TÍTULO:CORAÇÃO EM PEDAÇOS

AUTORA: Reggie_Jolie

CASANDO: Thranduil/(Valéria Torres)

CENSURA: R

GENERO:Drama/Romance

DISCLAIMER: Nenhum dos personagens me pertence. Todos vieram da mente brilhante de J. R.R. TOLKIEN, e, bem, essa é uma forma de homenagear esse autor de histórias tão brilhantes e fascinantes. Apesar disso os personagens originais (OC), e outros são meus e não podem ser usados sem autorização.

OBSERVAÇÃO: São apenas os personagens de TOLKIEN fora de seu cânnon padrão no nosso mundo moderno. É apenas para minha diversão. Se você não gosta procure outra fanfic. Não precisa ser hater ou mal-educado. Grata.

PRÓLOGO

França-Brasil

AEROPORTO CHARLES DE GAULLE, TERMINAL E2

DOMINGO A NOITE

Era um voo longo, 11 horas para ser mais precisa. E Valéria Torres nunca tivera problemas com voos. Só que a situação agora era um pouquinho diferente. Ela havia pedido demissão do hospital onde trabalhava. E aquilo gerou um grande imbróglio jurídico devido a sua atual condição. Depois de muita conversa e várias audiências com advogados Valéria Torres pode deixar a Grã-Bretanha.

Ela passara um mês inteiro com uma amiga na França. Preciso descansar, dissera. Era dali que voltava ao Brasil.

Valéria votre voiture est arrivée (sua condução chegou) afirmou Jamilla Moreau

Merci. Jamilla. (Obrigada)

Bon voyage . (Boa viagem)

Merci mon ami (Obrigada minha amiga)

Era uma BMW preta, o motorista imediatamente colocou as três malas no carro enquanto ela se despedia de Jamilla Moreau.

O trajeto até o aeroporto fora calmo. Era noite, por isso podia contemplar pela última vez as luzes amareladas características de Paris.

Merci. Bon voyage mademoiselle. (Obrigada. Boa viagem senhora)

Au revoir (Adeus).

Valéria Torres fora levada a uma sala separada onde podia fazer o checkin confortavelmente sentada sem filas.

Uma agente da Air France, chamada Nassera levou-a para fazer os procedimentos de segurança. Valeria sorriu internamente. Era uma pequena extravagância o valor de tudo aquilo. Mas queria paz e calma nesse momento em sua vida.

Nassera deixou-a a cargo de Florinda a agente que seria responsável por ela no lounge da Air France. Florinda apresentou seu cartão de embarque, que teria início as 23:35h. Valéria Torres não recusou a oferta de Florinda de dormir. Tinha muito sono. E foi levada até a area onde havia umas espreguiçadeiras. Florinda veio com um cobertor e uma máscara para olhos.

Merci Florinda (Obrigada).

Quando acordou Valéria foi tomar uma xícara de chá. Costume que adquirira morando durante tanto tempo na Gra-Bretanha. Ela comeu chocolates.

Ao se olhar no espelho do banheiro Valeria gostou do que viu. Ela nunca tinha pensado em ser mãe. E agora ela seria mãe em breve. Se pegou examinando-se atentamente ao espelho. Vestia uma calça e camisa de manga longas roxas com um sobretudo azul marinho. Mocassins baixos. O cabelo amarrado em um coque. Nenhuma maquiagem exceto um batom nude, chamado Very Charlotte. Era o que não lhe atrapalhava em nada na sala de cirurgia cardíaca. Num gesto galante, o pai de seus filhos lhe dera em seu aniversário um caixa contendo 10 balas do mesmo batom. Ela tinha batom para toda uma vida.

Bon soir Mademoiselle (Boa noite madame)

Bon soir. (Boa noite)

Um comissário solicito veio ajudá-la com a bagagem de mão ao entrar na classe executiva.. As três malas já foram devidamente despachadas. Ela ocupava uma poltrona da lateral direita. Sendo que a configuração da aeronave ali, era um cabine individual, duas compartilhadas, e outra individual. Com quarenta e oito assentos ao todo. Valéria Torres observou que o travesseiro e o edredom já estavam no seu assento.

Bon soir Mademoiselle (Boa noite). Uma comissária aproximou-se dela.

Voulez-vous un peu d'eau? Jus?(A senhora gostaria de água? Suco?)

Ela sorriu e percebeu um leve sotaque na voz da moça.

Brésilien? Seulement de l'eau s'il vous plaît (Brasileira? Somente água por favor.)

Brésilien oui. répondit le commissaire. Je m'appelle Julia à votre disposition (Brasileira sim. Respondeu a comissária. Chamo-me Júlia a seu dispor)

Merci Julia. (Obrigada Júlia).

A comissária ajudou-a a guardar o sobretudo e logo em seguida voltou e serviu água e um bowl pequeno com castanhas.

Merci Julia. (Obrigada Júlia)

Algum tempo depois de se acomodar Valéria Torres ouviu o som dos motores aumentar e o avião começar a ganhar velocidade. Sua vida europeia acabara por hora.

O avião deu um tranco ao sair do chão. As mãos de Valéria foram instintivamente para a barriga e ela cantarolou baixinho.

Vamos para nossa nova casa. Não precisam se preocupar com nada. Ela falava em voz baixa enquanto acariciava o abdômen.

Alguns minutos após decolarem a voz do comandante no alto-falante informou a todos de uma turbulência no início da viagem e que isso atrasaria um pouco o serviço de jantar. Os comissários corriam de um lado a outro.

S'il vous plaît, mademoiselle, attachez votre ceinture de sécurité. (Por favor senhorita, afivele o cinto de segurança).

Pelo que pareceu uma eternidade a aeronave balançou incontáveis vezes. As luzes internas da cabine foram diminuídas restando apenas as de emergência. A aeronave balançava. Os 490 passageiros tentavam manter a calma. Outro balanço e logo os passageiros ouviram trovões e raios começavam a riscar o céu.

Chuva. Na realidade uma tempestade repentina.

Meu Deus do céu. Valéria pegou-se rezando imediatamente.

Parecia uma eternidade até que um novo aviso do comandante avisando que a turbulência e a tempestade foram deixadas para trás e o sistema de meteorologia indicava tempo bom no restante da viagem foi recebido com alívio por todos.

Pouco tempo depois Júlia voltou com o menu vegetariano que Valéria havia reservado na ocasião em que comprara a passagem. Desde os 18 anos que era vegetariana e agora só o pensar em carne embrulhava-lhe o estomago.

Ela se distraiu com o vídeo de instruções de voo, mostrando imagens do Brasil, desde a ilha de Fernando de Noronha, passando por São Paulo e Rio de Janeiro. Ela se pegou suspirando. Fazia cinco anos que não pisava no Brasil. Em geral a família vinha visitá-la. A mãe não estranhou quando ela disse que ia ficar um tempo com eles.

Abrindo a necessaire que lhe fora entregue novamente por Júlia, tirou os fones de ouvido, enquanto jantava com calma, recusou o vinho branco que estava sendo servido por um comissário chamado Marcelo e não recusou o sorvete de castanhas. Algum tempo depois Marcelo veio ajudá-la a reclinar a poltrona para que ela pudesse dormir. Valéria Torres agradeceu. Tinha muito sono ultimamente e sabia que era devido a sua condição.

Valéria acordou com o choro alto de um bebê ali próximo. Olhando ao redor percebeu que ainda estava escuro. Ainda era madrugada. Levantou-se para ir ao banheiro e voltou para dormir. Ainda tinha muito tempo antes de chegar a seu destino.

Fora acordada novamente por Júlia e Marcelo servindo o café da manhã. Agradecia a Deus ter passado a fase dos enjoos matinais. Em compensação comia muito. Ela escolhera suco de laranja e uma panqueca de framboesa e avelã. Observou pela tela a sua frente que se aproximava da cidade de Fortaleza no Ceará e suspirou.

AEROPORTO INTERNACIONAL PINTO MARTINS

FORTALEZA-CEARÁ

Rodrigo Oliveira e Ricardo Souza a esperavam a amiga no aeroporto.

Ricardo Souza tinha olhos e cabelos castanhos. Rodrigo Oliveira cuja pele negra não exibia qualquer mácula. Tinha um nariz era torto. Ela sempre conseguia fazer uma pilhéria acerca desse nariz. Ambos eram professores universitários. Rodrigo de medicina , Ricardo dedicava-se a Ciências Matemáticas, ambos tinham 40 anos., seis anos mais velhos do que Valéria.

Preciso passar uns dias de folga. Tenho férias acumuladas. Valéria dissera a ambos.

O casal vira a moça aparecer no portão de embarque e se apressara para pegar as malas. Só então os dois viram o ventre abaulado. Entreolharam-se mas não disseram nada.

OK. Vamos tirar esse elefante da sala. Para quando é o parto? Indagara Rodrigo dentro do carro.

Eu estou com 27 semanas. O tempo recomendado para essa viagem. Os gêmeos vão nascer no Brasil.

O homem negro olhou-a nos olhos. Valéria conseguia ver as perguntas se formando na mente do melhor amigo e então disse:

E eu não estou falando sobre o pai deles. Não agora.

Mas o que aconteceu? Insistiu Rodrigo

Qual a parte de não agora você não entendeu Rodrigo? Inquiriu Valéria

Ricardo Souza estava calado e assim permaneceu. Rodrigo a olhava como se pudesse matá-la e Valeria conhecia o amigo o suficiente para saber que ele não ia desistir daquela conversa.

Preciso descansar. Outra hora conversamos certo? Agora ela foi mais apaziguadora com o amigo.

Eu vou cobrar essa conversa bebe. Afirmou Rodrigo dando tapinhas na mão da amiga.

Eu sei que vai. Mas não vou lhe dar nenhuma informação agora.

Você vai ficar aonde? Indagou Ricardo

Na casa da minha família. Depois eu vejo uma casa para mim e os bebes. Respondeu Valéria

SEMANAS DEPOIS

As crianças, um menino e uma menina de cabelos loiros, tinham vinte e quatro horas de nascidas e dormiam. A mãe delas também dormia. O pai deles estava ausente. Valéria não falara absolutamente nada sobre ele. A um canto do aposento, dois enormes cães, malamutes do Alaska, pareciam vigiar a mulher e as crianças recém-nascidas.

Cinco dias depois as crianças foram batizadas na Igreja local com os nomes de Edward e Sophia. Se alguém daquela família estranhou a ausência do genitor, os mesmos foram discretos o suficiente para não comentarem.

A SER CONTINUADO...

Observações e notas da autora: As descrições do aeroporto Charles de Gaulle de Paris e dos aviões da AIR France foram feitas por mim a partir do canal de Jaime Drummond, conhecido no youtube como o CARIOCA NO MUNDO.

Sim eu fiz a personagem ir para o louge da primeira classe, coisa que normalmente não acontece se você voa de executiva. Mas por favor isso é uma fanfic. Sejam legais por favor

PARIS-FORTALEZA NA CLASSE EXECUTIVA DO B787-9 DA AIR FRANCE

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