Autores: Felton Blackthorn e Kaline Bogard
Título: Chizuru
Beta: Samantha Tigger Blackthorn
Sinopse: Ele havia perdido as estribeiras e arremessado aquela porcaria no mundo Muggle. E agora... teriam, os quatro, que arcar com as conseqüências.
Orientação: yaoi
Classificação:18 anos
Gênero: um pouco de tudo
Observação: Essa história nos pertence, mas Harry Potter e a banda the GazettE não.
Nota: Presente de aniversário para Ifurita
Chizuru
Kaline e Felton
Capítulo II
Resumidamente, ferrou...
– Faça amor comigo, Yuu... – Uruha sussurrou ao ouvido do moreno – Quero apenas isso... Apenas lhe fazer amor.
O guitarrista mais velho fechou os olhos e sorriu, balançando a cabeça. Esperara aquele pedido por todo o longo ano. Sonhara com o momento em que deixaria de ser somente o sexo, e o sentimento forte ainda não assumido venceria.
Aoi envolveu os ombros do mais novo, os dedos se embrenhando nos cabelos loiros, sentindo os beijos leves em seu pescoço, assim como o abraço apertado em sua cintura. Não conseguia segurar os leves gemidos que saíam de seus lábios, nem controlar os arrepios que despertavam o seu corpo para o que viria a seguir, embalados no sentimento forte que os consumia. A mordida naquele ponto entre o ombro e pescoço fazendo uma sensação forte atravessar sua coluna.
Puxou os cabelos dele, afastando a boca deliciosa de sua pele e a tomando num beijo intenso, deixando o que sentia se expressar com seus toques, seus beijos... Seus corpos se moviam juntos, guiados pelo loiro que agora deixava as mãos correrem por suas costas, levantando sua camiseta, deslizando as mãos pela pele nua, parando apenas ao lado da cama e retirando a peça pela sua cabeça, deixando-a aos seus pés. O olhar chocolate passou pelo seu corpo, parando em seu peito, fazendo os mamilos reagirem ao seu olhar antes de serem tomados pelos lábios cheios o fazendo gemer.
– Aaaaahhhhh... Kou... – Seus dedos seguraram os cabelos loiros com mais força, sentindo os dentes completarem a carícia, puxando-o levemente antes de passar para o outro. – N-não faz isso...
– Ssshhhhh... Deixa eu te tocar... – Sussurrou o loiro, sentando-se na cama e o puxando para si, o fazendo se sentar em seu colo, as pernas se apoiando no colchão, ladeando o quadril esguio, as mãos acarinhando seus quadris por cima da calça de malha branca.
– Você não quer me dominar...? – Perguntou levantando os braços, cruzando os pulsos no alto da cabeça, virando a cabeça para o lado e expondo o pescoço onde ainda se podia ver uma leve mancha amarelada, resquício de uma das ultimas sessões se sexo selvagem. – Não quer me... Huuummm... Marcar...?
– Hoje não... – Beijou o pescoço, descendo uma trilha de beijos pelo peito, os dedos puxando o cordão que prendia a calça no quadril, a outra mão deslizando do quadril para as nádegas, entrando por sob o elástico, logo sendo seguida pela outra. – Hoje eu quero só você, mais nada...
Aoi retirou-lhe as mãos de dentro de sua roupa e se levantou do colo dele, a calça larga e agora frouxa, caindo aos seus pés, ficando inteiramente nú e excitado diante dos olhos escuros, quentes e intensos. Subindo no colchão de gatinhas e se estendendo nele. Levantando os braços e segurando no espaldar da cama, ondulando o corpo sob o olhar fascinado do namorado. Que retirou a camiseta a jogando no chão, levantando-se em seguida e retirando o jeans junto com a roupa íntima, apoiando um joelho na borda da cama, olhando extasiado o corpo sobre ela.
– Eu sou todo seu... Vem... – Estendeu a mão o chamando para si.
E ele foi, engatinhando e se aproximando, ficando por cima do moreno, os joelhos pousando entre as pernas afastando as coxas, abaixando o tronco e apoiando nos cotovelos, beijando os lábios carnudos e os olhos fechados, o pescoço e o peito, lambendo todo o abdômen... As mãos segurando a cintura esbelta, mordiscando junto aos poucos pelos sentindo o quadril se contorcer sob seus lábios, roçando o nariz no membro rijo, ouvindo o gemido alto ao abocanhá-lo por inteiro.
– Aaaaahhhmmmm... Kouuuu... – O loiro se arrepiou todo, gemendo junto com ele, o membro preso na boca, sugando com desejo, com volúpia, os lábios deslizando num vai e vem lento e forte, a língua o pressionando contra o céu da boca. – Ahmmm... Ahmmm... Hnnn... – Aoi mordia os dedos, tentando silenciar os gemidos cada vez mais altos. – Hnn... Kou... Isso hummm mais... – Sussurrava ofegante.
Uruha apenas se sentia instigado a continuar, ouvindo os sons prazerosos que escapavam da boca do moreno, sentindo a tensão aumentando no corpo em seus braços, as mãos apertadas em seus cabelos como se ele estivesse tentando se conter, tentando permanecer por mais tempo naquela sensação de extremo prazer...
– Ahnnn... Kou pára... – Aoi puxava os cabelos loiros. – Pá-para... Pára... – Sentou-se puxando os cabelos loiros com mais força, levantando-lhe a cabeça e interrompendo o delicioso prazer que ele lhe proporcionava, beijando ardentemente a boca impregnada do seu próprio sabor.
Beijava-o com paixão, ainda sentindo as mãos dele em seu corpo, descendo uma das suas mãos pelo corpo dele, levando-a até ao membro rijo e pulsante que roçava no seu, o afagando, movendo-a sobre ele. Sentia a vibração dos gemidos dele durante o beijo. Deixou a boca e beijou o peito todo, tomando o mamilo rijo em sua boca, deleitando-se com o sabor inebriante de sua pele.
– Eu quero você... Que você me ame... – Estendeu a mão, buscando o pequeno tubo sob o travesseiro, levantando a tampa com o dedo e o espremendo sobre a mão que o segurava, espalhando o lubrificante, ouvindo os gemidos baixinhos junto do seu ouvido, os dentes pequenos mordendo sua orelha de leve. – Esperei tanto... Tanto por isso... – Deixou seu corpo cair no colchão, o trazendo consigo, as mãos o segurando suaves nas costas largas, sentindo o sexo intumescido pressionar o seu quando ele se deitou sobre si.
Os olhos de Kouyou mostravam uma imensidão de sentimentos, presos aos seus no momento que ele o penetrou. Aoi mordeu os lábios, represando o gemido dolorido na garganta, suas mãos o apertando nos ombros buscando apoio, seus olhos negros não se desviando dos chocolates que brilhavam na escuridão do quarto iluminados pela luz diáfana do abajur ao lado da cama, aguardando um gesto seu, uma palavra, um sinal...
Aoi não queria esperar, queria que ele se movesse, que o amasse intensamente como esperava há tanto tempo. Enlaçou os quadris dele, envolvendo-o com as pernas, impulsionando-se contra ele, permitindo que ele o tomasse de fato. Mesmo que isso ainda o incomodasse um pouco, ainda assim era delicioso. Sentiu-o os braços dele o envolvendo, a cabeça loira se acomodando junto ao seu pescoço, beijando a pele suada, antes de falar baixinho:
– Kouu... – A cabeça se erguendo um pouco e o olhando nos olhos antes de beijá-lo.
Ele o beijou, seu corpo finalmente o tomando, se movendo em seu interior, devagar e cadenciado, deixando que o ritmo deles se sincronizasse aos poucos, se aprofundando, a paixão e o amor sobrepujando qualquer pensamento racional, apenas o sentimento que os unia falando pelos seus corpos, pelos toques dos dedos, dos lábios, pelos sussurros carinhosos.
– Aaahhh... Yuu... – Kouyou gemeu, afogado em prazer, algo muito maior do que já tinha sentido antes, seus movimentos ficando mais fortes e fundos, os enlouquecendo lentamente.
– Aaahhhmmmm... – Gemeram juntos, se beijando mais uma vez, o abraço se apertando mais, os corpos profundamente entrelaçados.
E o ritmo e a emoção foram crescendo, a energia fluindo mais forte entre eles, o prazer aumentando mais e mais, os gemidos, os arquejos, as palavras carinhosas ficando mais altas se misturando aos gemidos e perdendo o nexo... Os corpos foram se retesando, os olhos buscando os do outro, no momento do ápice, as bocas se abrindo em um gemido uníssono, os corpos se movendo e se derretendo juntos em êxtase, um no outro... Até se aquietarem, finalmente, ofegantes e suados, os olhares fixos, as bocas se aproximando devagar, se beijando com todo carinho.
Os dois ficaram ali quietinhos, abraçados, enlaçados um no outro, as mãos deslizando na pele úmida numa carícia delicada, onde palavras não eram mais necessárias. O momento falava por si.
Kouyou se ergueu com cuidado, se retirando delicadamente de seu interior, deitando-se ao seu lado e o puxando para si, o envolvendo em seus braços, beijando os cabelos negros. O moreno se aconchegou no peito largo, puxando o lençol sobre eles, o braço possessivo na cintura do amado, adormecendo juntos.
HxD - UxA
– Espera, deixa eu ver se entendi bem. – Hermione massageou as têmporas antes de continuar falando – Lavander trouxe a Poção do Bom Parto, uma tão rara que eu nunca vi pessoalmente, e deu pra Harry. Daí o Malfoy fez o grande favor de usar um feitiço dos modernos e mandar pro mundo Muggle. É isso?
Draco cruzou os braços:
– É, Weasley. É isso.
A bruxa recostou-se na poltrona de alto espaldar e respirou muito fundo:
– Resumidamente, ferrou...
Harry segurou a exclamação de preocupação. Imaginara que a situação era ruim. Mas torcera para que a amiga de colégio pudesse ajudá-los. Desde a guerra contra Voldemort as leis de segurança no uso da magia estavam mais rigorosas. Temia pensar nas conseqüências do que tinham feito.
– Isso já sabemos, Weasley. – o loiro ergueu uma sobrancelha.
– Não fale comigo nesse tom, Malfoy. De momento posso pensar em dezoito artigos que vocês violaram. Com certeza tem mais, se procurar no Código de Conduta do Uso de Magia, na Constituição Federal da Magia e no Estatuto de Proteção a Seguridade Muggle.
Os bruxos se entreolharam.
– Mione... – Harry evitou pensar na encrenca.
A mulher voltou à posição inicial, cruzando as mãos sobre a mesa:
– Harry, uma poção dessas pode causar gravidez em um homem. Um homem Muggle. Essa é uma das violações mais graves cometidas contra os não bruxos. Você vai manipular o corpo dele e gerar uma nova vida. É muito grave. Se acontecer e forem acusados você pode ser expulso dos Aurors e Malfoy pode perder a licenciatura em Hogwarts. Além de ir a julgamento.
– Por isso temos que pegar a poção de volta logo, Hermione. Estamos agindo sobre suposições. Mas tem a chance de ninguém encontrar essa poção. Ou ela ir parar nas mãos de uma garota.
– Exato. – Weasley concordou – Como assessora do Ministro da Magia vou lhes dar uma concessão e permitir que usem Magia no mundo Muggle até que encontrem a poção.
– Eu sabia que podia contar com você! – Potter sorriu para a amiga de longa data.
– São pequenas as chances de cair logo na mão de um homem, mas pode acontecer. E mesmo que ele beba, quem garante que seja gay e se relacione com outro homem numa... – nesse ponto a bruxa corou – Posição que favoreça a gravidez?
Ao ouvir aquilo os rapazes relaxaram. Hermione tinha razão.
– Mas quanto antes encontrarmos, melhor. – o Garoto Que Venceu foi taxativo.
– Claro. Vou sugerir que procurem Snape. Ele tem prestado bons serviços como consultor do Ministério. Também soube que tem estudado Feitiços Modernos. Acho que Malfoy conseguiu despertar o interesse de muita gente trabalhando com isso... – olhou longamente para o loiro.
Draco sabia a que ela se referia. Um Malfoy nunca era visto com bons olhos. Não importava que a paz estivesse estabelecida, que o Lord das Trevas estivesse morto e todas as ameaças afastadas. Ele não estudava mais Arte das Trevas, dedicava-se aos Feitiços Modernos, criados há pouco tempo e, ainda assim, a sociedade olhava para ele com desconfiança. Quase medo.
Era frustrante. Ele simplesmente estudava com afinco e dava o seu melhor ao lecionar a nova matéria de Hogwarts, Feitiços Modernos.
– Seria ótimo, Mione. – a voz de Potter despertou Draco de seus devaneios pessimistas. Ele notou a garota em pé, dirigindo-se a lareira para chamar o ex-professor de Poções. – Temos chance de recuperar a Poção do Bom Parto, Draco. E poderemos usá-la.
O loiro sorriu fraco. Seria bom demais conseguir tudo isso. E o Slytherin sabia que o Destino não era tão legal assim...
– Snape? Tudo bem? – a garota cumprimentou o homem cujo rosto sombrio era exibido através das brasas da lareira.
– Weasley. O que quer? – Severus não parecia ter mudado nada. Nem fisicamente nem em sua personalidade singular. Apenas afastara-se do convívio social. Pouco se sabia de sua vida, a não ser que emprestava seus vastos conhecimentos sempre que o Ministério solicitava.
– Harry e Malfoy precisam de ajuda para localizar uma poção.
– Que usem um Orientador. – sugeriu o feitiço obvio logo de cara, desdenhando da ex-aluna que tinha fama de ser uma das mais inteligentes do Colégio de Magia.
Hermione rolou os olhos antes de dizer:
– Malfoy mandou a poção pro mundo Muggle. E usou um dos feitiços modernos.
O homem pareceu considerar por um segundo:
– Que poção?
– A do Bom Parto.
– Saia da frente, Weasley.
A assessora se afastou para que Severus pudesse passar pela lareira. Coisa que aconteceu três angustiantes minutos depois. Para o antipático professor de Poções querer sair de seu abrigo, a coisa era séria.
Snape atravessou a lareira e, sem se preocupar com as cinzas que suas vestes espalhavam pelo chão, avançou até a grande mesa de Hermione, onde os namorados ainda estavam sentados. Cumprimentou Malfoy com um gesto de cabeça e ignorou Potter completamente.
– Isso vai ajudar.
Afastou os objetos que estavam sobre a mesa para as bordas e abriu um mapa de tamanho considerável.
– Vai usar um Orientador, não é? – Draco analisava o mapa.
– Exato. Mas não através do Moderno.
– Então como vai fazer? – Mione se aproximou curiosa.
Ao invés de responder, Severus sacou a varinha e apontou para o mapa.
– Maruat. – sussurrou fazendo quatro pontos brilharem em vermelho no mapa. – São focos de magia, provavelmente emitidos por objetos perdidos entre os Muggle.
Hermione analisou os focos de luz:
– Não conhecia esse feitiço, Severus... – acusou de forma velada.
– Eu sei, Weasley. – o bruxo desdenhou – E pelo visto nenhum dos seus agentes de segurança conhece.
Tentando evitar que aquilo continuasse, pois seria perda de tempo, Harry apontou o mapa:
– Tem uma marca no Chile, duas no Irã e uma no Japão.
– Estão todos fora da área do Ministério inglês, Severus. Percebe? No território Muggle sob nossa jurisdição não existe magia sem controle.
– E por onde começamos? – Draco pareceu desanimado. Eram todos tão longe. Ir para o meio dos Muggle já era lamentável. Ter que se meter em culturas diferentes então...
– Vamos para o Japão. – Harry decidiu.
– Porque? – Draco estranhou.
O Garoto Que Venceu passou as mãos pelo cabelo bagunçado, uma das características que não perdera da adolescência.
– Por que é o país mais populoso dos três. Se a poção foi pra lá tem maiores chances de ser encontrada por alguém.
– Faz sentido. – Hermione aprovou.
– Esse feitiço pode ser mais exato, Severus? – Draco perguntou esperançoso.
– Claro. Tenho um Apanhador. Ele vai ajudar a localizar os focos de magia.
Os três ex-alunos balançaram a cabeça. Puderam até mesmo relaxar aliviados porque, no fim das contas, pareciam ter se preocupado a toa. Seria fácil achar a Poção.
– Obrigado. – Draco agradeceu.
– Vou buscá-lo. – o mais velho respondeu ignorando o agradecimento, sumindo pela lareira.
Harry suspirou. Logo estariam entre os Muggle. Fazia tantos anos que não ia pra lá... e sabia que Draco nunca tinha ido. Seria interessante levá-lo. Seu plano era muito simples: encontrar a poção e voltar pra casa sem prolongar o problema por mais tempo.
HxD - UxA
Draco abraçou o próprio corpo. A sensação de frio não tinha nada a ver com o clima e sim com a visão que preenchia os olhos cinzentos arregalados de surpresa, a tal ponto que mal se dava conta da ululante profusão de cores de Tokyo. Sua atenção estava centrada em um único objeto.
– Merda, Cicatriz. – resmungou.
Harry balançou a cabeça. O Apanhador em suas mãos brilhava cada vez mais fraco. E significava apenas uma coisa: o que quer que fosse o item mágico que estivera ali, já não estava mais. Fora levado.
– Eu sei, Draco. – o Gryffindor também levantou a cabeça, admirando a placa de neon. As luzes piscavam em tons berrantes de azul e vermelho. – Alguém por aí tem um péssimo senso de humor...
– Merda. – Malfoy repetiu enquanto olhava a placa uma última vez antes de desviar os olhos cinzentos para seu marido. – A Poção está nesse país. Temos que encontrá-la, Harry.
Moreno apertou os lábios e concordou silencioso. Não restava mais dúvidas. Não ao ler novamente o nome daquela loja de conveniência. "5th Hell". O Quinto Inferno.
Maldito humor negro.
Continua...
Nota por Kaline Bogard:
Nesse capítulo fiquei mais com a parte de the GazettE.
Notas por Felton Blackthorn:
Criar feitiços é algo que me impulsiona. Mas sinto que deixei muita coisa vaga e ao acaso. Aposto que é a falta de prática, por tanto tempo sem escrever nada. Espero não estar perdendo o jeito.
Notas da Samantha Tiger (A Beta):
Imagine Amor, quem foi rei jamais perde a majestade. Você não deixou nada vago, simplesmente está brincando com a curiosidade dos leitores, isso sim. Ainda bem que pararam de interferir um no trabalho do outro... Não é Amada? Viu como o trabalho rendeu? Vocês não perdem o jeito, continuam escrevendo maravilhosamente bem!
05/09/2010
