A Caça aos Flamels.

{ Passado: Muito... muito distante mesmo }

Situado em uma linda mansão, numa imensa ilha em meio ao oceano, uma linda mulher de cabelos escuros curtos nos quais caiam até os ombros, olhos escarlates e uma presença de puro poder, visava cuidar de um homem a quem ela destinou todo seu amor e confiança no último milênio.

Ela conheceu sua alma gêmea quando era uma vampira recém-aprimorada, a mesma magia rara na qual liga bruxos e bruxas de almas gêmeas, servira como um vínculo de compulsão a Perenell guiar seus caminhos até uma pequena ilha em meio ao vasto oceano.

Em sua infância ouvira ela sobre essa magia, mas nunca pensara que realmente ocorreria consigo, isso até o ponto em que se encontrara com o sedutor bruxo de vinte anos, Niklaus Flamel.

Ele era um alquimista em ascensão na época, ria ela de suas ideias ultrajantes em meio aquela ilha deserta nas quais ele queria expandi-la além do tamanho de qualquer ilha existente, repovoar com as mais brilhantes espécies magicas de todo o mundo, chegando até mesmo a criar espécies de obras fictícias na realidade, pensara ela em algum ponto que estava louco, e não sendo uma grande novidade já que todos os bruxos a quem ela conhecia, não tinha lá um bom senso muito estável.

Os vampiros eram seres imortais, suas existências um fardo em êxtase, cheio de dias sem fim e sendo uma romântica apaixonada por literatura antiga, não conseguia suportar o fato de que passaria a eternidade sozinha, principalmente quando notara sua alma gêmea ser nada mais que um mortal, um mortal talentoso, sedutor e engraçado, com certeza sim... porém ainda mortal, e um dia ela novamente estaria sozinha.

Foi por isso que em meio a seu romance perfeito, Perenell Alucard, visou manter seu único segredo de seu amor, um segredo que com certeza o destruiria por saber que o amor da vida dela viveria eternamente enquanto ele envelheceria e definharia dia após dia.

Sabia ela que o amor de sua vida concordaria no mesmo instante a se tornar um vampiro, sabia que ele não tinha preconceitos para com a raça a qual ela pertencia, mas saber que ele escolheria sem contestar se tornar um vampiro, era o que mais aterrorizava a ela, pois realmente sabia que a magia bruxa e essência vampírica iriam lutar dia após dia até um lado prevalecer, e vendo isso muitas e muitas vezes entre sua raça, sabia que a magia não prevaleceria contra a infecção vampírica, e nunca, nunca mesmo iria ela tirar a paixão que guiava seu amor na alquimia e feitiçaria.

E com tal segredo, pouco sabia ela que seu amor já conhecia tudo isso dela, e não podia deixar de se apaixonar ainda mais pela bela e poderosa vampira, conhecia ele os sintomas dos vampiros, seus modos de agir, a falta de reflexos aparentes, como ela olhava para ele ao mínimo corte que sangravam em suas seções de alquimia, e como sempre durante a noite de tais ocorridos, ela se tornara verdadeiramente selvagem na cama, como se estivesse restringida e finalmente demonstrava sua verdadeira natureza apaixonada por ele.

Por conta de tal, Niklaus inventara muitas teorias malucas e apaixonadas em seu ramo de trabalho, sempre mostrando o melhor lado da magia e alquimia, enquanto ao mesmo tempo, seu segredo mais oculto visava ser criado e aperfeiçoado dia após dia.

Pois foi assim, que no dia mais feliz de ambos, no dia de sua união magica, seu casamento e votos para uma vida toda, foi que Niklaus Flamel enfim apresentou durante o altar, uma aliança de rubi avermelhado, pensara ela que suas extravagâncias era engraçadas pois um pequeno anel com um rubi tão grande era um tanto estranho, mas foi aí que ele explanou o seu maior segredo.

A conclusão da criação da Pedra Filosofal, ditando assim em meio aos votos, que estaria com ela para sempre e todo sempre, que ambos iriam iniciar a partir dali sua verdadeira jornada imortal, juntos em uma extensa aventura com potencial de centenas de anos a talvez até milhares de anos se assim o desejassem.

Pela primeira vez Perenell chorou por enfim notar todo o esforço e amor que sua alma gêmea vinha trabalhando, que sua devota paixão na alquimia não era em si no trabalho, mas sim nela.

E que seus maiores medos acabavam de serem esmagados, deixando perfeita a cerimônia ritualística de união eterna da magia tão ansiada, chamada de Almas Gêmeas.

{ Presente: 01/07/1992 }

Perenell Alucard estava preocupada, estava irritada, não... essa não era a palavra certa, ela estava furiosa.

Sabia que o amor da sua vida era um pouco louco, ao longo das centenas de anos que viveram juntos ela aguentou tudo, vira ele fazer amizade com um leão falante, com quatro crianças que vieram a se tornar reis e rainhas poderosos, vira a fundação de um castelo magico de poder surreal nunca antes visto, vira bruxos incríveis em ascensão e em decadência também, seu marido sempre brincando de Deus e tomando esporro de seu melhor amigo leão, que era como uma ancora de controle para ninguém tão poderoso desestabilizar algo.

Mas nunca, nunca em todas as centenas de anos, vira o amor de sua vida brincar com a própria vida, principalmente quando ele entregou sua Pedra Filosofal a um antigo aluno, e esse mesmo aluno decidira seguir os passos do mestre, e brincar de Deus em uma escolinha mágica.

Segundo Niklaus, não tinha nada com que se preocupar, mesmo após Albus Dumbledore vir com aquele tom paternalista e pacifista de merda, dizendo que um aluno seu batalhou bravamente para proteger sua relíquia de um Lorde das Trevas enfraquecido, somente para no processo tal Pedra ser destruída acidentalmente ao ser atirada no fogo maldito.

Vira ao longo dos dias o amor de sua vida envelhecer de um belíssimo homem de cabelos escuros, físico poderoso e olhos escarlates, para a de um velho enfraquecido mas que seu olhar ainda detinha de todo seu amor, assim afirmando que tudo estava bem, que seu melhor amigo viria em seu auxilio e nada de mal iria ocorrer.

Queria ela acreditar muito, mas desde que vira como Albus Dumbledore cresceu de um adolescente aventureiro e curioso, a um bruxo talentoso e nobre, para somente decair a um politico manipulativo, com boas intenções é claro, porém deixando a crença divinica do povo bruxo nublar seu bom senso. Sabia ela que não conseguia ver como Nick ainda acreditava que seu amigo o ajudaria.

Mal sabia ela como estava errada em seu julgamento, principalmente quando o amor de sua vida negou o último gole de elixir da vida que impediria sua definhação imediata, e assim fora tomar um pouco de ar na janela que dava a vista de sua majestosa ilha habitada por incríveis e raros espécies, sob a brilhante e resplandecente luz do luar.

Pensava ela em como tudo vinha ocorrendo, e como não conseguia deixar de sentir o temor que sentia antes do casamento, o de perder o amor de sua vida e novamente acreditar que viveria o resto da eternidade sozinha.

Assim, pouco sentindo ela uma grande fonte de poder obscuro vindo em direção a sua ilha, e assim arregalando os olhos em pura surpresa, onde todas as barreiras de sua ilha eram atravessadas por uma massa obscura de fumaça, como tudo se partia e trincava como vidro fino caindo ao chão, e como indo velozmente em direção a seu terreno, tal massa de fumaça obscura se chocara com um corpo de um adolescente rolando velozmente para fora dela.

[ ... ]

== Em Meio ao Oceano Atlântico ==

Harry não podia negar. Fugir do trem com extremo estilo foi realmente incrível, saber que tinha chances de alguém persegui-lo era ainda mais incrível e só servia para aumentar a adrenalina do momento que o fazia realmente se sentir vivo e livre, mas permanecer voando durante um dia inteiro não era nada agradável. Sentia ele drenando seu núcleo magico, porém ao mesmo tempo era como se ele somente tivesse acesso um copo de água do que um oceano poderia fornecer.

Pensara muito em desistir disso e procurar alguma hospedaria, mas vendo que sua coruja e fênix pouco se cansaram de toda a viagem e ainda demonstravam tamanha alegria e liberdade, optara por se sacrificar um pouco mais enquanto ainda não era notado e muito menos seguido por ninguém após sua primeira curta parada.

Nunca pensara que chegaria a algum lugar após longas vinte e quatro horas de puro voo que o permitiram se acostumar a sua entidade obscura interior, ao menos isso durante o voo. O oceano era extremamente extenso e tivera sorte de conseguir informação em um caís de uma pequena ilha de pesca.

Muitos mostraram interesse em levar Harry até seu destino, e o Potter pudera perceber bem a intenção de tais homens que encaravam ambiciosamente sua maleta, ato que foi respondido com um simples toque na bainha de sua espada em puro desafio aos figurantes.

Mas no fim, nada mais fácil do que comprar uma bússola e mapa que o permitiram se situar bem na direção correta das coordenadas exatas de latitude e longitude. Encontrando-se agora voando em alto mar e aproveitando a sensação de liberdade, mesmo que isso seja agraciado com o cheiro horrível do mar aberto.

[ ... ]

E assim, imerso no breu da noite enquanto viajava sobrevoando por entre altas e ferozes ondas do oceano, com a tempestade assolando a sua volta, e por pedido, sua coruja e fênix acolhidas dentro da maleta engana trouxa com Harry podendo as manter seguras, já que realmente não fora a melhor escolha negar a ajuda dos pesqueiros, que mesmo mostrando grande interesse por sua maleta, visavam ter um barco e o Potter em meio à exaustão tinha duas escolhas, retornar e cair desmaiado na ilha de qual viera ele, ou continuar seguindo seus instintos podendo correr o risco de desmaiar em meio ao oceano.

De forma que demonstrando os piores lados Grifinório dele, Harry visara encarar de frente o desconhecido sob risco mortal, investindo velozmente a frente, Fora como uma cortina de seda passando por sua pele, e após isso já era notável que seja lá o que transpassara, impedia a tempestade de adentrar, porém que tudo piorara quando a sensação agradável de uma seda passando por sua pele fora substituída por um grande despedaçamento de vidro, e tudo isso contra seu corpo.

Figurativamente poderia ser as barreiras que ele acabara de invadir a força indo contra ele, mas na verdade a sensação era mais interna, algo diretamente acorrentado a seu núcleo magico que pareceu transbordar de um momento a outro com ele se chocando ao solo em sua forma Obscurial e assim rolando por todo o gramado gélido.

O barulho com certeza alertara a seja lá quem morava nessa ilha, pois era possível ele escutar alguém xingando no que parecia francês a ele.

Harry somente podia notar desconexamente ainda de costas colididas brutalmente ao solo, uma grande casa, a porta sendo aberta, e assim uma mulher de lindos olhos escarlates correndo até ele, com assim sua visão se escurecendo lentamente em um sentimento de quase drenagem total mágica, com seu último esforço sendo segurar firmemente a sua maleta que acolhia tudo o que mais importava a ele.

E com isso dou fim ao primeiro capítulo do segundo livro da Changed Prophecy.

Realmente me desculpem a todos pela demora desde a primeira postagem do primeiro livro, que eu tive que repostas, muitas coisas ocorreram, tanto boas quanto más, porém as boas prevalecerem, mas ao menos tentei trazer um prólogo do que quero para esse segundo livro de dez capítulos.

Tentarei fazer os próximos capítulos muito maiores, onde esse é somente uma iniciação dos Flamels a história e como Harry terá uma grande evolução numa arte oculta dele.

Espero mesmo que tenham gostado, e não se esqueçam de dar aquele apoio massa de textões nos comentários. XD