Este capítulo será bem curto para compensá-los pela leitura do anterior. Na verdade ele se resume a um hentai, e não é porque eu sou uma maníaca tarada não, ta gente? Eu queria que o reencontro dos meus personagens fosse bem marcante e isso não seria possível caso eu dividisse o hentai com um capítulo completo. Quero alertar, para os leitores mais sensíveis que as cenas estão bem provocantes, pois meu objetivo aqui é mostrar a intensidade dos sentimentos que, nesse momento, em que eles não sabem, conscientemente, que estão um com outro, só poderia ser demonstrada por uma forte e inexplicável atração física. Espero que gostem, eu simplesmente amei escrevê-lo. Até a próxima e obrigada a todos pelo carinho dos que lêem, tanto os que mandam comentários quando os que não. Beijos.
INTENÇÕES DE UMA DEUSA – CAPÍTULO 12
O beijo se prolongava e o casal estava alheio à publicidade do local em que se encontravam. Kamus passou a mão firme pela coxa de Annely, adentrando a saia e segurou com força uma das nádegas da jovem que soltou um suspiro de prazer e surpresa. O toque íntimo do cavaleiro fez com que a garota recobrasse a consciência do que estava fazendo.
- Como ousa me tocar dessa forma? – Disse, nitidamente atordoada.
- Pensei que quisesse sentir borboletas no estomago! Apenas realizei sua vontade – Ele respondeu sorrindo sedutoramente e assentando-se em umas das mesas da varanda.
- Você é insuportável, sabia?
- Jura? Nossa, se me achando insuportável me beija desse jeito, imagina se me achasse simpático! – Ele ria por dentro, sabia que a garota não estava na melhor das situações: Uma noiva desesperada às vésperas do casamento com um cara que não lhe dava o mínimo tesão. "Uma história trágica", ele concluiu.
Annely se deu ao direito de ficar em silêncio. Não ficaria perdendo tempo respondendo as provocações daquele homem. Ela só não conseguia entender o que a mantinha ali, parada. Por que, simplesmente, ela não ia embora de uma vez?
A jovem sentiu ser abraçada por trás. As mãos do cavaleiro voltando a dominar sobre suas pernas e o pescoço sendo invadido pelos lábios ávidos. Os braços da garota subiram instintivamente, segurando Kamus pela nuca e o estimulando a continuar.
- Vamos para o meu hotel e eu te faço sentir tudo o que você quer, o que queremos. Consegue perceber o quanto eu a desejo? – Ele perguntou roçando seu corpo no dela para que pudesse perceber sua excitação – Sei que você também me deseja – Ele falou colocando a mão por dentro da calcinha da jovem, sentido a umidade que tomava conta da região – Seu corpo não consegue mentir.
Annely virou-se para voltar a beijar o aquariano na boca. Era um beijo cheio de intensidade e luxuria. Forçando-o para trás, ela o conduziu até a mesa em que ele se sentara há alguns minutos. Largando os lábios, ela beijou-lhe o pescoço para depois explorar o peito desnudo, dando mordidas, lambidas e beijos provocantes. Ela descia com as carícias chegando ao cós da calça. Os olhos se perdiam no volume sob o tecido e ela não resistiu a tocá-lo, o fez de uma forma firme, porém impossível de causar qualquer outra coisa que não fosse prazer. Kamus soltou um gemido rouco a sentir o toque da mão delicada; estava no limite do seu autocontrole.
O cavaleiro segurou firme na cintura da menina e com grande agilidade inverteu as posições, colocando-a sobre a mesa. Ele a beijava como se buscasse decorar o sabor que aquela boca possuía. Ele se posicionou entre as pernas de Annely e passou a simular o ato sexual roçando o membro enrijecido no centro do prazer da garota, arrancando-lhe gemidos que por sorte não era escutados do lado de dentro da boate.
- Vamos parar de brincadeira. Eu não agüento mais! Vamos para o meu hotel de uma vez! – Ele sussurrou no ouvido dela no momento que sentiu que o corpo da jovem era tomado por espasmos, indicando seu máximo deleite em virtude dos movimentos que ele realizara – Você nem poderia estar mais excitada! – Ele completou.
Annely sentiu o corpo ceder ao prazer de estar com o rapaz. Ela estava tão assustada e envolvida com sua própria reação que nem reparou quando Kamus tirou, do bolso de trás da calça, um pacote de camisinha.
Ele foi até a porta da varanda e a selou com uma fina, porém extremamente resistente, camada de gelo. Não queria ser interrompido e não estava mais disposto a convencê-la de ir para o hotel. A tomaria ali mesmo, sobre aquela mesa. Não tinha mais como se segurar.
Voltando para onde a garota estava, ele tomou seus lábios com violência e foi correspondido da mesma forma. Suas mãos caminharam até os ombros, sentindo a pele sedosa e puxando as alças da blusa para baixo, revelando-lhe os seios túrgidos de excitação. Jogando o corpo de Annely para trás enquanto a mantinha sustentada pelo braço forte, ele se apossou de todo o busto, sugando cada um dos seios com avidez, deixando um rastro de saliva por todo o abdome da garota que sentia a pele queimar de tanto prazer.
Ouvindo os gemidos e os sussurros eróticos proferidos pela melodiosa voz de Annely, Kamus não se conteve mais e arrancou-lhe a calcinha, rasgando-a, para depois penetra-la de uma só vez. Ela gritou imersa ao desejo que sentia e desceu as mãos até as nádegas do rapaz para que ele a invadisse cada fez mais fundo.
Gemidos, gritos e palavras chulas tomaram conta do lugar. Os corpos dos amantes se fundiam no mesmo encantamento. Kamus sentiu que chegaria ao orgasmo ao perceber que o corpo da garota era novamente tomado pelo gozo. Lavado por um desejo selvagem, ele a desceu da mesa e a posicionou de costas para ele e voltou a penetrá-la, segurando um dos pequenos seios com uma das mãos, enquanto a outra massageava-lhe o clitóris, esperado que, dessa vez, o ápice dela viesse junto com o seu.
Bastaram algumas estocadas naquela posição para que o cavaleiro sentisse seu corpo liberar todo sua tensão dentro do corpo da jovem que também se sentiu invadida por uma nova onda de prazer ainda maior que as anteriores.
As respirações, aos poucos, foram voltando ao normal enquanto Kamus ainda se mantinha dentro dela aproveitando os últimos momentos de êxtase junto aquele corpo que mais do que nunca o fazia se lembrar dela.
Um choque enorme tomou conta da consciência de Annely, e não era por se sentir culpada por sua entrega. Ela sentia as lágrimas rolarem pelo seu rosto. Não era arrependimento que sentia, era a mais profunda felicidade. Estava com ele. Em toda sua vida só estivera e desejara estar com ele. "Meu Zeus, eu me lembro! Me lembro de tudo agora, e de uma forma tão nítida que é como se eu nunca tivesse me esquecido de nada. Lu!".
- ... Você é o homem da minha vida – Ela pensou alto sem perceber; externando a última coisa que veio a sua mente em meio a toda a emoção que estava sentindo.
Kamus assustou-se ao ouvir o que a jovem dizia. Ela devia estar muito mal mesmo para começar a delirara sobre ele ser o homem de sua vida. O que eles tiveram foi uma aventura. Uma coisa natural entre dois seres que se sentiram "terrivelmente" atraídos um pelo outro. Era simples atração física e nada mais; um encontro que não voltaria a acontecer. Deixaria isso claro para ela.
- Olha...Lilian... – Ele começou a falar enquanto terminava de dar o nó na camisinha e fechava o ziper da calça – Eu entendo que você esteja fragilizada, está passando por uma fase complicada, cheia de dúvidas, mas não quero que confunda as coisas. Eu não sou o homem da sua vida e não pretendo ser...
- Lu, você não está entendendo, eu ... eu...
- Quem não está entendo é você - "Droga não me chame de Lu, só ela pode fazer isso"- Precisava de uma aventura para que assim pudesse seguir com seu casamento e já teve. Foi ótimo, muito gostoso, não me sentia tão bem com uma mulher há muito tempo, devo confessar, mas é só!
Annely deu uns passos para trás, estava atônita, completamente chocada com as palavras de Kamus. O que aconteceu com ele? Quando ele se tornou tão frio e insensível? Ela jurava que ele compartilhava da mesma alegrai do reencontro que ela, mas não, ele se quer percebeu que era ela! Nem se pós em dúvida! Ele a via como se fosse uma qualquer "Mais uma das várias que estiveram com ele".
Ela segurou firme a vontade de se entregar completamente ao choro. Se sentido humilhada, ela secou as lágrimas que já haviam caído e foi até o lugar onde estava sua calcinha, pegou o pano rasgado e a guardou dentro da bolsa. Dirigiu-se até a porta da varanda, mas antes retirou a peruca que estava até meio torta depois de tudo que ocorrera ali. Ela a jogou no chão enquanto os fios castanhos e encaracolados deslizavam pelos ombros até se acomodarem no meio das costas. Não tinha mais porque manter seu disfarce; não para ele. No fundo queria que ele soubesse quem era a "vagabunda" que se entregou para ele tão facilmente.
- Obrigada, Kamus de Aquário, por me fazer perceber o quanto meu noivo é um homem maravilho. Ficarei lisonjeada em ser a Senhora Raymond, e é o que serei em duas semanas, com muita alegria. Você realmente conseguiu o que queria, nunca me senti tão bem em relação ao meu casamento. Todas as dúvidas se foram, assim como você que, como é de sua vontade, nunca mais fará parte da minha vida. Não o quero nem como lembrança, elas são muito importantes para mim para serem desperdiçadas com você! – Ela caminhou em sua direção e lhe deu um belo de um soco bem no seu nariz, talvez aquele gesto o fizesse se lembrar de algo. Depois abriu a porta com tanta força que arrebentou completamente a camada de gelo feita pelo cavaleiro.
– Já foi mais forte, Kamus, deveria treinar mais! – E dizendo isso, ela voltou para o interior da boate deixando-o completamente desorientado e sentido a pior das dores: a do remorso. O soco também doía, muito mais por um efeito moral do que pela dor física em si. Tinha sido um crápula com aquela que, por vezes, ele chagava a pensar que amava mais do que a própria vida, do que Athena! E o pior, ele mesmo acabara de jogá-la, definitivamente, nos braços de outro homem.
Tudo acabado, não te vejo nunca mais
Simplesmente, sem palavras
Apenas um Adeus
O que era tão lindo, de repente se perdeu
Um pro outro, toda vida
Nós dois perante Deus
Um jeito de amar que o tempo esqueceu
Mesmo que eu esconda
Tudo aquilo que senti
Não pergunto, não respondo
Eu posso até mentir
Sei que foi um grande amor
Mas devo desistir
Te amando, para sempre
Sem nunca compreender
Como um infinito amor foi se perder
Está escrito lá no céu
Um de nós seria o réu
Merecemos tanta dor?
Um castigo tão cruel?
Vem de Deus a punição
Que ele um dia colocou o paraíso em nossas mãos
E, logo, nos tirou!
LuanaRacos
Música: Escrito No Céu. Sandy e Família Lima.
