N/A: Mais um capítulo fresquinho! Estou postando aos poucos para não dar tudo logo de bandeja, ok? rs

Obrigada pelos comentários fofos que recebo, fico feliz que estejam gostando da fic! Bjs e até a próxima ;)

CAPÍTULO 4

## BELLA POV ##

Foi só o que ela conseguiu pronunciar devido ao espanto. Sério, qual o problema? Como se alguém como eu não tivesse a chance de ser notada por alguém como ele. Ah, Bella... a quem eu queria enganar? Ele não tinha me notado. Só foi educado em me oferecer carona... eu tinha que parar com essas ilusões idiotas. Quando cheguei do lado de fora da casa, eu quis me beliscar para ver se sonhava, ou se tinha nascido com a bunda virada pra luamesmo. O Volvo prata do outro lado da rua, e meu cavaleiro reluzente encostado no carro, mexendo nosCabelos. Ai.

- Pronto, podemos ir. Mas você não precisa fazer isso, sério. Só se for o mesmo caminho para você.

- Não é o mesmo caminho.

Ele me olhou sério enquanto entrava no carro. Eu entrei no carona e tremi quando senti o frio ali dentro. Ele tava com calor? Ele olhou para mim, deve ter percebido o meu frio, e tirou o sobretudo. Morri.

## EDWARD POV ##

Ela tremeu com a temperatura do carro. Ops. Esqueci que só nós achávamos aquilo uma temperatura ambiente. Erro meu. Vi que ela estava encolhida, e mesmo por baixo do vestido, eu senti seus pêlos arrepiados. Isso me excitou. Antes que eu perdesse a cabeça e agarrasse-a ali, achei melhor agasalhá-la.

- Está com frio, né? Eu gosto dessa temperatura mais baixa... coloque isso.

## BELLA POV ##

Ele passou o sobretudo pelas minhas costas, me inundando com um cheiro maravilhoso que saía do casaco. O cheiro dele, claro. Eu me senti nesses filmes, quando a garota ganha a jaqueta do bonitão do colégio. Ok, Bella, acorde. Eu vesti direito o sobretudo, passando meus braços por dentro das mangas, que ficaram gigantes em mim, mas tudo bem, eu nem me importava. Eu estava usando o sobretudo DELE. Dei um sorriso, pensando nisso, e vi que ele me olhava enquanto dirigia, tentando descobrir a piada.

- Onde você mora? (ele perguntou)

- Na rua da faculdade... em frente a livraria. Sabe onde é?

- Sei.

- E você?

- Se você for boazinha, um dia eu te mostro.

Ele me olhou com o sorriso torto, e piscou, quase me fazendo babar. Fiquei um segundo imóvel, olhando-o.

## EDWARD POV ##

Ela me olhava com olhos carentes e de boca aberta. Uma imagem que eu já estava acostumado a ver. Mas dessa vez tinha algo de diferente... era...

- Bella? Você está...

## BELLA POV ##

Ele fez um gesto para minha boca. Puta merda! Eu estava mesmo babando. Como eu me odeio. Cogitei a hipótese de abrir a porta do carro e me jogar enquanto eu ouvia ele rindo, seria menos humilhante.

- Você pode parar de rir agora. A graça acabou. (fechei a cara)

- Desculpe, mas eu vou rir dessa cena por muito tempo. E olha que o tempo pode ser longo para mim.

Eu continuei de cara fechada, quando ele parou na frente da minha casa. Passou rápido, droga. Por que não disse que morava em outra cidade? Seria mais interessante. Fui tirada dos meus devaneios básicos quando a minha porta se abriu. Ah, fala sério. Além de tudo, ele ainda abria a porta? Eu olhei para o céu.

- Você tá me zoando, né?

- Hein?

- Nada não. Pensei alto.

E então quando nós fomos andando até a porta de casa, ele simplesmente começou a gargalhar. Eu nem precisava perguntar o motivo. Era sempre eu mesmo... eu só o olhei.

- Você precisa aprender a usar roupas do seu tamanho. (ele me olhava dos pés a cabeça)

E então eu entendi. Eu estava ridícula com o sobretudo dele. Além de visivelmente largo em mim, minhas mãos não apareciam e meus pés, bem... que pés? Ah, quer saber? Caguei. Pior que a baba isso não podia ser.

## EDWARD POV ##

Eu não tinha reparado antes de como ela era pequena. Só me dei conta quando eu vi meu casaco engolindo-a. Quanto ela pesava? Uns 48 kg? No máximo! Se eu assoprasse ela provavelmente sairia voando. Mas não de um jeito ruim. Ela não era esquelética. É que ela era baixinha, mas o peso era bem distribuído. Muito bem distribuído. Eu parei quando ela parou em frente a porta, sorrindo para mim. O coração dela acelerou loucamente. Espero que ela não morra agora, né? E seus olhos começaram a lacrimejar.

- Você está chorando?

Ela piscou algumas vezes, com uma cara irritada. Cômica.
- Não. É essa lente imbecil que tá ardendo. Eu demorei quase meia hora para colocá-la... já vi que pra tirar vai ser pior.

- Eu juro que ainda não entendi o motivo da lente branca.

- Dããã! Vampira aqui, hello!

Eu tive vontade de me jogar no chão de tanto rir. Ela achava mesmo que nós tínhamos olhos brancos, né? Ok, não era culpa dela, e sim do marketing imbecil que Hollywood fazia em cima de nós.

- Um dia eu vou te provar que vampiros não possuem olhos dessa cor!

Ela me encarou incrédula, enquanto piscava horrores. Eu resolvi ajudar então. Era melhor do que ela perder a visão enfiando o dedo no olho tentando tirar aquilo.

## BELLA POV ##

Eu fiquei nervosa (mais) quando ele se aproximou (mais) de mim, me fazendo encostar na porta.

- Posso tirar?

- Hã?

- As lentes. Posso tirar?

- Você quer tirar minhas lentes? Eu não sei se é legal um dedo estranho no meu olho...

Ele queria mesmo enfiar o dedo no meu olho? E se ele me cegasse?

- Bem, não é um dedo estranho... é o meu dedo. E além do mais, eu acho que tenho um pouco mais de tato do que você. Não pisque.

Ok, já que ele estava me obrigando a isso. Eu quase desmaiei e tenho certeza que minhas pernas tremeram, quando ele se inclinou sobre mim, aproximando-se do meu rosto, enquanto, claro, eu nem piscava. O rosto dele perfeitamente esculpido lá no Olimpo estava tão, mas tão perto da minha boca... será que ele se incomodaria se fosse agarrado? Ele pegou minha mão, abrindo-a, e colocou as lentes ali. Eu me preocupei em não babar de novo e o olhei sem acreditar. Pisquei meus olhos e não senti nada.

- Como você fez isso?

- Eu sou bom, fazer o que? (o irritante sorriu)

Ele me olhou sério, passando a língua nos lábios. Não podia reclamar se eu o atacasse!

- Vo-vo-você quer (eu limpei a garganta) entrar?

## EDWARD POV ##

Ela me convidou para entrar? Sério? Ela não via filmes? Ninguém avisou que não se convida um vampiro para sua casa? Aquilo era um prato cheio para mim... controle-se Edward! Eu avaliei o local, pesando os prós e os contras. Se eu não entrasse, voltaria para casa me contorcendo de fome e tesão. Se eu entrasse, na melhor das hipóteses eu transaria com ela, o que provavelmente ela não gostaria que acontecesse. Na pior das hipóteses, ela acabaria morta. E isso ela com certeza não gostaria mesmo. Merda. Afinal, de onde saiu essa consciência?

- Acho melhor não.

- Oh, claro. Seria difícil de explicar para sua namorada depois...

- Para minha o que?

Eu ri. Namorada? De onde ela tinha tirado isso?

- Sua n-a-m-o-r-a-d-a.

- Eu teria entendido sem você precisar soletrar. E eu não tenho nada parecido com isso.

- Por quê?

Eu coçei a cabeça. Como explicar que as mulheres com quem eu me relaciono, geralmente terminam... mortas?

- Não consigo ter uma relação duradoura. Vai entender...

- Certo...

Ela tirou o casaco e me deu. Eu o vesti e notei que o cheiro dela estava entranhado ali. Tentação? Nenhuma.

- Bem, provavelmente nós nos veremos amanhã.

- Provavelmente.

## BELLA POV ##

É claro que ele não ia entrar. Eu estava visivelmente iludida. Fato. Tentei ao máximo disfarçar minha cara de choro, seria o fim se ele percebesse, né?

- Boa noite, Bella.

Ele falou, colocando uma mão na minha cintura e se inclinando para me dar um beijo. Na boca, na boca, na boca! No rosto. Puta que pariu, inferno. Senti seus lábios roçarem na minha bochecha e depois ele me olhou sorrindo. Ele estava muito perto. Mesmo. Então, eu não sei por que, nem o que me levou a isto, mas eu puxei seu pescoço com minhas mãos e o beijei na boca. Merda!

## EDWARD POV ##

Eu quis beijar seu rosto antes de ir embora, para poder sentir sua pele ali. Quando toquei meus lábios na sua bochecha, o coração dela deu uma rápida parada, e voltou a bater rapidamente. Eu a olhei sorrindo tentando acalmá-la e fui pego de surpresa quando ela me agarrou. Céus, ela perdera a noção do perigo? Eu rosnei sem querer, fazendo com que ela me soltasse, olhando assustada. Foi realmente sem querer. Ela estava vermelha e sem-graça.

- Desculpa.

- Não precisa. Isso acontece...

- É. Pensando bem, você já deve estar acostumado a ser agarrado por idiotas.

Eu ri. E agora que eu já estava controlado novamente, cheguei mais perto dela.

- Isso acontece muito, realmente. Mas não é todo dia que eu sou agarrado por alguém que eu desejo.

- Hã?

Ela congelou e o queixo caiu lentamente. Eu a imprensei contra a parede, me abaixei roçando a boca na sua orelha.

- Na hora certa, você vai ser minha. Mas não terá mais volta.

Eu beijei sua testa.

- Bons sonhos, Bella.

E a deixei ali, enquanto voltava para o carro. Quando estava manobrando, olhei novamente e a vi imóvel, ainda na mesma posição. Eu sorri feliz. Ela era fofa.

## BELLA POV ##

Eu não tinha certeza se tinha me mijado ou me excitado desesperadamente. Certo, não era xixi. Mas eu ainda estava tentando assimilar tudo que tinha ocorrido. Primeiro, eu precisava me mover. Começei com os pés, depois as mãos, e aos poucos fui desgrudando daquela parede ridícula. Eu estava meio tonta e rezei para chegar na sala antes de cair. Consegui me jogar no sofá. O que foi isso que ele fez comigo? Eu não tinha a mínima condição de dormir assim... eu queria chorar por ter sido burra o suficiente para ter agarrado ele, e queria gritar de felicidade por ele ter falado o que falou.

Eu não estava bem, não conseguia pensar direito e percebi que não ia sair nada de útil da minha mente naquele momento. Subi as escadas tropeçando nos degraus, tirei aquela roupa estúpida e me enfiei embaixo do chuveiro. Gelado. Fiquei pelo menos uns 20 minutos ali, encostada na parede do box, sentindo a água cair pelo meu corpo. Esse era o pior e o melhor dia da minha vida. Tudo bem, eu fui sequestrada por um motoqueiro louco, mas apesar disso, eu tinha beijado a boca de Edward Cullen. O antipático. A quem eu quero enganar? Antipático porra nenhuma! Gostoso pra caralho! Saí do banheiro e me joguei na cama. Pelada mesmo, não estava nem aí pra nada. Fechei os olhos e implorei a Deus que me mandasse o sono. Ele não chegava... sem sono, começei a repassar todos os acontecimentos dessa noite em minha memória. Mas eu não dormia de jeito nenhum... apelei até para os carneirinhos, e lá pelo nº 5.000 eu peguei no sono.

## EDWARD POV ##

Eu dirigia extasiado pela estrada. Eu a queria. Muito. Mas eu também amava uma tortura. E eu tinha quase certeza que ela ainda estaria pasma comigo. Edward, garoto mau. Ah, fala sério... quem não gosta de uma apimentada na relação, que atire a primeira pedra. Tanto faz atirar em mim ou não, nem vou sentir mesmo... Cheguei em casa, Alice me esperava sentada na escada, com um sorriso no rosto. Lá vinha...

- Você é uma criança grande, sabia Edward?

- Sou?

- Como você fica fazendo isso com a garota? Mulheres têm sentimentos...

- Mas eu não fiz nada de ruim com ela, aí que está. E por falar nisso, o que você já viu? Mais pra frente...

- Eu vi algumas coisas. Umas interessantes, outras nem tanto. Mas não vou te contar.

Ela estava me torturando, claro. Se vingando da parceira do mesmo sexo. Típico. Coisinha de mulher. Eu olhei sua mente. Ela bloqueava, e eu só via uma parede de tijolos.

- Alice...

- Boa noite, Edward. Vai dormir!

- Eu não durmo, Alice! Nem você!

Ela ria enquanto me deixava falando sozinho, entrando no seu quarto. Abri a porta do meu, e olhei em volta. Nada pra fazer. Me joguei na cama. Não que eu fosse dormir, mas eu adorava me jogar na cama. Não me perguntem o motivo. Fiquei olhando pro teto por uns minutos, cheio de fome, cheio de tesão. Isso não ia dar certo. Passei a mão nas chaves do carro e dirigi por aí, procurando uma presa fácil. Não estava com saco nem para seduzir ninguém. Na estrada que separava Forks de La Push, vi uma mulher andando sozinha no acostamento. Mais fácil impossível. Diminuí a velocidade, e fui encostando. Quando ela viu os faróis, se virou e parou.

- Está perdida?

- Depende... você vai me achar, se eu estiver?

Eu ri.

- Entra.

Abri a porta por dentro, e ela entrou, me deixando ver o par de coxas ao cruzar as pernas. Pegável. Ela tremeu de frio. Mas ela eu sinceramente não me importava que sentisse frio. Até porque ela iria morrer, muito provavelmente. Eu olhei pelo retrovisor e vi que tinha passado por uma entrada de terra que ia para dentro da floresta. Meti a ré até lá e fiz a curva na entrada. Ela me olhava satisfeita. Impossível ser mais óbvio. Tinha a palavra piranha escrita na testa.

Parei o carro e desci o banco dela, enquanto sentia suas mãos me percorrendo. Eu realmente estava precisando daquilo. Mais até do que de sangue. Ela abria minha camisa com tanto furor, que eu vi um dos botões pulando pelo carro. Que piranha! Eu amava aquela blusa! Peguei-a pelo pescoço e cravei logo os dentes. Senti o prazer tomando conta de mim, e arranquei sua roupa rápido, apalpando suas pernas, para abrí-las. Mas é claro que o mundo conspirava contra Edward Cullen. Faltavam centímetros para o corno aqui penetrá-la, quando vi um objeto brilhando no banco do carona, quase entrando pelo vão. Quando eu peguei aquilo, eu me arrependi amargamente. Maldita curiosidade. Era uma pulseira, com um pingente com a letra I. De quem seria? Merda!
Olhei minha presa que se esvaía em sangue, presa que por sinal, eu deveria estar comendo, nos dois sentidos. Eu já estava no inferno, né? Vamos abraçar o capeta! Suguei o resto do sangue que ainda tinha ali, e quebrei seu pescoço. Coloquei-a entre uns arbustos e saí. Depois mandaria alguém cuidar disso.

Porque eu não tinha um Porsche? Ou uma Ferrari? Eu amava o Volvo, mas o velocímetro dele não alcançava o limite desses outros. Cogitei a hipótese de me matar, seu eu pudesse morrer. Por que aí era só jogar o carro a 150km/hs numa árvore, e eu acabaria com todo esse sofrimento. Cheguei muito rápido no meu destino, e parei o carro em frente a casa. A luz da sala ainda estava acesa, as do 2º andar estavam apagadas. Ela já devia estar dormindo, óbvio. Ninguém era louco que nem eu, de ficar remoendo, remoendo, remoendo. Avaliei o andar de cima, estudando qual seria o quarto dela. Eu estava muito puto da vida e com preguiça de ficar pulando de quarto em quarto. Se alguma amiga dela já estivesse em casa, e eu entrasse no quarto errado... bem, a garota eu sei que não iria reclamar.

Fechei os olhos e me concentrei. Era muito fácil distinguir seu cheiro. Seu quarto era o da esquerda. Dei impulso, me segurei na janela e entrei. Porque estava aberta. Porque a Bella era ingênua demais, a ponto de achar que em Forks não tinha perigo de dormir com a janela escancarada. Eu a olhei, deitada, os cabelos molhados espalhados no travesseiro, coberta com um lençol. Ela sussurrava alguma coisa. Uma numeração. Eram... bichos? Carneiros! Hein? Bella estava contando carneirinhos. Eu não acreditei. Quando me abaixei para deitar junto dela, ela virou de costas para mim, puxando o lençol junto, e me revelando suas costas nuas e o começo do seu cofrinho. Realmente, ela era muito ingênua. Desejei que ela fosse a piranha da floresta, para possuí-la ali sem dó nem piedade. Mas ela não era. Por que ela mexia tanto comigo assim, a ponto de eu não querer lhe fazer mal? Fui saindo de costas, o mais silencioso possível para ela não me ver ali. Voltei para o carro e fui pra casa. Bati com a cabeça no volante umas 10 vezes. Eu estava perdendo a minha moral.

## BELLA POV ##

O quarto estava quente, pegando fogo quase. Claro, porque ele estava ali, me olhando. Se aproximou devagar, tirando a roupa enquanto subia em cima de mim. Senti sua língua macia percorrer minha barriga, descendo mais, me dando o prazer esperado. Edward era o homem mais delicioso do mundo. Ele me pegou e...

- BELLA! BELLA!

Eu abri os olhos. Via uma figura de cara amarrada me olhando. Lauren. Onde estava Edward? Ahhhh, ele estava me puxando pelo quadril... Não creio. Eu estava sonhando. Lauren filha da puta! Eu levantei chutando as coisas do chão pelo caminho.

- Não chegue perto de mim, Lauren, estou falando sério! Ou não respondo pelos meus atos!

- Que bicho te mordeu, Bella? (Jess saiu do quarto assustada enquanto eu gritava)

- Me mordeu? Essa é a questão! Não chegou a me morder, por causa da Lauren! (eu me virei de novo pra Lauren, que me olhava horrorizada) Custava muito, me deixar dormir mais 10 minutos?

Angie saiu do banheiro escovando os dentes, rindo.

- Você estava sonhando e ela te acordou na melhor hora, né? Ela já fez isso comigo também.

- Ah, certo. Que tal então vocês colocarem um luminoso na cabeça, para me avisarem que estão sonhando?

Ugh. Eu não ia perder meu tempo. Entrei no banheiro batendo a porta, enquanto Angie socava do lado de fora, querendo enxaguar a boca com pasta de dente. Azar! Eu acordei excitada e na seca, ela que se virasse com o boca ardendo.
Cheguei na faculdade e tive que aturar as pessoas me olhando como se eu fosse algum famoso. E aí lembrei que eu era. Em partes. Perfeito. Ao menos eu podia me esconder atrás dos meus óculos escuros, que eu usava para disfarçar as olheiras gigantes que nasceram no meu rosto. Quando cheguei no 2º andar, eu os vi. Os 5 imponentes e perfeitos deuses do Olimpo. Como eles conseguiam ter aquela aparência de quem acabara de sair do photoshop, enquanto eu estava parecendo a Bruxa do 71. Chaves, sacou? Eu tinha que passar por eles para entrar na minha sala. Que merda. Ele me viu quando eu me aproximei, sorrindo um sorriso torto e me segurando pela mão.

- Quero te ver depois na lanchonete.

E soltou minha mão, enquanto eu entrava na sala de aula. Ele queria me ver? Achei que a essa hora já teria se arrependido de ter falado comigo ontem. Aquela minha aula foi um saco, assim como todas as que vieram depois. Claro, porque eu nem sequer imaginava qual era o assunto em pauta, já que na minha cabeça só tinha espaço para Edward Cullen.

- Como você conseguiu isso, hein?

Fui arrancada dos meus pensamentos quando uma voz fina falou comigo. Era Megan patricinha-loira, sentada ao meu lado na 3ª aula do dia. Dessa vez ela me olhava diferente, como se eu fosse amiga dela.

- Você faz essa matéria?

- Faço, né... reprovei nela.

- Ah. (eu quis rir)

- Mas então, vai me contar? Como conseguiu?

- Consegui o que?

- O papel para da mocinha de ontem.

- Ah! Aquilo? Eu nem sei... só fiz o teste de qualquer jeito, nem tava nos meus melhores dias.

Eu precisei tirar uma onda com a cara dela, ela me devia isso. E claro que eu me senti satisfeita, quando ela torceu a cara.

- Você tem noção de que todas as mulheres desse prédio matariam para ter estado no seu lugar, né? Contracenar com o Cullen? E eu nem sabia que ele era ator...

Santa ignorância! Eles acreditaram mesmo nisso.

- Nem foi nada demais contracenar com ele. A parte que ele me carrega no colo também foi bem chata.

Ok. Eu parei quando notei que a garota estava quase chorando. Maldade, Bella, maldade.

- Por que você está tão surpresa? Ser amiga dele deve ser melhor do que só fazer uma cena.

- Quem disse que somos amigos? Eu e os Cullens? Essa é boa!

- Não são?

- Só se for em sonhos!

- Ué... eu pensei... já que você me expulsou da vaga e...

- Eu fiz aquilo para o seu bem! Você nem imagina como sua vida aqui seria um inferno se ficasse naquela vaga. Uma vez uma garota estava mascando chiclete em sala, e começou a rir tanto, que o chiclete foi parar longe. No cabelo da Rosalie Cullen, que tava sentada na fileira da frente. Bem, só para resumir a história... A Cullen infernizou tanto a vida dela, que em uma semana a pobre coitada da garota trancou a matrícula e se mandou. Dizem as más linguas, que hoje ela frequenta até psiquiatra, porque jurava que a Rosalie aparecia no quarto dela todas as noites, com a boca suja de sangue.

- Cruzes! Que história... bizarra. Mas sinceramente, eu não os vejo assim, tão assustadores como você mostra. Tudo bem que não são um poço de simpatia, mas o Edward pelo menos não me parece ser vingativo. Não como a Rosalie. Quem é ela, a loira ou a morena?

- A loira. A morena é a Alice, o maior é o Emmet, o loiro é o Jasper e o outro, você já sabe.

- Certo... e eles moram juntos? Porque eu vi o... Emmet, se pegando com a loira, com a Rosalie.

- Moram. São irmãos. Quer dizer, alguns ali são irmãos. Ah, não sei, é complicado demais até para mim. Mas moram juntos sim. Só que ninguém sabe onde.

O professor encerrou a aula e eu começei a arrumar minhas coisas quando Megan já estava saindo da fileira. O povo ali era rápido demais.

- Até que você não é nenhuma jeca que nem eu imaginei... se quiser sair comigo e outras garotas mais tarde, passa na minha casa.

Eu sabia que ela só estava falando direito comigo por causa dos Cullens. Mas sinceramente, eu não estava nem aí. Talvez fosse bom para mim, conhecer novas pessoas.

- E onde é sua casa?

Ela virou-se e gritou, enquanto passava pela porta, sumindo no corredor.

- Ômega Pi!

Fraternidade. Ótimo. Era algum tipo de castigo?

## EDWARD POV ##

Eu cheguei lá fora e vi que ela não tinha descido ainda. Sentei-me com meus irmãos, que me olhavam de cara feia.

- Nem precisam falar porque já ouvi tudo. E não, eu não perdi a noção das coisas.

- O que você realmente quer com ela, Edward? (Jasper me olhou, me sondando)

- Eu ainda não sei direito. A única coisa que eu tenho certeza no momento, é que não quero matá-la.

- Você não quer seu sangue? (Alice me olhou franzindo a testa)

- Eu não disse isso. Querer eu quero. Eu não quero matá-la. Há uma grande diferença aí.

- E o que vai acontecer quando ela descobrir o que somos?

- Emmet, se eu tivesse respostas para tudo, Alice já saberia o final.

Eu olhei para minha irmã, vendo-a dar seu sorrisinho de "eu sou o máximo". E senti um cheiro inconfundível, que o vento jogou na minha cara. Ela estava saindo do prédio e olhava atenta em volta, procurando alguém. Procurando a mim? Eu espero que sim, para o bem da outra pessoa. Ela então me achou com o olhar, e então correu os olhos pelos meus irmãos. Meus adoráveis irmãos... eu tinha esquecido deles ali. Saco!

- Já volto.

- Você NÃO é para o bico dela, Edward!

Eu olhei Rosalie com fúria e me levantei dando um soco na mesa com as duas mãos, me inclinando em direção a ela.

- Chega dessa palhaçada, Rose! Eu não quero mais escutar sua voz reclamando!

- Edward... as pessoas...

Jasper sussurrou para mim, me fazendo olhar em volta e ver os olhares curiosos (eu diria apavorados) voltados para mim. Eu me recompus, tirando lentamente as mãos de cima da mesa, torcendo para que a rachadura que se formara de uma ponta à outra, não abrisse totalmente. Deixei eles ali e fui até ela. Bella estava engraçada, parecia que tinha arrancado as suas roupas da boca de um leão. Estavam um poquinho amarrotadas. Não. Muito amarrotadas. Eu tive vontade de passá-las... era meio neurótico com isso. Mas o mais engraçado, era que estávamos combinando. Com os óculos escuros. Eu notava ela sem-graça diante dos olhares dos curiosos.

"Ele tá indo falar com ela?"
"Devem estar se pegando... Ator é tudo assim mesmo."
"Mesmo amarrotada ela é gostosinha"

Ok, esse último pensamento irritante, só podia ter partido, claro, do meu irmão. Eu tentei ignorar.

- Está com muita fome? (eu sorri chegando nela)

- Na verdade não. Por quê?

- Você está escondendo os olhos.

Piadinha sem-graça a minha, que fez ela me olhar sem entender porra nenhuma.

- Deixa pra lá. Bobeira minha. Dormiu bem?

- Demorei um pouco pra pegar no sono. (eu me lembrei dos carneirinhos quando ela disse isso) Mas depois dormi muito bem. Por falar nisso, você não esteve no meu quarto ontem não, né?

Mas como ela sabia disso? Eu tinha dado algum mole? Porque eu jurava que tinha tomado muito cuidado.

- E-eu? (quem gaguejava agora era eu)

- É... tipo... usando as mãos? Ou a... boca? (ela engoliu seco)

Eu tinha certeza que não tinha usado mão nenhuma. Muito menos a boca. Do que ela estava falando?

- Eu acho que você sonhou...

Eu sorri pra ela, enquanto a via ficar vermelha que nem o letreiro do Mc´Donalds. Me dava vontade de lamber aquelas bochechas coradas. Pensamento ridículo, Edward.

- Eu só... estava me certificando.

- Se certificando de que sonhou comigo. Usando as mãos? E a boca? Eu me pergunto onde...

Eu inclinei a cabeça de lado, medindo-a. Ouvindo o coração acelerar.

- Veja da seguinte forma. Se eu realmente tivesse feito alguma coisa, você se lembraria!

Ela ficou roxa e ia falar na hora que uma amiga dela chegou. Maldita!

- Jura que você não vai me apresentar, Bella?

"Eu te mato se você não me apresentar" - a figura estranha me olhava... não, me devorava com os olhos.

- Lauren, Edward.

- Muitíssimo prazer!

A garota se aproximou, se esticando para me beijar no rosto.

"Gostoso demais... eu dava fácil para ele"

Eu me afastei e estiquei a mão pra ela.

- Prazer.

Ela ficou surpresa, provavelmente se achando a última bolacha do pacote. Se enxerga, minha filha... Deu um sorriso sem-graça e saiu. Finalmente! Bella me olhava curiosa, com uma boca rosada atraente demais. Mas de cara fechada.

- Sua amiga, né?

- Acho que sim... não sei ao certo ainda. O que você quer comigo, exatamente?

Pessoa direta essa. Bem, Bella, eu quero teu sangue e teu corpo. Não, pesado demais. Bella, eu quero te possuir e te morder. Também não soaria legal...

- É melhor você não saber.

- Eu acho que tenho direito... (respondeu batendo os pés)

- Direito você tem. (eu cheguei mais perto dela, tirando seus óculos) Preparação é que eu acho que não.

Ela parecia mesmo uma vampira, com aquelas olheiras... achei melhor colocar os óculos de volta no lugar. E sorri.

- Você é irritante, sabia?

- Sabia. Mas eu também sou irresistível.

Provoquei, cutucando a cintura dela com o dedo. E senti seu corpo cambalear.

- Talvez a gente se veja mais tarde.

Beijei-a na testa e entrei no prédio. Tinha uma aula minha começando agora. Eu daria minha imortalidade só para saber o que ela estava pensando agora.

## BELLA POV ##

Cadeira! Uma cadeira! Ai, sentei. Ele cada vez me torturava mais. Isso estava se tornando traumatizante. Eu já tinha babado e agarrado ele, logo ele já sabia que eu estava aos seus pés. Por que então esse infeliz não me agarrava logo e me levava para a caverna dele? Podia até me puxar pelos cabelos, eu já nem ligava mais. Será que era isso que ele fazia com todas as mulheres? Era um tipo de diversão? Eu era otária demais achando que ele estava interessado em mim? Levantei os olhos quando seus irmãos passaram por mim. Bem, nem todos passaram. Um se sentou na minha frente.

- Bella, né?

Eu já tinha visto-o tão de perto quanto agora, mas da outra vez eu estava era brigando com ele. Minto. Eu estava reclamando, e ele estava me amedrontando. Agora eu poderia reparar bem na sua fisionomia... lindo demais. Só que ele, apesar de ter uma cara de mau, alguma coisa nele me fazia lembrar uma criança. Eu devia ser a única retardada que sentava em frente ao... Emmet e o achava com cara de criança. A considerar pelos músculos, de criança ele provavelmente não tinha nada. Mas isso não vinha ao caso. Ele sorria de orelha a orelha para mim.

- Isso... Emmet, né?

- Na mosca! Você mexeu com Edward... nunca o vi tão alterado.

- Eu... lamento... se causei algum problema.

- Para mim não. (ele ria) Mas Rosalie deve te odiar agora.

Óh céus. Eu não queria sonhar com a loira no meu quarto!

- Sério? Ela vai me matar se me ver aqui com você?

- Provavelmente...

Ele falou enquanto ria cinicamente. Ele não estava falando sério, né? O quanto ela era ciumenta?

- Bem... eu não quero causar nenhuma confusão.

Ele se levantou sorrindo. Aliás, ele passou o tempo todo sorrindo.

- Se causar a gente resolve depois! Bom falar com você, Bella...

- Também gostei.

Eu sorri, pensando... falar o que exatamente? Ele deu uma risada e falou enquanto ia andando de costas para o prédio.

- Se não der certo com o Edward, me procura!

Hein? Eu olhei rápido para os lados, me certificando que a loira não estivesse por ali. Eu não queria trancar a matrícula, muito menos frequentar psiquiatra. Ok, Bella, você deixou a Megan te influenciar demais. Menos! Eu levantei e fui para a aula, que não tinha mais graça nenhuma, claro.

O resto do dia passou voando, e eu cheguei em casa sem nada pra fazer. Fiquei até fazendo uma horinha no estacionamento, tentando esbarrar nele de novo, mas nada. Os carros nem estavam mais lá, deviam ter ido embora antes. Deitei na cama, pensando na minha vida patética. Meu mundo tinha virado de ponta cabeça há 1 dia atrás, por causa de um cara. Antipático e irritante. E gostoso. Lembrei de Megan me chamando para sair... não poderia ser tão ruim. Principalmente quando eu escutei Jess e Lauren chegando em casa. Certo, Megan não poderia ser pior que aquilo. Me arrumei um pouquinho melhor, com um jeans e uma blusa de frio cinza e saí. Procurava a Ômega Pi enquanto ia passando pelas mansões do local. Achei a casa, e fui bater na porta, e veio uma garota mais patricinha ainda que a Megan, me atender.

- Oi... é... a Megan está?

- Você é a Bella?

Ela tinha falado de mim, já?

- Sou...

- Pode entrar.

Isso tinha sido mais indolor do que eu imaginei.

Eu entrei, sendo levada pela garota até a sala, ricamente mobiliada com móveis brancos e de tons pastéis. Eu ri internamente imaginando a cara da Lauren quando ela soubesse onde eu estava. Megan surgiu na sala toda emperequetada.

- Que bom que você veio. Não tinha certeza se viria mesmo.

- Achei melhor me divertir um pouco. Onde nós vamos?

- Bem, primeiro nós precisamos decidir. Mas você tinha que vir aqui, para as outras poderem te conhecer.

- Do que você está falando?

- De você se tornar uma Ômega Pi Sister.

Fala sério. Ela tava brincando, né? E eu lá tenho cara de fraternidade? De patricinhas, ainda por cima. Onde está a câmera?

- Megan... eu acho que você se enganou... eu não estou procurando por fraternidades... eu nem gosto muito disso...

- Como assim? Bella, qualquer garota daria tudo para entrar na Ômega Pi. E receber um convite meu, não é uma coisa comum.

- Mas eu não quero. Agradeço o convite, mas não tenho interesse, ok?

Me virei para ir em direção à porta.

- É uma pena... ele vai ficar triste em saber disso.

Ela conseguiu prender minha atenção, claro.

- Ele quem?

- Edward. Quem mais? (seu sorriso brilhou)

- E o que Edward tem a ver com isso?

- Tudo!

Aquilo estava cada vez mais confuso. Por que naquele lugar todo mundo era tão misterioso? Ninguém podia ser simples, como Charlie, ou Mike? Era tão fácil adivinhar o que eles pensavam... saudades do colégio!

- Tudo... o que?

- Bem, foi um pedido dele. Para eu te convidar.

- Você me disse na aula que não era amiga dele...

- Ele não pediu a mim. Pediu ao Henry. Bass.

- Quem?

- O presidente da Beta. Caso você não saiba, eles são sempre vistos juntos. E os Cullens estão sempre por lá.

- Certo, e por que o Edward ia querer que eu entrasse nessa fraternidade? Se o amigo dele é da outra?

- Ai Bella. Achei que você sacasse mais desses assuntos. A Ômega é como se fosse a fêmea da Beta, entendeu?

- Ah.

Agora eu entendi. Não era mais fácil ela falar logo isso de uma vez?

- Então, você entrando para a Ômega, estará sempre junto com a Beta. E é muito mais fácil para os dois lados, se relacionarem com pessoas da união.

Hum, agora eu pesquei o assunto. Será então que isso tinha alguma coisa a ver com ele não ter me agarrado ainda? Será que a família dele tinha alguma tradição besta que envolvia relações entre fraternidades? Merda!

- E se... eu recusar o convite? Ele vai ficar triste por que?

- Aí eu não sei... só estou dizendo o que me disseram.

Eu não podia jogar aquilo para o alto, assim, sem mais nem menos. Afinal, o quão ruim seria fazer parte de uma fraternidade? Eu podia ao menos experimentar, e se não gostasse, pulava fora quando quisesse.

- Você disse que as outras precisavam me conhecer?

- Sim. Vem comigo.

Acompanhei ela até o andar de cima, entrando em uma sala de reuniões, onde várias garotas loiras estavam reunidas. Elas repararam que eu era morena, né? Porque pintar o cabelo eu não ia. Só se o Edward pedisse. Deixa de ser patética, Bella! Fiquei um tempo lá, com elas me avaliando, cochichando, fazendo milhares de perguntas.

- Aqui você passou. Agora podemos ir ao teste.

- Teste? Tem teste?

- Claro que tem. Mas não é aqui, é realizado na Beta. Você pode vir com a gente.

O teste era na outra fraternidade? Era muita burocracia pro meu gosto. Mas enfim... eu já estava ali, né?

## EDWARD POV ##

- Eu não gostei nada de você ficar pra trás com a caloura, Emmet! Você tem abusado da minha paciência esses dias...

- Docinho de côco, nós só conversamos.

Eu ouvi o nome Bella sair da boca de Rosalie? Saí do meu quarto e entrei no deles. Emmet sorria para mim.

- A Bella é gente boa, Edward!

- Por que você diz isso?

- Porque eles bateram um papinho hoje! (Rosalie parecia furiosa)

- Vocês o que, Emmet?

- Nós conversamos ué. Qual o problema?

Emmet estava me irritando. Não só pelas piadinhas dele sobre Bella, ontem e hoje, mas por ter ousado chegar perto dela sem que eu estivesse junto. Meus irmãos não tinham o mesmo controle que eu. Não mesmo.

- Por que Emmet? Só me diga o motivo.

- Porque eu achei ela simpática.

- Deixa eu ver como posso te explicar direitinho para você entender. Se qualquer um de vocês fizer algo com ela, mesmo que seja sem querer, eu não respondo por mim. Por mais que eu ame vocês. Falei claro?

- Transparente. Você anda bem irritado ultimamente... a quanto tempo você não dá umazinha, Edward?

Eu resolvi sair dali antes que voasse no pescoço do meu irmão. Eu estava voltando para o quarto quando ouvi Alice.

- Edward! (ela me olhou com pavor)

- O que houve?

- Eu só vi agora... não tenho nem certeza disso, está confuso, mas...

Eu entrei em sua mente. Aquilo estava mesmo confuso. Tinha gritos, vários homens, sangue e... Bella! Meus dentes vieram, o ódio me percorreu, o medalhão ardia em mim.

- Tente mais, Alice... onde ela está? Com quem?

- Desculpe, Edward, eu não consigo, está tudo nublado, eu não consigo!

Eu chutei a parede, fazendo um rombo nela, quando Jasper apareceu.

- Eu senti isso lá da garagem, pessoal. O que está acontecendo aqui?

- Bella! Alice teve visões com ela, com um final trágico. Mas eu nem imagino onde ela esteja. Só indo na casa dela tentar e...

- Eu a vi agora pouco. Entrando na Beta.

Eu já sabia para onde ir.