Passagem Trancada.

{25/08/1992 - 07:30}

Os Lovegood chegaram à casa dos Weasley através de um portal criado por Harry. Molly e Arthur os receberam calorosamente e os levaram aos quartos de hóspedes quando escutaram e Harry que a casa das duas acabara de ser destruída. Depois de se instalarem, todos se reuniram na sala de estar para conversar sobre o que havia acontecido.

Harry havia desempenhado um papel crucial ao salvar Luna e sua mãe numa velocidade e proficiência de agir antes que tudo fosse tarde demais. Ele tinha estado em pensamento profundo sobre algo oculto enquanto conversavam sobre o evento e estudando a garotinha loira de olhos lilás que brincava no canto com Gina, foi que ele enfim perguntou:

- Desde quando Luna pode enxergar criaturas Eldritch? - Harry indagou para Pandora, enquanto via ela tomar uma xicara de chá com um ar de tranquilidade inabalada mesmo em meio a uma catástrofe que poderia ter levado a vida dela e da própria filha.

- Criaturas Eldritch? - Molly indagou confusa com Arthur dando de ombros sem saber o que era isso.

- Pandora, me responda a pergunta. - Harry continuou seriamente. - Desde quando sua filha pode enxergar isso?

Pandora, no entanto, parecia completamente tranquila e serena. Harry não conseguia entender como ela podia manter essa calma inabalável em meio a um ataque como aquele.

Luna deu indício de querer se levantar e seguir alguma coisa, mas Harry a interrompeu:

- Luna! - Harry a chamou com autoridade, tendo a menininha travando como se tivesse sido pega fazendo algo errado. - Continue brincando com Gina, é falta de educação abandonar seus amigos. - Finalizou ele vendo que a menininha iria seguir o pequeno homenzinho grotesco no chão, mas o que ela não via e Harry sim, era que essa pequena criatura estava sendo seguida da porta por uma bem maior e malévolo que parecia a mente dela não poder compreender e enxergar.

- Eu acho que é só uma questão de estar aberto para essas coisas. Muitas pessoas fecham suas mentes para o que é diferente ou incomum. - Pandora respondia com a maior calmaria do mundo sob tensão dos Weasleys que nunca viram esse estado autoritário e sério vindo do Potter. - Eu mesma tive um sonho noite passado, que por mais que tenha sido estranho, não quer dizer que foi verdade. Digo, eu nunca tinha visto meu rosto em um sonho, e foi a coisa mais estranha que já ocorreu.

- Viu seu próprio rosto? - Harry indagou interrompendo abruptamente o copo de água que bebia.

- Sim, estava eu e Luna indo dormir enquanto minha poção de clarividência era fermentada no laboratório, e no meio da noite algo parece ter dado errado que a casa inteira explodiu, levando-me e minha garotinha para nossa próxima grande aventura. - Pandora explicava com Harry finalmente notando um ar de preocupação vindo da mulher. - Era como se eu assistisse tudo em terceira pessoa, mas no fim mesmo com nossos corpos destruídos e eu acordando desse pesadelo, nada de mal ocorreu.

- Como nada de mal ocorreu? - Harry indagou sobre o absurdo disso, quando essa mulher claramente estava dizendo que sonhou com algo que ocorreu minutos atrás.

- Bom, no meu sonho nós havíamos morrido, mas na realidade você surgiu e nos salvou. - Pandora disse novamente com a maior calma do mundo. - Eu te agradeço eternamente, senhor Potter. - Concluiu ela com um nova vozinha surgindo ao lado.

- É Rei Aslan, mamãe. - Luna apareceu com seus cativantes e brilhantes olhos lilás. - E temos que nos curvar assim. - Concluiu ela segurando com as duas mãos a ponta do vestido e realizando uma reverencia.

- Não se curve, por favor. - Harry cortou a menininha com um toque gentil no ombro. - E é Harry, certo, gracinha? - Harry indagou fingindo um flerte brincalhão com a menininha fugindo de volta para sua melhor amiga toda tímida.

- Bom, uma pena ter que recomeçar todo aquele projeto... mas é a vida. - Pandora disse com um bocejo cansado. - Pelo menos encontrei um. - Disse ela secando Harry de cima embaixo.

- Um o que? - Harry indagou confuso.

- Um médium, profeta, alguém com capacidade de premonição e clarividência. - Pandora dizia a tudo com Molly e Arthur somente assistindo a troca dessa estranha conversa. - Não sei como consegue, se é magia antiga, ou alguma poção super poderosa... mas sei que você vê mais do que aparenta, principalmente com como está se mostrando preocupado com minha filha se ela pode ou não enxergar o que você é capaz.

Com curtos segundos de silencio, mas um período extremamente longo de pensamentos, foi que Harry somente olhou para Luna, os Weasleys, a porta da qual duas criaturas Eldritch logo saiam quando perceberam que ninguém ali era capaz de vê-los, e assim voltou seu olhar para Pandora.

- Não... - Harry disse com ele forçando um sorriso. - Só o que eu vejo é minha própria insanidade, e uma longa e feliz vida para você, tá bom. - Harry se levantou enquanto se espreguiçava. - Enfim, só tente não explodir sua casa com a filha dentro, isso também beira a um tipo de insanidade. - Finalizou o mesmo fingindo brincadeira, porém ainda perplexo com a serenidade e estranha personalidade de Pandora.

Como ela podia ser tão calma e tranquila em meio a um ataque como aquele? A criança estava com os olhos destruídos, e acreditava ele que nem mesmo magia poderia ter curado a garota, com sorte do mesmo ter acesso ao Elixir da Vida vindo da Pedra Filosofal incrustada no seu braço. E assim saindo da casa com a desculpa de ir tomar um ar, foi que Molly, Arthur, Pandora e Luna olharam para Harry com desconfiança. Eles sabiam que ele era uma pessoa determinada e persistente, e que provavelmente não desistiria tão facilmente de suas perguntas.

- Você vai voltar para a casa Lovegood, não vai? - Perguntou Molly preocupada com a maneira que Harry vinha agindo desde que pareceu entrar em transe pouco antes de sumir em um portal de sua casa e rapidamente surgir com duas conhecidas que quase foram mortas em um acidente magico.

Harry não respondeu, mas sua expressão confirmou a suspeita de Molly. Ele se despediu rapidamente e saiu da casa dos Weasleys de forma enigmática, deixando todos com a sensação de que ele estava indo em direção ao ataque à casa dos Lovegood.

Molly, Arthur e Pandora ficaram em silêncio por alguns instantes, pensando no que fazer. Eles sabiam que Harry era capaz de enfrentar grandes perigos e que, se ele estivesse planejando alguma coisa, provavelmente seria algo muito arriscado.

- Eu confio em Harry. Se ele está planejando algo, é porque sabe o que está fazendo. - Finalmente, Pandora quebrou o silêncio.

- É Rei Aslan, mamãe. - Luna a corrigiu enquanto brincava com Gina.

- Claro, minha filha. - Pandora suspirou enquanto via que finalmente encontrou alguém que entenderia sua garotinha e poderia a proteger do sobrenatural que Luna sempre dizia ver. - Rei Aslan. - Finalizou ela testando o título em sua voz, e concordava que era bem agradável e combinava com o rapaz.

{01/09/1992 - 10:00}

A reconstrução da casa Lovegood foi rápida e eficaz pelo uso de magia, Luna que queria ainda brincar com Gina, ia na Toca durante toda a estadia de Harry lá, visando sempre brincar com sua melhor amiga e cativar ainda mais seu herói, que fazia a ruiva adorar ainda mais sua amiga por manter por perto o herói das duas.

Todos os dias Harry brincava com as garotinhas, estudava com Percy, fazia poções e bugigangas com os gêmeos, escutava Ron reclamar sobre as artes das trevas e a Sonserina, e junto a isso passava a noite toda com Molly no quarto, e as manhãs recebia Arthur que se mostrava cansado e aceitava de bom grado largar seu Alter Ego, voltando assim a sua forma feminina de Arthuriana na qual recebia uma massagem completa e mais algumas coisas até pegar no sono.

E quando menos esperou, logo era primeiro de setembro, todas as coisas de Harry já estavam empacotadas, o mesmo se encontrava na Sala de Estar enquanto escutava a cacofonia de conversas e ordens de Molly, que mandava seus filhos guardarem todos os materiais pois mais um atraso e eles perdiam o trem.

[ ... ]

- Harry, querido, você tem certeza de que está bem? - Perguntou Molly Weasley com uma expressão de preocupação em seu rosto. - Eu sei que você teve um verão difícil e estou preocupada com você.

- Estou bem, Molly. - Respondeu Harry com um sorriso reconfortante. - Eu tive um verão ótimo com seus filhos me buscando, só preciso resolver algumas coisas aqui e nada mais. - Indicou ele tocando a lateral da cabeça, dando a entender que tinha muitos pensamentos sem conclusões, e só assim ele conseguiria normalizar as coisas em sua vida.

Os Weasleys sorriram em apoio enquanto viam seus filhos atravessar a plataforma da sociedade No-maj que liga ao Expresso de Hogwarts, um evento que vinham fazendo todos os anos para que toda a ninhada se sentisse acolhido por essa atmosfera, e vendo a alegria da pequena Gina valia muito a pena fingir ignorância de onde era a plataforma só para ver sua garotinha toda eufórica igual Ron se mostrou ano passado.

Harry que estava logo atrás de Arthur, no qual tocou as costas da esposa e assim andavam para plataforma magico oculta na pilastra, logo teve Harry os acompanhando quando na frente do Potter os mais velhos sumiram, fazendo Harry dar de cara com a passagem solida.

- Que filho da puta. - Harry praguejou com um dor desgraçada por ter batido o nariz e testa na pilastra. - Oh caralho, que porra é essa. - Logo ele se ligou quando novamente se aproximou e dessa vez chocou sua mão na pilastra mágica, realmente sentindo que a parede era solida.

Harry sentou-se em um banco próximo à plataforma 9 ¾, olhando atentamente para a parede de tijolos. Ele estava esperando que a plataforma se abrisse, como sempre fazia quando ia para Hogwarts. Mas algo estava diferente. A plataforma não parecia querer se abrir.

Harry suspirou e se recostou no banco, pensando em como poderia chegar a Hogwarts agora. Ele sabia que poderia voltar para a Toca e informar Molly, mas se saísse agora era capaz da própria mulher aparecer procurando-o na estação, e ambos se perderem um do outro no caminho.

Enquanto pensava no que fazer, Harry notou uma figura alta e magra se aproximando da plataforma. Era a feiticeira metamorfomaga que ele conhecia bem. Ela olhou para Harry com uma expressão curiosa e surpresa enquanto estudava para ver se era ele mesmo.

- Harry? - Nynphadora Tonks foi que se aproximou e o estudava de cima em baixo. - O que está fazendo aqui ainda, o trem está para partir.

- A plataforma não está abrindo. - Disse Harry, apontando para a parede de tijolos. - Aliás, está gostosa demais nesse uniforme militar.

- Estranho. Vou dar uma olhada. - Disse ela com um ar de profissional enquanto se virava ia em direção a pilastra, dando visão clara de sua parte traseira ao Potter, que simplesmente se apoiava no banco e secava sua primeira namorada.

Ela caminhou até a parede e examinou atentamente as pedras. Depois de alguns segundos, ela se virou para Harry:

- Aparentemente, esta parede foi selada por algum tipo de feitiço. Não há como entrar e nem sair agora. - Explicou ela suspirando.

- E os pais das crianças No-maj do outro lado? - Harry indagou.

- Assim como eu fui designada aqui para encontrar qualquer criança que se perdeu do a plataforma, temos Aurores no outro plano auxiliando quem se perdeu da saída, os guiando de volta para casa... mas agora com a passagem trancada, teremos que acionar uma investigação sobre quem fez isso. - Tonks franziu a testa. - Preciso verificar se há outras crianças por aqui que perderam o trem. - Ela varreu a área com os olhos, procurando por outros estudantes. - Você está sozinho?

- Estou com Molly e Arthur Weasleys... ou melhor dizendo eu estava com elas. - Harry explicou o obvio. - Enfim, fique à vontade para fazer seu trabalho. - Deixou claro ele que não sairia dali enquanto abria um livro para ler.

[ ... ]

- Harry, acho que essa passagem não será desbloqueada tão cedo. Será melhor avisarmos o escritório de que a um problema magico antes de te levarmos para Hogsmeade. - Nynphadora disse quando voltara sem nenhuma criança perdida e mais uma vez estudava a passagem trancada.

- Bom, certo então. - Harry se levantou com um suspiro. - Te vejo algum dia. - Disse ele começando a se afastar.

- Espera aí! - Nynphadora o seguiu. - Tá indo para onde?

- Vou para os Weasleys avisar de que está tudo bem, e depois me teletransportar para Hogsmeade.

- Aparatar Harry, e não pode fazer isso na frente dos No-maj. - Ela o censurou com o rapaz pouco se importando.

- Não sei aparatar, Nynpha. - Harry disse com o cabelo dela começando a avermelhar, mas que logo parou esse processo. - E eu disse teletransportar... pode parecer igual pelo resultado, mas tem diferença.

- Não me chame de Nynphadora. - Ela o censurou com Harry parando e se virando enquanto a estudava.

- Por quê? - Harry indagou confuso. - Você adorava quando eu te chamava assim na cama... aliás, é sério? - Harry disse dessa vez com um riso malicioso. - Terminou comigo por uma carta? - Continuava ele de forma presunçosa.

- Digo... sei que não nos veríamos tão frequentemente com você se formando, porém uma visita final para esclarecer as coisas seria ótimo. - Harry deixou claro enquanto via a garota ficar tímida. - Mas me diga... porque terminar... é porque através de uma carta?

- Consegui o estágio de auror. - Nynphadora disse cabisbaixa.

- Eu lembro, principalmente de ter lhe enviado um uniforme com transcrições magicas de proteção, só para descobrir que no fim daquela carta você está terminando comigo, simplesmente com um "acabou". - Ditou ele cruzando os braços e vendo que a garota usava a roupa em questão com a insígnia de Auror. - Alias, meus parabéns pelo estágio. - Disse Harry se aproximando e tocando ao queixo dela de forma carinhosa, não gostando nada dela toda tímida e sem reação.

- É esse o problema. - Nynphadora disse como se explicasse tudo. - Isso, você me segurando, me apoiando, cuidando de mim e me mimando. Harry eu sou mais velha que você e você me forneceu o sexo mais gostoso da minha vida.

- Hum... isso é ruim? - Harry indagou agora confuso. - Digo, eu deveria ter mandado um pouco mal? Ter falhado em achar o clítoris ou te tocar como se fosse massinha de modelar enquanto você tem que me guiar todo o caminho? Pois sua mãe tentou fazer isso e no fim ela acabou inconsciente após três horas de orgasmos.

- Harry, você fez do meu último ano em Hogwarts o melhor de todos, e eu nunca vou esquecer isso... mas você é distração demais para o meu bem. - Nynphadora explicava enquanto novamente começava a sentir um calor com o que ele dizia. - Eu sempre ficava toda hora esperando uma carta, toda hora pensando em você e toda hora isso resultava em eu me excitar no próprio trabalho, estou começando uma carreira no ministério e isso não tem como com você me distraindo sexualmente a todo momento.

- Caramba. - Harry riu de toda merda que estava escutando. - Eu já escutei casais reclamando de frustração sexual e inatividade de algum lado, mas nunca de excesso disso ser um problema... - Harry pensava sobre a situação. - Olhe, não sei se tento ficar irritado com nosso término ser por uma carta, ou orgulhoso do fato de você não aguentar a pressão do pai aqui ao ponto de querer um tempo. - Riu ele ainda mais da cara de Nynphadora. - Enfim, esquece isso, só queria saber o porquê mesmo, não que estava frustrado com a situação.

Vendo que a situação estava em ordem, e Harry estava indo embora, logo Nynphadora o puxou pela mão e o levou até um canto oculto da estação:

- Venha comigo, Harry. - Disse Tonks. - Vamos para o Ministério da Magia. Lá podemos esperar até que tudo se resolva enquanto pedimos para chefe notificar Arthur da situação.

Harry seguiu Tonks para fora da estação e ocultos da visão dos No-maj, o mesmo foi aparatado ao lado de Tonks direto para o Ministério da Magia. Quando chegaram lá, Nynphadora tropeçou com Harry a segurando para não cair, e explicou a situação a um dos funcionários do Ministério com eles sendo levados para um escritório de Aurores sem necessidade de o Potter entregar sua varinha.

Harry se sentou em uma cadeira desconfortável, observando enquanto Tonks conversava com o funcionário. Ele se perguntou quanto tempo teria que esperar até que a situação fosse resolvida.

Tonks voltou para perto de Harry e disse. "Eles vão tentar desfazer o feitiço na parede, mas pode levar algum tempo. Os Weasleys já foram notificados e lhe desejaram um ótimo ano em Hogwarts e que aguardavam cartas suas. Enquanto isso, podemos esperar a chefe Amélia Bones."

- Tem certeza? - Harry indagou enquanto via a correria do ministério. - Não quero atrapalhar seu serviço.

- Na verdade entrei no intervalo mais cedo, assim podemos esperar juntos. - Nynphadora disse enquanto se aproximava dele no banco.

- Sabe que sei me virar sozinho, não é? - Harry indagou fingindo não notar como a garota parecia se aproximar dele, quando ela mesma é quem terminou por causa dessas distrações.

- Da última vez você invadiu o subsolo do castelo, enfrentou fases criadas pelo corpo de Hogwarts e peitou um feiticeiro das trevas até se exaurir completamente. - Nynphadora disse tudo que fizeram juntos no final do ano.

- Culpa a Hermione com aquele senso de dever e responsabilidade, por mim não via problema em ver o circo pegar fogo. - Harry disse com graça enquanto se virava de frente a anterior ruiva que agora tinha seu cabeço se alterando em um rosado. - E pelo que me lembre, tinha uma certa feiticeira do sétimo ano que ajudou um primeiranista tímido a explodir a cabeça de um Troll pervertido.

- Águas passadas, agora sou uma nova pessoa. - Nynphadora fingiu ignorância e um senso de responsabilidade adulta que não combinava com ela.

Harry e Tonks continuaram conversando no escritório de Aurores, esperando que a parede para a plataforma 9 ¾ fosse desbloqueada. De repente, eles ouviram um som de batida na porta e a chefe do corpo de Aurores, entrou na sala.

- Auror Tonks, o que está fazendo aqui? - Perguntou ela, surpresa com a presença do homem ao lado, que detinha de uma cicatriz inconfundível na testa.

Tonks se levantou e se aproximou. "Chefe, este é Harry Potter. Ele perdeu o trem para Hogwarts e agora estamos tentando ajudá-lo a chegar lá."

- Entendo. Prazer em conhecê-lo, Sr. Potter. - Disse a chefe do corpo de Aurores estendendo a mão.

Harry se levantou e apertou a mão de Amélia, puxando-a levemente enquanto depositava um beijo na parte superior. "O prazer é meu, Sra. Bones."

Tonks continuou explicando a situação e Amélia suspirou.

- Isso é problemático. Precisamos garantir que tudo funcione bem, se a passagem se trancou como nunca visto, o que impede dela se abrir para qualquer pessoa, seja Maj ou No-maj. - Amélia explicou com Tonks concordando.

- Eu sei, chefe. Por isso abri uma investigação e comuniquei outros Aurores de que deviam fechar o perímetro da área como se fosse uma investigação No-maj, assim evita que eles pisem perto enquanto podemos trabalhar sem ameaçar o estatuto de sigilo.

Amélia refletiu por um momento. "Não vejo como podemos resolver isso sem atrasos. Precisarei ir a Hogwarts e me encontrar com o diretor para ver como estão as alas do castelo ao ponto de terem bloqueado a passagem que fica numa distância tão grande."

Harry e Tonks ficaram surpresos com a notícia. "Você está indo para Hogwarts agora?". Perguntou Tonks.

- Sim. Precisamos garantir que tudo esteja em ordem e já que está fazendo um trabalho ideal, não vejo problema em mantê-la no comando dessa operação. - Disse Amélia achando graça do cabelo de sua estagiário ficando ainda mais rosado. - Enfim, desde que tudo tem estado em ordem fora o evento atual, creio que poderei me ausentar por algumas horas enquanto levo o Sr. Potter ao castelo. Acha que consegue administrar a situação no lado No-maj da plataforma junto a Auror Jones?

- Sim senhora! - Nynphadora realizou uma pose militar com seu cabelo se tornando preto, e logo se aproximou de Harry enquanto plantava um beijo em sua boca, saindo logo em direção a porta.

- Opa. - Harry riu quando a garota tropeçou ao notar o que fez na frente de sua chefe, tendo seus cabelos voltando ao rosa choque, com ela enfim correndo em direção a sua amiga Héstia Jones que esperava do outro lado da porta.

- Devo me preocupar contigo distraindo minhas estagiarias, senhor Potter? - Amélia disse em um tom sério, com o Potter rindo.

- Na verdade, não. - Harry riu de como era imprevisível essa garota desde que ele a conheceu. - Nynphadora terminou comigo para que não houvesse distrações em seu estágio aqui no ministério... e olha que são poucas pessoas que largariam mão de algo de sua vida pessoal para a profissional. - Finalizou ele com Amélia pensativa sobre a garota, pois realmente na primeira impressão ela se apresentou como uma garota, mas com pouco tempo de serviço já foi capaz de mostrar um intelecto superior ao de muitos no ministério.

- "Talvez seja por isso que Alastor se interessou tanto em treinar ela depois de tanto tempo inativo." - Amélia pensou por fim com um sorriso.

E com isso dou fim ao nono capítulo da Changed Prophecy e a Câmara Secreta.

Espero que tenham gostado da maneira que abordei diferente essa plataforma bloqueada, quis trazer algo que envolva fatos de como os feiticeiros não estão prontos para uma rebelião dos Elfos Domésticos, pois se não conseguem nem determinar rápido a magia de um interferindo nas alas, imagina um exercito se rebelando e usando sua magia única.

Enfim, logo trago mais, não se esqueçam daquele apoio fera na seção de comentários. XD