Fim do Primeiro Ano Letivo.

Harry fixou o olhar no velho barbudo ali. Flashes de memória desconexas surgiam de repente, e com isso Harry logo ditara:

- Albus! A Pedra! Foi Quirrell! Ele apanhou a Pedra! Professor, depressa...

- Acalme-se, menino, você está um pouco atrasado. Quirrell não apanhou a Pedra.

- Então quem apanhou? Professor? Eu...

- Harry, por favor, relaxe ou Madame Pomfrey vai mandar me expulsar.

Harry engoliu em seco e olhou a sua volta. Percebeu que devia estar na ala hospitalar. Achava-se deitado numa cama com lençóis de linho brancos e do seu lado havia uma mesa atulhada do que parecia ser a metade da loja de doces e centenas de cartas empilhadas.

- Presentes dos seus amigos e admiradores. - Esclareceu Dumbledore, sorrindo.

- Aquilo que aconteceu entre você e o professor Quirrell é segredo absoluto, por isso, é claro, a escola inteira já sabe. - Dumbledore disse com um riso indignado pelo alto sistema de fofocas da escola. - Acredito que os nossos amigos, os Srs. Fred e George Weasley foram os responsáveis pela tentativa de lhe mandar um assento de vaso sanitário. Com certeza acharam que você ia achar engraçado. Madame Pomfrey, porém, achou que poderia ser pouco higiênico e o confiscou.

- Há quanto tempo estou aqui? - Harry perguntou com flashes vivos e esclarecedores se propagando a sua mente.

- Três dias. Os Srs. Weasley e Longbottom e as Srta. Granger e Tonks vão se sentir muito aliviados por você ter voltado a si, estavam muitíssimos preocupados. Principalmente essa última que não queria te largar em momento algum. - O diretor disse com um ar de que sabia muito bem das coisas que aconteciam nesse castelo. Um ar de que sabia até demais.

- Mas, professor, a Pedra... O que foi que aconteceu... é tudo tão confuso.

- Era a isso que eu queria perguntar... Harry, o que foi que ocorreu naquele salão? - Dumbledore indagou mostrando uma verdadeira curiosidade, e instantaneamente Harry sentira toda sua proteção mental ser revisada e posta em estado máximo de alerta para impedir qualquer invasão. - Imagine minha surpresa chegar ao ministério e descobrir que fui alvo de um trote perante uma falsa reunião, aparatar a Hogwarts, encontrar minha vice-diretora vítima de um Imperius, e encontrar todos meus professores a caminho do terceiro andar.

- Não apenas isso, os acompanhando sob pedidos e suplicas de seus três amigos e um Weasley deixado na ala hospitalar, minha surpresa maior foi chegar ao destino de tudo isso e encontrar todas as proteções abertas, um salão em ruinas, um de meus professores completamente ferido, e um de meus alunos sofrendo de uma drenagem magica excessiva.

- Por isso lhe pergunto, o que foi que ocorreu para que apenas o espelho de Ojesed se mantivesse sem danos aparentes? - Dumbledore indagou tocando ao objeto com a mão direita, fazendo assim finalmente Harry notar o espelho ali na ala hospitalar.

Suspirando profundamente enquanto buscava algum ponto fixo do que exatamente ocorrera naquela noite, Harry enfim iniciara sua explicação, fase pôs fase. Desafio pós desafio:

[ ... ]

- E como estava dizendo: - Harry disse após estabilizar o folego pela explicação prolongada. - Quirrell passou a lançar dezenas de feitiços contra mim, eram todos muito complexos e até mesmo alguns que me fizera recordar-me da noite em que meus pais foram assassinados.

- Somente consigo me recordar levemente nesse ponto... e de que tudo isso começou em uma fúria incontrolável dele, após eu conseguir a Pedra Filosofal e a lançar contra as chamas negras atrás de mim.

- Já vi que você não se deixa relaxar num momento de tensão. Seu esforço foi louvável em impedir o ladrão de chegar a Pedra, e por um minuto quando cheguei junto aos professores, pensei que o tivesse perdido. - Dumbledore citou pensativamente ao que Harry citava como magias perigosas e esverdeadas, quando na verdade era uma das mais mortais existentes. - A Pedra. O Professor Quirrell não conseguiu tirá-la de você. Como disse, muito louvável em lançar no fogo maldito sabendo que ele não poderia retornar para captura-la sem uma poção igual a que seus amigos beberam anteriormente na ocasião, mas... infelizmente isso acarretou nela ser destruída.

- O-OQUE? - Harry exclamou sem entender. - Mas o seu amigo... Nicolau Flamel.

Ah! Você já ouviu falar no Nicolau? - perguntou Dumbledore, parecendo encantado. - Você fez mesmo a coisa certa, não foi? Somente não soube que a carga e potência de um fogo maldito criado por mim, era capaz de destruir um artefato tão precioso... Foi uma surpresa até para mim, acho que subestimei demais o poder de minha varinha. - O diretor continuava explicando enquanto girava a varinha das varinhas entre os dedos.

Vendo o silencio do garoto que sobreviveu, não uma, mas sim duas vezes perante o Lorde das Trevas caído. Dumbledore enfim suspirara em um sorriso cumplice pelo silencio esclarecedor do mais jovem:

- Nicolau e eu tivemos uma conversinha nos últimos dias, e concordamos que assim era melhor. Atualmente ele me informou de que iria resolver alguns problemas, e também me pediu para entrega-lo isso como agradecimento ao impedir que um bruxo das trevas se apossasse de sua maior criação.

Recebendo em mãos um livro sobre alquimia, Harry prontamente o folheou rapidamente, onde notara muitas anotações e correções feita a mão:

- Mas, isto quer dizer que ele e a mulher vão morrer, não é? - Harry indagou após ler estranhamente uma sequência de números aleatórias tingida na contracapa.

- Eles têm elixir suficiente para deixar os negócios em ordem e então, é, infelizmente eles vão morrer. - Dumbledore sorriu complacente ao ver a expressão de surpresa no rosto de Harry.

- Para alguém jovem como você, tenho certeza de que isto parece incrível e terrível ao mesmo tempo, mas para Nicolau e Perenell, na verdade, é como se fossem deitar depois de um dia muito, muito longo. Afinal para a mente bem estruturada, a morte é apenas uma grande aventura seguinte. Você sabe, a Pedra não foi uma coisa tão boa assim. Todo o dinheiro e a vida que a pessoa poderia querer! As duas coisas que a maioria dos seres humanos escolheriam em primeiro lugar. O problema é que os humanos têm a condição de escolher exatamente as coisas que são piores para eles.

Harry ficou ali deitado, sem encontrar o que responder. A momento algum ele o encarara nos olhos, no qual Dumbledore novamente levou como uma forma de Harry estar triste ou cabisbaixo pelo ocorrido.

Dumbledore cantarolou um pouquinho e sorriu para o teto. No qual ele logo voltara ao espelho pensativamente, como se desse uma última olhada ao que mostrava.

- Diretor? - disse Harry - Estive pensando..., mesmo que a Pedra tenha sido destruída, Vol... Quero dizer, o Senhor-Sabe-Quem...

- Chame-o de Voldemort. Sempre chame as coisas pelo nome que têm. O medo de um nome aumenta o medo da coisa em si.

- Sim, senhor. Bem, Voldemort vai tentar outras maneiras de voltar, não vai? Quero dizer, ele não foi de vez, foi?

- Não, Harry, não foi. Continua por aí em algum lugar, talvez procurando outro corpo para possuir... Sem estar propriamente vivo ele não pode ser morto. Provavelmente abandonou Quirrell quando sentiu a vinda dos professores e propriamente minha, ele demonstra a mesma falta de piedade tanto com os amigos quanto com os inimigos. No entanto, Harry, embora você talvez tenha apenas retardado a volta dele ao poder, da próxima vez só precisaremos de outro alguém que esteja preparado para lutar o que parece ser uma batalha perdida. E se ele for retardado repetidamente, ora, talvez nunca retome o poder.

Harry concordou com um gesto, mas parou na mesma hora, porque o aceno fez-lhe doer a cabeça. Então disse:

- Diretor, há outras coisas que gostaria de saber, se o senhor puder me dizer... Coisas que eu gostaria de saber, a verdade...

- A verdade - suspirou Dumbledore - é uma coisa bela e terrível, e, portanto, deve ser tratada com grande cautela. Mas, vou responder às suas perguntas, a não ser que haja uma boa razão para não o fazer, caso em que eu peço que me perdoe. Não vou, é claro, mentir.

- Bom... Voldemort disse que só matou minha mãe porque ela tentou impedi-lo de me matar. Mas por que, afinal, ele iria querer me matar?

Dumbledore suspirou muito profundamente desta vez:

- Que pena, a primeira coisa que você me pergunta, eu não vou poder responder. Não hoje. Não agora... Você vai saber, um dia... Por ora tire isso da cabeça, Harry. Quando você for mais velho... Sei que detesta ouvir isso..., mas quando estiver pronto, você vai saber.

E Harry entendeu que não ia adiantar insistir:

- Mas por que Quirrell não podia me tocar? Digo, ele quase perdeu a mão... e ainda tive que perfura-lo com minha katana a fim de ele não conseguir mais contato. - Harry disse. - Sei que parece besteira..., mas, aquele que batalhava comigo não era Quirrell, logicamente que havia Voldemort ali, mas parecia mais como uma casca humana sem alma.

- E... no fim, eu somente queria poder não acabar com uma vida inocente pelo simples fato de que um inimigo jurado a mim que queria me afetar, levando qualquer um no caminho. - Harry que explicava a tudo como um completo adulto, e não como a inocente criança que Dumbledore queria ver e preservar, logo fizera o diretor pensar que talvez Harry estivesse mais do que pronto para saber a verdade.

Porém, ainda sim sua vontade de preservar o bem maior era evidente... seja o bem maior de Harry, o bem maior do mundo, o bem maior de seus planos, o bem maior de seu aluno, ou propriamente o bem maior de Albus Percival Wulfric Brian Dumbledore.

- Sua mãe morreu para salvar você. Se existe uma coisa que Voldemort não consegue compreender é o amor. Ele não entende que um amor forte como o de sua mãe por você deixa uma marca própria. Não é uma cicatriz, não é um sinal visível... Ter sido amado tão profundamente, mesmo que a pessoa que nos amou já tenha morrido, nos confere uma proteção eterna. - O diretor explicava sabiamente. - Está entranhada em nossa pele. Por isso Quirrell, cheio de ódio, avareza e ambição, compartindo a alma com Voldemort, não podia tocá-lo. Era uma agonia tocar uma pessoa marcada por algo tão bom e puro.

- Eu sei... não devia ter pensado no bem maior de meu inimigo. - Harry disse. - Mas... pensar que ali dentro tinha um homem com uma vida pela frente, sendo usado como fantoche... acredito realmente que salvar uma alma dessas não seja tão ruim, quem sabe..., mas só quem sabe... em um futuro próximo ele venha a me auxiliar em alguma coisa boa, estou errado? - Harry indagou com o diretor se surpreendendo ainda mais pelo intelecto oculto de seu aluno, e como isso já tirava uma grande suspeita do garoto, de que a cicatriz nele não era só uma cicatriz, e sim uma alma tentando o possuir, se não possuído já e só enganando a todos.

- Na verdade, Harry... Você está corretíssimo. - Dumbledore disse em nostalgia com uma visão de seu eu passado. - A tempos atrás, eu tive uma pessoa importante para mim, alguém que eu queria salvar da escuridão, dar-lhe uma segunda chance se posso dizer assim... Porém, infelizmente isso foi para com a pessoa errada, eu vejo luz em você..., mas também vejo uma sede por conhecimento geral em prol de sua proteção e do que importa a ti.

- Realmente gostaria de ver, quem sabe um dia a alma que você salvou do Lorde das Trevas, venha a se tornar um ótimo aliado contra o mal que um dia possa aparecer.

Então, Dumbledore se interessou muito por um passarinho no peitoril da janela, o que deu tempo a Harry para se levantar da cama, só notando assim estar sem nenhuma vestimenta superior.

Vendo dezenas de cicatrizes em seu tórax, que com certeza não estavam ali antes do ocorrido com Quilldemort. Harry logo tremeu internamente por mais alguém ter visto isso.

Sabia que seu corpo se curava rapidamente, e praticamente setenta por cento de suas cicatrizes haviam sumido, mas ali estavam elas, completamente expostas como se algo as ocultasse até hoje sem noção da vítima.

Harry que se auto estudava, podia notar marcas de arames, cintos, cortes, correntes, vergões, e muitas outras que não deixava uma aparência grotesca nele, mas sim uma dando indicio de que a vida dele desde cedo nunca foi fácil, e nisso, rapidamente ele visou encarar o diretor em dúvida.

- Ah, meu garoto... Sobre isso. - Dumbledore iniciou com um pesar no olhar. - Madam Pomfrey, realizou um diagnóstico completo em ti sob minha supervisão, encontramos muita coisa, a principal delas foi um charme inconsciente de ocultação, no qual lhe permitiu esconder a tudo aquilo que mais lhe fazia sofrer, mantendo apenas visível suas cicatrizes mais leves, realmente digo que pela primeira vez senti ódio aos No-maj, com base no que fizeram a você.

Vendo o olhar escurecido de Harry, Dumbledore logo continuou enquanto Harry não entendia mal ao que ele dizia:

- Desde as festividades de fim de ano, visei viajar para casa de seus tios, estudei sua vida lá, o que lhe ocorreu e se tudo o que me disse era verídico e sem nenhuma ocultação. - Dumbledore citou. - Devo suplicar minhas mais sinceras desculpas em como foi sua vida com eles.

- Sei que não existe palavras que podem resolver a tudo isso. E nem mesmo sei quanta dor você carrega, esconde, e as mantem de lado para sua autoproteção... Realmente pude perceber que na época que seu metabolismo acelerou de uma hora para outra, não foi uma dádiva, mas sim uma reação imediata de segurança própria que só foi ativada num caso de risco de morte, nunca pensei que você correria tal perigo estando lá...

- Então visei arquitetar alguns planos... Primeiro, existem alas protetores de sangue em volta daquela casa, em referência, alas que somente são fortificadas com sua presença, impedindo assim inimigos de encontrarem seus tios, e principalmente encontrarem você. Estas alas foram criadas a muito tempo, não por mim, mas sim por sua mãe.

Suspirando com sua fala, o velho diretor recuperou a voz, e disse:

- Também visei tentar realizar seus pedidos..., mas infelizmente o ministério negou hostilizadamente.

- O que quero dizer é... Em compensação pelo fato de não conseguir passar minha posse de guardião a alguém de sua confiança. Visei alterar as alas de sangue em sua casa para algo menos rígido, infelizmente cancelar essas alas seria um aviso grandioso para qualquer bruxo das trevas que tenha ressentimento de você pela queda do lorde das trevas anos atrás. - Vendo o olhar analítico de Potter. O Diretor logo chegou ao ponto principal. - Em prol disso, peço que ao menos permaneça naquela casa durante um mês. Dessa forma as alas lá dentro serão totalmente fortificadas cobrando uma taxa maior de magia, mas que no fim, o permitiria ser livre no restante do tempo, ficando lá somente um mês e assim podendo cuidar de sua vida como bem entender.

- Hm... - Harry murmurou com o diretor realmente pensando que Harry negaria. - Tudo bem... um mês não será um problema, será tempo suficiente para conversar com meu priminho, e por mais que odeie aqueles dois porcos que se dizem ser a supremacia da razão e tenha uma vontade eminente de fazer eles sofrerem ao que me causaram, não os faria pois poderia resultar em algo de ruim afetando minha relação com Duda.

Suspirando aliviado pela resposta de Harry, o diretor logo sentira que tinha algo de errado pelo sorriso maníaco do garoto:

- Mas... - Era isso que Dumbledore temia. Harry realmente sabia ser um manipulador oculto muito bom.

Isso desde que o diretor recebeu o desabafo do Potter, teve de fingir uma calmaria sem igual naquela noite, porém após isso movimentou a Ordem de espiões dele completa em prol do estudo e proteção do Potter naquela casa repleta de perigo a ele.

- Ainda vou querer esse espelho... Não para meu uso, mas como um ato de boa-fé para com Gringotes, que literalmente foi a primeira conexão minha ao mundo bruxo, nos quais mostraram uma humildade e lealdade sem igual.

- Hnpf... Tudo bem... - Dumbledore suspirou olhando ao reflexo do espelho, algo em que um homem de cabelos grisalhos visava sorrir a ele. - Acredito que já está na hora dele ser passado a frente e superar a ilusão.

- E... - Harry ditou fazendo agora o diretor o olhar confuso, pois realmente não sabia ao que Harry queria o forçar a receber.

Mil coisas passavam pela mente do diretor, seja Harry querendo o chapéu seletor, algum artefato raro de seu escritório, ou qualquer coisa que ronde a mente inacessível desse garoto, que em quase um ano, em momento algum o olhara nos olhos, impedindo assim o diretor de conseguir ao menos dar uma espiada em sua mente.

- He... desde que você viu minhas cicatrizes obtidas pela "feliz, alegre e pacifica" vida que tive nos últimos onze anos... - Harry explicou sombreando o olhar numa falsa seriedade. - Quero... que desative o glamour ao seu redor, e me mostre quem realmente você é...

- Sem manipulações, Dumbledore... Pois nessa arte eu não sou um ignorante. Me mostre quem realmente é você, e assim eu poderei lhe dar um voto de confiança após tudo o que recebi nesse seu trabalho ridículo como guardião magico.

Vendo o olhar surpreso do diretor, Harry realmente sentira vontade de rir. Mas logo, o "velhinho avô", simplesmente descartara seu semblante humilde e indefeso, enquanto uma luminosidade parecia se apoderar ao seu redor.

Num instante, Harry cobrira os olhos, perante a luminosidade que se propagava do velho barbudo a sua frente, e no outro instante, o mesmo coçava os olhos enquanto via uma imagem completamente diferente da qual ele imaginava o diretor.

Era um homem de mesma estatura do diretor ali em sua frente, estava de costas para ele enquanto se encarava no espelho de Ojesed.

Trajava consigo uma calça social preta, um sobretudo escuro e bem alinhado ao que aparentava ser um corpo jovem e saudável, junto ao fato de uma cartola elegante situar-se acima de sua cabeça.

- Dumbledore? - Harry indagou com o homem se virando enquanto sorria, mas não um sorriso de avô que Harry tanto se acostumara, mas sim um sorriso simples, de alguém que estava extremamente calmo em mostrar-se realmente quem era.

Seu rosto detinha de uma barba bem-feita, e não olhando diretamente nos olhos do homem ali a sua frente, Harry pudera estudar ele por completo, sua postura, sua mão empunhando uma varinha que emitia uma sensação de puro poder, e até mesmo os olhos dele, olhos que eram azuis como os da família Weasley.

Realmente Harry agradecia e muito em ter essa capacidade de analisar aos outros, sem ao menos movimentar os olhos ao redor ou focar diretamente em um ponto. E claramente o diretor a sua frente sorriu, sorriu como se compreendesse ao que Harry fazia, sorriu como se Harry só podia o estuda-lo porque o mesmo queria, e junto a isso, o diretor parecia não deixar de se orgulhar de algo.

- Sim, Harry... esse sou eu, realmente. - Dumbledore disse abrindo os braços ao lado. - Incrível, não é? Os milagres da magia. - Ele continuou.

- Enquanto os No-maj visam envelhecer rapidamente, nós bruxos conseguimos elevar isso ao ponto de até mesmo alguns ter cento e oitenta anos e continuar com suas aparências em seu auge dos vinte aos trinta.

- É... mas me diga? - Harry iniciou - Por que se esconder?

- Não é me esconder, Harry..., mas sim me adequar ao que a sociedade espera de um diretor e bruxo poderoso com uma idade avançada.

- Imagine só, por mais que seja incrível ter um diretor jovem e poderoso em uma das mais prestigiadas escolas de magia e bruxaria... Fingir ser um avô, que pode lhe dar tanto proteção, como aconselhamentos, torna tudo mais fácil tanto aqui dentro da escola, quanto no próprio ministério da magia.

- Sim, como você mesmo disse... Manipulações, mas existe uma grande diferença entre manipular coisas para um bem maior, e outros que manipulam as coisas para um mal ou catástrofe eminente. - Dumbledore explicou empunhando sua varinha, e com um aceno simples, um veloz malão fora atraído para onde estavam.

Com Harry reconhecendo a ele, Dumbledore logo sorriu em brincadeira pelo olhar chocado do garotinho de aparência adolescente.

- Maleta interessante... acreditaria que um grande amigo meu tinha uma igual? - Dumbledore disse com Harry logo o olhando sem saber o que dizer.

Por mais que ele tivesse pedido ao diretor parar de fingir ser uma coisa, ele não esperava essa mudança drástica de cenário. Era como se o ex-velhinho barbudo soubesse de tudo e todos, e mesmo assim não se importava com nada como se as coisas corressem totalmente bem.

- Oh, não se importe... Não estou confiscando-a, somente a atrai para você poder se vestir daqui a pouco e guardar esse espelho, creio que a nomeação do fim de ano letivo irá ocorrer está noite, e precisara se aprontar após os últimos exames aqui dentro.

- Deixe me ver se entendi... então você sabe de tudo? - Harry indagou recebendo um sorriso bem entendedor.

- Sabe... sempre senti afinidade com os grandes pássaros mágicos. - Dumbledore iniciou. - Há uma lenda em minha família, que uma fênix irá ajudar sempre um Dumbledore em apuros, eu tenho a minha... e você, ah é incrível a capacidade magica de uma varinha, estou correto? - Ele explicou a tudo naturalmente.

- Realmente foi incrível quando Hagrid me contou sobre suas varinhas, e como você criou vida a partir do nada com uma varinha que a muito tempo nem mesmo eu fui capaz de ser escolhido... Mais incrível ainda quando você contrabandeou um dragão da cabana do Hagrid, para sua maleta, e ainda mais incrível, como você criou uma comoção incrível no ministério da magia, somente pelo fato de acreditarem que um dragão estava sendo contrabandeado de Hogwarts, para somente ser uma pegadinha Weasley ao entender do ministério que confiscou uma caixa contendo uma escultura de pedra. Você desagradou e muito uma das potencias políticas de lá. - Ele dizia com graça como se isso o tivesse feito ganhar o dia.

- Digamos que estou surpreso com seu primeiro ano e tudo ao que realizou, sei que desconfia de mim para com a Pedra Filosofal, mas isso realmente não fazia parte de plano algum. Nicolau é um grande amigo, ele sabia que não havia local mais seguro que Hogwarts para se guardar a Pedra, somente não esperava que muito antes desses planos serem formulados, que o Professor Quirrell já estivesse sob controle de um Lorde das Trevas enfraquecido que não era capaz de ser sentido.

- Eu estava a mantendo segura, e ocorreu de a sua pessoa acabar sendo alvo também, não se engane. Me sinto mal pela destruição da Pedra Filosofal, mas com uma boa conversa junto a meu amigo Nicolau, pude clarear minha mente e pensamentos.

- Você ainda é jovem, Harry. Quero realmente preservar sua inocência e te fazer aproveitar a juventude como um dia eu aproveitei, mas sei que já é um pouco tarde para tal. Devido a isso, não irei interferir em sua vida fora da escola mesmo sendo seu guardião magico, peço que tenha responsabilidade ao que faz longe da casa de seus tios, e quando retornar a ela para um mês lá dentro, peço que vise notar que está retornando para seu priminho que realmente é alguém que dá valor a você, e o vê como fonte de inspiração.

- Seus tios foram bem avisados por um certo homem barbudo, estiloso e de olhos azuis com uma cartola na cabeça, que com certeza não se parecia em nada com o velhinho diretor de Hogwarts. - Dumbledore explicou por fim citando cada aspecto dele mesmo na forma atual. - Por isto, novamente peço perdão sob minha ausência como seu guardião magico, peço perdão pelo que passou naquela casa, perdão pelos seus traumas... e por fim, peço que não caia ou sucumba ao lado errado das coisas, a um mundo todo para você explorar e aproveitar, não deixe problemas de um país atrasarem sua vida.

- Você é um garoto forte, inteligente, esperto, e com certeza tem uma legião de fãs e algumas mulheres que com certeza se atraem por você... não desista de uma vida de glória e felicidade, por conta do que seus tios fizeram, e também não siga o caminho da vingança contra um Lorde das Trevas, pois realmente isso somente o definharia lentamente.

- Uau... - Harry suspirou pesadamente. - Realmente eu esperava alguém mais jovem..., mas não alguém com uma presença magica tão poderosa... devo admitir, suas manipulações são muito boas, e realmente esse tal ministério da magia iria temer e muito quando visse a você agindo e falando de forma tão direta.

- Mas, muito bem... a partir de hoje iremos começar tudo do zero e com o pé direito. Não sei o porquê de ter tanto controle emocional, quando no meu lugar qualquer um enlouqueceria e se tornaria um bruxo das trevas..., mas, realmente somente quero esquecer 99% do que tive antes do meu aniversário de onze anos, mantendo somente foco nas memórias com meu priminho. - Harry explicou estendendo as mãos que o diretor firmemente apertou em um cumprimento, tentando ainda olhar nos olhos do Potter. - E, não pense que somos amiguinhos... não pense que pode citar um discurso motivacional e achar que me arrastara para algum tipo de guerra, não pense que vou deixar olhar nos meus olhos e ler a minha mente, e muito menos, não acredite em momento algum que eu sou um fantoche para ser manipulado por você nesse seu bem maior.

- Tenho meus próprios planos, tenho minhas próprias ambições, e até que eu realmente acredite que esse seu "bem maior" seja algo realmente digno de minha atenção e confiança, então até lá seremos rivais Dumbledore. E não importa se é você, Voldemort ou qualquer um do planeta inteiro, serei eu o bruxo mais forte que existe. - Harry ditou com uma seriedade incrível, no qual Albus Dumbledore realmente só entenderia que isso não era brincadeira quando um dragão rei sucumbisse a morte após três mil anos de idade, tudo pelas mãos do garoto a sua frente.

- Você tenta me manipular, Dumbledore, e eu respondo te manipulando... Veremos no que isso irá resultar no fim. - Pela primeira vez Harry disse dessa vez respondendo ao olhar de Dumbledore com um sorriso desafiador.

Imediatamente sua mente tornara a tocar uma música eletrônica audível em seus ouvidos, com o diretor piscando em surpresa e certa careta dolorida com um passo atrás, mas que logo sorriu desafiadoramente pela defesa mental incrível que acabara de se chocar.

- Muito bem... garoto. - Dumbledore disse em brincadeira sob riso de Harry onde enfim ambos terminarem seu cumprimento.

[ ... ]

Dumbledore visara sorrir enquanto Harry abria seu malão e retirava um terno completo que comprara antes de vir a Hogwarts, o estendera sob um cabide e prontamente estudou um pouco a varinha em mãos do diretor, que saboreava um dos doces a qual Harry ganhou.

Ela era diferente de qualquer uma que ele já vira, detinha de uma forte presença igual a sua, e Harry não queria entrar no assunto sobre elas, pois ainda nem sabia ao que poderia realmente fazer com a sua e o que a do diretor podia fazer.

Já Dumbledore, esse nunca imaginara no garoto Potter sendo assim, pensara em alguém aparente mais velho, talvez mais intelectual, porém de mente inocente, que precisava de um amparo fixo para seguir em frente.

Mas ali estava, um garoto de somente onze anos, com aptidões para quatro grandes casas de Hogwarts, com duas varinhas excepcionalmente poderosas, de intelecto oculto e calculista, surpreendendo e muito a um dos maiores bruxos atualmente vivo no mundo magico inteiro. E isso somente fazia ao diretor ansiar por mais dessa rivalidade de ideais com seu aluno e Garoto-que-Sobreviveu.

Harry vira por trás de sua máscara de avozinho solidário, e ainda mostrara que realmente não temia isso e não seria manipulado para nada. Se fosse ter de manter Harry a seu lado como um aliado, teria de parar de agir como vinha fazendo desde a última guerra, teria de parar de acreditar que a tudo que ele fazia, resultava no bem, realmente a fama que os bruxos traziam em seu nome podia fazer tudo subir à cabeça, e desde que todos esperavam algo de Dumbledore, ele passara a agir manipulativamente e solitariamente para realmente alcançar a isso, e agora teria de parar, ou do contrário, realmente perderia a confiança de Harry Potter e isso não poderia vir a ser consertado.

Já voltando de seus devaneios sobre varinhas por parte de Harry, e por ideais de paz em parte de Dumbledore. Harry logo perguntara enquanto ainda havia tempo:

- E a capa da invisibilidade? O senhor sabe quem a mandou para mim? - Harry perguntou com o diretor se virando. - Para que eu pergunto, é claro que você sabe. - Harry continuou com o mais velho rindo.

- Ah, por acaso seu pai deixou-a comigo e eu achei que você talvez gostasse de receber isso como um presente. Não me olhe assim, seria estranho e extremamente tendencioso se do nada eu aparecesse na vista de todos e te desse uma capa dessas, fora que não sabia se você seria uma daquelas crianças mimadas que saem se achando sobre ganhar algo de alguém. - Os olhos de Dumbledore faiscaram - Coisas úteis... Seu pai usava-a principalmente para ir escondido a cozinha roubar comida, quando estava aqui, ou outras coisas que ele e o grupinho bagunceiro dele aprontava contra todos em suas infames pegadinhas dos Marotos.

- E tem mais uma coisa... - Harry disse vendo o homem elevar sua varinha na direção do próprio rosto.

- Diga. - O homem respondeu.

- Quirrell disse que Snape... - Harry tentara dizer, porém logo o mais velho o censurou.

- O Professor Snape, Harry.

- Sim, senhor, ele... É verdade que ele me odeia porque odiava meu pai. Isso é realmente verdade? E se sim, por qual motivo ele tem estado tão manso comparado aos outros alunos.

- Bom, ele e seu pai se detestavam bastante. Mas não é diferente de você com o Sr. Malfoy. No caso deles, era mais como uma rivalidade pelo coração de uma dama... E, além disso, seu pai fez uma coisa que Snape nunca pôde perdoar, de mesmo modo que Snape fez coisas que ele mesmo nunca irá se auto perdoar.

- O quê? - Harry perguntou curioso sobre descobrir mais sobre seu pai.

- Seu pai salvou a vida dele. - O diretor explicou diretamente.

- Sério? - Harry indagou.

- Sim... - disse Dumbledore sonhador - É engraçado como a cabeça das pessoas funciona, não é? O Professor Snape não conseguiu suportar o fato de estar em dívida com o seu pai. De mesmo modo que ele não consegue se perdoar por seus pecados no passado.

- Acredito que tenha se esforçado para proteger você este ano, porque achou que isso o deixaria quite com o seu pai. Assim podia voltar a odiar a memória do James em paz...

Harry tentou compreender, mas sentiu a cabeça latejar pelo seu estado ainda debilitado, por isso parou.

- Mas também, foi uma incrível surpresa para o mestre de poções, que logo o filho da pessoa que ele mais odiava, era um amante de poções... Acho que isso realmente mexeu com ele, e o fez se afeiçoar a você minimamente devido ao trabalho duro que tem realizado durante o ano.

- Pode não parecer muito, mas de todas as pessoas, eu temia que a hostilização dele acabasse por nublar seu profissionalismo, imagine minha surpresa ao ver que ele pouco a pouco vem passando a se afeiçoar contigo, isso por curar a perna dele com uma magia muito avançada, quanto por seus trabalhos extras em poções.

- É... mas espero que se você uma hora ou outra conversar com ele. Vise explicar que tal tratamento tem de ser realizado para com todos e não somente comigo.

- Eu até tento não dar indícios de qualquer favoritismo a alguma casa quando minha escolha inicial foi estar na Grifinória, mas de nada adianta quando ele vira seus próprios alunos da Sonserina contra os outros, e os trata como nobreza enquanto somente hostiliza as outras casas e principalmente a Grifinória.

- Sobre isso... acho que você pode realmente resolver. Sabe, ser um Divergente, transitar por todas as casas e dormitórios. - Dumbledore disse jogando verde. - Imagina a repercussão tanto dos alunos, quanto do ministério, ao saber que o menino de ouro da Grifinória, está tendo uma relação amigável com Sonserinos, nos quais sempre são mal interpretados e taxados como vilões em ascensão. Mudanças grandiosas podem vir a surgir no decorrer dos anos, isso com pequenos atos seus.

- Bom... isso não seria um problema. Fiquei sabendo que a Sonserina tem quartos privados para cada aluno, quem sabe para o próximo ano letivo eu decida comprar algumas vestes verde. - Ele respondeu com o diretor sorrindo.

E, diretor, só mais uma coisa...

- Só essa? Ainda tenho de voltar a ser um "velhinho sábio" e resolver alguns assuntos para cerimonia final.

- Entendo, sei que a Pedra Filosofal foi destruída pelo Fogo Maldito. - Harry ditou. - Mas, como foi que tirei a Pedra do espelho? Digo, era como se eu a segurasse, a colocasse no bolso em meu reflexo, e em resultado o peso da Pedra surgia realmente comigo.

- Ah, fico satisfeito que você tenha me perguntado. Foi uma das minhas ideias mais brilhantes, e cá entre nós, isto é alguma coisa. Sabe, só uma pessoa que quisesse encontrar a Pedra, encontrar sem usá-la, poderia obtê-la, de outra forma, a pessoa só iria se ver produzindo ouro e bebendo elixir da vida. O meu cérebro às vezes surpreende até a mim... - Ele disse tocando sua varinha na cabeça de forma engraçada.

- Agora chega de perguntas. Sugiro que comece a comer esses doces. Ah, feijõezinhos de todos os sabores! Quando eu era moço tive a infelicidade de encontrar um com gosto de vômito, e desde então receio que tenha perdido o gosto por eles. Mas acho que não corro perigo com um gostoso caramelo, não acha? - E sorrindo jogou um feijãozinho caramelo escuro na boca. Então se engasgou e disse:

- Que pena! Cera de ouvido! - Dumbledore disse por fim com uma cara amarga, e nisso novamente ele brilhara luminosamente quando tocara com a ponta da varinha em sua testa.

- Novamente o aconselho, cuidado com essa maleta. Não irei proibi-lo de usa-la..., mas também, não posso permitir que seja pego com ela... Por isso:

E com um alçar de varinha pela última vez ali, Harry enfim vira que ela se transfigurara agora uma maleta nova, adornado por coro escuro e um símbolo de Hogwarts, junto a uma Fênix em chamas incrustada ao lado de uma Coruja nevada.

- Transfiguração Permanente, e Feitiço Avançado de Ocultação Magica... Acredito que seja o suficiente. - O diretor explicou sorridente com seu ar de avô novamente ao seu redor. - E também... não se esqueça do botãozinho engana trouxa. - Por fim ele disse sorrindo brincalhão.

E nisso, ele enfim saíra da ala hospitalar, com Madam Pomfrey enfim invadindo.

[ ... ]

Madame Pomfrey: A encarregada da ala hospitalar de Hogwarts, era uma boa pessoa, uma linda loira que ele conhecera desde o início do ano escolar, porém... muito rigorosa.

- Por favor... só cinco minutinhos. - suplicou Harry.

- Absolutamente não.

- A senhora deixou o Professor Dumbledore entrar mais cedo.

- Bom, é claro, ele é o diretor, é muito diferente. E qual a ideia dele te permitir comer essa montanha de doces? Precisa descansar.

- Estou descansando, olhe, deitado e tudo. Ah, por favor, Madame Pomfrey...

- Ah, muito bem. Mas só cinco minutos. - E com um olhar de cachorrinho dele. Ela logo bufou. - Tudo bem... a coruja também pode entrar.

E ela deixou Ron e Hermione entrarem nos quais traziam uma ave nevada que voara velozmente contra seu dono.

O bicando furiosamente sob sua cabeça, todos ali riram pela inteligência da ave que com toda certeza sabia que seu dono quase morrera dias atrás.

- Harry! - Hermione parecia prestes a abraçá-lo outra vez, mas Harry viu que ela se conterá porque a cabeça dele ainda estava com uma ave furiosa que mais parecia o estar insultando pelas bicadas e ruídos frenéticos.

- Ah, Harry, nós estávamos certos que você ia melhorar... Apesar de que Dumbledore estava tão preocupado na noite do ocorrido...

- A escola inteira não fala em outra coisa. A Pedra, Quirrell, Cérbero, tudo. - disse Ron - Mas, no duro, o que foi que aconteceu?

Era uma das raras ocasiões em que a história verdadeira é ainda mais estranha e excitante do que os boatos fantásticos. Harry queria contar tudo..., mas sabendo que não podia tal ainda no castelo, visou se limitar ao que explicou para o diretor.

Ron e Hermione eram bons ouvintes, exclamavam nas horas certas e quando Harry lhes disse o que havia sob o turbante de Quirrell, Hermione soltou um grito.

- Então a Pedra foi destruída? - perguntou Ron finalmente. - Flamel simplesmente vai morrer?

- Foi o que perguntei, mas Dumbledore acha que... Como foi mesmo?... Que para a mente bem estruturada a morte é a grande aventura seguinte.

- Eu sempre disse que ele era biruta. - disse Ron, parecendo muito impressionado com a grande loucura do seu herói.

- Então o que aconteceu com vocês e os outros dois? - perguntou Harry.

- Bom, eu voltei sem problemas. - disse Hermione - Levei Ron para a ala hospitalar. Neville e Tonks foram atrás de Dumbledore, quando encontrei ela no terceiro andar de volta, todos os professores estavam lá, e Dumbledore surgiu completamente do nada, ele já sabia, e só disse "Harry foi atrás dele, não foi?", e saiu desabalado para onde você estava.

- Você acha que ele queria que você fizesse aquilo? Digo, ele parecia muito preocupado quando chegou na ala hospitalar com você nos braços, mas vai saber? - perguntou Ron. - Mandou a capa do seu pai e tudo o mais?

- Bom! - explodiu Hermione - Se ele fez isso... Quero dizer... Isso é horrível... Você podia ter sido morto.

- Não, não é horrível! Não sei se foi proposital ou não, mas descobri muitas coisas hoje e isso já basta. - disse Harry pensativo - Ele é um homem engraçado, o Dumbledore. Manipulador ao que posso ver, mas não alguém simploriamente má.

- Não acho que tenha sido por acaso que me deixou descobrir como o espelho funcionava. Era quase como se pensasse que eu tinha o direito de enfrentar Voldemort se pudesse... e isso de todo modo somente me beneficiou. - Harry explicou enquanto diminuía o espelho através de uma magia.

- Garota... será que pode me fazer uma entrega muito especial? - Harry indagou enquanto sua coruja guinchava como se isso fosse algum desafio.

- Muito bem. - Ele disse enquanto o minúsculo espelho que ele minimizara e embalara, era posto em uma caixinha de presente que Harry invocara por pura magia básica, junto a uma pequena anotação com assinatura de sangue que Harry fez através de uma das folhas e envelopes ali contidos. - Leve ao Gringotes... há uma carta ditando que é um presente de boa-fé, perante a aliança Potter com o maior banco dos bruxos. - Terminando de explicar, a coruja logo o bicara carinhosamente dessa vez com um pio alegre que mais parecia um alivio dela para com seu dono, e nisso enfim saíra janela a fora com a caixinha de presente que com certeza surpreenderia e muito ao chefe do maior banco mágico.

- Bom, já que temos tudo resolvido, tomei a liberdade de guardar suas coisas em seu malão e as mantive em cima de sua cama. Os pontos já foram todos computados e Sonserina ganhou, é claro. Você faltou ao último jogo de Quadribol do ano, fomos estraçalhados por Corvinal sem você e eles ficaram em segundo lugar com poucos pontos abaixo da Sonserina.

- Sim, Harry, e espero que melhore logo. - Hermione disse o abraçando e situando um selinho em sua bochecha, ao mesmo momento em que Madame Pomfrey irrompeu no quarto.

- Vocês já estão aí há quinze minutos, agora FORA. - disse a mulher com firmeza e Harry não pode negar que ver essa loira toda autoritária, mexia com a sanidade dele.

- Vão lá, pessoal. Eu apareço para o jantar... se não receber alta, pode deixar que eu dou uma escapada. - Harry disse sob olhar indignado da loira adulta ali em questão.

[ ... ]

Depois de uma tarde de consultas básicas, e diversas poções com gostos horríveis que Pomfrey informou ser para enfim terminar seu primeiro período na ala hospitalar.

O mesmo logo ditara após sair de um banheiro enquanto agora trajava seu terno que a mulher não pode deixar de elogiar a ele pela boa aparência.

- Quero ir à festa. - disse a Madame Pomfrey, quando ela estava arrumando suas muitas caixas de doces - Posso, não posso?

- O diretor Dumbledore disse que devo deixar você ir. - respondeu ela fungando, como se, na sua opinião, o Professor Dumbledore não percebesse os riscos que uma festa pode oferecer - E você tem outra visita.

- Que bom. Quem é? - Hagrid foi-se esgueirando pela porta enquanto Harry indagava.

Em geral quando estava dentro de casa, Hagrid parecia demasiado grande para que o deixassem entrar. Mas aqui, com a ala hospitalar enorme, o guarda-caça parecia até bem comum.

Sentou-se ao lado de Harry, deu uma olhada e caiu no choro.

- É... Tudo... Minha... Culpa! - soluçou, o rosto nas mãos. - Eu informei ao mal como passar por Fofo! Eu informei! Era a única coisa que ele não sabia e eu informei! Você podia ter morrido! Tudo por causa de um ovo de dragão! Nunca mais vou beber! Eu devia ser demitido e mandado viver como trouxa!

- Rubeus! - chamou Harry chocado por vê-lo sacudir de tristeza e remorso, as grandes lágrimas se infiltrando pela barba - Rubeus, ele teria descoberto de qualquer maneira, estamos falando de Voldemort, teria descoberto mesmo que você não tivesse informado.

- Mas você podia ter morrido! - soluçou Hagrid - E não diga o nome dele!

- VOLDEMORT! - berrou Harry, e Hagrid levou um choque tão grande que parou de chorar.

- Estive com ele cara a cara e vou chamá-lo pelo nome que tem. Por favor, anime-se, Hagrid, eu roubei a Pedra Filosofal para impedir alguém de rouba-la... Nossa... Isso soa muito irônico. - Harry disse pensativamente o que disse por último.

Hagrid secou os olhos em lagrimas lentamente e pouco notou que Harry disse "roubar" e não "destruir", para assim ele logo dizer:

- Ah, isso me lembra. Trouxe um presente para você.

- É comida caseira, não é? - perguntou Harry ansioso como se a séculos não comia algo feito à mão, diferente dos doces e jujubas ganhou de presente, que só detinham de sua salvação quando recebeu uma certa remessa de coxinhas salgadas vindas de uma conhecida de Hogsmeade. Abriu-o curioso e, finalmente, Hagrid deu uma risadinha.

- Não, Dumbledore me deu folga ontem para eu providenciar. Claro, devia mais é ter me demitido. Em todo o caso, trouxe isto para você... - Parecia ser um belo livro encadernado em couro. Harry abriu-o, curioso. Estava cheio de retratos de bruxos, de cada página, sorrindo e acenando para ele, estavam sua mãe e seu pai. - Mandei corujas para todos os velhos amigos de escola de seu pai e sua mãe, pedindo fotos... E sabia que você não tinha nenhuma... Gostou?

Harry nem conseguiu falar, seu rosto não conseguia expressar nada, mas Hagrid compreendeu.

De algum modo, esse presente a ele fora algo tão especial, que o mesmo até mesmo esqueceu-se de que recebera uma maleta contendo centenas de bestas mitológicas magicas.

Nisso, guardando o presente dentro da maleta, um clique em sua mente fez com que Harry a fechasse e girasse o botão, desativando assim o engana trouxa.

- Hagrid, vem comigo... - Harry disse enquanto abria a maleta e para os dois adultos atrás de Harry, eles conseguiam ver o que parecia ser um escritório de poções ligado a uma escada de madeira maleta a dentro.

Com ele descendo e o Guarda caça sendo sugado velozmente para baixo devido ao tamanho dele, Harry prontamente acenara para Madam Pomfrey vir também.

E para surpresa dos dois adultos:

- Harry... isso é? - O guarda-caça disse maravilhado, não conseguindo se expressar.

- Sim, não posso dizer como a consegui..., mas afirmo que foi por meios legais. - Harry disse orgulhosamente. - Eu acho, pelo menos. - Ele terminou em um sussurro duvidoso imaginando se realmente Niklaus tivesse roubado isso, Harry nunca saberia.

- Uau... - Era tudo que Madam Pomfrey podia dizer enquanto um filhote de Nundu corria até eles e pulava sob a mulher de forma eufórica e carinhosamente.

Harry que caminhara calmamente até o casal adulto de Nundus ali, visara acariciar cada um de forma que eles se aninhassem perto de si.

Era realmente incrível como Harry tinha sua aptidão para domar amigavelmente as feras, obter suas confianças e lealdades, junto ao fato das presenças convidadas por ele, não serem hostilizadas pelas criaturas ali dento.

Isso, sendo que bem perto dos visitantes, haviam três Nundus, uma das bestas mais perigosas do mundo magico.

- Mas, Harry... como... - Hagrid tentara dizer enquanto buscava a palavra certa, somente para na longa distância do horizonte, ele ver uma fera voadora de cor escura vir velozmente para eles.

Fora realmente impossível para o guarda-caça não reconhecer ao que era aquilo, e logo os olhos do mesmo passou a lacrimejar com ele correndo até a fera completamente carente que pousara metros à frente num estrondo do solo.

- Hagrid conhece este dragão? - Pomfrey perguntou abismada ainda com o filhote de Nundu sob os braços, e achara muito fofo quando o mesmo bocejara e seu pescoço se alongara para os lados.

- É o Norberto. - Harry explicou com ela rindo pelo nome. - Bom, vamos deixar ele um pouco sozinho com seu "filhote". - Harry disse rindo enquanto voltava para a área residencial com escritórios de poções e muitas outras alas.

- E como você os alimenta? - Ela perguntou caminhando lado a lado de Harry.

- Boa parte do tempo sou eu quem cuido, acordando mais cedo e cuidando de todas enquanto aprendo mais e mais sobre elas... Já, quando não posso fazer isso, há um sistema automático que os fornece refeições quando ocorre de eu estar quinze minutos atrasado. Foi uma grande sorte ter um sistema magico avançado já pronto para isso com um imenso armazenamento de comida e poções de cura para cada espécime.

- Você realmente não para de surpreender, não é, Potter? - Pomfrey disse em brincadeira.

- Bom... e olha que ainda nem tive um momento para sair junto aos gêmeos Weasley. - Harry respondeu em continuidade ao estilo brincalhão da médica. - Enfim, seria possível manter isso tudo em segredo... não quero o ministério na minha cola por carregar centenas e centenas de bestas magicas dentro de uma maleta.

- É muita irresponsabilidade sair com isso por aí..., mas não há muito o que fazer quando o próprio Dumbledore lhe da carta branca. - Ela explicou com ambos subindo as escadas para fora da maleta.

E com isso, o restinho da tarde passou-se com Harry ajudando sua médica favorita a guardar e armazenar suas coisas, isso tudo enquanto esperavam um certo guarda-caça terminar de matar sua saudade do famoso dragão norueguês que causara um bom tumulto no ministério tempos atrás.

[ ... ]

Harry desceu para a festa de fim de ano sozinho aquela noite. Conseguira organizar algumas últimas coisas em seu malão e ainda tivera um tempo para procurar por Fyexbolt. Mas ao que realmente aparentava, ela arcaria com seu pedido antes de sua caçada a Pedra Filosofal iniciar.

Seu uniforme padrão já estava guardado, e como estava de blazer, não viu problema em mantê-lo. Atrasara-se com a carência do guarda-caça para com seu dragão de estimação, mas que contentara e muito a Harry, já que Hagrid afirmara que nunca mais duvidaria do Potter pelo simples fato dele manter-se com sua promessa.

O salão principal já se enchera. Estava decorado com as cores de Sonserina, verde e prata, para comemorar sua conquista do campeonato das casas pelo sétimo ano consecutivo. Uma enorme bandeira com a serpente de Sonserina cobria a parede atrás da mesa principal.

Quando Harry entrou com as duas enormes portas sendo empurradas para o lado, houve um silêncio momentâneo e em seguida todos começaram a falar alto e ao mesmo tempo num burburinho incompreensível ao Potter. Os gêmeos Weasley não ajudavam em nada, pelo simples fato de ter um cartaz enorme de ponta a ponta na extensão da mesa da Grifinória.

== POTTER FILOSOFAL ==

Era o que dizia no cartaz em que animadamente por pura magica, visava mostrar ele enquanto segurava uma pedra idêntica a real Pedra Filosofal.

Ele caminhava calmamente na direção do palco central em que os professores conversavam, muitos visavam debater sobre a teoria de que Harry destruíra a Pedra Filosofal, outros como os gêmeos visavam acreditar que a Pedra ainda existia, e seu amigo tinha a obtido sem conhecimento dos funcionários.

E foi assim, que ele finalmente chegara até seu local de destino, porém parara de frente a melhor bruxa capacitada em transfiguração.

- Sr. Potter... não deveria estar com seus amigos? - Minerva indagou sob atenção de todos os professores e funcionários.

- Com certeza..., mas, acredito que deva lhe devolver esse brinquedinho, não é? - Harry disse com um sorriso enquanto em volta de seu pescoço, ele retirava uma corrente dourada com uma espécie de ampulheta ali situada.

- Oh... espero que tenha ajudado você e a Srta. Granger. - A professora disse enquanto recebia e notava que o objeto ali, fora usado constantemente durante o ano letivo.

- Sim, no início foi um pouco confuso essa coisa de vira tempo, e ainda ter de evitar os movimentos que eu já tinha feito antes, mas quando se acostuma, fica fácil transitar de uma aula a outra, principalmente com uma capa que recebi de presente. - Harry explicou tendo a sorte de ninguém atrás dele saber o que ele havia entregue a MacGonagall. - Sei que por mais que seja um presente, não iria me querer ver levando-o fora da escola, então... todo seu.

Voltando para o professor de poções, Harry pode vê-lo se ajeitar na cadeira enquanto o encarava com um olhar presunçoso e até desafiador:

- Sabe, Severus... É realmente engraçado como você tem essa aura ameaçadora como a de um vampiro obscuro. - Harry iniciou sob olhar afiado do mais velho. - Mas, obrigado... realmente obrigado por ter tentado me salvar o ano todo, e até mesmo ter se voluntariado para se tornar o juiz afim de impedir que Quirrell me azarasse lá de cima e eu quebrasse o pescoço. - Vendo o olhar surpreso de Minerva, um sorrisinho no rosto de Dumbledore, e o burburinho dos funcionários. Harry prontamente viu que somente isso já deixara o mestre de poções muito desconfortável. - Bom, acredito que isso tenha quitado o fato de James Potter tê-lo salvo no passado.

- Muito presunçoso de sua parte tentar vir aqui se mostrar, igual seu papaizinho fazia com sua gangue de arruaceiros..., mas não pense que ganhara pontos comigo por ter destruído um artefato tão raro em prol de alguém tentar rouba-lo. - Snape disse com Harry rindo em resposta.

- Claro que não, mas você tem de entender... - Harry disse largando o sorriso e ficando mais sério. - Eu compreendo muito bem a linguagem das flores. - Ditou ele afiando o olhar ao professor de poções, que lentamente engoliu em seco.

- Quando você disse na minha primeira aula de poções: "O que eu obteria se adicionasse raiz de Asfódelo em pó a uma infusão de Losna?"

- É! Eu entendi... principalmente quando descobri que você tinha alguma relação para com minha mãe, conturbada, mas não deixava de ser alguma relação. Asfódelo é um tipo de lírio e significa "lembrado além da tumba" ou "meus arrependimentos te acompanham até o túmulo", enquanto a Losna é comumente associada a "arrependimento ou amargura". - Harry disse enquanto puxava um pedaço de papel com algo escrito e entregava a Snape.

"Eu me arrependo amargamente da morte da Lilian."

Era o que dizia na folha de papel sob olhar surpreso do professor de poções com somente Minerva e Dumbledore conseguindo ler por estarem ao seu lado.

- Sim, não foi difícil entender, apenas precisava de um foco para compreender ao que você tinha a ver com minha mãe. - Harry disse sabendo que suas investigações pessoais por Hogwarts e pelos retratos durante o ano, o fizeram descobrir sobre os Marotos, sua mãe e Severus em sua época estudantil.

- Uau, sua arrogância é tão grande, que te faz pensar que o mundo todo gira a sua volta... patético igual ao pai. - Severus tentou cortar ao garoto de forma hostil, que só fizera Harry rir ainda mais.

- Também você me perguntou qual a diferença entre Acônito Licoctono e acônito Lapelo. - Harry disse novamente um papel, com dessa vez citando três nomes: "Lily \ Severus / Petúnia".

- Essa é, talvez, uma sentença mais mordaz, quando analisada a partir da linguagem das flores. Acônito licoctono é associado a "cavalheirismo" enquanto o lapelo pode significar "misantropia" ou "desprezo pelos outros".

- Poderia significar que você está comparando as ações heroicas de minha mãe com a própria natureza autodestrutiva sua durante a última década.

- Um lírio pode ser interpretado como "beleza, elegância, doçura". Esta flor impressionante é fácil de crescer, desde que plantada no lugar certo. Também, de acordo com manuais de jardinagem, fazem maravilhosos buquês. O que atualmente reflete no nome de minha mãe.

- Observei também que o nome Severus, pode ser visto com significado de "cortar, interromper" - Harry disse notando o estado sem palavras do professor de poções, que só vira uma única pessoa antes ter um método de pensamento automático assim. - E isso é exatamente o que você inadvertidamente faz com a relação de Lily e sua irmã, Petúnia. Como duas crianças bruxas, Lily e Severus tinham algo em comum que Petúnia jamais conseguiria entender. - Harry dessa vez voltou seu olhar levemente ao diretor. - Combinado com a rejeição gentil de Albus ao requerimento de Petúnia para estudar em Hogwarts, a amizade de Lily com Severus preparou o terreno para a futura amargura sem fim da Sra. Dursley sobre Lily, e com algo inacabado desde sua morte, resultou em tudo cair para seu filho, Harry.

- Petúnia Dursley: Suscetível a danos e crescendo melhor em um vaso ou cesta, a petúnia precisa de abrigo contra o vento e luz plena. É também uma flor que pode, na linguagem das flores, significar "ressentimento e raiva". Uma excelente descrição para uma mulher que nunca contou ao seu sobrinho como a mãe dele morreu, até que estar em um momento de fúria ela expos que: "ela acabou se explodindo..."

- Qual é Severus, não pense que esconder seus verdadeiros sentimentos em uma mascara fingida pode me enganar, não a mim que faço isso desde meus sete anos de idade. - Harry ditou pela primeira vez deixando sua mascara cair para Severus ver quem realmente ele estava encarando, uma face que Harry via toda manhã no espelho, repleto de olhos mortos e cansados, no qual ele prontamente recitava seu mantra matinal capaz de criar uma mascara de emoções falsas e carinhosa na qual cativava a todos. - Toda vez que você encara meus olhos sou capaz de ler tudo em sua face.

- Potter? - Severus indagou seriamente enquanto analisava cada resquício do rosto do garoto a sua frente, os olhos cansados e sem seu brilho cativante da mãe, que agora pareciam mais foscos e sem energia alguma, o indícios de cicatrizes no inicio de seu pescoço que pareciam se alastrar para baixo das roupas que ele trajava, o estado alerta e de guarda alta que o Potter se mantinha em pé, onde não em si encarava a seus olhos fixamente, mas sim ao local de fuga mais próximo que ele poderia usar caso necessário, sua mão esquerda que em si não detinha nada, mas que parecia muito com a de veteranos de guerra prontos para sacar uma varinha, a mão direita que se mantinha fixamente sob o cabo da espada embainhada na sua cintura, o que poderia enganar aos outros como uma mera pose, mas que para Severus parecia muito que o Potter a empunharia contra todos naquele salão se fosse preciso.

- Severus? - Dumbledore indagou vendo que seu professor de poções estava levantando sua varinha, mas antes mesmo de Albus ou Minerva reagir, um leve temor do que poderia ocorrer se propagou sobre ele, com o mesmo fazendo a única magia que sabia ser capaz de tirar aquela face amargurada e cansada do rosto de seu aluno, que por mais que não admitisse, se tornou seu aluno preferido.

- Expecto... Patronum! - Snape ditou com um giro de sua varinha sob o corpo. Causando o efeito de uma grande corsa se irromper dela. Ela era feita de pura luz e energia azulada. Sua presença parecia pura e feliz com todos os alunos encarando a situação ali. Ela saltara algumas vezes pelo local, somente para assim sumir enquanto pulava na direção de Harry e o inundava com sua pura energia e fagulhas despedaçadas de luz e luminosidade.

O mais surpreso de todos aqueles ali, era Dumbledore, no qual sabia que a corsa se referia a uma pessoa em questão..., mas não também ao professor de poções.

- Lilian? - Dumbledore murmurou para si mesmo. - Depois de todo esse tempo?

- Sempre... - Severus murmurou ao lado do diretor sem o olhar, pois era Harry quem ele queria ver se consolava ou no mínimo tirava aquela face cansada do mesmo.

- Bom, professor, no fim pude entender que os elementos citados de sua pergunta são partes da receita da Poção do Morto Vivo. - Harry explicou sob continuo olhar surpreso de todos enquanto seu olhar cansado sumia lentamente, e seu brilho no olhar começava a crescer como o de Albus quando pensava ou encarava fixamente alguém. - Bebida que serve fazer quem ingere, parecer morto.

- Assim como na tragédia Shakespeariana, Romeu e Julieta do século 16. Sobre dois amantes cuja a união é impossibilitada pela morte.

- Bom, pela sua reação acertei, não é... Sabe professor, pouco me importa seus pecados do passado e como eles me afetaram. - Harry disse seriamente, porém não friamente. - Não se prenda ao passado e se amargure por tais coisas, adultos tem esse grande defeito, e eu posso entender muito bem disso, sou infelizmente uma "criança", e ao mesmo tempo um "adulto". - Harry explicou fingindo graça pela situação de sua idade não bater com seu corpo.

- Sou capaz de entender que você se arrepende por algum erro ou ação feita no passado, não direi que te perdoo nem coisas assim, pois não sou minha mãe para realmente ditar ao que ela sentia ou sentiu e nem me sinto na obrigação de disso. Mas é bom que saiba. - Harry disse estendendo ambos os braços para os lados. - Atrás de mim há quatro mesas repletas de seus alunos, não uma, não duas..., mas sim, quatro.

- Você tem uma escola inteira de alunos e alunas, quatro casas com alunos de personalidades distintas, crianças e adolescentes com pensamentos diferentes, acha mesmo justo hostilizar a três dessas casas, ao mesmo tempo em que dá uma vantagem desigual e injusta para com a sua própria a quem comanda?

- E não me venha com conversa fiada, ou algum conceito antigo que você se forçou a entrar, como se algum mal futuro possa vir e você precise manter uma imagem até lá. Ninguém é obrigado a deixar de viver pelo mal do mundo, pois o mal do mundo sempre existiu e sempre vai existir.

- Ser professor é aceitar todos os alunos e instruir a todos de forma igual, sem favoritismo, sem vantagens ou desvantagens. E principalmente sem preconceito por algum não conseguir fazer algo de primeira mão quando outros dez conseguiram. Só tende ensinar tudo para formar novos bruxos poderosos e inteligentes como você, e não os fazerem te odiar e ao mesmo tempo odiar a arte de fazer poções.

- Enfim, não precisa responder, não quero atenção ou glória como você insistiu em dizer esse ano sobre eu parecer com James Potter, não o conheço, não sei nada sobre ele e muito menos sobre minha mãe, somente pense nisso, e quem sabe no próximo ano eu possa realmente estar desfilando de vestes verdes pelos salões. - Por fim, Harry disse enquanto se virava e afastava da seção dos funcionários, indo diretamente para a mesa da Grifinória.

Harry não ligava para a surpresa e debate dos funcionários, nem mesmo no pesar do olhar de Minerva por realmente o filho de seus dois melhores alunos, não conhecia a nada deles, e por fim, um olhar enigmático de Dumbledore, que não esperava um ultimato tão grande do garoto com o professor de Snape em tão pouco tempo.

Já Harry, ele se sentou discretamente numa cadeira entre Ron e Hermione à mesa da Grifinória e tentou fingir que não via as pessoas se levantarem para espiá-lo.

Seus amigos mesmo estavam em uma euforia total para saberem ao que Harry tanto debatia com os professores, e como foi que ele deixou Snape totalmente sem reação e pensativo daquela maneira.

Felizmente, Dumbledore se levantou instantes depois de Harry se sentar. E assim a algazarra foi serenando:

- Mais um ano que passou! - disse Dumbledore alegremente. - E preciso incomodar vocês com a falação asmática de um velho antes de cairmos de boca nesse delicioso banquete. E que ano tivemos! Espero que as suas cabeças estejam um pouquinho menos ocas do que antes... Vocês têm o verão inteiro para esvaziá-las muito bem, antes do próximo ano letivo. Agora, pelo que entendi, a Taça das Casas deve ser entregue e a contagem de pontos é a seguinte:

- Em quarto lugar Grifinória, com Dois mil trezentos e doze pontos.

- Em terceiro, Lufa-Lufa, com Dois mil trezentos e setenta e cinco pontos.

- Segundo, Corvinal, com Dois mil quatrocentos e vinte e seis.

- E por fim... Sonserina, em primeiro lugar, com Dois mil quatrocentos e setenta e dois pontos.

E uma tempestade de pés e mãos batendo irrompeu da mesa de Sonserina. Era uma cena nauseante ao ver da Grifinória, e Harry somente podia rir enquanto a distância via Tonks fazer alguma palhaçada contra a Sonserina.

- Sim, senhores, Sonserina está de parabéns. No entanto, temos de levarem conta os recentes acontecimentos. - A sala mergulhou em profundo silêncio. - Tenho alguns pontos de última hora para conferir. Vejamos. Sim...

- Primeiro: ao Sr. Ronald Weasley... - O rosto de Rony se coloriu de vermelho vivo, parecia um rabanete que apanhara sol demais na praia. - ... Pelo melhor jogo de xadrez presenciado por Hogwarts em muitos anos, eu confiro à Grifinória cinquenta pontos.

Os vivas da Grifinória quase levantaram o teto encantado, as estrelas lá no alto pareceram estremecer... Ouviram Percy dizer aos outros monitores: "É o meu irmão, sabem! O meu irmão caçula! Venceu uma partida no jogo vivo de xadrez de MacGonagall!" - Tudo isso o fazendo corar ainda mais pela atenção recebida dos amigos e de muita gente que ele nem conhecia.

Nisso, finalmente voltaram a fazer silêncio:

- Segundo: a Senhorita Hermione Jean Granger... Pelo uso de lógica inabalável diante de uma charada de Poções extremamente avançada feita pelo Professor Snape, que poderia permitir avançar ou recuar perante o Fogo Maldito criado por mim mesmo, concedo à Grifinória cinquenta pontos. - Hermione escondeu o rosto nos braços, Harry sorrira pela reação fofa de sua melhor amiga. Os alunos da Grifinória por volta da mesa não cabiam em si de contentes, tinham subido cem pontos.

- Terceiro: ao Sr. Neville Longbottom... Por permissão de Harry em permitir que seu amigo utilizasse de sua lâmina e cortasse as pernas de um Troll de mais de cinco metros, permitindo um aliado finalizar com o monstro que ameaçava a todos, e principalmente as garotas ali na ocasião.

- Existe todo tipo de coragem - disse Dumbledore sorrindo. - É preciso muita audácia para enfrentarmos os nossos inimigos, mas igual audácia para defendermos os nossos amigos. Portanto, concedo sessenta pontos ao Sr. Neville Longbottom, por sua coragem em agir em seu dever de proteger seus companheiros, não temendo sujar as mãos de sangue no processo.

Alguém que estivesse do lado de fora do salão principal poderia ter pensado que ocorrera uma explosão, tão alta foi a barulheira que irrompeu na mesa da Grifinória. Ron e Hermione se levantaram para gritar e dar vivas enquanto Neville, branco de susto, desaparecia debaixo de uma montanha de gente que o abraçava. Jamais ganhara um único ponto para Grifinória antes. Harry, ainda gritando, cutucou Ron nas costelas indicando Malfoy, que não poderia ter feito uma cara mais perplexa e horrorizada se tivesse acabado de ser encantado com o Feitiço do Corpo Preso.

A balbúrdia foi ensurdecedora. Os que conseguiam somar enquanto berravam de ficar roucos sabiam que Grifinória agora chegara a Dois Mil quatrocentos e setenta e dois pontos.

Exatamente o mesmo que Sonserina. Muitos reverenciavam Neville por último como se ele fosse uma divindade por coloca-los frente a frente com Sonserina, sendo esse o caso dos gêmeos Weasley.

Dumbledore ergueu a mão. A sala gradualmente se aquietou.

- Ainda há mais duas premiações:

- Quarto: ao Sr. Harry James Potter. - A sala ficou mortalmente silenciosa. - Pela frieza em não temer ferir brutalmente um professor, em prol de que o mesmo não acabasse realmente perdendo totalmente sua vida em um erro cometido por uma magia extremamente poderosa e fatal no corpo dele, excepcional coragem de lançar a Pedra Filosofal contra o Fogo Maldito afim de seu inimigo não a roubar, e ainda sim entregar o último frasco de poção para que seus amigos pudessem retornar com segurança pelo Fogo Maldito, concedo à todas as casas, cem pontos. - Muitos queriam rir pela reação de Harry, pois de nada mudou para a mesa em que ele estava. Sonserina continuava empatada e a ação dos gêmeos Weasley em fingir confortar Harry tornava a tudo mais uma piada. - Bom, junto a tudo isso, na noite do ocorrido. Uma bruxa poderosa, inteligente, bonita e engraçada, também se aventurou nessa jornada de impedir um criminoso de roubar a Pedra Filosofal.

- Da casa Lufa-Lufa: Senhorita Nymphadora Tonks, pela sagacidade em compreender que impedir primeiranistas de fazer algo não funcionaria, e mesmo assim visar acompanha-los como fonte de proteção em testes extremamente perigosos, seja passando por um Cérbero gigante, um Visgo do Diabo, Chaves Malditas, Real Xadrez de Bruxo, e ainda mais, utilizar de uma magia explosiva avançada e muito bem concentrada contra um Troll, explodindo sua cabeça e impedindo que o dano causado afetasse a estrutura do castelo.

- Concedo a casa de Lufa-Lufa cem pontos. - Ditou o diretor com todos os pontos de todas as casas enfim terminando de serem calculados, e o da Lufa-Lufa avançando em primeiro lugar. - O que significa. - Continuou Dumbledore procurando se sobrepor à tempestade de aplausos geral que via a pior casa de Hogwarts segundo o preconceito de muitos, subir ao topo com a aluna mais engraçada que nesse último jantar, terminava assim sua trajetória escolar. - Que precisamos fazer uma pequena mudança na decoração. - E, dizendo isto, bateu palmas. Num instante, os panos verdes se tornaram amarelos e, os prateados, dourados, a grande serpente de Sonserina desapareceu e o texugo da Lufa-Lufa tomou o seu lugar.

Foi o melhor início de noite da vida de Harry, melhor do que a vitória no Quadribol ou a ceia de Natal ou o encontro com o trasgo... Jamais esqueceria esta noite. Principalmente quando a metamorfomago fugira da euforia de sua casa, enquanto pulava no colo de Harry e o beijava sem pudor algum em meio a todos os olhares vidrados de geral e até mesmo dos funcionários.

Dumbledore que sentia a euforia geral, tanto do garoto de ouro da Grifinória estar junto a um "resto" da Lufa-Lufa, logo ela fora chamada pelo diretor para dizer algumas palavras.

O piscar de olhos dela demonstrou que realmente seria um discurso ao estilo único dela, no qual quando subiu ao palco, tropeçara e quase caíra sob risos de todos.

Nisso, terminando de subir até o palanque enquanto tocava sua varinha em sua garganta num feitiço sonoro que faria a todos o escutarem bem, ela logo deu início:

- Bom... de início, vão todos se fuder por rir de mim. - Tonks disse piscando os olhos para Harry sob protesto de Minerva que foi segurada por Albus e Severus. - Não vou enrolar muito, pois realmente estou morrendo de fome essa noite. - Nymphadora iniciou calmamente com um sorriso, mas que logo sumira com seu rosto ficando sério, e seu olhos brilhando em puro esmeralda como vinha ocorrendo sempre que encarava Harry, ainda mais sob visão de todos os alunos que engoliram em seco com um pequeno frio na barriga.

- Eu poderia dizer, citar e teorizar centenas de coisas boas ou ruins sobre as quatro casas aqui de Hogwarts comparado a todos meus anos de estudo, e não apontar o dedo falando mal igual muitos alunos visam fazer contra a Sonserina, Lufa-Lufa, ou até mesmo eles contra as outras.

- Mas o foco que tenho a dizer por agora, é sobre a suposta fama da casa Lufa-Lufa ser lugar dos preguiçosos, relaxados onde os restos vão para lá e pessoas sem ambição, inteligência coragem e essas frescura toda que já vi dezenas de pessoas falarem.

- Estão enganados... isso é uma grande farsa! - Nymphadora dizia a tudo como se fosse uma bronca geral. - Darei somente um exemplo, olhem o brasão desta casa, um Texugo, um animal muito subestimado por sua característica de viver pacificamente.

- O que não sabem, é que quando um texugo é ameaçado, quando sua família é ameaçada por outro animal, ele luta sem medo com animais muito maiores e mais perigosos, inclusive lobos que são muito bem vistos por sua soberania e alcateias.

- Somente peço que vejam seus ideais com provas antes de saírem falando mal de algo, simplesmente por que os outros falam isso. Eu fui sim atrás da Pedra Filosofal, lutei sim contra um Troll, e nem mesmo foi uma luta. Pois eu e Neville realmente massacramos o monstro em dois movimentos de equipe salvando assim qualquer chance de toda a escola estarem em perigo.

- Agora olhem para mim, estou terminando meu último ano em Hogwarts com chave de ouro e ainda tendo a ambição de se tornar uma Auror, isso é para todo mundo que não só fala mal da Lufa-Lufa, mas também da Sonserina, Corvinal e até da Grifinória.

- Pensem mais e parem de entrar na modinha desse pessoal imbecil que só serve para falar mal dos outros... pois aí vocês terão uma convivência bem melhor do que somente ficar seguindo as vontades de preconceitos de seus pais... Bom, valeu, até mais. - Por fim Nymphadora disse rindo enquanto descia rapidamente na direção da mesa da Lufa-Lufa mandando o dedo do meio para todos, sob euforia dos gêmeos que riam da cara de tacho de geral que realmente falava mal dos outros.

Dumbledore que sorria para isso, logo pensara em conjunto com muitos:

- "Talvez um discurso no final do ano com representante das casas não seja tão mal assim." - O diretor riu enquanto via que as palavras diretas e nada cultas como a de um adolescente, visavam afetar realmente o público em questão.

Principalmente os mais jovens, que por mais que achavam graça daquilo, ainda tinham agora uma certa permissão de liberdade para se socializarem com os outros.

[ ... ]

Harry quase esquecera que os resultados dos exames ainda estavam por vir, mas eles não deixaram de vir, pois tudo chegara quando as corujas inundaram o salão durante a sobremesa, entregando tais notas e algumas traziam uma matéria extra sobre um jornal que particularmente noventa por cento do mundo bruxo assinava.

Para sua primeira grande surpresa, Ron passara com boas notas, Hermione, é claro, foi a melhor do primeiro ano da Grifinória, com Harry rivalizando com ela. Até Neville passou raspando, sua boa nota em Herbôlogia compensou a péssima nota em Poções.

E assim que terminou de debater com Ron e Hermione sobre suas notas, logo ele pode notar um olhar geral sobre si, Harry pensava que era ainda sobre o assunto da pedra filosofal, mas não, era diferente e sua coruja nevada estendia a perna abruptamente mandando a ele para retirar um rolo de jornal que ele nem notara.

"Harry Potter: O Garoto ou o Homem que Sobreviveu."

Era o que dizia na capa principal do Profeta Diário, que com certeza visara se atrasar por conta de as corujas serem solicitadas para cuidarem de entregar as notas finais.

A matéria era muito provocativa sobre Harry e sua vida antes de Hogwarts, algo que Rita sabia bem, mas jurou por magia que não iria expor nada sério ou obscuro, ali ela dizia coisas que muitos já sabiam, e algumas coisas mais particulares que somente o círculo interno de amizade dele conheciam.

E a cada parágrafo ditado, uma leve tendência a citar Harry como um homem de verdade era mostrado como uma injuria para com outros bruxos puros-sangues, nos quais muitos visavam forçar mulheres a se casar com eles, e no fim muitos não davam a devida conta para o serviço.

De todo modo, novamente Harry foi motivo de fofoca ali dentro, principalmente para os alunos e alunas mais velhos, nos quais entendiam muito bem ao que essas tendências de injuria do Potter fazer algo que outros não fazia, mas que ele novamente ignorara pois havia lido um pedido de agradecimento extremamente formal vindo do Banco Gringotes, algo de um suposto Ragnok que Harry não conhecia, mas sabia bem que era uma figura importante, nos quais eles pediam sua presença após o fim das aulas, afim de poderem agradecer pessoalmente e não através de cartas.

Terminando assim a última noite de jantar, do primeiro ano escolar de Harry James Potter na escola de magia e bruxaria de Hogwarts. Sendo motivo de motivação para algumas casas, motivo de repulsa por outras, motivo de desejo por algumas, e até mesmo de teorização por parte geral sobre seus últimos feitos no primeiro ano escolar.

[ ... ]

Era meia noite e atualmente muitos alunos estavam exaustos, porém, já situados em frente ao castelo e postos para irem em bora.

O sapo de Neville foi encontrado escondido em um canto do banheiro, as notas foram entregues a todos os alunos, com o aviso de que não fizessem bruxarias durante as férias. E por conta disso, Harry diminuirá através de magia todos seus malões e os guardara consigo pois realmente não queria deixar nada para trás caso algo ocorresse, isso tudo desde que ele notara uma numerologia estranha e recentemente descrita a mão no livro de Alquimia que Dumbledore disse ser um presente de Flamel.

- Eu sempre tenho a esperança de que eles se esqueçam de entregar as notas e o aviso. - Lamentou Fred Weasley, sabendo que teria que esperar até o retorno das aulas para usar magia.

Hagrid estava a postos para levá-los à flotilha de barcos que fazia a travessia do lago, e, no momento seguinte, estavam embarcando no Expresso de Hogwarts com Neville indo procurar Padma, o trem fora alterado por magia expansiva para que no mínimo quatro pessoas por cabine pudessem dormir confortavelmente enquanto logo pela manhã chegariam a seus destinos em Kings Cross.

Sabendo que algo de importante poderia vir a ocorrer, Harry ajeitara um bom canteiro para sua coruja nevada poder adormecer, para somente assim Harry enfim passar a assistir sua jornada de volta a casa, com a bela madrugada limpa, o céu estrelado, a lua em seu total vigor e resplendor no céu, com os campos gramados e escuros passando rapidamente ao lado da janela.

Tonks atualmente estava deitada sob sua perna direita, e Hermione adormecera encolhida ao seu lado com ele a ajeitando de mesmo modo. Tornando assim tudo mais quieto para ele analisar aquelas numerologias e enigma que Flamel parecia impor a ele no livro.

Após algumas horas de pura viajem, o sol novamente vinha surgindo belamente na aurora. Seus amigos resmungavam levemente pela claridade, e foi assim que Harry enfim sorrira em puro alivio quando um borrão pequeno e vermelho adentrou a cabine velozmente, indo direto no colo de Harry.

O pequeno pássaro estava ofegante, e olhava para Harry como se buscasse algum carinho e afago muito necessário, algo que foi prontamente recebido com o mesmo pouco ligando para o que ele trazia consigo, já que rapidamente o pegara e o aninhara em suas mãos.

- Bom garoto... - Harry murmurou ao pássaro de penas vermelhas que piava confortavelmente em suas mãos. Para só assim Harry se levantar de onde estava enquanto ajeitava as duas garotas.

Logicamente que isso fora notado por alguns de seus amigos, e principalmente Tonks que estava agarrada a Harry a noite toda, porém, ele parecia muito focado ao que fazia enquanto abria a maleta e levava um passarinho vermelho lá para dentro.

Com ele, rapidamente o mesmo ajeitara a tudo para seu segundo familiar poder saciar sua sede e se alimentar, reservara uma espécie de pequena cama em que a ave não parava de pular como se estivesse extremamente contente de completar uma tarefa de seu mestre, o fazendo rir agradecidamente pela sagacidade e força dela em se afastar do castelo em prol do objetivo de seu criador.

Tal criador que prontamente abrira a mão direita, enquanto via uma pedra vermelho rubi, muito bela e extremamente atraente em suas mãos.

- Muito bem, Fyexbolt. - Harry murmurou a ela que o bicava carinhosamente. - Descanse por agora, acredito que as coisas vão ficar um pouco tumultuadas, e preciso de você descansada e bem alimentada. - Saindo diretamente da maleta enquanto visava ir atrás de sua espada, o mesmo logo se viu diante de todos seus amigos acordados e muito curiosos.

Pegando um livro que ganhara na tarde passada, Harry logo passou a murmurar a tudo com alguns deles mais espertos conseguindo notar uma Pedra muito especial com o mesmo:

- Harry, o que ouve? - Tonks perguntou confusa, mas Harry parecia pensativo querendo compreender alguma coisa.

- Números... o que isso quer dizer? - Harry murmurava pensativo enquanto lia a contracapa, ele sabia que Nicolau queria dizer alguma coisa, os números estavam ali e a escrita era muito recente para ser algo à toa.

- HARRY? - Hermione foi quem gritara em dúvida conseguindo assim atrair sua atenção. - Onde conseguiu essa Pedra?

- Hm... você acreditaria que eu achei? - Harry disse como uma pergunta sob balançar negativo de cabeça de cada um ali que olhava aquilo com um brilho excitante.

- Bom, sabia que não. - Harry disse com um riso. - Não me olhem assim, desde o início eu disse que o plano era roubar a Pedra Filosofal, para que evitássemos um ladrão de rouba-la.

- Ah meu Deus... Não acredito. - Hermione dissera como se acabasse de entrar na maior enrascada pelas manipulações de seu melhor amigo.

- Ah parem... vamos testar. - Harry disse puxando sua katana. - Qualquer metal em ouro, não é... veremos. - Ele murmurou para si mesmo enquanto pegava a Pedra e esfregava lentamente contra as costas da lâmina.

- Hnpf, nada... que porcaria. - Harry disse desanimado. E nisso, após alguns segundos, o inevitável aconteceu. - Puta merda... - Harry disse com um olhar excitado. - Não funciona mesmo. - Ele terminou com graça devido a isso ter falhado, e ainda sim deixado seus amigos esperançosos.

- Era meio obvio, não é? - Ron tentou dizer, porém logo perdera a fala, pois, uma forte luminosidade dourada se propagara naquela cabine.

E nisso, ao se apaziguar, uma lâmina de puro ouro com detalhes em preto se mostrava agora presente de frente a eles:

- Porra, ta de sacanagem! - Harry disse quase extasiado enquanto a empunhava. - Esse negócio é real mesmo? - Harry continuou eufórico.

- Harry, o diretor Dumbledore acredita que foi destruída, deveríamos devolve-la. - Tonks disse seriamente sob olhar sem reação dele. - Era isso que alguém normal diria, mas na verdade... poderia transformar essas coisas aqui em ouro? Sabe, para ajudar com meu ensino superior. - Ela continuou de forma engraçada com um olhar de gatinho, ao puxar uma bolsa com diversos objetos.

- Podexa. - Harry afirmou fazendo o mesmo processo com as coisas, Ron entrara nesse meio quando pegou algumas coisas também e Hermione não podia deixar de dar um tapa na própria testa por acreditar realmente que Harry teria um senso comum de responsabilidade.

- Tome, minha querida Jean. - Harry disse se ajoelhando enquanto entregava a ela um cálice de puro ouro que ele não sabia bem o motivo do porquê de Tonks ter algo assim com ela.

- Eu não deveria... - Ela murmurou, porém Harry a olhou fixamente.

- Não aceito não como resposta. - Harry disse enquanto dessa vez ele colocava nas mãos dela, e assim pegava sua katana, junto a própria Pedra e levava para guardá-la em sua Maleta Engana Trouxa. - Chega de piada agora, galera... - Harry disse seriamente puxando o livro que tinha em mãos, colocando o a frente de todos. - Ao que Dumbledore disse, Flamel me presentou com isto antes de eu acordar, olhem essas últimas numerologias.

- Acredito eu que pode ser algum enigma, código, charada, ou seja, lá o que for. - Harry explicou. - A tintura é recente, e não havia motivos para receber esse livro, acredito eu que Flamel quer me dizer alguma coisa, e preciso descobrir ao que é.

- Estranho... - Tonks murmurara guardando aos objetos que antes de nenhum valor, agora eram totalmente de puro ouro.

- Não seria algum endereço? - Ron disse sem dar muita atenção, pois agora tinha um monte de cálices de ouro.

- Endereços, sério? Só tem números aqui. - Harry duvidou de que seria isso, porém logo o olhar de Hermione fez todos notarem que ela compreendeu. - Está brincando? Eu estou tentando isso a noite toda, menina.

- Quieto todo mundo. - Ela disse abruptamente de forma pensativa. - Números, Endereço... Cep, Número de casas, Telefones, CPF, RG, CNH, nada disso bate..., mas - Ela murmurava parecendo tentar excluir todas as suposições erradas.

Nisso, com um bater de palmas e um sorriso, ela logo disse sob curiosidade de todos:

- Latitude e Longitude... - Hermione afirmou. - Harry, Ron está certo, é um endereço, não de uma casa, mas sim a localização no mapa-múndi... - Ela murmurava como se isso fosse bem fácil.

Puxando o que parecia a imagem de um mapa geográfico ali no livro, ela logo buscou seus conhecimentos de antes mesmo de entrar em Hogwarts... E isso, fica... por aqui. - Ela informou circulando o dedo para uma parte do que no mapa demonstrava ser o oceano.

- Sério... então Flamel quer que Harry vá para o nada no meio do oceano? - Ron disse ceticamente.

- Não Ron, ele tá certa. - Harry afirmou enquanto se lembrava do primeiro livro sobre o mundo bruxo. - Em Hogwarts: Uma História, é dito que para os No-maj, Hogwarts nada mais parece que uma montanha de ruinas de pedras em um local inabitável, que dragões antigamente foram enfeitiçados no sangue para se parecerem com aviões e helicópteros da atualidade, isso aos olhos dos no-maj, e muitas outras coisas que para eles parecem simples, mas para nós, bruxos... são bestas e locais mágicos.

- Sim! - Tonks disse entendendo. - Então, se para os trouxa esse local no mapa seja nada mais que uma extensão de água ou até alguma ilha comum e inabitável, para nós bruxos, seria um local novo que somente a nós poderíamos ver e explorar.

- Caramba... vocês pensam de mais em conjunto. - Ron disse como se isso causasse algum tipo de dor em sua cabeça.

- Não importa... Jean, para qual direção eu deveria ir para chegar neste local? - Harry indagou seriamente e de forma convicta.

- Hm... Norte, o local fica para o norte, na direção do Oceano Atlântico. - Hermione explicou. - Mas Harry, não é somente ir, a latitude e longitude é muito exata, para chegar onde deve os números terão de bater, e isso pode levar meses. - Ela dizia já notando que seu melhor amigo queria ir e nada poderia mudar essa ideia maluca.

- Sim, Jean..., mas esquece que eu posso voar. - Ele explicou com ela fechando o semblante. - Tá bom, descontroladamente, mas na última vez que fiz isso consegui manter minha consciência e atos, só preciso controlar essa capacidade de voo e evitar ser visto.

- Ah Deus, não me diga que você realmente está pensando em não ir encontrar seus parentes quando chegar à estação, e em vez disso, visar ir nessa caça maluca a Nicolau Flamel. - Ela indagou.

- Logicamente que não, seria loucura, o que pensa que eu sou. - Ele disse sob olhar aliviado da garota de cabelos longos que mais pareciam uma juba de leão acastanhada. - Estou pensando em fugir do trem antes da estação, pois na estação com certeza terão bruxos do ministério que me impediriam de fazer isso e me caçariam. - Ele terminou a isso, como se realmente fosse um plano de mestre.

- Muito bom, Harry. - Tonks disse afirmativamente com um joinha apontado a ele.

- Não, Harry, é maluquice. - Hermione o censurou.

- Mais maluquice do que fizemos para obter a Pedra? - Harry indagou rindo enquanto se auto glorificava por ter diminuído por magia todos seus malões, e não permitido guardar pelo trem.

Isso tudo enquanto agora ele os fazia retornar ao tamanho comum, e os jogava através de sua Maleta Engana Trouxa. Edwiges reclamara abruptamente quando Harry a pegou e deixou na poltrona com sua gaiola sendo confiscada.

E assim estava ele, com tudo e até mesmo sua lâmina guardada, uma coruja no ombro, e uma única maleta em mãos.

- Desculpe, Jean..., mas preciso fazer isso. - Harry disse. - Sabe bem que o perigo me atrai, e realmente sinto que devo devolver a Pedra Filosofal ao devido dono.

- Vai tomar cuidado? - Ela indagou de forma fofa, e Harry teve uma imensa vontade de rir, pois somente essa ideia já era uma loucura completa.

- Mas é claro... mande meus cumprimentos a seus pais. - Ele disse a abraçando e beijando-a na testa.

- Ron, desculpe pela fuga, tentarei dar um jeito de visitar sua casa antes das aulas, eu me comunico com seus irmãos e eles passam o recado, certo? - Indagou ele sob confirmação do ruivo.

- Nympha. - Harry iria iniciar, mas logo ela pulou sobre ele o beijando na boca.

- Eu sei, você me ama... com certeza eu sei. - Ela disse comicamente. - Mas pode relaxar, conversarei com minha mãe sobre nosso futuro casamento, e caso algo de errado, você sabe nossos endereços. - Ela explicou euforicamente sobre como Harry iria fugir do expresso e fingindo uma cena romântica.

- Bom, isso é muita maluquice. Mas até que estou ansioso. - Harry disse indo para fora da cabine sob atenção de seus amigos.

Com base no que ele caminhava, o mesmo visava encarar o teto, que ao passar ao lado de uma cabine, ainda atraíra a atenção de dois ruivos que já sentiam algo épico vindo.

E assim, parando rapidamente enquanto levantava os braços, Harry rapidamente abrira uma das janelas solares do expresso.

- O que nosso menino de ouro está aprontando? - Fred indagou em dúvida.

- Com certeza algo ilegal. - George terminou com um riso em coro vindo dele e seu irmão.

- Bom, vadias... me despeço por hoje. - Harry disse sorrindo a todos enquanto diminuía sua maleta engana trouxa, e sussurrava para sua coruja. Ato que ela confirmara enquanto agarrava o pequeno objeto nas patas e assim irrompera num voo trem a fora.

- Hermione, Nympha, Ron... Não deixem de mandar cartas ou eu ficarei puto da vida, irei responde-las assim que puder. - Ele disse de forma engraçada sob consentimento de todos, e uma Hermione receosa.

- George, Fred... Anotem naquele livro que meu último ato até o momento, é fugir do expresso de Hogwarts... - Harry disse fazendo graça sob riso eufórico de ambos que logo atraíra a atenção de seus outros colegas de vagão, um garoto parecendo levemente mais velho que eles, e uma japonesa com outras garotas.

Dando um mínimo salto enquanto segurava na janela solar do expresso de Hogwarts, Harry rapidamente subira para a parte superior do mesmo sob murmúrio de seus amigos. E assim ele se concentrou enquanto sentia a brisa cortante do vento contra si.

Olhando para baixo, era notável uma queda extremamente alta, sendo aqui o momento perfeito para iniciar sua nova aventura.

Pois com um único pulo e o arrastar dele pelo forte vento, seu corpo se dissolvera em pura obscuridade magica e poderosa, que passara a girar em volta do expresso avermelhado sob atenção de todos os alunos eufóricos e surpresos lá dentro.

E assim, terminando sua terceira volta entorno do trem enquanto se estabilizava, ele logo se enviara aos altos céus sob encalço de sua coruja nevada na direção do norte.

Deixando assim para trás um trem completamente cheio de alunos curiosos sobre o que era aquela massa obscura e poderosa que agora sumia de suas vistas velozmente no horizonte.

Tornando assim, o término real do primeiro ano letivo de Harry James Potter na escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, ingressante ao Mundo Magico e agora detentor da tarefa de encontrar Nicolau Flamel, e assim devolver com graça e estilo sua famosa e atraente criação: A Pedra Filosofal.

E com isso dou fim ao último capítulo do primeiro livro da Changed Prophecy.

Espero que todos tenham gostado da obra, mostrem para mim nos comentários que realmente curtiram ela, mandem uma, duas, cinquenta mensagens de textões, realmente espero que me motivem pois estou para trazer o segundo livro.

Acredito que foi um pouco longo, mas serviu bem para abordar tudo que queria neste final, tendo o início de uma nova jornada de Harry, na qual será abordada no próximo livro.
Também estou deixando o link da teoria do idioma das flores nas perguntas de Severus a Harry, espero que curtam.

Mandem ideias, opiniões, e seja lá o que pensarem durante o capítulo.

Minhas histórias com mais números de comentários, são as que eu atualizo em primeiro lugar, e logo logo teremos a ingressão do segundo livro.

Espero que realmente tenham gostado, e estarei no aguardo de todos ali na seção de comentários, até lá meu povo. XD

Linguagem das Flores (Lily \ Severus / Petúnia): .