A Liberdade de Uma Raça.

{ 05/08/1992 }

Quando Harry deu indícios de seu despertar, foi com uma mente muito mais limpa e clara. Como se algo extremamente sujo tivesse sido lavado de seu corpo, e não arrancado a força dele, deixando um buraco vazio em sua testa, mas sim purificado e mantendo algo importante dentro de si.

Os goblins que se interessaram ainda mais pelo que havia ali presente, só puderam especular no momento, mas que estranhamente sentiam os mesmos resquícios mágicos ainda presente em seu banco, em si teriam de investigar precisamente o rastreio para onde isso levava, e planejar tudo a partir daí.

Pois podiam ser um banco bruxo, mas nunca... nunca mesmo em centenas de anos permitiram que artefatos amaldiçoados sujassem ao solo sagrado dos Goblins, indo logo contra parte de seus tratados antigos, e se um bruxo sequer tivesse infringido essa regra sagrada, deixaria os Goblins no direito de desafiar seus líderes nos velhos costumes que guerreavam a muito no passado.

O foco atual do Rei Goblin, era o que vislumbrava na tatuagem de dragão que se instaurara nas costas de seu cliente, em um momento o dragão lendário, montaria do supremo feiticeiro mundial, Merlin, e guardião do cofre Pendragon, rugira feito um grito de guerra, mas que logo se explodiu em puro magoi resplandecente no formato de borboletas luminosas que chiavam poderosamente, sendo absorvidas por um todo na criança Potter.

E isso, isso era realmente fascinante aos olhos dele.

- Estou dizendo! - O Goblin gritou com seu povo, que visava fazer um exame médico completo no rapaz, e era anotado cada efeito negativo que seu corpo sofreu em vida. - Não era bruxaria moderna... era feitiçaria antiga dos supremos imortais. - Continuava ele. - Só vi algo do tipo na américa, quando a Anciã dominou aos pontos cardeais mundiais, numa barreira que divide o plano mortal do astral.

- Meu rei, uma coisa é ele ter levantado a lendária Excalibur de mil anos atrás, outra é ele carregar o dom da sabedoria astral, são pontos completamente diferentes... só a uma entidade com essa capacidade e pouquíssimas informações sobre ele, desde que o primeiro humano só foi citado na bíblia católica e assuntos relacionados a criação da humanidade.

- Eu sei, eu sei! - Ragnok praguejou não gostando de estar sem respostas e só dúvidas e mais dúvidas quando assistia ao cliente mais fascinante que ele já teve. - Mas seja lá o que esse garoto tem, pelas reações dele, que esconde muito bem devo admitir, sei que ele vê coisas que não podemos enxergar, coisas que invadem a nosso solo e que mal somos capazes de rastrear, enxergar ou até sentir, ele é algo especial, eu posso sentir sua conexão com o passado, presente e futuro... assim como uma vez senti no leão Aslan. - Finalizou o Goblin, vendo a porta se escancarar quando um de seus guardas invadiu ao local.

- Meu lorde, aquele sapo rosa apareceu novamente. - O Goblin que quase rivalizava na altura com seu rei, disse aparentando estar furioso.

- Ah... - Ragnok já se desanimou, sentindo que seu dia estava bom demais para ser verdade - Cuidem do rapaz, irei expulsar essa mulher daqui... de novo. - Finalizou o rei caminhando local a fora.

[ ... ]

- Criatura, o ministério não está mais pedindo, está exigindo o tratado de aliança.

- Um tratado de aliança entre bruxos e duendes, acho que algo do tipo só poderia ocorrer tendo uma confiança mutua de ambos os lados, e não todas as vezes enviarem um sapo patético para querer exigir coisas em meu terreno, é muita audácia mesmo. - Ragnok disse seriamente quando vira a mulher irritantemente vestida de rosa, e ainda mais com uma varinha empunhada, indicando que queria utilizar de magia ali dentro.

- E quem seria você? - Ditou ela audaciosamente com escarnio na voz.

- Lider da facção dos duendes, dono da filial britânica de Gringotes, e atualmente... seu inimigo principal com base em todo esse desrespeito perante nossa raça em um ambiente neutro como este.

Foi essa a discussão que Harry vira quando ele despertou, durou longos minutos enquanto ele se recuperava e escutava ao que seu gerente de contas explicava, junto ao fato de todo escanda-lo da mulher com uma face sinistra semelhante a um sapo.

Ao que aparenta, até o momento o ministério britânico foi bem pacifista em suas ambições, mas com todos os eventos que Harry causou no país, sem controle algum é claro, o ministério britânico enfim mudou suas táticas de pedidos, a exigências.

Não só no passado já colocaram toda uma raça contra a parede e em funções de servidão para com os bruxos, como agora queriam alterar suas tradições obtendo o título daquilo que era de maior confiança aos Goblins.

E tudo com a desculpa de que todo esse evento no país, era o de um Lorde das Trevas em ascensão, e que os goblins não iriam querer ficar do lado errado como na guerra passada, onde mantiveram neutralidade total.,

Assim querendo obter ações da filial britânica de Gringotes, com um título de fachada relacionado a aliança dos Goblins, mas que na verdade só era mais uma tentativa desses bruxos corruptos quererem colocar a raça dos duendes na estátua central do ministério britânico, uma estátua onde Merlin se mantinha superior a criaturas magicas, que intitularam maldosamente de criaturas das trevas.

De tal forma, que vendo Ragnok a segundos de decapitar o sapo rosa, e talvez dar início a uma nova era de guerras entre bruxos e duendes, foi que Harry enfim reagira, com sua magia se mesclando por todo seu corpo, alterando sua fisionomia na de outra figura, dessa vez com cabelos compridos e grisalhos, com uma longa espada embainhada na armadura de suas costas, tendo seu gerente de contas sorrindo a isso e assim usando de sua varinha para transfigurar uma coroa dourada em sua cabeça:

- Lorde Ragnok. - Era o álter ego Henry Pendragon, que Harry agora se transformara. - Gostaria de passar mais tempo nessa região, mas como sabemos, tempo é dinheiro... - Continuava ele com um sorriso de canto, quando se prostara de igual com o Rei dos Goblins, tendo uma réplica da coroa real em sua cabeça e a lendária Excalibur das fabulas antigas do Rei Arthur, embainhada nas costas. - Se pudermos finalizar nossos acordos logo, eu agradeceria... não desejo tomar mais de seu tempo do que o necessário. - Harry indicou quando puxara um guardanapo do bolso de seu blazer, assim entregou ao líder de Gringotes.

Ragnok o estudou por curtos segundos, como se tentasse buscar alguma pegadinha nisso tudo, logo notando seus aliados ao fundo, indicando positivamente a ele seguir com a onda, dessa forma, rindo levemente, Ragnok se virou para a bruxa:

- Por acaso teria uma pena? - Ragnok indagou com a mulher querendo se intrometer a respeito do álter ego de Harry, mas que sentira a pressão magica vinda dos dois, assim concordou silenciosamente, entregando uma pena simples. - Hmpf, esperava uma de sangue... mas nada que eu não possa resolver. - Mordeu assim seu polegar, e usara o sangue escorrendo dali, como tinta para redigir um curto contrato, mas que deixava bem claro onde chegariam. - Pois então, Rei Pendragon... - Ragnok continuou quando a sapo rosa arregalara os olhos. - De quanto estamos falando a respeito dessa aliança?

- Bom, desde que restaram vinte e cinco por cento... creio que não seria problema algum financiar toda essa porcentagem. - Ditava Henry, com Ragnok tendo um brilho ganancioso nos olhos, assim anotando furiosamente no guardanapo, e tudo com sangue. - Lucro a longo prazo sempre é bom de se contabilizar, e creio que teremos uma brilhante jornada de negócios daqui para frente.

- Pois bem. - Ragnok finalizou pausadamente ao que escrevia, e entregava a Henry, no qual também assinou de mesma forma com seu sangue. - É uma honra a facção Goblin, finalizar a aliança de Amigo-Goblin com alguém de tamanha confiança.

- A realeza Pendragon é quem agradece por seus serviços. - Colocou ao guardanapo assinado na mão, e assim ambos as apertaram, com o guardanapo se duplicando afim de cada um manter uma cópia.

- E isso é motivo mais que honrável a uma homenagem. - Ragnok ditou quando puxara de um coldre oculto, uma varinha bruxa sob censura do sapo rosa. - Transfiguração Magica. - Proclamou ele com pura magia bruta sendo disparada, e assim todo o teto do banco sendo remodelado, com uma estátua de dragão surgindo acima do banco. - O fim das amarras britânicas... sim, realmente parece... libertador. – Indicou o rei em relação a como agora seu ato representava que toda a facção dos duendes teria direito a portar magia moderna, pôr fim a mulher em estado catatônico, na qual não tinha reações a uma mudança drástica dessas.

Era claro a todos os bruxos puro sangue, que enquanto a raça Goblin não fosse financiada completamente, que eles seriam proibidos de empunhar a magia moderna dos bruxos, com um aviso forçado nas crianças bruxas desde cedo, ninguém nunca desafiou ao ministério de tal maneira, sendo tal ministério o único a sempre buscar a aliança de Amigo-Goblin, que forneceria direito de magia aos duendes, mas que em troca era mais uma ilusão e aprisionamento dos bruxos a uma raça que ditavam ser inferior.

Sendo agora uma mudança de paradigmas realizada em menos de meia hora, a raça Goblin enfim estava financiada completamente, enfim estava livre das amarras que os bruxos os acorrentaram, com direito a empunhar, aprender, ensinar e manipular artes magicas com varinha... e tudo isso longe do controle do ministério magico britânico, no qual sempre quis manter a magia pura somente a raça deles, e agora um simples ato permitiu que uma outra raça conseguisse tal direito.

Sendo assim, que sem esperar por nada, Henry Pendragon ou Harry Potter, enfim seguira banco a fora, não esperando nada de ninguém, e deixando uma bruxa e até mesmo um ministério magico inteiro furioso.

Bom, não era assim que Harry se preocupava, na verdade pouco importava a ele ter um ministério magico corrupto como inimigo, acabara de obter a lealdade e confiança de uma raça inteira, e realmente tinha muitos planos em sua mente para o futuro, tanto a curto quanto a longo prazo.

Pois foi assim, que sendo seguido pelo sapo rosa que investia injurias a ele, e já apontava sua varinha mágica, que um rodopio circular de faíscas esmeraldas surgira na porta do banco, e assim Henry Pendragon entrara no portal, sumindo como se nunca estivesse ali, não usando magia moderna ou qualquer coisa conhecida, mas sim uma arte de feitiçaria perdida no tempo, que os bruxos nem sequer tinham o compreendimento de como utiliza-la.

Com isso dou fim ao oitavo capítulo do segundo livro da Changed Prophecy.
Espero que tenham gostado, foi bem curto, devo admitir, mas queria finalizar logo esse curto arco com os Goblins, em relação ao futuro teremos muitos negócios de Harry com tal raça.
Estamos na reta final desse livro, só restando alguns assuntos ao qual preciso concluir ou ao menos dar início, para assim iniciar os eventos da Câmara Secreta.

Enfim, espero mesmo que a obra esteja sendo do agrado, não se esqueçam de dar aquele apoio fera de textões nos comentários. XD

Sapo Rosa (Dolores Umbridge):
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Álter Ego de Harry (Henry Pendragon): Imaginem com os olhos reluzindo em esmeralda como os de Harry.
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