Aviso: Cavaleiros do Zodíaco, Saint Seiya, Los Cabaleros del Zodíaco, em fim, esses carinhas não me pertencem e sim ao Kurumada que deve ganhar uma grana ferrenha com a exploração do anime. Eu não ganho nada publicando este fanfic, só os reviews dos meus amados leitores. Valeu gente! (Toda vez que eu não tiver nenhuma explicação para dar antes do capítulo eu vou publicar essas considerações sobre o Kurumada ser o dono e este blá blá blá todo)

INTENÇÕES DE UMA DEUSA – Capítulo 7

Aioros piscava os olhos esperando que a imagem de Alexandra sumisse de sua frente, que tudo não passasse de ilusão, mas isso não aconteceu. Ela estava lá, linda, com seus longos cabelos cacheados, negros como a noite o que valorizava seus brilhantes olhos verdes.

Mas do que nunca, o cavaleiro entendia o porquê daquela mulher mexer tanto com ele a ponto de fazê-lo perder a razão e desobedecer ao sagrado ordenamento do Santuário. Ela era uma mulher agora e não mais a colegial que ele conhecera quando realizava uma missão externa por ordem do Grande Mestre. Ele se apaixonou a primeira vista e, desde de então, sabia que suas vidas estariam, definitivamente, ligadas.

- Como soube que eu estava aqui? – Ele pergunta quebrando o silêncio que já durava alguns minutos.

- Quantas Alexandras Griffindor você acha que existem? Minha família é única e muito conhecida. Talvez você tenha me mencionado para alguma pessoa, muito influente por sinal, que não teve a menor dificuldade em me localizar. Faz idéia de quem poderia ser? – A fala irônica que Alexandra usava irritou o sagitariano. De repente, ele se viu diante de uma pessoa que lhe parecia, completamente, desconhecida.

- Mitsumassa Kido! Eu conversei com ele sobre nós dois. Eu estava muito preocupado e desesperado para te encontrar de qualquer jeito. Que bom que ele pode usar sua "influência" para localizá-la logo. Tinha urgência em falar com você – Ele fez questão de enfatizar a palavra influência para demonstrar seu desagrado com a forma que estava sendo tratado.

- O senhor Kido era um grande amigo do meu falecido pai. Papai morreu há dois meses e desde então eu assumi os negócios da família. Obviamente eu estou sendo assistida por um tutor, pois ainda não tenho maioridade, mas a terei em menos de quatro meses quando finalmente poderei buscar "minha" filha, assim como eu havia prometido. Mas pelo que estou vendo, e pelas informações que Mitsumassa me passou, terei que fazer isso mais cedo do que pensava. De fato acho até melhor, mal espero para vê-la longe daquele lugar.

- "Nossa" filha, você quer dizer! – Ele respondeu bruscamente até aumentando o tom de voz. Annely era seu ponto fraco – Lamento, Alexandra, mas você não poderá buscá-la. Se for ao Santuário, na atual conjuntura, será morta em três tempos.

- Está tentando me dizer que eu não poderei ver minha filha? Acha que eu vou aceitar? Há anos espero pelo dia em que a teria comigo e quando este dia está tão próximo você tem a coragem de me negar este direito? Meu pai tinha razão quando me disse que você seria minha ruína. VOCÊ DESGRAÇOU MINHA VIDA! – Ela falava alto e chamava a atenção dos outros hospedes que estavam no restaurante. Sentindo-se constrangida com os olhares, ela passou a falar calmamente, mas com firmeza – Não vou ficar aqui discutindo com você. Nada do que me disser fará com que eu desista de resgatar minha filha. A justiça está do meu lado e eu usarei todos os recursos possíveis para tê-la de volta.

- Está louca! Pretende invadir o Santuário com que exército? Caia na real Alexandra, nem a mais suprema corte do mundo conseguiria algum resultado. Ir sozinha então! Seria suicídio, isso se aqueles guardas odiosos não a violentarem antes – Pensar em vê-la sendo cercada pelos guardas o deixou apavorado. Ele não deixaria que ela fosse ao Santuário ainda que tivesse que amarrá-la ao pé de alguma mesa – Escute! Temos muito o que conversar e não devemos ficar tão expostos. Aqui tem muita gente e melhor irmos até meu quarto.

- O que pensa de mim? Acha que eu, uma dama da sociedade, irei até o quarto de um homem sozinha? Faz idéia da repercussão que um fato deste pode causar? Existem conhecidos de meu pai aqui. Não posso me dar a tal desfrute. Só esta conversa já deve causar tumulto suficiente.

- Ah por Zeus! Pare de falar tanta besteira. Até onde eu saiba a sua "donzelice" já foi para o espaço há muito tempo. Ou por um acaso não é, justamente, a nossa filha o principal ponto dessa conversa? Como pretende explicá-la para sua adorada sociedade?

- Com uma coisa chamada adoção!

- VOCÊ O QUE ? – O sangue de Aioros fervia. Onde estava Alexandra? Ela tinha que estar ali em algum lugar daquela mulher – Iria adotar sua própria filha? Está tão parecida com o seu pai que eu nem consigo reconhecê-la.

- Não me critique, você também esconde do Santuário que tem uma filha. É, igualmente, preocupado com sua reputação. Ainda a força a viver como um menino.

- Faço isso para protegê-la e não por mim. Se eu pudesse gritaria para tudo mundo a filha maravilhosa que eu tenho. Mas se descobrissem me expulsariam, isso no mínimo, e eu quero imaginar o que poderiam fazer com ela.

- Mas você acabou por ser expulso e agora ela está lá, sozinha, sem ninguém para protegê-la. Nem temos como saber como ela realmente está – Alexandra não aguentava mais segurar, sentou-se na cadeira e apoiando-se na mesa começou a chorar. Aioros foi até ela e a abraçou. Ela logo retribuiu o abraço.

- Vamos subir, Alexandra. Ficar aqui chorando será pior para sua imagem do que se subirmos e conversamos com calma.

Alexandra concordou e seguiu o sagitariano até o apartamento onde ele estava hospedado. Ela estava muito mais relutante em relação a sua própria vontade de estar com ele do que temerosa quanto a eventuais comentários. Ao entrarem no quarto Aioros foi logo tirando a camisa e os sapatos, o nervosismo do encontro o deixava louco de calor. Alexandra ficou vermelha feito um pimentão, surpresa tanto com atitude dele quanto com o fato dele estar, simplesmente, irresistível.

- Vista-se, Aioros! Não convém que você fique despido na minha frente, estamos aqui para conversar, nada mais! – Ela disse sem muito convencimento na voz.

- Não há nada aqui que você nunca tenha visto, deixe de pudores idiotas. Além disso, eu não estou com nenhuma outra intenção que não seja a nossa conversa. Estou morto de calor! – Ele respondeu tentando segurara o riso de satisfação. Ela ainda o deseja e ele estava louco para fazê-la se calar cobrindo-lhe de beijos.

- Mas você não era assim tão, tão ... "gostoso" ... diferente! Vamos direto ao assunto, pois eu tenho muito o que fazer. Quero a Annely, Aioros e você está longe de me convencer do contrário.

Aioros começava e explicá-la todos os eventos do últimos dias, que acabavam por impedi-la de ir ao Santuário e resgatar a Annely quando foi interrompido por um choro de criança. Mais que depressa ele dirigiu-se ao quarto de onde vinha o choro retornado com a pequena Athena no colo.

- Que criança é essa, Aioros Ilíria? Por um acaso você andou engravidando mais uma otária? – Ela estava no limite da paciência e gritava de ódio. Queria matá-lo.

- Fale baixo! Vai assustá-la! Você realmente pensou que eu iria me manter casto por todos esses anos? Não seja ingênua – Ele não resistiu a fazer a brincadeira. Vê-la irritada o deixava com mais vontade de agarrá-la. E ele não estava mentindo, de fato ele teve outras mulheres, mas nenhuma que o fizesse tremer de paixão como ela fazia.

- Seu idiota, grosseirão! Não sei como eu pude me apaixonar por você – Mesmo que sem querer Alexandra começou a bater nos braços do rapaz que não parava de rir se divertindo com o nervosismo dela.

- Clama Sandrinha! Vai machucar o bebê! – Ele protegia a criança com o corpo - Ela não é minha filha, pelo menos, não que eu saiba – Novamente, ele não resistiu a provocá-la e levou um soco ainda mais forte nas costas – Ai, ai ... eu estou brincado. Eu juro que ela não é minha filha. Deixa de ser ciumenta!

Ao ouvir a palavra ciumenta, Alexandra parou de imediato. Ela estava demonstrando muito mais seus sentimentos do que realmente gostaria. Na verdade ela não queria que, de forma alguma, eles ficassem em evidência, mas estava sendo muito difícil.

- Quem é ela? – Ela insistiu na pergunta.

- Ela é causa da minha fuga e razão da minha devoção ao Santuário. Ela é a reencarnação da deusa Athena.

- Ela é um bebê!

- Acabou de encarnar. Olha! Escute bem o que eu vou te contar, Sandra. Assim você vai compreender tudo e aceitar o fato de não podermos ter a Annely conosco, por enquanto.

Enquanto dava uma gostosa mamadeira para o bebê, Aioros contou todos os fatos ocorridos recentemente: sua descoberta do complô aramado por Saga, a reação de Shura em atacá-lo sem a menor chance de explicação, a inevitável fuga como única forma de proteger a si e ao bebê e a impossibilidade de buscar Annely para levá-la consigo. Ele, mais uma vez explicou o quanto seria arriscado que ele retornasse ao Santuário e, principalmente, se ela fosse até lá sozinha. Sua obrigação, agora, era manter Athena segura e preparar jovens para se unirem a ela para enfrentarem Saga no momento oportuno.

- Você não pode me pedir para me conformar com o fato da minha filha ser criada pelo insano do seu amigo que nem mesmo deu-lhe uma chance de se explicar. Como acha que ele irá tratá-la? Isso se ela ainda estiver viva!

- Sandra, eu entendo seu desespero e já pensei em tudo isso. Mas Shura é um homem honrado e só me atacou por que não suportou a idéia de ter um amigo traidor, que toda a confiança de anos havia sido ilusão. Eu me sinto muito magoado, mas de certa forma eu entendo, talvez até tivesse reagido da mesma forma. E ele tem um grande amor pela Annely, age como se fosse filha dele. Ele sabe que a menina não é responsável pelos meus erros. Ela vai ficar bem, tenho certeza. Por mais absurdo que pareça eu confio nele.

- Quanto tempo acha que será necessário para resolver tudo isso?

Até ela ter maturidade suficiente para compreender suas responsabilidades como deusa.

- Você só pode estar brincado! Isso é o mesmo que dizer que você não faz a mínima idéia de quando isso irá acabar. Não vou esperar indefinidamente.

- Eu já pensei em uma forma de ter acesso a Annely em menos tempo. Amanhã irei até o internato onde a matriculei e confirmarei sua inscrição. Eu considerei a possibilidade de você não voltar e garanti a vaga dela em um Instituto Educacional para Meninas. Ela irá para lá quando completar 15 anos, quando isso acontecer, nós a buscaremos.

- Isso significa esperar 11 anos.

- Já é um tempo determinado e eu garanto que esperar esse bebê atingir a maturidade adequada demorará mais.

Alexandra passou a observar Aioros ternamente. Ele tinha muito jeito com a criança que brincava com os pezinhos enquanto ele trocava a frauda. Ele deveria ser um pai maravilhoso, era tão carinhoso e atencioso. Lágrimas voltaram a rolar pelo rosto da jovem chamando a atenção do cavaleiro.

- Não fique assim, Sandra. Tudo vai se resolver, eu vou estar do seu lado para ajudá-la a suportar. Essa dor é nossa e vamos superá-la juntos – Ele disse enquanto a olhava com um carinho que não havia conseguido demonstrar até agora.

- Eu só pude amamentar nossa filha uma única vez. Nunca dei banho, troquei frauda, nada! Perdi boa parte da infância dela, mais quanto da vida dela eu vou perder?

Aioros não pode evitar sentir pena e muita dose de compreensão com a revolta da jovem. Ele só estava afastado da filha há cinco dias e a dor estava torturante. A presença da pequena Athena estava sendo um consolo. Ele retirou a frauda que havia acabado de trocar e entregou o bebê a Alexandra.

- Acho que ela precisa de um banho. Sei que não é a mesma coisa, mas acredite, ela tem sido um conforto nos últimos dias.

- Ela levou a criança até o banheiro e Aioros ajudou a preparar o banho. Apesar de estar meio atrapalhada no início ela se deu muito bem na realização da tarefa e parecia se divertir. Assim que terminou de vestir o bebê ela passou a niná-la fazendo-a dormir em poucos minutos. Depois a colocou no berço que havia sido providenciado para ela.

- Acho melhor eu ir. Se não se importa, gostaria de ir até o tal internato com você.

- Claro que não me importo. O senhor Kido providenciou um jatinho para que eu vá a Ilha de Creta amanhã cedo.É lá que se localiza o Internado.

- Não tem problema, estarei aqui no horário – pegando sua bolsa ela seguiu até a porta do apartamento e se virou para despedir – Nos vemos amanhã. Boa noite! – E saiu fechando a porta atrás de si.

Aioros ficou olhando para porta esperando que ela se abrisse e Alexandra entrasse se jogando em seus braços como costumava fazer. Enquanto, do lado de fora, a moça andava de um lado para o outro do corredor em frente ao quarto. Seu coração estava acelerado e a vontade de voltar crescia a cada segundo. Ela queria dizer a ele que nunca o esqueceu, que ainda o amava muito.

"Talvez ela ainda não tenha saído do hotel. Se eu correr posso alcançá-la e tentar convencê-la de passar a noite comigo, ou posso, simplesmente, pô-la nos ombros e trazê-la de volta. Quando ela estiver na minha cama divido que resista. Nossa, mas que pensamento mais machista eu estou tendo, pareço até o Giocondo (Para quem não sabe Giocondo é MM). Aiiii eu vou! Está decidido!".

Aioros resolveu atender seus próprios apelos e abriu a porta do quarto para ir atrás e Alexandra no mesmo instante em que ela decidira que iria voltar e já estava com a mão na maçaneta. Ficaram os dois, um diante do outro, com a sensação que seus corações saltariam do peito a qualquer momento. Aioros nem se deu ao trabalho de entender o que estava acontecendo, agarrou a jovem pela cintura trazendo-a para dentro do quarto enquanto depositava um beijo ardente em seus lábios, beijo este que foi respondido com igual paixão.

Fechando a porta com o pé, o cavaleiro fez com que a jovem se pendurasse nele enroscando as pernas em sua cintura. Aos beijos eles foram até a cama onde ele se jogou sobre ela lhe arrancado às roupas numa velocidade que traduzia todo seu desejo e ansiedade, pondo-se desnudo em seguida. Eles se amaram com luxuria, paixão e, principalmente, com amor, pois era isso que sentiam um pelo outro. Ficaram assim por toda noite parando apenas para comerem alguma coisa e para acalmarem os choros do bebê.

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Na manhã seguinte o casal, acompanhado por Mitsumassa, foi até o Internato. O velho parecia muito feliz em ter proporcionado o reencontro e ver que os dois acabaram por se acertar. Ele não economizou no presente de casamento ocorrido um mês depois e aceitou, com muito carinho, apadrinhar o segundo filho do casal: Rafael, que nasceu ainda no primeiro ano do matrimônio.

Ao chegarem no tão falado Internato os três foram recebidos pela diretora que escutou atentamente a história do casal e logo concordou em ajudá-los (até mesmo porque Alexandra prometeu uma ajuda mensal de alguns milhares de dólares para instituição).

Foi firmado o seguinte contrato: Uma matrícula foi feita em nome de Annely Griffindor Ilíria (somente Aioros e Shura sabiam que a menina também fora registrada com o nome da mãe). Duas cartas seriam endereçadas ao Santuário, uma em nome de Aioros e outra em nome de Shura. Havia um acordo entre os dois cavaleiros que se algo acontecesse com um o outro se prontificaria em cuidar de Aioria e Annely.

Para não atrair suspeitas, Aioros pensou no envio das duas cartas. A carta dizia, apenas, que para confirmação da matrícula, era necessária anuência de pelo menos um dos destinatários. Aioros tinha certeza que Shura daria a permissão, fazia parte do acordo deles. A menina iria para o Internato quando completasse quinze anos e no dia marcado para sua chagada seus pais estariam lá para buscá-la.

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Shura recebera a carta e enviou uma resposta concordando com a matrícula e afirmando que a menina seria encaminhada à instituição quando chegasse a época. Ele achou que pelo menos essa vontade do seu infiel amigo seria respeitada. Sua afilhada não merecia sofrer pelos pecados cometidos por seu pai. Aioria também concordou com a decisão de Shura.

Tudo estava perfeitamente esquematizado. Agora só restava, a Alexandra e Aioros, a espera.

11 ANOS DEPOIS...

CONTINUA...

Acho que deu para perceber que no próximo capitulo, a fic volta para onde estava, ou seja, no acidente aério que matou Annely. Mas será que ela realmente morreu? Bem, isso são cenas do próximo capítulo. Beijos para todos.

LuanaRacos.