N/A: Olá!!!!

Nesse capítulo entra um dos personagens mais importantes da fic. Não, não estou falando do Lestat ;)

Espero que gostem da minha "cria".

Reviews = Atualização

Bjs, K.

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## Edward PDV ##

Não ia mais conseguir falar com Lestat, enquanto ele não acordasse. Sim... ele dormia. Me pergunto se ele gostava de fingir, ou se ele realmente podia dormir. Lembro de Vlad dizendo que gostava de passar as horas diurnas na cama, e só quando a tarde chegava que saía para caçar. Mas na verdade, eu nunca soube se ele dormia ou só passava as horas que nem eu, olhando para o teto. O que me irritava era a convicção com a qual Lestat falava. Vou dormir. Faltava apenas dizer que sonharia com os anjos. Ou no caso dele, com o inferno.

Subimos até o 5º andar, com Bella quase morrendo já. Meus devaneios me fizeram esquecer de pegá-la no colo. Ela se apoiava em mim quando entramos pelo corredor.

- Por que é tudo tão escuro?
- Ele prefere assim.
- Ele... é dono disso aqui?
- Sim.

Nós entramos no quarto e fechei a porta na cara do panaca. Bella estava rodando em torno de si mesma olhando boquiaberta para o quarto.

- Maior que a minha faculdade...
- Não exagere Bella.
- Ok. Maior que a minha casa.
- Melhorou.

Ela subiu na cama e ficou pulando que nem criança. Mulheres...

- Isso aqui é muito legal! Melhor do que Disney! Queria ter trazido uma máquina!
- Ok amor, desce daí. Vem cá...

Ela saiu da cama e veio até mim, me abraçando.

- Como ele sabia meu nome?
- Lestat?
- É.
- Eu contei. Antes de te trazer, eu liguei e avisei.
- Ah! Ele sabia que eu vinha?
- Não amor... eu ia te trazer para o covil de Lestat, sem avisá-lo.

- Bem, não importa... você sabia que ficou super sexy contando sua história lá no carro?

Ela passava as mãos pela minha bunda. Safada! Me agarra, vai! Fui tirando a blusa e andando, fazendo ela cair de costas na cama.

- Quer que eu conte de novo?

Ela sorriu e envolveu suas pernas nas minhas, me puxando para a cama também.

- Bells, você anda tão safadinha... mas eu gosto!
- É bom mesmo gostar. Na falta de você, tem o Lestat!

Hein? Opa!

- Que porra é essa Bella?

Ela ficou vermelha.

- Era brincadeira!
- Não se brinca com uma coisa dessas. Nunca se brinca, em hipótese alguma, com galhos!
- Ok. Eu só brinquei, nada demais.
- Sei.

Perdi o tesão. Não é legal ouvir sua namorada falar de Lestat. Nunca é legal. Eu sabia exatamente o poder que ele tinha com elas...

- Parou?

Ela ficou ajoelhada na cama e me abraçou por trás. Eu não ia voltar para ela. Perdeu Bella, perdeu.

- Parei por hoje.
- Mas nem começamos Edward!
- Broxei Bella!
- Fala sério! Por causa disso?
- Talvez. Vou tomar banho...
- Amor...
- Fala com a parede Bella...

## Bella PDV ##

Ele foi mesmo tomar banho! Não creio nisso... era a segunda vez no dia que Edward me deixava em condições catastróficas! Puta que pariu! Bem, se ele queria assim, eu é que não ia insistir. Abri a porta e saí do quarto. Vamos fazer um tour! Se arrependimento matasse... como eu queria estar com minha máquina nas mãos. E tipo, quanto será que vale um jarro desse aqui? Peguei a porcelana trabalhada milimetricamente, linda demais. Minha mãe provavelmente infartaria em ver a decoração dessa casa. Desse castelo, na verdade... Não sei o motivo, mas quando fui botar o jarro de volta no móvel do corredor, ele escorregou e bem... já sabem, né?

- Merda Bella!

Olhei em volta, não tinha ninguém. Sem testemunhas. Corri de volta para o quarto e tranquei a porta.

- Bella! O que houve?

Edward estava saindo do banheiro, enrolado na toalha, e me olhava asustado. Porque a minha cara devia ser de quem fez merda, claro!

- Nada.
- Você está ofegante, vermelha e de olho arregalado. Quer mesmo que eu acredite?

Ah mas que porra! Era melhor contar a ele. Podia inventar uma boa desculpa para Lestat.

- Quebrei um jarro.
- Hein?
- Um jarro ali do corredor. Estava vendo...
- Você pegou nele?
- Aham.
- Não podia olhar onde ele estava, né?
- Aparentemente, minhas mãos foram atraídas por ele...
- Sei.
- Será que era caro?
- Provavelmente.

Engoli seco. Morri, né?

- E agora?
- Agora nada ué.
- Quando Lestat descobrir, ele vai me matar?

Edward riu. Era engraçado?

- Amor... você acha mesmo que ele sabe quantos jarros tem no castelo?

Num lugar com 440 quartos, realmente, tinha lógica.

- Certo... que bom.

Ele ficou pelado e foi abrir a mala. Óh céus. Me chicoteia!

- Ainda está com raiva?
- De que?

Ah que lindo! Esqueceu...

- De nada...

Quem era eu para lembrá-lo! Fui até ele e o abracei.

- De você citar Lestat na hora que eu tentava transar contigo?

Ow. Ele lembrou.

- Talvez...
- Já superei. Se vamos ficar aqui alguns dias, preciso ignorar isso.
- Hum... eu sei uma ótima maneira de te recompensar...
- Na verdade, eu pensei em te dar umas aulinhas de história.
- Está de sacanagem, né?
- Bells, não é qualquer dia que você entra num lugar desses... cultura amor!
- Cultura porra nenhuma Edward! Você poderia me jogar agora nessa cama?

Ele me olhou sorrindo e voou em cima de mim. Bom que o colchão era macio. Se fosse daqueles ortopédicos duros, eu estaria paraplégica agora... era uma vez coluna, sacou?

- Você vai precisar implorar Bella...
- Eu imploro, eu suplico! Quer que me ajoelhe também?
- Hum... não seria má idéia...

Pensei no fato de me ajoelhar e bem... estar tão perto de... sabe né? Céus!

- Pesando em alguma sacanagem Bella?
- Oi? Eu? Não, por quê?
- Ficou roxa...
- Sem graça...

Ele foi passado a língua pelo meu pescoço e começou a descer as mãos pelas minhas coxas. Eu estava pegando fogo. Bateram na porta. Morra!

## Edward PDV ##

Saí de cima de Bella desejando o limbo eterno para a pessoa que batia na porta. Me enrolei de novo na toalha e fui abrir. Quando estava perto da porta, nem precisei abrir para descobrir quem era. Mas abri mesmo assim... eu gostava dele.

- Edward! Cansou da América?
- Impossível... não. Vim resolver um assunto com Lestat.
- Ah sim... imagino qual seja...
- Todos aqui sabem?
- Não. Estamos deixando-o trancado num quarto, ao lado do de Lestat. São poucos que estão sabendo.
- Certo. É melhor assim mesmo. Essa notícia solta por aí... não sei como seriam as conseqüências.
- Terríveis, provavelmente.

Ele me olhou dos pés a cabeça, depois olhou para dentro do quarto.

- Eita... atrapalhei alguma coisa aí? Soube que você trouxe uma humana, né?
- Para ser sincero... atrapalhou uma boa foda... mas isso passa.

Nós rimos, voltando aos velhos tempos. Ele era tão mais legal que Lestat... sério Edward, isso soou gay.

- Bells, vem aqui para eu te apresentar uma pessoa!

## Bella PDV ##

Me levantei rápido da cama, ajeitando a roupa que Edward tinha tirado do lugar. Fui até a porta e parei no meio do caminho. Ele era alto, super pálido que nem Lestat, cabelos compridos e lisos, castanhos escuros e cara de cão carente. Só me vinha uma pessoa na cabeça com essa descrição. Morri. Morri.

- Vo-você é o...
- Louis, sim, é ele...

Eu morreria feliz. Namorava um vampiro que era filho do Drácula, tinha conhecido Lestat e agora estava conhecendo Louis de Pointe Du Lac. Tem noção que eu sou fã desse cara? Abri um sorrisão e corri até a mala. Tirei um papel e uma caneta lá de dentro e voltei até eles.

- Au-autó-grafo, por favor... m-me dá um.

Ele me olhou com sua cara de bobo e olhou de volta para Edward.

- Ela me conhece?
- Acho que é um tipo de fã...
- Eu tenho fãs? Ow. Certo.

Fala comigo porra! Comigo! Meu maxilar doía por causa do sorriso.

- Oi Bella.

Owww, ele me chamou de Bella! Que lindo!

- Hehe.

Retardada!

- Oi!

Estiquei com convicção a mão que segurava o papel e a caneta. Ele pegou meio sem-graça e autografou. Edward estava com cara de puto. Tô nem aí.

- Isso é... estranho.
- Minha namorada é estranha mesmo.

Louis sorriu e bateu nas costas de Edward.

- Quando vamos colocar os assuntos em dia?

Eu estava incluída no "vamos", né?

Meu Louis:
h t t p : / / w w w . esque . com / slr / images / louis _ door . j p g

- Claro! Vou só terminar de arrumar as coisas aqui.
- E terminar a transa também, né?

Edward me olhou.

- Acho que não... ela pode trocar nossos nomes...
-EDWARD!

Louis me olhou sem-graça e se despediu, deixando-nos a sós. Dei um soco em Cullen.

- Ficou maluco?

Ele estava rindo.

- Não... só queria te deixar muito envergonhada...

Irritante! Gostoso, mas irritante. Ele correu atrás de mim.

- Agora quem perdeu foi você, Edward!

Beijou minha orelha e sussurrou.

- Nós não vamos terminar isso agora Bella... mas se eu quisesse, eu não ia perder de jeito nenhum...

Ele piscou e levantou, vestindo a roupa que tinha separado. E lá estava eu, subindo pelas paredes. Era a terceira vez do dia. Ou seria quarta? Não conseguia nem mais contar...

- Já volto, ok?
- Como assim? Não vou junto?
- Bella, conversa de homem. Tem tempo que não encontro Louis... e depois... bem, também quero comer...

Precisava me contar? Não. Podia ficar de boca fechada. Porque tipo... eu queria ser a comida, sacou? Merda.

- Ok. Então tchau né... vou ficar vegetando sozinha aqui.
- Vai ficar com certeza aqui, né?
- Sim.

Ele me deu um beijo na testa e saiu. Me joguei na cama e apertei o travesseiro na cara. Travesseiro grosso... isso me lembrou da louca com travesseiro na boca, lá no cinema. Credo!

Fechei os olhos e tentei dormir, para o tempo passar mais rápido. Se Edward fosse me deixar sozinha o dia inteiro todos os dias, essa viagem seria tediosa. Certo, eu não conseguia dormir... levantei e abri a porta. Ninguém no corredor... Fui explorar o local. O jarro quebrado ainda estava espatifado no chão. Fingi que não era comigo. O corredor por mais sombrio que fosse, conseguia ser acolhedor. E a penumbra me fazia sentir confortável e segura. Ele provavelmente fazia isso com essa intenção.

Cheguei na escada por onde nós tínhamos subido. Passei a mão no corrimão dourado e subi. Nem sabia para onde, mas fui subindo. Por algum motivo, que não sei qual, eu subi a escada até o final. Digo, aquele castelo tinha o que? Uns 10 ou 12 andares? Sei lá. Entrei pelo corredor do último andar. Era o mais bem decorado de todos. Nas paredes havia vários quadros de moldura em cobre antigo, com fotos de pessoas desconhecidas para mim. Tinham também quadros com paisagens, que mais pareciam lugares por onde Lestat tinha passado. Me lembrei de Edward dizendo que Da Vinci tinha participado do projeto do castelo. Será que eu encontraria alguma coisa dele por ali?

Fui tirada dos meus pensamentos quando ouvi um barulho de porta abrindo. Olhei para o final do corredor, mas não apareceu ninguém. Andei até lá. A última porta estava aberta. Ela era preta com entalhos em vermelho, dando a impressão de serem rios de sangue ali estampados. Olhei rapidamente para dentro do quarto e vi uma cama de mármore negro, perfeitamente coberta com lençóis vermelhos e almofadas pretas. A pessoa tinha muito bom gosto.

- Mamãe não lhe ensinou que é feio espiar pela fechadura?

Senti um vento arrepiando todos os meus pêlos e um calafrio percorrendo minha espinha. Ow.

Ele apareceu dentro do quarto, ficando na frente da cama. Brincava com uma moeda entre os dedos.

- De-descul-culpe.

Me virei para voltar por onde vim, mas fui parada por sua voz.

- Não tão cedo. Volte.

Alguma coisa forçou meu corpo a retornar em direção à porta. Merda. Não era eu ali. Era? Senti minhas pernas se mexerem, entrando no quarto, conforme ele movia o dedo, me chamando. Que merda era essa?

- Achei que fosse demorar mais para vir.
- Vir?
- Aqui.

Eu estava a centímetros dele e não conseguia de maneira nenhuma desviar o olhar. Parecia algum tipo de imã.

- S-sabia que eu v-v-vinha aqui?

Ele sorriu calmamente, como quem torturava um inimigo aos poucos.

- Eu te chamei aqui.

Chamou? Não lembrava disso...

- Qu-quando?
- Quando você saiu do quarto e subiu as escadas.

Puta que pariu. Por que mesmo eu não fiquei no quarto?

- Você é bem difícil de ler.
- Ler? Você me lê?
- Sim.

Edward tinha razão...

- Me-melhor eu ir...
- Não lembro de ter te liberado.

Céus! O que ele queria? Meu sangue? Ele passou uma unha no meu pescoço. Congelei.

- Edward já lhe provou. Interessante...

Então eu lembrei do tal código de honra que Edward tinha comentado com James. Sobre a posse da vítima.

- Sim, provou. Isso faz com que eu seja apenas dele, certo?

Nem sei de onde eu tirei coragem e fôlego para falar aquilo de uma só vez. Lestat riu. Gargalhou.

- No mundo dele, talvez.

Hein? Morri, então? Finalmente? Depois de várias quase-mortes, talvez eu morra de fato. Engoli seco.

## Edward PDV ##

Estava colocando o papo em dia com Louis, ouvindo-o me contar agora de sua aventura com troca de estilo alimentar. Comentei com ele sobre o que Bella lera no livro de vampiros... deles serem "vegetarianos".

- Realmente... é complicado... você sabe que no começo eu apelei até para os ratos.

Torci a cara quando lembrei dessa época negra dele.

- Você desistiu disso né?
- Com certeza! Mas já experimentei de urso até tigre cara... a verdade é que não existe nada como o sangue humano.

Eu tinha que concordar. Não que eu já tivesse comido algum tigre ou coisa parecida. Eca. E então senti algo estranho. Não. Senti Bella em perigo. Desde que lambera seu sangue, tinha criado laços mais fortes com ela.

- Lestat!
- O que?

Levantei apavorado e avisei a Louis enquanto corria.

- Bella está com Lestat.
- Que merda. Boa sorte!

Subi em segundos a escada e apareci na porta do quarto dele. Lestat tinha uma das mãos no pescoço dela.

- Edward!
- Ela não...

Ele a soltou e sorriu para mim. Conseguia ser diabólico.

- Não ia fazer nada a ela...

Bella me olhou e veio rápido na minha direção, alisando o pescoço. Senti seus braços em volta de mim e pude relaxar.

- Não deixe-a sozinha Edward... crianças costumam ser curiosas.
- Me desculpe se ela lhe incomodou. Não acontecerá de novo.
- Esqueça isso Edward... o que acha de resolvermos aquele problema agora?

Olhei para Bella que me olhava curiosa. Ela ainda ia morrer disso...

- Certo. Vou apenas levá-la de volta para o quarto e volto.
- Pode trazê-la... ela vai ficar sabendo mesmo...
- Posso ir junto? Mesmo?

Como ela ainda tinha capacidade de querer alguma coisa? Mas eu queria resolver logo isso.

- Ok. Vamos?

Lestat passou por nós, caminhando até uma porta ao lado de seu quarto. Destrancou a fechadura e abriu. A luz saiu pelo corredor... aquele quarto era bem mais iluminado que o resto do castelo. Peguei a mão de Bella e entrei junto com ele.

- Veja bem Edward. Ele não é muito sociável ainda... mande-a tomar cuidado com gestos bruscos.

Apertei a mão de Bella com muita força, mesmo sabendo que pudesse machucá-la. Era melhor eu do que... aquilo que eu via agora.

- Não se mova. Apenas mexa a boca para falar.
- Edward... este é Hazel.

O que eu olhava agora, era como... olhar para um mito. Tudo que eu aprendi sobre nossa espécie, era infundado agora. Algo que ninguém nunca ousou fazer, nem nunca se comprovou de que existisse. Eu via uma criança. Pálida, olhos vermelhos e caninos expostos. Tinha o que? Uns 8 anos?

- Hazel...

Lestat se aproximou dele e agachou para ficar próximo de seu rosto. Estendeu-lhe um braço.

- Com fome?

A criança sorriu e cravou os dentes no braço do príncipe. Inacreditável.

- Você está dando seu sangue?
- Algum sangue melhor para alimentá-lo?

Claro que não. Ele só estava criando um monstro! Puxei Bella para trás de meu corpo quando vi a criança olhar para ela. Era melhor ele ficar quietinho... ou terminaria em decoração de casa.

- Qual a história dele?

Lestat tirou o braço das garras da criança e passou uma mão por cima da ferida, que se fechava sozinha.

- Não sei se você lembra de uma cria minha... Cedric.

Eu lembrava desse idiota. Perfeitamente. Achava que era vampiro e bruxo ao mesmo tempo. Fala sério!

- Sim. O que tem ele?
- Bem... nosso querido Cedric, me trouxe Hazel de presente.
- Hein?
- Aparentemente, Cedric estava... transando com a mãe de Hazel, quando perdeu o controle e a matou. Ela era viúva e Hazel era filho único. Então... nosso querido Cedric, com peso na consciência, resolveu transformar uma criança de 8 anos.

Que imbecil. Só dizendo assim.

- E cadê ele?

Lestat riu.

- Foi estupidez demais o que ele fez. Não resisti e o matei.

O pequeno príncipe continuava super controlado como sempre. Mentira. A criança me olhava, o vermelho vivo dos olhos deu lugar a um vermelho escuro.

- Como anda a alimentação dele?

- Eu tenho dado apenas meu sangue a ele. Não quero contaminá-lo com sangue de qualquer imbecil. Mas isso tem me consumido também... estou comendo mais do que nunca.

Mais? Ele era o pior que eu já tinha conhecido... como assim, mais? Ainda haviam humanos na Terra? Ele lançou um olhar para Bella que estava atrás de mim, o que não me deixou nem um pouco feliz. Queria chegar perto da criança, então soltei Bella, deixando-a no mesmo lugar, e andei até ele. Me agachei também e o olhei dentro dos olhos.

- Oi Hazel.

Ele sorriu mostrando os dentes e veio direto no meu braço. Merda!

- Não!

Lestat colocou uma mão no meu ombro e me olhou pedindo. Ah caralho... agora eu era comida de criança também? Vi Bella olhando assustada o diabinho me morder. Depois de alguns segundos, tirei meu braço.

- Chega. Já está bom.

A criança parou e limpou a boca. Tinha um rosto angelical agora, com seus olhos azuis. Azuis, sacou? Tentei entrar em sua mente e... igual a de Bella. Nada! Incrível!

- Não o leio, Lestat...
- Sim, imaginei... não tenho muito poder com ele também.

Olhei assustado para o príncipe. Nunca soube de nenhuma pessoa, humana ou não, que Lestat não conseguisse controlar. Impressionante!

- Ele não fala?
- Falo!

Ow. Ok. Senti o medo me consumir, quando Hazel mandou outro olhar para Bella, dessa vez se atirando em cima dela, com rapidez igual a um vampiro experiente. Quando eu cheguei nos dois, Bella estava no chão, com Hazel em cima de seu corpo, tocando seu rosto e lambendo seu braço.

- HAZEL!
- Olha! Ele puxou a mim... não pode ver uma mulher!
- Não teve graça Lestat!

Puxei a criança pela gola da camisa e o olhei sério.

- NÃO! Ela, nunca! Ouviu?
- Tem cheiro bom!
- NÃO!

Ele balançou a cabeça sorrindo. Ajudei Bella a se levantar e puxei-a para mim.

- Está bem amor?
- Sim. Forte ele, né?

Quando voltei a olhar para Hazel, ele estava em pé na frente de Lestat, puxando seu braço.

- Agora não Hazel... controle-se um pouco.

- A fome dele nunca acaba?
- Viu como temos um sério problema aqui?

Lestat tocou meu braço e nos direcionou de novo até a porta. Saímos dali e ele a trancou, colocando a chave que estava pendurada num cordão, em volta de seu pescoço.

- Vamos conversar agora.

Entramos em seu quarto e ele nos empurrou duas cadeiras. Deitou-se na cama, de pernas cruzadas. Folgado?