Oração Lovegood.

{25/08/1992 - 06:00}

Molly e Arthuriana se perdiam em lembranças recentes do ato carnal, acolhedor e amoroso que receberam de Harry, desde o momento em que o conheceram um dia atrás como um menino órfão de Hogwarts que foi resgatado pelos filhos se sentiram cativados pela diferença constante que era o menino, ou melhor dizendo, o homem comparado à como um de seus filhos o rotulava

Esperavam uma criança mimada, buscando ser o centro das atenções e que iria se meter em perigos a todo momento para atrair ainda mais atenção, o que em si não estava errado em alguns quesitos, porém que não propositais ao ver dos mais velhos na família Weasley. Harry James Potter era tudo menos uma criança mimada, na realidade ele parecia bem humilde quando noite passada na sorveteria um grupo de garotinhas veio até ele pedindo um autografo e o mesmo nem soube como reagir, somente podendo perguntar sem jeito o que as garotinhas queriam que ele escrevesse na contra capa do livro "As Crônicas de Narnia".

Arthuriana não pode deixar de dizer que realmente ele parecia ser o centro das atenções, porém era estranho ao jeito dele, como se tudo rondasse a sua volta e o mesmo somente reagia a isso, onde suas reações não passavam despercebidas mas sim com grandes reações e resultados que pessoas normais não teriam em suas vidas.

Já Molly que conversou sobre o perigo de Harry em seu alter ego ter batido naqueles membros políticos do ministério magico britânico, só pode receber como resposta um aviso claro de que nunca iria ver ele se prostrando de forma passiva contra ataques, insultos, ofensas e preconceitos de feiticeiros medíocres que se achavam deuses só por carregar um graveto magico. Foi um ambiente de conversas e debates nos quais Harry se mostrou presente com os adultos ao invés das crianças de sua idade, e algo que só serviu para cativar ainda mais seu marido, que na ocasião estava em seu alter ego masculino fumando um cigarro.

E não contente com isso, tendo Harry cuidando das crianças como se elas fossem suas, suspirando pesadamente ao respirar ao ar livre e se prostrar pensativo e até mesmo melancólico se Molly podia teorizar isso, foi que seu marido abandonou o alter ego quando mais uma vez acendeu um cigarro no quarto e assim tivera a loucura de trazer esse homem para cama delas. Molly não conseguia acreditar nisso, bom... até que podia sim pois quando o Potter a abraçou no começo do dia foi como se todas as preocupações do mundo a abandonasse e ela podia somente ser ela mesma, sendo talvez esse o motivo de sua fácil aceitação do garoto em sua cama, sendo então que Molly o foi buscar, o beijou de forma passiva e tranquila, aguardando sua reação, no qual mesmo não entendo o que ocorria, sua magia parecia entender, pois logo a ruiva com seu alter ego desligado se sentiu sendo acolhida novamente por aquela aura de calor e conforto, como se sua própria alma fosse abraçada e acariciada enquanto seu corpo físico levava o Potter para seu quarto.

Arthuriana aguardava ansiosamente no quarto, se vestira com uma das camisolas sexy de sua esposa e não conseguia deixar seus pensamentos fluírem velozmente sobre a loucura que estava para fazer, Molly e ela sempre tiveram esse tipo de fetiche desde a época da escola, época esse em que mudanças drásticas em sua vida foram feitas e ela não se arrependia de nada, mas agora deitada na cama com uma roupa extremamente safada foi que Molly entrou seguida de um Harry Fodendo Potter, que trazia consigo uma atmosfera de conforto e segurança. Sem fazer perguntas, ele se juntou a elas na quarto enquanto se permitia ser despido pela ruiva mais velha deixando exposto ao mundo o corpo tonificado, bem trabalhado e marcado por suas aventuras, sejam em cicatrizes, tatuagens ou artefatos mágicos.

Molly e Arthuriana sentiram como se estivessem sendo envolvidos por uma aura de amor e compaixão, e a presença de Harry tornou aquele momento ainda mais especial e reconfortante com a retirada de seus óculos, dos quais deixavam expostos a verdadeira cor e poder por trás da pupila esmeralda. Eles não precisavam falar muito, apenas se entregaram aos avisos, carinhos e atitudes selvagens as quais dominava fisicamente a ruiva mais velha e acariciava magicamente a ruiva mais jovem.

Naquela noite, eles perceberam que Harry não era apenas um herói de guerra antes mesmo de saber falar, mas também um ser humano amoroso e empático, capaz de trazer paz e esperança para aqueles que o cercavam. Para Molly e Arthur, aquela noite seria sempre lembrada como um momento de amor e carinho, com Harry presente para acolhê-los em um momento de necessidade que nunca pensaram estarem presas.

E as coisas que ele fez cada uma das duas fazerem, como ele se aproveitou de cada espaço disponível do quarto para dominar as duas ruivas, como nem mesmo Arthuriana pode ter um tempo de descanso que tinha quando terminava de transar e ia fumar um de seus cigarros, somente sendo puxada novamente para cama e esquecendo completamente da existência daquilo, foi assim que a noite toda foi repleta de atoa lascivos e sexuais entre o trio que durou até as seis da manhã.

No fim de tudo, Harry acenou sobre as roupas caídas e elas reapareceram sobre seu corpo, o cinto se fechando em volta da calça. Ele ainda tinha uma protuberância muito visível, mas silenciosamente saiu do quarto deixando as duas se aconchegando uma na outra. Arthuriana olhou cheio de luxúria para sua linda esposa enquanto ela estava deitada diante dele com as pernas abertas e sua boceta escancarada em exibição. O que parecia ser cordas de sêmen escorriam de sua boceta no estado catatônico da ruiva. E não aguentado mais com pensamentos lascivos em sua mente, ela ativou seu alter ego masculino, pulou em cima de sua esposa, enterrou o rosto em seu decote e enfiou seu pequeno pau em sua boceta solta, adorando o fato dela já estar lubrificada por Harry enquanto deslizava dentro e fora como um homem possuído.

Sem muitas energias, foi que Arthur também enfim finalizou seu orgasmo se sentindo tão feliz e não sabia explicar por quê. Somente podendo perder novamente o controle de seu alter ego masculino, caindo assim com sua forma feminina ao lado da esposa, que meio desperta começou a limpar as cordas de esperma do rosto, pescoço e peitos de Arthuriana.

[ ... ]

- "Cigarros Red Lady..." - Harry leu o que dizia em um dos cigarros da caixa que Arthuriana deixou cair noite passada. - "Então era isso que estava me atraindo para aquele quarto? Por quê?" - Ainda pensativo e sem sono algum, foi que o mesmo decidiu ir até sua maleta engana trouxa e preparar algumas coisas como sempre fazia de manhã cedo.

Decidindo que queria fazer algo especial para as criaturas mágicas que viviam em sua maleta engana trouxa. Ele sabia que desde as menores até as maiores criaturas adoravam a maneira No-maj de se alimentar, sempre preparando as carnes e alimentos no ponto certo, e em meio a isso Harry sempre visou preparar coisas gostosas para todas elas enquanto se aprofunda ainda mais no estudo de inteligência animal mágica.

Com habilidade em feitiçaria culinária, Harry preparou uma mesa cheia de delícias que variavam dos estilos diversos de carnes e saladas espalhadas pelo mundo que incrivelmente eram atrativas para muitos animais que ele tinha a suposição de serem carnívoros.

As criaturas mágicas ficaram encantadas com o banquete, e Harry se sentiu feliz em vê-las desfrutando de uma refeição tão saborosa. Ele passou algum tempo conversando sobre o que recentemente vem ocorrendo em sua vida, mesmo sabendo que nenhuma delas o entendia era quase terapêutico desabafar um pouco as coisas. E se não contente com isso, não sabia ele como reagir quando cada criatura se aproximou em fila exibindo uma maneira diferente de carinho e afeto para com o mesmo, tendo sempre sua fênix e coruja empoleiradas no ombro.

Quando uma hora se passou lá dentro, Harry decidiu que deveria voltar e começar sua rotina. Ele preparou uma bandeja com biscoitos, geleias, queijos e frutas frescas, e a levou até a cozinha da Toca no qual os Weasleys ainda dormiam.

A família Weasley acordou pouco depois, ainda sonolenta e surpresa ao ver Harry já na cozinha que devorava cinco pratos dele com vários outros espalhados pela mesa.

- Bom dia! - Harry anunciou após engolir um pedaço de pão com peito de peru e beber um copo de café.

- Harry, o que é isso tudo? - Foi Molly quem indagou enquanto se sentava do seu lado direito, já com seu alter ego materno ativo.

- Comida? - Harry disse confusa com a pergunta.

- O que ela quer dizer é onde conseguiu isso tudo, pois não temos em casa. - Arthuriana em seu alter ego masculino riu enquanto se sentava ao lado esquerdo do Potter.

- Ah, é da despensa alimentar das minhas criaturas magicas na maleta. - Harry indicou para a maleta diminuída e presa na pulseira de seu pulso. – Fred e George devem ter contado, certo?

- Não. - Fred negou.

- Nadinha. - George continuou.

- Seu segredo, nosso segredo. -Ambos concluíram.

- Mas enfim, comam... eu ainda tenho mais um pouco até me sentir satisfeito, espero que não se importem de eu estar usando sua cozinha. - Finalizou o Potter voltando para seu prato.

- Você tem comido bastante desde o meio do ano não é? - Percy disse quando se lembrará de Harry não comer quase nada no começo do ano, mas com o tempo ir aumentando ainda mais suas refeições.

- É, Papoula me receitou uma dieta rígida desde o começo do ano, mas na metade meu estomago já estava acostumado a quantidade natural que alguém de minha idade deveria comer, então depois disso começou o processo de musculação. - Harry explicou bebendo um gole de suco de laranja.

- Musculação? - Percy indagou confusamente.

- A musculação é uma atividade física que estimula todo o sistema muscular. É um conjunto de exercícios baseados na repetição de cargas progressivas. Os movimentos são feitos com equipamentos específicos, como máquinas, pesos livres, borrachas, cabos e acessórios diversos. - Harry ditou com a família se focando em sua própria alimentação, deixando os garotos conversando sobre coisas de garotos. - E desde que eu alcancei um limite considerável, fui instruído a fazer Bulking.

Percy olha para Harry com surpresa. "Bulking? Isso é algo que os trouxas fazem nessas academias, certo?" - Ele pergunta. - Papai me mostrou uma vez uma revista velha dessas coisas de fisiculturismo.

- Sim, é isso mesmo. - Responde Harry, tomando um gole de suco de laranja. - Mas é uma técnica que também pode ser usada pelos bruxos para ganhar massa muscular de maneira um pouco mais rápida que os No-maj, desde que a alimentação também influencia na magia que está presente em todo seu corpo.

-Interessante. - Diz Percy, olhando para a comida na mesa com uma expressão de desconfiança. - Mas por que você precisa ganhar músculos? Você não é forte o suficiente com sua magia? Digo, para ter derrotado você-sabe-quem quando bebe, seu magoi deve ser enorme, no mínimo.

- Não se trata apenas de ser forte, Percy. - Responde Harry, cortando um pedaço de omelete. - Eu quero estar preparado para qualquer coisa que possa acontecer. E ter músculos fortes me ajuda a ser mais ágil e rápido em situações de perigo. Não estou me tornando forte para lutar, estou lutando para ficar mais forte e não ter que lutar mais.

Percy parece impressionado com a resposta, mas ainda não está convencido. "Mas não é perigoso ficar tão grande assim? Você não vai se tornar um alvo para os inimigos?"

- De que adianta atrasar o inevitável, eu já sou alvo de muita gente, melhor se eu souber como usar o meu corpo de forma eficiente do que estar despreparado na hora do combate. - Responde Harry com um sorriso. - Além disso, estar em forma é uma parte importante da minha rotina de treinamento para manter minha magia estável, sério... ela fica muito entediada quando não uso magia alguma ou me mantenho muito tempo parado.

Satisfeito com a conversa, logo Percy começou a comer seu café da manhã, enquanto todos se saciavam com tudo. Quando Arthur menciona seu carro mágico com os gêmeos, Harry fica animado e pergunta se ele poderia dar uma olhada no veículo:

- Sério mesmo, eu vi um Fusca conversível que foi montado esse ano, e adorei o carro... imagine só se ele voasse. - Harry riu enquanto Arthur se servia de uma xícara de café. - O que você faz no Ministério da Magia? Digo na rotina em si.

Arthur, como sempre, ficou muito animado ao falar sobre o seu trabalho e começou a contar a Harry sobre um novo projeto que estava trabalhando: O carro voador.

- É verdade, como isso é possível? Hermione me disse um monte de vezes que era impossível juntar magia com mecânica elétrica No-maj. - Indagou o Potter com Ginevra e Ron saindo para o campo lá fora da casa, Percy subindo a seu quarto e os gêmeos indo para o laboratório de experimentos vulgo seu quarto.

Arthur explicou que, embora os objetos No-maj fossem proibidos para uso dos bruxos, o Ministério tinha um departamento que estudava e pesquisava esses objetos. Ele disse que o carro voador era um projeto experimental e que ele estava trabalhando nele há algum tempo, e por isso quando não estava focado na mecânica automotiva, se mantinha ocupado de madrugada nas missões de obliviações e recaptura de objetos mágicos soltos na sociedade No-maj.

-Você sabe, Harry. - Disse Arthur pensativo. - Eu poderia usar um assistente. Seria ótimo ter um jovem bruxo como você trabalhando no projeto comigo, e desde que o ministério não fornece verba alguma para nosso setor... o que acha?

Molly, que estava ouvindo a conversa com um sorriso carinhoso no rosto, concordou: "Seria ótimo ter você trabalhando com Arthur no Ministério" - Disse ela à Harry. - "Eu tenho certeza de que você seria ótimo nisso".

- Obrigado querida, mas nem fodendo que eu vou trabalhar no Ministério. - Harry riu da cara dos dois pela sua vulgaridade. - Posso até lhe ajudar aqui com o carro, mas a última coisa que quero é chegar perto de políticos. - Harry ficou animado com a ideia de trabalhar com Arthur no carro voador e começou a pensar em como poderia contribuir para o projeto e até mesmo comprar seus próprios carros e personalizar com magia e assim ambos continuaram sua conversa louca de mecânica automotiva, veículos No-maj, funções de Arthur no ministério entre outras coisas.

Enquanto Molly começava a limpar a cozinha, Harry notou que ela parecia um pouco melancólica. Ele deu uma piscada de olho para Arthur e se levantou da mesa, se aproximou dela, colocando uma mão em seu ombro:

- Está tudo bem, Molly? - Perguntou ele puxando-a levemente contra si.

- Eu só... não sou muito boa com coisas mecânicas. - Disse ela suspirando. - Sempre me sinto um pouco inútil quando Arthur começa a falar sobre seus projetos e chamo Gina para me ajudar com a casa, mas agora com ela entrando em Hogwarts.

- Molly, só porque você não é boa com carros não significa que você não tenha valor. - Harry disse com um sorriso gentil. - E não tem problema algum gostar de cuidar da casa, eu mesmo sempre cuidei e por mais que não fossem para as pessoas certas, acabei pegando gosto por cozinhar.

- Obrigada, querido. - Disse ela com gratidão e um sorriso tímido

- Aliás. - Continuou Harry. - Eu estava pensando... talvez pudéssemos ter uma noite só nossa, um dia desses. O que você acha? Um dia com Arthuriana e outro contigo?

Molly olhou para Harry com surpresa. "Uma noite só nossa? Harry, isso seria adorável. Mas o que nós faríamos?"

- Me diga você. - Disse Harry. - O que você mais quer fazer no mundo dos no-maj? Qual é o seu maior sonho?

Molly ficou pensativa por um momento. "Bem, eu sempre quis conhecer Paris. Sempre imaginei caminhar pelas ruas da cidade, ver a Torre Eiffel iluminada à noite. Mas nunca tive a chance de ir"

- Então, vamos a Paris. - Harry sorriu para a mulher com lagrimas nos olhos.

- Mas Harry, eu não tenho dinheiro para uma viagem a Paris. Vamos ter que esperar um pouco para isso.

Antes que Harry pudesse responder, Arthur apareceu atrás de Molly e a abraçou por trás. "Não se preocupe com isso, querida" - Disse ele. - Nós podemos atrasar esses planos um pouco. Nós podemos pensar em uma maneira de economizar para isso.

Harry se juntou ao abraço, abraçando Molly pela frente. "Molly, não se preocupe com dinheiro" - Disse ele. - Eu quero fazer isso por você. Seus filhos têm me ajudado a controlar meu magoi, não vejo problema em retribuir um pouco. - Disse ele em referência à quando chegou na casa e quase sua magia explodiu para fora do corpo naquele estado estranho que ele entrou.

Molly se emocionou com as palavras de Harry e se deixou abraçar por ele e Arthur. "Vocês são tão bons para mim". - Disse ela sorrindo enquanto se sentia acolhida. - E você meu jovem, é a melhor pessoa do mundo... por isso fico preocupada com o que vi um dia atrás, por que você estava tendo um ataque de pânico? - Sentindo Harry enrijecer levemente no abraço, foi que ele se afastou lentamente e suspirou.

Sabia que isso não se manteria em silencio, mas não esperava que fosse logo... era isso que ele sentia então? Ele teve um ataque de pânico? Sua magia estava atuando de maneira acidental por causa do que ele teve de fazer contra sua própria filha, e tudo que ele estava criando e nutrindo desde então iria ser atrapalhado pelos eventos nos Dursley?

Suspirando pesadamente foi que ele encarou os dois. "Olhe, eu não sei o que dizer." - Harry disse com sinceridade. - Sei que foi preocupante ver aquilo ocorrer, mas não quero entrar nesse assunto, e nem mesmo sinto mais nada em relação ao que ocorreu... então, porque insistir naquilo que já superamos, certo? - Harry deu fim ao assunto com base no seu olhar, e ambos os Weasleys sabiam disso.

- "Como superou algo se teve uma crise de pânico na porta de nossa casa". - Molly suspirou com seus pensamentos, mas que via que não daria em nada focar no assunto, isso se esse rapaz fosse igual ela após a morte dos irmãos.

- Sim, mas lembre-se que quando estiver pronto para conversar sobre algo, estaremos sempre aqui, certo? - Molly indagou tocando ao ombro do rapaz.

- Certo. - Harry respondeu contente pelo assunto finalizado, porém que logo estremeceu quando um rugido ressoou em seus ouvidos.

De repente, Harry sentiu uma pressão mágica no ar. Ele rapidamente se afastou de Molly e Arthur, sentindo uma sensação de urgência em seu peito quase querendo rasgar para fora do corpo.

- O que foi, Harry? - Perguntou Molly, preocupada, mas pelo visto o rapaz estava longe dali, pois seus olhos perderam foco e ele entrou em um estado pensativo profundo como se sua alma abandonasse o local.

Dentro de seu plano mental, Harry em sua persona real que teria seu os aprimoramentos corporais, e no estado astral dele, olhou em volta, mas não viu nada fora do comum. Então, ele ouviu uma voz suave em sua mente com o surgimento de uma garotinha surgindo ajoelhada ali.

Ela estava orando por ajuda e proteção para sua mãe, que estava em perigo e em meio as ações de Harry ela parecia não notar ele ali, talvez ela nem estivesse ali de verdade, mas Harry sabia que não podia ignorar um pedido de ajuda como este, especialmente de alguém que estava orando de forma quase como se implorasse por uma intervenção divina.

Sem hesitar, ele fechou os olhos e concentrou-se em sua magia. Com um toque no ombro da garotinha, ela pareceu se assustar e logo uma compreensão exata dos arredores da casa dos Weasley e além foi obtido.

Ele viu que a mãe da garotinha estava desmaiada ao lado de um projeto complexo de poções nas quais borbulhavam e escaldavam o solo, a garotinha também estava ferida pela poção se os olhos fechados e pele queimada fossem algum indicativo.

E assim retornando ao plano mortal e uma compreensão exata de onde o local era, foi que Harry girou algumas vezes seu braço direito em direção ao nada.

Em outro universo, a mesma história se repetia, Harry Potter estava em seu quinto ano em Hogwarts quando ele ouviu falar sobre um projeto de poções que tinha dado errado e matou a mãe de Luna Lovegood. Luna estava devastada com a situação e de alguma maneira se prendeu a ilusões de criaturas inexistentes que fariam ela se prender as ideias, projetos e sonhos que sua mãe tinha quando ainda viva. Uma pena que lá eles não tinham uma pedra filosofal, muito menos um Harry Potter capaz de escutar orações.

Porém aqui as coisas são diferentes, e no pensamento ágil do Potter, foi que ele saiu de seu portal em meio ao estado caótico da casa, tudo desmoronava, e enquanto pegava a garotinha com um dos braços sob surpresa dela em sua perda de visão, o mesmo se dirigiu a loira adulta desacordada, onde segurando ambas e não sentindo mais nada vivo na região foi que sumiu em mais um portal, segundo antes da explosão atômica que a poção descontrolada acarretou.

Surgindo quilômetros longe da residência com ambas em seus braços, somente pode ele assistir ao espetáculo de uma explosão mágica que mais parecia uma explosão nuclear de baixa escala criando um efeito cogumelo de fumaça do tamanho de duas casas.

Abaixando ambas no solo, foi que ele viu o estado inerte da garotinha, e sentindo uma certa solidariedade com o ferimento dela, o mesmo tocou sua mão esquerda em sua face e com isso duas gotas de elixir vindo da pedra em seu braço pingaram nos olhos da menininha. Deixando-a no chão e estudando a mãe, Harry tocou um dos dedos gentilmente nos lábios da loira e deixou uma gota pingar em sua boca, que escorreu por sua língua e garganta, surtindo um efeito acelerado de cura.

- Tudo bem, querida. - Harry pegou a garotinha nos braços e acariciou seus cabelos. - Mamãe está bem, olhe... ela já está acordando. - Harry indicou a ela abrir os olhos sem perigo.

- Mamãe? - A garotinha abriu os olhos e logo Harry se surpreendeu com a cor lilás deles. - Mamãe acorde, eu disse que Aslan existia. - Ela continuou ficando eufórica sob dúvida do Potter.

- Claro que existe querida. - A mulher que antes desacordada, agora se espreguiçava de maneira tranquila no solo. - Quem criaria aquele castelo magico enorme? Agora minha preocupação é o que um garotão como esse vai fazer com a dívida vitalícia que devemos a ele?

- Dívida vitalícia? - Harry indagou enquanto estendia a mão direita para a mulher pegar, e assim a puxava de pé.

- Sim, a dívida que toda feiticeira ou feiticeiro deve ao salvador que se arriscou de boa vontade e sem desejos malévolos orquestrados por trás dos panos. - A mulher indicava. - Alias, Pandora Lovegood, e a gracinha de olhos lilás em seus braços é nossa querida filhinha Luna Lovegood.

- Nossa filha? - Harry mais uma vez indagava não entendendo como uma mulher que quase morreu e levou sua filha consigo conseguia agir de maneira tão excêntrica ou despreocupada. - Espera, então agora eu sou responsável por vocês ou coisa assim? Só por causa que eu decidi me arriscar por vocês? - Harry não conseguia acreditar que estava se metendo numa merda dessas.

Ouvindo risadinhas vindo de Luna em seus braços, foi que ele notou ambas as loiras segurando o riso do estado dele:

- Estão zoando comigo, não é? - Harry indagou seriamente.

- Lógico! - Pandora riu graciosamente. - Não existe essa coisa fictícia de dívidas, se fosse assim de alguma maneira os feiticeiros dariam um jeito de escravizar mulheres e nossa sociedade iria ser gerida pelo maior mercado de escravos do planeta. A magia pode ser caótica mas não cruel.

- Aliás, quem é seu amigo ali? - Luna apontou para longe em que algo se distanciava em direção a recente explosão de sua casa.

- Amigo? - Harry indagou olhando para onde ela apontava, e logo sentindo um calafrio foi que ele pode notar ser uma criatura Eldritch a distância.

- Ei! Olhe nos meus olhos e não abandone eles. certo? - Harry pediu com urgência a garotinha. - Não tem ninguém ali, e pare de apontar. - Harry segurou seus bracinhos e assim novamente olhou para cima.

- "Então ela viu o menor deles... mas e o resto?" - Harry indagou mentalmente quando via centenas de criaturas Eldritch se amontoando e correndo loucamente em direção a catástrofe. Centenas de criaturas perigosas e hostis, com a garotinha só conseguindo notar a criatura menos hostil da região.

- Alias... o que quis dizer com Aslan existe? - Harry mudou de assunto enquanto deixava claro em seu olhar para Pandora seguir com o jogo.

- Ora, você é claro! - Luna se animou. - Eu sempre rezei para todas as divindades que mamãe me mostrava, mas no fim foi somente orando para Aslan que fui atendida, o senhor salvou a mamãe por causa de minha oração. - A menininha dizia inocentemente, porém Harry sentia um aperto no peito e sensação estranha com isso.

- E poderia me dizer o que foi que a senhorita rezou? - Harry indagou quando se aproximara de Pandora e tocava seu ombro com o dele, fazendo um vórtice esmeralda surgir a sua frente.

"Oh, grande Aslan, Deus de Nárnia."

"Eu peço sua ajuda. Minha mãe está em perigo e eu não sei o que fazer. Por favor, proteja-a e dê a ela forças para se recuperar."

"Eu sei que você é um leão poderoso e nobre, e que você tem o poder de curar e proteger. Por favor, olhe por minha mãe e ajude-a a se sentir melhor."

"Eu confio em você, Aslan. Eu sei que você cuidará de minha mãe como cuida de todos aqueles que acreditam em você. Por favor, ouça a minha oração e ajude-a."

Com o que escutava, Harry somente pode atravessar o portal com ambas as Lovegood, imerso em pensamentos de tal oração, refletindo como ele pode escutá-la e atendê-la, e como pela segunda vez ele escutava um rugido bestial de leão em seus ouvidos.

E com isso dou fim ao oitavo capítulo da Changed Prophecy e a Câmara Secreta.

Me digam o que estão achando do Harry visando criar uma vida a partir do momento que uma tragédia ocorreu na casa dos Dursley, tendo o mesmo visando ocultar tais sentimentos, só querendo esquecer tudo que ouve até aquilo, criando uma nova vida a partir daí.

Estou pouco a pouco inserindo o universo Narnia aqui no meio, então espero que gostem e não se esqueçam de comentar. XD