✓ Espero que tenha sentido a minha falta. Como diz o dito: o filho a casa torna. E eu voltei com uma two-shot para o Uchiha_Project (projeto no Spirit Fanfics).
✓ Bem, na enquete feita em minhas redes sociais (link na bio), a maioria de vocês optam pela primeira opção. Então, o primeiro capítulo será lançado hoje e o último, domingo, no mesmo horário.
✓ Como disse, essa fanfic está sendo postada como minha debult no Uchiha_Project. Por isso, quero agradecer a todos que me ajudaram a fazê-la perfeita. druidalis, a helper que me deu ideias preciosas, _gaby_crazy_ responsável por essa capa perfeita e schonerbrunnen pela betagem impecável.
✓ Aproveito também, para agradecer a Namikaze_Uzumaki, que me ajudou DEMAIS na construção dessa fanfic.
✓ ALERTA DE GATILHOS ENVOLVENDO COMPLICAÇÕES NO PARTO. Se você é sensível quanto ao assunto, recomendo que não leia.
✓ Não mais, é só isso. Vejam vocês nas notas finais.
— 愛 —
" E tudo que sonhamos se realizamos
Dentro de você a prova do nosso amor
E em meio a tanta guerra a gente protegida
Sabia desde o início que era presente de Deus
Você mudou aquilo que eu era e me transformou
Num ser melhor, melhor [...]"
Tudo que sonhamos - UM44K.
Enviada sobre uma toalha de piquenique, Hinata devorava seus deliciosos rolinhos de canela enquanto contava ao marido a respeito de sua ida ao shopping para comprar o que faltava do enxoval do bebê. Sasuke ouvia atentamente cada palavra proferida pela esposa, mas em algum momento daquela conversa, perdeu-se no tempo enquanto admirava a linda mulher à sua frente. Não era novidade algum o quão bela era Hinata. Entretanto, nos últimos nove meses, ela conseguiu chegar ao ápice do que chamavam de "beleza".
A barriga avantajada evidenciava a gravidez gestacional. Ela havia acabado de completar o derradeiro mês de gestação. Finalmente o último. E caramba! Como ela estava perfeita. Trajada com um vestido de alças branco decorado por delicadas flores rosa, o rosto fofinho — que ficou ainda mais redondo por conta dos 16 quilos ganhos durante a gravidez — entrava em harmonia com os pezinhos inchados devido às semanas finais. E o humor deixou claro — por causa da chuva de hormônios — era uma espécie de diversão para ele. Sentiria falta de vê-la daquela maneira, carregando o ser mais precioso de suas vidas. Mas uma ansiedade para conhecer o primogênito era quase insuportável.
— Sasuke? Você está ouvindo? — A mulher tombou a cabeça levemente, fazendo com que a grande cabeleira negra caísse para o lado.
— Hã? Desculpe! O que disse? — Tornou a prestar atenção no que era falado por ela.
— Perguntei se você vai comigo ao último ultrassom. Sakura marcou para essa segunda-feira.
— Sakura? Ela não estava de férias? — questionou ou moreno com uma expressão confusa.
— Sim, e ainda está. Mas você sabe como ela é. Se restringiu a deixar outra pessoa responsável pelo meu pré-natal, principalmente nessa reta final. Disse que somente ela, como minha obstetra, poderia cuidar de nós, e que "não seriam míseras férias que iriam mudar isso". E ela fracionou as próprias férias por causa do meu parto. — O casal riu ao lembrar-se do quão mandona e cabeça-dura a Haruno poderia ser.
— Ok, estarei lá! — respondeu a pergunta que a esposa havia feito anteriormente, vendo-a sorrir docemente.
E após alguns dias, o jovem casal encontrou-se ansioso na sala de espera para o último ultrassom. Haviam chegado à clínica fazia pouco mais de meia hora, e Hinata batucava os pés nervosamente contra o chão. A ansiedade para ver seu bebê era tanta que mal conseguia dormir nas últimas semanas. Foi retirada de seus pensamentos quando sentiu a palma da mão de Sasuke em suas costas, e ao pé da porta estava Sakura, que havia acabado de chegar, encarando-a com um sorriso no rosto.
— Vamos? — perguntou o moreno com a voz calma.
Hinata pesava ao balançar a cabeça e se levantava indo em direção à sala da Haruno. Ao entrar, tratou imediatamente de se deitar na maca e levantar o vestido lilás-floral que usava. Amigos faziam anos, Sakura não se importava com o ato. Intimidade era algo que tinha de sobra entre elas. A doutora terminava de organizar os materiais que usaria para o exame quando perguntou à amiga:
— Como nossa criança está se comportando esses dias?
— Agitada como sempre — proferiu a Uchiha.
— Não tem jeito. É sobrinho da Hanabi mesmo — a rosada brincou, fazendo o casal sorrir.
— Só espero que não seja sapeca igual a peste — foi a primeira coisa que o Uchiha falou desde que havia entrado ali.
— Sasuke! — Hinata advertiu o marido, ainda que internamente pensasse a mesma coisa.
Ao terminar de separar o que usaria, Sakura iniciou o exame. Passou o carbogel sobre a barriga de Hinata e guiou o equipamento pelo local. Logo os carinhos compassados do bebê foram ouvidos. Eram rápidos, fortes, e denunciavam a vida saudável que havia ali.
— O coraçãozinho está ótimo. Nossa criança permanece saudável. — Continuou a movimentar o aparelho, observando o monitor e depois o papel que havia ao seu lado. — Inclusive, parece que ele engordou. Está com 3 quilos e 930 gramas. Cem gramas a mais. Uau!
— Meu Kami¹ ! Sakura, você tem certeza que ele vai passar por aqui? — A morena apontava apavorada para baixo. Agora, lembre-se que optou pelo parto humanizado lhe fazia tremer.
— É lógico que vai, Hina! Já escutou aquele dito "se Kami fez é porque cabe"? Pois é, ele é real — a Haruno tentou tranquilizar a amiga. — Pensa pelo lado bom. Eu fiz um parto normal de um bebê de 5 quilos e 500 gramas. Poderia ser maior.
Hinata e Sasuke encaravam incrédulos a rosada, ambos imaginando o estado que a mulher referida por Haruno teria mantido. Minutos se passaram e finalmente terminaram a consulta. O bebê manteve-se saudável, porém Sakura recomendou repouso absoluto para o Uchiha, pois a reta final de gestação seria delicada.
— Não esqueçam, se precisarem de qualquer coisa é só me chamar — Sakura falou enquanto acompanhava o casal até o lado de para a da clínica. — E, Hina, nada de esforço.
— Certo, certo. Muito obrigada por tudo o que tem feito por mim, Sakura! — Hinata agradeceu a amiga, dando-lhe um abraço de despedida.
— Ora, pare com isso! Não precisa agradecer — a Haruno pigarreou em indignação. — Te vejo no dia do parto. Estou ansiosa para ver meu afilhado.
Hinata sorriu despedindo-se mais uma vez. Em seguida, foi em direção ao marido que segurava a porta do carro para que ela pudesse entrar, e foi o que fez. Sasuke olhou para Sakura lançando um aceno de cabeça, o qual rosada retribuiu, sabendo que aquela era a forma de o Uchiha agradecer. Assim, o casal seguiu de volta para casa.
Quatro longos dias de descanso passaram desde a última consulta. O relógio que estava na parede do quarto, marcava 15:30h. Com o final do verão no Japão, as temperaturas caíram, fazendo com que o clima fique mais agradável. A luz solar que iluminava o cômodo e o ar fresco que entrava pela janela, traziam calmaria para a jovem sentada na poltrona de amamentação, que seguia tricotando.
— Por quanto tempo vai ficar me admirando? — questionou ao olhar de soslaio para a porta e encontrar Sasuke de braços cruzados, escorado no batente.
— A vida toda, de preferência — brincou dirigindo-se ao encontro da esposa.
Após depositar um beijo no topo da cabeça de Hinata, ele guardou as lindas luvinhas azul-bebê que ela tricotava.
— Está lindo ficando — disse com a voz serena. — Falta muito para terminar?
— Não. Na verdade, já terminei. — A Uchiha ergueu o par de luvas e entregou a Sasuke. — Veja!
Elas quase se perderam na palma da mão do moreno, de tão pequenas que eram. Mas estava perfeito. Hinata era tão cuidadosa com o que fazia que não deixou nenhuma falha.
— Ah! A propósito, Konan ligou — Sasuke falou ao trocar de assunto, obtendo a atenção da amada. — Ela disse que sua encomenda está pronta.
— Ah! Já? Que rapidez! — exclamou a mulher encarando o marido.
— O que você encomendou?
— Um aviso para colar na porta do quarto do bebê.
— Qual avis...
— Não pergunte. É surpresa. — Sorriu travessa ao interrompê-lo. — Tenho que mandar mensagem para Konan, avisando que vou buscar amanhã.
Sasuke, que permanece ao lado da esposa, observou a mulher se levantar da poltrona e se espreguiçar. Quanto tempo ela estava sentada ali? Seguiu com os olhos onde Hinata pressionou como se fizesse uma pequena massagem, vendo o vestido cor de lavanda que ela usava, molhado. O Uchiha riu e questionou-a:
— Amor, eu sei que sou um homem extremamente gostoso e tal, mas ficar molhado apenas por mim ver é demais, não acha? — Sem entender do que Sasuke estava falando, Hinata o encarou, confusa.
- That? — Assim que terminou a fala, sentiu um líquido quente escorrer por suas pernas e molhar o chão, seguido de uma pontada fina em sua lombar.
O homem encarava a cena com espanto, sem compreender o que havia acabado de acontecer.
— Sasuke, uma bolsa estourou.
Por um momento, a mente do Uchiha ficou em branco, como se seu cérebro estivesse funcionando na velocidade de internet 2G. "A bolsa estourou!" Então a hora finalmente havia chegado? O que tinha que fazer? O que falar? Para quem ligar? Precisava pegar as coisas do neném agora ou levar a primeira Hinata? Sasuke parecia travar uma luta interna com seu próprio subconsciente.
Sua esposa até riria da cara pálida do companheiro, se a situação não fosse apavorante para ela também. A mulher sentiu outra pontada no final de sua coluna, mas dessa vez um pouco mais forte, fazendo com que gemesse de dor. Ante o ato, Sasuke despertou de seu estado de choque emocional, pegando rapidamente o celular que estava no bolso da calça moletom que usava. Discou com urgência o número de Itachi, que atendeu no quarto toque.
— Alô?
— Itachi, a bolsa... — iniciou, olhando para a esposa que também o encarava, e concluiu: — estourou.
Em questão de minutos, Sasuke já dirigia apressadamente pelas ruas de Tóquio até a maternidade, questionando se a mulher estava bem a cada dois segundos durante o trajeto. Hinata o informou que as contrações resistiam em intervalos que, apesar de estarem ficando cada vez mais curtos, ainda como tornava uma dor "suportável". E ao ser interrogado sobre a ligação para Itachi, Sasuke respondeu que o irmão iria encarregar-se de avisar os familiares e amigos próximos do casal sobre a chegada do pequeno Uchiha. Então seguiram o percurso em silêncio, falando apenas quando Sasuke perguntou se estava tudo bem.
Ao chegarem ao local, o Uchiha tratou de ir à recepção informar seus nomes, e logo foram designados para o quarto que já estava pronto a recebê-los. Não demorou muito para que Karin, a doula de Hinata, entrasse no cômodo.
— Yo, min'na²! Parece que chegou o grande dia — a Uzumaki disse dando um abraço na Uchiha, que já havia trocado de roupa e agora vestia uma camisola hospitalar.
— Parece que sim. — Hinata exibiu um sorriso receoso. — E Sakura, já falaram com ela?
— Já está a caminho. Liguei agora há pouco para ela — Sasuke se pronunciou.
O Uchiha observou apreensivamente Karin auxiliar Hinata a fazer alguns exercícios até a chegada dos outros integrantes da equipe de parto. Coisa que não demorou para acontecer. Dez minutos se passaram, e na sala já se encontravam Karin, Shizune, a enfermeira obstetra, Ino, a psicóloga, e Kimimaro, o fisioterapeuta. E algum tempo depois, Sakura se juntou a eles, completando enfim o grupo.
— Cheguei, meu amor! — disse a Haruno dando um beijo na testa de Hinata, que estava sentada na bola suíça e executando uma série de exercícios ordenados por Kimimaro. — Como estão as coisas por aqui?
— Sasuke disse que a bolsa estourou por volta das 15:30h, e Hinata contou que está sentindo contrações agudas na lombar, em períodos intercalados — Shizune explicou.
— Certo — a médica falou enquanto terminava de colocar a touca em seus cabelos róseos. — Hina, você pode deitar aqui rapidinho para eu verificar como está a dilatação?
Hinata então se acomodou sobre a cama, e Sakura pôs-se à frente da amiga.
— Isso pode causar um pequeno desconforto, mas é normal, ok? — com a voz calma, alertou a morena. Ligeiramente, a obstetra fez o toque — o que realmente era incômodo.
Olhou para o relógio que havia na parede, constatando que eram 18:13h.
— Shizune- san ? — Sakura chamou pela enfermeira, que se aproximou com uma prancheta em mãos. — O colo do útero está com dois centímetros de dilatação.
A médica passou informações sobre o estado de Hinata para Shizune, que ia anotando habilmente tudo o que era dito. Sasuke se aproximou da esposa, que agora estava sentada na cama conversando com Ino e Karin. Quando ele pôs as mãos na barriga da mulher, sentindo a textura macia e delicada de sua pele alva, ela o observou.
— Dá pra acreditar que daqui a algumas horas vamos conhecer o outro amor de nossas vidas? — Hinata perguntou com uma voz doce.
— Sim, e isso me deixa nervoso — respondeu, rindo para a esposa.
E foi em clima de conversas, brincadeiras, toques e exercícios, que o casal e a equipe médica seguiram pelas próximas longas quinze horas. Eram 08:30h quando Sakura mediu pela última vez a dilatação do colo do útero, identificando que já estava com os dez centímetros centímetros. Hinata, com o apoio de Sasuke e Karin, andou a banheira que havia até no quarto. Optando por receber seu bebê ali. Ela estava visivelmente esgotada, o parto até então tinha sido difícil e doloroso para a mulher que era mãe de primeira viagem. Mas, mesmo assim, juntou toda a força que lhe restava para ter seu filho. E foi ali, naquela banheira, rodeada de pessoas que amava, que com muito esforço e dor, teve seu maior e eterno amor.
"Chegou a herança de um grande amor
Ganhei a força e a coragem
de um lutador [...]"
Tudo que sonhamos - UM44K.
O Uchiha contemplou a amada segurou cuidadosamente o seu herdeiro, com a ajuda de Sakura, pensando-o sobre o peito. Admirava Hinata que chorava em uma mistura de alívio e felicidade. Ele, por sua vez, não se sentia diferente em nada, tendo o rosto banhado por lágrimas de genuína alegria. Aproximou-se ainda mais de Hinata, envolvendo mãe e filho em um abraço. Karin achegou-se com algo nas mãos, que o Uchiha identificou ser uma touca, tendo a confirmação quando a doula colocou a peça na cabeça de seu filho. Dessa maneira, Sasuke juntou a testa à esposa, em uma troca de carinho admirável, sendo embalado pelo glorioso choro do amor deles. O encar casalou o filho, e Hinata exclamou:
— Seja bem-vindo, Daiki!
Karin, que assistia à linda cena, pegou o celular do bolso e tirou uma foto do momento mágico e especial de ambos. Sakura, que também observava os papais, chamou por Shizune a fim de que trouxesse os utensílios para cortar o cordão umbilical.
— Eu estou tonta. — A voz de Hinata fez com que Sakura e todos os presentes ali, voltassem suas atenções a ela.
Ao observar dentro da piscina, a água que até então estava clara e com fracas rajas de sangue, agora possuía de maneira intensa a cor carmesim. A Haruno olhou para Hinata que estava ficando pálida.
— Shizune! Acione Tsunade, traga a maca e o oxigênio. Também mande preparar a sala de cirurgia — disse Sakura, cortando rapidamente o cordão umbilical e pegando Daiki nos braços para entregá-lo a Karin.
Sasuke, completamente perdido com o que estava seguindo, segurou Hinata que ia perder ainda mais a cor de seu rosto, enquanto questionava a obstetra sem parar.
— Sakura, o que está relacionado? Por que mandou chamar a Tsunade?! — perguntava visivelmente alterada e com a voz vacilando. — Hinata, o que você tem? O que está sentindo? Diz pra mim.
"Deitado no silêncio
À espera das sirenes
Sinais, existem sinais de que estou vivo ainda
Não quero perdê-lo
Mas não estou conseguindo passar por isso
Ei, devo orar? Devo orar, sim
Para mim? Um Deus?
Para um salvador que pode
Destrinchar o quebrado [...]"
Trem Naufrágio - Tiago Arthur.
A mulher se esforçava para responder ao marido, mas não tinha mais força para tal ato. Shizune sofreu ao quarto com uma maca e alguns enfermeiros ao seu lado.
— Kimimaro, preciso que tire Hinata da banheira e coloque na maca — Sakura ordenou, sendo rapidamente obedecida. A rosada pegou seu estetoscópio para escutar o coração da amiga, que estava gradativamente enfraquecendo.
— Kuso³! — A Médica Pragajou.
— Sakura, o que ela tem? Por que vai levar-la para a sala de cirurgia? — o Uchiha continuou a questioná-la.
— Sasuke, peço que tenha calma! Vou te explicar, mas agora preciso atendê-la. Por ora, só confie em mim — Sakura disse tentando passar tranquilidade ao amigo e, olhando para Shizune, contínua. — Vamos!
Assim, saiu do quarto com Hinata, indo em direção à sala de cirurgia. O Uchiha os seguia ainda desnorteado e confuso. Tudo estava tão rápido que ele simplesmente não conseguia acompanhar.
— Onde Daiki está?! — perguntava aos gritos.
— Calma, Sasuke, Karin o levou para a ala pediátrica. — Shizune parou para prestar apoio ao jovem.
— Não me peça para ter calma! O que está seguindo aqui?! — As lágrimas de medo e desespero que ele insistia em prender, tomaram conta de seu rosto quando encontraram os olhos da esposa, que alguns minutos atrás eram os mais lindos e vívidos que já viram. Entretanto, agora estava com vontade, quase sem vida.
Naquele instante, a realidade caiu sobre os ombros do Uchiha, fazendo-o entrar em completo desespero. A vida ao lado dela passou diante de seus olhos e o medo consumiu todo o seu ser. Estava perdendo-a?
Correu para ficar junto a ela, mas foi barrado pelos enfermeiros, que lhe diziam que ele não poderia entrar. Antes que pudesse mandá-los para o inferno, Sasuke viu os lábios roxos de Hinata se movimentarem, dizendo um fraco e quase inaudível:
— Eu amo vocês !
Naquele momento, as pernas de Sasuke perderam as forças, fazendo-o cair de joelhos no chão. A dor lacerante perpetuava em seu peito, e as lágrimas escorriam incessantemente por seu rosto, expressando os sentimentos que experimentavam naquele instante. Choque, angústia e medo. Receio quanto ao que estava sentindo, temor em relação ao futuro, bem como por seu filho. E, principalmente, medo de perdê-la.
Então, as portas da sala de cirurgia se fecham.
"Desdiga essas palavras ditas
Encontre esperança nos desesperados
Me pneu do trem naufragado
Desqueime as cinzas
Desencadeie as reações,
Não estou pronto para morrer, ainda não
Me pneu do trem naufragado
Me puxa para for a, me puxa para para, me puxa para para, ah
Me puxa para for a, me puxa para for a [...]"
Naufrágio do trem - Tiago Arthur.
— 愛 —
✓ Esclarecendo o que aconteceu, Hinata acabou sofrendo uma eclâmpsia pós-parto, mesmo não apresentando sintomas de pré-eclâmpsia durante o período gestacional. Casos como esse são raros, mas não impossíveis de acontecer. O que desencadeou também, uma HPP (Hemorragia pós-parto).
✓ E então, o que acharam? Me digam nos comentários. E por favor, não me xinguem, hahah! Lembrem-se ainda tem a última parte, que será postada domingo.
✓ Glossário:
Kami¹: Deus.
Min'na²: Pessoal; Galera.
Kuso³: Merda.
✓ É isso. Até o próximo capítulo, tomatinhos! :)
