Desafio 100 temas: Tema 59 – Noite divertida
Beta: Slplima, meu carinho, amizade e lealdade forever ande ver! Obrigado amore, por mais uma vez aceitar betar uma de minhas loucuras!
Notas da Beta: Querida amiga!
Revisar seus textos é, para mim, um grande deleite.
E mesmo que eu não conheça esse anime e nem as personagens, foi lindo vislumbrar o amor e o cuidado imperar soberano sobre suas vidas através do seu ponto de vista.
E claro... com muito hot para enlevar essa relação! kkk
Parabéns por mais esta conquista. É neste momento, quando concluímos um trabalho, que percebemos o quanto vale a pena cada perrengue, não é? O quanto devemos sentir orgulho de nós mesmos por sermos persistentes e corajosos.
O sol sempre volta a brilhar depois da noite escura, graças a Deus! kkkkk
Obrigada por me deixar fazer parte disso! E obrigada por não desistir do seu dom, que é escrever lindamente. S2
Fique bem, amada.
Bjocas.
Notas da Coelha: Fazia meses que não conseguia escrever nada. Os plots começavam a surgir, eu os anotava, mas cadê inspiração para que as histórias surgissem? Ser adulto e responsável não tem a graça que eu imaginava ter quando eu ainda era um jovenzinha! Quero voltar a ser adolescente e só me preocupar com as notas das provas no colégio!
Mas bora lá… Vida que segue!
Quando imaginei algo para esse desafio em questão, lembro que fiquei confusa, não sabia muito bem o que escrever, pois uma noite divertida, tem muita a ver com nossa felicidade, com os acontecimentos que nos fizeram gostar da situação, e que conseguiu nos deixar nesse estado de graça! Eu confesso que me perdi muitas vezes na criação do que seria o plot para essa fic. E assim, refundiando meus cadernos antigos, achei um plot inacabado de Binan. Gosto muito desse anime, e me arrependo de não ter conseguido fazer muitas fics para ele, assim, At-chan e Kin-chan me assombraram essa madrugada toda, mas consegui terminar a fic! Espero que gostem, e me perdoem por estar um tanto travada!
oOoOoOo
Tóquio, dias atuais
Recostado na cadeira de espaldar alto, ele observava a aproximação das nuvens carregadas; tão enegrecidas que ajudavam a dar um ar de noite ao final da tarde.
Havia parado de analisar o texto já bem há algum tempo. Os raios espocando ao longe, riscando o céu escuro, pareciam mais interessantes do que as linhas que ele era obrigado a ler com a máxima atenção.
Ajeitando melhor os óculos de aros pretos sobre o nariz retilíneo, piscou algumas vezes ante ao estrondoso barulho ensurdecedor de um trovão. O silêncio em que a sala do moreno se encontrava sendo quebrado com maior regularidade do que em uma tarde de chuva calma e pacífica.
Voltando os olhos para a tela de seu notebook, achou melhor salvar o arquivo em que estivera trabalhando, pois não seria um bom editor-chefe se cometesse um erro tão primário como aquele.
Bufando, estreitou os olhos. Seria um tempo perdido! Sabia que poderia continuar, mas não gostava de trabalhar com tanto barulho, mesmo que esse fosse apenas de um temporal. Assim, fechou o arquivo tão logo este fora indicado como 'salvo'.
As suas costas, fora da sua sala, a redação da editora em que trabalhava ia se tornando deserta, silenciosa, nem lembrando o caos de algumas horas atrás.
Novo trovão!
Este, agora, parecia ter estourado mais perto do edifício onde se encontrava. O som alto dando a impressão até mesmo que o prédio todo vibrara. Fechando o note, ouviu um sinal característico que fez com que o editor voltasse seus olhos para o celular.
"Kin-chan está de moto!" - pensou angustiado ao notar o inevitável.
Mordiscando o lábio inferior, visualizou na tela iluminada de seu eletrônico a mensagem que havia surgido. Com um leve toque destravou a tela de segurança, clicando em cima do ícone para as mensagens.
Kin-chan
"A chuva forte me pegou! Vou demorar um pouco a deixar o hospital! Te encontro em casa!"
18:45
Com um leve sorriso, Atsushi coçou levemente a nuca. Ele poderia ficar despreocupado, o namorado não iria se aventurar com a moto na tormenta. Um pensamento ganhando forma em sua mente brilhante, criando raízes e o deixando empolgado.
Dedos ligeiros escreveram a resposta e a enviaram sem delongas.
At-chan
"Está bem! Apenas tome cuidado quando for para casa!"
18:47
Já em pé, empurrou a cadeira de rodinhas para trás, e pegando sua bolsa de couro portátil, guardou seu note. Com um giro rápido de pulso, fechou as gavetas de sua mesa, não se esquecendo de trancar e retirar a chave, deixando-a juntar-se as demais em seu molho, e a enfiar no bolso frontal da calça social que estava usando.
Checando as horas no relógio de pulso, abriu um sorriso matreiro. Se tudo corresse bem, e conseguisse cruzar as ruas centrais sem nenhum problema, estaria livre da hora do rush poderia colocar em prática o que tinha em mente.
oOoOoOo
Olhando pela janela da sala de repouso destinada aos médicos daquele renomado hospital, o homem alto e de cabelos prateados coçou a nuca um tanto pensativo.
"Preso pela chuva! Que mancada, não?" - pensou, ao voltar os olhos para o display de seu celular. A resposta de seu namorado chegara quase que instantaneamente. Com um leve sorriso a lhe iluminar a face, o médico espreguiçou-se esticando os braços acima da cabeça.
Baixando um pouco a cabeça, deixou que um suspiro exasperado escapasse por seus lábios entreabertos. Tinha até pensado em sair pela manhã de carro, mas optara pela moto por ser mais rápida a locomoção. Assim, de nada adiantaria ficar chateado, todavia, estava!
Ao escutar um barulho atrás de si, voltou-se curioso apenas para ver quem entrava.
- Hei, presidente! - saudou o recém-chegado. - Ainda por aqui? - Arima perguntou com um leve sorriso. Ele adorava pegar no pé do amigo, lembrando dos tempos em que ambos estudaram no colégio Binan e ocuparam cargos de chefia no conselho estudantil.
- Arima, sabe que não sou mais presidente de nada. - mirou-o com seriedade, mas com um leve sorriso surgindo. - Justo hoje vim de moto, e por incrível que possa parecer, acabei esquecendo a capa de chuva em casa. Com um temporal desses não tem como sair.
- Entendo! Talvez nem com a capa seria recomendável enfrentar esse dilúvio! Você correria muitos riscos desnecessários. - ponderou Arima. - Se quiser, Kin-chan, posso te dar uma carona. - ofereceu.
- Agradeço, Arima, mas não gostaria de deixar minha moto mais uma vez pernoitar no hospital. - agradeceu o médico mais baixo.
Kinshiro tinha o olhar pensativo quando volveu-os novamente na direção das janelas. A chuva caia torrencialmente lá fora. Com um suspiro resignado, tornou a olhar para a tela de seu celular.
- Já avisou Atsushi? - Arima perguntou com certa curiosidade.
- Sim. Ele ainda estava no escritório. - respondeu ao virar-se para sustentar o olhar do outro. - Assim que a chuva der uma trégua, eu sigo para casa. - e fazendo uma pausa, ajeitou a franja teimosa que caia insistentemente sobre seus olhos. - Não se prenda por minha causa. - apressou-se em dizer, ao ver o amigo se aproximar de onde ele se encontrava sentado.
- Está bem, então, até depois! - Arima acenou com a mão reforçando o que havia dito. Pegando sua bolsa, deixou o ex-presidente estudantil sozinho.
O silêncio era muito bom! Estar sozinho novamente, o fazia respirar com mais facilidade. E não era como se não apreciasse a companhia de Arima, porque sim, ele até apreciava, todavia, o que não o deixava contente era a insistência dele em estar sempre gravitando ao seu redor.
Por vezes, as pessoas precisam entender que a felicidade alheia não deve ser posta a prova.
Suspirando estarrecido, Kinshiro deixou a cabeça tombar para trás, apoiando-se no encosto alto do sofá, e fechando os olhos, desejou que a chuva desse uma parada, uma trégua quiçá, para que pudesse ir para casa.
Mas como diz o dito popular: querer não é poder!
-Maldição! - praguejou, inquieto.
Resignado, massageou as têmporas tentando apaziguar um pouco a dorzinha de cabeça que não queria lhe dar um desconto. Estava realmente muito cansado! Os plantões suscetíveis esgotaram suas forças, mas não poderia se deixar abater. Precisava voltar para casa e, quem sabe, poder passar algumas poucas horas na companhia do namorado.
"At-chan, prometo que terei um tempo só para nós! Sei que não estou em falta, mas preciso fazer isso. Sei que me entende, mas quando resolvemos morar juntos, fizemos muitos planos e projetos"- pensou.
Lá fora, a chuva forte caia a cântaros. Os raios e trovões riscavam os céus, clareando as nuvens escuras e pesadas.
oOoOoOo
Ao adentrar o apartamento que haviam escolhido para fixar morada, o moreno não estranhou em encontrar tudo as escuras. Talvez fosse até melhor prender o pequeno engate na traseira de um dos carros e ir socorrer o amante, mas como das outras vezes sabia que o independente ex-Cavaleiro Aurita não aceitaria, dizendo ser besteira, ou mesmo preocupando-se, pois não gostava que o ex-Battle Lover se embrenhasse em uma tempestade, como uma das vezes, e que no final, o acidente acontecera.
E como ambos poderiam esquecer aquele fático dia?
Talvez, quem sabe, nunca esqueceriam.
Fora apenas o bem material que se perdera devido ao descaso de um motorista embriagado que avançara o sinal, mas como Kinshiro sempre dizia, poderia ter sido bem pior.
Balançando a cabeça, Atsushi tentou afastar aqueles pensamentos funestos. De fato, aquele não era o momento para reviver o passado, ele tinha outras coisas para se preocupar.
Deixando as sacolas sobre a bancada, ele havia conseguido passar em um mercado no caminho. Atsushi retirou um avental vermelho da gaveta mais próxima, lavou muito bem as mãos, e se pôs a guardar mantimentos e alguns ingredientes que trouxera para o que tinha em mente fazer para aquele jantar.
Para agradar a Kinshiro bastava não fazer curry, e não conseguindo evitar que um leve sorriso estampasse em seu rosto, começou a cortar os legumes para fazer quem sabe um delicioso Katsudon, ou até mesmo um Yaksoba.
A noite chuvosa e gelada fazia com que ele só conseguisse pensar em pratos simples, mas que aquecesse e saciasse a fome. Muito diferente dos primeiros pratos que havia idealizado fazer.
"Hmm… talvez um Udon de legumes..." - pensou ao abrir a geladeira para procurar pelo resto dos ingredientes. Arqueando as sobrancelhas, começou a agilizar as coisas. Não tinha certeza de que horas o outro chegaria, mas queria estar com tudo pronto, e quem sabe a banheira de ofurô esperando para que ambos relaxassem juntos nas águas quentinhas e reconfortantes.
Claro que seria mais gostoso se estivessem em um onsen, aproveitando as águas tépidas. Quem sabe, pudessem tirar uns dias para viajarem para Karatsu, aproveitarem as termas que certa vez conheceram. Bem, isso poderia ser planejado.
Com esses pensamentos, Atsushi perdeu-se nas horas. O cheiro delicioso tomando conta de todo o ambiente modesto, mas habitável. E experimentando uma última vez o caldo, deu-se por satisfeito.
Seguindo para o banheiro, desejou ter podido instalar um outro tipo de banheira, mas no começo, tudo fora um tanto difícil. Balançando a cabeça, espantou as recordações desagradáveis e começou a encher a banheira.
oOoOoOo
Ainda observando a chuva, Kinshiro levantou-se de um salto ao reparar que a densidade e o volume de água que "desabava" do céu, haviam diminuído razoavelmente. Pegando sua jaqueta vermelha mais grossa, a qual deixara em seu armário, vestiu-a rapidamente, e com o capacete a tira colo quase correu até o estacionamento no subsolo.
Impaciente, Kinshiro poderia comparar o elevador com uma tartaruga, mas era sempre assim quando se estava apressado e querendo que tudo fosse em um estalar de dedos.
Ao sair na garagem, o ar gelado o recebeu com uma baforada que o fez estremecer. Sem se abater, caminhou apressado para o local onde as motos ficavam e puxou a sua um pouco para fora do local onde estava.
Já sobre a Hornet, o médico colocou o capacete, as luvas e, dando a partida saiu, em marcha lenta. Ao terminar de subir a rampa de acesso o chuvisqueiro frio o saudou. Dando de ombros fechou a viseira, esperou um pouco e, após um carro passar, embicou a moto em sentindo contrário, ganhando as ruas movimentadas mesmo já tendo passado um pouco do horário do rush.
Tomando os devidos cuidados, em pouco mais de quarenta minutos estava encostando entre os dois carros; o de seu homem e o seu próprio. Estava todo ensopado, e sabia que Atsushi ralharia com ele, mas achou melhor pensar nos pormenores quando esses resolvessem acontecer.
Sofrer de véspera não era muito legal! E sem sombra de dúvidas, ele não faria isso. Com esses pensamentos ele chamou o elevador que prontamente abriu as portas, deixando que o homem alto entrasse imediatamente.
Sozinho, deixou-se levar, imaginando o que poderiam fazer naquela noite e, por fim, acabou por despertar quando o sinal auditivo chamou-lhe a atenção. Havia chegado ao seu andar e, sem delongas, saiu apressado buscando pela chave em meio a seus pertences.
Deixando os sapatos no local ao lado do closet, retirou a jaqueta a deixando pendurada para fora, pois a mesma precisava ir para a lavanderia. Calçando as pantufas macias, parou na entrada da sala de estar, apenas para sentir aquele cheiro delicioso que vinha da cozinha.
Apressando seus passos, Kinshiro arqueou as sobrancelhas. Estranhou não ver seu homem parado ali a preparar o jantar para ambos, mas talvez ele estivesse no quarto. Voltando a olhar para as panelas sobre o fogão, apenas imaginou o momento em que se serviriam das delícias que, tinha certeza, Atsushi havia preparado. Desejou ardentemente dar uma pequena espiadinha para descobrir o que era, mas preferiu se controlar.
- Kin-chan? É você? - a voz vinda do corredor, a esquerda, chamou-lhe a atenção.
- Sim, onde você está? - o de cabelos platinados questionou ao começar a seguir pelo corredor.
- Venha cá, estou aqui no banheiro, creio que você precise de um bom banho quente, não é, doutor? - Atsushi gracejou ao finalmente ficar cara a cara com seu namorado.
- Talvez, mas que tal se jantássemos primeiro? - tentou barganhar, ao puxar o moreno para seus braços sem se importar por estar molhado.
- Não, não, Kin-chan, você deve estar congelado, e isso não fará bem para sua saúde. - o editor terminou de falar no momento que o namorado sapecava um beijo em seus lábios. Seus olhos se encontraram assim que se separaram um pouco, e com um suspiro resignado, antes que o outro começasse a falar, continuou. - Eu não disse? Todo molhado, Kinshiro! - constatou. No canto dos lábios um sorriso divertido.
- É, eu devo ter pego um pouco de chuva, mas nada que vá me deixar doente. - Kinshiro tentou soar sério diante do olhar de troça do editor, mas falhando miseravelmente.
Como ele poderia manter um ar indiferente, quando tudo em Atsushi parecia gritar: "Ei! Sorria para mim!"
- Kin-chan, sério, por favor, tire essa roupa molhada. - pediu o moreno ao fazer beicinho.
Balançando a cabeça, o platinado se deu por vencido, e como um bom homem, começou a retirar as roupas molhadas, as deixando separadas sobre a bancada da pia para não molhar as roupas que se encontravam no cesto.
- Deu-se por vencido, doutor? - gracejou o editor chefe. Os olhos castanhos brilhando incontidamente enquanto o via se despir sem pudor algum a sua frente.
- Humph… - Kinshiro fungou ao encurtar mais uma vez a distância entre eles quando estava somente com a boxer branca. - Creio que desta vez, eu esteja sendo um pouco mais cordato, e concordando com você, afinal, sei que só está pensando no melhor para mim! - e enquanto falava, deixou que suas mãos hábeis no manejo dos objetos cirúrgicos, deslizassem lentamente pelo rosto bonito do homem mais alto.
Parando com as mãos espalmadas sobre o coração de Atsushi, o platinado deixou que um sorriso sedutor lhe iluminasse a face.
- Toma banho comigo? - convidou, ao mesmo tempo que deslizava a língua pelos lábios finos e levemente rosados.
Sem responder, Kinugawa puxou Kusatsu para seus braços, capturando seus lábios com os seus, iniciando um ósculo exigente e carregado de luxuria.
Em pouco tempo, o casal se encontrava na banheira, com Kinshiro sentado entre as pernas de Atsushi, relaxando de encontro ao tórax do moreno. Com os olhos fechados, o médico buscava com isso aproveitar aquele momento, desfrutar da boa companhia, esquecendo das agruras e correrias daqueles dias.
- Hmm… At-chan… suas mãos são maravilhosas! - ronronou o platinado ao voltar lentamente um pouco o corpo para poder sapecar beijos na mandíbula, canto dos lábios e bochechas do moreno. E antes que este conseguisse responder, surpreso, ele deixou as mãos na cintura do médico, que com movimentos comedidos, agora estava sentado no colo, capturando os lábios carnudos.
- Kin-chan… - ciciou Atsushi, a voz baixa, levemente rouca. Os lábios roçando em beijos esvoaçantes, que a priori, poderiam ser considerados castos, mas que com apenas leves gingados dos quadris do platinado foram aprofundados para ósculos exigentes e arrebatadores.
Os sexos roçando em uma provocação lenta e gostosa.
Atsushi deslizou as mãos dos quadris para as nádegas arredondadas e perfeitas, deixando as unhas roçarem levemente na pele acetinada do local, para logo em seguida tocar o anel de nervos, dedilhando com maestria, e se deliciando com os ofegos que escapavam dos lábios entreabertos de Kinshiro.
- At-chan… - gemeu o platinado ao sentir dois dígitos deslizarem para seu interior. - Cama! - ciciou ao mesmo tempo em que mordiscava a base do pescoço bem próximo ao lóbulo da orelha.
- Sim, tudo o que você quiser! - respondeu o moreno, que sem muito pensar, fez com que as pernas do médico cingissem sua cintura enquanto se colocava de pé, o sustentando com uma mão travada nas bandas rechonchudas e a outra na cintura.
Sapecando beijos esvoaçantes nos lábios, rosto, pescoço e ombros do moreno, Kinshiro não facilitou muito o avanço de ambos.
De volta ao quarto do casal, em poucos passos ambos caíram sobre a cama, não se importando por ainda estarem molhados. Aquilo era um pormenor muito insignificante para se preocupar, que já haviam sido suplantados pelo desejo, pelas chamas da paixão que os consumia.
Caindo entre as pernas do médico, o editor se esticou um pouco, buscando pelo frasco de lubrificante que sempre deixavam na gaveta da mesinha de cabeceira.
Sustentando por alguns segundos as íris esmeraldas, baixando um pouco o corpo, deixou que seus sexos roçassem em nova provocação, se regozijando ao escutar o gemido alto que escapava dos lábios entreabertos de Kinshiro. Lábios estes que agora mordiscava com ardor, enquanto deslizava as mãos para os mamilos róseos, beliscando um depois o outro. Substituindo os dedos por lábios ávidos.
- Ah! Atsushi… não morde! - choramingou Kinshiro quase atingindo seu limite. Seus mamilos sempre foram seu ponto mais sensível, e ele sabia que Atsushi lhe daria prazer o tocando de todas as maneiras possíveis e imagináveis.
- Tão sensível, Kin-chan! - ciciou Atsushi ao marcar a pele leitosa com beijos e mordidas que lembravam a ferro em brasa.
Cada novo gemido e arfar era como uma doce melodia para seus ouvidos.
Afastando-se um pouco, sentou-se sobre os joelhos para poder admirar o namorado. A pele levemente rosada, as marcas que ele sabia, muito em breve, estariam também quase que espalhadas em sua pele.
Ele as ostentaria com orgulho!
Tudo era muito bom!
Se alguém lhe dissesse, quando ainda era um garotinho, que ficaria com seu melhor amigo, como agora, ele não acreditaria, mas quem sabe ficaria curioso por experimentar roubar o primeiro beijo do platinado, como havia feito.
Todas as primeiras vezes!
Tão bom! E só dele… deles!
Pegando o pote de lubrificante, abriu-o, colocando um pouco na mão, para, em seguida, espalhar pelo anel de nervos, dedilhando a entrada enquanto abocanhava o falo em riste do namorado.
- Atsushi… céus! - Kinshiro gemeu em deleite. As mãos de dedos finos e elegantes afundando nos fios negros quase azulados.
Contorcendo-se todo, o médico sentiu seu corpo tremer violentamente. Os lábios abertos em busca de ar.
Kinshiro não conseguia precisar quando foi que Atsushi deslizara dois dígitos para dentro de si. Claro que não fazia diferença saber quando ou a que momento, pois seus pensamentos começavam a ficarem em branco. Perdidos na luxúria do momento.
Para ambos não importava quem assumiria o controle de tudo, importava se envolver, se deixar levar pelo calor do momento, pelo amor e carinho.
- Tão perto! - o platinado arfou. - At-chan, por favor… - ciciou impaciente.
- Diz pra mim o que você quer, Kin-chan? - o moreno mirou o namorado com interesse. - O que você quer, amor? - insistiu.
Se era a rendição que Atsuhi queria, assim ele a teria, pois o ex-Cavaleiro Aurita estava se sentindo como ouro derretido.
- Você… eu quero você! - suspirou Kusatsu ao mirar o redator com desejo.
Com um sorriso sedutor, Atsushi, munido mais uma vez com o tubo de lubrificante, espalhou um pouco por seu membro. Mordiscando o lábio inferior, com calma se aproximou, deixando a cabeça roliça roçar o anel de feixes rosados. Ao forçar um pouco, acarinhou lentamente a lateral do corpo amado, antes de falar.
- Kin… olhe para mim! - pediu ao começar a deslizar seu membro, rompendo lentamente as barreiras apertadas, enfronhando-se totalmente.
Os gemidos de ambos se misturando.
Íris castanhas perdidas nas verdes, que compartilhavam o brilho incontido da paixão, do idílio amoroso.
Oferecendo os lábios para Atsushi, Kinshiro os teve atacados, ao mesmo tempo que começava a deslizar suas mãos pelas costas do outro, deixando que suas unhas roçassem na pele de alabastro, deixando um rastro levemente avermelhado.
Ósculos após ósculos, e gemidos, separaram-se um pouco buscando por ar.
- Oh! Tão bom, Kin-chan! - Atsushi murmurou em deleite, ao não resistir mais, e deixar que uma de suas mãos se fechasse em torno da circunferência do platinado.
- Tão perto… - gemeu o médico em deleite absoluto.
- Sim, bem perto! - concordou o moreno.
Com o corpo trêmulo, e estocadas erráticas, não demorou muito para que ambos atingissem o clímax, com o platinado deixando com que filetes perolados acertassem o abdômen de ambos, enquanto sentia ser preenchido com toda a carga espessa e leitosa do namorado.
Deixando o corpo cair sobre o de Kinshiro, Atsushi buscou pelos lábios castigados de seu companheiro, iniciando um beijo calmo, lânguido!
Girando lentamente, puxou-o para seus braços para se acomodarem melhor.
- Hmm… banho? - ronronou Atsushi.
- Mais tarde! - respondeu Kinshiro ao mordiscar o ombro do moreno. - Quero aproveitar e ficar mais um pouco com você, em seus braços. - confessou sem pudores.
- Isso é bom! - ciciou em resposta. - Gostei dessa ideia! - e sem esperar, beijou carinhosamente os lábios rubros mais uma vez, e acariciando lentamente o rosto do platinado.
- Quando cheguei, você tinha terminado de cozinhar… - começou o médico ao lembrar daquele pormenor, e se preocupar.
- Não se preocupe, Kin-chan! - Atsushi pediu ao acarinhar os quadris dele. - Quando quisermos, posso esquentar nosso jantar novamente!
- Hmm… bom! - ciciou ao espalhar beijos pela mandíbula e pescoço, até a junção com o ombro. - Sabe... - começou a deslizar a ponta dos dedos sobre o tórax do moreno a esmo. - Quando o dia começou, e que todas as complicações foram resolvidas, eu não pensei que essa chuva forte cairia. - começou Kinshiro.
- Foi inesperado mesmo, e eu fiquei muito preocupado. - confessou Kinugawa. - Até pensei em ir atrás de você com o reboque, mas…
- Não, não precisava, e ainda bem que você não foi! - Kinshiro mirou o namorado com intensidade. O acidente de um ano atrás ainda os deixava nervosos, mesmo com tudo tendo corrido bem, e que a coisa toda não passara de um susto. - Eu sei que você não gosta que eu ande de moto na chuva, mas estava bem fraquinha, e sabe, valeu muito a pena ter chegado molhado em casa. - gracejou.
- Explique-se, porque eu ainda não estou entendendo e acreditando no que estou ouvindo. - Atsushi arqueando uma sobrancelha, sustentou as íris brilhantes, que a ele lembravam duas lindas esmeraldas.
- Bem, digamos que te devia mais tempo juntos. - começou, e ao ver o outro querer falar alguma coisa, pediu. - Deixe eu terminar, amor! - e com um sorriso satisfeito ao ver o outro se controlar, encostou a testa na de Kinugawa mirando-o carinhosamente. - Eu tenho um dia inteiro de folga, e como já iniciamos nossa noite com uma excelente diversão, eu gostaria de saber se o senhor editor-chefe me daria a honra de me acompanhar no que resta dela, o que me diz?
Um sorriso travesso brincou nos lábios do platinado.
- Eu posso pensar? - gracejou, ao mesmo tempo em que se agarrava mais a seu precioso médico. - Doutor, quero passar essa e muitas outras noites me divertindo com você! - Atsuki confessou.
- Querido, isso soou como um pedido de casamento! - Kinshiro ronronou ao sentir seu coração acelerar várias batidas.
- Ora, podemos oficializar isso! - e se esticando mais um pouco, puxou uma caixinha azul escura, que estava embaixo do travesseiro, a abrindo. - Quer se casar comigo? - perguntou, ao vê-lo ficar em choque. - Prometo que teremos noites divertidas, noites incríveis… de tórrida paixão!
- Cale-se, Kinugawa! Me deixe te responder! - e sem dizer mais nada, selou o pedido, com um beijo apaixonado.
Diversão não precisava ser apenas com noites recheadas de riso e brincadeiras, não para esses dois homens apaixonados!
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Lembretes e explicações:
Fazia muito tempo que não escrevia com Binan, e por mais que tenha gostado do resultado dessa fic, ainda me sinto longe do que costumava escrever. Assim, espero que peguem leve comigo. Estou muito, mas muito enferrujada!
Karatsu (唐津市 Karatsu-shi?) é uma cidade na prefeitura de Saga, na ilha de Kyushu, Japão.[1]
Em 2003 a cidade tinha uma população estimada em 78 713 habitantes e uma densidade populacional de 617,41 h/km². Tem uma área total de 127,49 km².
Fonte by Wikipédia
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Momento Coelha Aquariana no Divã:
*ouvindo Rain – Madonna, e tentando ajeitar uma imagem para colocar a fic no ar*
Kardia: Vai chover, ou espera! Está chovendo a cântaros? *olhando pelas frestas das janelas, e voltando a não entender nada*
Dégel: *olhando por cima do livro que está lendo e sobre as lentes corretivas redondas* Se eu fosse você, venenoso, tomava cuidado com o que fala, pois ela está voltando a escrever e você não vai dar uma trégua com seu jeito chato de a incomodar?
Kardia: Dedé, é assim que você acha que eu…
Dégel: Acho nada, eu conheço as lutas dessa Coelha, e você também. Assim, vê se não chateia a pobre, pois ela tem vários plots começados e estamos em sua lista. Se ela não escrever mais, não tem nós dois. Entendeu, ou vou precisar desenhar? *a voz em um falsete*
Kardia: Uhuuu… irônico! Gostei disso! *mordendo o ruivo* Ok! Vou ficar quietinho, mas vou ajudá-la com alguma coisa.
Isso mesmo! Ai você que chegou até aqui, gentileza pegar leve com a moça! Ansiedade, ter crises de ansiedade não é fácil… Assim, comentários, se gostarem, serão muito bem vindos! A vida já é muito sofrida, assim, sem brincar de deixar quem se esforçou para escrever para baixo com palavras vis, apenas porque você não gostou do que leu! Ler é por sua conta e risco! Dito isso, me despeço!
Obrigado por quem aqui chegou!
Kardia
Theka Tsukishiro
