Aviso: OK OK! – Sexto capítulo de Intenções de uma deusa, mas bem que poderia ser uma estória a parte. Como eu havia prometido este será bem diferente dos outros, até mesmo porque estamos entrando numa nova fase dessa fic.
Vamos voltar no tempo 11 anos (em relação ao último capítulo), quando Aoiros surpreende Saga tentando matar Athena e vê-se forçado a fugir do Santuário levando a pequena Saori Kido com ele. Por que fazer essa volta? Vocês me perguntariam. Bem, o que eu posso dizer é que essa parte será indispensável para a compreensão do resto da estória e, se eu contar tudo aqui, não terá a menor graça. Leiam e saberão. Atenciosamente, LuanaRacos.
P.S - Eu Fiz uma alteração do capitulo 3: na fala que Annely conta a Kamus sua história ela diz que quando seu pai faleceu ela tinha menos de três anos. Isso foi um equivoco da minha parte que prejudicaria toda a cronologia da fic, caso não fosse alterado. Por essa razão digo, para os que já leram até aqui, que ela tinha 4 anos naquela época. Dito isso vamos continuar...
INTENÇÕES DE UMA DEUSA – Capítulo 6
Ele abriu os olhos e tentou se levantar, porém seus músculos não reagiram. A dor estava insuportável. Não era todo dia que uma pessoa recebia o golpe mais poderoso de um cavaleiro de ouro e saía vivo para contar, principalmente quando se recebe tal golpe desprotegido de uma armadura. Ele podia ser, igualmente, um cavaleiro de ouro, mas seu corpo era tão humano quanto o de qualquer mortal.
"O bebê! Eu tenho que salvar o bebê. Athena!". Seu corpo foi envolvido por um cálido, porém poderoso, cosmo. Sentiu um pouco de suas forças retornando e, com esforço, o cavaleiro de ouro de Sagitário ficou de pé. Ele olhou para cima e viu, no alto do barranco, um lindo bebê que ria como se o chamasse. Era ela, a reencarnação da deusa Athena, a fonte do cosmo que estava lhe devolvendo as forças.
Aioros começou a subir o barranco que fora produzido pela poderosa 'excalibur' de Shura, o cavaleiro de ouro de Capricórnio. Ao chegar no topo, ele pegou o bebê no colo, pôs sua armadura nas costas e iniciou sua fuga. Ele nunca mais poderia por os pés no Santuário que ele tanto amava e protegia. Para todos, ele era um traidor, acusado de matar aquela que agora estava completamente segura em seus braços. O Santuário estava corrompido por um espírito maligno e para salvá-lo ele teria que agir por fora. Ele saiu correndo, mas estava muito fraco e ferido e acabou por cair desmaiado nas proximidades do Santuário. Era noite e ele não tinha mais como prosseguir, sua vida estava se esvaindo.
000000000000000000000000000000000000000000000000000000000
O jovem cavaleiro abriu os olhos ao ouvir uma voz que lhe falava. Era um senhor, de idade já avançada que aparentava ser muito bondoso e gentil pelo tom, ao mesmo tempo, sério e acolhedor de sua voz.
- Você está bem rapaz? – O velho perguntava.
- Por favor, senhor! - o jovem se esforçava para responder, e olhando para criança adormecida em seus braços, prosseguiu – Pegue esse bebê e a leve com o senhor. Ela é a reencarnação da deusa Athena, que Deus nos mandam a cada 200 anos para proteger a Terra de todo o mal. Essa é a sagrada armadura de ouro de Sagitário. Jovens de grande valor e coragem irão se reunir junto à Athena para guardá-la e ajudar na obrigação de salvar o mundo. Quando um desses jovens se destacar dentre os demais, dê a ele esta armadura.
- Eu cuidarei do bebê e da armadura, mas agora minha preocupação é com você. Qual é o seu nome, meu jovem?
Não houve resposta. Aioros estava novamente inconsciente, porém vivo. O senhor chamou por seu mordomo enquanto verificava os sinais vitais do cavaleiro.
- Temos que levá-lo a um hospital o mais rápido possível, Tatsume! Cada minuto perdido torna sua sobrevivência mais improvável.
O rapaz foi levado a um dos melhores hospitais de Atenas e recebeu todos os cuidados necessários. Após três dias ele já estava fora de risco de vida, mas estava em estado de coma.
- O senhor tem certeza que não pode precisar quando ele irá acordar, doutor? – O velho que encontrara Aioros indagava o médico que estava responsável pelo jovem.
- Infelizmente não posso dizer nada a este respeito. Ele está bem, seu organismo está funcionando perfeitamente. Sua recuperação foi surpreendente para todos aqui no hospital. Porém, o estado de coma é sempre um mistério, ele tanto pode acordar a qualquer momento ou pode nunca mais acordar. Só nos resta esperar senhor Kido.
Mitsumassa Kido era um milionário japonês responsável por inúmeros projetos sociais em seu país. Possuía várias empresas dedicadas a pesquisas tecnológicas. Ele estava de passagem pela Grécia e acabou por encontrar aquele jovem que mais parecia um guerreiro da antiguidade que um homem do século XX. Kido colocara muito de seus homens para investigar o rapaz, mas nada fora descoberto. As dúvidas só acabariam caso o cavaleiro acordasse.
000000000000000000000000000000000000000000000000000000000
Na madrugada do terceiro para o quarto dia de hospital, Aioros acordou. Ele não demorou muito para perceber onde estava. Agradeceu aos deuses por estar vivo, mas logo o medo tomou conta de seus pensamentos: Onde estava o bebê? E um assombro ainda maior: Annely! O que seria de sua filha agora que ele não estava mais lá para protegê-la? Mais que depressa o cavaleiro se levantou da cama e começou a retirar os fios que o ligavam aos aparelhos do quarto. Olhou para janela (síndrome de Seiya, fujão de hospital, que todos os sagitarianos parecem sofrer), seria muito fácil sair por ali. Ele tinha que voltar, tinha que salvar sua filha, ele prometera a Alexandra que nada aconteceria à menina. Quando estava para pular, as luzes do quarto se acenderam.
- Te tratamos tão mal para o sair correndo desse jeito , rapaz? – Perguntou o médico, segurando para não rir e tentando manter-se sério. Ele nunca vira um paciente que tentasse fugir do hospital pulando a janela.
Aioros recuou. Ele não poderia pular a janela com um médico a sua frente. Não era a coisa mais educada, muito menos a mais certa a se fazer.
- Desculpe-me doutor. Eu estava apenas olhando – Justificou o rapaz.
- Jeito estranho de se olhar pela janela, meu jovem! Dava-me a impressão de que você iria se jogar. Mas foi só uma impressão, não foi?
- Isso mesmo. Diga-me, doutor, há quanto tempo eu estou aqui?
- Está completando o quarto dia – respondeu o médico.
- QUATRO DIAS? Annely! O bebê! Não pode ter se passado tanto tempo doutor! Preciso ir, tenho que salvar minha filha, ela só tem quatro anos. Vão trucidá-la naquele lugar. Se bem que ela derruba muita gente mesmo sendo tão novinha, mas eu não quero correr o risco, vou buscar minha filha!
- Acalme-se, rapaz! Você não pode fazer muito esforço ainda...
- Athena! O bebê que estava comigo? Onde ela está? Ela é muito importante, preciso encontrá-la. Vê por que não posso ficar aqui?
- Por favor! Fique calmo! Do jeito que o senhor está não poderá fazer nada. Você acabou de sair do coma, tenha paciência! Não pode ajudar os outros se não ajudar a si mesmo.
Aioros sentou-se na cama e tentou se acalmar. Ele não se lembrava de já ter sentido tanto medo antes, sempre fora muito corajoso e destemido, mas a idéia de que algo poderia acontecer com sua filha estava acabando com ele. "Shura me olhou com tanto ódio e decepção, nem deu tempo para me explicar. Sua vontade de ser o cavaleiro mais fiel a Athena o deixou completamente cego. Mas ele não é má pessoa, isso de jeito nenhum! E ele tem adoração pela Annely, a trata como se fosse filha e Aioria, apesar da pouca idade, já tem muito poder, ele a protegeria, tenho certeza disso. O ódio que sentem por mim não ira atingi-la. Eu tenho que ter essa fé". Ele pensava tentando encontrar uma esperança para seu tormento.
O médico passou a examinar o rapaz verificando se tudo estava realmente bem como aparentava. Ele estava impressionado com a recuperação do jovem. Quando ele chegou ao hospital, os médicos o acharam que ele estava condenado.
Ouviu-se uma batida na porta e uma enfermeira entrou avisando que o senhor Kido aguardava pelo médico em sua sala. O doutor pediu para que a enfermeira o trouxesse até o quarto. Em poucos minutos o senhor Kido entrava-se no quarto segurando um lindo e sorridente bebê.
- Athena! – Aioros vibrou ao ver o bebê. Era uma preocupação a menos. Ele foi até o velho e pegou a criança no colo. A menina sorriu e uma luz passou a brilhar em volta dela. Athena estava reconhecendo seu leal cavaleiro – Muito obrigado senhor, não faz idéia do quanto essa criança é importante!
- Acredito que ela realmente seja. Também guardei a armadura, vou devolvê-la assim que receber alta. Mas será que pode nos explicar quem é você? Esta curiosidade está matando a todos nós, busquei por informações, mas não achei nada.
Aioros contou toda sua história: quem ele era, de onde vinha, porque estava tão preocupado com o bebê, bem como as razões para sua fuga. O médico ouvia tudo abismado, absolutamente descrente. Já o velho Kido parecia bastante interessado como se tudo fizesse sentido agora.
Então estou diante de um cavaleiro de Athena, e ainda por cima um cavaleiro de ouro, a elite dos guardiões e tive em meus braços a própria encarnação da deusa. Isso tudo é muito interessante. Escute-me, rapaz, tenho uma proposta para lhe fazer, quero que a escute com atenção.
N.A-Mais uma fala gigante onde o Mitsumassa Velho Kido (gente, às vezes eu penso que ele é mais velho que o Mestre Ancião) explica sua proposta a Aioros que, assim como seu genro Kamus, também é um rapaz educadinho e não interrompe quando os mais velhos estão falando.
- Eu sabia da existência do Santuário de Athena bem com de seus cavaleiros. Sempre fui uma pessoa muito curiosa e mitologia grega é algo que me fascina muito. Eu tenho muitos projetos sociais em meu país inclusive um orfanato onde eu tenho buscado reunir jovens com talento para lutas. Minha pretensão é enviar esses jovens a campos de treinamentos para fazer deles cavaleiros. É um grande sonho meu, um sonho que eu quero muito que se torne realidade. Não me pergunte o porquê de tal interesse, eu não conseguiria explicar. É uma paixão, um desejo de contribuir para formação dos defensores deste mundo.
Me envolvi pessoalmente com este projeto, e ao que parece os deuses querem que eu me envolva ainda mais ao por você é este bebê no meu caminho. Esta foi a primeira vez que vim à Grécia com o intuito de descobrir mais sobre o Santuário para aprimorar o treinamento dos rapazes. Mas o Santuário acabou vindo até mim. Pois bem, Aoiros, quero que me ajude em meu projeto me auxiliando na escolha desses jovens bem como num pré-treinamento. Em troca eu cuidarei de você e do bebê. Adotarei essa criança como minha neta e darei a você todas as condições de manter uma vida normal aqui fora, uma vez que retornar ao Santuário seria morte certa para ambos.
Esperaremos o momento certo, quando Athena estiver forte o suficiente para retomar o poder do Santuário e eliminar o mal que ali reside. Mas ela não estará sozinha, terá ao seu lado os cavaleiros que formamos. O que me diz? Ao que vejo, você não conhece a vida longe do Santuário, não terá muitas oportunidades aqui fora, principalmente levando consigo uma criança tão nova. (n/a – velho persuasivo, não?)
N.A – Responda logo, Aioros, para que eu possa continuar narrando essa estória.
- Não posso negar que fiquei muito envolvido com tudo que senhor disse. Tudo que eu mais quero é garantir a segurança de Athena. Mas o senhor deve saber que encontrar jovens que realmente têm vocação para serem cavaleiros vai muito além de ter simples talento para lutas. Precisaremos de rapazes muito fortes, precisaremos de verdadeiros santos para enfrentar o Santuário.
- Por isso sua ajuda será fundamental. A responsabilidade de achar os jovens certos será sua, bem como a forma correta de treiná-los antes de enviá-los para os campos de treino. Precisamos ter a certeza de que eles irão retornar vitoriosos, donos das armaduras pelas quais irão disputar.
- Darei o máximo de mim para ver Athena de volta ao seu lugar. Escolherei os melhores (n/a- Aoiros teve muita paciência em escolher os cinco primeiros jovens – Seiya, Shun, Hiyoga, Ikki e Shyriu – o resto ele fez de má vontade pois percebeu que só o primeiros valeriam pelo Santuário todo).
- Doutor quando o rapaz receberá alta? – Perguntou o milionário ao médico que matinha a boca aberta, completamente desajustado com tudo que ouvira.
- Hum, que? Ah , o rapaz! claro o rapaz! Bem ele pode ir agora mesmo "Quanto mais rápido esses pirados saírem daqui, melhor. Vão acabar assustando os outros pacientes com esse papo de deuses e cavaleiros. Deus que me livre..."
- Tem certeza? – Insistiu o senhor.
- Absoluta, esse menino é forte feito um cavalo! Para ele vai até fazer bem o ar puro de fora do hospital – falou com firmeza o doutor – Vou preparar a papelada de liberação do rapaz – Disse saindo do quarto.
- Então vamos! – Aoiros disse ao velho tomando o rumo da porta enquanto ninava a criança que estava em seus braços.
Logo após serem liberado do hospital, Kido levou Aioros até um shopping onde compraram muitas roupas para o rapaz para que ele ficasse mais condizente com a vida que levaria a partir daquele dia. Enquanto faziam as compras eles discutiram vários detalhes do projeto e acabaram por decidir que o cavaleiro ficaria em "pano de fundo", ou seja, ele agiria por de trás dos acontecimentos, auxiliando os futuros cavaleiros sem que estes soubessem. Era necessário que todos imaginassem que Aioros estava morto. Até mesmo Athena não saberia da existência do rapaz até o momento oportuno. Para se enganar o inimigo, devemos enganar os amigos, apenas assim o plano poderia dar certo.
Depois das compras os dois seguiram para o hotel. Durante o trajeto Aioros se sentiu à vontade para falar de sua filha e do medo que tinha de que algo a acontecesse e do quanto era ruim estar naquela situação de impotência. Ele também mencionou a preocupação que tinha de Alexandra Grifindor, mãe de sua filha, ir ao Santuário resgatar a menina e ser brutalmente assassinada, pois ele não estava mais lá para defendê-la e não fazia idéia de como encontrá-la para avisá-la do perigo que corria caso fosse até lá. Ao chegarem ao hotel, um quarto foi providenciado para o cavaleiro que logo subiu, tomou um banho e tentou descansar enquanto punha todos os acontecimentos dos últimos dias em ordem na sua cabeça.
000000000000000000000000000000000000000000000000000000000
Aioros dormia profundamente quando foi despertado pelo barulho do telefone do quarto que tocava. Ele se levantou e tropeçando um pouco nas coisas foi até a mesinha para atendê-lo.
- Alô!
- É o senhor Aioros Ilíria?
- Ele mesmo.
- Senhor, uma jovem espera pelo senhor no restaurante do Hotel, ela pede para que o senhor desça com urgência. Ela não quis se identificar, mas afirmou que o senhor a espera.
A recepcionista desligou antes mesmo do rapaz se manifestar. Ele não estava esperando ninguém, muito menos uma jovem, nenhum conhecido seu sabia que ele estava ali. Movido pela curiosidade e pela preocupação ele trocou de roupa e dirigiu-se ao restaurante do hotel. Chegando lá um garçom o indicou a tal jovem que estava de costa para eles. Com o coração a mil ele foi até a moça e já chegou a interrogando:
- Posso saber o que a senhorita deseja co... ALEXANDRA!- Aioros não acreditava no que via. Era ela, disso ele não tinha dúvida. A jovem se levantou e encarou o cavaleiro.
- Eu mesma, Alexandra Grifindor. Como vai senhor Ilíria?
CONTINUA ...
Eu espero que este capítulo tenha agradado, pois foi bem difícil escreve-lo. Por ele ter saído bem do contexto que estava sendo apresentado até agora, espero que não decepcione os que estão acompanhando a fic. Como eu disse tudo tem sua explicação. Tenham paciência comigo. : )
Como os meus betas Dingo e Juninha estão viajando que revisou esse capítulo foi minha amiga Arthemisys (qualquer defeito ponham a culpa nela – kkkkkkkkkk)
LuanaRacos.
