N/A: Oi leitores queridos do meu coração! Desculpe a demora em postar, mas é que não deu tempo ontem... ainda por cima meu teclado quebrou e lá estava eu de noite indo ao shopping comprar um novo. Já falei que o mouse que veio junto com o teclado, brilha? Deve ser parente dos Cullens... ok, não teve graça! Divirtam-se com o novo capítulo!

OBS: Essa fic é de total autoria minha, ok? Não é traduzida nem plagiada :p

CAPÍTULO 5

## BELLA POV ##

Nós entramos na Beta e eu vi um cara super bem vestido e com uma cara terrível de garanhão, em pé, nos esperando.

- Isabella Swan! Muito prazer, sou Henry Bass, presidente da Beta! (ele esticou a mão)

- Oi, pode me chamar de Bella mesmo.

- Está pronta para o teste?

- Bem, só para eu ter uma leve idéia... como é esse teste?

Ele sorriu, me conduzindo pela casa. Eu olhei para Megan e as outras meninas, e as vi sentando num sofá.

- Consiste praticamente em testes de inteligência, agilidade e capacidade. Por mais que Edward seja nosso camarada, não podemos deixar uma pessoa totalmente inapta, se juntar a nós. Espero que me entenda.

- Sim, compreendo. Apesar de eu não ter muita agilidade. Tem que passar com mérito nos 3 testes?

- Nós veremos isso.

Ele riu, enquanto passava o braço por cima dos meus ombros. Meio atiradinho, né? Nós descemos uma escada de pedra de 3 lances, chegando a um local meio sinistro, escuro, iluminado apenas por algumas velas. Eu tremi com o frio que fazia ali.

- As meninas não vão vir?

- Não. O teste é seu. Elas já tiveram o delas.

- Ah.

Uma porta se abriu, e saíram 4 rapazes vestidos com uma túnica preta, parando em fileira de braços cruzados. Aquilo era bizarro e eu já não estava me sentindo muito à vontade.

- Olha, não que eu esteja cuspindo para o alto, mas eu acho que vou esperar mais um tempo até decidir fazer o teste.

- Bella, (ele riu) nós não podemos abrir uma exceção dessas para você. Senão teríamos que fazer com todos.

Eu senti 4 mãos segurarem meus braços e quando fui me virar, eram dois caras de túnica, que me puxavam em direção a uma mesa, ou algo do tipo, de pedra, que ficava no meio do salão. Eu não gostei disso.

- Ok, isso não tem graça. Eu não vou fazer merda de teste nenhum se eu não quiser! Me soltem agora!

- Cale-se Bella. Já encheu!

O que era aquilo? Cadê o rapaz tão cordial de 10 segundos atrás? Senti um medo bem parecido com o de quando o motoqueiro me pegou. Só que a diferença era que ali, não tinha nenhum Edward Cullen. Qual era a saída? Eu lutar com 5 caras? Impossível, né? Usei minha única arma. Meu grito, enquanto me colocavam deitada na mesa e prendiam meus pulsos e pernas.

- Me solta! Vocês vão se arrepender! Me solta!

Henry tirou seu paletó e dobrou os punhos da camisa, enquanto um dos caras passava uma fita adesiva na minha boca. Ninguém avisou que eu tinha sinusite? Eu não ia conseguir respirar! Começei a chorar, sem poder gritar, quando vi eles tirarem minha roupa. Como eu fui tão idiota em ter caído nesse papo de fraternidade? Edward estava envolvido nisso também? Eu prestes a morrer ou ser estuprada, e só conseguia ver o rosto dele na minha mente. Ele não estava envolvido. Não poderia. Por que eles estavam fazendo aquilo? E por que eu, com tantas garotas lindas na faculdade?

- Eu primeiro vou me satisfazer. Preciso te dizer que a achei bem gostosinha ontem na festa. Depois que você não me servir mais, (ele andou até outra mesa e pegou uma adaga afiada) eu vou coletar seu sangue. Um presente para um amigo...

Um presente para um amigo? Que porra de amigo ia querer meu sangue? Eu queria gritar que era virgem, implorar para ele não me fazer nada! Mas ele já começava a subir em cima de mim e alisar a faca pela minha barriga. Eu fechei os olhos e desejei acordar.

## EDWARD POV ##

Eu deixei o Volvo na garagem e resolvi pegar a BMW de Rosalie. Qualquer segundo perdido poderia ser sagrado. O carro voava pela estrada com meu pé colado no acelerador. Qualquer infeliz que desse o azar de cruzar o asfalto naquela hora, provavelmente ficaria agarrado no chão, porque eu não ia diminuir. Que porra a Bella tinha na cabeça em ir até a Beta? E a questão era, por que? Eu não conseguia imaginar nenhum motivo que a fizesse ir até lá. Mas eu sabia muito bem o motivo deles. Porque eu sabia que não era a 1ª vez. Eu conhecia Henry Bass, e sabia que ele iria ao inferno para me agradar e ter sua imortalidade super garantida. O problema é que Beta era só para homens. Eles nunca tinham feito isso com garotas. Nem eu teria deixado, por mais sádico que fosse. Eu lembro de ter demonstrado na festa, o meu interesse por Bella, e ele provavelmente achou que era apenas sede de sangue. Merda! Eu tinha colocado-a naquela situação. Sem querer. Eu me sentia estúpido.
Entrei com o carro pelo jardim da casa, saindo de qualquer jeito sem nem desligar a ignição. Não tinha tempo para isso. Abri a porta e vi as garotas da Ômega sentadas. Gritei com elas, assustando-as ao máximo.

- Saiam! Agora!

Quando elas correram, eu fui em direção à escada. Um Beta tentou me parar.

- Cullen, o que faz aqui? Você não pode descer!

Eu não ia perder meu tempo com ele... apenas o joguei longe, e chutei a porta da escada.

- HENRY!

Eu desejei para o bem deles não ter visto a cena. Bella com a boca tampada, nua, amarrada na mesa, chorando. E ele em cima dela. Mostrei meus dentes de novo, liberando toda a raiva dentro de mim. Ele pulou da mesa, me olhando assustado. Nenhum deles nunca tinha me visto ao natural, exceto nas festas.

- Edward, é um presente!

Ela me olhou com os olhos inundados de medo. Ela estava me vendo ao natural também. Merda. Henry tinha saído de cima dela, mas ainda possuía uma adaga encostada em sua barriga. Eu dei um passo à frente, temendo que ele a cortasse. Vocês podem imaginar o porque.

- Bass, não seja estúpido. Eu não quero esse presente. Afaste-se dela.

- Mas eu achei... você falou... Edward...

Ele a olhou apavorado, como se tivesse entendido tudo.

- Eu não toquei nela, Edward. Eu juro. Pelo visto foi tudo um mal-entendido.

- Ok Bass. Afaste-se então. Me dê a faca.

Ele lançou um rápido olhar para os outros 4 que estavam mais longe de mim. Eles vacilaram, quando pensaram.
- Não tentem. Eu sou mais rápido que vocês.

- Edward... eu me afasto, e você me deixa ir. Sem rancores.

- Sem rancores.

Eu afirmei tentando ganhar sua confiança. Não estava em posição de barganhar. Mas Bella gemeu e se debateu na mesa, e meu instinto protetor foi muito mais forte. No segundo que o olhei com sede, ele tremeu e a ponta da adaga cortou Bella. Fudeu. Avançei em Henry, o levantando pelo pescoço e jogando contra a parede e voei nos outros. Os dois da frente que tentaram fugir, eu esmaguei pelas costelas e depois quebrei o pescoço. Os que sobraram, estavam agachados aos meus pés, com uma poça de mijo abaixo deles. Não, eu não teria piedade. Levantei um com cada mão, cravando as unhas nas artérias dos pescoços e levando minhas presas até o sangue, que escorria. Eu precisava de muito sangue, antes de me aproximar dela, que acompanhava tudo petrificada. Suguei os dois até a última gota, enquanto seus corpos tremiam por reflexo. Os larguei ali mesmo e fui até ela, limpando a boca. Ela se debateu quando eu cheguei perto. Ela achava que ia fazer o mesmo com ela? Provavelmente achava.

Puxei a fita de sua boca, enquanto me controlava com o cheiro do sangue escorrendo da ferida. Era absurdamente doloroso. Passei meu dedo pelo sangue, imaginando que gosto teria. Não Edward. Controle-se.

- Ed-ed-edward, não... por favor...

- Bella, eu não vou te fazer nada.

Ela fechou os olhos, talvez esperando, como uma presa esperava ser abatida. Tirei minha camisa, enquanto me curvava sobre seu corpo nu, enxugando o sangue com o pano. Ela deve ter pensado o pior quando a toquei.

- Eu sou virgem!!! (ela gritou se debatendo)

Eu ri, não aguentei. Me abaixei até seu rosto e a encarei.

- Obrigado pela informação!

Óh céus, ela não parava de chorar. Quando eu aproximava meu rosto ela chorava ainda mais. Faça isso parar! Desamarrei seus pés e seus pulsos e ela na mesma hora pulou da mesa, tremendo e se afastando de mim. Eu andei devagar em sua direção.

- Bella...

- Não!

- Não o que, porra?

Eu avançei e a puxei para mim, abraçando-a.

- Eu não vou lhe fazer mal. Confie em mim.

Eu olhei em volta. Onde estava a roupa dela? Não dava para sair dali com ela assim. Soltei-a e fui pegar a túnica de um dos caras para ela vestir. E eu ouvi algo tarde demais. Henry. Eu li sua mente no momento que ele pegava Bella por trás, segurando a porra da adaga contra sua garganta. Olhei rápido em volta, nada para usar. E olhei meu medalhão no meu peito.

- Henry...

- Ela é minha garantia, Cullen.

- Bella, você confia em mim?

Ela balançou rápido a cabeça. Ao menos ela tinha mais medo dele do que de mim. Eu passei rápido, o mais rápido que eu pude, pelo caminho de velas, fazendo todas se apagarem. Tudo ficou negro, menos para mim, claro.

- Cullen, eu sei que você está aí! Não faça nenhuma besteira!

Eu enxergava perfeitamente no escuro, mas eu nem precisaria disso. Podia sentir a quilômetros de distância a respiração e o medo dele. Ele tinha se tornado o meu maior inimigo, no momento em que tocou ela. Não tinha mais salvação para ele, sua sonhada imortalidade, bem... ele ia para o inferno. Isso valia, né? Eu dei a volta por trás deles silenciosamente, e me aproximei de seu ouvido. Eu ia aproveitar para me divertir.

- Boo!

Puxei a mão que segurava a adaga e quebrei, torcendo para o lado contrário. Trouxe rápido Bella para mim, passando meu braço esquerdo em volta da sua cintura, enquanto arrancava a camisa de Henry e arranhava uma unha do seu pescoço até o umbigo. Vejam bem, arranhava é bondade... lembram da minha unha no pescoço do motoqueiro, né? Ele caiu ajoelhado, enquanto eu quebrava seu pescoço.

- Um brinde ao sangue nobre, Henry!

Peguei a túnica que tinha separado e subi com Bella. Lá em cima, na claridade, eu vi o medo novamente em seus olhos. Eu estava imundo de sangue. Dei a túnica, que ela vestiu rápido, corando de vergonha. Saí puxando ela pela mão, para sair o mais rápido daquela casa. A merda ia feder.

## BELLA POV ##

Edward dirigia calado, seus dedos apertando o volante, visivelmente irritado. Eu o olhava, sem camisa, seu peito branco e perfeito, seu abdômem talhado. Ele não era musculoso que nem o Emmet, mas era socadinho na medida certa. Queria abracá-lo e agradecer, afinal, ele me salvara de um destino cruel, mas vendo seu corpo sujo de sangue, as imagens voltavam à minha mente. As imagens dele matando. Eu faria mal se falasse com ele? Queria saber o que ele estava pensando. O que ele tinha a ver com tudo aquilo... e o que ele era? A julgar pelos dentes e pela forma que ele... óh céus... matou os outros, eu diria que era um vampiro. Mas até mesmo para minha mente super fértil, aquilo era ridículo demais. Eu não estava na Transilvânia, muito menos numa história de Stephen Meyer. Me virei, respirando fundo.

- Edward?

Minha voz quase não saiu. Idiota, Bella, não se demonstra que está com medo, para alguém de quem você tem medo. Mas ele me olhou, com olhos que eu só tinha visto uma vez, na festa, quando ele me salvara (isso estava virando rotina). Não eram mais os olhos vermelhos que eu vi enquanto conversava com Henry. Nem os dentes tinham mais aqueles caninos afiados. Eu tinha sonhado com esses detalhes? Provavelmente não, já que ele continuava sujo.

- Como você está?

Ele esticou a mão para encostar em mim, mas meu reflexo me fez ir pra trás. Ele recuou a mão, com uma expressão triste.

- Posso ao menos conversar com você? O que eu podia dizer ao cara que tinha matado 5 pessoas para me salvar?

- Pode.

Eu gelei quando ele fez uma curva e entrou pr um atalho para dentro da floresta. Bella, você só faz merda!

Ele parou o carro em frente a uma árvore. Eu olhei em volta... nenhum lugar para correr. Claro, como se eu fosse conseguir correr mais que ele.

- Alguma pergunta para mim? (ele falou sem me olhar)

- Acho... que várias. A mais importante... acho que é... você vai (engoli seco) me matar?

Dessa vez ele me olhou, parando em meus olhos por alguns segundos.

- Eu teria feito isso por lá, não acha? (falou sério enquanto passava a mão nos cabelos irritantes)

Eu pensei nessa resposta. Ele tinha razão. Eu estava amarrada, à mercê dele... realmente ele poderia ter feito qualquer coisa.

- Ok. Por que você apareceu lá? Como sabia disso? E ele falou de presente pra você... por que?

- São muitas perguntas Bella. Você me faz uma, eu faço outra... o que você estava fazendo lá?

- Um teste.

- Por que eu apareci lá... porque eu soube que você estava lá. Uma pessoa te viu entrando na casa, e me avisou. Que teste era esse?

- Me disseram que era para entrar para a Ômega Pi.

- Eu comentei alguma coisa com o Bass, sobre você, e ele achou que eu quisesse... seu sangue. Por que você queria entrar para a Ômega Pi? Eu não acho que faça seu estilo...

- Bem, falaram que foi você quem pediu. Para que eu entrasse... disseram que a Ômega era a fêmea da Beta. O que você é?

Ele me olhou surpreso, levantando uma sobrancelha. E eu vi um sorriso torto nascer em seu rosto. Qual era a graça?

- Você resolveu se juntar aos loucos, porque eu pedi? E por causa da relação entre as duas? Não era mais prático você só me agarrar de novo?

Ele ria enquanto eu não achava nada engraçado ali. Ok, eu dei mole... precisava contar todos os motivos a ele? Não, Bella, isso você deveria ter escondido!

- Isso não tem graça, Edward... não mesmo. E você não respondeu minha pergunta.

- Desculpe. Mas para mim foi hilário. O que eu sou? Você ainda não sabe? Vamos, Bella, não és tão inocente assim. Dentes, mordidas, sangue, pele pálida...

- Me desculpe se eu cresci achando que vampiros era serem fictícios. Eu acho que devo culpar meus pais por terem mentido para mim.

Ele estava rindo de novo. Sério, por que ele conseguia estar tão descontraído, enquanto eu quase me cagava de medo?

- Então eu sou um vampiro? Foi a essa conclusão que chegou?

Eu tremi e parei de respirar, quando ele se aproximou e tocou meus cabelos. Não chore, não chore, não chore.

- Tal-tal-talvez.

- E se eu realmente for um vampiro?

- Eu (tossi para disfarçar a ridícula voz gasguita que saiu) eu não vou... contar nada. Prometo.

Ele se inclinou mais ainda, eu quase morrendo, não sei se por medo ou por vontade de pular nele, e sussurrou no meu ouvido.

- Não estou preocupado com o que você vai contar por aí. Estou querendo saber como as coisas vão ficar entre nós dois.

Eu engoli seco, tão seco que desceu arranhando a garganta. Meu instinto me dizia para abrir a porta e sair dali correndo, mas meu reflexo foi apertar os braços dele.

Ele me olhou, com o maxilar tenso, e senti sua mão na minha nuca, enquanto sua boca encostava nos meus lábios. Eu definitivamente, estava morrendo. Juro ter visto estrelas, quando senti sua língua dentro da minha boca, se enroscando na minha. O beijo dele era molhado e urgente. E então ele me soltou e saiu do carro, arrancando e destroçando um galho da árvore. Ok, o que eu tinha feito de errado agora? Eu não beijava bem?

- Edward?

Eu o chamei, abrindo a porta do carro.

- Fique aí, Bella!

Wow. Caninos à mostra... tudo bem, eu fico.

## EDWARD POV ##

Eu tinha sido estúpido. De novo. Depois de tudo o que aconteceu, com meus nervos à flor da pele ainda, com o cheiro do sangue dela debaixo daquela túnica, eu resolvi beijá-la? Claro, Edward, por que você não a mata logo? Não que eu não tivesse gostado. Pelo contrário, nossas bocas se encaixaram perfeitamente. Mas eu não estava no meu melhor momento. Voltei para o carro, olhando-a controladamente.

- Eu acho que não sou uma boa companhia agora. É melhor te levar para casa.

- Tudo bem...

Eu dirigi até a casa dela, calado e pensando em tudo que tinha acontecido em dois dias. Míseros dois dias. Fiquei imaginando como seria o resto do semestre.

- Obrigada.

Eu nem tinha me dado conta de que já tínhamos chegado. Ela me olhava triste, enquanto saía do carro.

- Descanse, Bella.

Ela bateu a porta e depois colocou a cabeça para dentro da janela.

- Posso... pegar?

Eu olhei para o que ela apontava... era minha camisa que eu tinha tirado pra limpar o sangue dela, e que agora estava no chão do carro.

- Você a quer?

- Sim.

- Pra que?

- Não interessa.

Mulheres são estranhas mesmo. Eu peguei a camisa e dei a ela. Só liguei o carro quando ela entrou em casa e fechou a porta. Eu tinha coisas para resolver.

Cheguei em casa, só tinha Jasper lá. Ele já veio me encontrar no meio da sala, provavelmente sentindo meu estresse.

- Vai me contar?

- Henry pegou Bella para me dar seu sangue, eu cheguei, matei todos eles e salvei Bella.

- Você matou Henry Bass?

Ele me olhava incrédulo. Claro, Bass era meu protegido, e não apenas isso. Ele era filho do senador Lionel Bass.

- Não tive muitas opções, Jazz. Era ele ou ela. E eu imagino que você não tenha dúvidas sobre quem eu escolheria.

- Claro. Mas e agora? Não dá para varrer para debaixo do tapete, dá?

- Não... até porque ficou uma sujeira por lá, que não dava para limpar. Onde está todo mundo?
- Foram comer alguma coisa.

O comer alguma coisa da minha família era um pouco mais complexo do que só ir ao restaurante.
- Me avise quando chegarem.

Fui deitar e tentar pensar no que iria fazer. Tinham as garotas, que me viram entrar, e tinha mais um Beta que tentou me interceptar. Eram algumas testemunhas. O que eu faria com eles? E eu ainda precisava colocar um novo rosto na liderança da Beta de Forks. Bem, uma testemunha já estava riscada da lista. Faltavam as garotas. Eu deixei um pouco de pensar nos problemas, e me concentrei nela. A exposição teria valido a pena? Eu lembrei do beijo... é claro que valeu a pena. Eu sem dúvidas faria tudo de novo!

## BELLA POV ##

Entrei em casa, recebendo os olhares das meninas que estavam no sofá. Eu provavelmente não estava com uma aparência muito legal...

- Bella, você foi pra guerra?

- Bella, o que houve?

Eu não queria falar com ninguém, não queria olhar para ninguém, não queria ouvir ninguém. Só queria meu quarto e minha cama. Subi as escadas sem responder nada, entrei no quarto e tranquei minha porta. Tudo parecia estar girando e diminuindo, como se as paredes fossem me esmagar. Que merda era aquela que estava acontecendo na minha vida? Por que eu fiquei em Forks? Para me apaixonar por um... vampiro? Fiquei em pé na frente do espelho e me vi naquela túnica que me causava arrepios. Saí do quarto para o banheiro, esfregando forte meu corpo embaixo do chuveiro, querendo tirar todo e qualquer resíduo desse dia. O corte ardia, me fazendo lembrar dele ali, expelindo um filete fino de sangue.
Voltei para o quarto e joguei uma camisola leve no corpo, me jogando então na cama, enquanto deixava as lágrimas escorrerem pelo meu rosto.

## EDWARD POV ##

Eu não podia perder muito tempo, então já estava ligando para o celular que estava listado no livro de residentes da Beta.

- Alô.

- Paul Finch?

- Isso. Quem é?

- Edward Cullen.

O outro lado ficou completamente em silêncio.

- Paul, não vou te machucar. Só precisamos conversar. É um assunto do interesse de ambos.

- Você pode me adiantar o assunto?

- A presidência da Beta. Está interessado agora?

- Ah. Sim. Onde nos encontramos?

- Em trinta minutos, na lanchonete Sky, conhece?

- Aquela que está quase abandonada, no Km 31?

- Essa mesma.

- Você quer que eu vá sozinho, te encontrar num lugar que provavelmente não terá nenhuma testemunha? É isso mesmo?

- Exato. Ou eu posso ir irritado até onde você está.

- Te encontro na lanchonete.

Meu problema com o Paul já estava praticamente resolvido. Faltava o outro problema... com mais hormônios envolvidos. Eu cuidaria disso no caminho para a lanchonete.

A casa da Ômega era uma construção tão branca, tão clara, com detalhes tão delicados, que quem olhava por fora sequer imaginava que ali dentro só tinha tubarão. Sim, porque aquelas meninas de pele clara, cabelos loiros e feições de boneca, podiam ser tudo, menos agelicais. Era um ego maior que o outro, sempre uma querendo puxar o tapete da outra. Mas haviam duas coisas que aquelas mulheres temiam e respeitavam: eu e.. bem, só havia uma coisa. A campainha soou lá dentro.

- Cullen!

- Leve-me até Megan.

Falei enquanto entrava na casa antes mesmo dela mandar. A loira me guiou ao andar de cima, parando em frente a uma porta.

- Ela está aqui?

- Sim, mas ela deve estar dormindo e eu ac...

E daí que ela estava dormindo? Abri a porta e encontrei a também loira, deitada em sua cama rosa, abraçada a um urso de pelúcia rosa. Elas não ficavam com dores na vista? Aquilo podia cegar alguém.

- Megan Walsh?

Ela acordou histérica e sentou na cama ao me ver, fazendo um gesto para a "outra" loira nos deixar a sós.

- Ed-ed-ed-ed-edward Cu-cu-cullen?

"Estou decente? Estou."

- Sem tantas sílabas, mas sim, sou eu.

- Você sabe meu nome? (ela abriu um sorriso) Eu nem achei que você soubesse que eu existia!

"Ele sabe que eu existo! Já é alguma coisa..."

- Eu provavelmente sei o nome de todos da Beta e da Ômega. E tenho boa memória. O que vocês faziam na Beta hoje de tarde?

- Ah, isso! Nós fomos levar a caloura para um teste.

- A caloura se chama Bella.

- Isso, eu sei.

- Por que vocês a queriam para a Ômega?

"Ele é doido?"

- Na verdade, eu achei que você soubesse... já que o pedido foi seu.

Eu a olhei, estudando-a. O que ela dizia sempre batia com o que pensava. Não estava mentindo.

- Você sabia qual era o teste?

- O de sempre, não é?

"O que ele quer de mim, afinal? Se fosse para arrancar minha roupa pelo menos..."

Eu me aproximei bem dela, ouvindo seu coração acelerar.

- Megan, o quanto suas... pupilas são fiéis a você?

- Muito fiéis.

- E o quanto você poderia ser fiel a mim?

"Eu sou sua!"

- O quanto você quiser...

- Então preciso de um favor. Nem você e nem nenhuma das outras garotas, me viram entrar hoje na Beta. Nem levaram Bella até lá.

Eu sussurrei em seu ouvido, soltando meu hálito em cima dela. Ela se arrepiou, enquanto caía de costas na cama. Molezinha...

- E o que eu ganho com isso?

Eu subi em cima dela, abrindo o laço da sua camisola com os dedos.

- Bem... eu te deixo viva.

- Ok.

Ela sorriu meio tonta, enquanto eu levantei e saí do quarto. Eu adorava ser irresistível.

## BELLA POV ##

Era noite fechada quando acordei. Eu via dois olhos vermelhos, apenas isso, me encarando naquela escuridão e ouvia um rosnado baixo saindo de seu peito. Só podia ser uma pessoa. E ele tinha ido me matar, a única que sabia seu segredo e continuava viva.

Eu tentei levantar, mas meus braços e pernas estavam presos novamente, e minha voz, por mais que eu gritasse, não saía. Estava muda, enquanto ele caminhava lentamente em minha direção. Quando ele se aproximou da cama, a luz da lua que entrava pela janela iluminou seu rosto, e eu pude ver seus dentes afiados. Ele me olhou furiosamente, antes de pular em cima de mim. "Não, Edward!"

## EDWARD POV ##

Eu tinha marcado com Paul na lanchonete Sky, porque realmente o lugar estava praticamente abandonado. Mas não porque eu fosse matá-lo ou algo do tipo, e sim porque não era o tipo da conversa que eu gostaria que outros escutassem. Eu estaria negociando o silêncio dele, pela presidência da filial de uma das maiores fraternidades do país. Quem não gostava de poder? Só que ele estava atrasado. Bem atrasado, por sinal. Já estava ali esperando-o há mais de 1 hora. Liguei para seu celular e chamou até cair. Tentei outras duas vezes e nada. O infeliz tinha fugido? De qualquer maneira, ele não vinha mais... mas eu ia buscá-lo na marra. Entrei no carro e fiz o caminho de volta, já que eu estava nos limites da cidade. Não tinha me afastado nem 5 km da lanchonete, quando vi um Toyota capotado no meio da rua. Parei o carro, óbvio. Se tivesse alguém vivo ainda, eu não iria desperdiçar o sangue.

Quando me aproximei do carro virado, me agachei para olhar o motorista, que para minha surpresa, era nada mais nada menos, que Paul Finch. Ele ainda estava vivo, fudido, mas vivo. Bem... vou ser sincero. Ele ia morrer em no máximo 10 minutos, pois eu ouvia o coração fraco e o sangue inundando seus órgãos por dentro.

- Cullen... o desastre... não... foi... sem... querer.

Eu o encarei pasmo. Ele foi assassinado? Não exatamente, já que ele estava vivo. Eu o olhei, com os olhos fechados, sem respiração. Ok, ele foi assassinado.

- Alice! Jazz! Emmet! Rose!

Cheguei em casa gritando para eles comparecerem. Me irritei quando vi Emmet correndo enquanto vestia uma calça e Rose ajeitando a saia. Eu não precisava ver essas coisas.

- Eu vi, Edward.

Alice també me deixava puto quando só me contava as coisas depois que elas aconteciam. Alguém a informou que o dom que ela tinha era de prever o futuro?

- Conte, por favor.

- Eu vi você indo na Ômega, falando com Paul e tudo mais. Vi o acidente também. Mas só quando ele já tinha capotado.

- Não viu quem foi então?

- Quem foi?

- Quem o matou...

- Alguém o matou? (Rosalie perguntava)

- Pelo visto sim. Antes de morrer ele me disse que não tinha sido sem querer.

- Alguém causou o acidente. (Jasper completou)

- Sim... alguém que não queria que ele me encontrasse, provavelmente.

- Então ele contou para alguém que ia te encontrar?

- Ele estava com medo, já tinha apanhado de mim... ele quis se precaver, avisando para alguém onde estaria, né? O problema é, quem poderia querê-lo morto.

- Eu só consigo pensar em algum inimigo em comum de vocês dois.

- Ou alguém que queira te ferrar de vez. (Rosalie sorria sarcástica)

- Ei, alguém viu meu CD do Lionel Richie?

Eu olhei Emmet, que estava do outro lado da sala, abaixado, olhando a pilha de CD´s.

- O que você disse, Em?

- Meu CD. Do Lionel Richie.

Eu olhei Jasper, e ele sorria de volta.

- Lionel Bass. (falamos juntos)

- Não, idiotas!!!! Lionel RICHIE! O cantor!

- Em, ainda bem que você é retardado o suficiente a ponto de pensar em música numa hora dessas!

Eu dei um beijo na testa do meu irmão burro, enquanto ia para o quarto.

## BELLA POV ##

Eu acordei gritando e suando, sentando na cama. Era tudo um sonho, ou melhor, pesadelo. Aquilo estava me deixando abalada demais... por mais assustador que tudo tinha sido, eu não conseguia pensar em Edward desse jeito mau. Eu fui salva por ele duas vezes. Não era possível que eu estivesse errada... ele não teria tido tanto trabalho. Me levantei tropeçando pelo caminho com o quarto escuro e acendi o abajour. Precisava saber que horas eram, quanto tempo domi e quanto tempo eu ainda podia ficar vegetando ali na cama. Mas eu quase infartei quando uma mão tocou meu ombro. Eu pulei e me virei.

- Ed... céus! Você quer me matar?

- Que duplo sentido horrível Bella! (ele riu)

Eu suspirei enquanto esperava meu coração voltar para o lugar. Ele não podia ter entrado pela porta como uma pessoa normal?

- Você pulou minha janela?

- Pular, é uma palavra complexa... eu saltei. (ele continuava sorrindo)

- Você não fez isso outras vezes... fez?

- O que você chama de outras vezes?

- Ahhhh Edward! Não creio nisso!

Ele riu e me puxou para um abraço. Antipático!

- Foi uma vez só. E eu nem fiz nada. Infelizmente...

- Posso ao menos saber que horas foi isso?

- Depois da festa, quando te deixei em casa.

Depois da festa, eu lembro de ter tomado banho e deitado... pelada! Puta que pariu, eu tinha vontade de socá-lo.

- EDWARD!

- Calma, calma. Antes que você reclame, você estava coberta. Eu só vi um pouquinho...

Eu o soquei! Certo. Para mim foi um soco que quase quebrou meus dedos. Para ele foi como uma pluma que tocava seu peito. Me virei de costas enquanto chorava de dor, querendo explodir a cabeça dele. Mentira.

- Bella, não exagera... (ele me puxou pela cintura, de costas mesmo) Isso era só uma questão de tempo... ou você acha que eu estava cego hoje cedo?

Aquilo era humilhante e ele ainda zoava com a minha cara. Ele tinha uma quedinha por tortura, não é?

- Podemos conversar em paz?

- Me solta primeiro.

- Como se você não gostasse...

Ele falou isso roçando os lábios no meu pescoço enquanto um frio me percorria pelo estômago. Eu me encostei nele, sentindo tudo rodar.

- Faça o que você tem que fazer... só pare de me torturar...

Senti ele rindo no meu pescoço.

- E o que exatamente eu tenho que fazer?

- Eu não faço a mínima idéia...

Eu me sentia dopada. Ele riu de novo, mas dessa vez ele passava a mão pela minha barriga.

- Se você quiser me morder...

- Não é bem te morder que eu quero... estou bem alimentado.

- Ow...

Eu senti meu corpo ser puxado lentamente para trás, e então ele me virou e me jogou na cama. Eu acho que ovulei. Ele subiu em cima de mim, colocando uma perna de cada lado do meu corpo, e se aproximou do meu rosto.

- Eu só vim te avisar que não estarei em Forks amanhã. Você pode tentar não fazer nenhum teste para nenhuma fraternidade?

- Não tem graça nenhuma.

Eu respondi enquanto esticava o braço tentando alcançar sua camisa.

- Shhh. Que apressada! Eu sou tímido, ok? Hoje não!

Hein? Eu ouvi certo?

- Pára Edward!

- Estou parado Bella. Se eu me mexesse você sentiria.

Ok, eu devo ter ficado roxa com essa piadinha ridícula, porque ele riu muito da minha cara.

- Eu não tenho culpa se você é assim tão atirada... só vou te deixar me ver pelado, quando eu estiver pronto!

- Ughhhh! Inferno! Vai embora, Cullen!

Eu empurrei e ele saiu de cima de mim, enquanto pegava um sutiã meu que estava em cima do móvel e saía pela janela.

- Volto depois de amanhã! E estou levando um souvenir!