INTENÇÕES DE UMA DEUSA – CAPÍTULO 17
Os olhos castanhos caminharam de forma desconfiada pela sala. Ainda na porta, a jovem ruiva olhava de um lado para outro do estúdio buscando ter a certeza de que não seria incomodada pela a irritante presença daquele homem alto, másculo, lindo, com aquele par de olhos absolutamente sedutores e...
- Ai que saco! Juliane, tira esses pensamentos da cabeça, é uma ordem!
Ainda um pouco receosa, ela entrou na sala. Relaxou ao constatar que realmente estava sozinha. Respirou aliviada, mas no mesmo instante o ar faltou-lhe aos pulmões.
- Estava a minha procura?
A jovem ficou quase tão vermelha quanto seus cabelos. A raiva tomando conta de si. Como ele conseguia se aproximar de uma forma tão discreta que ela não percebia. Porque ele não a deixava em paz e parava de persegui-la?
- Claro que não! Estava apenas querendo ter a certeza que não teria ninguém aqui para me atrapalhar.
- Não entendo você, sabia? – Ele disse esparramando-se no sofá. – Você é obrigada a tocar para um público enorme quando faz um show e se recusa a ensaiar na minha frente. O que é? Eu de deixo assim, tão desconsertada, que você até se esquece como se toca, é?
- Pretensioso...
- Não sou, não! Mas é o que está parecendo – Ele sorria de forma cínica enquanto se espreguiçava.
- Está bem então! Você me afeta sim. Não consigo me concentrar com você por perto. Satisfeito? Agora que arrancou esta "terrível" confissão de meus lábios, pode me dar licença? Essa nossa conversinha já está me dando nos nervos.
Ela mal terminou de falar quando sentiu os braços fortes do cavaleiro de Gêmeos em volta de sua cintura. A jovem se perguntava como ele conseguia se mover tão rápido, mas seus questionamentos se esvaiam a medida que os lábios dele se aproximavam mais dos dela.
- Queria arrancar beijos dos seus lábios, não confissões do óbvio! – A boca de Saga passou gentilmente sobre a de July. Ela sentia que a respiração começar a falhar em expectativa.
- Eu não vou beijá-la, se é o que está esperando... Já disse que quero arrancar o beijo do mesmo jeito que a fiz confessar que me deseja – Enquanto ele falava seus lábios tocavam o dela, mas não davam nenhuma indicação de que dessa aproximação sairia um beijo.
- Eu não disse que te desejo! Disse que me perturba...
- É mesmo... – Ele sussurrou no mesmo instante em que um de seus polegares movimentou-se de forma sedutora sobre o bico de um dos seios da jovem por cima da blusa que ela usava – Está com frio, ou é a minha presença perturbadora que faz seu corpo reagir dessa forma?
- Para com isso...
- Com o que?
- Com isso que você está fazendo – Ela sentia a voz falhar. Os toques dele estavam cada vez mais provocantes.
- O que?
- Hum – ela gemeu ao perceber que a outra mão caminhava de forma possessiva por sua barriga.
- Está sem fala? Eu posso ajudar. O que você quer que eu pare? De ter tocar ou de enrolar para te beijar de uma vez? – Ele disse descendo os lábios até o pescoço dela, onde se dedicou a beijá-la com intensidade.
- Não para... – Ela falou baixinho, enterrando as mãos nos cabelos dele.
- Você não se define, não é mesmo? – Ele riu para si mesmo enquanto continuava a carícia do pescoço permitindo que suas mãos escorregassem até se acomodarem de forma pervertida sobre a parte de trás da calça da ruiva.
- Eu nem sei seu nome... – Juliane tentava a todo custo retomar o poder sobre si.
- É Saga, mas você pode me chamar de qualquer coisa com a qual você tenha fetiche.
- Você é muito cachorro! – Ela vociferou com raiva. Não acreditava que ele estava levando aquela situação de forma tão leviana.
- Se quiser, eu posso até rosnar... – O Cavaleiro respondeu sarcasticamente.
O som alto de um tapa ecoou pela sala. Saga segurava o rosto na região em que fora atingido, enquanto July se dirigia enfurecida até a porta.
- Brava! Assim você me conquista mais!
- Como alguém pode ser tão cara-de-pau!
- Quer tudo do jeito certinho, é? Eu faço. Vamos jantar? Eu prometo que a parte de incluir você como prato principal só rola se você quiser, e eu não vou forçar!
- Jantar?
- Isso, comer comida.
- Tudo bem. Pegue meu endereço com a Saori. Te espero às oito.
- Estamos combinados. Até lá, minha ruivinha. - Ele disse voltando a se deitar preguiçosamente do sofá com um sorriso de vitória, enquanto ela saia sem nem mesmo entender o que a levou a aceitar jantar. Fitou o homem deitado antes de fechar a porta. Pensando bem, ela sabia muito bem o que a fez aceitar...
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Afrodite não cabia em si de felicidade. Passar um dia todo em um spa era um sonho antigo jamais realizado devido aos seus intermináveis afazeres como cavaleiro. O que mais lhe deixava feliz era saber que fora seus amigos que se juntaram para pagar a estada no lugar. Onde ele poderia imaginar que até mesmo o pão-duro do Shura abriria a mão?
Ao entrar ficou um pouco surpreso por só ver homens no local, mas pensou que poderia ser um spa dedicado a beleza masculina, mesmo que jurasse que havia visto um homem com uma protuberância muito suspeita no peitoral.
Caminhou até a recepção. Ficou chocado ao ver dois homens se beijando em um sofá, mas achou por bem ignorar, afinal, estava em um país estranho, do qual não tinha muito conhecimento quanto à cultura.
O balcão de atendimento estava vazio. Ele tocou a sineta e esperou que alguém viesse atendê-lo, desejando profundamente que fosse alguém normal. Distraiu-se com a decoração do local a tal ponto que nem reparou chegada da jovem atendente.
- Como posso ajudá-lo?
Afrodite olhou para a atendente e no mesmo estante sentiu a boca secar. Era uma bela garota de longos cabelos cacheados de um castanho bem escuro, quase negro. Os olhos eram castanhos também e ela lhe dava o melhor dos sorrisos, o que o fazia ficar ainda mais encantado com a visão.
- A senhorita pode me ajudar de várias formas... Tenho uma reserva no nome de Afrânio Sccotlan. – Ele falou de uma forma sensual que fez a jovem tremer. Ela riu de si mesma. Como poderia reagir assim depois de 5 anos trabalhando em um spa só para homens, na verdade para homens que gostam de outros homens. Se aquele verdadeiro deus grego, absolutamente perfeito em cada detalhe, estava ali era porque tinha o mesmo perfil dos demais clientes.
- Está aqui senhor. Pela sua reserva, o senhor terá acesso a todos os nossos serviços. Espero que goste, temos grande preocupação em agradar nossos clientes.
- Se os serviços daqui forem tão bons quanto à recepcionista, tenho certeza que vou adorar. – Ela sentiu uma nova onde de tremores a acometer. Ele não podia estar flertando com ela, era impossível, toda cidade sabia que aquele spa era para homossexuais. "Será que ele é bi? Ai que nojo!".
- Tenho certeza que o senhor ficará satisfeito. Siga-me, vou lhe mostrar nossas acomodações.
Os dois caminharam por todo o lugar. Por ser uma segunda-feira o spa estava vazio, não tinha quase nenhum cliente. Afrodite olhava tudo intrigado, os poucos clientes que viu eram homens e todos os funcionários que faziam os serviços também pareciam ser. Na verdade a única mulher que ele havia visto era a recepcionista.
- Gostando do que vê, senhor?
- Muito! – Dite respondeu de uma forma provocante enquanto fitava a jovem com intensidade. Ela estava ficando encabulada com aquele comportamento, ela ficou pensando que tipo de depravado iria a um lugar dedicado ao público gay para ficar flertando com a atendente.
- A primeiro serviço que oferecemos é uma massagem oriental, feita pelo nosso profissional mais competente e um dos mais requisitados. – Eles entraram em uma sala escura e a moça disse que ele poderia se despir e deitar na cama de massagem que em poucos minutos estaria sendo atendido.
A jovem, que se chamava Yuki, saiu correndo da sala. De todos os clientes esquisitões que o lugar já tinha atendido, este era, sem dúvida, o mais estranho. Ele parecia que nem sabia onde estava.
Afrodite estava deitado de bruços sobre a cama com apenas uma toalha tampando seu bumbum. Esperava ansioso que sua massagem começasse e o fizesse esquecer dos suspeitos acontecimentos do spa até aquele momento. Quando ele menos esperava duas mãos fortes e másculas se apossaram de suas costas, fazendo movimento fortes, porém relaxantes.
O cavaleiro estava gostando do tratamento que recebia, mas achava estranho que uma mulher pudesse ter mãos tão pesadas. Resolveu dar uma espiada no massagista e foi nesse momento que os belos olhos azuis do pisciano se arregalaram e tudo que ele conseguiu fazer foi levantar-se rapidamente e correr para longe dali.
Enrolado de qualquer jeito na toalha o jovem chegou à recepção arfando. Tocou ferozmente a sineta até que a Yuki apareceu para atendê-lo.
- Meu senhor! Não pode andar nestes trajes nas áreas comuns do spa! – Ela falou com a voz esganiçada, o rosto vermelho como um pimentão por estar diante do corpo perfeito que o cliente exibia.
- Porque um homem estava me fazendo massagem? Um homem não, um troglodita! Pode me explicara isso?
- O senhor preferia o que?
- Oras, é lógico que eu queria que uma mulher estivesse lá. Vem cá, eu lá tenho cara de gay?
A jovem olhou bem para o homem a sua frente. Era um belo rapaz, mais que belo, ele era a imagem da perfeição. Mas os traços delicados e o jeito espevitado de se expressar davam certa dúvida quanto a sua escolha...
- O senhor quer eu seja honesta? – Ela perguntou sem graça.
Afrodite a olhou com um ar horrorizado e raivoso. Sem pensar duas vezes ele a puxou pelo braço e a tomou em um beijo.
Yuki sentiu que a qualquer momento suas pernas não conseguiriam mantê-la em pé de tão bambas. O beijo dele era ardente e profundo. Lábios e língua moviam-se com destreza e ela não viu outra alternativa que não a de corresponder à iniciativa do cavaleiro.
O beijo foi longo e não terminaria se não fosse a chegada do gerente do local que entrou na recepção gritando feito sirene de ambulância.
- MAS O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI? SENHORITA YUKI ME ESPLIQUE ISSO AGORA!
Afrodite soltou a jovem no mesmo segundo. Ela olhou para seu patrão em pânico. Uma das regras principais do lugar era que funcionários não poderiam se envolver com os clientes. Ela estava certa de que estava preste a perder o emprego.
- Senhor Kuruma, por favor, não foi minha culpa! Eu juro! Por favor!
- E você rapaz! O que faz no lugar como este? Eu até diria que você tem jeito para coisa, mas em fim...Quer denegrir a imagem do meu estabelecimento?
- Olha, senhor, eu não sabia que esse spa era assim, eu sou estrangeiro, nem fui eu que fiz minha reserva. Foram aqueles depravados que se verão comigo! Quanto ao beijo, eu não pude resistir, sua funcionária é linda! E não tem culpa, eu que forcei a situação! – Ele disse olhando sedutoramente para a garota que novamente sentiu as faces corar.
- Então vista-se e suma daqui! E da próxima vez, verifique onde está se metendo! – O homem disse com um olhar esnobe e saiu em seguida.
Dite pegou a mão de Yuki e lhe deu um cálido beijo. Depois voltou até a sala de massagem para pegar suas coisas. Ao sair ele não viu a jovem na recepção, então ele pegou um cartão com o número do telefone do spa. Pelo menos houve uma coisa boa em tudo aquilo. Ele teria companhia para a festa em homenagem a Hilda; uma bela companhia.
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- Estamos em uma quarta-feira no meio da tarde e o cinema está simplesmente lotado! E dizem que os japoneses são o povo mais trabalhador do mundo. Mais um mito que cai por terra.
- Não faça tanto drama, Miro, é que quarta o cinema é mais barato e os estudantes aproveitam.
- Você tinha que vir com essa peruca ridícula? Está todo mundo olhando para gente.
Luna olhou para Miro com olhos cerrados.
- Quando ficou comigo na boate eu estava com essa mesma peruca e não me lembro de você ter achado ridícula. As pessoas estão olhando porque você fala alto como um megafone!
- EU NÃO FALO ALTO!
- Concordo, você grita!
- Você não me provoque!
- Me diz uma coisa! Você sofre de tpm? Estávamos tão bem, mas quando chegamos aqui você começou a dar chilique!
- Como ir ao cinema com a namorada com essa tanto de gente?
- Não sabia que estávamos namorando. Não lembro de ter sido perguntada a minha opinião.
- Então você é do tipo que fica se esfregando com um homem qualquer? – A voz saiu irônica e descontraída.
- Miriano!
- Como descobriu meu nome?
- Com essa carteira de estudante vencida que você me deu para comprar as entradas enquanto você ia ao banheiro. Não fique tão tristinho, o nome não é tão ruim.
- Nossa! Estou super consolado.
- Não foi nada!
- Para que filme você comprou?
- 300. Pensei que seria perfeito para você, um grego vendo gregos heróicos. Foi uma boa escolha, não foi?
- Claro! E eu tenho certeza que a sua escolha não tem nada a ver com os trezentos guerreiros de cueca...
- Claro que não! Até parece que eu, uma menina pura e ingênua ia pensar nessas coisas. Tudo pela história!
- ¬¬! Verificou a censura, dona Luna, eu não quero ser barrado na entrada! – O cavaleiro não perderia a oportunidade de zoar com a idade da garota.
- Fique tranqüilo, eles só consideram a idade física, não a mental! Você vai entrar com toda certeza.
Miro fez cara de contrariado, mas nem teve tempo de reclamar, pois Luna o puxava para que alcançassem o resto da fila que andava para entrar na sala do filme. Os dois estavam quase no final da fila e, quando entraram, não havia muitos lugares.
Os dois chegaram até uma fileira em que um rapaz gordinho com cara de nerd estava sentado entre duas cadeiras vazias.
- Com licença! Você podia saltar para cadeira do lado para que eu e minha namorada possamos nos sentar juntos?
- Não!
- Como assim, não? – Miro ficou indignado.
- Advérbio de negação, seu ignorante, N A O ~ , NÃO!
- Ora seu... O que te custa mudar de cadeira!
- Depende, quanto vocês têm ai?
- O que? Acha que eu vou te pagar para trocar de lugar! Escuta aqui seu moleque gordo e perebento ou você pula para cadeira ao lado ou vou fazer você pular para fora do cinema!
O garoto nem se abalou e permaneceu no lugar como se o casal nem mesmo existisse. Luna segurou Miro e conseguiu convencê-lo de não matar o garoto. Os dois se sentaram, um de cada lado do nerd irritante que passou o resto do filme lhes roubando a pipoca e o refrigerante. Quando finalmente aquela tortura acabou o casal se levantou rapidamente, Miro puxou Luna pelo braço antes que ela percebesse o olhar de profunda dor do gordinho e a unha de cavaleiro voltando ao normal. No rosto, Miro esboçava o melhor dos sorrisos.
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Passava das oito da noite quando Kamus voltou a mundo dos conscientes, sentia uma fraqueza estranha que não conseguia assimilar. Nunca tivera esse tipo de problema após qualquer relação e mesmo que com Annely as coisas sempre fossem mais intensas, aquilo estava absolutamente fora do normal. Todo seu corpo estava dormente e ele tinha muita dificuldade em se mover. Olhou para o lado e viu que a jovem não estava mais ao seu lado. Uma estranha sensação de impotência o invadiu e ele novamente tentou se mover, quase conseguiu se sentar, mais logo o corpo voltou ao colchão.
- Algo lhe incomoda, cavaleiro?
Kamus olhou na direção da voz e deparou-se com Annely. Havia algo estranho no timbre dela e, com toda certeza, desde que a conheceu, 'cavaleiro' nunca foi a forma pela qual ela se referia a ele. E não era apenas isso, havia algo estranho na áurea dela, os olhos expressavam uma malicia que nunca fez parte da personalidade da jovem que ele conhecia. Na verdade, com exceção ao corpo, ele juraria que estava diante de uma pessoa completamente diferente.
- Quem é você e o que fez com a minha mulher?
- Ora, ora, quando foram as bodas? Você sempre me surpreende, sabia? Mesmo que eu tenha retirado todo seu cosmo, fazendo de você um sersinho comum e ordinário, ainda sim você consegui perceber algo de errado, não é? Eu confesso que não sou nenhuma boa atriz, principalmente quando penso em agir como a tapadinha do meu avatar. Ela sempre tão apaixonadinha por você, não sei o que pode ter visto em um magricela sem graça e tão limitado como você. Mas como dizem os bregas "o amor tem razões que a própria razão desconhece", em suma, o amor é burro e emburresse a todos que toca.
O cavaleiro novamente tentou se levantar, mas uma força muito superior a sua o impedia.
- Quanto mais tentar se mover, mais fraco ficará. Sabe, eu pensei em ficar ai do seu ladinho para ouvir você cantando no meu ouvido, mas descobrir que seria péssimo para uma deusa da minha estirpe ser lavada ao vômito por um mero mortal. Ela tem esse poder sobre você, não é mesmo? Ela sabe como fazer você agir como idiota, mas é como eu disse, o amor torna as pessoas menos capazes. O mais estranho é que você sempre teve esse discurso e acabou por ser derrotado em razão do mesmo sentimento que sempre condenou. Deveria ter ficado no seu iglu e nunca ter se envolvido com ela. Não imagina o quanto sua atitude prejudicou meus planos, na verdade os atrasou e agora, veja só, terei que sacrificar aquela criaturinha irritante que vocês dois puseram no mundo.
- Fique longa da minha filha! Não permitirei que toque num só fio de cabelo dela! – Novamente a tentativa em se levantar falhou, dessa vez quase o levando a desmaiar.
- Ah, que papai mais preocupadinho! Tadinha da Kamilinha, tão pequena e chata! Terei prazer em ver o sangue dela sendo derramado em minha honra. Annely nunca deveria ter sido tocada por um homem, mas você não soube agir como um verdadeiro cavaleiro e conter seus extintos, mesmo sabendo que o amor de vocês não era abençoado nem mesmo por Athena! Agora o sangue puro e inocente da filha dos pecadores será derramado para restituir a pureza da mãe, para que assim meu espírito de deusa possa assumir por completo o corpo que foi formado tão somente para minha vinda. Annely não existiu, Kamus, era apenas uma marionete esperando pela sua verdadeira controladora.
- Hera...
- Muito prazer, ex-Kamus de Aquário. Sei que essa sua cabecinha esperta já ligou as peças do quebra-cabeças mandado pelo meu "queridíssimo" esposo. Pena que a sua conclusão chegou tarde! Os belos momentos que passou com o meu avatar nesta tarde serviram para retirar todo seu poder! E não pense que eu permitirei que saia daqui para avisar os restantes dos capangas de Athena, antes que a minha posse sobre este corpo esteja completa. Nan nan ni nan não! Vou te levar para um lugar que você conhece muito! Acho que é o lugar ideal para aquele que será seu último túmulo. Dessa vez nem Zeus poderá dar-lhe uma nova vida. Sem cosmo, deixou de ser um cavaleiro e, como um mero mortal, apenas Hades poderia deliberar sobre sua existência carnal. Agora, você há de convir comigo que o senhor do submundo não o tem em alta estima, não é mesmo? Vamos passear!
Dizendo isso, a deusa se aproximou do cavaleiro e tocando-lhe no braço fez com que desaparecessem quarto.
Continua...
Espero que o capítulo agrade a todos aqueles que se mantiveram fiéis ao fic mesmo que eu demore tanto tempo em atualizar. Por favor, sempre mandem reviews para as fics que vocês gostam, isso ajuda em muito ao escritor a manter a chama da inspiração acessa. Todos que escrevem fanfics esperam pela reação dos leitores, do contrário o desanimo vem e a gente até se esquece. Agradeço aqueles que mantiveram essa chama acessa em mim. Intenções depende de vocês.
Um grande abraço,
LuanaRacos.
