Olhando por cima dos seus óculos, ela o observava meticulosamente enquanto fazia anotações cuidadosamente no seu caderno. Os dois estavam sentados frente à frente numa mesa. Seu dedo indicador estava enrolado numa fita adesiva, e por baixo da fita, havia um dispositivo ligado à um fio, que estava conectado à um aparelho detector de mentiras. Ele só podia responder "Sim" ou "Não",e se caso falasse uma mentira, o aparelho lhe dava um "pequeno choque". Ele começou a ficar ansioso, apertava seus dedos, suava frio, suas pernas estavam inquietas. Ela, já estava o interrogando à mais de dez ou doze minutos. Ele nunca esteve no inferno antes, mas tinha certeza que estava sendo interrogado pelo próprio satanás. Um satanás de touca e óculos.
-Sr. Rogers... Ela disse se ajeitando na cadeira.
-Sim.
-Eu já lhe perguntei isso, mas vou lhe perguntar denovo: -Você realmente gosta dela? Darcy estreitou seus olhos ao perguntá-lo.
Steve Rogers suspirou forte e respondeu: -Sim! O aparelho não havia lhe dado nenhum choque até aquele momento, então Darcy considerou um bom sinal. Mas não estava satisfeita ainda, precisava de mais respostas.
-Você disse que vai levá-la numa cafeteria, isso é verdade?
-Sim...
-Uhmm... ah hãmm... Ela fez mais uma anotação, Steve Rogers rolou seus olhos aborrecido. -O que mais ela precisa saber?! pensou consigo. Darcy entrelaçou seus dedos debaixo do queixo e olhou diretamente em seus olhos.
-E depois da cafeteria, Sr. Rogers... Prentende levá-la para outro lugar? O ex-soldado demorou alguns segundos para responder. Darcy observava atenciosamente cada detalhe de suas expressões faciais, estudando-o, como uma verdadeira detetive forense. Steve rolou seus olhos e soltou uma risadinha nervosa, balançando a cabeça:
-Nãoo! (Bérrrrrrhhhhhhhh!) Então Steve levou um tremendo choque! A onda de eletricidade percorreu todo seu braço, fazendo-o se contorcer na cadeira! -AHhhhhhhhhh! Céus! Isso dói!
-A-há! Eu sabia que você estava mentindo! O que você pretende fazer com ela hein?!
-O que está acontecendo aqui?! De repente Jane apareceu na cozinha com as mãos na cintura. A morena havia se ausentado por alguns minutos para tomar um banho e se arrumar pra sair com Steve, e enquanto isso ele ficou sozinho com Darcy, sendo torturado por seu terrível interrogatório.
-Nós estávamos apenas... batendo um papo. Não é mesmo, Senhor Rogers? Darcy disse lançando-lhe um olhar "Não conte nada do que aconteceu aqui, ou senão..." O ex-soldado levantou-se rapidamente um pouco tenso, louco para sair dali: -Podemos ir, Jane?!
-Sim, claro! Mas antes de sair, Jane virou-se e disse para Darcy: -Não se preocupe comigo, Darcy. Eu sou adulta!
-É, eu sei... A nova-iorquina respondeu com um tom sombrio. Ainda mantendo seu olhar em Steve, Darcy fez o gesto "Estou de olho em você!" com seu dedo indicador e médio. O que aconteceu logo em seguida antes deles saírem, não era uma coisa que Jane costumava dar muita importância, mas ela estranhou que Steve não abriu a porta para ela. E a coisa mais engraçada, era que nem ela mesma sabia porque se importou isso, afinal, não era algo que ela ligasse muito. Mas mesmo assim, achou estranho. Talvez porque era uma coisa que Thor sempre fazia. Jane pensou. E pela primeira vez, desde o dia em que discutiram, Jane não sentiu raiva quando pensou nele, na verdade, ela se lembrou dele com ternura, recordando os poucos bons momentos que passaram juntos. -Eu não queria que as coisas tivessem acabado desse jeito... A morena confessou à si mesma.
Horas depois...
A cafeteria era muito charmosa. Ela lembrava muito essas cafeterias chiques que aparecem em filmes Ingleses. O ambiente era super agradável e aconchegante, Jane até achou que Steve havia escolhido aquele local de propósito, porque o ambiente era perfeito para ser usado como cenário de um filme romântico. E após alguns minutos de conversa, ela não tinha a menor dúvida que sua intenção era essa mesma, pois durante todo o tempo que eles passaram tomando café e comendo deliciosas fatias de tortas, Jane percebeu que Steve estava ficando cada vez mais interessado nela. As vezes, enquanto beliscava um pedaço de bolo, com o canto dos seus olhos ela notava que ele não parava de olhá-la. Jane tinha a impressão que ele queria tocar sua mão, porque de vez em quando ela o pegava olhando para elas.
-A sua amiga parece se importar muito com você, não é? Steve perguntou enquanto colocava um pedaço de torta de chocolate na boca, lembrando-se dos momentos de terror que passou com a Nova-Iorquina.
-Nossa, Darcy me deixou envergonhada! Jane disse colocando as duas mãos na testa. Não sei o que deu nela! Me desculpe mesmo pelo o que ela te fez! Aquilo foi ridículo...
-Não, não. Eu não ligo... Steve riu. -acho que ela deve ter um bom motivo para ter feito aquilo. Ele notou que Jane ficou um pouco incomodada após ele ter deixado aquela questão no ar. É claro que ele sabia que Jane não iria contar detalhes de sua vida como se ela fosse um livro aberto, mas estava realmente curioso para saber um pouco mais.
-É... Uh-mm... Tem um motivo sim, mas é uma longa história... A morena disse olhando para baixo enquanto cutucava na sua torta, sem interesse. Era visível que Jane não queria contar nada sobre seu passado sombrio, e Steve teve que se conformar com isso.
-Entendo... respondeu o ex- soldado encolhendo seus ombros.
Assim que terminaram, Steve chamou a atendente e fez questão de pagar a conta, apesar dela insistir em pagar sua metade. Quando eles saíram da cafeteria, o ex-soldado a convidou para dar um passeio em volta de uma linda praça bem próximo dali. Os dois estavam andando lado a lado conversando sobre si mesmos, Steve estava contando sobre seus relacionamentos frustrados. E então se sentaram num banquinho para descansar.
-...Então a sua ex-namorada foi embora sem deixar recado, nada?! Jane perguntou perplexa.
-É... infelizmente. Chega até ser engraçado como as pessoas podem nos decepcionar assim de um dia para outro não é?
A morena encolheu seus ombros ao se lembrar de Thor e como ele a decepcionou amargamente. -Não, na verdade é triste... O único homem que eu confiava, morreu pra mim! A-acho que nasci para ficar só... A morena abaixou a cabeça, e ficou olhando para suas mãos. O ex-soldado segurou o queixo dela e levantou sua cabeça.
-Ninguém nasceu para ficar só, Jane...
Jane suspirou e deu um sorriso fraco, Steve também sorriu. De repente o sorriso dele começou a se apagar, e o dela também. Steve estava hipnotizado por sua beleza, especialmente seus lindos lábios, o ex-soldado imaginou como seria a sensação de beijá-la, sentir aqueles lábios nos seus. Ele começou a se inclinar, aproximando-se dela. O ex-soldado sabia que estava se aproveitando da fragilidade dela naquele momento, mas como podia resistir? E Jane não parecia estar evitando-o. Steve se inclinou ainda mais, aproximando seu rosto do dela. Os rostos deles estavam tão próximos que ela podia até sentir o cheiro do bolo de chocolate nos lábios dele. Ela estava deixando-se levar pelo momento, nem estava mais pensando nas consequências se caso o beijasse, sua mente estava confusa, uma parte sua queria, e a outra não. Os lábios deles se roçaram, Jane fechou seus olhos e abriu parcialmente sua boca.
-Steve...eu... Ela disse murmurando.
-Jane...
Faltava pouco menos de um centímetro para seus lábios se tocarem. Então de repente, Jane imaginou Thor no lugar dele. Lhe veio na memória o dia em que se beijaram pela primeira vez, na varanda da sua casa, sob a luz das estrelas. Lembrou-se da promessa que ele lhe fez: -Sim, eu me sacrificaria por você Jane. O modo como ele lhe disse isso foi tão real, tão verdadeiro. A metade do seu coração que ainda acreditava nele, era uma parte frágil, mas estava batendo com mais força dentro do seu peito. No fundo, ela ainda acreditava nele, e na sua promessa. -O que eu estou fazendo?! Disse para si mesma pensando em toda aquela situação com Steve. Seus olhos começaram a ficar marejados de lágrimas.
-Steve...eu... eu não posso! Jane colocou suas mãos no peito dele e o empurrou. Então ela se levantou enxugando suas lágrimas. -E-eu não posso fazer isso! Isso foi um erro! Me desculpe... me desculpe...
-Jane! O que foi? Vamos conversar! O ex-soldado se levantou e tentou segurar o braço dela, mas ela se esquivou e saiu correndo, deixando-o sozinho, e boquiaberto.
Após ter deixado Steve sozinho lá na praça, Jane pegou um táxi e foi embora para casa. Ela entrou em casa soluçando como uma criança desamparada. Darcy estava na sala comendo pipoca e assistindo TV quando ela chegou.
-Jane?! O que aconteceu?!
-Esse encontro... f-foi um erro! Jane abraçou sua amiga, encostando sua cabeça no ombro dela. Darcy deixou que ela chorasse por alguns minutos. Então elas se afastaram e a nova iorquina segurou os ombros dela, e disse olhando bem séria nos seus olhos:
-Ele fez alguma coisa com você Jane? Por favor, diga-me a verdade!
-Não, não... não é isso, é que... Ela enxugou suas lágrimas com o polegar. -É que estou confusa sobre meus sentimentos. Darcy era uma pessoa muito perspicaz, e já vinha analisando sua amiga à muito tempo. Ela sabia exatamente sobre o que, ou seja, sobre quem ela estava falando, e não era exatamente sobre Steve. Darcy limpou sua garganta e coçou a ponta do nariz, era um costume que sempre fazia quando precisava falar sobre algum assunto indelicado.
-Jane, posso te fazer uma pergunta?
-S-sim, diga.
-Você promete que não vai ficar brava comigo?
-Claro que não! Pode falar. A nova-iorquina suspirou e disse com um sorrisinho meio de lado.
-Você ainda gosta dele né? Ela colocou ênfase na palavra "dele".
A morena foi totalmente pega de surpresa pela pergunta dela, ela não esperava que Darcy fosse tão direta assim. Ficou sem reação por alguns segundos, com seus olhos de corça arregalados e a boca parcialmente aberta.
-E-eu... uh-mm, Eu... A morena gaguejava. -Estou confusa ainda... Thor me magoou, me magoou muito. Jane fez uma breve pausa e abaixou sua cabeça, esfregando as unhas dos seus polegares uma na outra, ansiosamente. -Mas eu... mas...
-Mas...?
A morena suspirou forte, foi muito difícil colocar pra fora o que realmente estava sentindo. E com seus olhos cheios de lágrimas, ela confessou para Darcy:
-Sim... eu ainda gosto dele. Eu ainda gosto dele, Darcy! As lágrimas dela escorriam como cachoeira pelo seu rosto. A nova-iorquina a abraçou, encostando a cabeça dela sobre seu peito. -Shhh... shh... calma, calma... Ela a confortava alisando seu cabelo.
-Eu não sei o que eu faço... e-ele era o único homem quem eu confiava... e-ele era o único...
-Calma, Jane... você vai superar, você vai superar... Darcy deixou que Jane chorasse o tempo que lhe foi necessário. Minutos depois, ela começou a se sentir cansada. Darcy queria que ela fosse dormir na cama, mas naquela noite ela queria ficar sozinha. Então decidiu dormir em cima do sofá.
Jane Foster acordou no dia seguinte se sentindo péssima. Além de estar sentindo seu corpo todo dolorido por ter dormido a noite toda no sofá da sala, tinha que ir mais cedo trabalhar para corrigir algumas provas antes de começar a aula. E o pior de tudo, tinha que encarar Steve depois de tudo o que aconteceu na noite passada. Jane estava muito envergonhada, e não sabia o que faria se o visse, não saberia o que dizer e como reagiria. Seria uma situação muito embaraçosa, pensou consigo mesma.
Horas depois, já na sua classe, Jane precisou correr contra o relógio e corrigir todas as provas antes do sino bater. Uma a uma as folhas foram se empilhando em cima da sua mesa. Ela olhou para o relógio na parede do fundo da sala e rapidamente voltou para as provas, faltava menos de dez minutos para começar, então ela acelerou seu ritmo. Aqueles dez minutos passou voando diante dos seus olhos, então quando ela menos esperou, o sino já estava batendo. Por sorte conseguiu corrigir todos os testes antes do sinal. Jane os colocou dentro de uma pasta para entregar à seus alunos mais tarde. Seus alunos foram entrando na sala rindo e conversando alegremente, alguns empurrando seus colegas e outros correndo.
-Por favor, Bryan! Não empurre seu colega! John, você não pode brincar com isso agora! Ela falava enquanto colocava ordem e orientava seus alunos. De repente, Kaleb, um dos seus alunos mais tímidos, parou ao lado dela e disse:
-Profª Foster?
-Oi, Kaleb. O que foi?
O menino lhe mostrou um envelope branco. -Um homem mandou eu entregar essa carta pra você.
-Um homem? Que homem? Ela perguntou curiosa. Kaleb ficou um pouco nervoso, e começou a gaguejar.
-E-eu n-não s-sei Profª F-foster... O menino gaguejou.
A morena pegou o envelope e cerrou suas sobrancelhas. Ela segurou a carta com as pontas dos seus dedos, girando para frente e para traz. Não havia o nome do remetente. O material era feito com papel vergé. A morena engoliu em seco quando notou um adesivo de um pequeno coração na aba da carta. -Essa não... disse em pensamento. Após refletir um pouco, Jane achou que quem havia lhe enviado aquela carta foi Steve. Isso explicava porque ainda não havia o encontrado pelos corredores, achou que ele também estava com vergonha de encará-la, então lhe mandou uma carta para lhe pedir desculpas ou algo assim. Então ela agradeceu Kaleb e mandou o menino ir se sentar. Jane não tinha coragem de abrir a carta naquele momento, então a guardou dentro da sua bolsa para ler numa outra hora, com mais privacidade.
Durante o longo dia, o ex-soldado não apareceu na escola. Jane achou que ele havia ficado muito magoado com ela, Jane se sentiu péssima por isso. Ela não queria ter machucado seus sentimentos, mas também não queria mentir para ele, e para si mesma... Jane poderia tê-lo beijado e ter ficado com ele, afinal, que garota não gostaria? Steve era lindo, um homem perfeito. Mas não para ela... Não, Jane não conseguiria ficar com ele e mentir para seu coração. E agora a morena estava com receio de ler aquela carta, tinha certeza que era dele, pedindo-lhe mais uma chance. Se fosse dele mesma, isso dificultaria as coisas ainda mais. pensou.
Quando a morena chegou em casa, Darcy não estava. Havia um bilhete na porta da geladeira: "Fui fazer compras, volto logo." Jane foi direto para o quarto e começou a tirar suas roupas, jogando-as no chão do banheiro de qualquer jeito. Após tomar banho e colocar seu pijama, Jane lembrou que o envelope ainda estava dentro da sua bolsa. Ela o pegou e se sentou na beirada da cama. Jane observou o envelope mais de perto e sentiu que o material exalava perfume de tulipas, sua flor preferida. -Como Steve sabe que minha flor preferida é tulipa? pensou intrigada. Jane abriu o envelope, e tirou a carta com cuidado. O papel fora cuidadosamente dobrado, sem nenhuma parte amassada. -Ele foi muito cuidadoso... Jane pensou. Então a morena desdobrou a carta, e começou a lê-la atenciosamente. Já na primeira linha, ela notou algo estranho. A carta fora escrita com letras de forma, era como se tivesse sido escrita por uma criança de pré-escola, com suas mãos trêmulas. Alguma coisa não estava fazendo sentido, Steve tinha formação acadêmica, ele era um professor. E professores não escrevem daquele jeito. Jane achou que aquilo foi alguma traquinagem de seus alunos, e como Kaleb era um garoto tímido e indefeso, se sentiu pressionado a participar da brincadeira. Então continuou lendo. Seus olhos corriam as linhas rapidamente. A cada palavra que lia, as coisas começaram a fazer sentido, Jane começou a ler mais devagar, se esforçando para compreender o que estava escrito, e as vezes voltava uma ou duas linhas e relia novamente, só para ter certeza que não estava sonhando. Aquela carta não fora escrita por Steve, nem por seus alunos. Jane cobriu a boca com sua mão, e segurando suas lágrimas, releu a carta novamente:
"Jeini..."
"Nme peardoa ce eu tte maghouei, flalei céiro cuandho diccê qe ño cabia lher e scvrer... Eu ño stuava mtnido, Jeini, eu pircproso te flalar umha kossa, deisede o ddhia qe mois beoijamos, ño comisoggho peinçár eiñ otira mulhuer, eu peinço eñ voicê toudos ós dhiaçs e toudas as ñotes... Voicê counqistuou mneu courasõa... Eu quiaria qe voicê nme peardoaçê, cintó tuantu çua fuauta... Jeini, eu ño tievei kourag flalar iço prra voicê, nmas tte flalar agoura:
Eu tte aoumo...
Cuon toudo mne auorm, Torr.
Suas lágrimas escorreram pela sua bochecha e acabaram pingando em cima da folha. Jane estava sem palavras, ainda cobrindo sua boca com a palma da sua mão, ela soluçava. Thor não mentiu pra ela. Aquela carta lhe fez se sentir muito mal, pois Thor estava falando sério quando lhe disse que tinha dislexia, e ela não acreditou. Ao invés de procurar saber a verdade, Jane gritou com ele e o mandou ir embora da sua frente. Ela enxugou suas lágrimas e dobrou a carta com cuidado, colocando-a devolta no envelope. Rapidamente, a morena pegou seu celular e chamou um táxi...
Confortavelmente em cima da sua cama boxe, grande o suficiente para o seu tamanho, Thor estava assistindo um dos seus filmes preferidos "Rei Arthur e a távola redonda", acompanhado de um tigela grande de pipoca, e já vestido com seu confortável pijama de algodão, uma blusa cinza-escuro em v, e uma calça preta. Seu cabelo estava preso com elástico, Thor sempre amarrava seu cabelo mesmo quando ia dormir, era um hábito que não mudava nunca... De repente, alguém tocou a campainha. Ele olhou o horário no pequeno relógio digital em cima do criado mudo e cerrou as sobrancelhas intrigado, quem estaria tocando a campainha às 22:45 da noite naquele fim de mundo onde morava? pensou consigo. Então ele saiu da cama e desceu as escadas. Quando o príncipe de Asgard abriu a porta, seus olhos se arregalaram. Ele sentiu seu coração martelar no peito.
-J-jane?
