que vocês dois tinham sido chamados, eu sabia que tinha estar aqui para ver esse momento! Thor me deve uma caixa de cerveja agora...

- Erm, com licença, tio! – Exclamou Yoshiyuki, puxando a calça do homem estranho. – Quem é você e o que está acontecendo? Por que esse Kouji parece tanto com o Nii-chan?

- Eu sou Loki, um dos responsáveis por essa escola. – Foi a vez de o queixo de Satsuki cair. Ela sabia quem era Loki, o deus nórdico responsavel por causar Ragnarok, o fim do mundo. – E o seu Nii-chan e o Nii-chan da Satsuki se parecem tanto porque são irmãos gêmeos como você e o Kenji, oras! Não é óbvio?

As crianças trocaram olhares surpresos, impressionados e incrédulos. Nenhum deles sabia exatamente o que dizer. Loki, no entanto, sorria largamente.

Fenki: E fim!

Satsuki: Já? O.O'

Yoshiyuki: Assim, do nada? XD Logo nessa hora tão importante? XD

Lan-Lan: Quem quiser saber como essa história termina vai ter que mandar um review pro Jamie e perguntar. n.n'

Koichi: Claro... Isso tudo é uma jogada de marketing do Hiwatari... ¬¬''

Fenki: Ele tá com um site novo pra todas as histórias em inglês dele.

Fenku: E ele prometeu que a gente ia aparecer bastante no próximo capítulo se a gente fizesse propaganda pra vocês.

Yoshiyuki, Satsuki, Kenji, Kouji: (falando todo mundo junto como se tivesse ensaiado) Eu devia saber... ¬¬'''

Lan-Lan: De qualquer jeito, o link pro site do Jamie tá no profile dele. Essa historinha que você acabaram de ler é um dos planos que ele tem pra um dia sair do papel.

Fenku: Um dia, depois que essa história terminar...

Fenki: Daqui a uns dez anos...

Fenku: Ou doze...

Yoshiyuki: Espero que não demore tanto... XD

Fenki: Enfim, depois desse monte de propaganda discarada e pedidos por reviews, aqui vai o próximo universo paralelo!

(Beybladers e as três feras-bit passam de novo pelo túnel do arco-íris)

(Túnel do arco-íris termina na mansão dos Yuy)

Yoshiyuki: Opa, esse lugar é familiar! XD

(Close no Koichi sentando em uma escrivaninha lendo um livro no escritório)

(Close na Satsuki sentada em uma poltrona fofa no escritório)

(Close em um bebê muito fofinho sentado no chão brincando com blocos de montar)

Satsuki K.: Olha, esse é o Kouji quando era pequeno!

Yoshiyuki e Kenji: (falando juntos de novo) Oh, que bunitinhu! XD

Fenki: Pois é, ele era bem fofinhu, bunitinhu, carismático e bom de apertar! E o Koichi e a Satsuki estão criando ele juntos!

Yoshiyuki: O Kouji era quase tão fofinhu, bunitinhu, carismático e bom de apertar quando eu! XD

Kenji: E eu! XD

Lan-Lan: Na verdade, acho que ele é ainda mais bunitinhu que vocês. E bem mais fofinhu. E carismático. Pra não dizer bom de apertar. n.n''

Kenji e Yoshiyuki: (Gritando ao mesmo tempo) NÃO PODE SER! NÃÃÃÃÃOOO! NÃO PODE! O.O'''''

(Pausa para os leitores verem que Yoshiyuki e Kenji não fizeram XD)

(Pausa para os leitores se lembrarem do que o Koichi disse no começo do off-talk sobre os XDs do Yoshiyuki e do Kenji)

(Dispausa para a Terra explodir)

Fenku: Pois é, a Terra foi-se. E não vamos contar como a história que nem começou termina. Contamos só pra quem mandar review.

Fenki: E não se esqueçam de visitar o novo site do Jamie pra ver as outras histórias doidas dele!

Lan-Lan: E não se esqueçam de votar no poll de melhor casal da fase 2!

Kenji: (flutuando no espaço comendo bolo de chocolate) E assim termina o meu aniversário! XD Até a próxima! XD No nascimento do Yuuki-san e da Satsuki-san! XDDD

OWARI