Autores: Felton Blackthorn e Kaline Bogard
Título: Chizuru
Beta: Samantha Tigger Blackthorn
Sinopse: Ele havia perdido as estribeiras e arremessado aquela porcaria no mundo Muggle. E agora... teriam, os quatro, que arcar com as conseqüências.
Orientação: yaoi
Classificação:18 anos
Gênero: um pouco de tudo
Observação: Essa história nos pertence, mas Harry Potter e a banda the GazettE não.
Nota: Presente de aniversário para Ifurita
Chizuru
Kaline e Felton
Capítulo VII
Conhecendo o coelho falante, mas...
O clima pesou por brevíssimos milésimos de segundos. Até Draco Malfoy torcer os lábios num sorriso enviesado e largar a bomba em forma de palavras:
– Oi. Somos dois bruxos e viemos dizer que o seu namorado está grávido.
O silêncio que se seguiu foi pior que a explosão de uma ogiva nuclear. Ou de um Avada Kedavra bem no meio dos olhos, segundo a modesta opinião de Harry Potter.
HxD-UxA
Uruha aspirou ar com um chiado e, aproveitando que ainda tinha a maçaneta na mão, puxou a porta com força, fechando-a com um estrondo. Num movimento fluente correu a tranca duas vezes.
– Kai, sinto muito eu... Te ligo depois! – cortou a ligação com urgência.
– Kou... – Aoi estranhou aquilo tanto quanto o namorado, sem poder entender o que dois gringos desconhecidos faziam no seu apartamento àquela hora da manhã, dizendo disparates como se estivessem drogados.
– Vou ligar para a polícia, Yuu.
Os dedos ágeis do guitarrista já digitavam os números sabidos de cor. Porém nem o primeiro toque soou e os japoneses viram, horrorizados, a porta do apartamento praticamente voar para fora, como se uma potente e silenciosa explosão a destruísse.
– Mas que... – Aoi exclamou andando desengonçado para trás. Uruha levou um susto tão grande que ficou paralisado no lugar, apenas vendo enquanto os estrangeiros invadiam calmamente a residência.
– Mobiliarcel! – o homem de olhos cinzentos falou, apontando uma espécie de varinha para Kouyou. Pareceu que algo puxou o celular das mãos do japonês, arremessando-o longe. Com uma nova palavra o aparelhinho explodiu em vários pedaços – Reducto!
Foi a vez de Takashima arrastar os pés pelo chão, afastando-se o máximo possível dos invasores até ficar ao lado do outro guitarrista, ambos assustados com todas aquelas demonstrações.
Apesar dos gestos aparentemente agressivos, o loiro cruzou os braços e olhou para o rapaz de óculos que o acompanhava. Como se obedecesse a um comando silencioso, o homem apontou outra varinha para os cacos do que fora a porta e falou em voz clara e firme:
– Reparo! – como se fossem movidos por magia os pedaços de madeira flutuaram e foram se unindo no ar até que a porta se reconstituísse e ficasse perfeita, fechando-se e trancando-se sozinha, isolando os quatro dentro do apartamento.
O silêncio caiu na sala com todo seu peso esmagador. Por alguns segundos houve apenas a troca de olhares entre os japoneses e os estrangeiros. Até que o moreno mais alto dos quatro sorriu tranqüilizador e se apresentou:
– Meu nome é Potter, Harry Potter. E esse é Draco Malfoy. Temos algo muito importante para falar com vocês...
– Podem levar qualquer coisa! – Aoi cortou a frase – Mas não nos machuque...
O guitarrista achou que talvez se tratasse de um assalto ousado. Não se importava de ter os pertences e dinheiro roubados, desde que seu namorado não se ferisse no processo. Ele não permitiria que encostassem um dedo em Kouyou.
Uruha engoliu em seco e não disse nada. Nunca pensou que teria de passar por algo assim, enfrentar ladrões dentro do lugar que deveria ser o mais seguro para eles.
– Aff... – o loiro chamado Malfoy rolou os olhos – Não queremos nada disso!
– Mas vamos levar ele. – Potter sorria ao apontar Shiroyama.
– Não! – num arroubo de coragem Kouyou entrou na frente do namorado. Teve um insight e achou compreender a situação: aquilo era um seqüestro! De alguma forma descobriram onde os GazettE moravam e vinham para raptar Yuu. Talvez o levassem para um cativeiro horrível, onde o moreno ficaria preso, sem comida e passando frio até que a banda aceitasse pagar um resgate milionário. Calafrios de medo arrepiaram cada pelinho do guitarrista loiro. O simples pensamento de Aoi sofrendo lhe dava uma injeção de adrenalina capaz de fazê-lo desafiar qualquer criminoso.
Draco rolou os olhos e apontou a varinha para os dois:
– Estup...
Ia lançar o estuporante nos músicos e acabar com aquela palhaçada de uma vez, mas Harry colocou a mão sobre a do marido, impedindo o ato.
– Draco, espera...
– Que merda, Cicatriz. Não tenho paciência pra isso.
– Eu sei. Mas a gente começou errado. Vamos fazer tudo certo agora, consertar pra valer, está bem?
O loiro abaixou a varinha, mantendo um bico enorme nos lábios finos:
– Você é quem sabe.
Harry sorriu (e Uruha achou que aquele sorriso estúpido parecia colado nos lábios do estrangeiro), então virou-se para o dono do apartamento e seu namorado e, respirando fundo, começou:
– Tudo o que vocês viram aqui parece estranho e sem explicação, eu sei. Mas acreditem: não somos ladrões, não vamos roubar nada dessa casa. – olhou para o guitarrista loiro – Também não somos seqüestradores. Não vamos levar seu... Namorado para um cativeiro escuro e solitário e tratá-lo de forma desumana.
Kouyou arregalou os olhos. O tal Potter parecia ter lido sua mente!
– Quem são vocês? – a voz de Aoi soou baixa, mas perfeitamente audível.
Harry andou em direção ao mini bar e pegou o frasco rústico que um dia estivera cheio com a Poção do Bom Parto:
– Somos bruxos e viemos da Inglaterra. Pouco mais de três meses atrás uma de nossas poções veio parar no seu mundo por engano. – deixou a garrafinha em evidência, antes de devolvê-la ao seu local.
– Por engano não. – Draco cortou – Eu mandei pra cá por que tive um acesso de raiva. Pensei que fosse uma bebida inofensiva.
O Gryffindor olhou profundamente para o marido. Draco mudara muito mesmo. Nunca antes iria imaginar o rapaz admitindo que errara. Apenas o sofrimento passado na guerra, todas as perdas sofridas e lições aprendidas podiam trazer tal maturidade, sem alterar a personalidade de uma pessoa. Pois, no fim, ainda era Draco Malfoy. Só o Slytherin conseguia ser petulante ao assumir um erro.
– Sim, – Harry concordou – ele a mandou para uma loja de conveniência chamada "5th Hell" e você, Takashima Kouyou; a comprou, trouxe para casa e deu para seu namorado beber.
Uruha deixou o queixo cair. Como aqueles desconhecidos podiam saber tanto? Cada detalhe do que ia a sua mente e do que fizera. Ele mesmo mal se lembrava daquela noite em que resolvera comemorar com Aoi.
Com tanta coisa acontecendo a turnê da banda foi varrida da mente do loiro. Ele estava na frente de dois caras se auto-intitulando bruxos e afirmando que seu amado Yuu tinha ingerido algum tipo de "poção". Caras que, inexplicavelmente, tinham varinhas que podiam explodir e consertar coisas.
Ainda confuso, Kouyou sentiu os dedos de Yuu se entrelaçarem aos seus. Trocou um olhar rápido com ele, imaginando que deveria estar tão perdido quanto ele próprio. Era como encontrar o coelho branco daquele conto em que uma garota cairia direto num mundo de maravilhas.
– Não posso acreditar. – sussurrou – É irracional!
Magia? Poções? Varinhas de condão? Takashima achava aquilo ridículo. Talvez a explicação pra tudo fosse o uso de drogas. O aperto em seus dedos ficou mais forte, quase um pedido de atenção. Kouyou mirou Yuu. O moreno estava mais pálido do que antes, os lábios comprimidos com força pareciam totalmente despidos de cor. "Oh, não!", entendeu que o namorado parecia passar mal outra vez. Como agir naquela situação?
– O que precisa para acreditar? – a voz de Potter soou muito tranqüila. – Nós levamos Shiroyama para um exame em Londres, há mais de três meses atrás. Mas não conseguimos fazer muito. Temos que levá-lo para novos exames.
Uruha piscou com força. Poção... O mal estar do moreno... A pressão baixa e as náuseas...
– Poção... – murmurou com o coração disparado. As palavras ditas por Draco Malfoy no começo da confusão vieram a sua mente como uma represa rompida. No entanto, antes que as processasse, sentiu os dedos esguios afastarem-se dos seus quase com desespero, enquanto Yuu dava meia volta e ensaiava uma corrida em direção à suíte.
Mas, fosse qual fosse a intenção do mais velho, não valeu de nada. As forças pareceram lhe faltar e ele caiu de joelhos no chão.
– Yuu! – exclamou. Enquanto Kouyou o acudia, Harry voltou a falar:
– Isso. Poção. A Poção do Bom Parto.
Aoi gemeu dolorido enquanto seu corpo se contraia numa ânsia que não pôde evitar. O estomago tentou colocar pra fora um alimento que não tinha, e tudo que o moreno conseguiu foi vomitar bile no carpete da sala, quase engasgando durante o ato.
– É. – Malfoy falou erguendo os ombros num gesto mais resignado do que debochado – Parabéns, Takashima. Você vai ser papai.
Continua...
10/10/2010
Nota por Kaline Bogard
Ahhhhhhhhhhhhhh
Eu quero inventar meus próprios feitiços! Ò.Ó9 É... Eu vou inventá-los! Mas até lá... Usa-se do da J.K. mesmo... XD
Nota por Felton Blackthorn
Faz muito tempo que não posto algo significativo no fandom e deveria reler os livros pra lembrar os detalhes, algo que a falta de tempo não permite. Então confiarei na minha mente e tentarei não falhar. Caso não consiga, perdão.
Nota por Samantha Tiger Blacktorn (A Beta)
Ehhhh! Estou adorando o seu entusiasmo mestrinha! Prece que você está se sentindo mais à vonade com o fandom... E você, tigrãozinho... Pode confiar plenamente na sua mente afiada, ta tudo perfeito demais! Eles não são uma graça gente? Estão até se dando bem!
Nota por Kaline Bogard:
¬¬ Estamos é? Hum...
