Mais uma vez afirmo que nenhuma das personagens de Saint Seiya me pertence, como também não pertence a muita gente por que insiste em ser mais real que o rei e se vangloriar em explorar casais oficiais (na cabeça deturpada de quem escreve, claro). Seria bom que todos vissem os fanfics como uma diversão e não como um campo de batalha, enfim, mais um capítulo de Intenções como Kamus e Annely, meu casal oficial (esse é meu mesmo kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk)

INTENÇÕES DE UMA DEUSA – CAPÍTULO 13

Os olhos estavam embaçados devido as lágrimas, dificultando sua visão. Mesmo assim a jovem desviava das pessoas a sua frente e mantinha firme a decisão de não olhar para trás. Não queria vê-lo, não só agora que a raiva e a humilhação a dominavam, não queria vê-lo nunca mais! Ele estava cada fez mais próximo, ela sentia isso e começava a se desesperar com a idéia de ter que encará-lo.

De repente ela viu aquele que seria a solução para o seu problema. Ela caminhou até o rapaz magro e loiro, seus cabelos formavam lindo cachos que Annely sempre achou encantador. Sempre que ele mencionava a idéia de cortá-los a garota logo o repreendia. Ela passou, carinhosamente, a mão pela nuca do garoto depois se posicionou a sua frente e, antes de lhe dar um estarrecedor beijo na boca, disse baixinho de modo que só ele pudesse ouvir:

- Me desculpa, Leo! Depois eu te explico.

Os olhos de Leandro estavam arregalados. Ele se perguntava quando sua querida amiga começou a ingerir drogas para estar agindo de uma forma tão estranha. Nem sabia se estava ou não correspondendo ao beijo, apenas movia a cabeça seguindo os movimentos da companheira de banda.

A jovem parou o beijo e abraçou o amigo olhando Kamus por cima do ombro de Leo. Ela conseguiu provocar exatamente a reação que queria. Ele estava parado com a boca aberta e os olhos expressavam um misto de susto e indignação. Annely sabia que sua reação tão inusitada deixaria o aquariano chocado, dando-lhe tampo para se afastar cada vez mais e sumir no meio de toda aquela gente.

Voltando a sussurrar no ouvido de Leo, ele disse:

- Por favor, faça o máximo possível para que aquele rapaz de blusa vermelha não me alcance – Assim que terminou de falar ela se embrenhou no meio das outras pessoas.

Kamus piscou algumas vezes esperando compreender o que estava acontecendo. E quando ele percebeu que Annely apenas usara o loiro cabeludo para desviar sua atenção e impedi-lo de alcançá-la, ela já havia se misturado a muvuca e se perdeu de sua vista.

Ele caminhou na direção em que ela havia desaparecido, mas foi impedido de continuar pelo mesmo garoto que ela beijara.

- Não vou deixar que se aproxime dela! – Leo falou enquanto punha uma das mãos sobre o ombro de Kamus para fazê-lo parar.

- Saia da minha frente, menino, não quero confusão com você! Meu problema é com ela! – Kamus disse friamente, tirando, com facilidade, a mão do rapaz de seu ombro e voltando a andar. Porém Leandro votou a impedi-lo de continuar.

- Acontece que se o problema é com ela, e ela me demonstrou, claramente, que o quer bem longe, então o problema é comigo também! Ninguém perturba minha amiga na minha frente. O que quer com ela? O que foi que fez? Ela estava chorando por sua causa! – A cada pergunta que Leu fazia ele dava um empurrão no cavaleiro que acabou perdendo o equilíbrio e caiu no chão.

Kamus não queria briga com o garoto. Sabia que seria tremendamente injusto um cavaleiro do seu nível lutar com um ser humano normal, mas estava perdendo um tempo precioso com aquela discussão inútil. Levantou-se e caminhou perigosamente até Leo que já estava pronto para briga. Kamus estava para lhe dar um soco no estomago quando sentiu uma mão segurar-lhe o braço.

- O que pensa que está fazendo? – Disse o menino que o segurava, era moreno, alto para sua idade, tenha cabelos lisos e compridos até um pouco abaixo do ombro e olhos castanhos. Havia algo no garoto que vez Kamus se lembrar de Aioria, mas ele não sabia dizer o que era. – Não quero saber de brigas aqui, principalmente, se pretende brigar com meu amigo!

- Mas o que é isso? Um exército de protetores? O que ela faz para ter tantos admiradores dispostos a fazer-lhe guarda? – O aquariano não conseguiu conter seu ciúme, quando mais jovem muitas vezes brigava com Annely por ser tão carinhosa e querida pelos amigos homens, e parece que esse jeito com o sexo masculino não havia mudado. De onde ela conseguia tirar tantos rapazes com disposição para brigar por ela? Ele nem se quer percebeu que o garoto que o segurava se referiu ao Leo e não a Annely, até mesmo porque estava alheio ao que havia ocorrido.

- Do que que esse idiota está falando, Leo? – Rafa perguntou enquanto ria da aparente falta de nexo da fala de Kamus.

- Da Annely! – Leo respondeu simplesmente, sabendo que a mera menção do nome da amiga causaria uma reação bombástica em Rafael.

O garoto segurou o cavaleiro pela camisa e Kamus teve que reconhecer que o rapaz não tinha uma força comum. Ele até conseguia sentir uma certa quantidade de um cosmo muito agressivo ser emanado pelo garoto.

- O que quer com a minha irmã?

- Como você bem disse, eu quero com a sua irmã, e não com você, não vou perder meu tempo brigando com um moleque que nem saiu das fraudas e ainda cheira a leite.- Kamus falou displicentemente.

- A Annely tava chorando quando veio me pedir para evitar que ele a alcançasse! – Leo disse com um sorriso maldoso, pondo lenha na fogueira, enquanto Kamus tentava assimilar a informação de que aquele jovem a sua frente era irmão de Annely. "Irmão ? Como assim? Esse garoto não tem idade para ser irmão dela, o que será que está acontecendo?" Mas Kamus teve seus pensamentos interrompidos por um belo soco no olho que ele logo quis revidar e a confusão se instalou.

Os dois começaram a se engalfinhar, e para surpresa do aquariano, a luta estava bem equilibrada. As pessoas já começavam a forma um círculo em volta dos dois gritando "PORRADA" "PORRADA". Algumas pessoas se afastavam, pois não queriam se envolver na briga, mas o fato é que ninguém fazia nada para pará-los e eles já estavam rolando no chão.

Kanon e Saga já estavam xavecando a quarta ou quinta mulher da noite, embora continuassem de olho em Mega e July, quando os gritos das pessoas em volta da briga chamou-lhes atenção. Eles deixaram suas "vítimas" de lado e seguiram até a rodinha, como eram bem mais altos do que média eles tiveram um visão privilegiada dos "lutadores".

- Mas não é o Kamus que está tentando espancar aquele pirralho?

- Que isso, Saga, você tá vendo coisas! Kamus não briga, Kamus conversa civilizadamente.

- Então ele está, civilizadamente, tentando matar o garoto.

Kanon olhou direito para os dois homens que se esmurravam e viu que o irmão estava correto, ninguém mais, em sã consciência teria um cabelo tão brega quanto o do cavaleiro de Aquário. Ele puxou Saga pela manga da camisa e os dois foram apartar a briga.

Segundos depois estava Saga segurando Kamus de um lado e Kanon segurando Rafa do outro, mas os dois continuavam a se chutar. Estavam em um estado deplorável, sagrando pela boca e nariz.

- Se encostar um dedo na minha irmã eu te capo, desgraçado! – Rafa berrava descontrolado.

Kamus deu um sorriso maldoso antes de responder a provocação:

- Acho que já é um pouco tarde para isso!

Ao ouvir a resposta do cavaleiro, Rafael tentou se livrar de Kanon, mas o marina não permitiu.

- Rafa, o que ouve? Solta ele! – July perguntou para o rapaz que continuava sendo segurado por Kanon.

- Não solta não, Kanon, ele tá prontinho para voar no nosso amigo do gelo que por um acaso deveria estar esfriando a cabeça. E você, Kamus que decepção! Uma das pessoas mais sensatas que eu conheço brigando feito um bicho com um molequinho e levando porrada dele! Que vergonha, que tipo de cavaleiro você é?

- Me solta, Saga, não vou continuar essa briga idiota, ela não vale tudo isso. – Saga ficou muito surpreso com jeito que Kamus falou, havia mágoa na voz dele, não, era algo mais que mágoa, era tristeza. Nunca o aquariano expressava qualquer oscilação de humor. O gemeniano soltou o rapaz que sem olhar para Rafa saiu do lugar indo para o primeiro andar da boate em busca de um banheiro para se limpar.

Kanon também soltou Rafa. July o segurou por um braço e Mega pelo outro para o acompanharem até um dos sofás, enquanto Leo foi buscar um pouco de gelo no bar.

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Enquanto o pau quebrava no segundo andar da boate, no primeiro era só amor. Miro e Luna se beijavam, se abraçavam e trocavam carícias, e o escorpiano começava a ousar nos carinhos quando a garota, em meio a um gemido devido ao beijo provocante que rapaz lhe deu na orelha, disse:

- Meu tio!

- Ah por favor, vamos para com essa história de me chamar de tio, é bonitinho mas enjoa – Miro disse enquanto passava a acariciar o outra orelha.

- Você não entende, meu tio acabou de entrar na boate!

- O que? – Com o susto Miro quase caiu da cadeira. O que o tio dela estava fazendo ali? Miro começava a ter visões com seu rosto estampado nos jornais sendo acusado de pedofilia. – Eliza, eu acho que vou ao banheiro, fica aqui me esperando, eu já volto.

Miro começou a se levantar quando deu de cara com um homem alto, cabelos castanhos mel, olhos também castanhos e que por mais que ele não quisesse enxergar era a cara do Aioria, só que mais velho e, pelo visto, mais forte!

- Como vai tio, Aioros? – Luna cumprimentou cordialmente o homem e deu-lhe um abraço.

- Estou bem, Luna! – Luna sentiu a cara queimar ao ser chamada pelo seu verdadeiro nome, teria que se explicar para Miro. – Viu minha filha por ai? Ela me ligou pedindo para buscá-la.

- Não a vejo faz um tempão. Ela estava lá em cima com as meninas.

- Estou vendo que você está bem distraída mesmo. Sabe que ela é menor, não sebe rapaz? – Aioros perguntou só de sacanagem, adorou ver a cara de assustado do rapaz que fazia companhia a Luna na hora que ele chegou. Sabia que Luna era muito responsável, ela não o preocupava.

- Sei sim senhor, eu também sou. – Miro respondeu rápido e Aioros segurou para não rir.

- Está bem então, vou procurá-la lá em cima. Obrigado, querida. – E dando um beijo carinhoso no rosto da sobrinha "emprestada", seguiu para o segundo andar da boate.

- Por que seu tio te chamou de Luna? – Miro perguntou assim que Aioros se afastou.

- Porque é assim que eu me chamo – Ela respondeu morrendo de vergonha.

- Você mentiu seu nome? Por quê? Não que Eliza seja feio, mas Luna também é lindo. Não tinha por que mentir – ele disse acariciando os cabelos da jovem.

- Bem, então é bom que você saiba que eu não tenho cabelos rosa, eu sou loira. Agora, por favor, não me pergunta por que eu não disse a verdade.

- Por que você mentiu?

- Miro!!

- Você me disse para eu não te perguntar por que você não disse a verdade. Eu perguntei por que mentiu. – Falou com um sorriso tão safado que era impossível resistir.

- Não é justo! Ta bem então. Acontece que eu faço parte de uma banda muito famosa chamada Fukai Mori que pelo visto você não conhece, mas ela é super popular aqui no Japão, mas como você é estrangeiro... O fato é que se eu viesse a uma boate, normalmente, eu não conseguiria fazer nada, por que eu até gosto de ser famosa, mas de vez em quando é uma droga. Pronto falei!

- Nossa! Você tem uma banda, que legal! Me fala mais sobre isso...

Luna até se sentiu mais aliviada de ter dito a verdade. Ela confiava em Miro mesmo que o conhecesse apenas há algumas horas. Os dois continuaram a conversa e a namorar, também continuavam completamente alheios a toda confusão que ocorrera no segundo andar da boate.

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No segundo andar estavam July, Mega, Leo, Rafa, Kanon e Saga, todos sentados no sofá com caras contrariadas. Os dois cavaleiros não aceitavam o fato da briga ter espantado as mulheres da boate, pois elas achavam que eles estavam envolvidos. As duas únicas que sabiam que eles tinham entrado na confusão só para separar os dois "brigões" estavam se derramando em cuidados com o pentelho que brigou com o Kamus por um motivo que até agora eles não conseguiam entender.

Assim que terminou de subir as escadas, Aioros logo reconheceu July e Mega e caminhou até as garotas em busca de informações sobre Annely. Mas o sagitariano ficou estático perante as duas figuras gêmeas que estavam com as garotas.

- Tio Aioros o que faz aqui? – Mega perguntou assim que viu o homem parado diante do grupo.

Aioros nada respondeu, apenas fitava Saga e Kanon com incredulidade.

- Ai...Ai... Aioros! Não é possível, você... não pode... como? – July achou engraçado ver um homem das proporções de Saga gaguejar ao falar com Aioros. Mas por que aquela reação? De onde será que eles se conheciam?

- Como vai Saga? Que cara é essa ao me ver? Parece até que viu um fantasma! – Aioros ironizou. – Eu gostaria muito de quebrar sua cara agora, mas no momento eu estou um pouco ocupado. A gente deixa esse tão amistoso reencontro para outra hora. July , Mega, onde está Annely? E Rafael saia de trás do Leandro, além de ser mais alto, isso não é postura de homem. E nós vamos conversar sobre essa cara, e se chegarmos à conclusão de que você se meteu em briga sua mãe irá adorar a notícia, sabe quanto tempo ela irá demorar para voltar a deixa-lo treinar, não sabe?

- Mas pai! Eu...

- Eu disse que depois vamos conversar. Quero saber de sua irmã, ela me ligou chorando, disse para eu vir buscá-la. O que aconteceu?

- Tinha um cara importunando, ela tio, e foi com ele que o Rafa brigou, ela tava desesperada. – Leo, explicou.

- Foi por isso que você brigou, Rafael?

- Sim, senhor! – o menino respondeu num tom quase inaudível.

- Muito bem filho, irmãos são para se protegerem. Se foi esse o motivo da briga sua mãe não saberá de nada, não é meninas? Não vamos contar nada a Alexandra e assim eu não perco meu melhor parceiro de luta. Já que esse assunto está resolvido e eu espero que cara do panaca que mexeu com a minha filha esteja pior que a sua, vamos todos atrás dela e irmos embora, pois a noite já deu o que tinha que dar.

Saga e Kanon olhavam para cena com uma grande gota na cabeça. Do pouco que eles conseguiram entender o cavaleiro de ouro de Sagitário não só estava vivo como tinha filhos e ao que parece sua mulher deveria ter muitos irmãos porque só ali ele tinha uns três sobrinhos.

- Não precisam me procurar, eu estou aqui! – Annely apareceu por de trás de Aioros que já estava deixando o local para procurá-la. A garota correu até o pai e o abraçou co toda força sem parar de chorar – Ai papai, o senhor é o melhor pai do mundo, me desculpa se alguma vez eu não lhe dei o devido valor. Você é a pessoa mais espetacular do mundo!

- Que isso Annely? Isso tudo só porque eu concordei em te buscar, eu estava por aqui perto voltando do meu plantão na clínica, não precisa disso tudo.

- O senhor não entende, pai, depois a gente conversa, só quero ir embora daqui. Eu amo muito o senhor, muito!

Aioros estava muito assustado com as reações da filha. Annely sempre foi muito carinhosa, mas nunca foi uma garota de se abalar com facilidade. Algo sério estava acontecendo e agora tudo que ele queria era levá-la para casa onde conversariam com calma.

- Vocês fiquem aqui! Vou juntar o resto do pessoal e vamos todos para casa. Saga mais uma olhadinha desta para o lado da Juliane e teremos nossa conversa mais cedo do que você imagina! Fique longe dela. Rafa, Leo vocês dois venham me ajudar.

Os três foram em busca dos demais membros da banda e logo estavam todos na fila pagando o que deviam para irem embora. Lívia descobriu que seu loirão era conhecido do Hyoga e assim que soube que ele estava hospedado na mansão achou que seria uma ótima a banda marcar um ensaio para o dia seguinte. Themys concordou prontamente, pois era uma chance de ver o Ikki, se é que ele daria o ar da graça. Coisa rara. Miro fez um beicinho mais fofo da face da terra na hora que Luna disse que teria que ir, mas é claro que eles trocaram telefones.

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Não havia se passado nem meia hora que abanda tinha ido embora os cavaleiros começaram a se reunir para irem também. Mu estava fazendo uma espécie de chamada e a ausência de Kamus foi constada.

- Cadê o Kamus, será que ele encontrou companhia e foi mais cedo? – Shura perguntou.

- A única coisa que o Kamus achou nessa boate foi briga. Nunca vi ele brigar com tanta vontade, nem em nossas piores lutas. – Saga disse, e sua fala logo causou reações nos demais.

- O Kamus brigando? Vocês viram mal, só pode! – Mu manifestou.

- E por causa de mulher – Kanon completou.

- Não era ele, isso definitivamente! Kamus não é homem de brigar por mulher, as mulheres que brigam por ele. Vocês realmente viram coisas – Miro falou categórico, jamais em anos de farra com Kamus, o cavaleiro, nem quando teve motivo, brigou na rua, isso não era do seu feitio.

- Vocês estão falando do francês fresco? – Máscara da Morte, perguntou voltado do banheiro – Pois ele ta lá no bar tomando um pileque digno de coma alcoólico.

- O QUE? – Todos responderam juntos. Kamus bêbado? Isso era algo histórico e não tinha um ali que não quisesse presenciar a cena.

O bar estava praticamente vazio assim como toda a boate e lá estava o cavaleiro de Aquário entornando sua quinta dose de wisk puro. Os olhos cheios de lágrimas. Ele não falava nada só bebia e chorava em silêncio enquanto olhava para o nada.

- Vai lá Miro! – Disse Shaka – Quero ir embora logo, meu cabelo ta fedendo a cigarro.

- Olha a frescura, Barbie! – Zombou Ikki.

- Por que eu que tenho que ir?

- Porque você que é amiguinho dele, oras! Olha a carinha dele, que mulher malvada! – Afrodite disse empurrando Miro para perto do bar.

Miro se aproximou de Kamus, puxou a cadeira e se sentou ao seu lado. Sabia que não adiantava perguntar, Kamus não falaria, só se se sentisse a vontade. Miro esperou, enquanto isso todos os cavaleiros já haviam se sentado em algum lugar bem próximo aos dois para ouvir a conversa. Pareciam um bando de fuchiqueiras.

- Não quero vê-la nunca mais, ela morreu naquele acidente. Como alguém pode sobreviver a uma explosão de um avião? Como?

- Kamus, o que está acontecendo?

- Miro, você acha que eu sou gay?

- Acho que já discutimos isso faz muito tempo e você sabe que eu não acho!

- E se eu dissesse que eu já gostei de um homem?

- IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII – Seiya fez coro com Aioria, Shura e MM.

- Shee – Mu pediu selêncio – Vamos ouvir o desabafo dele!

- Mu não quer perder nenhum detalhe do babado – Deba brincou, mas todos fizeram silêncio.

- Bem Kamus, eu diria que você continuaria a ser meu amigão contanto que eu não seja esse homem.

- Miriano, como você é convencido, porque seria você? Bem, ele não era bem um homem.

- Então é o Afrodite – Hyoga palpitou.

- Epa, veja lá como fala seu pato oxigenado – Afrodite já estava se levantado para bater em Hyoga, mas foi impedido por Shaka que já tava quase pedindo uma pipoca para acompanhar o desabafo de Kamus. Seus olhos nem piscavam.

- Ah cambada de asnos, estou dizendo que era alguém que eu achava que era homem, mas não era!

- AAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHH – Fez o mesmo coro do iiiiii.

- Mas pera ai? Você gostava antes ou depois de saber que o homem não era homem? – Ikki perguntou.

- Dos dois – Kamus respondeu tomando sem para mais uma dose do liquido âmbar.

- Então você é bi – Aioria disse simplesmente.

- Ou a pessoa do caso era transexual – Completou Kanon.

Kamus começou a chorar e a falar um monte de frases nada a ver.

- Viu só o que você fez, Kanon! – Disse Saga dando um tapa na cabeça do irmão.

- Olha Kamus, você não tem que falar mais nada. Está bêbado e falando um monte de idiotices que só esse bando de desocupado para levar isso a sério. Vamos embora eu te levo para o hotel e a gente enterra esse assunto. – Miro falou e passou a ajudar o amigo a se levantar, como ele poderia deixar que seu melhor amigo ficasse ali servindo de palhaço para os outros? Pedia aos deuses para que Kamus não se lembrasse disso pela manhã.

- ANNELY! – Shaka disse de repente chamando a atenção de todos. – É dela que ele está falando! Um homem que não era homem e que eu sabia que se o Kamus soubesse que era mulher ficaria caidinho.

- NÃO DIZ O NOME DESSA VADIA PERTO DE MIM!

- IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII – Os mesmo de sempre só que sem o Aioria e Shura.

- Não ouse falar da minha sobrinha assim! Annely era um encanto de menina, e respeite pelo menos a fato dela estar morta. Não entendo porque agora depois de tanto anos ele vem falar desse assunto.

- Porque o seu encanto de sobrinha me assombra, é um fantasma com o qual eu tenho que conviver todos os dias da minha vida e morte desde o dia daquele maldito acidente. Nem para morrer ela serve!

- Pare de dizer besteiras, Kamus, ou eu vou ignorar o fato de que você esta vergonhosamente bêbado e vou retalhá-lo. Se você sofreu ou sofre pela morte dela, como muitos de nós aqui sofremos, a sua dor não lhe dá o direito de desrespeitá-la. Não sei o que aconteceu entre vocês e nem acho que seja da minha conta saber, mas jamais vou permitir que manche a lembrança daquela que era como uma filha para mim – Shura falou e todos viram os olhos do capricorniano se encherem d'água. Era hora de finalizar o assunto e ir embora.

Ninguém levou em consideração o que foi dito por Kamus, pois não tinham o conhecimento de como as coisas realmente eram e o que bêbado fala ninguém anota. Ele apenas tentava descontar através de seus xingamentos a raiva que sentia de si mesmo. A tivera em seus braços, como sempre pediu aos deuses e, simplesmente, a deixara partir.

Os cinco cavaleiros de bronze ficaram mudos após aquela revelação. Eles sabiam que muita coisa viria a tona nos dias que se seguiriam, coisas que eles mesmo só souberam há poucos meses e que Saori sempre os proibiu de dizer qualquer coisa a um dourado, pois tudo seria revelado no momento oportuno.

Hyoga foi o último a sair da boate, pois fora o que ficara mais distraído com o que foi dito. É que a sua mente veio a imagem de uma garotinha que era uma verdadeira espoletinha, inteligente, sagaz, talentosa, uma criança sem igual da qual ele gostava muito e com quem se afeiçoou logo no primeiro instante. "He mestre Kamus, sua filha é a sua cara, em todos os sentidos".

LuanaRacos