A Aliança Suprema.

{01/07/1992 a 31/07/1992}

Quatro semanas e meia, foi o tempo que Harry passava desaparecido na ilha dos Flamels, ao menos isso aos olhos externos do mundo que não o encontrava por nada, principalmente um velho diretor que não conseguia acreditar que perdera do radar a pessoa mais importante para ele.

Mas para Harry era outra situação a qual vivenciava, pois dentro da cúpula magica que Perenell e Niklaus ergueram em pura e eximia feitiçaria antiga, na qual servira para drenar aos dois, foi que seu treinamento se iniciara e durara incríveis quatro anos e meio.

Poderia ele explorar mais desse tempo, mas sabia que tinha responsabilidades fora dali, e por mais que não se sentisse nenhum pouco ansioso em rever seus parentes, sabia que já estava em um estado no mínimo, capaz de sobreviver aos desafios que o mundo lhe proporcionar.

Harry, Niklaus e Perenell se tornaram uma espécie de família ali dentro, sempre conhecendo cada vez mais um ao outro, onde não foi só uma época de estudo e treinamento, foi uma espécie de efeito terapêutico incrível que Harry adentrara, pois pela primeira vez se sentira acolhido em um ambiente, sem intenções negativas e muito menos gananciosas para cima dele.

Harry era sensato em uma coisa durante todo esse tempo e compreendeu melhor a tudo sem fazer uma grande birra, quando no caso anterior com Albus Dumbledore e seus traumas passados, aqui ele admitia que tinha problemas, grandes problemas e sentia que precisava resolve-los de alguma maneira.

Não que seus dois mestres diziam isso claramente, mas sim um questionamento que ele começou a se fazer mentalmente, sabia que o público a sua volta reparavam nisso, em si ao menos a parte adulta do publico que o assistia, notavam seus traumas, seus problemas e defeitos, já o publico juvenil de Hogwarts ainda eram inocentes de mais para verem o lado não tão amigável dele, o lado que ele tentava esconder com uma fachada sorridente, e isso era o problema.

Queria ele sorrir de verdade, sentir alegria de verdade, e emoções que todos deveriam sentir no cotidiano diário, mas não sentia, suprimira tanto ele isso no passado, que se condensara numa massa obscura no interior de seu ser, só exposta em momentos de grande desestabilização emocional, como a raiva, raiva foi uma chave para expor tudo isso onde tudo explodia em sua forma Obscurial, ali sim ele conseguia expor suas emoções, mas em contrapartida, destruía tudo a sua volta quando fazia isso.

Precisava ele se controlar e encontrar algo para estabiliza-lo emocionalmente, mas diante de todos esses questionamentos que Harry fazia nos últimos minutos que ficaria dentro da cúpula temporal, pensava também em como foi bom o desenvolvimento físico e mágico dele.

- "Um núcleo magico antes selado quase ao máximo, e depois praticamente dilacerado... é, esses dois estavam certos, ou eu me tornava uma bomba obscura de emoções negativas e poder imensurável, ou dava um jeito de controlar isso." - Pensava Harry abrindo os olhos e se sentando a cama. - "Acho que selar d volta foi o melhor, pelo menos tenho a fechadura e chave comigo, assim vou explorando parte por parte do que posso e ir liberando aos poucos." - Continuava ele em como seus mestres o instruíram a selar de volta 90% de sua magia, onde ele exploraria todo os 10% que tinha no cotidiano diário, e quando fosse necessário contra inimigos poderosos, aí sim ele ia liberando entre 11% a 100%. - "Foi o melhor mesmo, agora consigo voar sem me tornar um obscuro, e continuar treinando tudo a partir daqui."

Seu treinamento consistiu em controle mágico, e principalmente em defesa pessoal, pois se tinha uma coisa que Harry queria explorar, era sua liberdade, e só poderia isso tendo um arsenal de habilidades de fuga e defesa, não queria se tornar ele algum tipo de entidade overpower como nos quadrinhos que Duda sempre lia.

Era engraçado para ele, pois seu primo sempre debatia sobre como seria incrível parar no tempo e treinar absurdamente, voltando um daqueles heróis que ninguém batia de frente, mas não era bem assim... quatro anos infelizmente passaram muito rápido, e Harry por mais que tenha aprendido muito ali, não se tornara arrogante, e muito menos convencido de si mesmo, sabia ele que isso podia ser sua ruina, então iria guardar seu potencial para si mesmo, e não sair expondo para meio mundo de graça.

- Já acordou? - Foi o que interrompera seus devaneios, quando o mesmo visou seu olhar em direção a janela, e vira uma mulher de roupas folgadas se ajeitando e fechando a mesma antes do sol adentrar ao local.

- Sim, acho que exagerei um pouco na noite anterior. - Disse Harry em relação as garrafas de bebida na ponta de sua cama. - Alias, bom dia, Perenell.

- Bom dia, e eu deveria te dar uma bronca por beber isso sendo tão jovem assim. - Perenell tentou censura-lo, cruzando os braços.

- Tecnicamente, eu devo fazer o que? - Harry perguntou pensativo. - Doze ou dezesseis anos de idade?

- Tecnicamente você é uma anomalia que consegue mentir até mesmo para vampiros da mais alta classe, pois brincando pode dizer que tem cinco mil anos de idade, e eu não conseguirei distinguir mentira alguma em sua voz.

- Sim, eu sei... sou o melhor. - Harry fingiu glória, só para ter a mulher dando um soco leve em seu ombro. - Mas eai, como vão as coisas lá fora?

- Estão chamando-o de O-Menino-que-Fugiu. - Perenell riu sob olhar que Harry apresentara. - Parece que você tinha razão, os bruxos estavam esperando alcançar sua celebridade na chegada do expresso de Hogwarts, uma dupla de No-maj insuportáveis criou um alvoroço quando perceberam que estavam esperando você atoa, e um certo diretor está arrancando os cabelos em exasperação. - Disse ela notando o olhar avaliativo de Harry, principalmente em relação a Albus. - Pelo visto descobrimos quem havia posto uma restrição em sua magia, e com certeza no meio disso deveriam ter rastreadores pela forma como Niklaus citou o estado de Albus ao não ser capaz de te rastrear, e tudo se foi em cinzas quando você em sua fase de rebeldia decidiu mergulhar suicidamente em barreiras ancestrais, desmontando todo e qualquer táticas de xadrez que seu diretor o tinha com o peão.

- Albus parecia mesmo assim? - Harry perguntou estranhamente sob a narrativa de como seu diretor parece obcecado por ele como um lobo fingindo ser cordeiro.

- Aos meus olhos, sim... aos de Niklaus ele acredita que Albus esteja mais preocupado com sua segurança e a casa de seus parentes, principalmente em relação a como o Ministério Mágico Britânico entrou em alvoroço com seu sumiço do expresso, e lá estando repleto de partidários de comensais da morte. - Explicava ela, sabendo bem que Harry vinha estudando tudo sobre a teoria do mundo magico nesses quatro anos e meio, e como a corrupção era notável na Grã-Bretanha magica em comparação aos países mágicos vizinhos.

- Bom, acho que Albus terá que se desesperar por mais algumas horas, estou morrendo de fome. - Disse Harry a mulher, fazendo a mesma sorrir, pois se tornou uma das melhores coisas provar das artes culinárias de seu aluno.

[ ... ]

- Alias, cadê o Niklaus? - Harry perguntou quando terminava de preparar o café da manhã estilo brasileiro para ele, e uma macarronada de estranhos alho e óleo que Perenell adorava provar. Sem sentido algum uma vampira gostar de alho aos olhos dele, mas quem era ele para julgar, o mesmo adorava pão francês, café com leite, pães de queijo, mortadela e requeijão.

- Festa de aniversário do papai. - Perenell disse de boca cheia, sob olhar acusador de seu aluno, que sempre tinha que educa-la a agir corretamente. - Pelo visto eles começaram um debate sobre as artes medicinais falhas do mundo humano, e como ou todos irão ser extintos ou evoluírem no próximo século.

- Seu pai... parece adorável. - Harry citou abrindo o pão de queijo e colocando uma fatia de mortadela com requeijão. - Deixa eu adivinhar, ele estava no lado da extinção humana.

- Com certeza. - Perenell disse dessa vez engolindo ao macarrão e assim respondendo educadamente. - Ele vive o último século enfurnado naquele castelo, sempre odiando aos humanos e nunca vendo que existem coisas mais bela no planeta do que pequenos macacos pelados transitando por aí.

- Sua sinceridade é comovente. - Harry citou. - Talvez eu devesse buscar Niklaus, e quem sabe conversar com seu velho... - Harry disse só por falar mesmo, mas o olhar brilhante de Perenell o fez parar de falar.

- Seria incrível! - Perenell exasperou-se batendo na mesa. - Quem sabe finalmente ele sai daquele mausoléu. Desde a morte da mamãe, nunca mais foi o mesmo, acho que ele precisa de terapia, e você é ótimo para isso. - Continuava ela sob estranhar de olhar de seu aluno.

- Oh, é verdade, Niklaus ficou de te contar no último dia..., mas acho que serei eu. - Começou ela pela ausência de seu marido. - Lembra no início de seu treinamento, quando dissemos que com seu núcleo rasgado e regenerado, nada mais seria como antes? - Perguntou ela sob concordância dele.

- Pois bem, ocorre que sua forma obscura também foi despedaçada e estilhaçada, só assim seguidamente por ser regenerada, e isso não foi restaurado de forma externa a seu núcleo magico, isso se fundiu a seu ser de forma completa. - Dizia ela sob arregalar de olhos de Harry. - Opa, relaxa ai, não é nada negativo, se não já saberíamos nos últimos anos, creio eu que isso lhe auxiliou no seu controle mágico, e junto a isso, seres místicos passaram a sentir um certo aroma vindo de você, o cheiro obscuro em você, é como um perfume atrativo, que mais fazem nós, criaturas magicas, nos identificarmos com você feito um beta ou ômega buscando atenção de seu alfa.

- Certo, então eu meio que me tornei uma criatura mágica? - Harry perguntou estranhamente.

- Não, você desenvolveu um poder relacionado a criaturas magicas, mas não só a utilização e sim a fusão consigo mesmo, dessa forma... o instinto inicial de todas as criaturas magicas para contigo, será algo amigável no mínimo, diferente de como agem hostilizadamente contra humanos. - Perenell explicava. - Sim, isso vai ser perfeito... você vai até o papai, conversa com ele e tenta coloca algum juízo no velho, se tornam amigos e ele enfim segue em frente após a morte da mamãe, ou sabe lá que planos maquiavélicos ele deve estar planejando contra a raça humana. - Explicava ela tudo isso enquanto desenhava velozmente, e demonstrava ilustradamente um Harry e Drácula caminhando de mãos dadas em direção ao luar.

- Ta bom, muito sinistro seus planos, mas o que acontece se ele me cativar a destruir a raça humana junto com ele? - Harry perguntou dando uma última olhada nos desenhos, e vendo como Perenell é ótima em tudo, menos em desenhar.

- Não aconteceria. - Disse ela rindo pela brincadeira, sob olhar sério de Harry. - Não aconteceria, não é? - Dessa vez ela se levantou e encarou o Potter nos olhos.

- Nunca se sabe, você e Niklaus são os únicos que sabem dos meus planos, e eles não envolvem em nada esse planetinha. - Harry explicou sob suspiro de Perenell.

- Pensei que fosse só um delírio coletivo meu e de meu marido em meio a bebedeira. - Perenell ditara se sentando novamente. - Mas sério? Colonizar um planeta, não acha que está sendo ambicioso demais ou até sei lá, meio biruta?

Erguendo os braços ao redor, Harry rira dela:

- Imortalidade, criaturas magicas, magia, cúpulas temporais que transcorrem anos em semanas, vampiros, lobisomens, anjos, demônios, deus e diabo... sério que passo dos limites quando digo que quero só ter um planeta meu? - Harry perguntou.

- Sim! - Perenell gritou como se fosse obvio. - Não só um planeta, mas Marte, a porra de Marte que não suporta vida nenhuma, nem mesmo mágica. - Disse ela como se Harry fosse louco.

- Ainda, não suporta vida ainda... tudo que tenho que fazer e rejuvenescer o planeta, torna-lo habitável a sobrevivência e assim loteá-lo.

- Só isso, não é? - Perguntou ela sarcasticamente.

- Pensa positivo, só preciso de muito dinheiro, e muita mão de obra... voar eu já sei, só tenho que saber se sobrevivo ao vácuo espacial.

- Só? - Novamente um questionamento sarcástico.

- Perenell... - Harry a chamou seriamente. - Eu não treinei dia após dia, semana após semana, e ano após ano para confrontar um lordezinho das trevas e muito menos um diretorzinho obcecado pelo meu corpo. - Continuava ele seriamente com seus olhos brilhando em puro esmeralda. - Treinei para me proteger, treinei para superar meus próprios problemas e finalmente me encontrar, e eu encontrei, eu quero tornar Marte habitável para ser minha nova casa, onde eu seja livre de tudo, e eu com certeza vou fazer isso. - Finalizou ele não vacilando em momento algum, sob suspiro da mulher que olhara para baixo.

- Você é igualzinho ele. - Perenell murmurou.

- Quem? - Harry perguntou.

- Meu pai antes do assassinato da mamãe. - Perenell disse levantando um olhar levemente nostálgico. - Tudo bem, se quer tanto isso, irei apoia-lo, Niklaus é certeza que irá cair de cabeça em qualquer loucura que tire o tédio dele, mas acho mesmo que deveria contatar meu pai, serão ótimos aliados nessa jornada, e ele é alguém de tamanha confiança e sabedoria que você nunca encontrara ninguém igual, só precisa conquista-la e assim ambos trabalharem em união nisso.

- Mas me diga, qual seu primeiro passo de colonização mundial? - Perenell perguntou curiosamente.

- Estudar, estudar muito, teremos falhas..., mas é com elas que vamos superar tudo e enfim nos aventurarmos em um novo planeta. Um planeta sem guerras, sem conflitos mesquinhos e cruéis em busca de territórios, tudo em igualdade, e sem ninguém sofrendo de necessidades básicas. - Harry ditava a tudo com seus olhos brilhando, fazendo a mulher sorrir com isso.

[ ... ]

= Fronteira entre Transilvânia e a Wallachia =

Eram seis da tarde quando Harry chegara da ilha Flamel em direção ao castelo de Drácula, demorara um pouco para ele se situar ao tempo atual pois foi como uma onda de magia varrendo seu corpo quando ele saiu da cúpula temporal.

Perenell passara as informações corretas de latitude e longitude, fazendo o mesmo assim aproveitar o pleno voo que tinha com seu corpo totalmente tangível em sua forma física, acompanhado lado a lado de sua coruja e fênix, nas quais pareciam bem mais maduras agora comparado a quando o mesmo entrou nessa fase de treinamento.

O local era parcialmente igual ao mundo bruxo, repleto por uma floresta enorme e assustadora, nas quais com toda certeza deveriam ter defesas complexas de monstros e tudo que ele podia imaginar lá embaixo.

Entranhava um pouco o ar do local, como se no passado uma enorme chacina tivesse sido feita, com cadáveres empalados a estacas de madeira até apodrecerem e sobrar somente seus esqueletos, mas que ele suspirara tentando esquecer essas ideias malucas, pois se aconteceu ou não, fora muito muito tempo atrás mesmo.

O sol estava se pondo, e encarando a entrada do castelo, percebera o mesmo como cada vez mais iam surgindo morcegos.

Sua coruja e Fênix já estavam escondidas em sua maleta engana trouxa presente em sua mão esquerda, com o mesmo caminhando cada vez mais em direção ao castelo, que ao mesmo tempo que remetia a um padrão medieval, detinha também de um ar até futurista comparados a tecnologia No-maj atual, onde batera três vezes na extensa porta à sua frente.

- Ooe! - Harry chamou. - Chegou à pizza. - Terminou ele fazendo graça, para logo arquear levemente os olhos quando a porta se abrira lentamente.

- "Sinistro." - Harry pensou dando um passo a frente. - "Parece tanto uma armadilha, porque caralhos eu estou indo em frente?"

Palácio, sim, com certeza isso era um palácio... extenso e repleto de velas, mas aparentando ser muito maior do que Hogwarts, desde que não tinha extensas mesas e cadeiras para os alunos.

Uma enorme escada dupla seguia ao final do corredor, levando ao andar superior, e logo lá, no centro de tudo, estava uma figura pálida de olhos carmesim e vestes obscuras como as de Severus Snape.

- Eu sou o Harry, estou procurando um velho de olhos vermelhos chamado Niklaus. - Harry anunciou com o tom de voz que ele pensava ser capaz de chegar até a figura.

Vendo a figura obscura se virar para direita, indicando que iria descer as escadas, Harry prontamente vira o mesmo sumir como se fosse uma ilusão.

- "Taquiopariu, agora Fudeu." - Pensou ele ao sentir uma presença logo atrás de si.

- Bateu na minha porta esperando encontrar um mero humano... acha mesmo que ele está vivo nessa altura do campeonato? - Perguntou a figura pálida com um sorriso animalesco que demonstrava aparentemente suas duas presas afiadas.

- Eu não te culparia. - Harry disse sob olhar estranho da figura pálida. - Digo, literalmente ele fode com sua filha todas as noites, mata-lo não seria uma surpresa... pense muito bem nisso. - Harry disse enigmadamente sob arregalar dos olhos da figura pálida, e um passo apressado descendo as escadas.

- Não ferra comigo, Harry! - Gritou Niklaus correndo em direção ao Potter. - É o Drácula na sua frente.

- Ah eu sei... tinha coisas melhores para estar fazendo, mas tive que vir resgatar um bêbado de volta pra casa. - Respondeu Harry, sob riso vindo da figura pálida a sua frente, nas quais Harry não desviara o olhar em momento algum.

- Tem uma língua afiada, rapaz... igualzinho a Perenell. - A figura disse sorrindo. - Alias, me chamo Vlad Drácula Tepes. - Se apresentou Drácula estendendo a mão.

- Harry James Potter. - Cumprimentou Harry apertando a mão gelada do vampiro.

- Hm... o salvador do mundo bruxo, mas que honra. - Drácula anunciou seriamente, com Harry notando muito o sarcasmo presente na voz do mesmo. - E o que você quer... realmente? Somente levar meu genro para casa? - O olhar do vampiro brilhava cada vez mais, onde durara um minuto inteiro até os olhos de Harry brilhar em resposta fazendo o sair de seu estado fixo nele.

- Sorvete de baunilha não seria nada mal nesse calor. - Harry respondeu estranhamente pelo olhar fixo do vampiro. - É algum jogo de encarar? Eu sou muito bom em enganar as pessoas de se estou ou não olhando de verdade para elas.

- Mas... - Drácula disse estranhamente sob riso de Niklaus.

- Nem tente, esse rapaz é capaz de mentir para Perenell e ainda enganar os sentidos de vampiro dela. - Niklaus explicou. - E eu pensando que finalmente ia saber o que meu aluno realmente quer.

- É falta de educação tentar ler a mente dos outros... se queriam tanto saber era só perguntar... não prometo contar tudo é claro, mas não tenho motivos a esconder meus objetivos. - Harry disse caminhando fora do espaço pessoal desses dois, e estudando o local à sua volta. - Lugarzinho maneiro, é seu?

- Sim, minha fortaleza contra a raça humana. - Drácula explicou com Harry estudando as engrenagens rotativas do teto.

- Ah..., bom, cada um com suas paranoias... eu sou cheio delas mesmo. - Harry respondeu rindo. - Mas então, Perenell disse que você poderia me ajudar com uma coisa, ao mesmo tempo em que eu posso te ajudar com outra.

- Digo, nada contra sua rejeição contra os humanos..., mas não seria melhor viver pacificamente do que paranoico pela eternidade? - Perguntou Harry sob olhar em conjunto do vampiro e do alquimista.

- Do que está falando, rapaz? - Drácula perguntou se aproximando.

- Marte, um planeta novo... me ajude a restaurar o planeta, abastecer de água e minerais até chegar ao ponto em que se torne habitável para todas as raças. - Harry explicou resumidamente sob riso sarcástico do vampiro, mas que se calara perante o olhar sério de Harry quando seus olhos brilharam em esmeralda. - leve a sério, não estou brincando, em resumo é o que farei... mas preciso de muita ajuda, principalmente com relação a tecnologias, e algo me diz que não a local melhor a se pedir auxílio, do que com uma figura ancestral com sabedoria além do tempo.

- Eu sou Vlad Drácula Tepes, rapaz! - O vampiro anunciou ferozmente surgindo atrás de Harry. - O mais antigo e poderoso dos vampiros, porque acha que fornecerei minha sabedoria a sonhos ilusórios de uma criança humana?

- Porque. - Harry disse se virando. - Quando finalizarmos, você terá uma casa só sua, terá total liberdade para ter o maior terreno que bem desejar, seja do tamanho de uma mera casa ou de um país, poderá viver sozinho e isolado, ou criar sua própria família lá... pois no fim, o local que eu criar... o planeta inteiro será controlado magicamente afim de manter a neutralidade de todos, sem guerras e sem conflitos mesquinhos em buscas de terrenos ou especiarias, um local onde não a fome e nem necessidades.

- Ou seja, um local onde você é Deus e tira o livre arbítrio de todos que moram lá. - Drácula resumiu o que entendia ali.

- Olhe onde o livre arbítrio levou a raça humana e mágica... guerras, holocaustos, crimes, estupros, genocídios... tudo isso sendo livres. - Harry explicou seriamente. - Se quiserem morar em meu planeta, terão que seguir juramentos totais de neutralidade, para viver em paz terão que viver sem guerra, só assim terão tudo e nunca sofrerão necessidades, e ponto final.

- Interessante, mas realmente beirando um caminho de ascendência ou decadência, o que impede de o poder subir a sua cabeça e assim retornar ao ciclo vicioso de guerras que humanos trazem a este planeta nos últimos milénios? - Drácula indagou com Niklaus tendo toda atenção na discussão.

- É preciso um passo de fé antes, a confiança vem depois. - Harry disse com seus olhos brilhando, sob sentimento caloroso crescente no peito das duas pessoas presentes ali. - Não tenho certeza se isso irá dar certo, nem sei se isso tem algum sentido, mas quero no mínimo tentar e levar todos que merecem a um lugar pacifico.

- Você é realmente diferente da maioria dos humanos, como Perenell disse. - Vlad comentou estudando Harry de cima a baixo. - Me lembra até minha falecida esposa, que tanto buscava o conhecimento nas artes medicinais... ela tentou me fazer gostar dos humanos, até tolera-los, e no fim... eles a queimaram viva, chamando-a de bruxa, somente por ter um conhecimento além do que a sociedade política e religiosa permitia.

- Sinto muito sobre sua esposa, mas não farei você mudar seu pensamento e nem querer gostar dos humanos... na verdade eles nem mesmo estão inclusos nisso que tanto almejo, talvez alguns..., mas tudo será fora do conhecimento da sociedade No-maj... - Harry explicou sob atenção de Niklaus. - Eles têm o planeta deles e o livre arbítrio de viver como querem, quero criar o meu e quem entrar terá que seguir a regras da neutralidade.

- Bom, conheci você a três minutos, e acabei de escutar a ideia mais absurda nos últimos milênios. - Vlad disse olhando Harry e Niklaus. - Mas por algum motivo sinto vontade de ver isso se concretizar... e creio eu que meu genro será o primeiro a cair de cabeça nessa loucura.

- Com certeza! - Niklaus gritou euforicamente. - Já faz muito tempo que estou entediado, estava certo em apostar minha pedra a segurança de Albus, sabia que isso me traria algo, ruim ou bom. - Explicava ele em referencia a todo o treinamento de Harry e como agora pareciam estar partindo para um plano maluco.

- É, e eu ainda estou puto com você permitindo o Albus colocar as crianças de Hogwarts em risco nesses planinhos seus. - Harry disse em censura, quando Vlad passou a caminhar em direção as escadas, com os dois o seguindo.

- Pois bem, vamos largar o papo furado. - Vlad disse quando duas enormes portas se abriram.

- Escute, Harry James Potter... a partir de hoje irei lhe fornecer o conhecimento dos imortais. - Ditava ele com um enorme laboratório mecanicamente magico, se iluminando. - A verdadeira ciência, a história por trás da criação, tudo o que rondou neste mundo e ainda ronda sobre todas as raças e espécies... para no fim, evoluirmos tudo nessa habitação de um novo planeta. - O local era repleto de poções borbulhantes sendo preparadas, telescópios girando e rondando em direção aos céus, enquanto ao lado anotações eram rapidamente anotadas por canetas flutuantes, a distância era possível se notar que as paredes eram mais como uma biblioteca, repleta de grossos livros e documentos. Engrenagens bombeavam velozmente, eletricidade era gerada e placas solares alimentavam a tal local, não haviam velas, mas sim pura tecnologia avançada que Harry nunca vira, e acreditara que nem mesmo os humanos chegaram a ver algo igual. - Você me apresentou um resumo, agora quero uma explicação aprofundada, iremos teorizar o que pode ser possível e o que não... e como chegar a nosso objetivo final. - Vlad dizia com Niklaus correndo e estendendo a mão no centro deles.

Suspirando, Vlad também retribuiu com sua palma ficando acima da de Niklaus, seguidamente por Harry que os analisara, e percebera que não estavam mentindo ou brincando com ele, e que sim... o mais poderoso dos alquimistas e o mais sábio e antigo dos vampiros, acabaram de cair de cabeça em seu plano maluco de colonizar ao plante Marte:

- Bom, comece comigo, e eu começo com você. - Harry anunciou igualmente a uma pessoa muito querida para Drácula, na qual já passou desse plano, retribuindo dessa forma o toque deles, e dando início a um árduo trabalho que teriam nos próximos anos, um trabalho feito longe do conhecimento de todos os seres do planeta terra, pelo que no futuro será conhecida como a mais poderosa das alianças: A Aliança Suprema.

E com isso dou fim ao quarto capítulo do segundo livro da Changed Prophecy.
Sei que poderia criar um enredo do treinamento de Harry, mas creio que iria parecer meio overpower citando suas capacidades, no geral, imaginem o treino de Harry como o treino de Stephen Strange com a Anciã no filme Doutor Estranho.
Meu foco não é tornar Harry um Deus da magia, e sim saber se proteger adequadamente, junto a ter sua liberdade e planejamentos próprios, longe de manipulações ou conflitos com Lordes das Trevas.

Espero que todos estejam gostando, e não se esqueçam de comentar. XD

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Vídeo de como pode ter sido o treinamento de Harry com os Flamels:
watch?v=7XmRmZLqSUI&t=16s

Vlad Drácula Tepes: .ru/post_

Niklaus e Perenell Flamel: .