Autores: Kaline Bogard e Felton Blackthorn
Título: Chizuru
Beta: Samantha Tigger Blackthorn
Sinopse: Ele havia perdido as estribeiras e arremessado aquela porcaria no mundo Muggle. E agora... teriam, os quatro, que arcar com as conseqüências.
Orientação: yaoi
Classificação:18 anos
Gênero: um pouco de tudo
Observação: Essa história nos pertence, mas Harry Potter e a banda the GazettE não.
Nota: Presente de aniversário para Ifurita


PS: Mudanças importantes a partir desse capítulo. Resolvemos incrementar um pouco mais as explicações da trama


Chizuru

Kaline e Felton

Capítulo XXVI

Seção Oculta

O loiro podia intuir onde sairia, mas não era importante. Com certeza sairia no Departamento dos Mistérios. Ninguém seria louco de colocar o armário que ligava Londres a Tokyo, as partes mágicas, em um outro lugar que não fosse devidamente controlado pelos agentes de Bode Croacker (o que não significava muito pra quem tinha perdido um Unicórnio Prateado).

Draco nunca tinha atravessado uma distância tão grande utilizando o armário antes. Sentiu-se tão tonto e fraco que foi impossível continuar em pé após passar pela porta de madeira. O Slytherin caiu de joelhos no chão, sentindo mais que vendo alguém se aproximar.

– Não. – resmungou afastando a ajuda. Ficou em pé apesar do corpo magro tremer, apoiando-se numa das paredes. Jurou que nunca mais faria outra viagem daquelas – Onde está Potter?

Tentou enxergar, mas via tudo num borrão. Harry devia sofrer um bocado, sempre que precisava fazer uma daquelas. Apesar das sensações ruins, sua preocupação era manter firme a carta nas mãos. Não podia deixar ninguém tocá-la, ou o laço mágico seria desfeito.

Ainda atordoado, ouviu passos rápidos se aproximando. Alguém tocou-lhe o ombro com cuidado, de modo suave:

– Malfoy, o que houve...? – a voz preocupada de Hermione chamou a atenção do loiro.

Draco estreitou os olhos e, mesmo não podendo enxergá-la completamente, segurou a frente das vestes da bruxa com a mão livre, sem se preocupar em ser gentil ou educado:

– Onde está Potter, Weasley? – meio que rosnou.

– Em Grimmauld Place. Ele acabou de sair daq...

A assessora não terminou a frase. Draco desaparatou levando-a consigo.

U x A – H x D

Harry agitou a varinha e as louças na pia terminaram de lavarem-se sozinhas, indo ajeitar-se no secador. Respirou fundo pensando seriamente em tomar um banho. Sentia-se exausto pelas buscas infrutíferas. A tensão entre bruxos e criaturas mágicas era exaustiva. Às vezes tinha medo que um simples olhar pusesse tudo a perder, tão grande era a impaciência dos Sereianos.

Estava tão absorto em suas preocupações que se assustou ao ouvir o som de uma queda vindo da sala. Apressou-se até lá, flagrando Hermione Weasley e Draco Malfoy meio embolados no carpete.

– Foi demais pra ele. – Hermione explicou, ajudando Draco a levantar-se do chão. Era evidente que o bruxo se esforçara demais, primeiro viajando a grande distancia entre Tokyo e Londres, através do armário, algo que Malfoy não estava acostumado a fazer. E, depois, aparatando com Hermione, trazendo uma pessoa através de todos os feitiços que protegiam Grimmauld Place.

A visão fez Potter estremecer: o homem que amava enfraquecera diante de seus olhos! Isso dava uma pálida visão da dor que Uruha devia estar sentindo, sendo afastado de alguém tão importante, sem poder fazer nada para ajudá-lo.

– Draco... – Harry aproximou-se com cuidado. Junto com Mione ergueu o marido e levou o Slytherin para o sofá. – O que houve?

– Não sei. – Hermione arfou. – Malfoy atravessou o armário perguntando de você. Veio direto pra cá quando disse onde estava. Acabei vindo junto.

Então Draco agitou a carta desbotada em suas mãos. Esticou o braço impedindo Harry de tocar o papel.

– Pára, Cicatriz. Não pode pegar nesse convite.

– Convite...? – o moreno não entendeu.

– Não reconheço esse selo. – Hermione falou pensativa. – Tem algo a ver com o caso ShimaShiro?

– Tudo a ver – Draco respirou fundo. A face deixava de parecer tão doentia. Ele se recuperava aos poucos – É um convite, mas não tem endereço nem nada. Merda, Harry. Estava na nossa cara o tempo todo! Se não fosse pelo Dark Lord ou...

– Draco. – o Gryffindor cortou – Do que você está falando?

– Tsc. – Malfoy segurou o convite direito e leu:

"À Mui Digna e Prestigiosa Família Malfoy

CONVITE OFICIAL – LEILÃO DAS TREVAS

Que realizar-se-á três dias reversos a Lua de Avalon. Local e horário indicados pelo selo.

Grandes surpresas aguardam a todos.

Não perca.

Lances mínimos – 50 mil galeões."

– Um leilão?! – Harry ficou chocado.

– Não um leilão qualquer... – Draco respirou fundo.

– O Leilão das Trevas? Então é real. – Hermione baixou o tom de voz na ultima frase. Quando notou que era observada pelos homens, tratou de explicar – Eu já ouvi falar disso uma vez. Não pensei que fosse sério.

– Como eu nunca ouvi falar? – o Garoto Que Venceu parecia confuso.

– Não seja ridículo, Potter. – Draco não tinha muita paciência – Esse não é o tipo de leilão que se anuncia por aí. É um Leilão proibido, onde se vende coisas raras, das trevas... Entende?

– Mas...

– Ele acontece a cada dezessete anos. – Hermione explicou cortando a frase do Gryffindor. – Não é muito popular, Harry. Pense comigo: há dezessete anos estávamos tentando sobreviver a Voldemort, lembra?

– E antes disso éramos apenas bebes. – o loiro recostou-se no sofá. Harry sentou-se ao lado dele – Cada convite é enviado ao chefe da família. Como meu pai... Meu pai... Enfim, o convite veio em meu nome, pela família Malfoy.

– Dezessete anos? Como na Lua de Avalon. – Harry compreendeu. – Criaturas mágicas raras aparecem nessa época, não é? E ingredientes raríssimos...

Hermione balançou a cabeça:

– Faz sentido que aconteça a cada dezessete anos.

– Então, Draco, você acha que Shiroyama...?

– Vai ser vendido nesse Leilão. Com toda certeza. Por isso Bellatrix e meu tio têm raptado essas criaturas. Todas elas serão leiloadas...

– Como vamos encontrá-las? – Hermione era mais prática – O convite não diz local nem horário!

O Slytherin rolou os olhos:

– O selo vai indicar. – com todo cuidado Draco removeu o selo da carta. Imediatamente o papel virou cinzas. – "Três dias reversos à Lua de Avalon" significa três dias antes da Lua de Avalon acabar. Esse selo deve ser uma chave de portal, e vai me levar ao local do leilão. Ninguém podia tocar no papel, ou a magia de proteção faria tudo desaparecer, inclusive o selo.

Harry e Hermione observaram a fênix sendo mortalmente ferida. O pequeno selo estava na mão de Draco, que o segurava com cuidado, a guisa de protegê-la. Aquele objeto era a forma de chegar ao Muggle e, como desconfiavam, a todos os outros animais desaparecidos.

– Então você quer dizer que o objetivo de Bellatrix não era causar guerra?

Harry olhou para a amiga de colégio:

– Talvez não. – ele soou convencido – E não há duvidas: os roubos estão interligados.

– Se não fosse esse convite nunca desconfiaríamos. Talvez só quando fosse tarde demais.

Draco afirmou e voltou a recostar-se no sofá, cansado de tantas emoções e descobertas. Pela primeira vez desde muito tempo, ele ficou feliz por ser descendente de uma família com um passado negro e mergulhado nas Artes das Trevas.

Se não fosse por esse detalhe, nunca receberia um convite. Nunca chegariam a desconfiar da verdade.

Ficaram em silêncio meditando. Era muita informação importante demais que fora jogada sobre eles sem qualquer aviso prévio. Havia um milhão de coisas para fazer, planejar. Precisavam criar uma estratégia, afinal Draco não poderia ir sozinho ao local (fosse onde fosse).

– Mas porque...? – Harry sussurrou – No fim das contas não descobrimos qual o feitiço ou ritual que precisaria de um Muggle grávido.

– Talvez apenas por ser raro... – Draco deu de ombros.

– Errado, professor Malfoy. Essa não é a resposta. – a voz feminina soou suave como uma brisa na sala de Grimmauld Place, mas pegou Harry e Draco de surpresa, fazendo-os saltar e ficar em pé. Hermione apenas ergueu as sobrancelhas.

Visivelmente não havia mais ninguém ali além dos três. Então... Quem estava falando?

Como que pra responder a duvida dos bruxos, uma pessoa surgiu mais ao canto da sala, aparentemente alguém que vestia um manto da invisibilidade. A pessoa usava uma capa pesada e escura, com um capuz que cobria todo seu rosto, deixando apenas a ponta do queixo alvo a vista.

– Quem é você? – Harry perguntou sem compreender como alguém podia passar por todas as barreiras e proteção de Grimmauld Place e aparecer ali tão tranqüilamente.

– Harry, relaxa. – incrivelmente foi Hermione Weasley quem respondeu – Essa é minha sombra. Ela tem um acordo mágico comigo, firmado pelo Cálice de Fogo. Onde eu vou, ela também vai e nenhuma barreira pode impedir esse acordo. Sinto muito nunca ter dito, mas... É um segredo que só pode ser quebrado por eles.

– "Eles"? – Draco perguntou.

– Hn, os Abomináveis. – Hermione respondeu – Os agentes da Seção de Obliteração do Ministério.

Novamente os bruxos se entreolham.

– Não existe essa seção no Ministério, Mione.

– Harry, só porque você não a conhece não significa que ela não exista. – a bruxa sorriu. – Nós a chamamos de "Seção Oculta".

– É um prazer conhecê-lo, senhor Potter. – a voz da bruxa desconhecida dava a impressão de sorrir.

– Quem é você? – Malfoy perguntou de mau humor.

– Quem eu sou não importa, professor Malfoy. Pode me chamar pelo codinome de Belle. – a bruxa respondeu como se ralhasse com uma criança – Agora é muito mais importante resgatar Shiroyama Yuu.

– Você sabe de alguma coisa! – Harry acusou.

Belle balançou a cabeça concordando:

– Esse japonês tornou-se uma maravilha que jamais pensei ver outra vez. – fez uma pausa um tanto tensa – Shiroyama Yuu é um Ingrediente Virgem, senhores. E um ingrediente desses, nas mãos erradas, pode significar o fim do mundo...

Continua...


Notas por Kaline Bogard:

Gente desculpa. Eu não tinha planejado nada disso de Abomináveis e Seção Oculta. Mas... Como eu (ênfase no eu) ganhei um super, hiper, mega presente da Sam e da Belle, senti que tinha que fazer uma homenagem a elas... Por isso resolvi usar essa ideiazinha que eu estava desenvolvendo no fundinho da minha mente, algo pra bater de frente com o povo do Mistérios. )

Notas por Felton Blackthorn:

Esses capítulos que eu venho postando já estavam digitados tem um bom tempo. Só não haviam sido postados. Acho que a gente tinha até o 27 digitado. Depois do 27 que a história travou e entrou em hiatus. Acho que a partir do 28 (não afirmo com certeza se é o 28 ou 29) será perceptível uma mudança na narrativa. Muita coisa aconteceu nesses três anos de pausa, coisas que influenciaram a escrita de uma forma ou de outra. Vou tentar liberar outro capítulo essa semana ainda!