Ascenção da Linhagem Suprema.

{ 05/08/1992 }

Harry adorava a montanha russa dos Goblins, um carrinho desgovernado que descia aos trilhos em direção a cofres de seus clientes, passando por cachoeiras, atravessando paredes ilusórias, sendo alvo de rugidos de dragões que aparentavam guardar algo no subsolo.

Tudo isso numa corrida frenética de dois carrinhos em trilhos duplos, que Harry visara no meio do caminho implorar para o manobrista acelerar a velocidade, algo surreal que mais parecia que o carrinho voaria dos trilhos, fazendo Harry erguer os braços nessa sensação viciante de adrenalina.

- Você perdeu, meu caro... - Harry disse apontando para Ragnok quando o mesmo saiu de seu carrinho, buscando respostas de seu funcionário. - De novo. - Finalizou ele alfinetando o orgulho do Goblin que sorrira sadicamente com um tique nervoso em sua testa.

- Não se vence nada quando não a aposta. - Ragnok praguejou indo em frente, na direção de um Goblin que reverenciara a seu gerente.

- Frases simplórias de um mau perdedor. - Harry disse a Griphook, que arregalava ainda mais os olhos para esse lado do Potter, que mais não parecia ter amor pela vida em um ambiente que com certeza estava em desvantagem.

Vendo que Ragnok finalizara sua conversa com o Goblin de baixa estatura, Harry se aproximou quando o vira transcorrer a palma de sua mão numa bolha transparente que só era notada por suas oscilações.

- Então... o que eu devo fazer? – Harry perguntou vendo a espada.

- Mais um nobre idiota que você traz. - Um Goblin de aparência feroz e baixa disse de forma irritada a seu gerente, acreditando mesmo que Harry não escutara. - Pega no punho da espada, seu estupido. - Comentava ele em desafio com Harry só sorrindo sarcasticamente.

Dando um passo em direção a porta do cofre mais antigo da filial britânica, Harry pode notar a sua volta uma ilusão magica ser desfeita ao ele ultrapassar a primeira barreira, sentira ele como se tivesse tomado um banho completo, com toda a barreira estudando-o por um todo.

Igual a queda do ladrão centenas de metros acima... mas que Harry conseguia notar a diferença, em uma era uma checagem e lavagem completo de feitiços... nessa aqui era mais uma leitura de alma aprofundada no que Harry verdadeiramente esconde em sua personalidade.

Mais um passo e ele se vira subindo a uma rocha grande na qual Ragnok lhe dissera que o banco foi todo construído em volta.

Outro passo e agora ele via o punho da brilhante e prateada espada, com uma sensação de formigamento em seu braço, onde sua varinha praticamente escaldava. Se Harry pensasse nela sendo uma vida senciente, com certeza acharia que parecia mais uma criança mimada prestes a saber que teria de dividir seu brinquedinho preferido.

Ficando logo acima, a meio metro da espada, Harry elevara sua mão direita em direção ao punho da espada, tocando a levemente e apertando-a.

A ardência em seu braço até então irritante, não fora nada comparado ao choque mental que ele sentiu na região de sua testa, junto a isso em todo o país foi escutado um enorme relâmpago.

Harry no mesmo momento soltara ao cabo da espada quando viu que aquilo parecia mais estar negando-o do que aceitando, isso com base em como sua cicatriz abominou a presença externa da espada.

- Ei! Com as duas mãos. - Harry escutara vindo de trás dele, onde encarara logo atrás e vira o mesmo Goblin grosseiro apontando o dedo e explicando. - Eu disse com as duas mãos.

Incompreensão era o que apresentava em sua face, Harry sentia algo de estranho com sua cicatriz, era como acido entrando em contato com a pele, e a cicatriz parecia tentar fugir dele mesmo quando sua testa passou a sangrar.

Ragnok a distancia deu um passo a frente, se prostando protetoramente a Not e Griphook, estranhando e muito essa cicatriz de seu cliente.

- Escute... - O Goblin selvagem disse se aproximando, mas não se dignando a pisar na rocha que selava a Excalibur. - Os dez dedos em volta do punho da espada, da uma puxada. - Explicava ele recriando os movimentos que Harry deveria fazer. - Pé esquerdo, pé direito, ambos firmes para não perder o equilíbrio.

- Você faz isso logo, e eu não perco mais tempo com essa besteira. - O Goblin dizia onde ao ver dele essa espada nada mais era que um enfeite.

Até mesmo a ele, e a seus irmãos, não acreditavam na lenda arturiana com base em quanto tempo ocorreu e nunca mais ninguém pode empunhar a espada, parecendo mais uma atração a clientes vips do banco que desejavam ter uma chance.

Já vira ele centenas de bruxos tentarem o mesmo, todos tentaram, falharam e se frustraram... se não lhe falhasse a memória, até mesmo figuras como Gellert Grindewald e Albus Dumbledore tentaram obter ao conhecimento antigo e honrarias que a lendária Excalibur os poderia fornecer.

Assim, dando um último olhar ao seu redor, e pensando se deveria mesmo continuar com isso.

Pois claramente sua cicatriz negava ao que poderia ocorrer, a mesma cicatriz que o assassino de seus pais o forneceu, porém também a mesma cicatriz que lhe concedeu poder para se aprimorar quando mais precisou em sua vida.

Estava dividido, por um lado ela veio de quem com certeza queria o matar, por outro ela foi a única que lhe estendeu a mão em uma época que poderia mudar tudo em sua vida.

Mas era estranho como ele pensava em sua cicatriz, pensava nela como uma entidade viva e não uma mera cicatriz.

Ao seu redor, via Not e Griphook ansiosos com o que poderia ocorrer.

Ragnok estava curioso, pela primeira vez alguém demonstrou reação ao tocar na espada.

E atrás de si, um enorme dragão que guardava ao território sagrada de Gringotes, o encarava de canto de olho, como se compreendesse ao que ocorria ali através daqueles olhos escarlates e inteligentes da fera ancestral.

Nisso, dando um passo de fé antes da confiança, Harry se ajeitou como o Goblin disse:

- "Pé esquerdo e pé direito." - Pensara ele se ajeitando e lentamente levando as mãos em direção ao punho da espada. - "Vamos lá, Harry, novo é sempre melhor." - Tentava ele confiar de que nada de mal ocorreria. - "Pois se não for, aí Fudeu." - Finalizara ele apertando ao punho da espada, com um choque ressoando de seus punhos, e fluindo em direção ao corpo todo, principalmente em direção a sua cicatriz.

A poeira que cobria a metade superior da espada, parecia se dispersar.

A temperatura desceu de um momento a outra para a temperatura zero.

Relâmpagos pareciam ressoar furiosamente por todo o país.

E em meio a dor de sua cicatriz sendo atacada, foi que Harry sentiu algo extremamente ruim vazar dela com o lodo preto jorrando da ferida agora aberta, com o único resquício positivo parecendo permanecer, um resquício que fez Harry vislumbrar diferentes lugares que ele nunca visitou, junto a diferentes objetos que ele nunca observou.

Os olhos de Harry se predominaram em puro obscuro negro, e ele murmurara por fim com os olhos vidrados:

- Humano, Diário, Anel, Medalhão, Taça, Tiara, Maledictus, Varinha, Pedra e Capa. – Murmurara ele possessivamente. - Juntar a todos e tirar tudo daqueles que lhes tirou tudo. - Finalizara o mesmo com seus olhos retornando ao normal, e assim toda sua magia visando ser drenada em direção a espada.

Foi um processo extremamente acelerado, a cada partícula de magoi absorvida pela espada, ela se descolava cada vez mais da rocha em que foi selada pelo feiticeiro mais poderoso do mundo.

Borboletas amarelas e negras surgiram a volta do Potter em uma horda gigantesca, em que só eram possíveis de se escutar o bater de suas asas.

Uma junção perfeita e equilibrada de bem e mal, magia positiva e negativa, luz e escuridão.

Ambas que se fundiam em borboletas de duas cores luminosas e obscuras, nas quais visava sumir em contato ao corpo de Harry.

O chão parecia tremer feito um terremoto, o ar pesado, a temperatura caindo em graus negativos, mares sendo alteradas, e tudo em todo o país, foi capaz de olhar para os céus trovejantes, e notar que ocorria ali não era natural.

Talvez as coisas poderiam correr naturalmente se algo não estivesse ocorrendo no mais profundo terreno de Gringotes, porém não era o caso, uma nova mudança acabara de ocorrer a toda linha escrita, um novo lado surgiu em meio as facções da luz e das trevas.

E foi assim que ambos os lados pararam ao que estavam fazendo, notando que algo de errado acabara de interromper seus planos:

Escondido e rastejando no solo sujo de uma enorme floresta na Albânia. Uma serpente negra de olhos escarlates parara a seu trajeto quando encarara aos céus, numa sensação que nunca pensara sentir antes: O Medo.

Enfurnado em um escritório, repleto de bugigangas que antes rodopiavam, fumaceavam e agiam incontrolavelmente, todas agora se encontravam inertes enquanto seu criador visava estuda-las possessivamente, assim parando ao que tanto fazia desde o fim de junho, um velho de barba longa se virara para sua sacada e encarara aos céus, que a extrema distancia pareciam se iluminar numa tempestade brutal, sentindo algo que só sentira quando uma tragedia ocorrera em sua juventude: O Medo.

Ao mesmo tempo, no local mais profundo da filial bancaria britânica, um bruxo visava puxar lentamente a uma espada, com runas douradas se ascendendo do punho da espada até o local em que ela era liberta da rocha.

Puxando assim até o fim e habilmente a ajeitando a sua frente, Harry ofegara com a sensação de desgaste massivo no seu núcleo magico.

E olhando por fim a Ragnok, foi que Harry enfim pode vislumbrar o olhar surpreso de todos, e um sorriso enorme vindo da face do gerente dali.

Não somente com a espada, mas sim como sua aparência mudava para 4 pessoas diferentes:

A primeira era algo semelhante à sua, porém com barba e uma vestimenta No-maj, o intitulando de: Daniel Radcliffe.

A segunda mudando completamente sua aparência, com um cabelo curto e jaqueta marrom, o intitulando como: Aslan Peverell.

A terceira sendo uma nova mudança de aparência, dessa vez com um cabelo longo, intitulando-o de: Hadrian Black.

A última sendo uma mudança completa, tanto no físico muscular que se dobrou de tamanho, quando nas expressões e aparência, intitulando-o como: Henry Pendragon.

E assim, com toda magia se drenando, foi que a aparência de Harry se retornou ao normal, com o seguinte nome se apresentando: Harrison James Potter Peverell Pendragon Black.

Todos estavam abismados com tudo o que ocorreu, tendo somente Ragnok que sorria euforicamente a tudo que assistia, e que não vacilara em nada, mesmo quando o dragão que guardava ao local, enfim saiu de seu ninho partindo as correntes de seu pescoço e com um olhar ao topo do banco, rugira fortemente para todos no país escutarem.

Escutarem e entenderem que o herdeiro Pendragon enfim havia desperto e agora carregava com sigo o maior protetor da linhagem de Merlin.

E com isso dou fim a mais um capítulo do livro 02 da Changed Prophecy.
Espero que estejam gostando e não se esqueçam de comentar.

Abaixo deixarei fotos dos Alter Ego de Harry, e o nome que ele apresentara no futuro ao usar de cada aparência pela magia rara dos Metamorfomago.

Harrison James Potter Peverell Pendragon Black:

Nome completo de Harry, que só é aconselhável a ser exposto quando assinado alguma coisa. Do contrário todas as famílias bruxas continuam usando nomes secundários para não serem enganado.
Ou seja, Harry James Potter em um acordo tipo no torneio tri-bruxo, seria invalido pois o nome a ser assinado nesse tipo de coisa teria de ser Harrison James Potter, ou no lugar um contrato de sangue e coisas assim.
Deixei só para esclarecer, pois Harry não vai sair dizendo: Meu nome é Harrison tantos sobrenomes, eu sou nobre e bla bla bla. XD

Harry James Potter:

Daniel Radcliffe:

Aslan Peverell:

Hadrian Black:
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Henry Pendragon:
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