Autores: Felton Blackthorn e Kaline Bogard
Título: Chizuru
Beta
: Samantha Tigger Blackthorn
Sinopse: Ele havia perdido as estribeiras e arremessado aquela porcaria no mundo Muggle. E agora... teriam, os quatro, que arcar com as conseqüências.
Orientação: yaoi
Classificação
:18 anos
Gênero
: um pouco de tudo
Observação
: Essa história nos pertence, mas Harry Potter e a banda the GazettE não.
Nota: Presente de aniversário para Ifurita

Chizuru
Kaline e Felton

Capítulo III
Só podia complicar...

Draco olhou longamente para a placa antes dar um sorrisinho torto:

– Pelo menos o quinto dos infernos não fica tão longe assim...

– Draco!

– O que foi Potter? Acertamos logo de cara, não? – o loiro perguntou arrogante, como se ele tivesse salvado o dia.

– Vamos fazer o seguinte: – Harry respirou fundo – Eu entro e você me espera aqui...

– Aqui? Sozinho? – Malfoy olhou em volta, parecendo dar se conta de onde estavam. Apesar de ser noite havia movimento e muita gente circulando pelas ruas.

– Vem comigo então. – o moreno consentiu – Mas deixe que eu resolvo tudo. Vamos fingir que procuramos algo.

– Isso é fácil. Não precisamos nem fingir. Como pretende descobrir pistas assim?

Potter tocou a fronte com o dedo indicador direito:

– Legilimência. Já sabemos que a poção não está mais aqui. Posso ler a mente dos funcionários e descobrir quem a levou.

– Até que enfim usou esse cabeção pra algo útil. – As respostas ácidas revelavam o quanto o loiro estava estressado. Não apenas pelas conseqüências de seu ato impensado, mas também pela perda de algo que desejava a muito tempo.

– Preparado? – os anos ensinaram ao Garoto Que Venceu sobre o perigo de rebater as tiradas maldosas do namorado. Aprendera a duras penas que era melhor ignorá-las.

– Hn. Vamos logo com isso.

Harry concordou com a cabeça e passou pela porta de vidro automática. Notou a organização da loja de conveniência, com tudo muito arrumado. Em seguida percebeu o rapaz atrás do caixa; com um manga nas mãos, mascando chiclete com a boca aberta.

O Slytherin entrou em seguida, prestando atenção em tudo. Nunca estivera em uma loja Muggle antes. Não pôde esconder que se impressionara com o que via: um mundo de objetos e coisas desconhecidas que a primeira vista pareciam interessantíssimas. Se tivesse tempo de ver tudo...

Mal teve esse pensamento e Harry seguiu para uma das prateleiras. Pegou um pote de lamen nas mãos e, enquanto fingia observar aquilo, concentrou-se nos pensamentos do rapaz que trabalhava no local.

Malfoy sentiu a levíssima alteração dos níveis de magia no lugar. Algo tão sutil que qualquer outro bruxo teria deixado passar sem perceber. Ele tinha a vantagem de estudar Feitiços Modernos, alguns tão apurados que exigiam destreza e treinamento exaustivos.

Depois de alguns segundos, Harry devolveu o pote e fez um sinal para Draco, indicando que deveriam ir embora. Tudo acontecera de forma rápida e silenciosa. O rapaz Muggle nem desconfiara de ter sido vítima de uma varredura mental mágica.

Na rua, Potter continuou avançando em direção à rua que dava acesso à estação de trem. A distância entre a Inglaterra era tão grande que tornava inviável o uso de Aparatação ou mesmo Chave de Portal. Entre os meios de transporte possíveis estavam a vassoura e o expresso. Optaram pelo último, mais demorado; porém infinitamente mais confortável.

– E então...? – Draco segurou sua curiosidade o máximo que conseguiu.

– Li a mente dele. A poção foi vendida a mais ou menos três horas atrás, para um cliente desconhecido. E esse vendedor roubou o dinheiro! – Harry soou meio indignado.

– O que? – o Slytherin ficou confuso.

– A poção não estava registrada. Então ele vendeu como se fosse um produto da loja e ficou com o lucro.

– Que azar! – Malfoy resmungou.

– Muito azar. Se o cara fosse honesto não teria vendido e nós a pegaríamos de volta.

– Três horas? – o loiro ficou desolado – Quais as chances de alguém ter bebido? Se um cara comprou temos dois terços das chances dele ser hetero. Meio terço dele ser gay. E o resto inclui as possibilidades dele estar solteiro e solitário... – Draco ia calculando as fórmulas de Aritmancia com precisão assustadora. Nada que impressionasse o Garoto Que Venceu, acostumado com as demonstrações do amante.

– Bem por aí. – Harry tinha um sorriso discreto nos lábios.

– O ideal é achar essa pessoa que comprou a poção e levá-la para um exame médico em St. Mungus. – a afirmação de Draco veio seguida de um suspiro.

– Hum... MacGonagal ainda é a diretora de Hogwarts. Talvez a gente possa falar com ela. Madame Pomfrey seria de muita ajuda...

Draco concordou:

– Tem razão! E St. Mungus ainda não precisa saber que talvez, e eu ponho muita ênfase no talvez, um Muggle possa estar... Você sabe.

– Vou falar com a diretora.

– E agora, Potter? Como vamos achar esse cara? Você tem algum plano?

Começaram a diminuir o passo dentro do beco. O local escuro era sinistro e estava vazio, cercado por dois altos prédios, um branco e o outro marrom. Um muro de tijolos a vista fechava a passagem. Para os Muggles era nada mais que um beco sem saída.

– Agora levo essas informações para o Departamento. Sou um Auror, lembra? Vou analisá-las na Penseira e pedir para Dean me ajudar. Vamos encontrar esse Muggle, Draco. Não se preocupe. – a voz firme e segura tentava passar determinação – Dean é especialista em encontrar bruxos desaparecidos. Ele pode usar a mesma técnica com Muggles. Pelo que ouvi falar é até mais fácil achar pessoas não-bruxas, que não podem se ocultar com magia.

– Isso eu já sei, Cicatriz. Não me preocupa que você o encontre ou não. Me preocupa que faça isso a tempo. – resmungou com um bico no exato momento em que atravessaram o muro falso do prédio marrom, passagem secreta para a estação mágica nipônica.

HxD – UxA

Uruha esticou-se na cama, ainda com os olhos fechados, tentando aproveitar mais daquela sensação de sonolência do pré despertar. Logo sentiu falta de algo... Abriu os olhos e percebeu que estava sozinho na grande cama de casal.

Ajeitou-se melhor, sentando-se encostado na cabeceira de madeira. A noite passada havia sido tão especial, tão mágica e única. Fora a primeira vez que fizeram amor com tamanha intensidade e profundidade de sentimentos. O que acontecera naquele quarto estava muito além de dois corpos se unindo em busca da satisfação carnal.

Yuu e ele tinham feito jus ao amor que sentiam um pelo outro: corpos, almas e corações. Durante instantes se tornaram, em essência, uma única pessoa. Um ser ligado pelo amor e no amor. Por aquele milésimo de segundo Uruha tivera um vislumbre do paraíso. E tal místico lugar era junto a Aoi, o homem que amava.

– Yuu... – O loiro sussurrou deslizando uma das mãos pela coberta macia. Quase podia sentir o calor do corpo do amante, sentir seu cheiro.

Como se atendesse ao chamado baixinho a porta se abriu e o moreno entrou no quarto, carregando uma super bandeja de café da manhã.

– Bom dia, Kou chan. – o sorriso que Shiroyama deu pareceu iluminar o quarto.

– Bom dia, Yuu. – Takashima tentou responder o sorriso a altura, observando enquanto o namorado sentava-se na cama com cuidado para não derrubar as guloseimas – Hum... Café da manhã ocidental? Adoro quando inova!

– Eu sei. – o guitarrista mais velho destampou o pequeno bule mostrando o café forte. Havia ainda creme e leite, biscoitos de maisena e torradas.

– Vamos comer¹. – sorriu.

Aoi pegou sua xícara e completou com café e um tanto de açúcar. Gostava de coisas bem doces, ao contrário do loiro, que tinha um limite muito curto para sobremesas. Às vezes Uruha se perguntava pra onde ia toda a glicose que Yuu ingeria.

– Ne... – Yuu começou entre um gole e outro, chamando atenção do loiro – Kai mandou um e-mail. Ele disse que a gravadora quer fazer um especial pra comemorar o lançamento do Shiver. A versão limitada já esgotou com duas semanas de pré-order.

Uruha sorriu feliz:

– Esgotamos outra vez?

– Hn. E a versão regular não fica atrás... O número de pedidos do exterior aumentou muito.

– Isso é empolgante. O reconhecimento que eu sempre sonhei... Você me entende, não é Yuu chan? Nossa música nos ligando a pessoas no mundo inteiro.

– Hn. E vai se preparando. Kai disse que quer lançar logo o Max Single pra gente fechar o álbum e começar a turnê nacional. Segundo ele o DIM Scene já esfriou nas prateleiras.

Nesse ponto Uruha fez um bico:

– Yutaka é um carrasco! Vamos ter que dar o sangue.

– Temos três meses. Não duvido nada que além dos PVs novos ele nos obrigue a um DVD.

– Kai aprendeu isso com a turma do Alice Nine. – a voz de Uruha tinha um quê de malicia – E o que vem depois? Um DVD da turnê...? Com extras do backstage, claro.

Yuu riu e largou a xícara vazia sobre a bandeja, ajeitando-se melhor na cama. Não era muito fã de refeições ocidentais. Achava que a comida japonesa sim era boa e alimentava bem, mas fazia qualquer sacrifício para agradar seu namorado.

– E o novo visual, photshoots, propagandas, programas de TV e rádio... Esse tipo de coisa...

O loiro passou um braço pelos ombros de Shiroyama e o puxou para abraçar apertado, fazendo-o se sentir um ursinho de pelúcia.

– Não se preocupe com o futuro distante. Vamos aproveitar o domingo de folga maravilhoso que temos. – abraçou Yuu com mais força, deixando-o sem ar – Quero ficar com você.

Yuu riu e concordou. Dali pra frente os momentos de folga seriam raros. Era melhor aproveitar cada um deles.

– Eu também quero isso.

Então Takashima se ajeitou na cama, de modo a poder beijar o moreno nos lábios, trocando um beijo profundo. Mal sabiam eles que no dia seguinte a vida de ambos sofreria uma interferência inesperada...

Continua...

¹ Ittadakimasu... *bico enorme*

Notas por Kaline Bogard:

Cafés da manhã na cama me irritam. Ainda mais quando são no Japão. Fato. Reformulei toda a cena do Aoi levando o "lanchinho" pro Kou. U.U

Notas por Felton Blackthorn:

Ela realmente reformulou. Em troca, a partir desse capítulo, tirei as palavras e exclamações em japonês. É mais justo pra quem não entende a língua (eu) Mas o caso dos "san" e "kun" e "chan" não vi necessidade de tirar.

Notas por Samantha Tiger (A Beta):

Dá pra vocês pararem com as birrinhas? Tem gente lendo, sabiam? – Olha pros leitores. Sorri. – Cada um faz a sua parte e pára de dar pitaco na criação do outro. Assim é mais justo com os leitores. Esses dois... ¬¬

12/09/2010