Autores: Felton Blackthorn e Kaline Bogard
Título: Chizuru
Beta
: Samantha Tigger Blackthorn
Sinopse: Ele havia perdido as estribeiras e arremessado aquela porcaria no mundo Muggle. E agora... teriam, os quatro, que arcar com as conseqüências.
Orientação: yaoi
Classificação
:18 anos
Gênero
: um pouco de tudo
Observação
: Essa história nos pertence, mas Harry Potter e a banda the GazettE não.
Nota: Presente de aniversário para Ifurita

Chizuru

Kaline e Felton

Capítulo XVIII
Confusão no Ministério da Magia

Harry Potter chegou a Londres bruxa e rumou direto ao Ministério. Ignorou o cansaço para se por a par do que acontecia e parecia extremamente grave.

Suas suspeitas se confirmaram ao colocar o pé no saguão principal e ver a agitação que tomava conta de todos. Bruxos e bruxas iam de um lado para o outro, alguns escrevendo em pergaminhos, outros seguidos de perto por corujas que tentavam entregar-lhes alguma correspondência.

Olhando de um lado para o outro acabou percebendo Hermione Weasley falando agitada com um outro bruxo alto e magro, de cabelos grisalhos começando a rarear. Potter o reconheceu como Wareck, representante inglês da Confederação Internacional de Magia.

O que ele estaria fazendo ali?

Hermione notou o amigo se aproximando e discretamente despediu-se de Wareck, indo de encontro ao moreno de olhos verdes:

– Harry! Que bom que está aqui!

– O que aconteceu? – ele não tinha uma intuição agradável.

– Uma tragédia. Você sabe que esse ano é o ano mais complicado do século, não?

O Gryffindor balançou a cabeça:

– Sei. É ano da Lua de Avalon, que só acontece a cada dezessete anos. Também será ano de Torneio Tribruxo em Hogwarts novamente. Esses eventos não aconteceram ao mesmo tempo durante os últimos cento e vinte anos.

– São eventos mágicos poderosos. Principalmente a Lua de Avalon. É a época em que as Brumas atingem o nível mais baixo e deixam a magia da ilha escapar para o mundo exterior. Dezenas de feitiços poderosos são feitos nessa época. Algumas criaturas só procriam graças a magia...

– Por isso Croaker pegou a Unicórnio! – Harry sacou que talvez a misticidade de Avalon ajudasse a salvar aqueles animais da eminente extinção.

– Era uma boa idéia. Só que o nosso problema não é a Lua de Avalon. Nosso maior problema agora é o Torneio Tribuxo.

– O que aconteceu?

– Professora MacGonagall estava reunindo os responsáveis pelas provas. Você sabe, os sereianos costumam ajudar cedendo o seu território.

Ah, Potter sabia muito bem disso:

– E o que aconteceu?

– Antes que a reunião acontecesse raptaram a Rainha dos Sereianos do Sul.

– O que?

– Foi o que ouviu Harry. – a garota olhou em volta indicando a confusão no Ministério – A Rainha foi raptada enquanto estava sob cuidados bruxos. Agora os sereianos estão furiosos e dizem que se não a trouxermos de volta entrarão em guerra.

– Guerra! – o moreno não podia acreditar aquilo. A paz mal fora conquistada a duras penas e a ameaça de novos conflitos já pairava sobre suas cabeças?

– Um grupo de Aurors apurou movimento solidário por parte dos Centauros. E não é o único povo disposto a se unir aos Sereianos. Tudo está um caos, Harry.

– Por isso Wareck estava aqui. – finalmente Harry compreendeu uma parte da situação.

– Estamos desesperados. Nem toda diplomacia do mundo parece acalmar os Sereianos. Neville está com a turma do Croaker. Nós encontramos uma assinatura mágica no local onde aconteceu o rapto e eles estão tentando reconhecer.

Harry passou as mãos pelos cabelos. Não sabia nem por onde começar.

– Apenas uma assinatura? – não era muita coisa, mas pelo menos tinham um ponto de partida.

– Isso me faz mudar de idéia num aspecto: acho que todos os crimes até agora tem acontecido como forma de despistar. Nós baixamos a guarda, Harry. Tem alguém querendo guerra novamente. E encontrou a oportunidade perfeita.

– Bruxos contra Sereianos, Centauros e sabe Merlin qual povo mágico mais... – Potter respirou fundo. Seria uma batalha muito diferente da travada para derrotar o Dark Lord.

Hermione Weasley olhou muito longamente para o amigo antes de fazer mais uma revelação:

– Baltazar voltou. – referiu-se ao atual Ministro da Magia.

– E...? – o moreno praticamente sabia o que ela ia dizer. Só podia ter a ver com tudo o que estava acontecendo. Tudo.

– Desculpa Harry. Tive que falar sobre o caso ShimaShiro também.

O moreno acenou a cabeça. Já imaginava isso:

– Qual foi a reação dele? Muito ruim?

– Não. Eu nem entrei em detalhes e já falei sobre o rapto da Sereiano. Isso sim o deixou louco da vida. Ganhamos mais um tempo no caso dos Muggles.

– Obrigado.

Hermione ia dizer alguma coisa quando Neville Longbotton chegou até eles apressado e sem ar:

– Olá, Harry! Que bom que veio. Hermione...

Os bruxos acenaram com a cabeça correspondendo o cumprimento. Logo os olhos verdes de Harry fixaram-se no pedaço de pergaminho que seu parceiro segurava:

– Identificaram a assinatura?

O homem ficou pálido. Seus lábios crisparam-se demonstrando como Neville estava contrafeito. A expressão séria, quase hostil deixou tanto Harry quanto Hermione em alerta.

– Identificamos. – Neville estendeu o papel para Harry – Bellatrix Lestrange.

Harry praguejou. A descoberta não podia ser uma notícia pior.

U x A – H x D

Grimmauld Place.

A mansão, naquele momento, parecia para Harry uma visão do paraíso.

O Gryffindor tinha acabado de chegar ao Ministério. Era início de noite e ele sentia-se exausto depois da viagem do Japão e de todos os procedimentos passados no Ministério da Magia. Mas, apesar de tudo, sabia que Hermione deveria estar se desgastando muito mais, junto com sua equipe bruxa.

A situação era como uma poção mal administrada. Poderia explodir a qualquer momento e ninguém saberia dizer a extensão dos danos.

Porém Harry precisava descansar. Já não conseguia raciocinar direito, por isso resolvera ir pra casa, com os braços repletos de pergaminhos com todos os detalhes do caso dos raptos.

Deixou-os sobre a mesa da sala de jantar e foi tomar um banho. Acabou demorando-se mais na água magicamente aquecida. Depois preparou algo para comer, acomodando-se na agradável cozinha.

Nunca imaginara isso antes: chamar aquele lugar, que costumava aterrorizar seu coração enchendo-o com lembranças ruins, de lar. E era aquilo que Grimmauld Place se tornara. Um lar para ele e seu marido.

Local que passara por duas reformas grandes (bancadas pela senhora Malfoy), ganhara cores novas, móveis novos, um ar renovado que mantinha as características originais preservadas. Uma mudança e tanto, onde era possível reconhecer muito do Slytherin e do Gryffindor.

Fazia anos que Harry aprendera outra forma de se referir a grande casa. Não era mais seu lar. Seu canto. Ou seu refugio. Fora extremamente fácil começar a se referir ao local como nosso lar. Nossa casa.

Por que o toque de Draco Malfoy era perceptível em cada mínimo detalhe. Cada bibelô de bom gosto ou adorno refinado. O loiro fizera questão de registrar sua presença inconfundível e insubstituível no local que agora também considerava como lar.

A lembrança do marido trouxe um sorriso aos lábios do Garoto Que Venceu. Haviam se separado há menos de vinte e quatro horas e já sentia saudades do homem que amava.

Ia continuar divagando, porém o som de passos cortou-lhe os pensamentos amorosos.

Virou-se na direção da porta e suas sobrancelhas se franziram num gesto de puro reflexo.

– Ron?

A pergunta de Harry soou hesitante. Ele encarou aquele homem alto que invadia sua cozinha, ainda batendo as cinzas das vestes, com o rosto oculto por um enrosco de cabelo mais cumprindo e mais armado do que de Hermione Weasley.

O recém chegado afastou a franja ruiva dos olhos e sorriu:

– Ei, Harry. Tudo bem?

– O que aconteceu com seu cabelo? – Harry ainda estava chocado demais com a aparência do amigo.

– Nada. – Ronald foi sentar-se em uma cadeira em frente ao moreno – Mais um dos produtos dos meus irmãos.

– Ah. – Harry riu.

Depois que a guerra acabara, Rony se juntara aos gêmeos, mas fora contratado como piloto de testes das insanidades que Fred e George inventavam. Os resultados nem sempre era tão cômicos, alguns beiravam ao bizarro. Outros eram quase perigosos.

Mas Ronald ia sobrevivendo...

– George disse que volta ao normal amanhã. – o rapaz afastou os fios da franja muito longa – Hermione me enviou uma coruja contando as novidades. Vim ver como você está.

– Quer comer alguma coisa?

– Não, obrigado. – o ruivo torceu o nariz – Fiz a janta pros garotos. Comi com eles.

Referiu-se ao casal de filhos que ele e Hermione tinham. Duas crianças adoráveis.

– Eles estão bem?

– Sim! Preocupados com a mãe, que não sai do Ministério. E eu também agora que soube das últimas. Hermione me contou por alto, mas eu vi que a coisa ta feia.

– É, Ron. Estamos falando de outra guerra.

Harry tirou os óculos de aro arredondado e massageou o rosto. Fez um relato rápido sobre tudo o que estava acontecendo. Confiava no outro Gryffindor tanto quanto confiava em Draco. Sabia que podia contar com ele em qualquer momento.

– Como Neville está? – foi a pergunta do ruivo ao fim da narrativa.

– Não muito bem. Belatrix é uma lembrança que sempre o assombrará.

– Essa mulher é mesmo um monstro. Não duvido nada que a intenção dela seja realmente causar a guerra. Quanto mais pessoas sofrerem mais ela fica feliz e se diverte. Lembra do final das batalhas?

– Claro. Ela chegou a matar usando o Cruciatos. Torturava os bruxos até que ultrapassassem a loucura e morressem.

Nenhum dos dois sabia o que era pior: sofrer até a loucura, como ocorrera com os pais de Neville. Ou a morte pela dor excruciante.

Por breves segundos ninguém falou. Até que Harry recostou-se na cadeira e respirou fundo:

– Algo me diz que as coisas pioram muito antes de melhorar...

A reflexão do Garoto Que Viveu não soara como um simples sinal de mau agouro. A frase fora quase como uma profecia.

Afinal, de todos os bruxos das trevas caçados ao final da guerra, a cabeça dos Lestrange era o que tinha um preço mais alto. O casal que torturara, destroçara e matara tantas pessoas que era impossível somar as vítimas.

O único casal procurado, que ainda não fora encontrado. Ambos eram, verdadeiramente, mestres em fuga e disfarce.

Para infelicidade daqueles que os caçava.

Continua...

26/12/2010

Nota por Kaline Bogard:

Feliz natal para todos! Que seja uma data cheia de paz e união!

Bem, faz uns 2 meses que a gente escreveu até o capitulo 24 e parou aí. Simplesmente não chegamos a um acordo sobre como terminar essa história!

Rsrsrsr, espero que a gente desempaque nessas férias.

Nota por Felton Blackthorn:

Também desejo a todos um prospero natal.

E não, a gente não vai fazer aquilo com a criança.

Nota por Kaline Bogard:

Olha o spoiler ai! /chuta

Nota por Felton Blackthorn:

Dessa vez a Sam ta do meu lado. Quero ver quem vence no final.