Proposta de Treinamento.

{ Presente: 01/07/1992 }

- Peraí, o caralho! - Gritou Perenell já vendo o Potter sair pela porta. - Niklaus, faça a poção agora, e beba logo essa merda antes que caia morto e me deixe sozinha para sempre - Gritou Perenell ao marido, antes de sair correndo porta e escada abaixo para seguir ao rapaz que teve a audácia de dar as costas a ela.

- Idioma, meu amor! - Foi o que Niklaus gritou, fazendo a mesma afiar ainda mais os olhos. - Como esse rapaz conseguiu enganar o Albus e tirar essa coisa do castelo? - O Flamel indagou sabendo que só permitiu que a pedra fosse guardada em Hogwarts, pois Aslan foi quem ergueu tais alas de segurança na fundação, e tirar a pedra de lá com certeza notificaria de imediato seu melhor amigo, mostrando que ele dava mais confiança a presença do Leão do que em seu próprio aluno e atual diretor de Hogwarts. - Quem esse rapaz realmente é? - Dizia ele em finalização enquanto ligava ao fogo do caldeirão e prontamente começava a iniciar sua poção, que por mais que fosse rápida, era utilizada junto a dezenas de ingredientes raros pouco conhecidos.

== Sala de Estar ==

Harry que caminhava em direção a porta de saída, via pela janela que a noite lentamente estava acabando, desde que os primeiros raios solares estavam surgindo, e daqui a poucas horas já seria uma manhã completa.

- O moleque! - Perenell gritou atraindo a atenção de Harry. - Nossa, você é rápido. - Elogiou ela com Harry sorrindo pelo jeito da mesma, seria engraçado ter pessoas assim por perto, mas não tinha muitas esperanças dele nisso.

- O que você quer? - Harry perguntou não querendo ser rude, mas não conseguia deixar de sentir uma sensação estranha desde que disseram que ele bebeu algo e seu núcleo não corria mais risco de explodir, era como seu algo dentro dele estivesse se inundando, feito uma jarra transbordando de agua.

- Já é quase manhã, sente-se comigo pois o café está sendo preparado. - Indicou ela a cozinha, nas quais diversos talheres e ingredientes eram misturados e rodopiavam pelo ar. - Não seja um antissocial, ainda temos que conversar.

Encarando ao redor enquanto ia até a sala de jantar, Harry afiara os olhos em desconfiança:

- Surpreso, não é? - Indagou ela. - Digo, estar em um lugar e não ver espíritos de mortos, mestiços ou até as sombras malditas que seguem quem vai morrer ou fazer uma carnificina e muito derramamento de sangue.

- Tá, você é estranha, já entendi. - Harry disse fazendo ela rir. - Mas como é que essas porcarias todas existem e ninguém vê... porra, até hoje eu pensei que era louco ou sei lá oque.

- Talvez sejamos loucos. - Perenell disse rindo. - Mas não quer dizer que deixamos de ver a realidade, na verdade... para muitos é uma benção enxergar além da bolha ilusória que nos cerca.

- Está mais para maldição. - Harry ditou vendo uma caneca de café pousar em sua frente e na frente de Perenell. - Mas como é que essas coisas não estão por aqui, se até Hogwarts tem isso aos montes.

- Hogwarts é complicado, lá existe tanto o sobrenatural puro que é visível e pacifico com os mortais, como o sobrenatural obscuro e invisível aos olhos de todos... me diga, por acaso já viu os olhos de Albus Dumbledore brilharem e reluzirem em azul quando algo disso passa perto de algum aluno? - Perguntou ela notando Harry beber a xicara de café e acenar com a cabeça. - É isso, Albus também tem o dom da visão, posso não gostar desse garotinho como Niklaus gosta, mas admiro e respeito o fato dele proteger a seus alunos e funcionários do sobrenatural que tenta afetar a todos lá dentro.

- Mas porque o diretor não impede que essas coisas entrem, como neste lugar... eu literalmente não vejo ou escuto nada. - Harry disse estendendo os braços ao lado, indicando todo o cômodo vazio, que na visão única dele, deveria ter uma ou duas entidades sobrenaturais transitando. - Já vi uma pessoa demonstrar que as via, na verdade a pessoa mandou o dedo do meio direto para aquele bicho e no segundo seguinte foi atropelada por um caminhão.

- É, criaturinhas complicadas, existem para sussurrar e atormentar aos outros, e no momento que notam que alguém as percebe e enxerga, vão lá e matam. - Perenell disse saboreando seu copo de café com o que com certeza era sangue que ela misturara de um frasco. - Mas é tudo questão de poder e barreiras, aqui existem alas anti o sobrenatural, runas repelentes de anjos e demônios, até mesmo de bruxos... - Disse ela com Harry a encarando ceticamente.

- Não me encare assim, eu nunca imaginei que um Obscurial suicida iria nadar em nossas barreiras se entregando de bom grado ao abraço da morte. - Perenell disse em censura. - Foi um show e tanto, tudo se trincando e caindo com uma enorme onda de fumaça demoníaca invadindo a meu terreno com um bruxinho rolando para fora dela... é acho que a ultima vez que vimos algo do tipo foi quando Newt Scamander estava realizando missõezinhas para o Albus contra o Lorde das Trevas na época.

- Certo... por mais que o ambiente aqui seja incrivelmente pacifico. - Harry disse suspirando com tudo. - O que você quer... já entreguei a pedrinha para seu marido e não creio que a mais nada que prenda eu a vocês. - Finalizou ele suspirando novamente pelo reencontro que logo teria com seus parentes.

- Fala como se estivesse ansioso para ir embora, mas também receoso de voltar para casa... o que é isso? Rebeldia adolescente contra sua família? - Perenell perguntou rindo.

- Bom, pode chamar de rebeldia adolescente eu não querer ter nada a ver com meus parentes que mais me tratam como escravo e me fazem dormir num armário embaixo de uma escada. - Harry contra respondeu calando a mulher. - Mas é, eu tenho que voltar para lá afim de reerguer alas de sangue incríveis que minha mãe criou, mas que infelizmente me prendem a dois porcos inúteis patéticos e abusivos com síndrome de normalidade e fanatismos religiosos.

- E não me diga que não quer nada... pois eu já devolvi a pedra para seu marido. - Harry disse seriamente sob olhar levemente sério e até melancólico da mulher - Ninguém alimenta aos outros e os convida a permanecer em suas casas sem querer algo em troca, pois diga de uma vez... o que você quer de mim? - Finalizou ele colocando a xicara de café na mesa e a encarando fixamente com seus brilhantes olhos esmeraldas reluzindo em puro poder.

O choque de olhares e início de uma discussão parecia eminente, principalmente com um bruxo que era bem receptivo as pessoas, porém feroz ao mesmo tempo, junto ao intelecto sobrenatural de uma vampira de linhagem tão antiga e sádica como a dela.

Ambos pareciam prontos para continuar conversando, ou até mesmo começarem a cair na mão um contra o outro.

Mas que tudo foi interrompido quando passos foram escutados da escada ao lado.

- O que nós queremos, na verdade. - Iniciou uma voz jovial e poderosa que descia as escadas. - É que você fique aqui enquanto eu ergo alas de espaço temporal que fariam semanas parecerem anos, afim de treinarmos como uma vez fizemos no passado com Albus Dumbledore. - Assim finalizando, finalmente foi possível de se ver a figura jovial que era Niklaus Flamel, um homem de porte atlético, olhos carmesins e cabelos pretos com um ar de puro poder.

- Me treinar? - Harry ditou em confusão. - Porque iriam querer treinar logo a mim. - Harry disse se levantando e estranhando o fato de a pedra filosofal tratar tão rapidamente ao estado deplorável que o velho estava a pouco tempo.

- É Nik, porque eu iria querer treinar um bruxo? - Perenell indagou se levantando e enfrentando o marido ao lado do Potter. Ato que fez o homem rir.

- Primeiramente, acho que apresentações corretas deveriam ser feitas. - Niklaus disse sorrindo. - Muito prazer jovem bruxo, sou Niklaus Flamel, mestre alquimista com mais de mil anos de idade, essa a seu lado é Perenell Alucard Flamel, vampira de sangue real da linhagem drácula com mais de mil anos de idade.

- Oh, minha vez. - Harry fingiu sarcasmo. - Harry James Potter, bruxo mais sedutor da escola de magia e bruxaria de Hogwarts, com mais de cinco mil anos de idade. - Harry finalizou mandando um dedo do meio para o homem.

- Sabe o que é engraçado? - Perenell riu pela audácia da criança. - Como vampira posso notar quando alguém mente, por qual motivo não consigo ver mentiras nessa sua apresentação?

- Porque ele não está mentindo. - Niklaus riu de sua esposa. - Agora você está vendo o que eu vi quando um aluno de Hogwarts apareceu na porta de minha loja interessado na maleta do jovem Newt?

- Do que estão falando? - Harry perguntou estranhamente.

- Não sei exatamente..., mas nada condiz com nada quando vejo você. - Niklaus disse se aproximando e tocando ambos os ombros de Harry. - Sua aparência poderia ser explicada por qualquer magia acidental, mas também não é isso é algo mais profundo, a criatura magica que todos conhecemos como Obscurial poderia ser muito bem explicada, mas novamente não é tão simples, quando você brinca sobre sua idade, uma mentira é claro... não parece que você está mentindo, por mais estranho que seja... parece que há verdade nisso. - Niklaus dizia sob estranhar de Harry. - É como se outra coisa estivesse em você, uma segunda alma ou qualquer coisa maluca, na qual a mínima brincadeira e mentira sua, na verdade é uma verdade oculta a ser descoberta.

- Então, se algo oculto pode ser descoberto. - Perenell iniciou. - Como a idade desse garoto que na visão dele mentiu, mas que meus sentidos de vampira não captaram mentira alguma... então seja lá o que for, esse rapaz realmente tem mais de cinco mil anos de idade? - Perenell dizia com um olhar fascinado surgindo em sua face.

- Exatamente! Isso é ainda mais fascinante do que quando Albus era jovem... um garotinho que concluiu seus estudos em Hogwarts, passou por uma catástrofe em sua família e um rompimento no relacionamento com um futuro Lorde das Trevas, realmente era fascinante a ideia de treinar alguém assim e torna-la em alguém digno de carregar o peso do mundo nas costas. - Niklaus dizia contornando a Harry e estudando-o. - E agora, um rapaz aclamado como salvador do mundo bruxo e ainda demonstrando humildade e tamanho potencial oculto, realmente nunca fiquei tão animado no último século.

- Tá bem... vocês são loucos, tudo bem eu não julgo, extremamente compreensível para a idade. - Harry disse se desvencilhando dos dois que o contornava. - Acho que já deu, então estou caindo fora. - Harry disse só para seu estomago roncar com o que deveria ser ele com fome a talvez horas ou dias.

- Tem certeza? - Perenell perguntou com um sorriso malicioso. - Aqui tem comida, e o oceano é bem extenso para se voar de estomago vazio. - Disse ela vendo que já ganhou o rapaz pelo argumento de alimenta-lo.

[ ... ]

- Escuta, tudo bem você comer desse jeito? Digo... antes de começar a voar para ir embora como tanto quer? - Perenell perguntou ao ver Harry comer tudo que surgia, de forma educada é claro, porém em grandes quantidades.

- Eu não sei o que está acontecendo. - Harry disse tomando um copo de café. - Digo, tudo bem que durante em Hogwarts eu comia toda hora, mas isso era para expandir o meu estomago, desde que Papoula reclamou da minha desnutrição interna e receitou uma enorme dieta para me curar lentamente do que meus parentes causaram. Mas desde que acordei é como se eu precisasse recarregar todas minhas energias, e isso já estaria carregado agora pois eu estaria no meu limite de estar vomitando tudo, mas parece que tenho bem mais capacidade, como se nada fosse suficiente.

- Nik? - Perenell perguntou quando vira seu marido levantar sua varinha mágica sob olhar desconfiado de Harry.

- Só um momento rapaz, estou diagnosticando seu organismo... seu problema de estomago pequeno por causa de desnutrição pode muito bem ter sido curado pelo elixir da vida que Perenell te deu. - Niklaus disse calmamente com um feixe esverdeado circundando ao Potter. - Olha só, parece que seu núcleo magico não foi a única coisa rasgada ao atravessar nossas alas.

- O que está dizendo? - Harry perguntou.

- Estou dizendo que há vestígios de uma grande contenção de magia imposta no seu núcleo magico, cerca de setenta a noventa por cento de contenção... não sei ao certo, bem ao menos existia e agora somente tem fagulhas que estão sendo destruídas por todo seu núcleo que pouco a pouco está tentando se reegernizar por completo. - Niklaus disse sorrindo, por não ver riscos contra o rapaz. - E olha, esse núcleo magico é realmente enorme, acho que vai ser do seu maior interesse treinar conosco quando todo esses 90% se reegernizar, do que nós querermos treinar você.

- Porque eu iria querer isso? - Harry indagou seriamente com a ideia de uma contenção magica e como isso seria uma merda se ele não tivesse se acidentando e seu núcleo continuasse com ela.

- Porque no momento que você tocar numa varinha, ela vai explodir junto com sua mão. - Niklaus riu, para somente arregalar os olhos quando o Potter tocou seu ombro direito e puxou uma varinha de lá.

- PUTA QUE PARIU! - Perenell gritou pegando seu marido e sumindo em pura velocidade vampírica da cozinha.

E com pura cara de tacho, Harry enfim notou o que fez:

- Tudo bem, tudo bem... não foi meu melhor momento pegar a varinha após o que disse. - Harry riu consigo mesmo. - Já aprendi..., mas relaxa, nada explodiu ainda. - Finalizou ele colocando a varinha na mesa de forma cautelosa.

- Moleque! - Perenell surgiu de volta gritando. - Você literalmente parece muito com os brasileiros que eu conheço, porra, é por isso que eu defendo o fato que filme de terror nenhum funcionaria com eles, no primeiro instante que algo tenta assusta-los, eles vão lá e fazem algo para irritar e ainda ri da situação desgraçada em que estão... NÃO SE PEGA UMA VARINHA APÓS ALGUÉM DIZER QUE PODE EXPLODIR TUDO.

- Mas não explodiu! Relaxa aí. - Harry gritou em resposta com Niklaus rindo da situação.

- Rapaz, só não toque de novo nela, se você iniciasse algum feitiço, toda a magia do seu núcleo desestabilizado iria tentar explodir pela varinha sem controle algum... - Niklaus disse seriamente. - Apesar dessa varinha parecer bem única. - Continuou ele interessado com Harry a pegando de volta a Varinha do Destino, e a prendendo em seu braço direito.

- Enfim, de verdade mesmo, que relutância toda é essa? - Niklaus disse indo direto ao ponto. - Qualquer um imploraria pela chance de ser treinado por nós.

- Claramente eu não sou qualquer um. - Harry respondeu sorrindo.

- É por isso que eu estou mais interessado ainda, vamos lá, aqueça o coração velho desse alquimista e venha conosco desvendar os mistérios do universo. - Niklaus riu estendendo a mão.

- Tá, mas tenho que voltar para casa dos meus parentes um mês antes da volta as aulas. - Harry respondeu sorrindo e correspondendo ao cumprimento. - Me surpreenda. - Finalizou o mesmo com todos retornando ao café da manhã.

[ ... ]

Harry estava debatendo sobre como seria o treinamento dele com os Flamels, onde Niklaus afirmava ver nele a criança de onze anos que deveria existir, e até ainda mais.

Estavam eles em uma espécie de sala de treinamento japonês, e Harry sendo cético para com sua própria desgraça, devido a seus traumas passados, achou ser uma piada nele existir alguém de onze anos como seus amigos de Hogwarts, e foi assim que Niklaus dera um tapa no tórax de Harry, onde seu corpo iniciara uma queda para trás, com seu espirito saindo do corpo em forma espectral.

Porém ali não mais era o adolescente Harry Potter de aparência e fisionomia de quase um adulto, mas sim a criança baixa e franzina que ele deveria ser por conta de sua falta de nutrientes, alimentações e carboidratos requeridos no corpo.

Perenell que sorrira graciosamente enquanto via o garotinho espectral, com um sentimento materno explodindo em seu coração ao ver como ele internamente era desnutrido e frágil, tudo por baixo da casca fortemente criada e amadurecida que era seu corpo, segurara seu corpo físico fortemente com assim a criança retornando a casca aprimorada que era seu corpo:

- Mas que porra você fez comigo!? - Harry indagou completamente assustado e extasiado com tal sentimento deveras estranho de sua alma sair fora do corpo.

- Sua forma astral saiu da sua forma física, é aí que podemos ver realmente quem é você. - Perenell explicou sorrindo enquanto o mantinha firme. - Você é tão fofo e pequeno, da vontade de colocar em um potinho e proteger de tudo e todos. - Ditava ela estranhamente com Harry levemente gostando dessa sensação de preocupação e acolhimento.

- Tá bom... vou igualar isso com a única coisa que posso explicar... foi algum tipo de magia, certo? - Harry disse em dúvida respirando fundo com suas habilidades mínimas de Oclumência acalmando a seus nervos.

- Parcialmente isso, é claro se for uma resposta resumida para quem você não quer expor tais informações. - Niklaus explicou. - Mas na realidade, por um momento você entrou na dimensão astral.

- Em!? - Harry murmurou confusamente.

- Um plano onde a alma existe separada do corpo. - Perenell explicou servindo café a três xicaras, fazendo Harry começar a tomar gosto por um vício. - Almas transitam por aí quando saem de seus corpos e as pessoas começam a sonhar.

- E porque um treinamento de magia defensiva, teria a ver com essa coisa de separação de alma e dimensões astrais? - Harry indagou aceitando a xicara de café.

- Para você abrir a mente de uma forma que os bruxos não conseguem compreender. - Niklaus explicou. - As pessoas não recebem aquilo que normalmente procuram, veja por exemplo: Thomas Marvolo Riddle.

- Uma mera criança que tem a ambição da imortalidade, onde se prende a rituais sombrios, trazendo desespero e angustia para o povo ao seu redor.

- Mas você, Harry Potter... você não anseia por poder, não anseia por glória e muito menos a imortalidade..., mas mesmo assim você ganhou tudo isso com a capacidade de dividir sua alma em um fragmento purificado e tão belo, que tomou a forma de uma fênix. Podendo talvez seu corpo seu destruído, mas ainda assim estar preso ao plano mortal como Thomas Riddle uma vez fez.

- Você, diferente de todos os outros, desistiria de sua própria magia, e toda a glória que seu nome carrega, somente para ter seus pais de volta, junto a uma vida normal e pacifica.

- E é por isso que atraí você com as coordenadas de nossa ilha quando Albus disse que minha pedra foi destruída, quando eu tinha o sentimento claro de que ela ainda existia... pois desde o início vi esse potencial em você, tudo que precisamos fazer... é explorar tudo o que você pode se tornar. - Finalizou o criador da Pedra Filosofal enquanto tocava a testa de Harry e o empurrava para trás. - Abrace tudo que nos ronda.

Onde assim o Potter sentira-se estar caindo no mais alto penhasco que podia imaginar, ele girava e rodopiava de forma desesperada, porém ao vislumbrar o solo do planeta, conseguira notar que ele subia ao invés de estar caindo. Indo dessa forma para o vácuo do espaço de forma extremamente veloz onde ele fora engolido por um buraco negro, assim sentindo uma sensação nauseante de rodopio com múltiplas cores girando a sua volta, assim terminado sua "aventura" quando sentira-se cair em um poltrona confortável, na qual ambos os Flamels sorriam ao lado dele.

- Olha... acho que ele está levando muito bem. - Niklaus murmurou para sua esposa.

- Com certeza, deve ser daí que vem o desejo primordial dos Potter em voar. - Perenell continuou com um riso, para assim o Potter sentir o inverso de sua aventura.

Onde novamente ele estava em meio ao buraco negro, como se retrocedesse ao processo. Ao chegar no vácuo do espaço, feixes luminosos e coloridos irrompiam de seus braços e pernas, o choque dele em puro rodopio com diversos cometas faziam ele sentir seu corpo parecer despedaçar-se. Isso tudo na direção de uma nova espécie de buraco negro, porém este com algo extremamente luminoso de cor esverdeada dentro.

Seu corpo caia em direção ao núcleo fervente sob gritos de Harry, ele não parava de despencar em momento algum e isso tudo já aparentava quase trinta minutos, mãos demoníacas irrompiam de paredes distorcidas do nada que visavam o capturar, sua visão parecia inundar em camadas secundária onde ele vira uma versão gigantesca dele com o mesmo despencando em um mergulho na direção dos olhos de sua versão gigante, porém de mesmo modo continuava caindo no nada como se a volta dele milhares de constelações coloridas se remexiam.

E assim novamente ele caia, porém agora lentamente com o corpo inerte em sua aparente inconsciência, mas que tudo era sentido quando o mesmo sentira o choque brutal contra o solo e a poltrona que se despedaçaram abaixo dele.

- Vocês são loucos! - Harry gritou se levantando. - Loucos demais para entregar uma maleta cheia de criaturas magicas para alguém desconhecido!

- Loucos por permitir um velho esconder uma relíquia ansiada pelo mundo inteiro dentro de um castelo repleto de crianças! - Harry gritou apertando os punhos. - Colocando todas elas em risco!

- Loucos por me fazer experimentar tudo isso! - Harry continuou com sua crise se agachando. - Eu! - Harry disse colocando ambas as mãos na cabeça.

- Eu... - Harry ditou respirando fundo.

- Eu.. - Harry levantou seu olhar para os dois que sorriram ao mesmo e estendiam os braços como uma forma de abraço.

- EU! - Harry se levantou - ADOREI. - Harry finalizou abrindo um sorriso verdadeiro e pulando no abraço dos dois imortais que riram em resposta e acolhiam a seu mais novo aluno, e talvez até mesmo um novo membro na família.

No que antes deveria ser um mero bruxo treinando e estudando ano após ano como alguém normal, e até se tornando um desafiante de Lordes das Trevas e assim seguindo sua vida como auror e constituindo família com alguma ruiva e nomeando seus filhos com sobrenomes de professores mortos.

Agora se tornara um aprendiz de feiticeiro, um aprendiz da feitiçaria antiga que rondava a todo o mundo místico, assim tendo finalmente a chance de trazer o caos e terror para qualquer inimigo que decidisse ameaça-lo e a seus aliados.

Iniciando assim a jornada de Harry James Potter, o mais novo Feiticeiro Supremo em Ascenção.

E com isso dou fim ao terceiro capítulo do segundo livro da Changed Prophecy.

Espero que todos estejam gostando, e agora entendam qual a ligação de Harry Potter com a tag Doutor Estranho nas notas.
Sim, Harry iniciara seu treinamento nas artes místicas para se proteger de todo esse amplo universo que acabou de se expandir ao seu redor.
Perigos como Dumbledore e Voldemort não são mais as potencias ultra do mundo, com a junção de temas de Doutor Estranho (Universo Marvel) e entidades sobrenaturais de Constantine (Universo DC), literalmente pode saber que minha fanfic estará em crossover com tais universos.

Não digo que nessa fanfic vou fazer Harry interagir com personagens da Dc e Marvel, estou só dizendo que fora do mundo bruxo, a todo esse universo a se explorar.

Mas no geral, a premissa segue o enredo no mundo magico antes dos anos 2000.

Com potencial de lá no futuro ir surgindo heróis de cada universo de HQs, mas isso é só citação, pois o enredo de acontecimentos é voltado a Harry Potter, com somente o universo expandido para mostrar que existe entidades bem mais ultra, como divindades e titãs louco, assim abrindo margem para Harry treinar, ficar forte e não parecer ultra over power só por estar mostrando coragem e capacidades de bater de frente contra Voldemort ou Albus.

De todo modo, comentem o que acharam logo abaixo, deem aquele apoio de textões, estarei sanando a duvida de todos e espero que continuem acompanhando.

Cena de como Harry viajou pelo plano astral (Imaginem o Harry no lugar do Stephen Strange e a alma que sai de seu corpo, seria a projeção de como ele é com onze anos nos filmes canônicos): watch?v=gvOxdl3JsBo