N/A: Percebi que a Fic teve muitas visitas e pouquíssimos reviews... então vou fazer assim, o próximo capítulo eu coloco quando receber pelo menos 30 reviews ok? Sim, eu sou má! rs Mas é que gosto de ler as opiniões! Divirtam-se com o novo cap.
CAPÍTULO 2
## EDWARD POV ##
Parei o carro perto de um beco, onde garotas de programa costumavam aglomerar-se. Segurei o braço de Emmet antes que ele saísse do carro.
- Sem brincadeiras, Em. Já vai começar a escurecer e nós temos compromisso hoje. Seja rápido.
- Você é estraga prazeres, sabia Edward? Mas eu vou ser rápido se é para a felicidade geral da nação.
Nós saímos e nos distanciamos. Eu andei pela calçada até o outro lado do beco, que dava para um muro de uma fábrica. Tinha uma garota tentando acender um cigarro, encostada na parede. Eu me aproximei, tirei o isqueiro da sua mão, enquanto ela tremia de boca aberta me olhando.
- Boa noite. (eu acendi seu cigarro com facilidade)
- Bom. Quer di-di-dizer, boa.
Ela não era nada bonita. Não fazia meu estilo, absolutamente. Mas eu estava com fome e com pressa. Passei a língua pelos lábios enquanto ela se atirava em cima de mim. Mais fácil do que pensei. Senti suas mãos trêmulas e apressadas descerem pelas minhas costas e indo apertar minha bunda. Mulheres... Achei melhor terminar com aquilo. Jogue sua cabeça de lado, tirando os cabelos que tampavam-lhe o pescoço, e preparei o local com a língua.
- Hum, vai me morder, coisa linda?
Há. Ela poderia se arrepender da pergunta. Agarrei-a pela cintura, puxando-a para mim, enquanto deixava meus caninos se crescerem. Cravei-os então em seu pescoço, sentindo o sangue quente escorrer para dentro de mim. Ela me arranhava, batia em mim tentando me machucar, mas eu não sentia, claro. Parei um pouco de lhe sugar, para perguntar seu nome. Alice dizia que essa minha mania era um pouco doentia. Mas eu gostava de me sentir mais próximo de minhas vítimas. Ok, era doentio. Mas eu gostava.
- I-isa-isabella.
Ela respondeu enquanto seu corpo amolecia em minhas mãos. Eu senti um gosto amargo quando ela disse seu nome. Era o mesmo da caloura. E por algum motivo que eu desconhecia, eu tive piedade dela. Cravei meus dentes novamente, mas dessa vez, só bebi o suficiente para não matá-la. Ela ficaria inconsciente por algumas horas, claro, mas depois ficaria bem. Peguei seu rosto com minhas mãos, tirei os óculos e falei, olhando-a dentro dos seus olhos.
- Você está bem, mas foi picada por uma cobra. Procure um hospital para estancar o sangue quando acordar.
Deitei-a no canto do beco e voltei, encontrando Emmet me esperando no carro.
- Quem foi que demorou, hein, Edward?
- Tive um pequeno contratempo.
Joguei os óculos no banco de trás, e voltei para Forks.
## BELLA POV ##
- Angie, me ajuda!!!
Eu tinha saído do banho e me olhava no espelho tentando imaginar que tipo de maquiagem uma vampira usava.
- Que foi, Bella?
- O que eu faço no rosto?
- Eu não tenho certeza, mas acho que ficaria legal um batom bem vermelho e uma sombra escura nos olhos. Mas a expert aqui em maquiagem não sou eu, né?
Eu nunca na minha vida tinha usado um batom vermelho. No máximo, eu passava um brilho labial muito de vez em quando. E sombra? Como se passava isso? Eu decidi que teria que engolir meu orgulho e fui bater na porta do quarto de Lauren.
- Que cara é essa?
- Er... será que você poderia me maquiar? (falei fazendo cara de coitada)
- Claro! Eu não quero você com essa aparência atrás de mim!
Ela
me puxou pela mão e me jogou sentada na cama. Eu pedi uma maquiagem
bem sexy e ela mandou eu confiar nela. Céus. Depois de alguns
minutos, ela terminou e me levou ao espelho. Wow. Eu tinha
subestimado Lauren. Ela era realmente boa. Eu estava bem atraente
mesmo. Lauren tinha feito uma combinação de sombra preta e roxa nas
minhas pálpebras e passado um delineador preto por cima, bem rente
aos meus cílios, que estava longos e curvados pelo rímel. Minha
boca parecia espelho, por causa do batom vermelho e do brilho do
gloss. Pra finalizar, ela começou a puxar meus cabelos para
deixá-los mais lisos numa chapinha.
Saí do quarto dela e fui me
vestir. Coloquei o vestido preto com pequenos detalhes em roxo,
prendendo a respiração enquanto Angie me apertava no corpete.
Aquilo era realmente apertado! Peguei a capa (que pesava mais do que)
e joguei por cima dos ombros, prendendo-a no pescoço. Demorei
incontáveis minutos para colocar a maldita lente branca que ardia
horrores. E por último, coloquei os dentes. Ok, nessa parte eu me
senti ridícula. Os dentes eram visivelmente falsos. Bem, mas todas
as roupas ali na festa seriam falsas. Depois de pronta, me olhei no
espelho.
- Bella Swan, eu te pegaria hoje! (falei me dando mole)
Tive que conter minha gargalhada que queria sair histérica quando Jess entrou no meu quarto. Minha nossa. A fantasia dela era um vestido curto e preto, com 3 bolas verdes gigantes no meio. A Lauren tinha se preocupado comigo? Ela deveria é se preocupar com o Peter Pan de saia ali ao meu lado.
- Gostou Bella? (Jess dava voltinhas mostrando a roupa para mim)
- Oh Jess, você com certeza vai chamar a atenção!
Ela sorriu satisfeita. Fazer o que né? Nós nos reunimos na sala e entramos na pickup. Angie colocou a mão no meu ombro.
- Bella, esqueci de falar. Você está um arraso!
Então não era ilusão minha. Alguém tinha notado.
- Obrigada, Angie. Você também.
A fantasia dela não era feia. Era muito cute-cute, mas não era feia. Quer dizer, eu não me via vestida toda de rosa-bebê e muito menos com orelhas na cabeça. Mas não era feia.
- Ah, Bella. Seria legal estacionar um pouco antes da casa, ok?
- Porque Lauren? Não vai ter vaga lá?
- Vaga deve ter... eu só não acho que seria muito bom para minha, quer dizer, nossa reputação, se chegássemos nessa... pick-up clássica!
Eu a olhei e tive uma repentina vontade de abrir a porta e jogá-la ali no meio da rua. Mas aí como eu entraria na festa? Já estava arrumada, né? Ok. Parei um quarteirão antes, quando já dava para notar o som alto, as luzes e claro, um trilhão de pessoas se aglomerando em frente a entrada da casa. Eu disse casa? Aquilo era tudo... menos uma casa. Casa era a minha. Aquilo era... bem, era uma mansão.
## EDWARD POV ##
Quando chegamos em casa, todos já nos esperavam prontos. Eu não entendia para que a pressa. Nós tínhamos literalmente, toda a eternidade. Fui direto para meu quarto, abri o closet e sentei na cama. Não estava saciado. Me concentrei na roupa e vesti qualquer coisa mesmo. Cheguei na sala e vi que Emmet ainda não estava lá. Ele sempre se atrasava.
- Edward, você não chegou a caçar nada? (Jazz me perguntava em dúvida)
- Caçei, claro. Porque?
- Porque, baby, seus olhos... veja.
Rosalie me virou para o espelho. Merda! Estavam vermelhos novamente.
- Eu não bebi tudo. Deixei-a viva.
- Eu vi. Por que fez isso, Edward? (Alice chegou na sala enquanto andava até mim)
- Não sei, só não quis matá-la.
- Então deixe ver se eu entendi. Você dirigiu até Port Angeles, caçou pela metade e dirigiu de volta. Para no final das contas, ir de óculos para a festa? (Rosalie sabia usar o sarcasmo)
- Não. Na verdade, eu não vou de óculos. Vocês é que vão sem eles.
- Ah não Edward. Da última vez que a gente fez isso, eu não aguentava mais passar a noite toda dizendo que era lente.
- Rose, (eu colei nela, encarando-a) nós vamos sem óculos. Não é um pedido.
Eles tiraram os
óculos e Emmet chegou na sala sem entender porra nenhuma. Claro.
-
Er... eu sou o único sem lentes?
- Se te perguntarem, você diz que não conseguiu colocá-las.
Eu dei um tapinha no ombro dele, enquanto ia para o carro, rindo em imaginar sua cara de descontentamento. Nós realmente amávamos festas a fantasia e halloweens. Porque eram as únicas oportunidades que tínhamos em andar como éramos, sem precisar esconder. Era bem incômodo manter os caninos guardados o tempo todo. Nas festas, bem, eles poderiam aparecer, não é? Só era chato o fato de que em toda festa, haviam imbecis vestidos de Conde Drácula, tentando impressionar alguma garota. Se eles soubessem como Drácula era feio, esquelético e ainda por cima quase uma moça, pensariam duas vezes...
Parei o carro em frente a Beta. Já tava lotado do pessoal que não conseguia ser convidado mas que não perdia as esperanças. Eles achavam mesmo que iriam entrar? Piada. A casa Beta era, digamos, monumental. Chamava a atenção de quem passava e era o sonho de consumo de todo filhinho de papai que entrava para a universidade. Qualquer uma. Porque havia uma Beta em praticamente todas as universidades do país. Mas ter dinheiro não era o único requisito. O que muitos, ou melhor, quase ninguém sabia, é que aquilo era mantido por nós. Mas nunca ligávamos nosso nome à fraternidade. Nunca. Em hipótese alguma. Só servia para nos proporcionar festas como essas, e um estoque alimentar (entendam como quiser) de vez em quando. E em troca, nós prometíamos transformação no futuro, ao presidente da casa e sua cúpula.
Nós entramos, já acostumados com os olhares pasmos para nossa direção. Eles nos viam todos os dias... mas sempre parecia ser a primeira vez. Aquilo podia cansar. Não a mim, claro. Eu me divertia com os olhares, principalmente das mulheres.
## BELLA POV ##
Eu estava meio atônita lá dentro. Era muita gente. E eu achava que a faculdade era lotada. De onde saiu essa gente toda? Para todos os lados que eu olhava, só via pessoas bonitas. Eu podia muito bem me acostumar com isso. Angie gritava alguma coisa no meu ouvido, por causa da música alta, quando eles chegaram. Ok, ninguém lembrou de me avisar que eles estariam lá? Ah, certo, a festa era para pessoas ricas e importantes. Como não me toquei?
Dessa vez, nem eu nem ninguém precisava chegar perto dos seus rostos para perder a respiração. Eu achei que já tivesse visto de tudo na minha vida, até mesmo nos filmes. Eu via muito filme. Mas aquilo eu acho que estava longe de já ter sido visto por algum olho humano. Eles estavam maravilhosos, uma coisa extremamente agarrável. O auge do sexy e sensual.
A loira, entrou na frente, como se desfilasse, vestindo um macacão de couro preto e botas. Sabe aquelas roupas que não passa nem um alfinete? Então... Bem, mas ela podia. Eu percebi que estava babando... por uma mulher. Merda, Bella! A baixinha entrou depois, igualmente linda, de botas até a coxa, saia de couro curtíssima e corpete também de couro, curto, deixando um pedaço da barriga de fora. Eu olhei para o lado e vi Lauren bufando.
Certo, pelo visto eu teria que me acostumar com a aparição divina dessas pessoas. Morri. Sim, morri quando o musculoso apareceu de calça e blusa pretas. Uma blusa que era colada no seu corpo, delineando aqueles músculos perfeitos. Até o baixinho tava uma coisa. De jaqueta preta e cordões de prata no pescoço. Eles eram irritantemente elegantes e andavam com um ar de superioridade que me dava nos nervos.
Bem, então eu irracionalmente apertei a latinha que estava segurando. Se eu fosse um pouco mais forte com certeza teria tomado um banho de refrigerante. Tudo por causa dele. É claro que ele ficaria para o final. Irritante como ele era, a entrada precisava ser triunfante, né? Só porque ele estava irrestível. Eu me senti naqueles filmes em que a pessoa chega e o flme roda em câmera lenta, enquanto o bonitão desfila lentamente. Edward Cullen estava todo de preto também, mas ele usava um sobretudo de couro que batia nos pés e um cordão que reluzia o enorme pingente de prata de longe. Definitivamente, ele era gostoso. Antipático, mas gostoso.
Quando eles passaram por nós, eu pude ver que eles usavam lentes vermelhas e dentes iguais aos meus. Certo. Não eram iguais. Os meus eram ridiculamente falsos e óbvios. Os deles, uau! Pareciam ter sido feitos sob encomenda, de tão perfeitos. Eles estavam vestidos de que? Vampiros? Vampiros bem modernos, né? Eu tremi quando ele passou por mim, me olhando dos pés a cabeça e dando um sorriso irritantemente torto. Droga, como ele era antipático!
## EDWARD POV ##
Eu me contorcia de vontade de virar a cara para um deles que me olhavam atônitos, e sussurrar um "Booo!". Qual seria a reação? Ok, eu não ia fazer isso. Emmet ainda estava visivelmente irritado comigo por sacaneá-lo.
"Ele faz de propósito! Só eu não posso ter olhos vermelhos! Qual a graça de ter olhos vermelhos, quando ninguém está vendo?" - eu ria internamente desse meu irmão tolo.
Quando nos misturamos, e fomos caminhando lá para dentro, eu a vi. A caloura. Isabella. Ou melhor, Bella. Óh céus, ela estava... de vampira? É sério isso? Eu não tinha me preparado para o choque. Não que ela não estivesse bonita. Pelo contrário, ela estava linda, com os lábios vermelhos sedentos, olhos penetrantes e um vestido que apertava sua cintura fina. Mas eu não podia deixar de achar isso tudo meio irônico. Quais as chances da mulher que mais o deixa intrigado, se vestir de um jeito como se quisesse se juntar à família? Quando passei por ela e senti seu coração acelerado, não contive um sorriso.
Fomos recebidos pelo presidente da Beta, Henry Bass, que já nos esperava com uma bandeja contendo 5 taças. Não preciso dizer o que tinha dentro delas, né? Claro, que para qualquer um que perguntasse, nós diríamos...
- Vinho! Sirvam-se, Cullens! (Henry nos brindou)
Eu o cumprimentei com um gesto e sentei em minha cadeira, enquanto corria os olhos observando as pessoas.
- Inacreditável! Vocês viram o mesmo que eu vi?
Rosalie não me dava um minuto de paz. Eu às vezes imaginava se ela não tinha nascido somente para ser meu karma.
- Eu não acho, Rose.
- O que é? (Alice virou-se para mim) O que Rosalie tá pensando?
- Eu falo Edward. Tenho boca!
- Eu sei.. infelizmente eu leio a mente imunda do Emmet.
Eu encarei Em, enquanto ele ria, elogiado!
- Aquela caloura petulante! De vampira! E pior, de vampira bem ultrapassada, né? Porque convenhamos, aquela roupa?
- Eu achei que ela estava gostosinha.
- EMMETT! Você quer me irritar? Ou quer ficar sem sexo por 1 século?
- Rose, você não me deixou terminar... eu a achei gostosinha, mas depois vi sua bunda na minha frente, e esqueci tudo!
"Mas que ela tá gostosinha, ah, isso tá!" - como ele era cínico! E Rose burra, porque acreditava...
- Eu gostei.
Eles se viraram para me olhar, como se estivesse falando alguma língua indecifrável.
- Ué, qual o problema? Ela está... interessante. Ou só nós podemos ser os vampiros aqui?
- Isso foi mesmo uma pergunta, Edward? (Jazz me olhou irônico)
- Vocês me deixam entediado. Vou dar uma volta.
Levantei e fui me misturando. Bem, nem tanto, já que as pessoas abriam caminho para mim. Era difícil passar despercebido. E se eu quisesse me camuflar um dia? Impossível, pelo visto. Malditos humanos! Parei ao lado do bar, procurando por presas fáceis. Quando digo presas, não era da forma alimentar, se é que me entendem. Vampiros tinham lá suas necessidades também. E eu tinha a possibilidade de me satisfazer das duas maneiras, pois morder um pescoço durante o sexo, além de vitamínico, era estimulante. Uma ruiva com roupa de cheerleader parou na minha frente, com um sorriso que parecia que ia quebrar seu maxilar.
- Oi. (saiu mais seco do que queria)
- No-no-no-nossa! (tive vontade de socá-la pra ver se a palavra saía) Nem a-cre-di-toooo que tô falando contigo! Sou sua fã!
Ela gritava, tremendo como um bonequinho de pilha em curto-circuito. O tipo ideal de Emmet. E de repente ela pulou no meu pescoço. Meus dentes coçaram e eu queimei, enquanto me controlava para não matá-la ali na frente de todos. Nosso segredo era guardado até hoje, justamente por sermos muito controlados em público. Mas quando se tem um pescoço saltitante em cima de você, fica difícil. Eu a segurei pelos braços e a afastei com força.
- Fã? Não sou famoso para ter fãs. Até mais.
Saí rápido de perto do bonequinho de pilha, antes que ela corresse atrás de mim.
## BELLA POV ##
Ao contrário do que eu pensava, a festa estava chata. Todo mundo parecia se conhecer, até mesmo minhas amigas, já estavam enturmadas num grupo de garotas que pareciam ter tido suas fantasias desenhadas pela fada-madrinha da Cinderela. Eu procurava você-sabe-quem pela festa, mas só via a loira e o musculoso, que se agarravam. Até então eu nem sabia que eles tinham algo. Então o achei. Com uma cheerleader no pescoço. O que eu pensava? Que ele estaria escondido num canto sem pegar ninguém? Que idiota, Bella. E na verdade eu nem sei por que estava procurando ele. Eu nem ia com a cara dele. Eu só estava curiosamente atraída pelo seu corpo sexy. E rosto perfeito. Dei a volta e me encostei numa pilastra me arrependendo de ter vindo.
- Me morda, por favor!
Ótimo. Tinha um mongol vestido de pirata (e não era o Johnny Deep) me cantando! Desejei que aqueles dentes fossem mesmo reais só para matá-lo.
- Minha dieta é bem balançeada, obrigada. (falei com cara de poucos amigos)
- Então que tal eu te puxar pelos cabelos e arrastar até meu navio?
Ele ria que nem um retardado enquanto eu revirava os olhos. Um vulto preto se aproximou parando na minha frente. Era ele, que encarava mortalmente o pirata nos olhos. O bobalhão não demorou nem 5 segundos para dar o fora dali.
- Eu não precisava de ajuda.
- Claro que não. (ele ria) Eu percebi que você estava matando o cara. De rir.
- Você tem alguma necessidade bizarra de implicar comigo?
- Eu? (ele fechou a cara, me fazendo engolir seco) Que eu me lembre, foi você que chegou me atacando no estacionamento. E não de um jeito bom.
Ele agora me olhava sorrindo, como se tivesse saboreando alguma piada.
- Posso saber qual a graça?
- Só estou pensando. Quando você comprou essa roupa, lembrou de dar um oi para o rei e a rainha?
Eu continuei séria.
- Você tem algum problema com o meu vestido?
- Não, nenhum. É um vestido lindo. E fica muito bem em você. Ele já esteve muito na moda... no século... XV. (ele riu mostrando os dentes)
- Ah, me desculpe. Não me avisaram que vampiros se vestiam à lá Matrix.
- Bem, as roupas mudam, porque os vampiros não mudariam também? E para sua informação, o couro existe há anos... há muitos anos. Matrix é que se vestiu à lá vampiros. E Bella...
- Isabelle, por favor.
- Ok, Isabella. Por favor, tire esses dentes ridículos.
Eu corei de raiva. Como ele conseguia me irritar tanto. Ele se achava o rei da cocada preta, né?
- Não, estou bem assim.
- Não, não está. Já bastam os olhos brancos. (ele ria)
- Você tem problemas também com minhas lentes?
- Você já viu vampiro de olho branco? (ele me perguntou prepotente)
- Porque? Você vê muitos vampiros todo dia?
Ele ficou sério. Acho que o irritei. Ótimo. Ele chegou mais perto, enquanto sussurrava no meu ouvido.
- Isabella, você pode tirar os seus dentes?
Ahhh, ok. Se ele pedia assim com tanta educação... Eu arranquei meus dentes e joguei-os em cima de uma mesa ao nosso lado. Eu sorri contrariada.
- Melhorou?
- Muito. Se eu disser que sua boca ficou mais bonita sem eles, você acreditaria?
Óh céus. O que esse homem queria? Que eu derretesse ali? Ou ele me agarrava logo, ou me deixasse em paz. Não, Bella Swan. Que agarrar o que? Lembre-se que ele é antipático e você o detesta.
- Você está bem?
- Porque não estaria?
- Parece estar tendo uma síncope.
Ugh. Porque ele me zoava e sorria torto? Era o passatempo preferido dele?
- Achei que você estivesse se divertindo com a ruiva a essa hora...
- Ruiva? Ah! A cheerleader. Hum... não. Eu gosto de desafios. Das difíceis. (ele piscou)
Hein? Ele piscou? Pra mim? Não, provavelmente era a lente que tava irritando o olho dele. Ou ele piscou? Eu acho que estou surtando.
- Ah sim. Como se fosse muito difícil para você arranjar mulheres, né? Ou você não viu todas babando quando chegou?
Ele riu e passou a mão nos cabelos.
- A questão é? Você babou?
Hã? Eu acho que morri. Ou pelo menos, estava perto disso. Ele devia fazer parte de algum tipo de exército israelense que estava praticando métodos de tortura.
- Não, não babei. E por que eu babaria? Você não faz meu estilo. Prefiro os morenos.
Mentira! Mas eu não ia contar a ele, né?
- Hum, então deve ter babado pelo Emmet. Mas aviso que ele tem namorada.
- Emmet é o musculoso? Ah, bem, ele dá um caldo, faz mais o meu estilo.
Eu falei só para irritá-lo, mas acho que ele levou a sério demais, porque o vi cerrar as mãos e tencionar o maxilar. Muito. Imagino que se antes eu não tivesse chances nenhuma com ele, bem... agora eu nem sonharia mais com isso. Que merda hein, Bella. Não sabe calar a boca.
## EDWARD POV ##
Eu não acredito que tenha a ouvido preferir a Emmet. Era óbvio que ele era muito bonito. Mas eu era lindo, perfeito. E humilde. Mas não era só pela beleza. Em todos esses anos, eu nunca vi nenhuma mulher me trocar por Emmet. Ele não tinha a mesma desenvoltura que eu, nem sabia se portar do jeito certo para endoidar uma mulher. Não era culpa dele, ele só era muito novo ainda, não tinha a minha bagagem. Eu não entendia essa garota. Além de ser inaudível, aparentava controle em minha presença. Eu ouvia o som acelerado do seu coração e senti o sangue ferver-lhe. Qualquer garota normal nessas mesmas condições, estaria se jogando nos meus braços. Mas ela não. Se mantinha serena. Ela vacilava algumas vezes, mas em geral, se controlava.
Vê-la me recusando daquele jeito só me instigou mais. Eu tive que apertar as mãos para conter o desejo de agarrar seu pescoço. Ela era facilmente quebrável. Mas eu não estava ali para isso, e agora eu precisava urgentemente me alimentar. Antes que eu a sugasse. Segurei o braço de uma loira gladiadora que passava, puxando-a pela cintura.
- Você quer ser minha?
- Eu? (ela perguntou jogando a cabeça pra trás)
"Ele me quer mesmo? Ganhei na loteria!" - coitada...
- Eu avisarei ao
Emmet sobre seu interesse. (falei para Bella, enquanto levava a loira
em direção à escada)
Joguei a gladiadora na cama, que eu não
sabia se estava bêbada ou tonta comigo. Bem, a julgar pelo bafo,
diria bêbada. Dei uma conferida panorâmica no visual dela, que por
sinal era bem gostosa. Mas por alguma razão, os olhos brancos não
saíam da minha mente e nem o rosto confuso quando me viu puxar a
loira. Mas que merda era essa? Agora eu ia fazer voto de castidade
por causa de uma garota que eu nem conseguia ler? Eu devia estar me
tornando um masoquista de mão cheia. Só faltava o chicote. Apressei
logo as coisas, levantando a loira pelo pescoço e sugando seu
sangue, sem encostar em qualquer outra parte do seu corpo.
"Edward, venha já aqui" - eu ouvi Alice me chamar.
Hoje realmente não era o meu dia. Mais uma refeição inacabada. Suspirei, inventando mais uma cobra... para a loira, dessa vez. Fiquei imaginando o governo declarando estado de emergência por causa de um surto de cobras. Eu ri. Não tinha graça, Edward. Enquanto saía do quarto, pude ouvir Alice...
Quando se é um vampiro que não gosta muito de se expor, você pode ter sérias dores de cabeça. Veja bem, se existe um vampiro, existem vários outros. E nem todos, necessariamente, são discretos. Existem alguns tipos de gangues espalhadas pelo mundo, são vampiros arruaceiros, que geralmente praticam uma chacina por onde passam. É lógico que a gente sempre consegue encobrir essas merdas que eles fazem, mas ninguém gosta que invadam a sua casa, certo? Eu não gostava.
Quando eu cheguei na sala, estava praticamente vazia.
Claro, os curiosos foram para a rua, ver o que estava acontecendo.
Óbvio que ninguém imaginava que era um bando de vampiros sedentos
por sangue que não se incomodavam em aparecer.
Cheguei na rua,
quando Jazz me viu.
- Volturis.
- Eu sei, Alice contou. Como eles estão?
- Raivosos e famintos.
- Pode fazer algo, Jazz?
- São muitos, Edward... eu não daria conta. (ele balançou a cabeça decepcionado)
- Como você não viu antes? (me virei perguntando para Alice)
- Eu não sei... pelo visto estão sem rumo...
Eu olhei para a frente, para a rua que se estendia até se perder de vista. Eles estavam longe, mas o barulho das motos ecoava até nós. Olhei em volta. Eram muitos jovens, todos curiosos com o barulho. Esse povo não tinha nenhum álcool para entornar lá dentro não? E aí eu vi os olhos brancos. Do outro lado, junto de 3 garotas. Ótimo, ela também. Emmet chegou por trás de mim, de mãos dadas com Rosalie.
- Problemas?
- Volturis.
- Ótimo! Porrada!
Eu o olhei em desaprovação. Emmet adorava uma briga.
- Isso Em, vai fundo. Mas depois certifique-se de não deixar nenhuma testemunha, ok? Você nem vai ter trabalho...
- Eu estava brincando, nervosinho. E quem você matou hein? Tirou as lentes? (ele riu vitorioso)
- Isso é um problema meu. E eu realmente tenho coisas mais sérias para me preocupar. (eu virei para ele) A não ser que você prefira resolver com eles.
- Er... eu deixo isso contigo. Mas eu dou força moral.
Eu achei melhor ir até Bella. Ela não viu eu me aproximar, mas as amigas paralisaram quando eu parei na frente delas.
- Isabella.
## BELLA POV ##
Céus, ele voltou. Mais rápido do que eu imaginei. Mais lindo do que antes e... sem lente?
- O que houve com sua lente?
- Tirei. Escute, acho melhor você ir embora daqui. Agora.
Quem ele pensava que era para me mandar embora? Será que eu incomodava-o tanto assim?
- Você está me mandando embora? (eu senti meus olhos arderem com aquela lente estúpida)
- Eu estou te aconselhando. Não vai ficar legal por aqui daqui há alguns minutos. (ele falou enquanto olhava a rua)
- Do que você está falando? Sabe de onde vem esse barulho?
Ele pegou meu braço, me puxando para trás até a calçada. Hum, ele tinha força...
- Digamos que eu saiba. E não é nada bom. Pode haver briga. Gostaria que você estivesse longe daqui.
Morri. Ele estava mesmo preocupado comigo? Era isso? Que idiota... por que não me agarra logo?
- E-e-eu vou ficar bem. Por que você vai ficar e quer que eu vá embora? Se você for, eu vou.
Ah sim, Bella. Mais fácil impossível. Mande-o te arrastar para o carro logo... Ele abaixou a cabeça. Foi algo que eu disse? De novo?
- Eu não posso ir. Mas se você vai ficar, fique longe. Fique aqui atrás.
Ele me olhou fundo. Era a primeira vez que eu via seus verdadeiros olhos. Ele se inclinou se aproximando do meu pescoço, e eu senti sua mão afastando meus cabelos. Ele me cheirou. Eu estava fedendo? E sussurrou no meu ouvido.
- Fique viva.
Eu podia jurar que estava ovulando. Ou quase. Como assim ele faz isso comigo, vira as costas e sai andando? Edward, volte aqui! Eu tive vontade de gritar correndo atrás dele. Mas claro que não estava bêbada para tanto. Eu o vi passar pelas pessoas, indo para o meio da rua e parando na frente de todos. Os outros quatro foram até ele, se posicionando atrás. O que era isso?
## EDWARD POV ##
Eu passei por todo mundo e fiquei na frente desses humanos tolos. Deveriam me agradecer eternamente por salvar-lhes a vida. Meus irmãos se juntaram a mim, parando à minha retaguarda. Eu estava ficando irritado com o burburinho atrás de mim. Jovens excitados e curiosos nunca acabavam bem. E quando os Volturis chegassem... imaginei se todos ali fossem afoitos que nem o Emmet. Banho de sangue. Hoje realmente não era o meu dia. Realmente. Virei-me para trás, e aumentei o tom de voz para ser ouvido por eles.
- CALEM-SE!
O silêncio tomou conta do local, menos mal. Agora eu só precisava assustá-los o suficiente para não se meterem no meu assunto.
-
O que está chegando aí não é nenhum amigo de vocês, não é
ninguém que tolere piadas ou qualquer tipo de brincadeira. O tempo
que for necessário, vocês irão ficar calados, imóveis, e se
possível, sem respirar. (essa parte foi maldade minha mesmo) Quem
ousar passar por Emmet, Jasper, Alice ou Rosalie, se não morrer
aqui, vai ter que se entender comigo depois. Então quem me
desobedecer... torça para morrer aqui.
Eu olhei para Jazz e
Emmet que riam silenciosos para mim. Ok, eu peguei pesado, mas de que
outro jeito eu faria eles entenderem? Se é que eles entenderam
alguma coisa... O barulho ficou muito mais alto. Eu me virei e os vi
chegando. Vários. Muitos. Gritando, quebrando vidros dos carros
pelos quais passavam. Algumas motos tinham dois deles, mas a maioria
vinha sozinho.
"Mas que porra é essa?"
"Não
deveria ter ficado aqui..."
"Quem são eles?"
"O
que eles querem?"
"O Edward é muito gostoso..."
Mas
que porra... nem numa hora dessas me deixavam em paz? Dei uma rápida
olhada para trás, procurando por ela, e a vi com suas amigas, no
mesmo local onde a deixei. Tinha me obedecido. Eu sorri virando de
novo para frente. Eles foram chegando e eu andei alguns passos para
me afastar da audição humana. As primeiras motos pararam em linha
reta, uma delas, à minha frente, quase me tocando. Eu fitei o
motoqueiro, estudando-o. De duas coisas eu tinha total certeza.
Primeiro, que os Volturis não tinham um chefe. Eles andavam sempre
em bando e não obedeciam ordens de ninguém, diferente de nós.
Segundo, que eles eram novos. A grande maioria era muito nova, porque
eles nunca duravam tanto tempo. Como eu disse, ninguém gostava
quando invadiam sua casa. Isso me dava uma certa vantagem ali.
-
Volturis não são bem-vindos aqui. (eu falei sem poupar a exposição
dos meus dentes)
- E quem falou isso, foi? (o motoqueiro na minha frente riu)
Era incrível como aquela raça conseguia ser feia. Eu não sei muito bem qual era o critério deles, mas parecia que eles só transformavam doentes terminais, sei lá.
- Eu.
As vozes ecoaram gargalhadas. Eles estavam me irritando.
- Deixe-me ver... você e aqueles 4 elegantes vampiros ali atrás, vão nos impedir de alguma coisa?
Eu suspirei. E puxei um medalhão que estava por dentro da blusa, deixando-o cair sobre meu peito. Odiava ter que fazer isso. O motoqueiro débil engoliu seco, enquanto os outros ao seu lado se inclinavam para ver aquilo melhor.
- Isso é real?
- Eu preciso provar? (falei seco, guardando novamente o medalhão dentro da blusa)
- Nós só vamos passar então.
- Se acontecer alguma coisa fora do esperado, eu vou atrás de vocês.
- Eu estou falando por mim e meus parceiros aqui, que nós só vamos passar. Mas você, pelo visto, e pela certa idade, deve saber que aqui cada um é dono do seu próprio nariz...
Eu pensei. Ele estava certo. Eu teria que fazer isso em um por um. Mas eu ficaria ali a noite toda. Tirei de novo meu medalhão, deixando bem à vista de todos que fossem passar por mim.
- Podem passar.
Eles começaram a passar pelas pessoas que se
afastavam dando passagem. Os motoqueiros iam passando por mim, me
olhando pasmos.
E então teve um que passou por mim direto, sem
olhar. Eu não sei se por petulância, ou burrice mesmo. Eu me virei
para trás para vê-lo, me preparando para uma eventual tragédia.
Não. Eu não estava vendo aquilo. O condenado tinha puxado Bella
pela cintura, jogando-a em cima da moto. Nunca, em hipótese alguma,
mexa com algo meu. Arranquei um deles que passava por mim da moto, e
pisei fundo, indo atrás dela. Alice me guiava, me dando as decisões
dele. Eu dobrei a rua fazendo um barulho horrível quando a moto
cantou pneu, esmagando o acelerador para alcançar o futuro morto.
Quando eu dobrei a esquina da rua principal do bairro, pude vê-los
mais a frente, Bella deitada de bruços, sendo segurada por uma mão
só. Era bom ele não deixá-la cair. Eu já estava quase
emparelhando com ele, quando ela virou a cabeça, me olhando
petrificada. Ela chorava. Isso me irritou, e eu tive pena dele. Muita
pena. Eu emparelhei, e ele me olhou, encarando assustado o medalhão
que brilhava no meu peito. Agora eu entendi. Ele tinha sido burro o
suficiente para não olhar para mim na hora que passou. Idiota.
- Bella, me dá sua mão. Agora!
- Não, eu vou cair.
Ela achava mesmo? Mulheres...
- Bella!
Ela esticou a mão e eu peguei no mesmo segundo, puxando-a para mim. Eu apertei sua mão delicada, provavelmente machucando-a, mas era o único jeito dela não sair voando por aí, devido a velocidade que estávamos. Trouxe seu corpo para cima do meu, sentando-a no meu colo de frente para mim. Senti suas mãos trêmulas apertarem minha cintura, e tive certeza que salvara a pessoa certa.
- Não solte de mim por nada nesse mundo!
