Autores: Felton Blackthorn e Kaline Bogard
Título: Chizuru
Beta
: Samantha Tigger Blackthorn
Sinopse: Ele havia perdido as estribeiras e arremessado aquela porcaria no mundo Muggle. E agora... teriam, os quatro, que arcar com as conseqüências.
Orientação: yaoi
Classificação
:18 anos
Gênero
: um pouco de tudo
Observação
: Essa história nos pertence, mas Harry Potter e a banda the GazettE não.
Nota: Presente de aniversário para Ifurita

Chizuru

Kaline e Felton

Capítulo XIV
Momento tenso

Assim que o live terminou tanto Aoi quanto Uruha trataram de escapar, fingindo-se de surdos ao chamado do líder da banda. Por sorte Kai acabou se envolvendo com os staffs e não pôde ir atrás deles.

Ambos sabiam que não restava muito tempo. Precisavam voltar ao local onde os verdadeiros guitarristas estavam. A dose de polissuco que tinham bebido não era suficiente. Em pouco tempo o efeito passaria e voltariam a parecer Potter e Malfoy.

O loiro resmungou o caminho todo de volta ao camarim, divertindo Harry com seu mau-humor. Rapidamente desfizeram o feitiço de tranca e invadiram o cômodo.

– Ele acordou? – Potter foi perguntando a Uruha, que ainda estava sentado no chão, vigiando o amante.

– Não. – o japonês respondeu cansado. Franziu as sobrancelhas reparando naquele momento que os estrangeiros vestiam trajes da turnê que pertenciam aos guitarristas.

– Imaginei isso. É melhor irmos embora. Temos muito que te explicar. – enquanto falava o Garoto Que Venceu já ia tocando Kouyou no ombro. Malfoy colocou a mão de leve embaixo do casaco de Reita, de modo a encostar os dedos na pele muito pálida de Aoi.

Desaparataram um segundo antes da porta ser aberta e os outros três integrantes da banda entrarem no camarim. Os rapazes se entreolharam surpresos e tensos. Tinham visto os amigos entrando ali, mas... O local estava completamente vazio!

U x A – H x D

De volta ao hotel, Uruha tratou de acomodar Aoi. Tinha tentado despertá-lo para que tomasse um banho. Fora em vão. Ele estava nocauteado. Fizera seu melhor ao trocar as roupas do live por um confortável pijama de seda. Só saiu da suíte após ter certeza que o moreno estava bem.

Ao voltar para a pequena sala do quarto alugado encontrou os bruxos parados no meio da sala.

– Ele apagou total. – Kouyou suspirou jogando-se no sofá.

– Culpa das poções que Shiroyama bebeu. – Potter explicou. – É bem capaz que ele durma amanhã o dia inteiro também, para repor-se.

– ... – o loiro suou frio. Não precisava de mais aquela complicação!

– Nós podemos continuar fingindo ser vocês enquanto isso. Ah, deixa eu explicar o que aconteceu. – e Harry narrou em poucas palavras a forma improvisada que tinham consertado as coisas.

– Vocês usaram uma poção pra se parecer com a gente?

– Sim. – Draco confirmou – Polissuco. Tem um gosto horrível, mas funciona.

– Eu... – Uruha começou a falar, no entanto foi interrompido por uma estranha luz que atravessou a parede. Era algo com a forma de uma águia e bateu as asas planando a frente do Gryffindor até esvanecer-se rapidamente.

– O Patrono de Neville. – Harry ficou surpreso. Aquele era o sinal combinado com o parceiro de missões. Ver aquilo o fez fechar os olhos e respirar fundo: tinha que voltar para Londres. – Draco...

– Eu sei, Cicatriz. Você vai me deixar na mão por um tempo. – o loiro torceu os lábios. Compreendia a situação do Gryffindor, porém ficar sozinho no mundo Muggle não era nada atraente.

– Vai ser rápido, prometo.

– O que será que eles roubaram dessa vez?

– Roubaram? – Uruha perguntou olhando de um para o outro sem compreender.

– Harry é Auror. – Draco explicou – Um tipo de detetive. E está investigando um caso de roubo de criaturas raras.

– Já roubaram preciosidades. A última vez foi uma Salamandra Azul. Muito, muito rara e valiosa.

– Vá lá ver o que Longbotton quer e volte logo. – o Slytherin mandou com um bico. – Vou ver o que faço sozinho enquanto isso.

Harry sorriu antes de desaparatar.

– Seu namorado vai ficar bem. – o loiro afirmou para Uruha. A voz arrastada fez o japonês piscar. Aquele inglês tinha um jeito muito arrogante de ser.

– Obrigado. – soou incerto.

– Voltarei para o hotel bruxo. Se precisar de ajuda aperte a moeda.

– Entendi.

O bruxo fez o mesmo que seu marido e desapareceu diante dos olhos de Takashima. O guitarrista nem se impressionava mais. Ao invés de perder tempo foi tomar um longo banho para relaxar. Precisava desesperadamente.

Uruha só sentiu a tensão abandonar seu corpo de vez quando seus dedos começavam a enrugar por ficar debaixo da ducha. Vestiu um dos roupões do hotel e saiu do banheiro. Estava passando pela pequena sala do quarto de hotel quando ouviu batidas na porta.

Abriu-a, deparando-se com Kai.

– Boa noite. – o líder cumprimentou.

– Boa noite. – Kouyou percebeu que Kai também tinha tomado um banho e se trocado. Vestia uma roupa confortável. – Entra.

O moreninho obedeceu. Sem esperar novo convite acomodou-se em uma poltrona e mirou Takashima de forma grave:

– Vim perguntar o que está acontecendo com vocês, Kou. Quero saber o que estão escondendo de mim.

Uruha abaixou a cabeça. Ficou imediatamente desconfortável. O que, em nome de tudo que era sagrado, poderia dizer para se explicar a Yutaka? Devia começar pela magia? Pelos bruxos de Londres? Quem sabe começar falando da poção que Yuu bebera. Como abordaria a gravidez sem parecer doido de pedra?

– Kai-chan...

– A situação não pode continuar Takashima. Por sorte aquela cena no palco não deu resultado pior. Recebi uma nota da Neo Genesis querendo mencionar nossa "revolução no fanservice". Mas imagino que nossos fã sites vão bombar.

– Sinto muito...

– Sentir muito não resolve, Kouyou. Não é o nosso estilo apelar dessa forma.

– Não foi apelação, Kai. – o loiro respirou fundo e recostou-se melhor na poltrona – Foi improviso. Yuu passou mal. Agora ele está descansando.

Kai estreitou os olhos desconfiado:

– Eu sabia. Aoi não está bem!

– Nós fomos ao... Hum... Médico hoje. É algo muito raro. – a voz de Uruha falhou no final.

– Raro? – a preocupação do líder alcançou um nível alto – Céus, Kou... O que ele tem?

O loiro sorriu meio triste, então olhou direto nos olhos do moreninho e tentou passar o maior nível de confiança que conseguiu:

– A gente se conhece há quantos anos, Yutaka? – perguntou, mas sem esperar resposta continuou: – Somos mais que parceiros de banda, né?

– Sim, Uru. Você e Aoi são meus amigos. Por isso tenho o direito de saber...

– Por favor, Kai. Confie em mim. É o que peço. Confie em mim, em nós. E nos dê mais um pouco de tempo. Juro que te explico tudo quando puder. Mas agora não... Agora não agüento falar sobre isso.

O baterista viu nos olhos do outro todo o sofrimento pelo qual estava passando. Devia ser mesmo um problema muito grave.

– Você pode desabafar comigo sempre que achar necessário, Kou-chan.

Dessa vez o guitarrista sorriu mais espontâneo:

– Hn. Obrigado.

– Yuu está descansando?

– Está. E... Acho que ele não vai acordar tão cedo. Teremos que chegar em Akita em cima da hora, como aconteceu hoje. Estou avisando antes pra Kai-chan não ficar zangado com a gente.

– Vocês vão ao médico novamente?

– Não. – Takashima balançou a cabeça. – É apenas para que ele possa descansar. Tem minha palavra que chegaremos a tempo. Nada de surpresas.

O líder da banda desviou os olhos:

– Sem surpresas? Ne, depois daquele "fanservice" vocês voltaram muito estranhos para o palco. Fiquei preocupado: nem pareciam Kouyou e Yuu.

– Pode ter certeza que não éramos nós. – o mais alto gracejou, sorrindo alegre e exibindo os dentinhos perfeitos.

Kai franziu as sobrancelhas. Uruha e seus mistérios.

– Vou dormir. Se precisar de alguma coisa me avisa, tá bom? Não quero que escondam nada de mim, mas vou esperar o momento em que você confie pra me contar tudo.

– Obrigado, Kai-chan. No momento certo...

O moreninho reverenciou de leve numa forma de despedida e se foi. Ainda achava uma insanidade tudo aquilo. No entanto seu amigo pedira um tempo. E se as coisas eram tão graves quanto parecia, Uruha merecia aquele prazo.

UxA - HxD

No outro dia Kai passou cedo pelo quarto dos guitarristas. Franziu as sobrancelhas diante da face insone de Uruha, como se ele tivesse passado a noite em claro. Recusou-se a entrar e, depois de questionar sobre o bem estar de Aoi, o líder da banda suspirou e falou:

– Apenas a Neo Genesis se interessou pelo que houve ontem. Vai publicar algo e quer uma entrevista com você e com o Aoi. Vocês dois serão capa outra vez.

– Claro. É só marcar.

– Nosso Relações Públicas disse que os fã sites bombaram essa madrugada. Ele acha que isso vai dar uma esquentada nas vendas. Já pediu uma segunda edição do Shiver, tanto do Type A quanto do B.

– Isso é bom...

– Sim. É muito bom. Ah, o ônibus está saindo. Vocês vêm com a gente ou não?

Uruha pareceu desconfortável:

– A gente vai depois. Prometo que chegamos a tempo.

– Está bem. – o moreninho ainda tinha sua promessa em mente – Mas nada de surpresas.

– Prometo. – Takashima sorriu.

Aquela foi a despedida. Yutaka se afastou sem dizer mais nada. O guitarrista fechou a porta e encostou-se nela. Respirou fundo algumas vezes antes de voltar para o quarto. Ficou surpreso em ver Aoi acordado, com uma expressão distante:

– Yuu-chan! – apressou-se e sentou-se na cama – Como se sente?

O moreno piscou lento:

– Cansado. Com fome. Sujo.

Uruha riu feliz:

– Quer ajuda pra tomar um banho?

– Quero. – o moreno respondeu com a voz cheia de sono.

Era perfeitamente compreensível que Aoi quisesse o banho. Tinha desmaiado no show e permanecera dormindo direto sem nem lavar-se e alimentar-se.

Com cuidado Takashima ajudou o namorado a levantar-se e rumar para o banheiro. Foi complicado com o moreno apoiando seu peso todo no mais alto. Levaram mais tempo que o normal para que Yuu conseguisse tomar um banho decente e colocar um novo pijama.

Quando voltaram para o quarto, Uruha ajudou o outro guitarrista a deitar-se e ajeitar-se. Só então questionou:

– Quer comer algo especial?

– Não... – Yuu virou-se para o lado – Só dormir.

Nem bem pronunciou essas palavras e o rapaz caiu no sono novamente. Foi então que Kouyou ouviu batidas na porta do quarto.

– Pode entrar. – autorizou.

Draco Malfoy obedeceu, abrindo a folha de madeira e entrando no quarto. Ele parecia igualmente cansado:

– Acabei de aparatar. Estava preparando uma Chave de Portal.

– O que? – o loiro não compreendeu.

– Um meio de levar vocês rapidamente para o seu apartamento em Tokyo. – Uruha tinha certeza que nunca se acostumaria com aquele lance de magia. Podia não se surpreender mais, porém ainda era algo incômodo, mesmo ouvindo Malfoy pronunciar as palavras nipônicas sem qualquer tipo de sotaque. – As chaves estão nos estacionamentos.

– Yuu acordou, mas voltou a dormir. – o loiro resumiu a última hora naquelas poucas palavras.

O bruxo levantou uma sobrancelha:

– Normal. Vou beber Polissuco e ficar no lugar dele essa noite. Deixaremos Shiroyama no seu apartamento.

– Sozinho? – o loiro não gostou da idéia.

– Acredite, ele vai dormir como se estivesse enfeitiçado. – Draco hesitou um instante antes de fazer um gesto de desdém com a mão – Péssima escolha de palavras. Seu namorado estará seguro.

– Mas...

– Harry ainda não voltou. Ele ficaria no seu lugar... Acho que o que houve em Londres foi grave, pra ele não ter dado notícias ainda.

– É a única solução? – Uruha desviou os olhos para o moreno adormecido – Vou morrer de preocupação.

– Bom, você tem outras escolhas. – Draco resmungou de péssimo humor – Pode obrigá-lo a acordar (se conseguir) e levar Shiroyama com você. Pode faltar e deixar a banda sem os dois guitarristas. Pode ir sozinho e deixá-lo comigo. Tem muitas opções.

– Isso tudo é culpa de vocês, pra começo de conversa! – Uruha também se irritou.

– Não preciso que me lembre. Agora quer deixar de ser idiota e aceitar logo a minha ajuda? Deixamos seu namorado dormir em paz no seu apartamento seguro enquanto eu subo naquele palco e faço de conta que sou ele.

O guitarrista loiro sabia que, na verdade, não tinha muita escolha. Acabou aceitando a oferta com um balançar de cabeça. Era melhor permitir que o amante descansasse apropriadamente para evitar surpresas desagradáveis como aquele desmaio no palco.

– Vamos logo de uma vez. Quanto mais rápido agirmos, menos suspeitas levantamos. Eu enviei uma coruja para Harry. Assim que terminar em Londres ele segue direto pra ficar com Shiroyama. Eu sabia que você aceitaria.

A única reação que Kouyou teve foi respirar profundamente.

Continua...

13/12/2010

Notas por Kaline Bogard

Agora é que a porca torce o rabo e as coisas ficam do jeito queo gosto. )

Quer dizer... A partir de agora. O.o"

Notas por Felton Blackthorn

Na verdade, o que ela quer dizer, é que a trama paralela à gravidez do Aoi começa a tomar sua forma e ser projetada. Por mim ficava só na comédia, mas a Kaline acha que um pouco de angust não irá fazer mal.

Tenho duvida se aqueles dois ou três cruccios são apenas "um pouco de angust".

Notas por Kaline Bogard:

Olha o spoiler aí! Ò.Ó9 /chuta

Notas por Samantha Tiger Blackthorn (A Beta)

Vocês querem se comportar? Fell, não provoca a Kaline. E você mestrinha... Não chuta o meu Tigre! Aiaiai! O que os leitores vão pensar? E não mostrem a língua um pro outro. Eu estou vendo, viu? Que autores mais malcriados! *Olha pros leitores* Não liguem pessoal, é só uma rusguinha de nada...