Ato 01 - Inimigo Número 1 da Humanidade.

[ Anteriormente ]

{ 21:45 }

== Colégio Particular Satan: Dormitório Feminino ==

Gohan estava irritado, irritado não, estava puto da vida mesmo.

Tivera um dia cheio, seguido de combates do outro lado do planeta, só para ter a mídia xingando-o nos jornais, e depois de tentar colocar certa importância nesses assuntos escolares, ter essa menininha pagando de Deus para cima dele, e ainda alegar ele estar formando um Harém.

- "Hm... se bem que essa parte eu não me importei." - Pensou ele tendo um vislumbre mental de todos os membros do conselho estudantil. - "Não, Gohan, foco..." - Finalizou ele mentalmente enquanto voava pelos prédios e enfim encontrava o ki de Videl.

Dando curtos toques na janela de vidro entreaberta do quarto iluminado pelas lâmpadas, porém oculto pelas cortinas, Gohan vira uma sombra feminina se aproximar enquanto abria as cortinas, era Videl, com um olhar de puro desprezo..., mas que lentamente iam se arregalando quando vira Gohan sem camisa e de braços cruzados ali, bem ali... janela a fora.

Mas não era seu estado físico que mais faziam ela estar sem reação, era o fato de os dormitórios femininos do ensino médio estarem no sexto andar de tamanho prédio.

Vendo que ela não reagiria por um tempo, Gohan abrira a janela entreaberta, e assim flutuara quarto adentro.

- Precisamos conversar. - Gohan disse se sentando na cadeira da mesa do computador, fazendo assim a menina enfim se tocar, e agora encarar seguidamente, ele, a janela, o chão e o céu do campus estudantil.

- M-mas... que porra! - Videl gritou agora focando sua atenção toda nele.

- Magica, minha querida. - Gohan fingiu uma cena com os braços, sorrindo no processo. - E não desligue na minha cara, eu detesto.

Escutando passos porta a fora, Gohan afiou o olhar quando vira a porta ser aberta lentamente, com uma mulher de cabeleira loura aparecendo.

Pensara ele que tal ki era de outro dormitório, mas subestimara ele o tamanho que tal local era, o que podia dizer né... filha do diretor.

- Olá, eu sou o Gohan! - Acenou Gohan para a mulher, com um gesto tão semelhante ao de seu pai no passado, seguido de ver agora uma figura masculina de cabelos afro surgir ali. Esse ele conhecia: era Hercule Satan, o humano mestre das artes marciais da cidade Tóquio.

Para ele, a situação ali era bem simples, conversar com Videl cara a cara e resolver logo essa situação, para assim voltar para casa jantar, seguidamente de seu corpo dormir e alma meditar em puro treinamento astral.

Mas aos olhos dos adultos não era bem isso, de um lado tínhamos Videl, com seu pijama de dormir que era bem decotado, e do outro um homem bombado, sem camisa e com tatuagens, agindo todo autoconfiante.

Resultando em só uma coisa pelo olhar atrevido da loira e fulminante do moreno, é claro: Muita confusão.

[ Atualmente ]

[ 1º Arco: Vida Escolar ]

Gohan tomava seu café da manhã com a cabeça latejando de dor logo cedo nessa manhã ensolarada, quando chegara noite passada na casa de Videl afim de resolver os problemas a respeito das novas integrantes do clube do livro, tivera no mesmo momento uma sensação de angustia com seus sentidos voando país a fora, em direção ao outro extremo do planeta. Em especifico um país sul-americano chamado Brasil.

Foi lá onde tivera que voar velozmente enquanto todas as janelas da casa de Videl se quebravam, tendo ele sumindo no breu da noite. Quem diria que ainda existiam um grupo de monstros com coragem de render um casal que acabara de sair de um teatro com o filho, monstros querendo estuprar a mulher, degolar o marido, somente para no fim deixar o menino vivo e crescendo traumatizado pelo resto da vida em busca de vingança.

Ao menos era o que Gohan previu que iria acontecer enquanto voava velozmente pelo oceano pacifico, graças a Shenlong que ele havia obtido essa habilidade de onisciência onde chegou antes da catástrofe ocorrer, mas seu estado após prever aquilo era horrível e Gohan não mediu esforços em desmembrar bandido por bandido de forma brutal, ele quebrou a mente de cada um ao restaurar suas vitalidades com uso de seu ki, somente para começar a tortura tudo de novo, e no fim entregou os cadáveres direto ao distrito policial sem se importar com mais nada, somente querendo que a noite acabasse e pudesse enfim acabar com essas visões horríveis do que os bandidos teriam feito se ele não intervisse.

E se acreditava que tudo teria passado na manhã seguinte ao se nocautear na cama, estava muito enganado, pois o resultado quando ele ligara a televisão logo no café da manhã só serviu para mostrar a ele como toda a mídia sul americana era corrupta.

A mídia brasileira e direitos humanos realizaram plantões a noite inteira em rede aberta, o intitulando de monstro genocida, que deveria ter deixado essas escorias vivas onde a cadeia iria converte-los e dá-los punições e redenção ou qualquer besteira do tipo, se fossem eles vendo tal crime em primeira mão talvez não continuassem protegendo tal escória, mas no fim era esse o preço que ele tinha que pagar pela onisciência de Shenlong, vislumbrar cada crime e catástrofe antes delas ocorrerem, para no fim conseguir impedi-las.

É, no fim... nos últimos anos foi Gohan quem mais sofreu em meio a tudo isso, assistindo constantemente tais crimes, para no fim manter a raça humana protegida de tal brutalidade, não deixando nada cair sob eles e assim mantendo a criminalidade e corrupção praticamente zerada, tudo a custo de sua própria sanidade mental, talvez seja por isso que Gohan encarou a televisão sem emoção alguma aparente na face, e assim optou por um caminho que não teria mais volta.

[ ... ]

América do Sul: Brasil

Brasil, um vasto país sul-americano, estende-se da Bacia Amazônica, no norte, até os vinhedos e as gigantescas Cataratas do Iguaçu, no sul. O Rio de Janeiro, simbolizado pela sua estátua de 38 metros de altura do Cristo Redentor, situada no topo do Corcovado, é famoso pelas movimentadas praias de Copacabana e Ipanema, bem como pelo imenso e animado Carnaval, com desfiles de carros alegóricos, fantasias extravagantes e samba. País fértil e de climatizações perfeitas ao agro negócio, uma junção igual das quatro estações que rondam o ano inteiro. Mas não era isso que atraia Gohan para tal país quando voara velozmente pelo oceano atravessando rapidamente todo o Japão em direção ao outro lado do planeta.

- Será que eu posso? - Foi o que a forma reluzente de um Gohan transformado anunciou quando pousara brutalmente no Sistema Tribunal Federal (STF), interrompendo a uma reunião de grande escala que o governo brasileiro realizava com todos aqueles burocratas e presidente. - Vocês me conhecem como Saiyajin... descendente de uma antiga e extinta raça alienígena, mas ao mesmo tempo também sou humano. - Citava ele se apresentando com imponência, sob temor da mulher que antes segurava ao microfone insultando injurias e ofensas a seu nome pelo ocorrido com as "vítimas da sociedade" que eram os bandidos aos quais Gohan assassinou noite passada.

- "Ele perdeu o pai, meu melhor amigo pela própria arrogância." - Kuririn conversava com os restos do time z, após os incidentes contra o Android Cell. - "O poder sempre esteve ali, ele tinha como acabar com Cell, mas preferiu brincar no meio da batalha." - Se lembrava o Saiyaman enquanto enxergava a todos os flashes de câmera e gravações passando para o ao vivo e transmitindo nas rede aberta de comunicações.

- "Depois de todos esses anos, e ainda se importando com a opinião daqueles?" - Foi o que Piccolo dissera quando Gohan mais uma vez chegou furioso para treinar na sala do tempo, após um dos cruzeiros anuais que Bulma sempre fazia em seu aniversário, onde com certeza a audição aprimorada de seu aluno o fizera escutar aos desabafos do resto da equipe Z.

- Passei todo esse tempo, desde a morte de meu pai pelas mãos do Android Cell, estudando os males desse mundo, impedindo, contendo e punindo. - Ditou Gohan enquanto era audível o som de forças militares do outro lado das paredes checando suas armas antes de intervir. - Passei meu tempo como guerreiro reagindo a esses males... e mesmo com resultados grandiosos pelo mundo, vejo que ainda fracassei. - Explicou Gohan quando o som de helicópteros a distância se aproximavam do local.

- Nem mesmo o maior dos poderes é capaz de evitar que o mal assole inocentes... não enquanto genocidas continuam perambulando por aí. - Gohan ditou em respeito ao fato de ter assassinado um grupo de bandidos noite passada. - Não me importo se luta pela liberdade ou se é terrorista, ditador ou presidente, monstros não podem mais andar soltos.

- Eu dei tempo, visei esperar mudanças, preconceitos passados sendo abandonados, liberdade de expressões para raças de fora que visam um lar aqui na terra... sempre me mantive em silencio e aguardando o melhor de cada um de vocês, enquanto os protegia com tudo o que eu tinha. - Gohan explicou em referência há como na época de Bojack o planeta passou a receber visitantes alienígenas, com um aviso claro da derrota de Bojack de que não seria aceito violência nesse planeta. - Mas não, vocês não mudam mesmo.

- Estou determinando imediatamente, um cessar fogo mundial. - Gohan fechou ainda mais seu semblante quando sua transformação de Super Saiyajin se elevava ao Super Saiyajin 2, dobrando sua musculatura com faíscas elétricas ressoando ao seu redor. - Ou eu vou fazer parar... não haverá mais armas nucleares, não haverá mais bombas atômicas... não haverá mais baixas inocentes nesse planeta, principalmente pelas mãos de bandidos da noite passada aos quais iriam estuprar aquela mulher, degolar aquele homem e traumatizar aquela criança pelo resto da vida... e em meio a isso como consequência de salva-los de um destino cruel, ter toda uma mídia governamental protegendo essas escorias patéticas.

- "Ele está sofrendo, Chichi." - Foi o que Bulma disse a sua melhor amiga quando vira Gohan encarando ao céu estrelado, visando manter distância social de qualquer um dos guerreiros z que compareceram ao aniversário dela no cruzeiro, após um ano do sacrifício de Goku. - "Mas vai continuar sendo o melhor homem que conhecemos... sim, mulher, seu filho pode ser jovem mas não é criança... creio que ele deixou isso de lado quando viu o próprio pai sumir desse planeta para se sacrificar junto ao inimigo."

- "Não... acho que é um pouco mais complicado que isso." - Foi Cyborgue 18 quem surgiu do corredor escuro em que ambas as mulheres estavam. - "Ele está de luto, sim... mas ele também está se culpando, ele sabe disso... ele entende isso e nada vai mudar essa percepção, não enquanto ele tem ciência do poder e potencial que carrega."

- "Acha que ele vai se perder?" - Foi o que outra figura disse quando pousara ao lado delas, sendo essa Zangya, umas das refugiadas alienígenas que Gohan adotou como protegida em sua fazenda, junto a Cyborgue 18. - "É um enorme peso carregar tanto poder e manter sua índole intacta, eu mesmo sei disso por experiência própria."

- "Acho que ele não vai mudar quem é..." - Bulma disse quando todas olharam para Gohan, que virava seu olhar para a discussão de outros guerreiros z, nos quais bêbados não mediam esforços em debater suas opiniões da última luta e como Gohan tinha o poder e deveria ter feito melhor. - "O que eu acho é que ele vai se aprofundar tanto em seus estudos e treinamentos, que não vai parar de evoluir, tudo para que catástrofes como essa em sua vida não voltem a ocorrer."

- Não haverá mais criminosos, genocidas, estupradores, assassinos, ladrões e traficantes. - Finalizou ele para uma câmera ao vivo. - Esse é meu último aviso, se o governo continuar permitindo que criminosos andem soltos, e direitos humanos que defendem os criminosos acima das vítimas continuem em pé, então não haverá mais um governo, estão avisados... pela última vez. - Sumiu assim Gohan, voando velozmente para os altos céus, ultrapassando helicópteros militares que acabavam de alcançar o STF, e assim sumira ele em meio as extremas alturas do vasto céu.

[ ... ]

- "Será que eu fiz o certo?" - Gohan pensou enquanto voava velozmente em direção a sua casa, em prol de se aprontar pra mais um dia de aula.

- "Destruir armas não salvara esses humanos, não é assim que funciona." - Uma voz bestial respondeu em seu interior.

- Acabando com as armas a maioria dos crimes podem parar de ocorrer... ainda pode ter riscos mas iria ser uma solução, você sabe que dá para fazer algo tão simples. - Gohan respondeu em seu espaço mental, onde uma grande figura imponente de dragão abriu os olhos de seu descanso.

- Não é porque pode ser feito, que devemos fazer. - A voz respondeu novamente.

- Pense nas vidas que vamos salvar, a humanidade tem um histórico genocida desde os primórdios de sua criação, talvez sem armas por aí as coisas podem ir se resolvendo e eu não tenha que interferir no mundo toda hora com crimes surgindo a cada hora pelo globo.

- Cigarro. - A voz citou.

- O que? - Gohan indagou confusamente.

- Cigarro mata muito mais do que armas... e as pessoas estão cientes disso, mas continuam fumando. - A voz ditou seriamente. - Quer salvar vidas... prenda todo mundo para que ninguém toque em ninguém.

- Tire também os carros de quem dirige rápido, ameaçando a vida de inocentes que estão caminhando.

- Tire também o animal de estimação de todo mundo que deixa sem focinheira para andar na rua, ameaçando o filhote dos outros.

- E para acabar, mate todo mundo que não reciclar... quem não cuida de seu próprio planeta é somente mais um cúmplice do que futuramente será um apocalipse natural de seus próprios atos.

- Eu estou tentando trazer paz ao mundo, Shenlong... qual a dificuldade de entender isso. - Gohan retrucou aborrecido com a lição de moral.

- Não se obtém paz através de controle... você é um guerreiro, um herói... não um ditador. - Shenlong respondeu dessa forma com a voz ressoando quase acolhedora. - Por isso te escolhi, você tem o poder e as virtudes de alguém que quer mudar o mundo para melhor, não é igual aos outros guerreiros z que treinam e lutam por gosto de batalhar, na verdade... você é a única pessoa que odeia lutar e mesmo assim o faz, e olhe que minha trajetória é muito longa.

- E o que eu faço? Olhe noite passada o que ocorreu. - Gohan disse com um suspiro profundo. - Se mesmo com minha interferência crimes como esse ocorrem, o que irá acontecer quando eu morrer.

- Gohan, não estou dizendo que discordo de seu discurso. - Shenlong disse sob confusão do Saiyaman. - Na verdade, creio que a evolução desse mundo só irá fluir quando largarem as diferenças do passado e utilizarem dessa nova arte magica deles.

- Eu ainda não entendi? - Gohan perguntou confuso, desde que seu discurso foi quase como o de um ditador.

- Você atua rapaz... mas não mude quem é de verdade. - Shenlong explicou enquanto voltava a fechar os olhos. - Continue atuando com seu discurso, mostre a todos que você quer uma aceitação mundial de cada país através do controle, renda os estados governamentais exigindo suas armas e chaves nucleares... realmente não precisam disso.

- Humanos estão em um ponto de evolução própria deles, se prender a armas de guerras realmente só irá fazer mal, quando devem por um todo focar nessa aptidão magica diluída do que você conhece como o ki... mas realmente rapaz para unificar os países... você terá que ser o vilão da história. - Shenlong explicou com Gohan já entendendo. - Seja o vilão ditador na frente das câmeras, não mostre submissão a nenhum país... mas isso é claro como uma atuação. Dessa forma os humanos irão parar com suas rivalidades e irão se unificar em prol de combater um inimigo em comum. Pois realmente, a única pessoa que serve para o cargo é você, alguém que não vai abusar do poder e vai mantê-los unidos e evoluindo.

- Sem um inimigo em comum, a humanidade continuará dividida com suas rivalidades e futuramente uma guerra mundial irá eclodir. Então é... agora que a criminalidade baixou para quase zero com sua persona de herói, está sim na hora de o planeta se unificar em uma aliança contra o maior vilão que eles já tiveram, o próprio herói deles se voltando contra a humanidade.

- Então, mesmo se eu continuasse salvando-os pelo resto da minha vida mantendo-os neutros, com a minha partida uma guerra novamente poderia estourar? - Gohan indagou seriamente enquanto se aproximava velozmente do Japão.

- Rapaz, eu sou um fragmento da essência divina do criador... então sim, tenho algumas tendências voltadas a livre arbítrio, mas sei também que eles precisam de um empurrão. - Shenlong explicou enquanto sua cauda contornava todo o espaço mental dentro dele e lentamente tocava a seu tórax onde a tatuagem de sete esferas ascendiam em puro poder. - Você melhor do que ninguém é capaz disso, pois não tenho que lembra-lo do fato de ser você quem permitiu ter um dragão selado na própria alma afim da humanidade parar de abusar dos meus poderes, no que talvez daqui uma década poderia resultar em minha essência divina se obscurecendo com dragões malignos surgindo e assolando o universo em pura maldade.

- Você já o guerreiro mais poderoso desse planeta, a singularidade de primeira classe que carrega uma fração de poder do criador... e agora o inimigo número 1 da humanidade... faça isso que é certeza desse planeta todo se juntar em uma aliança contra você... e sabemos bem que eles não conseguem peitar, então... sim, a união mundial continuara e a evolução eminente da humanidade, enfim irá alcançar. - Finalizou o Dragão divino da criação... que novamente retornava a seu longo sono dentro de seu anfitrião, deixando-o enfim seguir com sua rotina diária.

E com isso dou fim ao quinto capítulo da The Mystic Saiyaman.

Espero que tenham gostado e não se esqueçam de dar aquele apoio fera nos comentários. XD

Gohan puto da vida com o Brasil kk: .

Música que me inspirou a escrever Gohan como Vilão da Humanidade: /Do3TU9zJg-s