As Relíquias da Morte e o Elixir da Vida.
{ 07/08/1992 }
Não foi gratuito que Harry recebeu o treinamento dos Flamels, na verdade, o que Harry pensara neles destruindo a pedra ou selando-a, foi que o surpreenderam ao presentearem de boa vontade ao seu aluno completar seu treinamento em Feitiçaria Antiga.
Mas não em um objeto físico a ele carregar por aí como fizera quando viajara do expresso de Hogwarts para ilha Flamel, e sim uma fusão mística do corpo dele com os atributos da pedra, onde massageando o braço esquerdo, foi que a sensação de um losango fora sentido, no qual ao puxar a manga da camisa, uma pedra carmesim se situava magicamente e astralmente fundida a seu corpo e alma.
Fisicamente, seu corpo atualmente se encontrava dormente em um quarto do caldeirão furado, mas astralmente era que sua imagem de quase doze anos de idade se encontrava flutuando entre duas camas.
Era complexo esse tipo de magia, Harry pouco entendia sobre realidades astrais, e até se confundia, pois passou anos na cúpula temporal dos Flamels, e mesmo assim sua alma astral se encontrava como a de sua versão infantil de doze anos que ele sempre deveria ter, mas que externamente seu corpo se encontrava aprimorado tanto por seu passado, quanto pelos treinamentos.
Algo a se estudar futuramente, mas que não o incomodava tanto, dava uma sensação de normalidade quando ele podia estudar como realmente deveria ser, uma criança como todas as outras, mas que infelizmente o destino não permitiu.
- Então esses são os pais de Neville? - Estudou ele largando seus pensamentos externos e focando a frente, como ambos se encontravam de olhos abertos, mas que mais pareciam mortos, ou em estado vegetativo. - Agora entendo porque de Niklaus estar tão misterioso sobre essa missão.
- Estado vegetativo magico, por altas doses de tortura na maldição cruciatos. - Leu o prontuário, onde estranhamente sentia os olhos das duas figuras o seguindo. Mas não seria possível, seria? Estava ele no plano astral, um plano que nem as barreiras magicas desse hospital foram capazes de senti-lo quando invadiu. - Bom, melhor resolver isso logo. - Disse o garotinho suspirando, e assim estendendo o braço esquerdo, tendo linhas vermelhas de pura energia pulsando da pedra selada em seu braço, que fluíam pelas veias de seu braço, assim surgindo do completo nada, um frasco transparente de liquido vermelho na palma de sua mão. - Foi uma gota que disseram, somente uma e nada mais. - Murmurava ele abrindo a boca de Alice Longbottom, e cuidadosamente pingando uma gota do que havia no frasco. - Uma gota de elixir vital para cada um. - Continuou ele agora com Frank Longbottom. - E talvez com tal tratamento mensal... algum dia realmente podem se curar desse estado. - Se afastando assim enquanto flutuava para cima, Harry estudou como os olhos deles continuavam seguindo sua presença.
- Escutem os dois, sou Harry Potter, amigo de seu filho Neville, não sei se estão me escutando e nem se isso poderá surtir algum efeito um dia, mas se forem capaz de ter um pingo de sanidade em algum momento, peço que gastem isso com seu filho, ele mais do que qualquer um precisa de esperança em relação ao estado dos dois. - Vendo que os olhos deles continuavam fixos em si, Harry enfim dera um mínimo sorriso. - É bom finalmente conhecer minha madrinha... até mês que vem. - Finalizou ele voando assim hospital a fora, com foco em mais um local a ir antes de finalmente regressar a sua casa.
[ ... ]
{ Passado Pouco Distante }
- Não venha com "não querida!" - Uma mulher de trinta anos ou menos disse de forma séria. - Você perdeu qualquer direito de opinar aqui desde que ficou se engraçando com aquele seu chefe anos atrás.
Robert Granger amaldiçoa até hoje o dia em que sua família descobriu seu segredinho sujo, tudo bem que o casamento dele e Elizabeth Granger nunca foi algo voltado a amor, e sim mais em formar um status de família unida na mídia, e que sua filha era tratada mais como seu bichinho de testes para ele torna-la na maior e brilhante cientista mundial, mas tudo veio agua abaixo quando sua esposa o pegou tendo relacionamentos sexuais com seu chefe, sendo não o problema em relação a sua sexualidade desde que não era um casamento por amor, mas sim na infidelidade ali demonstrada.
- Quando me traiu perdeu todo e qualquer direito de ditar algo em relação a mim e a nossa filha, quer continuar mantendo seu status ou seja lá o que seus pais forçaram na sua mente, tudo bem... mas não pense que vai prejudica-la agora que finalmente pode encontrar alguma normalidade que tanto esperava. - Elizabeth Granger ditou o tirando de seus devaneios. - Vá até ela agora, e vai dizer com toda sinceridade e carinho do mundo, que vai permitir ela estudar nessa Hogwarts, e ponto final.
Robert em si não tinha problemas com essa escola, ou o fato fascinante de magia existir, seu problema era como isso atrapalharia seus planos de tornar sua filha no que ele sempre quis ser, uma pessoa perfeita instruída desde jovem, inteligente e completa... algo que visava sempre forçar nela buscando o melhor e nunca a imperfeição, mesmo que isso custasse uma ótima relação de pai e filha que podia existir, tudo por uma ganancia boba de perfeição que sua família o forçara nele.
Chegando à sala de estar, Robert suspirou quando vira sua filha pular do sofá e correr animadamente em sua direção:
- Posso ir, papai? - Hermione Granger pediu com olhos brilhantes. - Assim eu não vou mais atrapalhar você e a mamãe, meu Deus isso explica tantas coisas e porquê de todos me odiarem, eu finalmente poderei ter amigos. - Terminou ela completamente animada e abraçando a um livro que uma das professoras de Hogwarts dera a ela essa manhã.
Pouco notara ela, mas seu pai tivera um olhar levemente abatido quando notara como a menininha disse de forma inocente que não iria mais atrapalhar seus pais, sabia ele que Hermione era inteligente demais para idade dela, ele teve grande fator nisso sempre exigindo a perfeição da mesma e sempre deixando de lado carinhos e atos que um pai deveria dar a uma filha, e saber agora que ela ficaria tanto tempo fora em uma escola tão distante... realmente sentia ele que não aproveitara nada da infância de sua filha, e ela notara bem como ele e sua esposa tinham problemas no matrimonio ali.
[ ... ]
{ Tempo Atual: 07/08/1992 - 20:00 }
Uma menina estava encolhida na cama enquanto escutava a discussão extremamente alta de seus pais, eufemismo seria não escutar toda essa gritaria, sabia ela que seu pai não se casou com sua mãe por amor, e sabia que sua mãe também não se iludiria com algo assim desde que ambos engravidaram muito cedo e os pais os forçaram a ficarem juntos, assim nascendo ela.
Sabia que seu pai a amava, ele não demonstrava, seja em afetos ou carinho, mas demonstrava sempre a instruindo a ser a melhor em tudo e nunca se contentar com nada abaixo disso.
Sua mãe era a qual mais demonstrava amor ali, a tratando como sua maior esperança em um matrimonio seco e sem amor, onde ela era a única que valia a pena a manter tudo unido.
O que demonstrava agora bem aparente, pois desde que retornara das aulas em Hogwarts, vira a relação de seus pais em outro nível de problemas.
Seu pai que antes traia sua mãe com o chefe dele dentro de quatro paredes, passou a traze-lo para dentro de casa.
Sua mãe que antes tinha sua filhinha por perto para cuidar, agora não a tinha mais desde que a mesma passava meses estudando em Hogwarts.
Sendo esse o motivo da discussão atual, quando seu pai pegara o boletim de conclusão anual de Hogwarts e exigira saber por qual motivo ela estava empatada em primeiro lugar nas notas com um suposto Harry James Potter, o melhor aluno do sexo masculino no primeiro ano em Hogwarts e seu melhor amigo, com ela sendo a melhor aluna do sexo feminino no primeiro ano, quando na visão de seu pai, ela poderia muito bem ter sido a melhor em tudo e não permitido um garotinho de rivalizar com a mesma.
Pouco esperara ele por uma explicação de como ela não estava disputando com seu melhor amigo, e sim como finalmente tinha alguém para conversar e brincar.
Logicamente que sua mãe a defendeu, mas sem conhecer a Harry, ela somente pode usar de argumentos passados como a infidelidade de seu pai e coisas do tipo, fazendo no processo Hermione se encolher em suas cobertas e choramingar pôr o que deveria ser um reencontro de pais e filha, ter se tornando mais uma discussão familiar que a entristecia e angustiava.
Seu pai em si não era o que a afligia, mais sim a pessoa mais próxima dela, que era sua mãe, e chorava na sala de estar sobre como ela deveria ter criado Hermione sozinha e se casado com alguém que a amasse de verdade.
Algo que tocou no fundo do coração inocente de Hermione, que sabia que sua mãe sempre foi uma romântica apaixonada, cativada em romances antigos, na qual na realidade estava presa a um relacionamento falso e de puro status que seus avós os prenderam.
- "Se mamãe tivesse ao menos alguém para protege-la e dar carinho, como Harry me da." - Hermione pensou se encolhendo ainda mais embaixo das cobertas, nessa noite chuvosa e gélida. - "Sim, Harry... porque será que ele não responde minhas cartas, será que ele não quer mais ser meu melhor amigo, talvez ele não gostou do meu presente, e encontrou alguém melhor e madura como a Tonks... é acho que deve ser isso." - Pensava a garotinha ficando mais entristecida e aflita com o que sua mente teorizava.
Isso até continuaria em meio a discussão de seus pais no cômodo de baixo, porém com um som de sua janela sendo aberta, e um baque de alguém pisando no chão de seu quarto, rapidamente sua coberta fora puxada a força dela, com a mesma suspirando em surpresa, assim vendo brilhantes olhos esmeraldas na escuridão que era seu quarto, podendo vislumbrar no processo a face de seu melhor amigo quando um relâmpago surgira nos céus e iluminara ao cômodo:
- Boa noite, Jean Granger... já faz um tempo, não é? - Disse a figura se sentando a cama da menina, e secando as lagrimas da mesma com sua mão. - Sabe, não gosto de quando está aflita... e olha que deu para sentir isso do outro lado do país. - Ditava ele acariciando sua juba castanha que ele sempre ditava parecer com a de um leão.
- Então, quem eu vou ter que surrar até a morte por fazer minha melhor amiga se entristecer tanto? - Finalizou o mesmo sorrindo com o olhar surpreso de Hermione.
O peito da menina que simplesmente palpitava pelo seu coração acelerado, se encheu de calor quando a mesma pulou no colo de Harry e o abraçou com toda vontade que podia:
- Harry... você tá mesmo aqui? - Ela perguntou se aninhando no colo dele.
- Isso ou eu morri e vim assombrar você... quem sabe. - Disse ele em um tom brincalhão. - Agora me diga, porque o rastreador que eu coloquei na sua coleira começou a apitar poucos segundos atrás? - Continuou ele brincando sob olhar da menina.
- Mamãe e papai estão brigando por causa das minhas notas. - Hermione disse agarrada a ele e sentindo seu cheiro, que parecia o mesmo de antes, mas um pouco diferente.
- Oh, então vou ter que bater neles, e eu pensando que bateria nos Dursleys primeiro. - Harry disse fazendo a menina rir.
- O que aconteceu? Você parece diferente. - Ela perguntou soltando o mesmo um pouco e estudando seu rosto e expressões.
- É um segredo, tá? - Disse ele em mistério, com a menina concordando. - Entrei numa caçada pelas relíquias da morte, as juntei e no processo me tornei o Mestre da Morte.
- Oque? Sério? - Exasperou-se ela de forma espantada.
- Não. - Cortou o mesmo, rindo da cara dela. - Mas li um livro infantil do mundo bruxo e adorei a premissa disso. - Continuou puxando um livro do bolso interno de seu blazer, e entregando a mesma.
- Se chama o Conto dos Irmãos Peverell, quer que eu leia? - Perguntou ele, sabendo que sua melhor amiga precisava de algo para se acalmar do estado anterior.
- Sim. - Respondeu ela de forma infantil enquanto se ajeitava deitada na cama, indicando a Harry deitar do lado dela, que a mesma o cobriria.
- Era uma vez três irmãos que viajavam numa estrada deserta e tortuosa, à meia noite. - Harry iniciou só para ser interrompido.
- Ao anoitecer. - Hermione corrigiu Harry, que a encarou por alguns segundos. - V-você, falou errado.
- Vai me policiar agora, eu que atravessei o país para te ver? - Harry disse fingindo estar bravo. - Quer ler no meu lugar. - Continuou com ela o abraçando e rindo de suas palhaçadas.
- Não, continua. - Pediu Hermione com olhinhos brilhantes que mexiam com psicológico de Harry, e o faziam demonstrar emoções reais, uma das poucas pessoas capazes disso, quando para todos os outros de Hogwarts ele só criava uma máscara de falsa alegria e felicidade.
"Era uma vez três irmãos que caminhavam por uma estrada deserta e tortuosa ao anoitecer, a certa altura, os irmãos chegaram a um rio demasiado fundo para passar a pé e demasiado perigoso para atravessar a nado. Contudo, esses irmãos eram exímios em artes magicas, por isso limitaram-se a agitar as varinhas e fizeram aparecer uma ponte sobre as águas traiçoeiras. Iam a meio desta quando encontraram o caminho bloqueado por uma figura encapuzada. Era a Morte. Estava zangada por ter sido defraudada em três novas vítimas, pois normalmente os viajantes afogavam-se no rio. Mas a Morte era perspicaz.
Fingiu felicitar os três irmãos pela sua magia e disse que cada um deles havia ganho um prémio por ter sido suficientemente esperto para a evitar.
E assim, o irmão mais velho, que era um homem combativo, pediu uma varinha mais poderosa que todas as que existissem: uma varinha que vencera a Morte! Portanto a Morte foi até um velho sabugueiro na margem do rio, moldou uma varinha de um ramo tombado e deu-a ao irmão mais velho.
Depois, o segundo irmão, que era um homem arrogante, decidiu que queria humilhar ainda mais a Morte e pediu o poder de trazer outros de volta da Morte. Então a Morte pegou numa pedra da margem do rio e deu-a ao segundo irmão, dizendo-lhe que a pedra teria o poder de fazer regressar os mortos.
E depois a Morte perguntou ao terceiro irmão, o mais jovem, do que gostaria ele. O irmão mais novo era o mais humilde e também o mais sensato dos irmãos, e não confiava na Morte. Por isso, pediu qualquer coisa que lhe permitisse sair daquele local sem ser seguido pela Morte. E esta, muito contrariada, entregou-lhe a sua própria Capa de Invisibilidade. Depois a Morte afastou-se e permitiu que os três irmãos prosseguissem o seu caminho, e eles assim fizeram, falando com espanto a aventura que tinham vivido, e admirando os presentes da Morte.
A seu tempo, os irmãos separaram-se, seguindo cada um o seu destino. O primeiro irmão continuou a viajar durante uma semana ou mais e, ao chegar a uma vila distante, foi procurar um outro feiticeiro com quem tinha desavenças. Naturalmente, com a Varinha do Sabugueiro como arma, não podia deixar de vencer o duelo que se seguiu. Abandonando o inimigo morto estendido no chão, o irmão mais velho dirigiu-se a uma estalagem onde se gabou, alto e bom som, da poderosa varinha que arrancara à própria Morte, e que o tornava invencível. Nessa mesma noite, outro feiticeiro aproximou-se silenciosamente do irmão mais velho, que se achava estendido na sua cama, encharcando em vinho. O ladrão roubou a varinha e, à cautela, cortou o pescoço ao irmão mais velho. Assim a Morte levou consigo o irmão mais velho.
Entretanto, o segundo irmão viajara para sua casa, onde vivia sozinho. Aí, pegou na pedra que tinha o poder de fazer regressar os mortos, e girou-a girar três vezes na mão. Para seu espanto e satisfação, a figura da rapariga que em tempos esperava desposar, antes da sua morte prematura, apareceu imediatamente diante dele. No entanto, ela estava triste e fria, separada dele como que por um véu. Embora tivesse voltado ao mundo mortal, não pertencia verdadeiramente ali, e sofria. Por fim o segundo irmão louco de saudades não mitigadas, suicidou-se para se juntar verdadeiramente com ela. E assim a Morte levou consigo o segundo irmão.
Mas embora procurasse durante muitos anos o terceiro irmão, a Morte nunca conseguiu encontra-lo. Só ao atingir uma idade provecta é que o irmão mais novo tirou finalmente o manto de invisibilidade e deu ao seu filho. E então acolheu a Morte como uma velha amiga, e foi com ela satisfeito e, como iguais, abandonaram está vida."
Enfim finalizando ao curto conto que o livro em sua mão continha aos montes, Harry enfim se virara para sua melhor amiga, só para nota-la cochilando em seu tórax:
- Hmpf... pensei que seria mais difícil... até que sou bom como pai. - Harry comentou consigo mesmo, beijando a testa dela. - Boa noite, querida... senti sua falta nos últimos anos. - Harry se desvencilhou da menina que soltara um mínimo sorriso, colocando um grande travesseiro em seu lugar.
- Espero que goste. - Continuou ele pegando seu livro e deixando na cômoda, junto a um colar que ele tirara de seu pescoço, contendo o símbolo das relíquias da morte.
Só este ato faria tanto Hermione perceber que Harry nunca a abandonaria, qualquer dúvida de sua amizade, acabara de ser destruída e a menina acordaria no dia seguinte, notando que mesmo longe dela, seu melhor amigo sempre a encontraria, a aconselharia e a protegeria.
Com assim Harry a deixando protegida, protegida pelas habilidades que aprendeu com os Flamels, onde nem mesmo os bruxos modernos entenderiam a complexidade de tais defesas impostas na casa dela.
E com isso dou fim ao décimo e último capítulo do segundo livro da Changed Prophecy.
Espero que tenham gostado dessa curta aventura pós Hogwarts de Harry, onde agora com o surgimento do terceiro livro, que poderei dar início a câmara secreta.
Muitas coisas surgindo, muitos segredos, muitas coisas a se teorizar, e tudo para eventos futuros que se ligarão tornando meu enredo mais completo.
Mas no geral, espero mesmo que tenham gostado, só bora dar início ao terceiro livro.
E não se esqueçam daquele apoio fera de textões nos comentários. XD
Robert Granger:
Elizabeth Granger:
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Hermione Jean Granger:
Harry James Potter:
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